BLOG DO CORONEL PAÚL

JORNALISMO INVESTIGATIVO E INDEPENDENTE.

LIVROS ESGOTADOS

Prezado leitor, caso esteja interessado em obter informações sobre os próximos livros a serem publicados pelo Coronel Paúl, basta encaminhar e-mail para pauloricardopaul@gmail.com e forneceremos informações.

terça-feira, 31 de julho de 2012

CORONEL PAÚL - CAMPANHA - ESCLARECIMENTOS

Coronel PM Paúl
Marcha Democrática de PMs e BMs
27 de janeiro de 2008
Prezados leitores, bom dia!
Eu peço calma aos amigos e amigas que estão engajados na tentativa de nos tornar membro do poder legislativo, inicialmente no cargo de vereador através da eleição que ocorrerá no dia 7 de outubro do presente ano. Eu entendo a ânsia pelo recebimento de material para a divulgação, ninguém pode prescindir dessa ferramenta, pois precisamos que a candidadura seja de conhecimento do maior número de pessoas com as quais temos interagido nas nossas lutas democráticas na internet e nas ruas do Rio de Janeiro, nos últimos sete anos (2007-2012).
Lembro que tenho dedicado o meu tempo ao acompanhamento da recuperação de minha mãe, que foi submetida a uma cirurgia (prótese no joelho), isso há quinze dias. Além disso, quero me manter fiel ao compromisso de repetir a campanha econômica que fiz em 2010, quando fui um dos candidatos que menos gastei, tendo contado com o apoio do partido. Assim sendo, neste primeiro momento da campanha, estou aguardando o material oriundo do partido, para que na segunda fase eu use recursos próprios (não aceito doação que não seja oriunda do partido) para a confecção de material complementar.
Diante do exposto, tenho usado o pouco tempo livre para divulgar a campanha nas redes sociais. Estou construindo um blog de campanha (custo zero), no qual deverei começar a postar a partir da próxima semana as minhas principais linhas de ação que adotarei caso seja eleito. Devo optar pela apresentação delas por meio de vídeos de curta direção, os vídeos amadores que faço habitualmente, também com custo zero.
Conheçam o blog (link).
Antecipo que pretendo ser um vereador de rua, ombreando com todas as lutas justas da população fluminense, postura que tenho adotado nesses últimos anos, exercendo a minha cidadania. Penso que as ruas devem ser o nosso campo de lutas, onde conquistaremos as vitórias, que serão formalizadas junto aos poderes legislativo e executivo. Democracia se faz nas ruas e lugar de político é ao lado do povo, esses são meus pensamentos.
Na recente luta dos Bombeiros e dos Policiais Militares, por exemplo, raros foram os deputados federais e estaduais que ombrearam com os heróis do povo nas ruas, poucos deram a cara para bater, demonstrando o lado que apoiavam. A maioria se manteve nos gabinetes, apoiando o governo contra nós. Se os deputados foram poucos, pior foi o caso dos vereadores do município do Rio de Janeiro. Sinceramente, não lembro de nenhum que tenha nos apoiado.
Encerro agradecendo a preocupação e o engajamento de todos e de todas, ratificando que o momento é de divulgar nas redes sociais e no contato pessoal, isso em quartéis, escolas, hospitais, etc.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

UPPs: POLICIAIS MILITARES DESMASCARAM A FARSA ELEITORAL

O Rio é uma festa para
Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)

Os nosso leitores mais antigos identificarão na matéria a seguir vários aspectos que temos abordado neste espaço democrático sobre os problemas das UPPs, isso desde 2009.
JORNAL DO BRASIL:  
UPP: o outro lado da moeda, que só os policiais que estão nelas conhecem
Luciano Pádua.
A morte da polícia militar Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, na segunda-feira (23), assassinada com um tiro de fuzil no peito, próximo  à sede da Unidade de Policia Pacificadora (UPP) da comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, pode não ter sido um fato isolado. Foi a primeira baixa entre os policiais recém-contratados, especificamente para atuarem nas UPPs. Como o governo está sendo pressionado a ampliar estas Unidades - o secretário interino de Segurança Pública, Roberto Sá, revelou ao jornal O Globo que aumentará o efetivo policial lotado nelas - isto acaba sendo feito sem os devidos preparos. Desta forma, aumentam os riscos e a falta de infraestrutura para quem ali trabalha (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

ORGANIZAÇÕES LANÇAM PETIÇÃO PELO FIM DA POLÍCIA MILITAR


Organizações lançam petição pelo fim da Polícia Militar
Após atingir mil assinaturas, a petição será encaminhada à Presidência da República, ao Congresso e ao STF
José Francisco Neto
da Redação
A Rede Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência do Estado lançou uma petição pública neste domingo (29) pela desmilitarização das polícias do Brasil. Após atingir mil assinaturas, a petição será encaminhada à Presidência da República, ao Congresso Nacional, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).  Para assinar clique aqui.
O pedido é uma reivindicação histórica dos movimentos, e a campanha é um desdobramento da audiência pública realizada na quinta-feira (26), em que entidades de direitos humanos, movimentos sociais e membros do Ministério Público Federal exigiram o fim da Polícia Militar e apoiaram o pedido do Procurador Federal da República, Matheus Baraldi, de afastamento do comando da corporação do Estado de São Paulo.
Recentemente, o Conselho de Direitos Humanos da ONU também recomendou explicitamente que o Brasil trate de “combater a atividade dos ‘esquadrões da morte’ e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de numerosas execuções extrajudiciais”.
Carta à Presidenta
O movimento Mães de Maio junto com a Rede Nacional de Familiares e Amigos de Vítimas da Violência do Estado protocolou na quarta-feira (25), em Brasília, uma carta à presidenta Dilma Rousseff, cobrando 15 medidas que, há seis anos, não saem do papel, dentre elas o acompanhamento federal jurídico e político do crescimento da violência no Estado.
Também pedem um parecer sobre a federalização dos crimes de maio de 2006, abolição dos registros de casos de "resistência seguida de morte" nos inquéritos policiais, tidos como inconstitucionais, e a criação de uma Comissão da Verdade para crimes policiais praticados na democracia.
Em nota, o movimento diz que aguarda a confirmação da Presidência da República sobre a data para a Rede Nacional discutir uma política nacional para os familiares de vítimas do Estado Democrático.
Aumento de homicídios
Pela quarta vez consecutiva, os homicídios aumentaram em São Paulo, contradizendo o governador Geraldo Alckmin que disse em entrevista na terça-feira (23) que os indicadores da criminalidade “iriam cair”.
De acordo com as estatísticas divulgadas na quarta-feira (24) pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período de 2011. Com uma média de 14 mortes por dia, junho foi o período mais violento nos últimos 18 meses, com 134 mortes – aumento de 47% - contra 90 em junho do ano passado.
Segundo a Ouvidoria da Polícia Militar, só a Rota – Ronda Ostensiva Tobias Aguiar - matou 48 pessoas apenas no primeiro semestre na capital paulista. Em comparação com o mesmo período em 2010, os homicídios subiram mais de 100%.
Ao longo dos últimos 30 anos, mais de 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país. No período “democrático” brasileiro houve um aumento de 127% no número de homicídios anuais, dos quais as vítimas, em sua maioria, são jovens pobres e negros, conforme demonstram as estatísticas do Mapa da Violência 2012.
Juntos Somos Fortes!

