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domingo, 2 de novembro de 2014

O CORONEL PAÚL EXPLICA A "MORTE" DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, o Coronel PM Reformado Paulo Ricardo Paúl explica nesse vídeo a "morte" da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. 
Aponta os "assassinos" e enaltece os que lutaram na tentativa de salvar a corporação.


 

Juntos Somos Fortes!

DIA DE FINADOS - A POLÍCIA MILITAR ESTÁ "MORTA"

Prezados leitores, hoje, dia 2 de novembro, cultuamos os nossos mortos.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro está "morta".

(Revista Isto É)

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

RIO: CORONÉIS DA PM PODEM ESTAR REPETINDO ERRO CRÔNICO

(Fonte: Jornal Extra)

Prezados leitores, quem conhece a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro sabe que o nosso pior problema é a "inteferência política", um fruto da subserviência política. Foi contra ela que os "Coronéis Barbonos" lutaram em 2007-2088 e foram derrotados pelo governo Sérgio Cabral que teve como fortes aliados Oficiais da PMERJ que eram favoráveis a essa prática, isso para a obtenção de vantagens pessoais, como funções gratificadas, por exemplo.
Os "Coronéis Barbonos" tentaram fortalecer o Comandante Geral contra a "interferência política" e tinham como objetivo que os Coronéis apresentassem ao próximo governador uma lista tríplice para que ele pudesse escolher unicamente entre os indicados pela Polícia Militar, como ocorre em várias instituições que adotam a lista tríplice.
Hoje o "Jornal Extra" nos assustou com uma notícia que torcemos que seja um conjunto de boatos.
Coronéis da PMERJ estariam se alinhando com candidatos ao governo estadual para ocuparem funções na corporação, sobretudo a honrosa função de Comandante Geral.
Se isso for verdade, os Coronéis estão cometendo um erro crônico na história da PMERJ, pois ele é o determinante da subserviência política que destrói a nossa amada e bicentenária instituição militar.
Só nos resta torcer para a notícia ser fruto de boatos, caso contrário, a Polícia Militar continuará de joelhos, piorando a cada dia, sem identidade e sem valores.
Um joguete nas mãos dos políticos que a usam para a consecução dos seus objetivos.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

POLÍCIA MILITAR: PRESTAR CONTINÊNCIA OU FICAR DE JOELHOS?

Eu ingressei na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) no ano de 1976, um ano após a fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, integrando a primeira turma de Oficiais da antiga Escola de Formação de Oficiais (EsFO) do novo estado.
Na época a PMERJ era comandada por um Coronel do Exército Brasileiro. Lembro que na época a maioria atribuía a essa subordinação a origem de todos os nossos problemas institucionais e apostavam que quando a corporação tivesse o seu comando próprio tudo se resolveria. Era um raciocínio lógico, um Coronel PM certamente reunia melhores condições para gerir a PMERJ do que um Coronel EB.
O tempo passou e o tão sonhado comando próprio foi alcançado, fato festejado por todos, fazendo nascer a esperança de dias melhores. Ficava para trás o controle do Exército Brasileiro sobre muitas das questões que envolviam a Polícia Militar e parecia estar surgindo a autonomia institucional, que passaria a ser senhora dos seus passos, finalmente.
Não era o ideal, pois o Comandante Geral foi escolhido politicamente pelo Governador, sem o aval dos seus companheiros, mas era um começo. 
Tudo parecia lógico. Simples de concretizar. O que se mostrou um ledo engano.
Na verdade com o fim da gestão do Exército Brasileiro, não nasceu a gestão da Polícia Militar, pois entrou no meio do caminho um novo componente, um gestor que não vestia farda, vestia ternos finamente recortados: o político.
O tempo demonstrou que a autonomia de gestão nunca chegou à PMERJ, na verdade trocamos de gestores, saindo o Coronel do Exército e entrando o político, que se infiltrou nos quartéis sorateiramente, fazendo nascer uma nova realidade: Se a doutrina do inimigo interno saia pelo portão da guarda, entrava a doutrina do politicamente correto, afastando a PMERJ do seu parâmetro básico: o cumprimento das leis e regulamentos. 
Antes os quartéis eram blindados contra os políticos, essa era a postura das Forças Armadas e que refletia na Polícia Militar, mas eles foram ardilosos. A política entrou nos quartéis como se fosse a nossa salvadora, pois com a saída do comando verde-oliva, precisávamos de políticos eleitos que nos representassem e a política viu as portas abertas propondo a eleição dos nossos para lutar por nós. Mais uma vez, tudo lógico.
Elegemos alguns, mas nunca conseguimos nada através dos eleitos, isso é fato.
Na verdade fomos tolos e não percebemos que estávamos saindo de uma forma de dominação e indo para outra que se mostraria muito pior. O Exército interferia em vários pontos da gestão, os políticos nos dominaram por completo, fazendo com a Polícia Militar perdesse sua identidade e seus valores, entre eles, o servir e proteger o cidadão.
A dominação já era absoluta em 2007 quando surgiram dois grupos dispostos a lutar contra tal descalabro: Os 40 da Evaristo, um grupo formado por Oficiais e Praças idealistas e os Coronéis Barbonos, grupo composto apenas por Coronéis PM da ativa (isso na origem) que ocupavam as principais funções no comando da corporação. Eu sou um dos Barbonos.
A lógica novamente imperou, ameaçado o poder político fez o que se podia esperar dele, reprimiu de todas as formas os integrantes dos dois grupos. Os Coronéis foram exonerados e aposentados antes do tempo para que não representassem mais perigo e para servirem de exemplo, deixando claro quem mandava: o político.
Nenhuma voz nova se levantou, após os 40 da Evaristo e os Barbonos, contra a dominação política da PMERJ, a subserviência se concretizou.
Hoje, além de não escolher seu Comandante Geral, um sonho antigo, pois ele continua sendo escolhido pelo político, a corporação assiste a função ser completamente desprestigiada no atual governo, o qual em pouco mais de seis anos já nomeou cinco comandantes gerais. Os exonerados e os que assumiram não tiveram nem a honra de participar da solenidade de passagem de comando, ato solene e regulamentar que historicamente se realizava no pátio do Quartel General e que foi sumariamente abolido. Os últimos a terem tal honraria foram os Coronéis PM Hudson (exonerado) e o Coronel PM Ubiratan (nomeado), isso no início de 2007. A festa foi linda, o Quartel General estava cheio de vida. Nos nossos tristes dias, ocorreram passagens em gabinetes, como se fossem feitas às escondidas e houve ocasiões que nem a passagem ocorreu, quando o nomeado entrou e assumiu o gabinete do Comando Geral, sem a presença do exonerado.
Eu defendi e defendo o comando próprio, isso é lógico que é o melhor para a PMERJ, mas apenas quando esse Comandante Geral for escolhido pelos seus pares, pois só assim terá força para dizer não a toda e qualquer iniciativa dos políticos que seja contrária aos interesses da população e da corporação.
É com tristeza que pergunto: Será que prestar continência a um Oficial Superior do Exército era pior do que ter que ficar de joelhos diante de um político?
Cada Coronel PM ativo e inativo que dê a sua resposta.
Juntos Somos Fortes!