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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: SOBRE FATOS, VERSÕES E HIPÓTESES - MARCOS GOMES



Prezados leitores, um novo texto do nosso leitor Marcos Gomes, novamente, muito esclarecedor.


"O Escândalo do Brasileirão - Sobre Fatos, Versões e Hipóteses 
Nesse momento em que aumentam as suspeitas de que a escalação indevida de Heverton tenha sido proposital, começam a surgir versões e hipóteses para isentar a Lusa e o principal beneficiado pelo erro - o Flamengo. Em artigo anterior publicado neste blog, eu havia apontado para uma das regras de ouro de uma boa investigação: verificar quem ganhou o que com o crime (http://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2014/01/o-escandalo-do-brasileirao-quem-ganhou.html). 
No presente artigo, gostaria de desenvolver outro aspecto de uma investigação isenta, a saber, a necessidade de diferenciar o que é fato do que é versão. Somente com isso pode-se construir hipóteses mais confiáveis. Embora em princípio possa parecer fácil separar um fato de sua versão, nem sempre é assim. Para início de conversa, se você não presenciou um acontecimento, ou não tem provas inquestionáveis de que ele ocorreu, você nunca terá um fato em suas mãos. Assim, quando você abre um jornal, o que lhe é apresentado ali como fatos, na verdade são apenas versões deles. Veja que isso não é necessariamente um problema, desde que você possa confiar em quem lhe traz a versão. Vou dar um exemplo. 
Imagine a situação de Seu Manuel, um sexagenário casado com Penélope, uma louraça 30 anos mais nova que ele. Ele está todo feliz porque acabou de nascer-lhe um filho. Até que um dia Joaquim, um grande amigo de infância, lhe diz que a criança é do padeiro Paulão. Transtornado, Seu Manuel vai tirar satisfações com a esposa. Aos prantos, Penélope lhe diz que isso é vingança do amigo, que inventou a calúnia porque ela não cedeu às suas investidas. Seu Manuel tem então diante de si um dilema, com alguns, fatos, versões e hipóteses:
Fato 1: Seu Manuel teve relações com sua esposa e ela engravidou, mas não sabe se é o pai.
Fato 2: Paulão é tido como o garanhão do bairro e adora mulheres casadas.
Hipótese 1: Penélope é honesta.
Hipótese 2: a louraça o trai com Paulão.
Se confia plenamente em Penélope, Seu Manuel vai simplesmente aceitar a versão da esposa e terminará sua amizade de longos anos com Joaquim. Já se confia mais no amigo, pedirá um exame do DNA da criança, arriscando-se a que a mulher fique ofendida e peça o divórcio. Veja que o teste apenas lhe trará um novo fato: a criança é ou não sua. Mas esse fato ainda não lhe garantirá que sua mulher não o tenha traído com o padeiro. Sendo assim, ou Seu Manuel contrata um detetive particular para reunir mais fatos e tirar sua dúvida, ou terá de escolher entre a versão da esposa e a de Joaquim, baseado unicamente na confiança que tem neles. 
Voltemos então ao caso "FLALUSAGATE". Se estamos investigando a hipótese de que tenha ocorrido uma maracutaia na 38ª rodada do Brasileirão 2013, então devemos nos ater apenas a fatos concretos que estejam comprovados, ou versões de gente muito confiável e isenta. Obviamente as versões dos próprios suspeitos (Fla e Lusa estão entre eles) e afins (no caso a Imprensa) não se prestam a isso.
Vamos então a alguns fatos e versões sobre o caso: 
1- Sobre o julgamento de 06/12
No dia 03/12, a Portuguesa recebeu um e-mail do STJD intimando-a a participar da sessão de 06/12 (6ª feira). Na pauta, o julgamento de Heverton. O jogador tinha sido denunciado pelo procurador por ofensa à honra do árbitro no jogo contra o Bahia (artigo 243-F do CBJD), infração sobre a qual geralmente recai uma pena de 4 jogos. A estratégia da defesa nesses casos é buscar a absolvição ou o reenquadramento da infração no artigo 258, que garante uma pena mais branda (em geral 2 jogos). Até aqui apenas fatos, sobre os quais todos concordam.
Agora começam as hipóteses.
Se alguém planejou comprar a Lusa antes do julgamento de Heverton, precisava que ele fosse condenado, não é mesmo? Para isso, era necessário cooptar o Dr. Osvaldo Sestário, advogado que havia anos defendia a Lusa. Era preciso que ele intencionalmente fizesse uma defesa ruim ou simplesmente faltasse à sessão. Se assim fosse, o natural seria que os auditores acatassem o enquadramento do atleta no artigo 243-F, conforme pedido pelo procurador. Isso implicaria Heverton pegar 4 partidas de gancho, o que atenderia ao esquema engendrado. Mas ele pegou só dois jogos de suspensão. Logo, ou Sestário fez uma boa defesa, pondo em risco um plano do qual necessariamente teria de fazer parte, ou os auditores optaram por conta própria pelo reenquadramento que resultou numa pena menor, o que é possível, mas não provável. E se Sestário fez uma boa defesa, será que não era possível que a pena fosse ainda menor? Se isso acontecesse, Heverton estaria livre para jogar no domingo e o esquema morreria ainda no berço.
Bastam esses argumentos para indicar que é frágil a hipótese de que alguém tenha decidido comprar a Lusa antes do julgamento de Heverton, mas vamos voltar a isso adiante. 
2- Sobre o treinamento, a concentração e a escalação de Heverton:
Estranhamente sobre essas questões, tão fáceis de ser apuradas, não existe nenhum fato comprovado, apenas versões.
Uma versão publicada no site Lusanews, supostamente às 18:48 de 07/12, diz que Heverton tinha condições de jogo, participou do treinamento de sábado e que na sequência se concentrou junto com a equipe (http://lusanews.com.br/2013/12/07/em-clima-de-despedida-portuguesa-realiza-ultimo-treinamento-do-ano/#comments ). Mais uma vez, os incautos se apressam em concluir que a decisão de escalar Heverton era anterior à noite de sábado, quando o rubro-negro pisou no tomate. Vamos então a fatos, que se não desmentem essa versão, pelo menos a põe em dúvida:
Primeiramente, dá para confiar plenamente na versão da Lusanews? Já foi provado neste mesmo blog que não. Há suspeitas de que o parágrafo que fala sobre a liberação de Heverton tenha sido acrescentado após o jogo do Flamengo. Por sinal, o referido texto está ausente num clipping emitido pelo site Siga Futebol, feito poucos minutos após a publicação inicial da Lusanews (http://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2014/01/o-escandalo-do-brasileirao-um-pequeno.html ). Também há registro de que houve edição no texto original em momento posterior à partida do Fla (http://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2014/01/o-escandalo-do-brasileirao-resposta-do.html).
Entretanto, mesmo que a Lusanews consiga provar que o parágrafo suspeito tenha sido publicado antes do jogo do Flamengo, isso só mostrará que a equipe do site estava desinformada sobre a condenação de Heverton na véspera. Não quer dizer que a diretoria da Lusa não soubesse do fato. Vejam que a reportagem da Lusanews não diz qual era a fonte de sua informação.
Outro ponto importante é que, ainda que Heverton tenha treinado e se concentrado no sábado, isso não prova que ele já estivesse escalado desde então. De fato, é comum que jogadores suspensos treinem para compor o time reserva e até se concentrem junto com os colegas. Isso é mais frequente ainda quando o jogo acontece em casa, pois não implica custos expressivos com deslocamento e hospedagem. Em geral se faz isso para não premiar com folgas atletas suspensos, o que seria um incentivo para que eles as provoquem. Então, se Heverton se concentrou junto com os companheiros, isso pode ser considerado um fato normal. A questão da concentração só se tornará importante se futuramente for descoberto que ele seguiu para a mesma depois dos outros. Isso sim seria um fato suspeito!
Mas a pergunta mais importante não foi feita ainda: quando o técnico Guto Ferreira definiu a escalação? Uma vez que ele só era obrigado a fazê-lo apenas 45 minutos antes da partida da Lusa, há prova de que sua decisão de relacionar Heverton é anterior ao jogo do Flamengo? A conclusão é que, se essa prova crucial não apareceu até agora, então ela não deve existir.
3- Sobre quem dentro da Lusa poderia ter participado do esquema:
Quanto a isso, até o momento também não existe nenhum fato concreto, apenas versões e hipóteses baseadas nas mesmas.
Uma delas é toda construída em cima de um depoimento que alguém no Canindé deu sobre supostas pastas. Segundo noticiado, na Lusa era hábito abrir pastas toda 2ª feira com anotações de jogadores impedidos ou com risco de ficarem impedidos de jogar. Diz-se que funcionários não teriam feito as anotações devidas sobre Heverton em sua pasta, mesmo o clube tendo recebido em 03/12 (3ª feira) a intimação para o julgamento do atleta. Inclusive o novo presidente da Lusa, Ilídio Lico, diz desconfiar de duas pessoas lá dentro, mas não deu nome aos bois. A conclusão precipitada a que alguns chegaram foi que, se a omissão dos funcionários foi intencional, isso indicaria que desde 3ª feira o plano já estaria em marcha. Logo, como o Flamengo só se enrolou com a escalação indevida de André Santos no sábado, o clube não poderia estar participando da trama.
Mas calma lá! Vejam que isso é apenas uma versão publicada sobre fatos não comprovados. Há prova de que a Lusa de fato abria essas pastas sobre os jogadores? E se abria, não seria possível que alguém posteriormente subtraísse a pasta com as anotações de Heverton e botasse a culpa nos dois funcionários? Mais adiante voltaremos a esse ponto.
Outra versão não comprovada é dada pelo próprio promotor do MP-SP, Dr. Senise Lisboa. Em declaração à Imprensa, ele isenta de culpa o ex-técnico da Lusa, Guto Ferreira, que foi quem de fato escalou Heverton. Outra vez devemos olhar com cautela essa informação. Lembrando o que nos disse anteriormente o Cel. Paúl, às vezes o investigador lança pistas falsas na Imprensa, esperando que a movimentação dos culpados os denuncie.
Fato é que, se a Lusa foi comprada, o corruptor precisava da certeza de que Heverton fosse relacionado para a partida. Lembrem que o jogador não era nenhuma sumidade e ainda estava de saída do clube, logo seria natural que não participasse do jogo. Sendo assim, era necessário garantir que Guto Ferreira o escalasse.
Havia duas formas de fazer isso: comprando Guto ou dando uma ordem expressa para que ele escalasse Heverton, o que seria no mínimo suspeito. Ou seja, se houve maracutaia, o ex-técnico da Lusa tem a chave do mistério, pois sabe quem o convidou para o esquema ou o forçou a participar dele involuntariamente. Mais uma vez é de se estranhar que a Imprensa não esteja espremendo Guto Ferreira para tirar dele a verdade. Fato é que as declarações do técnico ao longo do imbróglio tem sido contraditórias. Primeiramente afirmou que escalou Heverton porque foi informado de que o jogador havia sido suspenso por apenas uma partida, pena esta que já havia sido cumprida (http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2013/12/tecnico-da-portuguesa-se-defende-eu-jamais-escalaria-jogador-irregular.html ). Depois disse que sequer sabia que o atleta seria julgado na 6ª feira (06/12) (http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2013/12/guto-ferreira-gente-nao-sabia-nem-que-tinha-julgamento-do-heverton.html).
Outros dois suspeitos contra quem não há fatos comprovados, mas existem indícios, são o diretor jurídico da Lusa na gestão anterior, Valdir Rocha, e o advogado Osvaldo Sestário. Enquanto o primeiro diz que foi avisado erradamente de que Heverton havia pegado apenas uma partida de suspensão, o segundo afirma que passou a informação correta. Um dos dois está mentindo, mas quem? Um argumento em favor de Sestário já foi visto anteriormente: ele parece ter feito uma boa defesa de Heverton, o que em princípio não era bom para o esquema. Outro ponto é que alguém com um pingo de inteligência só entraria numa falcatrua dessas se estivesse seguro de que haveria outro para levar a culpa, do contrário sua carreira poderia ser destruída. Mas é evidente que ele não acertou seu discurso com a Lusa, do contrário não estaria agora trocando acusações com ela. Para se precaver disso, Sestário poderia, por exemplo, ter mandado um e-mail com o resultado do julgamento. Se quisessem incriminá-lo depois, era só mostrar a mensagem. Mas inocentemente Sestário deu a informação só por telefone, como sempre fazia. Ficou com a busanfa na janela.
Mas para o Dr. Valdir, não haveria esse problema para participar do esquema. Bastava depois dizer que houve um engano e colocar a culpa em Sestário, que não teria como provar o contrário. Só que, se o conchavo aconteceu antes de sábado, há dois problemas nessa tese. O primeiro é que, como vimos antes, Valdir devia garantir que Sestário não conseguisse a absolvição de Heverton. Ao que parece, o Dr. não tomou providências para a isso.
O segundo problema é que para Valdir seria melhor que houvesse uma pasta sobre Heverton no arquivo da Lusa. Mas, segundo noticiado, não havia pasta alguma, então ou ela não foi aberta ou sumiu. Isso dificulta a posição de Valdir, que agora tem de explicar dois fatos anormais: porque não registraram em pasta a intimação para o julgamento de Heverton e porque não anotaram nela o resultado que dizem ter recebido de Sestário (gancho de uma partida).
Mas se a operação foi colocada em marcha só no sábado, há uma hipótese que explica tudo isso:
Na 3ª feira chegou a intimação do STJD e a pasta de Heverton recebeu a anotação correspondente. Na 6ª feira o caso foi julgado e Dr. Sestário conseguiu uma pena de apenas 2 jogos. Avisou imediatamente por telefone ao Dr. Valdir e a anotação foi feita na pasta. Até aí tudo normal. Mas no sábado as coisas mudam quando o acordo escuso é selado. Há um inocente útil para levar a culpa do engano - o Dr. Sestário. Porém há uma prova em favor dele - a anotação na pasta. A melhor solução para isso seria simplesmente fazer uma nova pasta com um registro falso. Mas talvez isso implicasse ter de corromper o responsável pelas anotações, o que, dependendo da pessoa, podia ser complicado. Havia alternativa? Sim, simplesmente sumir com a pasta!
Há ainda dois suspeitos conhecidos que poderiam ser incluídos na lista: o presidente anterior da Lusa e o atual. Sobre o ex-presidente Manoel de Lupa pesam uma dívida milionária e suspeitas de improbidade administrativa (http://www.espn.com.br/noticia/334118_portuguesa-corre-risco-de-ser-desfiliada-pela-cbf , http://blogs.lancenet.com.br/deprima/2014/01/03/gobbi-pode-perder-diretores-em-2014/ ). Já sobre Ilídio Lico, pode-se dizer que, se não demitiu ainda os dois funcinários suspeitos, é porque deve ter o rabo preso com eles. Só que, novamente, isso são apenas indícios.
Prezados leitores que tiveram a paciência de me ler até aqui, vejam que o cerne do presente artigo não é acusar o Flamengo de coisa alguma. Na verdade, os poucos fatos disponíveis ainda não são suficientes para comprovar a hipótese de que o clube pagou à Lusa para escalar indevidamente Heverton. O problema é que estão usando versões sobre fatos não comprovados que tem surgido para descartar o rubro-negro como suspeito. E o pior, querem usar essas mesmas versões para sustentar que o Fluminense e/ou seu patrocinador são os culpados. Se a Imprensa não está fazendo isso por estar metida na história, no mínimo é por preguiça, interesses econômicos ou pura preferência clubística.. Qualquer que seja o motivo, isso é um desserviço à liberdade de Imprensa, que custou sangue para ser conquistada em nosso país.
Um abraço.
Marcos Gomes".