MENSALEIROS: UM BALAIO DE GATOS (OU NINHO DE RATOS?) - MIRANDA SÁ

Mensaleiros: Um balaio de gatos (ou ninho de ratos?) 
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br) 
Às vésperas do esperado julgamento do Mensalão, assiste-se uma mistura desordenada de pessoas, versões contraditórias, troca de acusações e pressões sobre o Supremo Tribunal Federal. Os mensaleiros no STF parecem um balaio de gatos, ou ninho de ratos?
Vê-se uma verdadeira barafunda entre os 38 réus, diferentes entre si pela origem e participação no caso; e até uma curiosidade: na quadrilha existem quinze mineiros, destacando-se José Dirceu – o ‘chefe da organização criminosa’, Marcos Valério – o catalisador do dinheiro público, e Kátia Rabelo – a banqueira. E na história, são dois os bancos das Minas Gerais, o Banco Rural e o Banco BMG.
A partir de quinta-feira, quando os mensaleiros presumivelmente adentrarem no plenário do Supremo Tribunal Federal, em pessoa ou por meio dos seus advogados, assistiremos uma ‘canibalização’ entre eles, no dizer do jornalista Carlos Chagas. O experiente jornalista Chagas acha que será “fascinante assistir no plenário do STF a troca de acusações que os mensaleiros antecipam através da mídia”, e diz que no fundo eles estão colaborando com o Ministério Público.
Atores como o ex-deputado Roberto Jefferson – fortalecido politicamente elegendo-se presidente do PTB – mostra-se disposto a jogar barro no ventilador. Em declarações prestadas à imprensa diz que ‘foi um equívoco deixar Lula fora do processo’ e que “se tentarem politizar esse julgamento, Lula vai pagar a conta. Vou à tribuna do Supremo”. De outro lado, encontra-se Delúbio Soares, elogiado pela juventude petista como ‘guerreiro do povo brasileiro’. O ex-tesoureiro do PT está disposto a assumir a coordenação da arrecadação do dinheiro ilegal e da sua distribuição aos parlamentares da base aliada e alguns hierarcas do próprio partido. Justifica, porém, que eram pagamentos de custos de campanha, sem relação com o que chama de “falacioso mensalão”.
Não foi uma iniciativa pessoal de Delúbio chamar a si toda a responsabilidade sobre a conta do Mensalão, livrando os demais companheiros do partido e afastando completamente da cena o ex-presidente Lula da Silva. Assim, ele cumpre a tarefa do “núcleo central da quadrilha”, conforme expressão do Procurador-Geral da República, na peça enviada ao STF.
A articulação desta tática coube ao ex-ministro José Dirceu, apontado como “chefe da organização criminosa” e ao ex-presidente do PT José Genoino, de comum acordo com o próprio Delúbio. O desdentado agitador goiano vai ao sacrifício para salvar o ex-presidente.
Nada disso foi inventado por mim. Está nos jornais diários ao alcance de quem quiser. E tudo é verdade. Antes mesmo de ser iniciado o julgamento, aparecem acusações de todos e para todos. Até o publicitário Duda Mendonça, sempre discreto, já deitou falação própria ou através do seu advogado.
No meio do tiroteio (o chamado ‘fogo amigo’), encontra-se o próprio Lula, ainda fora do processo, o que explica as suas intervenções em defesa dos mensaleiros. Quem olha de fora tem muitas perguntas a fazer sobre situações anuviadas pela desinformação ou pelo silêncio. Uma delas vai ao encontro da estratégia petista encarnada por Delúbio: As mensalidades de 30 mil reais eram mesmo para pagar dívidas de campanha ou para garantir votos para o governo?
E ao comandante-em-chefe da operação, José Dirceu, pede-se para esclarecer a origem do dinheiro; era desviado do superfaturamento de publicidades do Banco do Brasil? Quanto a José Genoíno, precisa dizer se monitorava a operação ou se foram feitas à sua revelia… 
Finalmente, em todas as cabeças está à indagação direta para Lula. Afinal, ele sabia ou não sabia do que se passava na sala ao lado da sua? Na época, lembro-me bem, Lula foi apontado como ‘principal operador do mensalão’. E então ele pediu desculpas à Nação pela ignomínia dos companheiros, demitiu Dirceu e afastou Genoíno e Delúbio da direção do PT.
Juntos Somos Fortes!

MOVIMENTO ACORDO JÁ!

No domingo encontrei amigos e amigas que conheci no "Movimento Acordo Já!", mobilização dos aposentados do Fundo Aerus e dos ex-funcionários da Varig, isso durante o ato do Movimento 31 de Julho que luta pelo julgamento dos mensaleiros.
Infelizmente, não pude permanecer por muito tempo com os companheiros de luta, mas foi um grande prazer reencontrá-los.
Juntos Somos Fortes!

RIO: CRIMINALIDADE AVANÇA. ONDE FOI PARAR O EFEITO UPP?

Coronel Paúl
Protesto 2011
 
RECRUDESCEM FORTEMENTE A VIOLÊNCIA E A CRIMINALIDADE NOS BAIRROS NOBRES, RICOS DO RIO! 
1. Os bairros nobres do Rio estão concentrados na AISP-23 e, portanto, no BPM-23. São eles: Ipanema, Leblon, Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, São Conrado, além dos pacificados Rocinha e Vidigal. 
2. No relatório do Instituto de Segurança Pública da Secretaria de Segurança do Governo do Estado do Rio, os crimes de maior violência estão agrupados no primeiro bloco. São eles: Homicídios Dolosos, Tentativa de Homicídio, Lesão Corporal Dolosa e Estupro. 
3. Comparemos 2011 com 2012, ambos no primeiro semestre –janeiro a junho. Os Homicídios Dolosos passaram de 8 no primeiro semestre de 2011 para 14 no primeiro semestre de 2012, num crescimento de 75%. Tentativas de Homicídio passaram no primeiro semestre de 8 em 2011 para 37 em 2012, num crescimento de 362%. As Lesões Corporais Dolosas passaram no primeiro semestre de 475 em 2011 para 617 em 2012 num crescimento de 30%. Os Estupros passaram de 17 em 2011 para 25 em 2012 num crescimento de 47%, semestre a semestre. 
4. Poderia se pensar que se trata de um movimento de curto prazo. Mas não é assim. Para isso, comparemos o primeiro semestre –janeiro a junho- de 2006, último ano do governo anterior, com o primeiro semestre –janeiro a junho- de 2012. Os Homicídios Dolosos, que foram 15 em 2006, agora são 14, ou seja, o mesmo nível. As Lesões Corporais Dolosas foram 341 no primeiro semestre de 2006 e agora 617, num crescimento de 81%. Os Estupros no primeiro semestre de 2006 foram 2, e agora no primeiro semestre de 2012 são 25, num crescimento de 1.150%. As Tentativas de Homicídio foram separadas das Ameaças só mais recentemente e não há como comparar, a menos que o ISP abrisse os dados de 2006, o que certamente mostraria o mesmo quadro. 
5. Esse é um quadro de extrema gravidade, pois exatamente nos bairros mais ricos do Rio, onde se concentra a visibilidade externa da cidade, o turismo, e servem de referência para os discursos governamentais de sucesso da segurança e de pacificação, a violência e criminalidade cresceram avassaladoramente, seja em relação a seis anos atrás, no governo anterior, seja em relação ao ano passado, em ambos os casos de forma impressionante. 
6. Para quem quiser pesquisar o link é http://www.isp.rj.gov.br/resumoaisp.asp. Clique 2012 e depois 2007 e vá ao acumulado –janeiro a junho- que compara com 2006, onde terá os números anteriores. Em ambas clique AISP 23. 
 * * * 
CRESCEM 35% OS FURTOS NA ZONA SUL DO RIO EM RELAÇÃO AO GOVERNO ANTERIOR! NOS BAIRROS NOBRES, MAIS RICOS, O CRESCIMENTO FOI DE 68%! 
1. A Zona Sul do Rio compreende as AISP/BPM 2, 19 e 23. A primeira compreende o Flamengo, Catete, Botafogo... A segunda, Copacabana e Leme. A terceira, Ipanema, Jardim Botânico, Gávea, Leblon, São Conrado, Rocinha... 
2. O ISP da Secretaria de Segurança Pública do governo do Estado do Rio divulgou os dados de criminalidade até junho de 2012. No mesmo site se tem os dados de criminalidade, ano a ano. A comparação foi feita com janeiro a junho de 2006, último ano do governo anterior. 
3. Na AISP/BPM 2 foram 2.422 Furtos entre janeiro e junho de 2006 e foram 3.207 Furtos entre janeiro e junho de 2012. Um crescimento de 32,4%. 
4. Na AISP/BPM 19 foram 3.241 Furtos no primeiro semestre de 2006 e 3.663 no primeiro semestre de 2012, num crescimento de 13%. 
5. Na AISP/BPM 23 foram 2.307 Furtos entre janeiro e junho de 2006 e 3.877 Furtos entre janeiro e junho de 2012. Um enorme crescimento de 68% nos bairros mais ricos do Rio-Capital. 
6. No total, os Furtos entre janeiro e junho de 2006 foram 7.970 e entre janeiro e junho de 2012 foram 10.747, um crescimento de 35% em toda a Zona Sul do Rio. 
Juntos Somos Fortes!

