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domingo, 19 de fevereiro de 2017

BRASIL, O INCRÍVEL CASO DO PAÍS SEM "DIREITA"



Prezadores leitores, resolvemos publicar esse artigo da Revista Veja de 2011 para que os nossos leitores possam refletir sobre o equilíbrio das forças políticas na época e se ocorreu alguma mudança significativa nesses seis anos.

"Revista Veja
O incrível caso do país sem direita
Não há partidos conservadores no Brasil. O único liberal de peso agoniza depois de perder nomes importantes. E são poucas as perspectivas de mudança 
Por Gabriel Castro 03 abr 2011, 16h38 
O espectro político brasileiro é peculiar: na ponta esquerda, tem o jurássico PCO. Passa por socialistas radicais, como o PSOL e o PSTU, pelos comunistas conformados do PPS, pelos social-democratas do PT e do PSDB, pela esquerda verde do PV e se encerra no centro, onde estão PP e DEM. Não há, entre os 27 partidos brasileiros, um que se assuma como direitista. E o recente anúncio da criação do PSD, que se define como social-democrata, abre um buraco no DEM e empurra o eixo da política brasileira ainda mais para a esquerda. 
A situação é única. Todas as grandes democracias do mundo têm ao menos um partido conservador forte, como o PP espanhol, o Partido Republicano dos Estados Unidos, a UMP francesa e o PDL italiano. O que teria levado a direita brasileira à lona enquanto, em outros países, como os vizinhos Chile e Colômbia, ela ocupa o poder máximo? Para especialistas e políticos ouvidos pelo site de VEJA, a causa está na herança maldita da ditadura militar (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PSDB, DEM E PV VÃO ENTRAR COM REPRESENTAÇÕES CONTRA CABRAL

Os Reis do Rio
Sérgio Cabral (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB)

Jornal O Globo on line.
PSDB, DEM e PV vão entrar com representações contra Cabral.
Partidos reagiram às declarações do governador em Londres, onde pediu votos para Paes. 
DÓRIO EWBANK VICTOR 
RIO - Os diretórios do PSDB, DEM e do PV no Rio de Janeiro vão entrar com representações na Justiça Eleitoral contra o governador do Rio, Sérgio Cabral, por propaganda eleitoral irregular e uso da máquina no processo eleitoral. O motivo foi a declaração de Cabral durante evento realizado nesta quarta-feira em Londres, quando ele pediu votos para o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB. O governador do Rio viajou para participar da abertura dos Jogos Olímpicos. O candidato tucano a prefeito, Otavio Leite, considerou o fato um “abuso de autoridade”. Ele ressaltou que o partido também vai entrar com uma representação contra Paes, pelo mesmo motivo. 
- É um nítido caso de abuso de autoridade, que ofende a Lei Eleitoral. Afinal era um evento oficial do Rio, e o palanque acabou virando eleitoral, custeado pelo bolso dos cariocas. Estes abusos estão se tornando um péssimo exemplo para a nossa democracia. Estão se tornando lugar comum à postura do governo do Rio - disse Otavio. 
O secretário de Assuntos Jurídicos do PV, Eurico Toledo, afirmou que as declarações de Cabral em Londres “afrontam a Constituição”. Já o DEM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai pedir na Justiça o retorno dos recursos públicos usados na viagem do governador. O candidato pelo PSOL, Marcelo Freixo, informou que o partido não vai entrar com representação, mas vai aguardar a posição dos órgãos fiscalizadores quanto ao fato. Freixo criticou a postura de Cabral em Londres. 
- Eles (Cabral e Paes) perderam completamente o limite do público com o privado. Espero que, desta vez, ele não tenha colocado guardanapo na cabeça para pedir voto - disse Freixo, se referindo a foto dos secretários do Rio durante viagem à Paris. 
No entanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) informou que, inicialmente, não exerga irregularidades na atitude de Cabral. Segundo informou a assessoria de imprensa, só seria considerado crime eleitoral se a declaração de Cabral fosse feita antes do último dia 6, quando começou a campanha eleitoral. 
Para cientista político, Cabral foi oportunista 
O cientista político Ricardo Esmael considerou o fato como um "oportunismo" de Cabral, e que merece o repúdio da população. 
- Um governador tem que saber separar as coisas. Ele está representando as forças do Rio de Janeiro, não só o PMDB e o seu candidato. Se ele aproveitou para fazer campanha, acho que certamente merece repúdio. Agora, se é crime eleitoral, isso eu não posso dizer, mas o caso é, no mínimo, uma falta de sensatez - disse. 
Já o David Flasher, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), acha normal este tipo de comportamento em anos eleitorais 
- Eu acho que qualquer político brasileiro aproveita estas brechas. Se o Paes for reeleito, vai pegar as Olimpíadas do Rio no final de sua gestão, o que é interessante para Cabral em termos de exposição - explicou. Lula foi multado após pedir votos para Paes Além de Cabral, o ex-presidente Lula também pediu votos para Paes, antes mesmo do período de propaganda eleitoral, em junho. O feito foi registrado durante o lançamento da Transoeste, corredor expresso que liga os bairros de Santa Cruz, Campo Grande e Barra da Tijuca, todas na Zona Oeste do Rio. Por conta do pedido de votos, Lula foi multado em R$ 5 mil. 
- Hoje eu posso dizer para vocês que valeu a pena pedir votos para Eduardo Paes. Posso te dizer, Eduardo, que, em 2012, eu tenho muito mais convicção - discursou Lula na ocasião, se referindo a campanha de 2008, quando também pediu votos para o atual prefeito do Rio. Por conta das declarações, Lula foi multado em R$ 5 mil pela Justiça Eleitoral, por propaganda antecipada. 
Juntos Somos Fortes!