#flalusagate

Juntos Somos Fortes!

UMA CONCENTRAÇÃO DE CONTROVÉRSIAS - O CASO LUSA NEWS E AS CONTRADIÇÕES QUE RONDAM A CONCENTRAÇÃO DA PORTUGUESA



Prezados leitores, a seguir transcrevemos mais uma contribuição de leitores no sentido de que cada um possa formar a sua opinião sobre o "Escândalo do Brasileirão" com o maior número de subsídios possível. 

"Uma concentração de controvérsias : O caso Lusa News e as contradições que rondam a concentração da Portuguesa 
#1 Introdução
Como já sabido por aqueles que não se esquivam aos fatos, a Portuguesa é suspeita de receber vantagens financeiras para escalar, propositalmente, o jogador Héverton, que encontrava-se irregular, na última partida do Campeonato Brasileiro do ano passado. Se alguém recebeu vantagens financeiras, alguém forneceu vantagens financeiras. Como foi mostrado neste blog, 5 clubes poderiam se beneficiar de tal escusa manobra, sendo eles, em ordem alfabética: Coritiba, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Vasco.
Nesse sentido, cabe um esclarecimento prévio. Os autores deste texto são torcedores do Fluminense. Nossa intenção não é defender o Fluminense, principalmente porque, dos cinco clubes acima referidos, o Fluminense é, de longe, o que menos se beneficiaria com a manobra, já que passaria, com ela de 85% a 70% de chances de ser rebaixado, como já noticiado por este blog. Será que o Fluminense entraria em um esquema de corrupção dessa dimensão para passar de “praticamente rebaixado” apenas para “quase praticamente rebaixado”? Se o Fluminense está por trás disso, temos a seguinte certeza: seus responsáveis não cumprirão pena no presídio, e sim no sanatório. Sendo as possibilidades do Fluminense tão ínfimas, por que dar-se ao trabalho de investigar e escrever sobre o tema? A resposta é: porque, mesmo sendo o último na fila de suspeitos sob uma análise objetiva dos fatos, o Fluminense é, não somente o maior suspeito, mas o único suspeito aos olhos da opinião pública.
Não analisaremos os outros concorrentes, nos limitaremos ao caso do maior suspeito, dentre os cinco supramencionados, pois este já nos fornece elementos suficientes de estudo. O maior suspeito é o Flamengo. Insistimos: não afirmamos que foi o Flamengo; afirmamos, e para isso argumentamos, diante do silêncio oficial, que os fatos e os indícios posicionam-se sobre os ombros do Flamengo, justamente aquele que, pela lógica, mais se beneficiaria com a manobra.
Como este blog já mostrou, com a manobra envolvendo a Portuguesa, o Flamengo passa de 40% a 7% de chances de rebaixamento, ou seja, de “possivelmente rebaixado” a “virtualmente salvo”. Com outro detalhe: o Flamengo já não jogava mais, os 40% de chances apoiavam-se em conjunções de resultados alheios. (FONTE: http://blogcoronelpaul.blogspot.com.br/2014/01/o-escandalo-do-brasileirao-quem-ganhou.html