MENSALÃO: ONDE PRENDEREMOS OS CONDENADOS?

Nos próximos dias o Supremo Tribunal Federal julgará o maior escândalo político da história do Brasil e condenará os culpados, não podemos nos afastar um milímetro desse objetivo nacional, ou seja, a condenação. Condenados, os mensaleiros serão ser presos, isso é o que todos os brasileiros e brasileiras esperam.
Diante dessas verdades, temos que nos apressar e definir onde prenderemos esses bandidos perigosíssimos?
No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) encarecerou ilegalmente na Penitenciária Bangu 1, destinada aos criminosos mais perigosos do estado, os Policiais Militares e os Bombeiros Militares que estavam lutando por salários justos. Tal atitude contrária à legislação foi comunicada por mim ao Ministério Público, que deverá instaurar o competente inquérito para apurar responsabilidades. Além disso, a ilegalidade criou um problema com relação aos mensaleiros, pois se agiram assim contra heróis, onde encarceraremos os mensaleiros, bandidos de altíssima periculosidade?
Penso que devemos começar a pensar no local de prisão, sem perder o parâmetro de que os condenados poderão ser muitos.
Imagino as dificuldades que esses bandidos de terno e gravata enfrentarão para se virar no "boi"...
Juntos Somos Fortes!

MENSALÃO: A FESTA OU A AGONIA DA DEMOCRACIA?


REVISTA ÉPOCA: 
Tudo sobre o mensalão 
Todas as investigações sobre o escândalo – na Polícia Federal, em CPIs, na imprensa – produziram provas. Em cima delas, os juízes decidirão o destino dos réus 
DIEGO ESCOSTEGUY (TEXTO) E ORLANDO BRITO (FOTOS), COM MARCELO ROCHA E MURILO RAMO
Sete anos, um mês e 22 dias depois, o passado está vivo. Ainda não é nem passado, como escreveu o romancista americano William Faulkner. Parece que foi ontem, parece que nunca aconteceu: o dia em que o deputado Roberto Jefferson revelou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva botara o Congresso no bolso. Era 6 de junho de 2005, nascia o mais grave escândalo de corrupção da história recente do Brasil. Dias depois, Jefferson afirmou diante das câmeras de televisão: “É voz corrente em cada canto desta Casa, em cada fundo de plenário, em cada banheiro, que o senhor Delúbio, tendo como pombo-correio o senhor Marcos Valério, um carequinha que é publicitário lá em Minas Gerais, repassa dinheiro a partidos que compõem a base de sustentação do governo, num negócio chamado mensalão”. Jefferson acusou o deputado José Dirceu, então primeiro-ministro informal do governo, de comandar o esquema. Contou que advertira o presidente Lula sobre a mesada – e ele, no mínimo, nada fizera. A política brasileira, ainda se recuperando do impeachment do primeiro presidente eleito desde a ditadura militar, deparava com a possibilidade de um segundo (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 29 de julho de 2012

MENSALÃO - ATO PÚBLICO - RIO DE JANEIRO - VÍDEO

Hoje eu apoiei o ato público realizado no Rio de Janeiro em defesa do julgamento do mensalão.
Vejam as imagens:

Interessante destacar que o ato reuniu um pequeno grupo de mobilizados e que apenas dois candidatos a vereador no Rio de Janeiro apoiaram a mobilização, eu fui um deles. 
Será que o julgamento do mensalão não é importante? 
Registo que integrantes do Movimento Acordo Já! também estiveram presentes, assim como, integrantes de um movimento de protesto contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) que se encontram mobilizados na esquina da rua onde reside o governador. 
Juntos Somos Fortes!

CORONEL PM PAÚL - 25190 - BLOG DO CANDIDATO


Fiel ao compromisso de gastar o mínimo possível na campanha estamos construindo o nosso blog relativo à candidatura.
Conheçam e apresentem sugestões, inclusive críticas.
Acessem o blog (link).
Juntos Somos Fortes!

GRUPO A POLÍCIA QUE QUEREMOS



Hoje reunião, no Grêmio Social Esportivo de Rocha Miranda, situado na Avenida dos Italianos, nº. 282, Rocha Miranda, Rio de Janeiro, RJ, CEP 21510-103, telefone (21) 2450-2631, às 10h00min.
Informo aos integrantes da mobilização que não poderei comparecer à reunião neste domingo, mas que apoio a iniciativa.
Juntos Somos Fortes!

HOJE - 10:00 HORAS - MENSALÃO - ATO PÚBLICO - LEBLON - RIO DE JANEIRO


EMAIL RECEBIDO:
"Caminhada no domingo, 29 de julho, 10h, no Leblon,RJ. 
Uma caminhada no calçadão do Leblon e Ipanema, na Zona Sul do Rio, vai marcar o início da mobilização da sociedade para acompanhar o julgamento do Mensalão. O ato será realizado neste domingo, dia 29. A concentração será na praia do Leblon (em frente à rua Rita Ludolf), às 10h,  a marcha começará às 11h. A manifestação é organizada pelo Movimento 31 de Julho contra a Corrupção e a Impunidade, que oferecerá aos participantes um bolo temático em comemoração ao início do julgamento e também ao primeiro aniversário do grupo, que vem realizando ações nas ruas e na Internet, como o abaixo-assinado pelo julgamento do Mensalão, o Troféu Algemas de Ouro e as campanhas Pega Ladrão e SOS STF". 
Juntos Somos Fortes!

A POLÍCIA MILITAR DEVE SER EXTINTA?


Prezados leitores, bom dia!
FOLHA DE SÃO PAULO.
A Polícia MIlitar deve ser extinta?
No dia 30 de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu ao Brasil maiores esforços para combater a atividade dos "esquadrões da morte" e que trabalhe para suprimir a Polícia Militar, acusada de assassinatos.
Ao todo, foram 170 recomendações que compõem o relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, uma avaliação à qual se submetem todos os países.
Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.
Você concorda com a extinção da Polícia Militar? (Leiam).
Votem na pesquisa (Link).
Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de julho de 2012

CORONEL PM PAÚL - MAJOR BM MÁRCIO GARCIA - MATÉRIA JORNALISTICA

Jornal Extra
Prezados leitores, bom dia!
No dia 24 JUL 2012, o Jornal Extra (página 8) publicou a matéria acima, que reproduzi neste espaço democrático e perguntei sobre como ela deveria ser interpretada. Além disso, fiz consultas a algumas pessoas das minhas relações, as quais apresentei o jornal. 
A maioria considerou que a matéria era tendenciosa com relação a mim e ao Major BM Márcio Garcia, ambos candidatos nas eleições de outubro. Apesar disso, a maioria considerou que o resultado da leitura da matéria não seria ruim junto aos Policiais Militares e aos Bombeiros Militares, considerando que as nossas carreiras dignas são do conhecimento de todos. Enalteceram que a exposição das nossa fotografias acabaria tendo uma repercussão positiva, pois os PMs e BMs que lêem o jornal tomariam conhecimento das nossas candidaturas. Uma pequena parcela apenas considerou que para o público em geral a matéria teria um efeito ruim, inclusive em relação a exibição das fotos.
Prezado leitor, a matéria é ruim na medida que no primeiro parágrafo - o que apresenta a matéria - consta:
"A tarefa de investigar as campanhas dos policiais militares, civis e bombeiros em busca de indícios da ligação de algum candidato com grupos paramilitares, anunciada pelo Tribunal Regional Eleitoral, tende a esbarrar num obstáculo numérico (...)".
Quem vê as fotografias (a tendência natural é que busquemos primeiro a imagem) e começa a ler a matéria, salvo melhor juízo, associa as fotos ao objeto da investigação. Quem continua na leitura não acha os nossos nomes, porém acha o nome  do Inspetor Miguel Laino, citado como tendo sido preso pela Polícia Federal e a sua foto integra o grupo das fotografias, um reforço negativo no imaginário.
O Globo republicou essa matéria no dia seguinte com algumas adições, mas não publicou as fotos.
Fico por aqui, o assunto não merece mais tempo, mas deixo uma pergunta:
Segundo a matéria existem 563 PMs, BMs e PCs concorrendo, com um universo tão grande de candidatos, o que fez que com o Jornal Extra escolhesse exatamente a foto do Coronel PM Paúl e do Major BM Márcio Garcia para ilustrar a matéria?
Dois Oficiais, sendo que a maioria dos candidatos é composta por Praças.
Dois Oficiais que estão se candidatando por partidos de oposição ao governo do Rio de Janeiro.
Dois Oficiais que estão enfrentando os desmandos governamentais e sofrendo uma série de represálias, inclusive recebendo um tratamento diferenciado quando a ideia é prejudicar (isso será assunto em artigo futuro).
Lembro que o TRE tem a fotografia de TODOS os candidatos.
Quando a coincidência é muito grande, começa a deixar de ser coincidência.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O FIM DO CAÇADOR DE POLICIAIS - LESLIE LEITÃO




