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domingo, 3 de agosto de 2014

POLÍCIA CIVIL CONSIDERA MIKHAIL BAKUNIN COMO "POTENCIAL SUSPEITO" (?)



Prezados leitores, isso não pode ser verdade.

"PORTAL FORUM
Filósofo russo já morto é citado como suspeito em inquérito no Rio de Janeiro 
julho 28, 2014 17:57 
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Mikhail Bakunin, considerado um dos fundadores do anarquismo, foi classificado como um “potencial suspeito” pela polícia carioca, que investiga manifestantes e ativistas 
Por Redação 
Reportagem publicada nesta segunda-feira (28) no jornal Folha de S. Paulo traz uma revelação no mínimo curiosa: o inquérito de mais de 2 mil páginas, produzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que responsabiliza 23 pessoas pela organização de ações violentas em manifestações de rua, aponta o filósofo Mikhail Bakunin como um dos suspeitos. Morto em 1876, o russo é considerado um dos pais do anarquismo. 
De acordo com a matéria, Bakunin foi citado por um manifestante em uma mensagem interceptada pela polícia. A partir daí, passou a ser classificado como um “potencial suspeito”. A professora Camila Jourdan, de 34 anos, uma das investigadas, menciona esse episódio para demonstrar a fragilidade do inquérito. “Do pouco que li, posso dizer que esse processo é uma obra de literatura fantástica de má qualidade”, descreve (Leia mais)".

Juntos Somos Fortes! 


sábado, 21 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE UM "OLD BLACK BLOC" PARA OS "BLACK BLOCS"

Charge: Tiago Recchia

Eu sou Policial Militar, ingressei na corporação em 1976 e fui promovido ao posto de Coronel PM em 2005. Coronel é o último posto da carreira, tanto nas Polícias Militares, quanto nos Corpos de Bombeiros Militares, não existem Oficiais Generais nas corporações, como ocorre nas Forças Armadas.
Ao longo da carreira eu fui solidificando um conceito: os Coronéis são os responsáveis pela preservação da identidade e dos valores  institucionais. Portanto, aos Coronéis cabe a defesa institucional.
Em 2007, exercendo a função de Corregedor Interno, conheci um grupo de idealistas composto por Oficiais e Praças, os "40 da Evaristo". Eles queriam conquistar melhores salários e adequadas condições de trabalho. Cansados certamente de esperar uma postura dos Coronéis, começaram a realizar atos nas ruas para conscientizar a população. Os parâmetros para participar dos atos eram claros: estar de folga, em trajes civis e desarmados.
Eles me ensinaram essa lição, os militares podem exercer de forma plena a cidadania, respeitando algumas regras. Muito obrigado!
Em 2007, integramos o grupo dos "Coronéis Barbonos" tendo os objetivos propostos por eles e mais alguns, dentre eles romper com a subserviência política que já naquela época escravizava a PMERJ.
No ano seguinte comecei a ir para as ruas, tendo participando nesses seis anos de quase cem atos públicos, pelas mais diferentes causas. Eu participava desde que o ato fosse organizado, ordeiro e pacífico. Aprendi com os "40 da Evaristo".
Prezados leitores, deve ser assim, só pode ser assim!
Os atos cívico-democráticos realizados nas ruas devem ser organizados, ordeiros, pacíficos e devem ter continuidade. É esse contexto que apavora os maus políticos, pois eles não encontram justificativa para a repressão, para o confronto que só interessa a eles pois afasta as pessoas das ruas. A continuidade (regularidade) de atos com tais características os destrói politicamente.
Eu recebi através de email o texto que transcrevo a seguir. Ele é dirigido para quem acha que sem confronto o ato não repercute e não atinge os políticos, o que é um grande erro.
Eis o texto:

"Para reflexão dos Black Blocs, Anarquistas, Socialistas e Comunistas:
> Filho, eu descobri essas coisas no seu armário…
- Qual é o problema de ter uma máscara do anônimos e um taco de beisebol?
> Você usa isso?
- Não… quer dizer, às vezes…
> É que que estou precisando. Será que você me empresta?
- Precisando? Pra quê?
> É que eu li as coisas que você andou escrevendo na internet…
- Você andou lendo o meu face?
> Qual é o problema? Não é público?
- É…mas…
> Pois é, eu li o que você escreveu e …
- Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá , mas… eu não vou discutir, são as minhas ideias. Eu sou anarquista e…
> Não. Eu achei legal. Você me convenceu.
- Convenci? De quê?
> Tá tudo errado mesmo… eu li o que você escreveu e concordo. Agora eu sou anarquista também, que nem você…
- Você o quê? Pai… que história é essa?
> É, você fez a minha cabeça. tem que quebrar tudo mesmo! Agora eu sou Old Black Bloc!
- Pai, você não pode… você é diretor de uma empresa enorme e…
> Não sou mais não. Larguei o meu emprego. Mandei o meu chefe tomar no .... Mandei todo mundo lá tomar no ....
- Pai, você não pode largar o seu emprego. Você está há 30 anos lá…
> Posso sim! Aliás tô juntando uma galera pra ir lá quebrar tudo.
- Quebrar tudo onde?
> No meu trabalho! Vamos quebrar tudo ! Abaixo a opressão! Abaixo tudo!
- Você não pode fazer isso, pai…
> Posso sim! É só você me emprestar a máscara e o taco de beisebol. E aí, você vem comigo?
- Não… acho melhor não…
> É melhor você vir porque agora que eu larguei tudo, a gente vai ter sair desse apartamento…
- Sair daqui? E a gente vai morar aonde?
> Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa capitalista qualquer e exigir o fim do capitalismo!
- Pai, você não pode fazer isso ! Não pode abandonar tudo!
> Tô indo! Fui!
- Peraí, pai! Pai! E minha mesada ? E meu computador ? E a gasolina do meu carro ? Onde eu vou morar ? Volta aqui! Volta aqui, pai!!! Voooltaaaaa!"

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