 #2 O caso Lusa News
Pois bem, sem entrar nos detalhes da engrenagem, que foram exaustivamente expostos aqui neste blog (FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=fkMBAmATXhM|https://www.youtube.com/watch?v=jJEsppYTjmc&feature=c4-overview&list=UUFhu9R30ubEovPM-XqZl1rQ), e exaustivamente ignorados pela imprensa, vamos ao ponto: até o presente momento, e até onde sabemos fora da esfera investigativa oficial, o único (repetindo: único) álibi reivindicado pelos torcedores do Flamengo com o objetivo de mostrar a impossibilidade de seu clube estar envolvido na manobra vem de uma notícia veiculada pelo site Lusa News, publicada originalmente no dia 7/12 às 18h48, em que, no 4o parágrafo, noticia-se que a Portuguesa não contará com Gilberto, suspenso, mas contará com Héverton, que volta de suspensão e está apto a jogar. (FONTE: http://lusanews.com.br/2013/12/07/em-clima-de-despedida-portuguesa-realiza-ultimo-treinamento-do-ano/).
Por que o 4o parágrafo inocenta o Flamengo? Simplesmente, porque ele foi publicado antes da partida do Flamengo em que este escala, irregularmente, o atleta André Santos – a partida começaria às 19h00 do mesmo dia. Ou seja, o 4o parágrafo demonstra que, mesmo que André Santos não fosse escalado, a Portuguesa já tinha a intenção de relacionar Héverton para a partida do dia seguinte. Novamente cabe ressaltar que o 4o parágrafo é, atualmente, o único elemento publicamente conhecido capaz de inocentar o Flamengo.
Qual não seria a surpresa geral, quando se descobre que, na verdade, o famoso parágrafo não constava da publicação original. 
Resulta ser que, por obra da providência, o site SigaSeuTime, que reproduz notícias de outros veículos da internet, reproduziu de forma automática a matéria original do Lusa News em seu site, no dia 7/12 às 19h06, isto é, poucos minutos após a publicação original. Adivinhem se o 4o parágrafo consta no site do SigaSeuTime? Ponto para quem respondeu que não. Adivinhem se, exceto pelo 4o parágrafo, o restante da notícia encontra-se fielmente reproduzido. Ponto para quem respondeu que sim. (FONTE: http://siga.st/futebol/portuguesa/article/1132722/em-clima-de-despedida-portuguesa-realiza-ultimo-treinamento-do-ano) Será que o SigaSeuTime, por algum motivo banal, resolveu omitir exatamente, e unicamente, o 4o parágrafo? Por email, o atendimento do SigaSeuTime respondeu-nos que a captura se dá pelo RSS do site original, o que significa que não há possibilidade de edição ou alteração do conteúdo original (os autores deste artigo não foram autorizados a reproduzir o email, mas qualquer leitor poderá enviar seu próprio requerimento ao SigaSeuTime via formulário online disponível no site). Independentemente da resposta deles, realizamos um teste no site, comparando diversas notícias reproduzidas por eles à notícia original (incluindo algumas do Lusa News), e o resultado foi que o único conteúdo divergente do original é, justamente, o que envolve o 4o parágrafo (o leitor poderá facilmente realizar o mesmo teste).
Outra constatação relativa à matéria do Lusa News é que, ao consultar o site WayBack Machine, que captura sites tal como se apresentam no momento, verificamos uma captura no dia 8/12 às 12h05 de Brasília, em que já consta o 4o parágrafo (FONTE: http://web.archive.org/web/20131208140526/http://lusanews.com.br/2013/12/07/em-clima-de-despedida-portuguesa-realiza-ultimo-treinamento-do-ano/).
Recapitulando: a matéria do Lusa News é publicada dia 7/12 às 18h48; o 4o parágrafo não consta no SigaSeuTime dia 7/12 às 19h06; o 4o parágrafo consta no WayBack dia 8/12 às 12h05.
Se houve modificação, a primeira conclusão é de que ela foi feita entre o dia 7/12 às 18h48, e o dia 8/12 às 12h05. Um fato ao qual retornaremos, apenas para registro: nesse meio-tempo, o Flamengo jogou com André Santos irregular.
A segunda conclusão é que a suposta modificação em nada beneficiaria a Portuguesa. Poderíamos pensar o contrário: Claro que beneficia, haja vista que isso corroboraria a tese inicial da Lusa de que não sabia que Héverton estava irregular.
Entretanto, vejam bem: se a modificação foi realizada antes do dia 8/12 às 12h05, isso aconteceu antes do jogo da Portuguesa. Ou seja, tanto faz para a Lusa se o 4o parágrafo foi modificado dia 7 ou dia 8, o importante para ela é que o parágrafo exista antes de seu jogo, ou pelo menos antes da confecção da súmula; e a partida aconteceria apenas às 17h00.
Aliás, que mal haveria em acrescentar a uma matéria um parágrafo a princípio inocente, contendo informações sobre os jogadores disponíveis para a partida? Nenhum.
Ora, se a modificação é corriqueira e inocente, e se ela não beneficia em nada a Lusa, nada mais natural que o Lusa News se pronuncie no seguinte sentido: “Sim, confirmamos a modificação, trata-se de um procedimento normal”. Certo?
Errado. Por meio de nota virulenta, o Lusa News negou veementemente a modificação, dizendo-se vítima de calúnia. Mas... calma, pessoal, as evidências de modificação são absolutamente cristalinas, e não tem por que negá-la, já que a Lusa de vocês não ganha nem perde nada com a alteração. Intrigante reação, essa do Lusa News. (FONTE: http://lusanews.com.br/2014/01/27/nota-de-esclarecimento/).
Agora aos fatos objetivos: se houve modificação, se ela não altera em nada a situação da Portuguesa, e se o Lusa News insiste em negá-la contundentemente, deveríamos nos perguntar se a inclusão do famoso 4o parágrafo poderia beneficiar algum dos 5 concorrentes ao Oscar da Corrupção. Nesse caso, cabe ressaltar que isso não significaria, de forma alguma, que o pessoal do Lusa News esteja diretamente envolvido na manobra maior. Teriam eles recebido ordens, e simplesmente as cumpriram? Até porque, a princípio, tratava-se de algo sem maiores consequências.
Pois bem, apenas um clube, dentre os cinco, poderia ser beneficiado pela versão de ausência de modificação, e não é por acaso que esse clube é o Flamengo. Por que essa é a única possibilidade? Porque o fato de que a Lusa já tivesse, antes do jogo do Flamengo, a intenção de escalar Héverton depõe a favor da tese de que a manobra já estava articulada antes de o Flamengo cometer seu erro. Quanto aos outros clubes, eles não cometeram nenhum erro, portanto o fato é irrelevante. Tanto faz para os outros clubes se a manobra já estava articulada dia 7/12 à tarde, ou se foi articulada entre os dias 7 e 8, a suspeita em cima deles permanece de igual peso. Já para o Flamengo, é uma questão vital: com modificação, ele entra na lista de suspeitos; sem modificação, ele sai da lista de suspeitos.
Conclusão: se houve modificação, ela não altera em nada as situações de Portuguesa, Coritiba, Criciúma, Fluminense e Vasco. Ela altera apenas, e crucialmente, a situação do Flamengo. 