REVISTA VEJA:
Rio de Janeiro
O fim do caçador de policiais
Gravações de conversas do traficante Régis Eduardo Batista, o RG, acusado de envolvimento na morte de 20 policiais, revelam a crueldade do bando que dominava o Alemão.
Leslie Leitão.
Aos 37 anos, o inspetor Alexandre Marchon participava da primeira operação policial de sua carreira. Saiu de casa ainda de madrugada, deixou esposa e dois filhos pequenos dormindo e chegou cedo à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), onde tinha uma rotina dominada por serviços burocráticos. Mas, em 17 de setembro de 2008, o trabalho seria diferente. Marchon integrava uma equipe de policiais com experiência operacional para subir o Complexo do Alemão, uma área então dominada por traficantes e onde policiais, sabidamente, não eram bem-vindos.
Como de costume, a entrada dos policiais se deu sob tiros dos traficantes. E logo nos primeiros momentos do confronto uma bala de fuzil atravessou a cabeça do agente. A cena foi flagrada pelo cinegrafista da equipe do produtor inglês Jon Blair, e rodou o mundo com o documentário Dancing With the Devil (Dançando com o Diabo). Marchon, descobriu-se depois, foi alvo da face mais cruel de um criminoso tido como sanguinário, bem diferente do jovem que, na noite da última quarta-feira, entregou-se à polícia temendo ser morto. Régis Eduardo Batista, o RG, de 24 anos, passou os últimos cinco anos dedicados a caçar policiais nas ruas da zona norte do Rio de Janeiro. Durante aquele intenso tiroteio, enquanto agentes tentavam socorrer o colega, Régis tripudiava, e, com frieza, conversava com uma de suas namoradas. “Tá tudo sob controle. Já tem um ‘polícia quase morto’ (sic) lá no Getúlio (Vargas, o hospital). Estão tentando costurar o cérebro dele que pulou pra fora”.
O diálogo faz parte de uma série de gravações telefônicas obtidas por VEJA, realizadas com autorização judicial ao longo de várias investigações da Polícia Civil fluminense para tentar capturar RG.
Criado no Morro da Fé, uma das favelas que integram o Complexo da Penha – no maciço onde se avista o santuário de Nossa Senhora da Penha -, Régis ganhou fama no mundo do crime matando policiais. Saía às 4h da madrugada com três ou quatro comparsas, todos de fuzil, vestindo roupas pretas e coletes à prova de bala. Fuzilavam viaturas paradas apenas para matar e roubar as armas dos policiais. No caminho, assaltavam motoristas.
Numa outra ligação, interceptada às 23h02 do dia 4 de setembro de 2008, Régis conversa com um bandido identificado apenas como Dudu. Os dois brincam e trocam acusações sobre as mortes de dois agentes especificamente. Uma delas, ocorrida em maio de 2007, quando o policial militar Wilson Santana, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi morto na Vila Cruzeiro. “Tu é sinistro. Matou o Santana do Bope, vários outros PMs”, ironiza Régis. Na resposta, Dudu fala sobre um assalto na Vila da Penha, em outubro de 2007, em que Régis executou com 15 tiros o inspetor Wagner Castelo Branco, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), na frente da esposa. “Você matou aquele Waguinho. Isso você não quer falar, pô...” Régis ironiza: “Pô, Eduardo, na moral, eu sou inocente (gargalhadas). Eu sou inocente (mais gargalhadas)”.
Dudu mostra-se preocupado com a possibilidade de a conversa estar sendo monitorada pela polícia. “Você fica falando um montão de ‘bagulho’ aí, quero ver se estiver sendo gravado”. Régis faz graça novamente: “Tá gravando? Tá gravando? Vavavavavaaaaaiiiii”...
O traficante que se apresentou à polícia parecia um jovem acanhado. Mas em seus 24 anos Régis acumulou uma ficha criminal com 27 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Entre os crimes a ele atribuídos, estão assassinatos, tráfico de drogas, formação de quadrilha e assaltos. As investigações apontam, por enquanto, envolvimento em mais de 20 mortes de policiais.
O mais recente é o da soldado Fabiana Aparecida de Souza, na última segunda-feira, quando a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, foi atacada a tiros. VEJA apurou com três equipes diferentes da Polícia Civil que Régis, desta vez, não teria participado do crime. No dia do ataque, ele já negociava sua rendição através de um advogado e de um pastor evangélico. A divulgação de seu nome e de sua fotografia entre os quatro principais suspeitos de matar Fabiana, no entanto, aceleraram o processo. Régis temia ser morto, assim como seus principais comparsas, Pedrinho e Jean, que tentaram enfrentar o Bope no Morro do Chapadão, em maio passado. Na ocasião, Régis foi baleado, mas sobreviveu. Agora, preferiu enfrentar a cadeia, o banco dos réus e a possibilidade de passar a maior parte do resto de sua vida atrás das grades (Leiammais).
Juntos Somos Fortes!

A CRACOLÂNDIA DE SÃO PAULO E AS UPPs DO RIO DE JANEIRO

Revista Veja.
Blog do Reinaldo de Azevedo.
Que tal usar com a Cracolândia de SP o mesmo critério com que se analisa a instalação de UPPs no Rio?
Acabo de assistir no Jornal Nacional a uma reportagem — daqui a pouco, pode ser vista na Internet — sobre a Cracolândia, em São Paulo, orientada por uma pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A síntese poderia ser esta: a operação da Prefeitura e do governo foi inútil: os viciados só mudaram de lugar, e alguns já voltaram para a Cracolândia. O JN esqueceu de dar destaque ao Complexo Prates, construído no centro da cidade, para atender aos viciados. Os números desse atendimento foram apenas lembrados na locução, quase a título de “outro lado”.
Vamos ver o que o Poder Público não pode fazer porque a lei não deixa:
– não pode prender os usuários;
– não pode obrigá-los a se tratar;
– não pode fazer a internação compulsória.
Se depender de setores do Ministério Público, da Defensoria Pública e da imprensa, os usuários estariam imunes até mesmo à abordagem policial e também não poderiam ser impedidos de privatizar.
Aí aparece um especialista lá da Unifesp. O nosso Arquimedes não teve receio de gritar “Eureka!” Entendi que só mesmo o atendimento médico, o tratamento etc e tal resolverão o problema. Não me digam! A ocupação da Cracolândia nunca buscou eliminar o vício. O objetivo era apenas voltar a garantir o direito de ir e vir num quadrilátero da cidade que havia sido privatizo por traficantes e usuários.
O paralelo que vem agora só não é perfeito por um detalhe relevantíssimo, para o qual chamarei a atenção. Vamos rever este vídeo.


