JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

LISTA TRÍPLICE PARA ESCOLHA DO COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR



Prezados leitores, um passo gigantesco e que deve servir de modelo para todo o Brasil. 
Eis um exemplo de luta pelos interesses institucionais que deve ser seguido.

"Adeilton9599 
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Agora no Distrito Federal para ser Comandante Geral da PM, do BM ou Diretor Geral da Polícia Civil e do DETRAN tem que ser escolhido através de lista tríplice escolhidos pela categoria! Veja. 
Comandos da PMDF, CBMDF, PCDF e DETRAN agora só através de lista tríplice
Por Poliglota 
A Edição nº 142 do Diário Oficial do Distrito Federal de hoje (26), publicou a Emenda à Lei Orgânica nº 102, de autoria do deputado distrital Wellington Luiz e outros, que determina que as escolhas dos Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e dos Diretores da Polícia Civil e do Detran sejam indicados através de lista tríplice escolhidos pelas categorias. 
Com efetivos calculados, em média, em 11.200 mil policiais militares, 5.600 bombeiros, 4.200 policiais civis e 593 agentes de trânsito, a Emenda não especificou como se dará a forma de escolha interna desses nomes. 
Para a Polícia Civil, através de seus sindicatos (SINPOL e ADEPOL), não houve manifestações contrárias ou a favor. Para os sindicatos o papel policial deve se sobrepor aos interesses políticos. Já para o Sindicato dos Servidores do Detran-DF (Sindetran-DF) a pode favorecer servidores de carreira e evitar o apadrinhamento político, permitindo que sejam nomeados servidores que entendam as normas do Detran (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

RIO - POLICIAIS CIVIS DECIDIRAM MANTER A GREVE

Prezados leitores, ontem começou a circular pelas redes sociais uma "Nota" sobre a reunião realizada entre o Chefe da Polícia Civil e representantes da categoria.



"NOTA À CATEGORIA
Às 11h30min do dia 23/01/2016, as entidades de classe da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, dentre as quais a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (ADEPOL), Associação dos Peritos Oficiais do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), Associação dos Papiloscopistas do Rio de Janeiro (APPOL), Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (COLPOL), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (SINDELPOL) e Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (SINDPOL), se reuniram com o Dr. Carlos Augusto Leba, Chefe de Polícia, em seu gabinete, para que fossem tratados pontos acerca do atual movimento de greve da categoria, bem como acerca do atual cenário econômico do Estado. 
A reunião durou cerca de 2h30min e diversos pontos acerca dos pleitos da categoria foram tratados, como a questão do atraso do 13° salário, RAS e metas não pagas, bem como a situação de sucateamento das unidades de polícia judiciária e de perícia da instituição. O episódio serviu também para a comunicação oficial ao Chefe de Polícia do movimento em curso, sendo-lhe entregues cópias da ata da assembleia e ofício assinado por todas as entidades. 
O Chefe de Polícia recebeu as questões e afirmou entender o pleito e o movimento, demonstrando conhecimento das verdadeiras situações da instituição. Entretanto, o Dr. Carlos Leba informou que o governo do Estado ainda busca uma solução para a quitação dos débitos para com os funcionários da PCERJ, não havendo, porém, calendário oficial por parte do Governo do Estado. 
Além disso, o senhor Chefe de Polícia se comprometeu a ser um interlocutor das entidades para com o Governo, se comprometendo a pleitear junto ao poder estadual o atendimento às demandas da categoria. Foi firmado também um compromisso entre a Chefia de Polícia e as entidades de classe para a construção conjunta de propostas que busquem o fortalecimento institucional e avanços para as carreiras policiais e que possam ser apresentadas ao governo nesse momento de crise, visando reformas estruturais urgentes e de pouco impacto econômico. Há a expectativa de que o governo do Estado esteja mais solicito a tais pleitos, tendo em vista a necessidade de atendimento à Segurança Pública em um período de escassez de recursos no tesouro estadual.
Por fim, as entidades informaram ao Chefe de Polícia que a GREVE continua até um aceno positivo do Governo do Estado para o atendimento das demandas deliberadas em assembleia. Até lá o movimento continua conforme tem ocorrido, havendo somente o comprometimento das entidades com a manutenção dos serviços essenciais, em respeito à população. Com isso, o Dr. Carlos Leba informou respeitar o movimento, estando sempre aberto ao diálogo, e ressaltando que a mensagem veiculada na última sexta-feira, onde havia uma suposta determinação da chefia para o fim do movimento, se tratou de um ruído de informação, não havendo qualquer determinação para tal. 
As entidades então reafirmam a coesão no movimento, ressaltando que a GREVE continua por tempo indeterminado, sendo respeitados os 30% de efetivo e o atendimento aos serviços essenciais. Qualquer decisão futura será tomada coletivamente em nova assembleia ainda sem data definida (Fonte: Whats App)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

AS CAUSAS DA VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO (01)