#3 A concentração da Portuguesa
Em geral, o que torna esse detalhe fundamental, no que se refere à situação do Flamengo, é o seguinte ponto: supondo que houve “compra” da Portuguesa, em que momento esta última decidiu que escalaria Héverton?
Independentemente da matéria do Lusa News, haveria outra forma de demonstrar que a Portuguesa já tinha, antes da partida do Flamengo, a intenção de escalar Héverton?
A resposta é “sim, e encontra-se na concentração da Lusa”. Isso pelo seguinte: suponhamos que (1) a Portuguesa concentrou para o jogo de domingo; (2) jogadores conhecidamente suspensos apenas treinam, mas não concentram com o grupo de atletas conhecidamente aptos a jogar; (3) Héverton concentrou com o grupo; (4) Gilberto não concentrou com o grupo.
Da conjunção dessas 4 hipóteses, surge uma conclusão imediata: a Portuguesa, no momento em que se iniciou a concentração dos atletas, já tinha a intenção consciente de relacionar o jogador Héverton; isto é, ao iniciar-se a concentração, a Portuguesa tinha Héverton como conhecidamente apto a participar da partida; ou, como veremos abaixo, conhecidamente apto até que chegasse o resultado do julgamento.
Agora, acrescentando-se uma quinta hipótese, a saber (5) A concentração da Lusa iniciou-se antes da partida do Flamengo, conclui-se da conjunção das cinco suposições que o Flamengo não pode ter participado da grande manobra.
Antes de analisar mais detalhadamente essas hipóteses, mencionaremos um comportamento estranho que tem pautado a Portuguesa e o Lusa News até agora. A primeira nunca se manifestou sobre o tema, mesmo depois que ele revelou-se ser da mais alta relevância. O segundo prometeu em seu twitter (FONTE: https://twitter.com/lusa_news/status/428204314348498944), no dia 28/01/2014, divulgar uma segunda nota de esclarecimentos contendo todos os detalhes sobre a concentração da Lusa. Dita nota jamais apareceu, e o Lusa News contentou-se em divulgar, também via twitter (FONTE: https://twitter.com/lusa_news/status/428895103835717632), o nome do hotel utilizado para a concentração. Por que não divulgar, também, a data de check-in, a relação dos jogadores que entraram no hotel, e se algum deles deixou a concentração antes do término da mesma? São informações complicadas, dispendiosas? Observe-se que a divulgação do nome do hotel em nada auxilia a informação, já que, obviamente, o hotel não forneceria detalhes sobre hóspedes a qualquer pessoa que ligasse solicitando essas informações.
O site Lusa News, em sua nota de esclarecimentos em que nega resolutamente a modificação da notícia (vide acima), afirma que a concentração iniciou-se aproximadamente às 17h40 do dia 7, o que corrobora as hipóteses (1) e (5); que Gilberto não foi para a concentração, o que atesta a hipótese (4); que Héverton concentrou, o que confirma a hipótese (3). A hipótese (2) nunca foi mencionada por ninguém, mas acreditamos ser a mais evidente dentre as cinco, e por isso a tomaremos por verdadeira, por amor ao debate (note-se que, sem ela, a concentração torna-se irrelevante, e o Flamengo perde mais uma possibilidade de álibi). Bastaria, pois, comprovar essas informações, e o Flamengo teria um argumento de peso. Infelizmente, a tal nota com os detalhes da concentração nunca apareceu.
Mais infelizmente ainda, as informações fornecidas pelo Lusa News são objeto de um festival de contradições envolvendo o técnico da Lusa, Guto Ferreira, e o diretor da Lusa, Valdir Rocha. Vamos ao festival.
Optamos por concentrar-nos apenas nas contradições relativas à hipótese (4). Há diversas contradições envolvendo também (1) e (5), e alguns dizem a esse respeito que não houve concentração, outros que houve, mas ainda na sexta-feira dia 6/12. Entretanto, não aprofundaremos sobre isso, pois acreditamos que houve, sim, concentração, e que ela começou no sábado após o último treino da Portuguesa, como foi noticiado pelo Lusa News ainda na matéria não-alterada (a que consta no site SigaSeuTime). (FONTE: http://instagram.com/p/ho59LYqOun/ ).
Portanto, tudo leva a crer que (1) e (5) são verdadeiros – além de (2), já presumido de antemão. Temos razão para acreditar que (3) também é verdadeiro. (FONTE: http://instagram.com/p/hq2zvwG5G7/) As contradições dizem respeito ao ponto (4).
A pergunta é: Gilberto concentrou? Que ele não jogou, todos nós sabemos, mas agora queremos saber se ele, em algum momento, participou da concentração. Ponto este, como vimos, crucial.
Em sua nota de esclarecimento, o Lusa News afirma que Gilberto treinou normalmente, mas que, um pouco antes do final do treino, recebeu a informação de que o julgamento no tribunal determinou que ele não poderia jogar. Gilberto então, ainda segundo o Lusa News, despediu-se dos jogadores e foi embora, enquanto os demais seguiram para a concentração por volta das 17h40.
A primeira contradição é a seguinte: o próprio Valdir Rocha, o dirigente da Portuguesa responsável pela comunicação com o advogado Sestario, relata que conseguiu falar com este último apenas no sábado, dia 7/12. Como mostra a conta telefônica de Sestario, o único contato entre os dois deu-se às 18h52. (FONTE: http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/bastidores-fc/post/caso-heverton-advogado-mostra-fax-e-conta-telefonica-e-lusa-rebate.html). 
Ora, recordemos que a publicação original do Lusa News foi realizada às 18h48 do mesmo dia, contendo a informação de que os jogadores já estavam concentrados. Perguntamos: como é possível que, tendo em vista que apenas às 18h52 a Portuguesa foi avisada de que Gilberto não poderia jogar, como é possível que este, antes das 17h40, já tivesse sido informado do julgamento e já tivesse sido liberado? Gilberto é artilheiro da equipe, Héverton é reserva. Sem saber do julgamento, resolveram concentrar o Héverton e liberar o Gilberto?
Não sabemos qual foi o paradeiro do Gilberto, mas acreditamos que, como o resultado do julgamento foi comunicado após o início da concentração, o mais natural é que os jogadores envolvidos no julgamento, Héverton e Gilberto, tivessem sido incluídos na relação de jogadores concentrados, até que o resultado do julgamento fosse conhecido e, eventualmente, algum deles pudesse ser liberado da concentração.
Recapitulando, é fato que a Portuguesa concentrou no sábado antes de 18h48 (e não temos razão para duvidar do horário aproximado de 17h40 fornecido pelo Lusa News). É fato que Valdir foi comunicado sobre o resultado do julgamento às 18h52, como ele mesmo reconheceu. É fato que o Flamengo entrou em campo com André Santos às 19h00 (sendo que o jogador já constava da súmula 1h antes, segundo súmula do jogo que pode ser obtida no site da CBF).
Acreditamos que tanto Héverton quanto Gilberto deram entrada na concentração, pelos motivos já expostos. Sabemos que apenas o último foi liberado. Insistimos que não temos como provar que Gilberto deu entrada na concentração, baseamo-nos na razão para deduzir esse elemento: sem o resultado do julgamento, por que decidir concentrar o Héverton e liberar o Gilberto, artilheiro do time, de um jogo em que a Lusa ainda possui chances matemáticas, ainda que ínfimas, de rebaixamento? O próprio Valdir em várias oportunidades já manifestou sua preocupação quanto ao julgamento do Gilberto, e seu desdém em relação ao Héverton. Fizeram isso para “sacanear” o Héverton e mandá-lo para a concentração? O que este fez para merecer isso?
De qualquer forma, seria muito simples esclarecer a presença do Gilberto, bastando para isso oferecer uma prova fornecida pelo hotel de que Gilberto não deu entrada no dia 7/12, por exemplo através da nota que o Lusa News prometeu e nunca produziu. Em vez disso, forneceu apenas o nome do Hotel Slaviero, em Guarulhos. Ora, alguém além da Portuguesa conseguiria um documento oficial do hotel acerca de seus hóspedes? O nome do hotel e nada, eis a mesma coisa.
Mas as contradições não param por aí, muito longe disso. O técnico Guto Ferreira, segundo reportagem do dia 11/12, ou seja, no calor da revelação do escândalo das escalações irregulares, afirmou que escalou Héverton, mas não Gilberto, porque as informações sobre o julgamento davam conta que apenas o segundo estava irregular. (FONTE: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2013/12/tecnico-da-portuguesa-se-defende-eu-jamais-escalaria-jogador-irregular.html).
Reparem que essa versão é perfeitamente compatível com a hipótese de que ambos iniciaram a concentração e que, com o resultado do julgamento devidamente informado, apenas Gilberto foi liberado. Em todos os casos, a informação, deturpada ou não, chegou à concentração quando o Flamengo, no mínimo, já estava em campo.
O mesmo técnico Guto Ferreira declara no dia 24/12, dia da chegada do Papai Noel, que nem sequer sabia do julgamento do Héverton. (FONTE: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/portuguesa/noticia/2013/12/guto-ferreira-gente-nao-sabia-nem-que-tinha-julgamento-do-heverton.html).
Será possível não saber do julgamento, tendo sido informado sobre seu resultado?
Não é tudo ainda, Guto ainda tem como surpreender-nos. No dia 25/1, ele depõe no Ministério Público de São Paulo com uma terceira versão (em 1 mês e meio), em que afirma que não sabia nem sequer da condição de jogo do Gilberto, e que decidiu por conta própria não escalá-lo. Em que momento ele tomou essa decisão, antes, durante ou depois da concentração? 
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/01/25/dirigentes-e-ate-tecnico-da-portuguesa-vao-a-mp-e-dizem-nao-sabiam-de-nada.htm
Perguntamos: essas 3 versões do técnico são compatíveis? Se não, qual é a verdadeira? Se não, qual é o interesse do técnico em modificar tantas vezes sua versão, em tão pouco tempo?
Insistimos novamente em que é necessário esclarecer o ponto (4) acima, o que o Lusa News prometeu e não cumpriu. Gilberto deu entrada na concentração? Em que momento foi liberado?
Sem isso, o Flamengo permanece como o principal suspeito, sem álibi e com todas as evidências contra si, ainda que a imprensa em geral e a “opinião pública” insistam na tese de que o Fluminense é o culpado, seja do que for.
Para finalizar, reverberemos aqui o principal “argumento” brandido por torcedores do Flamengo de que é impossível urdir tal escusa manobra em tão pouco tempo. Quanto a isso, temos de admirar a proeza, mas temos também de ressaltar que, primeiramente, não se trata de um argumento, já que não há até o momento nenhuma impossibilidade cronológica comprovada; e além disso, tendo em vista a dimensão do problema em que o Flamengo teria se metido ao escalar André Santos, toda a urgência do mundo faria sentido. O erro foi cometido num contexto de relaxamento; agora, o contexto era de adrenalina.
Ainda com relação a essa questão, permitam-nos encerrar esse artigo com a seguinte declaração de Candinho, diretor da Portuguesa, há 1 ano atrás: “O Flamengo é um antigo parceiro nosso”. (FONTE: http://www.lancenet.com.br/minuto/Portuguesa-acerta-emprestimo-Muralha_0_872312868.html).

