JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

RIO - MINISTÉRIO DE SEGURANÇA E INTERVENÇÃO FEDERAL GERAM 231 CARGOS COMISSIONADOS


Em tempos de pouco dinheiro nos cofres públicos a criação de duzentos e trinta e um cargos comissionados é uma ação na direção contrária ao indispensável corte de gastos na gestão do dinheiro público.

"Jornal Extra
16/05/2018 
Intervenção federal no Rio terá estrutura até junho de 2019
Fábio Teixeira 
Embora o decreto presidencial que estabeleceu a intervenção federal no Rio de Janeiro tenha dado como data de seu término 31 de dezembro deste ano, o cargo de interventor federal irá durar até junho de 2019. A decisão foi tomada na noite desta terça-feira, quando o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei 6/2018, enviado pelo presidente Michel Temer. O texto prevê a criação de 231 cargos comissionados, sendo que 164 para compor a equipe do Ministério Extraordinário de Segurança Pública, chefiado por Raul Jungmann. Os 67 restantes são do interventor federal, o general Walter Souza Braga Netto (Fonte)".

quinta-feira, 3 de maio de 2018

ASSOCIAÇÃO DE DELEGADOS DA POLÍCIA CIVIL CRITICA GOVERNO FEDERAL


A Polícia Militar sozinha não resolve os problemas da segurança pública, isso é fato, mas ela é indispensável para qualquer tipo de solução que se pretenda implementar.
Sem a Polícia Militar nunca existirá segurança para a população brasileira.

"NOTA DA ADEPOL

*Associação Nacional dos Delegados denuncia o sucateamento das Polícias Civis e o privilégio dos Governos Estaduais e Federal para a militarização da segurança pública brasileira*

Na tarde desta quarta-feira, 02, o Ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, assinou o que nós Polícias Judiciárias, denominamos de: “Plano Nacional de Extinção das Polícias Civis”, que antes era protagonizado apenas pelos governos estaduais. O mais novo passo nesse sentido foi dado com o lançamento do “Plano Nacional de Apoio e Fortalecimento das Policias Militares”.

Ressaltamos o quanto valorizamos e respeitamos as Polícias Militares, no entanto, sabemos que o seu papel frente ao Estado é na prevenção de crimes e não na investigação. A PM sozinha não é a resolução para todos os problemas de segurança pública no Brasil.

Por outro lado, as Polícias Civis exercem o seu trabalho de investigação e se não bastasse a omissão dos governos estaduais, o governo federal também passa a protagonizar a mesma postura de sufocar e inviabilizar por completo o funcionamento das Polícias Civis.

Diariamente delegacias são fechadas em municípios brasileiros e o efetivo de policiais civis reduzido, deixando as Polícias Civis sem condições mínimas de dar cabo dos milhões de crimes que ocorrem no país, sendo, só de homicídios, cerca de 60 mil por ano.

Muitas delegacias, ao invés de centros de investigação, se tornaram em depósitos de presos em condições desumanas, transformando policiais civis em carcereiros, como ocorre em diversos estados.

Há muito tempo as Polícias Civis de todos os estados e do Distrito Federal vêm sendo sufocadas e desvalorizadas, ao mesmo tempo em que assistimos a falência da segurança pública brasileira.

Agora assistimos ao anúncio de mais investimento e estruturação para as Polícias Militares, no que nos parece ser um plano de, em breve, extinguir as Polícias Civis e tornar a Polícia Militar na Polícia Única Estadual Militar.

O Ministro afirmou que “pretende fortalecer as Polícias Militares e Bombeiros para combater o crime organizado”. No entanto, compreendemos que não se trata mais de mero desconhecimento ou incompetência, mas de ação deliberada, cuja explicação só pode advir do fato de que investir em quem pode investigar com autonomia não traz visibilidade eleitoral ficando evidente o interesse de que não funcione.

Crime organizado se combate com investigação e inteligência policial para subsidiar a identificação e responsabilização de organizações criminosas, de competência das Polícias Civis e Federal.

Mas o que sobra para as Polícias Civis é o subproduto do equívoco histórico que rende um número elevado de crimes, que a política da super-ostensividade não previne.

Diante da incapacidade de prevenir o crime, a estratégia é estrangular aos poucos as Polícias Civis para que outra instituição tome seu lugar sob a falácia de um plano de combate ao crime organizado.

A segurança precisa de investigação, sem a qual não há processo, não há condenação, não há responsabilização e que, ao fim, só resulta em impunidade e mais crimes.

A Pollícia Civil aguarda há pelo menos 30 anos pelo anúncio de investimentos. Exigimos respeito com a polícia judiciária e com a sociedade do país que não tolera mais esse descaso com a segurança pública. 

Brasília, 02 de maio de 2018.

*Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária – ADPJ.*

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

SEGURANÇA PÚBLICA - PRESIDENTE TEMER PODE CRIAR MINISTÉRIO



"Site G1
Temer planeja anunciar criação de Ministério da Segurança Pública após carnaval 
PF, PRF, Depen e Senasp ficarão subordinados à nova pasta. Um dos objetivos do ministério será desenvolver ações de combate à criminalidade. 
Por Delis Ortiz, TV Globo, Brasília 
12/02/2018 18h06 Atualizado 12/02/2018 18h17 
O presidente Michel Temer planeja anunciar, após o carnaval, a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. A TV Globo apurou que a nova pasta deverá ser criada por medida provisória (MP). Uma das atribuições do ministério será desenvolver ações de combate à criminalidade. 
A criação de uma pasta da Segurança Pública foi proposta pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, e vem sendo debatida desde novembro de 2017. Além de Torquato e Temer, participam das discussões os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional). 
Na semana passada, Temer bateu o martelo em razão do agravamento da crise de segurança. O texto da MP, inclusive, já está pronto e o governo avalia nomes para a função (Fonte)".