A morte de um aluno do Curso de Formação de Soldados durante um treinamento forneceu aos defensores da desmilitarização uma ferramenta muito poderosa. O fato ocorreu no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMERJ, onde são formados os milhares de Soldados PM que integram e que integrarão as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Segundo o secretário de segurança Beltrame, eles são o melhor da PM, os formados para atuarem em comunidades carentes, exercendo o policiamento de proximidade.
Tudo precisa ser esclarecido, tendo em vista que se a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não respeita os direitos humanos dos próprios PMs, como conseguirá formá-los sob a ótica do respeito aos direitos humanos da população?
Isso é impossível!
Ninguém quer uma polícia que violente os direitos do povo, começando por violar os direitos dos seus próprios membros.
Quem não é tratado como cidadão, não respeita a cidadania de ninguém.
Não é essa a polícia que queremos, merecemos e precisamos.
A morte do jovem Soldado é uma tragédia em todo os sentidos.
A investigação deve avançar também para buscar o que levou os responsáveis pelo treinamento a agirem da forma como está sendo noticiado.
Será que os Tenentes foram vítimas de tratamento semelhante quando estavam no Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar D. João VI, onde o "maldito" trote parece resistir a todos os esforços para extingui-lo.
Diante do ocorrido, todos nós, Oficiais e Praças da PMERJ, temos que receber as críticas com o coração aberto e apurar todas as responsabilidades.
Deixo a reflexão:
Será que os autores do presente foram as vítimas no passado?
Soldado PM Paulo Aparecido Santos de Lima, descanse em paz e que Deus dê o conforto aos familiares e amigos.
Eis a fala do deputado Marcelo Freixo:
Juntos Somos Fortes!