#flalusagate 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: PRESIDENTE DO FLAMENGO: "GARANTO QUE O FLA NÃO CAI. SIMPLES ASSIM"



Prezados leitores, leiam essa matéria do Globo Esporte publicada no dia 20 de setembro de 2013: 

"GLOBO ESPORTE.COM
FLAMENGO
20/09/2013 12h44 - Atualizado em 20/09/2013 14h46
Presidente reforça confiança em Jayme e afirma: 'O Fla não cai'
Bandeira de Mello concede entrevista coletiva e diz que foi pego de surpresa com o pedido de demissão de Mano Menezes
Por Cahê Mota
Rio de Janeiro
No turbilhão de problemas do Flamengo, só mesmo o sempre tranquilo Eduardo Bandeira de Mello para tentar botar panos quentes. E foi justamente o presidente o responsável por apontar os futuros do futebol rubro-negro, no Ninho do Urubu, nesta sexta-feira, dia seguinte ao pedido de demissão de Mano Manezes. De fisionomia serena em entrevista coletiva, como de costume, o mandatário deixou clara a surpresa pela decisão do treinador, revelou que a informação chegou aos seus ouvidos pelas ondas do rádio e deu duas garantias com prazo de validade ao torcedor: Jayme de Almeida é o novo técnico e o clube não será rebaixado para a Segunda Divisão. 
Sobre a primeira, o próprio Bandeira de Mello foi rápido ao deixar claro que tudo dependerá de uma avaliação após a partida com o Náutico, domingo, no Recife. A medida dá tempo para que o Fla mapeie o mercado, mas já está definido que caso não surja um nome incontestável o interino terá tempo para desempenhar seu trabalho - salvo, obviamente, uma tragédia contra o lanterna, em Pernambuco. Já a certeza da manutenção do Rubro-Negro na Série A terá que ser provada pela equipe em campo. E a campanha de seis vitórias, oito empates e oito derrotas, que colocam o time na 14ª colocação, com 26 pontos, dois a mais que o Criciúma, primeiro no Z-4, deixam o sinal de alerta ligado. 
- Garanto que o Fla não cai. Simples assim - decretou o presidente, sem se alongar em argumentos".

E não caiu mesmo... 

#flalusagate

Juntos Somos Fortes!

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: UM PONTO FINAL NA QUESTÃO DO ESTATUTO DO TORCEDOR



Prezados leitores, o Exmo Promotor Roberto Senise, integrante do Ministério Público de São Paulo, está se tornando uma voz cada vez mais solitária na defesa da tese de que o Estatuto do Torcedor deve prevalecer sobre O Código Brasileiro de Justiça Desportiva, na sua luta para recolocar a Portuguesa na denominada Série A do Campeonato Brasileiro. 
Nós procuramos abastecer o citado Promotor com a coleta de dados que fizemos através da mobilização feita pelos leitores do blog, mas ele não avançou na esfera criminal, porém temos certeza que ele encaminhará todo material adequadamente para que seja apurado quem subornou alguém da Portuguesa, fato que citou inúmeras vezes.
No tocante à sua opinião sobre a prevalência do Estatuto do Torcedor, estamos convencidos de que ele está errado e de que não prosperará qualquer ação que venha a se instaurada com essa finalidade.
Aliás, tal discussão está se tornando um DESVIO DE FOCO, pois o que nos interessa é descobrir se a alguém da Portuguesa foi subornado e quem subornou.
Para colocar um ponto final no assunto no nosso espaço democrático, publicamos mais um artigo sobre o tema, encaminhado por um leitor, o qual consideramos de fácil compreensão, inclusive para os que não dominam o direito.

"SITE MIGALHAS:
Aurelio Franco de Camargo e Ricardo Souza Calcini 
No caso envolvendo a perda de pontos e o consequente rebaixamento da Portuguesa, a decisão proferida pela Justiça Desportiva deve prevalecer. 
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 
Decorrido o julgamento final pelo STJD, o polêmico caso envolvendo a perda de pontos e o consequente rebaixamento da Portuguesa ganhou novos contornos neste ano com inúmeras ações sendo ajuizadas na Justiça estadual comum. 
Neste atual contexto, torcedores do Fluminense e da Portuguesa discutem, no Poder Judiciário, o resultado proclamado pela Justiça Desportiva – isso, sem prejuízo de outras ações a serem eventualmente apresentadas pelas próprias entidades desportivas, dirigentes e associados dos clubes, empresas patrocinadoras, e, é claro, pelo MP – o que trouxe um indesejado cenário de insegurança jurídica decorrente do natural conflito de decisões judiciais. 
O principal fundamento para que a questão saia da esfera da Justiça Desportiva, e posse agora a ser discutida na Justiça estadual comum, seria uma suposta infração cometida ao disposto nos artigos 34 e 35 da lei 10.671/03, o Estatuto do Torcedor, que, por ser uma lei ordinária Federal, teria posição hierárquica superior ao CBJD - Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
Sobreleva notar, no caso, que dita controvérsia, agora trazida e debatida nas ações judiciais, trata-se de verdadeira inovação ao desfecho referendado pelo STJD, já que a matéria nem sequer foi enfrentada no julgamento realizado pela Justiça Desportiva. 
De qualquer sorte, e antes de se adentrar propriamente no mérito da questão, importante que se faça uma análise entre a Justiça Desportiva e o CBJD. 
Diferente do que foi divulgado em alguns meios de comunicação, o CBJD não é "a lei da CBF - Confederação Brasileira de Futebol", nem o STJD é "o Tribunal da CBF". 
A existência da Justiça Desportiva está prevista no artigo 217 da CF/88. Já o CBJD, nos termos do art. 11, VI, da lei 9.615/98 – lei Pelé - é um conjunto de normas elaborado e aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte, que constitui um colegiado de assessoria ao Ministério do Esporte objetivando o desenvolvimento de políticas em prol do desporto nacional. 
Portanto, evidente que o CBJD, embora de fato não esteja hierarquicamente ao lado de uma lei ordinária Federal, não se traduz em uma simples resolução administrativa. Trata-se, em verdade, de um conjunto de normas que tutela, em seus diversos aspectos, a prática do desporto e as normas disciplinares necessárias ao balizamento de toda e qualquer competição desportiva. 
De mais a mais, o CBJD não possui qualquer vínculo ou ligação com a CBF. Isso, pois, o CBJD foi elaborado e aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte, ligado que está ao Ministério dos Esportes. 
A par disso, e no tocante à suposta divergência entre o disposto nos artigos 34 e 35 do Estatuto do Torcedor e artigo 133 do CBJD, propõe-se a seguinte solução:
É sabido que o "caput", do artigo 35, do Estatuto do Torcedor, afirma, entre outras coisas, que as decisões da Justiça Desportiva devem ter a mesma publicidade que as decisões dos Tribunais Federais. 
Deste ponto, já se inicia a primeira problemática, no sentido de se entender o que o legislador quis dizer com a expressão "publicidade". 
A partir de uma interpretação literal, há quem sustente que as decisões da Justiça Desportiva também devem ser disponibilizadas nos Diários Oficiais. Contudo, tal entendimento não parece ser o mais correto. 
Com efeito, ea uma, porque os Diários Oficiais são destinados à publicidade de atos e decisões de toda a Administração Pública, especial aqueles proferidos pelos órgãos do Poder Judiciário, nele não se enquadrando a Justiça Desportiva; e a duas, pois, se contrário fosse, todas as então decisões proferidas pela Justiça Desportiva, desde que tal norma entrou em vigor, seriam consideradas nulas, eis que, dentro de sua organização, não há tal espécie de disponibilização. 
Assim, parece muito mais razoável afirmar que, para o cumprimento da exigência do Estatuto do Torcedor, basta a publicação das decisões da Justiça Desportiva em algum sítio de ampla divulgação e acesso à informação, o que, de fato, ocorreu no caso envolvendo a punição do jogador Heverton da Portuguesa. 
De outra banda, não é crível a alegação de que, por ter sido publicada no sítio da CBF apenas no dia 9/12/13, segunda-feira, a punição ao referido jogador ainda não estivesse produzindo efeitos já no dia 8/12/13, ocasião da então partida contra o Grêmio. 
De se ver que o Estatuto do Torcedor, em que pese ser uma norma com posição hierárquica superior, não objetivou, em seu artigo 35, a alteração das normas de contagem dos prazos para o cumprimento das penas previstas no CBJD. 
Isso, pois, e em primeiro lugar, deliberar sobre regras disciplinares do esporte não foi a intenção do legislador com a norma; e, em segundo, sua previsão no "caput", do artigo 35 - mesma publicidade que os tribunais Federais – é deveras genérica. 
Logo, se o legislador objetivasse, de fato, alterar as regras quanto ao "dies a quo" para o cumprimento das penalidades desportivas, ora tratadas no CBJD, este teria que ser específico, no ponto,, tal como disciplinam, v.g., os artigos 43 e 133 do CBJD. 
Portanto, não há qualquer colidência entre o Estatuto do Torcedor e o CBJD. O citado jogador foi punido em julgamento havido na sexta-feira, 6/12/13, cujos efeitos de sua punição passaram a valer no sábado, 7/12/13 – conforme determina o artigo 133 do CBJD –, enquanto que a publicação da decisão deu-se no sítio da CBF na segunda-feira, 9/12/13, em cumprimento ao que determina o Estatuto do Torcedor. 
Em conclusão, defende-se aqui a preservação da decisão proferida pela Justiça Desportiva, seja porque inexiste ilegalidade apta a justificar a intervenção do Poder Judiciário (CF/88 art. 5º, XXXV), seja porque não há um consenso, pelos próprios magistrados, a respeito da legitimidade e do interesse de agir dos autores das ações judiciais ajuizadas. 
Afinal – em arremate – a qual ordem judicial a CBF deve cumprir: aquela que mantém a perda de pontos e consequente rebaixamento da Portuguesa ou outras eventualmente proferidas em caráter liminar pelo Poder Judiciário que impõem a manutenção dos pontos e consequente permanência do clube na divisão de elite do Campeonato Brasileiro? 
* Aurelio Franco de Camargo é advogado do escritório Araujo Silva, Prado Lopes Advogados. 