Prezados leitores, o noticiário expressa todo dia a dimensão que a violência alcançou no estado do Rio de Janeiro, revelando de forma incontestável a ineficácia do governo na gestão da área de segurança pública.
Os efeitos da má gestão eclodem na ponta da linha, ou seja, nos atos violentos praticados por criminosos e por policiais, mas na realidade a violência está fora de controle nas ruas por razões que extrapolam tais ações.
Não custa lembrar que a política de segurança pública é estabelecida pelo governador, no caso do Rio de Janeiro, pelo governador Pezão e que a operacionalização dessa política de segurança pública é responsabilidade do Secretário de Segurança, no caso o Policial Federal Beltrame.
O Governador falou sobre a sua política para a segurança pública durante uma entrevista para o jornal O Globo (Link).
Pezão e Beltrame integram o governo há quase nove anos, tempo mais que suficiente para garantirem uma segurança pública de melhor qualidade, todos devem concordar.
Pezão ao falar nas entrevistas que nos últimos quarenta anos a violência está presente no Rio, esquece que quase 25% desse período corresponde ao seu próprio governo.
Tempo suficiente para redirecionamento da política de segurança por parte do Governador Pezão e para implantar correções na execução da política pelo Secretário Beltrame.
O fato é que a violência continua se espalhando e com ela o medo se difunde no seio da população de todos os municípios e de todos os bairros.
Vale lembrar também que o Secretário de Segurança possuem dois assessores imediatos na tarefa de operacionalizar a política de segurança pública, ambos escolhidos por ele: o Comandante Geral da Polícia Militar e o Chefe da Polícia Civil.
Beltrame já trocou diversas vezes o Comandante Geral da Polícia Militar e o Chefe da Polícia Civil, o que acaba fazendo com que fique a impressão de que o fracasso na gestão da segurança está no âmbito das instituições policiais, acabando por proteger a Secretaria de Segurança e o Palácio Guanabara, os principais atores no processo.
Os Comandantes Gerais da Polícia Militar e os Chefes da Polícia Civil foram os responsáveis pelo fracasso?
Nós pensamos que não.
Eles são cumpridores das ordens emanadas da Secretaria de Segurança, praticamente não possuem autonomia, como reclamou publicamente o atual Comandante Geral da Polícia Militar.
As evidências apontam que os erros estão contidos na política de segurança estabelecida por Pezão ou na operacionalização dessa política por Beltrame.
Os erros não estão apenas nos quartéis e nas delegacias.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

POR QUE O SECRETÁRIO BELTRAME AINDA NÃO FOI SUBSTITUÍDO?



O senhor Sérgio Cabral está por completar sete anos de governo do estado do Rio de Janeiro. 
Nesse período enfrentou várias acusações: as severas críticas que recebeu dos organismos internacionais pelo "tiro, porrada e bomba" que empregou como tática única nas favelas, isso nos dois primeiros anos de governo (e que continua a usar em favelas sem UPPs até hoje); a tragédia das chuvas na região serrana com centenas de mortos; as viagens pelo mundo (turma dos guardanapos); a amizade com empresários; a ligação de concessionárias de serviço público com escritório onde atua sua esposa;  o uso indevido por mais de seis anos dos helicópteros do governo; os insumos hospitalares superfaturados; o superfaturamento da terceirização de parte da frota da Polícia Militar;  a precariedade dos serviços públicos (segurança, saúde, educação, transportes, ...), esses entre outros escândalos.
Não se tem notícia se esses fatos foram devidamente investigados ou não, o certo é que o governo tem sobrevivido a todos eles. Quem sabe isso tudo não passa de intriga da oposição?
Embora seu governo seja o pior avaliado do país e o seu índice de rejeição popular tenha atingido níveis assustadores, podemos considerar que o governador tem até se saído muito bem diante de tantos problemas, chegando a ser cotado para assumir um ministério no governo Dilma, em caso de reeleição da presidente.
Sérgio Cabral é um sobrevivente em um mar tormentoso, ninguém pode negar a sua capacidade de "nadar".
A área da segurança pública o reelegeu com o projeto das UPPs (GPAEs rebatizados), o qual teve um apoio da grande imprensa nunca antes visto no Brasil, isso é fato. Imprensa e especialistas colaboraram muito com seu sucesso, tendo em vista que não noticiaram os inúmeros e facilmente identificáveis efeitos colaterais negativos do projeto. Mas também foi nessa área que enfrentou o maior número de crises, tanto que em pouco mais de seis anos, nomeou CINCO Comandantes Gerais para a Polícia Militar e TRÊS Chefes da Polícia Civil, substituições sempre determinadas por graves problemas.
Atualmente, vive a maior crise da área de segurança do seu governo: as ações de segurança se concentraram na Capital (municipalizou a segurança estadual) causando a  revolta de prefeitos; o projeto das UPPs desandou por completo (Cas Amarildo); o agigantamento e a desqualificação a tropa da Polícia Militar para formar cada vez mais Soldados para UPPs; a insegurança se espalhou com a transferência dos traficantes com suas armas para implantar as UPPs sem enfrentá-los;  o aumentos dos índices de criminalidade; a prisão ilegal de Bombeiros e PMs em Bangu 1 rasgando a legislação; a atuação da secretaria de segurança nos protestos foi um completo fiasco, agindo de forma diferenciada em cada protesto e transformando a PM na instituição mais odiada do Rio de Janeiro e, ultimamente, até os arrastões voltaram para as praias.
Todos os nossos leitores sabem que eu sou a favor da extinção das secretarias de segurança, escrevi sobre isso algumas vezes e apresentei razões mais que suficientes para o seu desaparecimento. Porém, considerando que ela ainda existe no Rio de Janeiro e diante do que está acontecendo na área da segurança pública, do que já aconteceu e, pior, do que poderá acontecer diante da falta de policiamento nas ruas em face da imobilização de quase 10.000 PMs nas UPPs,  disciplinadamente e no exercício da nossa cidadania, perguntamos:
Por que o secretário Beltrame ainda não foi substituído? 
Por mais que nos esforcemos, não conseguimos encontrar uma resposta satisfatória que justifique a sua manutenção na função.
Juntos Somos Fortes!