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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

RÉVEILLON 2017: ESTATÍSTICA DE ROUBOS E FURTOS NO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, não localizamos notícia sobre a estatística (registros) dos roubos e furtos ocorridos durante a festa de passagem de ano nas praias do Rio de Janeiro.
Elas devem estar disponíveis, afinal estamos no dia 20 de janeiro.
O problema deve ter sido a nossa inabilidade em achar as estatísticas, mas encontramos algumas reportagens, como essa:




Caso algum leitor tenha conhecimento sobre as estatísticas, por favor, nos encaminhe.

E-mail: pauloricardopaul@gmail.com

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA - MARCOS GOMES



EMAIL RECEBIDO: 
"Prezado Coronel Paúl, 
Gostaria de contribuir para os debate sobre o tema “O Flamengo e rebaixamento da Portuguesa” com o artigo a seguir. 
Trabalho com estatística no meu dia-a-dia, então tenho certa intimidade com cálculos probabilísticos. Tenho visto circulando na Internet alguns cálculos muito benevolentes sobre a probabilidade de que a escalação indevida de atletas por parte de Flamengo e Portuguesa tenha sido apenas obra do acaso. E vista disso, decidi eu mesmo fazer os meus cálculos. Cheguei à conclusão de que a chance de estarmos diante de um mero capricho dos deuses do futebol para salvar o Flamengo é de apenas 1 em 5 milhões. Para se ter uma ideia de como essa chance é baixa, ela equivalente a de ganhar na Megasena jogando 10 cartões (custo da aposta R$ 20). 
Segue a memória de cálculo: 
Considerando apenas a era dos pontos corridos (2003 a 2013), ocorreram 4606 jogos na Série A. Como em princípio em cada jogo qualquer dos dois times pode se equivocar colocando atletas suspensos em campo, foram 9.212 chances disso acontecer. Mas, dentre esses casos possíveis, em apenas 5 ocasiões clubes escalarem atletas suspensos. No entanto, para efeito de cálculo estatístico, vamos excluir um dos casos, considerando então apenas 4 ocorrências em 9.211 chances. Os eventos ocorridos e o motivo da exclusão de um deles são os seguintes: 
2003: a Ponte Preta errou duas vezes em sequência ao escalar o jogador Roberto de forma irregular nas partidas contra o Inter (1ª rodada) e Juventude (2ª rodada). O meia havia sido expulso na última partida do clube no Brasileirão 2002, e assim deveria ter cumprido a suspensão automática na primeira rodada. Como não cumpriu na primeira, deveria ter cumprido na segunda. Vê-se claramente que nesse caso os eventos não foram independentes, pois o segundo erro não foi aleatório, mas ocorreu por causa do primeiro. Sendo assim, excluímos uma dessas ocorrências de nosso levantamento. 
2010: o Grêmio Prudente foi punido pela escalação irregular do zagueiro Paulão, suspenso na partida contra o Flamengo na 3ª rodada. 
2013: Flamengo escala André Santos irregularmente na última rodada, assim como a Lusa faz com Héverton. Suspeito, não? O rigor da Estatística nos diz que se existe uma dúvida razoável de que um evento tenha ocorrido independentemente do outro, é melhor não considera-lo no cálculo. Mas se eu fizer isso, ficaremos com apenas 3 casos em que com certeza a escalação de jogadores suspensos foi casual. Mas não, não vou excluir o erro da Portuguesa dos cálculos. Nesse momento prefiro ofender a Estatística do que algum flamenguista que eventualmente esteja lendo esse texto! 
Então, com base na frequência observada nos últimos 11 anos, podemos calcular a chance de que em uma partida um dos clubes escale um jogador suspenso como sendo: 
P = 4 / 9211 x 100% = 0,043%. 
Só que estamos aqui diante de um caso único, em que o Flamengo errou e para se salvar precisava que alguém que estivesse atrás dele na tabela também errasse. É a mesma situação em que jogamos duas moedas ao mesmo tempo, esperando obter duas coroas. Sendo assim, a probabilidade de que os eventos tenham ocorrido por mero acaso é calculado como: 
P = 4 / 9211 x 4 / 9211 x 100% = 0,000019%, ou se preferirem, uma chance em 5 milhões! 
Então pergunto: você continua acreditando que o Flamengo é o clube mais sortudo do mundo? Atenciosamente, 
Marcos Gomes". 

Nós agradecemos a colaboração esclarecedora e oportuna. 

Juntos Somos Fortes!

domingo, 20 de outubro de 2013

RIO: MILHARES DE HOMICÍDIOS FORA DAS ESTATÍSTICAS.

A inconsistente "pacificação" do Rio de Janeiro. Isso não passa de uma propaganda que a imprensa quer colocar na nossa cabeça para vender um produto, que nesse caso não existe: a segurança pública.
"O GLOBO 
Estudo mostra 30 mil homicídios ocultos no Rio em 14 anos 
Extra 
Quem se debruça sobre as estatísticas de assassinatos, que têm caído nos últimos anos, mal sabe que, por trás daqueles números, estão milhares de nomes e histórias que não aparecem nos registros oficiais. O economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), concluiu em julho um estudo apontando que o Rio teve, entre 1996 e 2010, 29.075 homicídios ocultos, ou seja, mortes que são tabuladas como de causa indeterminada, mas que são, na verdade, assassinatos. 
A pesquisa se baseou nos números do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, único banco de dados que permite a comparação nacional de mortes violentas entre os estados. Cerqueira analisou características socioeconômicas de quase 1,9 milhão dessas mortes, ocorridas em todo o Brasil entre 1996 e 2010. A constatação foi de que o país não foi capaz de identificar, no período, a causa do óbito em 9,2% dos casos, número que corresponde a 174 mil vítimas. A estimativa é que 74% dessas mortes não identificadas se tratavam de homicídios. No grupo de mortes violentas indeterminadas, podem haver todas as causas não naturais de falecimento: homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, quedas ou óbitos decorrentes de catástrofes naturais. 
No Rio, estado com maior número de mortes com causas desconhecidas em 2010, Cerqueira identificou dois problemas: a falta de qualidade na produção de dados e a má articulação entre as organizações, como a Polícia Civil, o Instituto Médico-Legal e a Secretaria de Saúde. O problema, explica o pesquisador, já começa de início, quando um indivíduo é encontrado morto na via pública, e deveria ser preservada a cena do crime. 
— No Rio, a primeira coisa que a polícia faz é descaracterizar a cena, seja por falta de treinamento, por falta de conhecimento ou porque ela mesma está envolvida com a morte — afirma ele. 
Isso ocorreu, por exemplo, na Favela do Rola, em Santa Cruz, na operação de 16 de agosto de 2012, quando houve cinco mortos. 
Vídeos revelados em maio passado pelo EXTRA mostraram os policiais alterando a cena das mortes, afetando a investigação posterior. Sem a preservação do local, não foi feita a perícia, o que impediu a polícia de checar se haviam sido homicídios dolosos ou mortes em confronto policiais".
Juntos Somos Fortes!