#flalusagate 

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O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: NÃO CALEM ANDRÉ SANTOS, ELE NOS LEVARÁ A VERDADE



Prezados leitores, recebemos um e-mail que apresenta mais uma contradição do jogador André Santos do Flamengo.
Pensamos que André Santos possa ser o ponto inicial para que desvendemos tudo o que aconteceu na última rodada do Brasileirão.

EMAIL:
"Cel., bom dia. 
Mais uma contradição do AS, acho que temos que começar a fazer uma campanha para o Fla não calar este jogador! Só dá bandeira, impressionante!
Abcs, 

6/12/2013, 18:57 

3/2/2014, 21:00 
André Santos, em entrevista no Bem Amigos!, informa que concentrou normalmente para o jogo contra o Cruzeiro. Em suas palavras, na posição 02:00 do vídeo: "... eu estava vendo filmes, no outro dia eu joguei...". (http://sportv.globo.com/site/programas/bem-amigos/noticia/2014/02/andre-santos-sobre-suspensao-no-stjd-nao-sabia-ninguem-falou-nada.html). 

CONTRADIÇÃO: Como isto pode ter acontecido se não houve concentração segundo o UOL? Veja evento 6/12/2013, 18:57.
Leitor mobilizado" 

#flalusagate 

 Juntos Somos Fortes!

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: MPF, CBF, FIFA e ABI - ESCLARECIMENTOS



Prezados leitores, nos recebemos informação através de e-mail que o MPF declinou de sua competência para investigar o caso do Brasileirão, algo que era esperado, tendo remetido a documentação para o MP-RJ para a continuidade.
Ontem, encaminhamos cópia da denúncia para o Presidente da CBF para conhecimento e providências. O encaminhamento foi feito por sedex (Objeto: SA7084745440BR).
Nos próximos dias encaminharemos cópias para a FIFA, maior entidade do mundo futebolístico e para a Associação Brasileira de Imprensa, considerando a omissão da imprensa no tocante a informar a população sobre o que ocorreu e o que está ocorrendo.

#flalusagate

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: PROMOTOR CITA POSSIBILIDADE QUE AUMENTA SUSPEIÇÃO SOBRE O FLAMENGO



Prezados leitores, mais uma entrevista do promotor Roberto Senise sobre a investigação que desenvolve sobre a escalação irregular do jogador Héverton.
Dessa vez o promotor alega que "quem induziu ao erro sabia que determinado clube contava com o benefício para não cair".
Preliminarmente, lembramos que encaminhamos cópia da nossa denúncia ao Dr Senise.
Caso o promotor Senise tenha razão, isso aumenta a suspeição sobre alguém do Flamengo estar envolvido no fato, como podemos concluir com extrema facilidade.
Matematicamente, o Flamengo era o maior interessado na escalão irregular de Héverton, pois suas chances de rebaixamento (após escalar irregularmente André Santos) eram de 40%, percentual que cairia para apenas 7% caso Héverton fosse escalado.
O Flamengo sabia (após escalar André Santos) que perderia 4 pontos, portanto, obviamente, sabia que se a Portuguesa repetisse o erro, também perderia 4 pontos, ficando atrás dele (45 e 44 pontos, respectivamente).
O Vasco, o Criciúma e o Coritiba aparecem também como beneficiados com a perda de pontos da Portuguesa, mas não existe qualquer outro indício que sinalize que tenham "comprado" a Portuguesa, situação muito diferente da vivenciada pelo Flamengo, pois existem outros indícios que se relacionam entre si, como o silêncio dos 4 sites que noticiaram que André Santos não podia jogar e se calaram depois que ele jogou.
Por sua vez, quase nada adiantaria ao Fluminense "comprar" a Portuguesa, como já demonstramos exaustivamente, pois continuaria dependendo do resultado de terceiros, ou seja, teria que "comprar" a Portuguesa e "comprar" outros clubes.
O tempo passa, a imprensa não toca diretamente na suspeição sobre o Flamengo, mas os indícios seguem se acumulando...

"PORTAL TERRA
Promotor: "corruptor sabia que CBF puniria a Portuguesa"
Roberto Senise, que investiga escalação proposital de Héverton no Brasileirão 2013, disse que quem induziu ao erro sabia que determinado clube contava com benefício para não cair,
04 de Fevereiro de 2014 às 15h24
#flalusagate

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8 DE DEZEMBRO DE 2013, O DIA QUE O FLAMENGO CAIU PARA A SEGUNDONA




Prezados leitores, quase 4.000 visitantes já leram esse artigo que mostra o que ocorreria com o Flamengo no dia 8 de dezembro de 2013, caso os sites que noticiaram nos dias 6 e 7 de dezembro de 2013, informassem que o Flamengo perderia 4 pontos e que estava entrando na luta contra o rebaixamento com 40% de chances de cair, isso antes do início dos jogos de domingo (Acesse e leia).

#flalusagate

Juntos Somos Fortes!


O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: O FLA-FLU DO PRÓXIMO SÁBADO




Prezados leitores, nos causa muita preocupação, em face da ação destruidora de parte da imprensa contra o Fluminense, o qual foi acusado por jornalistas de ser o vilão do futebol brasileiro, uma acusação baseada em mentiras, o fato de nesse clima ser realizado no próximo domingo no Maracanã, o mais tradicional clássico do futebol brasileiro: o Fla-Flu.
Certamente, a torcida do Flamengo usará o argumento da imprensa para gozar os tricolores e a torcida do Fluminense cantará a música que faz alusão à proteção dessa imprensa ao Flamengo.
Isso poderá exaltar os ânimos, dentro e fora do estádio.
É preciso que sejam adotadas medidas preventivas pelo poder público e por parte do Flamengo e do Fluminense para que o Fla-Flu seja uma grande festa, apesar das provocações verbais que irão acontecer.
É hora de entender de uma vez por todas que futebol é apenas um jogo e que não podemos transformar os jogos de futebol em motivos para que alguns exteriorizem seus instintos primitivos de selvageria.
Não podemos esquecer que nos pagamos para ver o futebol e eles ficam ricos com o futebol.
Torcer para o nosso time e gozar o adversário faz parte do jogo, mas a prática de violência deve ser coibida com todo o rigor e devem ser adotadas medidas preventivas para evitar que a violência ocorra.
O ambiente está carregado de hostilidade, prevenir é imperioso.
Parte da imprensa demonizou o Fluminense e a sua torcida, a torcida do Fluminense se defendeu e provou que tudo era mentira, passando a desafiar a imprensa para que investigue e publique a verdade, algo que ainda não ocorreu.
A POLÍCIA investigará o que ocorreu na última rodada do Brasileirão 2013 e buscará a responsabilização dos envolvidos, nós temos certeza.
O estádio de futebol é um local para torcermos por nossos times e não para nos enfrentarmos como se estivéssemos em uma arena de gladiadores.
Torcedor, seja apenas um torcedor.

Juntos Somos Fortes!

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: ANDRÉ SANTOS DERRUBA ARGUMENTO DO PROMOTOR DE SÃO PAULO





Prezados leitores, o jogador André Santos nas suas entrevistas colocou por terra a argumentação do Exmo Promotor Roberto Senise do MP de São Paulo, o qual pretendia que o Estatuto do Torcedor trouxesse de volta a Portuguesa para a série A, isso com a CBF devolvendo os pontos de Flamengo e Portuguesa.

A CBF não aceitou a proposta, nem poderia.
Assim como, a ação que será proposta não prosperará.
Eis a matéria sobre a negativa do acordo:

"LANCE!NET
CBF rejeita acordo que rebaixaria o Flu e MP entrará com ação civil
Roberto Senise tentou um acordo com a entidade nesta segunda, mas teve oferta recusada
Daniela Caravaggi - 03/02/2014 - 16:45 São Paulo (SP)
Nesta segunda-feira, Roberto Senise, promotor de Justiça do Consumidor, se reuniu com representantes da CBF para propor um acordo que manteria as posições do Campeonato Brasileiro obtidas dentro de campo, o que levaria ao rebaixamento do Fluminense. Segundo ele, no entanto, a entidade que comanda o futebol nacional recusou o pedido. Por isso, o Ministério Público, após ter investigado o caso, entrará com uma ação civil pública na Justiça Comum.
- Não houve termo de compromisso. Já esperava que fosse difícil, mas cumpri todos os passos do inquérito. Não era obrigado a propor o acordo, mas quis fazer para não ficarem falando depois. Agora, eu vou entrar com uma ação civil pública – disse Senise ao LANCE!Net.
(Leia mais)  

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O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO: BOMBA! ANDRÉ SANTOS CAI EM CONTRADIÇÃO E COMPLICA O FLAMENGO

Prezados leitores, acabamos de ser alertados por um  leitor sobre uma entrevista do jogador André Santos (Flamengo) no programa "Bem Amigos" do SporTV, na qual ele teria caído em contradição.
Primeiro, assistam o vídeo de uma entrevista de André Santos sobre o fato de estar suspenso e ter sido escalado:




Em seguida, a contradição que complica o Flamengo.