Voltei Como é mesmo? 
O objetivo das ocupações de morros e das UPPs, como sabemos, é recuperar território, não acabar com o narcotráfico. O objetivo é devolver alguma normalidade às chamadas “comunidades”, que é como se chama favela em carioquês castiço, e não prender bandidos. José Mariano Beltrame já disse isso algumas vezes, para aplauso e comoção de imprensa e ONGs. Queriam-no candidato ao Prêmio Nobel da Paz (é verdade, não hipérbole!). 
A bandidagem fugiu da Vila Cruzeiro para o Alemão e de lá para as centenas de “comunidades” ainda não pacificadas. Uma parte foi, por exemplo, para a Niterói, o que fez explodir os índices de criminalidade na cidade. Aguardo, claro, a resposta ao que vou indagar agora: por que a dispersão de bandidos é considerada o aspecto inevitável do fato virtuoso — devolver à população uma área da cidade —, mas a dispersão dos viciados é, em si, um mal e prova do insucesso do retomada da Cracolândia? Algum bom argumento? Aguardo.
“AH, MAS SÃO COISAS MUITO DIFERENTES!” São, sim! Não há lei que impeça a polícia de prender os traficantes. Aliás, a lei impõe que prenda. Já os viciados da cracolândia são protegidos. Não podem ser presos. Temos uma lei antidrogas que o impede. Se depender da turma do “É Preciso Mudar”, eles serão intocáveis.
Tarefas
À Prefeitura de São Paulo e ao governo do estado cumpria impedir a privatização de uma área da cidade, como cumpre à polícia do Rio fazer o mesmo — nesse caso, falta “libertar” algumas milhares de “comunidades” ainda… À Prefeitura, cumpria oferecer um centro de tratamento. E ele está lá, como quer o especialista entrevistado.
A questão é tão importante que estaríamos diante de um bom momento para que se apresentasse, então, a solução alternativa, certo? Segundo entendi, tentar impedir que os viciados privatizem uma área da cidade não é uma coisa boa. Talvez o bom seja fazer o seu contrário… Também se defende tratamento aos viciados. Existe. Mas não pode ser compulsório.
O Jornal Nacional faz nesta semana uma série sobre as propostas para um novo Código Penal. Ele prevê a descriminação do consumo de drogas, como já observei. Substância para até cinco dias de consumo caracterizaria uso pessoal. A turma do “É Preciso Mudar” deve concordar…
Então ficamos assim: é preciso mudar, mas:
– sem desalojar usuários que privatizam áreas públicas;
– sem reprimir o simples consumo (tadinhos!);
– sem internação compulsória…
“É Preciso Mudar”, pois, para que tudo fique como está. Dispersão de traficantes, que podem ser presos, é uma boa política, quase uma obra de arte. Dispersão de viciados, que não podem, é evidência de erro e insucesso.
Encerro
Há cracolândias nas 27 capitais brasileiras e na maioria das cidades grandes e médias. O pecado de São Paulo foi tentar enfrentar a sua, oferecendo, reitero, tratamento médico. Quem faz bem é o governo federal. Existe uma cracolândia na Esplanada dos Ministérios (e isso não é metáfora do que se pratica dentro daqueles prédios). Falo de viciados mesmo. Nesse caso, não existem nem Polícia nem tratamento. Coisa de um governo progressista.
Por Reinaldo Azevedo
Juntos Somos Fortes! 

A MÁFIA ITALIANA E A POLÍTICA BRASILEIRA


Prezados leitores, bom dia!
Ontem, eu ganhei meu terceiro livro sobre a máfia italiana:
"Coisas da Cosa Nostra - A máfia vista por seu pior inimigo".
O livro de autoria de Marcelle Padovani, contém entrevistas do juiz Giovani Falcone, assasssinado pela máfia.
Atualmente, estou lendo "História da Máfia" de Salvatore Lupo, tendo lido primeiro "Gomorra" de Roberto Saviano.
A cada linha que avanço na leitura sobre as organizações mafiosas, mas identifico nelas os cleptocratas brasileiros, sobretudo os maus políticos que se organizam com empresários para roubar o dinheiro público, o nosso dinheiro.
No Brasil atravessamos um momento especial para aplicarmos sanções nos maus políticos e maus empresários. O julgamento do Mensalão no STF e a CPMI do Cachoeira no Congresso podem ser marcos na luta pela boa política, mas podem também ser marcos da consolidação da força dessas organizações mafiosas, uma força inteiramente fora de controle que gera impunidade ampla, geral e irrestrita.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GUARDAS MUNICIPAIS - ENCONTRO - SUGESTÕES.

Hoje participei de um encontro informal com Guardas Municipais do Rio de Janeiro. O principal objetivo desse primeiro contato foi enriquecer os meus conhecimentos sobre a GM-Rio e obter melhores subsídios sobre os problemas vivenciados atualmente pelos GMs. O encontro foi muito produtivo e realizaremos outros, divulgando data, horário e local, isso no seio do contingente, não publicando no blog para evitar infiltrações indesejáveis.
Em apertada síntese, os principais anseios dos GMs tratados nesta data foram:
- Comando próprio, ponto fim a militarização da Guarda Municipal decorrente da gestão ser feita por Oficiais da Polía Militar e construir uma identidade institucional, voltada para o servir e proteger. A Guarda Municipal não é uma mini Polícia Militar, isso deve ser superado.
- Plano de carreira, solucionando a grave situação da falta de promoções. Hoje uma grande parte do contingente da GM-Rio ainda se encontra nos níveis iniciais da carreira. Implementar de fato as promoções por merecimento e por tempo de serviço.
-  Questão salarial.
- Promoção dos pagamentos referentes aos direitos trabalhistas.
- Promoção de discussão, primeiro no âmbito interno, sobre a questão de armar ou não a GM-Rio.
Agradeço aos GMs que sacrificaram seu horário de folga e participaram da reunião.
Por derradeiro, solicito aos GMs leitores do nossso blog que mandem sugestões na forma de comentários ou para o email: pauloricardopaul@gmail.com

Juntos Somos Fortes!

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL, OS QUE IRÃO MORRER, TE SAUDAM!


Eu já escrevi sobre o tema, mas os últimos acontecimentos determinam que eu retorne ao assunto e comente novamente que na prática, o governo Sérgio Cabral (PMDB) dividiu a história da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, antes e depois dele. 
O marco dessa divisão é o dia 30 de janeiro de 2008, quando o Coronel PM Ubiratan foi substituído no comando geral da PMERJ pelo Coronel PM Pitta. Uma mudança que foi decidida após a realização da Primeira Marcha Democrática dos Policiais Militares e Bombeiros Militares, fato histórico que aconteceu no dia 27 de janeiro de 2008.
No dia 30, morria uma PMERJ, uma corporação que já era subserviente ao poder político em vários aspectos e nascia uma "nova" PMERJ, uma que passou a viver eternamente de joelhos diante do poder político, uma corporação sem valores, sem ideais, sem visão de futuro, aliás, sem futuro.
Em 2007, os 40 da Evaristo iniciram as lutas nas ruas, a eles se somaram os Coronéis Barbonos. O cerne da luta era a melhoria salarial, mas os Barbonos, pelo menos alguns eles, queriam construir uma Polícia MIlitar forte, capaz de resistir ao cumprimento de ordens políticas que não fossem do interesse da populaçao e da corporação. Ciente dessa verdade, Sérgio Cabral (PMDB) não se limitou a nos exonerar apos a marcha, também nos inativou (aposentou) compulsoria e precocementemente, ele não queria resistência, queria uma corporação manobrável segundo seus interesses pessoais e políticos.
A "nova" Polícia Militar não diz não ao governo, só diz: sim senhor!
Tal comprotamento fez com que os comandantes gerais que sucederam Ubiratan aceitassem esse projeto eleitoreiro das UPPs, mal idealizado e pessimamente operacionalizado. Um projeto que tem uma vítima preferencial: o jovem Policial Militar.
Eu acomponho de perto o sofrimento desses PMs desde 2009, uma série de problemas que começa na própria formação com a falta de instrução, falta de uniformes, alojamentos super povoados e dificuldades até para a alimentação. Isso sem falar no descumprimento de editais, com a colocação de PMs do Interior na Capital. Sofrimento que tem continuidade nos serviços nas UPPs, sem alojamento adequado, sem água potável disponível, sem banheiros e sem uniforme para enfrentar a chuva e o frio. Nem o pagamento das gratificações é regular.
Quem duvidar das minhas afirmações, basta encontrar um PM que trabalha em UPP e entrevistá-lo. 
Pesquisas recentes também dão conta do descontentamento da maioria dos PMs que trabalham nas UPPs.
Eu comuniquei vários desses problemas ao Ministério Público, mas não posso informar o final das investigações.
As UPPs, os super GPAEs, são o martírio dos jovens PMs, mas isso não é importante para a "nova" PMERJ, afinal, a nossa missão é agradar o governador.
Vida longa, governador Sérgio Cabral! Os que irão morrer, te saudam!
Juntos Somos Fortes!