SPORT TV
BEM, AMIGOS!
03/02/2014 23h30 - Atualizado em 04/02/2014 01h17
André Santos sobre suspensão no STJD: 'Não sabia, ninguém falou nada'
Lateral, pivô involuntário de polêmica no Tribunal Desportivo que culminou em perda de pontos, ressalta que seu papel é estar sempre pronto para jogar
Por SporTV.com
André Santos entrou em campo na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013 e defendeu o Flamengo no empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Maracanã, quando os dois times já não tinham pretensões na classificação. O Flamengo não dependia da vitória para escapar do rebaixamento e a Raposa já tinha sido campeão. Mas o lateral rubro-negro acabou se tornando, sem querer, pivô de uma grande confusão. Sua escalação foi considerada irregular pelo STJD, em função de julgamento anterior, e o Fla perdeu quatro pontos. Nesta segunda-feira, no “Bem, Amigos!”, André Santos disse que não sabia da suspensão, mas em uma entrevista durante amistoso entre Amigos de Neymar e Amigos do cantor Leonardo, no fim do ano passado, em Goiânia, o atleta admitiu que consultou o Flamengo sobre o problema da suspensão, sendo liberado pelo clube para atuar.
- Quem mandou, deixou de mandar... não sabia (da suspensão), sabia que tinha sido expulso na Copa do Brasil, mas estava concentrado, na concentração estava vendo filme, ninguém me falou nada, acabei jogando. Mas isso passou, temos que pensar daqui para frente, foi um fato inédito e deixamos pra diretoria resolver, eles já tomaram decisões - disse o jogador (Leia mais).

Quem sabe essa grave contradição não faz com que algum jornalista sério publique o fato e inicie um trabalho investigativo sobre quem teria feito o acordo com a Portuguesa para que o jogador Héverton, igualmente suspenso, também fosse escalado e salvasse o Flamengo do rebaixamento.

#flalusagate

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

JORNALISTA JUCA KFOURI E SEU ARTIGO A FAVOR DO FLAMENGO E CONTRA O FLUMINENSE

Prezados leitores, no dia 24 de dezembro de 2013, o jornalista da ESPN Juca Kfouri escreveu um artigo a favor do Flamengo e contra o Fluminense, o qual transcrevemos a seguir.
Após todos os indícios que surgiram, perguntamos:
Não está na hora de Juca Kfouri escrever um artigo a favor do Fluminense e contra o Flamengo?
Ou isso não pode?




"UOL ESPORTE
Você acredita?
Juca Kfouri
24/12/2013 15:10
“Eu acredito” virou a marca registrada da maior conquista de um clube brasileiro neste 2013 que se encerra, graças à campanha do Galo na Libertadores. 
Foi mesmo necessária muita fé, como é para acreditar no que segue abaixo. 
O Flamengo se deu conta na noite do sábado do erro cometido em escalar André Santos contra o Cruzeiro e de que poderia ser rebaixado. 
Aí, um Maquiável rubro-negro procurou o advogado rubro-verde que fez chegar ao presidente da Lusa e, por este, ao técnico do time, a necessidade de escalar o suspenso Héverton no jogo contra o Grêmio. 
Caso o Fluminense estivesse vencendo o Bahia — o que aconteceu fruto de outra combinação que redundou na demissão do treinador tricolor baiano — o jogador luso irregular entraria em campo, com o que a CBF poderia denunciá-lo por intermédio do procurador do STJD e este derrubaria a Lusa, salvando o Flamengo. 
O prêmio? 
Pagar o aval do presidente luso num empréstimo de mais de R$ 40 milhões com um banco. 
Mais: a Lusa segue com a mesma cota que a TV paga na primeira divisão, com o que garante sua volta rapidamente. 
Mais ainda: a Lusa passaria a contar com o patrocínio de uma empresa estatal, a Caixa, em 2014 
Com o que o Brasileirão do ano que vem não sofreria tanto e a Série B, agora na Rede TV!, não ganharia a audiência no Rio.
Uma trama genial como se vê, que envolve além da cartolagem do futebol, o governo e a Globo. 
Não se contava, apenas, que a decisão do STJD fosse revelada ilegal, embora nada indique que a sentença venha a ser corrigida. 
E é por isso que o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito.
Nem mesmo a teoria sobre a derrota do Brasil na Copa de 1998 foi tão rocambolesca, maliciosa, brilhantemente engendrada, por envolver bem menos protagonistas. 
Mas até hoje há quem acredite nela.
Como em Papai Noel".

#flalusagate

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JORNALISTA GUSTAVO POLI E SEU ARTIGO A FAVOR DO FLAMENGO E CONTRA O FLUMINENSE

Prezados leitores, no dia 23 de dezembro de 2013, o jornalista global Gustavo Poli escreveu um artigo a favor do Flamengo e contra o Fluminense, o qual transcrevemos a seguir.
Após todos os indícios que surgiram, perguntamos:
- Não está na hora de Gustavo Poli escrever um artigo a favor do Fluminense e contra o Flamengo?
Ou isso não pode?



"SITE DO GLOBO ESPORTE
COLUNA DOIS
Segunda-feira, 23/12/2013 às 19:27 
por Gustavo Poli
Os fatos, esses chatos
Nós adoramos um boitatá. Mesmo diante de evidências evidentes, da afeição tupiniquim pela lambança como método, e de todas as disposições em contrário... o brasileiro prefere acreditar em forças obscuras. Não há como negar: nutrimos especial apreço pela Mula-sem-cabeça, pela Cuca, pelo Saci-pererê. Queremos discos voadores, duendes travessos e personagens afins. Vejam a semana do futebol. O caso Héverton cuspiu um Arquivo X por dia. A cada instante, numa rede social ou celular perto de você, surgia uma conspiração diferente.
Num país de centrões, mensalões e lalaus, é compreensível que o povo acredite que há sempre algo debaixo dos panos proverbiais. Muitas vezes há. O problema é que esse “algo”, quase sempre, é acidental. É uma lambança, uma malandragem rasteira, um drible de corpo – e não uma armação refinada. Amigos, estamos no Brasil – onde esta semana, “celebramos” o 30o aniversário do roubo da Jules Rimet.
Para os mais jovens, vale a memória: o Brasil faturou a Jules Rimet com o tri mundial no México em 1970. Vinte e três anos depois, a taça original ficava em exposição na sede da CBF – enquanto sua réplica era guardada num cofre.
Leia de novo a frase anterior.
(Mais uma vez)
(Só mais uma)
Pois bem – como o leitor deve ter presumido - larápios agradeceram a gentileza e passaram a mão no troféu. Claro que, como bons bandidotários brasileiros – acabaram presos e, depois do tradicional sabão, confessaram. Só que a polícia – aparentemente – tinha chegado tarde. Os malandros já tinham derretido a taça. Para a posteridade sobrou a réplica... que estava no cofre. E o sorriso amarelo da jumência.
O episódio sublinha a tese: somos muito mais competentes na arte da lambança do que na da armação. Nossos vilões mais consagrados são de desenho disney: atrapalhados, aparecidos, especialistas em deixar rastro. De Cachoeira a Delúbio, passando por Waldebran e Carequinha da Grana. João Bafo-de-Onça perde.
Nossos corruptos são filmados levando grana e fazendo boquinhas. Nossos meliantes viajam com dinheiro escondido na cueca (e são apanhados). No país onde cachorros oficiais voam de helicóptero e implantes aterrissam nas asas da FAB – é preciso muita fé para acreditar que, em tempo recorde, os competentissimos dirigentes de futebol teriam sido capazes de armar silenciosamente para rebaixar um time e poupar outro.
Escolha uma teoria conspiratória.
O mais divertido do Hevertongate é que ele demanda uma múltipla escolha entre teorias conspiratórias. Primeiro queriam salvar o Flu. Depois o Fla. Depois o Fla e o Flu. Ou seria o Vasco? Arrá – a intenção secreta seria melar o campeonato de pontos corridos e preparar a volta do mata-mata!?
O primeiro Arquivo-X enxergou as digitais do Fluminense na escalação soturna de Héverton. O time carioca, o Richard Kimble do desrebaixamentos, teria comprado a Lusa com dinheiro de sua patrocinadora. Como a Lusa vai perder ali uns R$ 20 milhões ao cair – imagina-se que a Unimed-Rio tenha oferecido planos de saúde para comerciantes portugueses até 2122 com cobertura infinita. 
Uma segunda tese dizia que o Vasco tinha preparado tudo – graças às conexões lusitanas – de modo a melar o campeonato e evitar sua queda. Como a trama precisaria ter sido urdida pelo Roberto Dinamite – a versão não ganhou muita tração. Era mais fácil Roberto ter achado uma lâmpada, esfregado e dela ter saído um gênio em forma de Eurico Miranda pra realizar três desejos... do que conseguir armar algo assim.
(Vascaínos maldosos contaram essa piada – de que Roberto achou essa lâmpada enquanto andava por São Januário... e que, Eurico-gênio, a contragosto, se viu obrigado a realizar os três desejos. Mas Roberto não conseguiu decidir o que queria – e os dois se viram condenados a viver para sempre numa dobra do espaço-tempo).
A terceira onda conspiratória apontava o dedo para o Flamengo. Ao perceber que escalara André Santos de forma irregular, na noite do sábado, dia 05/12, o rubro-negro carioca teria mobilizado a Globo, o Papa, a Nasa e provavelmente o Comando Anti-Monstro para, através de telepatas secretamente treinados, persuadir Guto Ferreira a escalar o Héverton.
Numa versão mais radical, houve quem dissesse que alienígenas azuis teriam abdudizdo todo o staff jurídico da Portuguesa e implantado andróides sem cérebro em seus lugares. Um dado para reforçar essa suspeita: Oswaldo Sestário – que claramente veio da galáxia de Andrômeda. A teoria chegou a ganhar força após a atuação extraterrestre da Portuguesa nos tribunais até que... alguém lembrou que... o Flamengo jogou no sábado. Se o Flamengo soubesse na sexta que tinha feito bobagem.. de repente bastava não ter escalado o André Santos no dia seguinte, certo? Ou de repente o clube fez a besteira e, ainda no vestiário pós-jogo, usou uma máquina do tempo, voltou um dia no passado justo a tempo de trocar Sestário pelo Carlos Eduardo de peruca. Não que não seja possível mas... 
No twitter, circulou uma versão de Héverton teria dito, numa conversa, que tinha jogado suspenso a mando do presidente da Portuguesa. Héverton, claro, tinha esquecido de mencionar isso em todas as 700 entrevistas que deu e, de repente, num súbito acesso de sinceridade, resolveu soltar essa num bate-papo informal. Um portal de torcedores do Fluminense ecoou a história. Héverton, ouvido sobre o tema, riu e comentou:
- Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses. 
As teorias, e a semana em geral, nos lembraram mais uma vez como o torcedor de futebol médio é incapaz – absolutamente incapaz – de argumentar racionalmente quando o tema envolve seu time. É compreensível – a paixão pelo time faz parte de cada fibra do sujeito. Ele sente cada notícia “negativa” como um ataque pessoal. Os intelectualmente menos abençoados então... se sentem ofendidos de verdade. Mais - se sentem no direito de reagir com toda sorte de violência verbal. E não apenas.
Esse comportamento, levado ao extremo, produz cenas como a do vascaíno na arquibancada com barra de ferro na mão (e prego na ponta) pronto a esmagar o crânio de um desacordado. Pode soar surreal – mas aquele sujeito acreditava estar protegendo seu time, sua paixão, seu território.
No mundo virtual, os nocautes são mais sutis. A testosterona, que flui em digitadas linhas, produz um UFC por polêmica - mas ninguém sai de maca. Era de se esperar, pois, que o debate judicial da semana produzisse gentilezas variadas. Mas foi algo inesperada sensação de torcedores do Fluminense - que se sentiram vítimas - reclamando que o clube foi moralmente linchado antes/durante e depois do ex-rebaixamento.
O principal alvo das reclamações tricolores foi essa entidade vaga que chamamos de imprensa esportiva. Jornais e sites foram questionados, atacados, criticados. Os torcedores estrilaram porque o Sportv lembrou que, em 2010, o procurador Paulo Schmitt deu uma declaração em tom ameno sobre mudar o resultado do campo. “Estão querendo condenar o Fluminense!”. Era apenas uma informação relevante. Ouvido, Schmitt disse que a declaração estava fora de contexto – e o leitor/espectador formou sua opinião como quis.
Os teóricos do “linchamento” foram mais longe. Comentaristas que – em mesas-redonda – consideraram “imoral” ou “vergonhosa” a decisão do STJD – foram acusados de estimular a violência. Houve realmente quem dissesse que opiniões assim aumentavam a hostilidade contra tricolores nas ruas.
Culpar o mensageiro, como se sabe, é uma prática ancestral. Exageros à parte, o Fluminense foi vítima do destino – e não da imprensa. Não foi a imprensa que desrebaixou o Fluminense três vezes. A imprensa apenas relatou o que aconteceu – e pela terceira vez – seja por fatores externos, internos ou sobrenaturais – o Fluminense foi beneficiado fora de campo. Quem metralhou o tricolor das Laranjeiras foram os torcedores rivais - que sentiram a não-queda como ofensa. Comentaristas são pagos para opinar. Você pode discordar ou concordar com eles ( em geral os torcedores concordam com aqueles que dizem-o-que-eles-querem-ouvir). E a imprensa trabalha melhor quando oferece contexto e pluralidade. Ou seja: quando ecoa todos os lados e pontos-de-vista. O que, nesse caso, foi feito e de forma correta. Juristas de diversas matizes produziram teses contraditórias - que foram publicadas por toda parte. Mas tanta coisa foi publicada e discutida - e tamanha foi a grita - que algumas verdades me pareceram descer ao subterrâneo. Talvez por isso os tricolores tenham se sentido vítimas. Vale, por isso, desenterrá-las: 
1 - Qualquer clube – de qualquer série – teria feito exatamente a mesma coisa que o Fluminense fez. Diante do erro alheio – teria buscado seus direitos no tribunal. Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável. Isso quer dizer que o rebaixamento da Lusa é justo? Não. A pena é muito maior do que o crime. Mas... quem cometeu o pecado foram os dirigentes do time paulista. Não foi o Fluminense que deu mole e escalou o Héverton.
2 - Se qualquer outro time estivesse no lugar do Fluminense – seus torcedores teriam adotado o discurso legalista. Teriam repetido as mesmas palavras que os tricolores disseram – letra por letra, artigo por artigo. Tem que cumprir a lei etc. E, certamente, os tricolores estariam do outro lado – lamentando a grande injustiça cometida contra a Portuguesa.
3- - A pena de perda dos pontos é por causa do jogo – não por causa do campeonato. Errado ou certo, o Tribunal não poderia julgar o campeonato – só o caso. É assim que o sistema funciona.
4 – Se existe tribunal – é porque a pena não deve ser meramente aplicada – seja ou não discricionária. O sistema judicial esportivo brasileiro é único – pois acredita no contraditório e no direito à defesa. Como demonstrado no caso do Cruzeiro – a pena de perda de pontos não é cabal. Mas é muito grave escalar um jogador irregular. Leniência, nesse caso, pode afetar a integridade do esporte. Ênfase no “pode”.
5 – É, repita-se, inaceitável que, em 2013, uma informação “de boca” seja responsável pela perda de pontos (e pelo rebaixamento) de uma equipe. Na era da informação, a CBF permitir que um jogador suspenso possa ser escalado é algo contrário aos interesses do esporte.
6 – É evidente que o tamanho da reação dos outros é maior porque o beneficiado foi o Fluminense – e não outro time. A carga da virada de mesa de 1996/97 e do salto divisional de 2000 pesa. Não importa para os rivais – e isso o torcedor tricolor deve entender – se o clube teve algo a ver com as ações que levaram a isso. Importa é que soa injusto. E isso criou essa sensação gigante de antipatia - que vai demorar a passar. 
7 - Concordar com a tese do jurista que apóia seu time é como concordar com o árbitro que marcou pênalti duvidoso a favor. É fácil. O contrário... é que são elas.
Ah, a ignorância...
Quando a poeira começou a baixar... os mesmos tricolores que reclamavam da imprensa correram para retuitar e compartilhar a reportagem sobre os vazamentos no Flamengo. Mas.. peraí? E o linchamento? Aí foi a vez de alguns rubro-negros – que antes vibravam com as reportagens sobre o cai-não-cai do Flu – entrarem em campo estrilando.
O curioso é que as pessoas não percebem a própria parcialidade. O sujeito oscila entre lobo e hiena com a maior das facilidades dependendo da notícia. Se a notícia ruim é sobre o time dele... quer o fígado. Se a notícia ruim é sobre o rival... que delícia – vamos compartilhar, rir, dividir etc. No primeiro caso, a imprensa é isso, aquilo e aquilo outro. No segundo, botão de share.
O torcedor tem um interesse apenas: ganhar – dentro e fora de campo. A vitória de seu time traz uma sensação atávica – é como se ele ganhasse, como se seu “mundo particular” fosse vingado e consagrado. É isso que o torcedor projeta naqueles 11 sujeitos suados chutando uma bola durante aqueles 90 minutos. E também na partida eterna do time contra seus rivais.
Se futebol faz diferença na sua vida durante a semana – se você vai estar bem ou mal-humorado, se vai zoar ou ser zoado, se vai conseguir dormir ou não... é porque, sim, aqueles sujeitos suados fazem diferença ao representar a camisa que você, por algum motivo, escolheu. Aquela camisa que faz você se sentir especial – seja sofrendo, sorrindo, chorando, cantando ou vibrando.
Essa camisa diz tanto que, quando você vê esses jornalistas chatos lembrando que são seres humanos que a vestem – e não super-heróis – você não gosta. Você não quer saber que esses seres humanos erram, fazem sandices, perdem gols, faltam treinos, namoram periguetes, esquecem de avisar que jogadores estão suspensos... bom – quem quer saber disso? É fofoca! Quem quer saber das lambanças lá de casa? Quem deixou esses frustrados entrarem aqui pra saber disso? Quem deixa esses desgraçados falarem sobre isso? Que direito eles têm? Eu, se fosse dirigente de clube, não deixava eles entrarem mais! Ficava só com o site oficial ou com quem só fala aquilo que eu quero ler ou ouvi... epa... peraí...
A ignorância, escreveu um poeta inglês em 1742, é uma benção. Dois séculos depois, um escritor americano respondeu com ironia: os fatos, esses chatos, teimam em acontecer mesmo quando ignorados".

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