UPP, UM PROJETO ELEITORAL E PONTO FINAL


JORNAL EXTRA
PM DE UPP ATURA E MATA DOIS NO ANDARAÍ
Um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Andaraí, na Zona Norte do Rio, matou duas pessoas, na noite desta quarta-feira, na comunidade. A Polícia Militar alega que os homens eram traficantes e atacaram o policial e outro militar, que apenas revidaram. As famílias das vítimas contestam essa versão e afirmam que os rapazes estavam desarmados.
Jean Marlon Alves Vieira, de 18 anos, e Edinilson da Conceição, de 21, estavam na Rua Leopoldo, em uma localidade conhecida como Escadão, quando foram atingidos, por volta das 21h. A versão da Polícia Militar, passada por meio da assessoria de imprensa das UPPs, é de que a dupla estava vendendo drogas no local. Durante uma ronda, dois policiais viram os homens, que atiraram contra eles. Um dos policiais atirou com fuzil, e com um único disparo, acertou ambos.
Ainda de acordo com a versão da PM, os próprios soldados solicitaram socorro para atender às vítimas. Ambos foram levados para o Hospital Federal do Andaraí. Jean Marlon morreu assim que chegou no hospital. O rapaz foi atingido no rosto. Já Edinilson foi atingido por um disparo que entrou por sua nuca e saiu na testa. Ele chegou a ser operado, mas morreu durante a cirurgia.
Na 19ª DP (Tijuca), onde o caso foi registrado, os policiais apresentaram um revólver calibre 32, uma réplica de pistola, 152 papelotes de cocaína e 106 trouxinhas de maconha. Agentes da delegacia informaram que Jean, quando menor de idade, teve anotações por roubo, e Edinilson por tráfico de drogas.
As famílias das vítimas contestam a versão da Polícia Militar. Eles afirmam que não houve troca de tiros e que apenas os policiais atiraram. Segundo a irmã de Edinilson, que se identificou apenas como Dulcineia, apenas dois tiros de fuzil foram disparados. Ela contou ainda que o irmão trabalhava como biscateiro e havia saído de casa menos de dez minutos antes de ser baleado.
O irmão de Jean, que preferiu não se identificar, confirmou que apenas dois tiros foram disparados. Ele contou ainda, que por volta das 18h de quarta-feira, Jean foi abordado por Pms que encontraram maconha com ele. Jean teria sido levado para a base da UPP e ouvido que da próxima vez que ele fosse pego seria diferente. Os parentes também alegam que as armas e as drogas foram forjadas pela polícia.
A delegada de plantão da 19ª DP pediu a apreensão dos fuzis utilizados por ambos os policiais. A perícia já foi realizada no local. O caso será investigado como auto de resistência, tráfico de drogas e porte de amas.
Os PMs envolvidos no caso foram ouvidos no início da madrugada desta quinta-feira. O comandante e o subcomandadnte da UPP do Andaraí também estiveram na delegacia. Eles preferiram não dar declarações sobre o caso.
Juntos Somos Fortes!

SALVEM VIDAS, O IASERJ EXISTE!


Jornal Extra
 
O IASERJ tem mais de 80 anos de atendimento à população sendo único no centro do Rio de Janeiro.  Os governos Federal, Estadual e Municipal, ameaçam demolir o Hospital que deixará a população desassistida.  O Instituto é dotado de dois Hospitais (Centro e Campo Grande) e vários Ambulatórios, atendendo a  44 especialidades médicas, inclusive Oncologia, Odontologia, Homeopatia, Centro de Tratamento de Feridas, atendimento à mulher    com prevenção ao câncer ginecológico,  e exames em equipamentos de alta complexidade, entre outros.
 A demolição do Hospital Central do IASERJ visa ceder o terreno ao INCA, mas nada justifica a ampliação de um Hospital às custas da destruição de outro.
 Como demolir um Hospital com  capacidade de 400 leitos, e mais de 100 leitos de CTI , um milhão de prontuários ativos de pacientes, atendendo a  mais de 9.000 pacientes de Ambulatórios por mês, além dos leitos de internação, de CTI, e do Hospital de Infectologia São Sebastião, de referência no Estado, sendo milhares cadastrados pelo SUS?
 O IASERJ  foi construído e mantido há décadas pela contribuição de servidores públicos e não poderia jamais ter outra destinação sem consulta aos seus verdadeiros donos.
 Além de inconstitucional a cessão de uso, trata-se de um crime contra a saúde pública e a população que sofre  na busca de leitos.
 NÃO À  DEMOLIÇÃO DO IASERJ !
Ato na porta do hospital neste dia 27/07, às 18h, na av. Henrique Valadares, 107, Cruz Vermelha – Centro.
Juntos Somos Fortes!

PSDB, DEM E PV VÃO ENTRAR COM REPRESENTAÇÕES CONTRA CABRAL

Os Reis do Rio
Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)

Jornal O Globo on line.
PSDB, DEM e PV vão entrar com representações contra Cabral.
Partidos reagiram às declarações do governador em Londres, onde pediu votos para Paes. 
DÓRIO EWBANK VICTOR 
RIO - Os diretórios do PSDB, DEM e do PV no Rio de Janeiro vão entrar com representações na Justiça Eleitoral contra o governador do Rio, Sérgio Cabral, por propaganda eleitoral irregular e uso da máquina no processo eleitoral. O motivo foi a declaração de Cabral durante evento realizado nesta quarta-feira em Londres, quando ele pediu votos para o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB. O governador do Rio viajou para participar da abertura dos Jogos Olímpicos. O candidato tucano a prefeito, Otavio Leite, considerou o fato um “abuso de autoridade”. Ele ressaltou que o partido também vai entrar com uma representação contra Paes, pelo mesmo motivo. 
- É um nítido caso de abuso de autoridade, que ofende a Lei Eleitoral. Afinal era um evento oficial do Rio, e o palanque acabou virando eleitoral, custeado pelo bolso dos cariocas. Estes abusos estão se tornando um péssimo exemplo para a nossa democracia. Estão se tornando lugar comum à postura do governo do Rio - disse Otavio. 
O secretário de Assuntos Jurídicos do PV, Eurico Toledo, afirmou que as declarações de Cabral em Londres “afrontam a Constituição”. Já o DEM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai pedir na Justiça o retorno dos recursos públicos usados na viagem do governador. O candidato pelo PSOL, Marcelo Freixo, informou que o partido não vai entrar com representação, mas vai aguardar a posição dos órgãos fiscalizadores quanto ao fato. Freixo criticou a postura de Cabral em Londres. 
- Eles (Cabral e Paes) perderam completamente o limite do público com o privado. Espero que, desta vez, ele não tenha colocado guardanapo na cabeça para pedir voto - disse Freixo, se referindo a foto dos secretários do Rio durante viagem à Paris. 
No entanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) informou que, inicialmente, não exerga irregularidades na atitude de Cabral. Segundo informou a assessoria de imprensa, só seria considerado crime eleitoral se a declaração de Cabral fosse feita antes do último dia 6, quando começou a campanha eleitoral. 
Para cientista político, Cabral foi oportunista 
O cientista político Ricardo Esmael considerou o fato como um "oportunismo" de Cabral, e que merece o repúdio da população. 
- Um governador tem que saber separar as coisas. Ele está representando as forças do Rio de Janeiro, não só o PMDB e o seu candidato. Se ele aproveitou para fazer campanha, acho que certamente merece repúdio. Agora, se é crime eleitoral, isso eu não posso dizer, mas o caso é, no mínimo, uma falta de sensatez - disse. 
Já o David Flasher, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), acha normal este tipo de comportamento em anos eleitorais 
- Eu acho que qualquer político brasileiro aproveita estas brechas. Se o Paes for reeleito, vai pegar as Olimpíadas do Rio no final de sua gestão, o que é interessante para Cabral em termos de exposição - explicou. Lula foi multado após pedir votos para Paes Além de Cabral, o ex-presidente Lula também pediu votos para Paes, antes mesmo do período de propaganda eleitoral, em junho. O feito foi registrado durante o lançamento da Transoeste, corredor expresso que liga os bairros de Santa Cruz, Campo Grande e Barra da Tijuca, todas na Zona Oeste do Rio. Por conta do pedido de votos, Lula foi multado em R$ 5 mil. 
- Hoje eu posso dizer para vocês que valeu a pena pedir votos para Eduardo Paes. Posso te dizer, Eduardo, que, em 2012, eu tenho muito mais convicção - discursou Lula na ocasião, se referindo a campanha de 2008, quando também pediu votos para o atual prefeito do Rio. Por conta das declarações, Lula foi multado em R$ 5 mil pela Justiça Eleitoral, por propaganda antecipada. 
Juntos Somos Fortes!

POLICIAIS MILITARES VOTEM EM QUEM LUTA PELOS POLICIAIS MILITARES

 Juntos Somos Fortes!

NÃO CUTUQUE A ONÇA - PROFESSORA AILEDA DE MATTOS OLIVEIRA


Prezados leitores, bom dia!

NÃO CUTUQUE A ONÇA
Aileda de Mattos Oliveira*
Primeiro foi o Jobim. Abraçou a onça do CIGS para mostrar ser tão fera quanto a fera. Acredito que o felino estivesse sonolento com o odor petista que devia exalar do arrogante chefão. Daí, aguentar tirar uma foto com o falso ‘quatro estrelas’, sem lhe arreganhar os caninos.
A situação é outra, de seriíssimas consequências. Mas a presidente não quer copiar o seu antigo ministro e abraçar a onça. Ao contrário, vem de cutucá-la com o canetaço guerrilheiro, substituto das armas pesadas de outrora. Mas essa onça é de outra categoria, portanto, cautela com as disparatadas assinaturas apostas em Medidas Provisórias, que na concepção estranha dos ocupantes do poder, são sempre definitivas, já que o Poder Legislativo faz vista grossa quanto às suas validades, pois, esta Casa regulada pelo Executivo, é mera ficção.
Dar um salário mais alto a um agente penitenciário ou de polícia em início de carreira do que recebe um coronel com vinte e cinco anos de serviço, e equiparar o salário de um carcereiro ao de um general é abusar demais do poder de desenhar seu nome búlgaro nos documentos oficiais brasileiros.
Se a presidente é Comandante em Chefe das Forças Armadas, e é com horror que escrevo isto, deve saber que se algo acontecer ao país será a única acusada de crime de lesa-pátria. Será a única acusada de displicência com as coisas do Estado e com a sua defesa. Será a única acusada de responsabilidade pelo desaparelhamento das Forças. Será a única acusada de ter negado o aumento justo àqueles que são realmente os únicos que pensam o Brasil, mas também pensam nas suas famílias e têm filhos para criar e educar.
Carlos Lacerda, o melhor, o mais empreendedor governador do então Estado da Guanabara, agora espoliado Estado do Rio de Janeiro, sempre dava aos servidores (policiais, bombeiros, professores) o mesmo índice salarial que o governo federal. Assim eliminava as distorções, tão aberrantes nos dias de hoje. Mas Lacerda era inteligente e sabia governar.
Infelizmente, essas Forças, na hora em que a presidente estiver em aperto, sairão em seu socorro. Infelizmente, repito. Como advogo pela Pena de Talião, deveriam deixar acontecer, já que a comandante nada faz em benefício dos seus comandados, nada faz em benefício das que são consideradas as mais respeitáveis instituições nacionais. Nada faz, por medo. MEDO!
Paradoxalmente, ao final de mais um ano de desgoverno, o rancho presidencial com a trupe familiar começa a se movimentar em direção a uma das Organizações Militares, que tem de gastar o que não lhe dão para satisfazer a truculenta e os seus graciosos descendentes, nas felizes férias de verão.
Expressando-se mal, organizando pior as ideias que brigam entre si, foi galgando os degraus da política pelos acordos e não pelo saber. Para ser presidente da república, atualmente, basta comprar votos e aliados de ocasião, não precisando, em absoluto, ser alfabetizado. Mas para se atingir o generalato, a cara senhora desconhece que é preciso viver com os livros, fazer cursos, aprimorar-se continuamente, acumular conhecimentos específicos à sua área de atuação, sem os quais o militar não chegará ao último estágio de sua carreira, aos quarenta anos ou mais de serviço.
A insensatez dessa senhora é tão grande que a impede de ter um raciocínio lógico, de enxergar as evidências de que provocar o desequilíbrio do país pela desmoralização dos membros das Forças, ao equipará-los ao abridor e fechador de portas da carceragem, é brincar com a sorte que AINDA está do seu lado. Mas não se iluda a eterna guerrilheira: apesar de esta onça não ser pintada (ou por esta mesma razão) quando acuada, adquire uma força extraordinária que a sua bisonha imaginação não pode supor.
É chegado o tempo. O tempo kairós, como diziam os gregos. É o momento exato de se tomar a decisão correta. Se essa pequena presidente tivesse coragem, não fosse dominada pelos seus retrógrados parceiros, não ouvisse a voz rouquenha de um Lula ignorante e ultrapassado, transformaria as Forças Armadas no sustentáculo do desenvolvimento do país, de sua defesa, levantando o moral de seu medíocre governo e reintroduzindo a moral que não existe nele.
Mas falta-lhe coragem, falta-lhe coragem de romper com o passado, falta-lhe coragem de ver que os tempos mudaram, falta-lhe coragem de reescrever o futuro do país com clarividência, falta-lhe coragem de dar às costas aos parceiros internos e aos da periferia latina, desequilibrados detentores do poder. Falta-lhe coragem porque lhe falta personalidade. Mas sobra-lhe medo, o medo das Forças. Medo de aliar-se a elas para dignificar o país, para elevar a nação à posição de potência atlântica. Por isso, tropeça seguidamente como chefe de Estado, por isso, fracassa continuamente como comandante em chefe.
Quanto à onça, está quieta além do desejável, parecendo frouxa, como já disseram alguns, mas está alerta, felinamente alerta. É bom não cutucá-la com o canetaço do poder, instrumento mais adequado ao demagógico assistencialismo, corrosivo meio de submeter o povo, já de natureza, servil.
(*Prof.ª Dr.ª em Língua Portuguesa. Membro da Academia Brasileira de Defesa)
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

UPPs - AVISO AOS TRAFICANTES


AVISO
Prezados senhores traficantes que comercializam drogas nas comunidades pacificadas do Rio de Janeiro, solicitamos que não façam uso de fuzis. A solicitação é devida ao fato de que os Policiais Militares que atuam nas UPPs não terem à sua disposição coletes capazes de segurar balas de fuzil, os quais são para uso apenas de forças táticas de polícia. Diante de tal realidade, esses Policiais Militares não têm como promover o enfrentamento com senhores, caso estejam armados de fuzil.
Atenciosamente,
Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Juntos Somos Fortes!

A UPP FICOU NUA, EXIBINDO TODOS OS SEUS DEFEITOS

 
UPP - Alojamento dos PMs - 20 MAI 2010

O assassinato da Soldado PM Fabiana Souza não foi uma fatalidade, muito longe disso, a morte de Policiais Militares nas áreas das UPPs sempre foi previsível, sobretudo diante da forma como esse projeto eleitoreiro tem sido implantado no Rio de Janeiro. Isso é fato.
Eu tenho denuciado todas as contra-indicações das UPPs desde 2009, mas nada podia interferir no projeto de reeleição do governador e a imprensa se calou. Só após a vitória de Sérgio Cabral (PMDB), isso em 2010, começaram a piopocar aqui e ali algumas notícias sobre os problemas com as UPPs. Não vou repetir o que já postei em dezenas de artigos, isso já se tornou enfadonho, mas peço sua atenção para a seguinte matéria:
O GLOBO:
Coletes são alvos de críticas dos policiais.
Equipamentos não resiste a tiros de fuzil; armamento da UPP "engasgou".
RIO - A ineficácia do colete usado pela soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 31 anos, para a proteger de tiros de fuzil custou a vida da policial. A bala disparada por um dos bandidos que atacaram a UPP da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, atingiu-a mortalmente no peito. O equipamento usado por Fabiana é de nível III-A, que resiste a tiros de todos os calibres de pistola, mas não suporta disparos de fuzis. Segundo o comandante-geral de Polícia Pacificadora, coronel Rogério Seabra, esse tipo de colete é padrão nas atividades dos policiais envolvidos na pacificação.
Na terça-feira, policiais daquela UPP afirmaram não contar com equipamentos adequados para enfrentar confrontos como o que ocorreu na noite de segunda-feira. A tropa reclama que não há fuzis para todos os policiais. Eles dizem ainda que a sede da Nova Brasília, toda envidraçada, é vulnerável porque não é blindada e fica no alto do morro, numa área descampada. O coronel Seabra rebateu as críticas:
— O colete usado por Fabiana e por todos os policiais das UPPs é o adequado para esse tipo de policiamento. Coletes capazes de segurar balas de fuzil são para uso apenas de forças táticas da polícia. A atividade da polícia pacificadora é muito mais ampla do que reagir a tiros de fuzil.
O coronel nega a inadequação dos coletes, mas a PM admitiu na terça-feira que fuzis da UPP atacada não puderam ser usados contra os bandidos porque “engasgaram”. Em nota, a PM diz que “a falha de alguns fuzis foi constatada pelo comandante da UPP (capitão Márcio Rodrigues), que verificou que os policiais não fizeram o procedimento adequado de limpeza da arma antes de usá-las”. Segundo a nota, houve falha no manuseio.
Inaugurada no dia 18 de abril, a UPP da Nova Brasília receberá pela primeira vez em setembro as gratificações de R$ 500 a serem pagas aos policiais. Na segunda-feira, dia da morte de Fabiana, o governo do estado encaminhou à Secretaria da Casa Civil da prefeitura o requerimento para que as gratificações em atraso possam ser pagas. Ontem, a secretaria fez o depósito das gratificações, que só serão incluídas nos contracheques de agosto.
Retrato da insatisfação
A insatisfação de policiais com as condições de trabalho nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão também apareceu numa pesquisa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) da Universidade Candido Mendes divulgada este mês. Realizado com 885 policiais de 20 UPPs, o estudo foi coordenado pelas pesquisadoras Bárbara Soares, Julita Lemgruber e Leonarda Musumeci.
Segundo a pesquisa, apenas dois itens relativos a condições de trabalho listados no questionário foram avaliados como bons pela maioria dos policiais: escala de trabalho (52%) e relacionamento com policiais de batalhões (64%). Em todos os outros, a avaliação “bom” foi francamente minoritária: salário (6%), pontualidade da gratificação (6,3%), auxílio para transporte (1,5%) e para alimentação (12,3%).
Também foram ruins as avaliações para assistência psicológica — apenas 14,6% a consideram boa —, assim como para a assistência médica (19,3%), local para refeições (22%), dormitórios (7,4%) e sanitários (22,2%). Na pesquisa, quando o policial foi perguntado sobre a pior coisa do trabalho na UPP, as respostas mais frequentes foram as condições de trabalho (40,6%) e a relação negativa com a comunidade (34,1%). Apesar de tudo, 46,2% dos policiais entrevistados se sentem satisfeitos por trabalharem em UPPs.
Julita Lemgruber e Leonarda Musumeci explicaram que, em relação a outra pesquisa feita em 2010, aumentou a presença de mulheres no conjunto da tropa das UPPs. O percentual passou de 0,8% para 11%. Também cresceu o número de policiais com curso superior completo ou incompleto, passando de 37% para 47%.
Para os policiais, piorou a preparação que recebem para atuarem nas UPPs: em 2010, 63% deles se consideravam adequadamente preparados para trabalhar numa UPP, enquanto em 2012 o percentual caiu para 49%. Eles se consideraram pior instruídos em mediação de conflitos, prática de policiamento em favelas, atuação em caso de violência doméstica e uso de armamento menos letal. Segundo o trabalho do Cesec, aumentou ainda de 24% para 43% o percentual de policiais que percebem o tráfico como ocorrência muito frequente (Fonte).
Juntos Somos Fortes!

BLOG DO CORONEL PAÚL - A VOZ DOS LEITORES


1) Há outros absurdos na região do alemão! A frequência do BPM da área (Maré 16) se recusa a atender qualquer chamada das UPPs por isso foi criada uma maré para.cada UPP, ou seja, as unidades não se comunicam.
Os fuzis usados, quando tem, são os velhos "para-fal" que quando se precisa dele só sai a munição da câmara.
Os recrutas que estão nas UPPs do alemão tiveram um treinamento falho pois faltava instrutor, armamento, munição e de repente tinha que se formar por que mais uma UPP seria inaugurada.
Anônimo.
2) Os maiores culpados de mortes como esta, onde a audácia de marginais que promovem atentados contra bases da PM é demonstrada sem o menor receio de sofrerem retaliações por parte de uma instituição policial que se encontra de "mãos atadas" por conta de uma política de segurança pública inócua, aliada à falta de interesse dos políticos corruptos que não tem o menor interesse em promover alterações no código penal ultrapassado porque isto não vai trazer benefícios financeiros à eles. Isto, aliado ao fato de que, hoje, os Juízes se mostram extremamente complacentes e lenientes nas aplicações de penas aos marginais e também o fato de que os Promotores de justiça perseguem implacavelmente os policias, quando deveriam agir assim contra os marginais da lei, só colabora por incentivar o crescimento das ações violentas contra agentes da lei que representam todo este sistema falido pela ingerência e a incompetência dos governantes e das autoridades judiciárias.
É enxugar gelo, é pobre matando pobre e usando droga barata e "malhada", enquanto rico " CHEIRA" bem, político enriquece ilicitamente, faz teatrinho de CPI pra enganar o povo e Juiz satisfaz seu ego, inflado pela "importância" do cargo, condenando um pobre aqui e outro ali e enche o bolso vendendo sentença pra rico e atendendo aos seu interesses.
Isso é o Brazil com "Z", que os estadunidenses tanto falam.
Anônimo.
3) As Upps melhoraram muito a segurança nas comunidades. Ninguém alega que acabou a violência, mas está muito melhor! Sou a favor das Upps e é claro temos que ir muito mais além... Isso que aconteceu foi um fatalidade, os policias das Upps estão expostos à isso, uma vez que estão em áreas de maior risco.
Anônimo.
4) Até quando isso vai acontecer e o Governo não toma providencias. Já é hora de os Policiais se indignarem de vez e cobrar medidas que visem dar condições de trabalho a esses policiais nas áreas que a secretaria diz estar pacificado. Penso que a tropa poderia se mobilizar e fazer uma passeata de forma pacifica e ordeira em homenagem a policial tombada em serviço e também uma forma de cobrar do Governo condições de trabalho!
Cabo PM Renato.
5) Renato, passeata? Quem vai se importar com policial militar? Nem nossos colegas querem saber, se o Capitão Cmt da UPP,estava recebendo 15mil por mês, e quase ninguém falou nada vê se alguém se importou nosso colega da roça está sem pernas será que alguém lembra? Para quê? Era só um soldado que acreditava no capitão, hoje alguém assaltou carro forte com vtr, roupas de policial federal, resgataram presos com sol quente ai na capital! Amigo nós estamos perdendo a guerra.
Anônimo.
6) É meu nobre Cel Paúl!!! Enquanto uns ganham muito dinheiro, com o prenúncio que foi o IDEALIZADOR do tamanho EMBUSTE no tocante a façanha de "pacificação" do complexo do alemão. Soldados derramam o seu sangue em prol de uma sociedade que não está nem aí. Até quando viveremos esta situação?
Anônimo.
7) Os meus sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos dessa jovem guerreira que morreu no cumprimento do dever, assim como muitos outros Pms e Bms também!
Fica a minha continência!
Juntos somos fortes !
Sargento BM Michel
Juntos Somos Fortes!

SOLDADO PM FEM FABIANA APARECIDA DE SOUZA - ENTERRO

O corpo da Soldado PM Fabiana Souza será sepultado nesta quarta-feira, às 09:00 horas, no Cemitério do Riachuelo, em Valença.


Juntos Somos Fortes!

CORONEL PM PAÚL - MAJOR BM MÁRCIO GARCIA - UMA "ESTRANHA" REPORTAGEM...

Prezados leitores, solito que leiam a matéria publica ontem no Jornal Extra (página 8) e que emitam suas opiniões na forma de comentários ou através de email (pauloricardopaul@gmail.com).

Antecipadamente, agradeço.
Juntos Somos Fortes!