JORNALISMO INVESTIGATIVO

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domingo, 23 de março de 2014

CASO CLÁUDIA FERREIRA: O PERIGO DA PROVA TESTEMUNHAL



Prezados leitores, nós demonstramos várias vezes nesse espaço a preocupação que deve existir com relação às provas testemunhais, diante dos inúmeros fatores que podem influenciar um depoimento. O investigador que se basear apenas nelas estará sempre muito próximo de não chegar até a verdade dos fatos.
Em artigo recente destacamos que um dos Policiais Militares acusado de participação no homicídio da juíza Patrícia Acioli, mais uma vez, declarou em juízo que foi coagido por Policiais Civis para prestar depoimento incriminando outros Policiais Militares.
Verdade ou mentira, apenas uma investigação poderá determinar.
Se for mentira, não altera as condenações que já ocorreram e as que ainda ocorrerão. Todavia, se for verdade, muda completamente o quadro e o poder judiciário pode estar condenando inocentes, caso não existam outras provas que confirmem a participação dos Policiais Militares.
Como sempre afirmamos quando escrevemos sobre esse caso, nós não conhecemos os autos do processo, nem do inquérito policial, portanto, a referida denúncia já pode ter sido esclarecida, só não teve publicidade em razão da imprensa não ter divulgado da investigação.
No caso do homicídio da senhora Cláudia Ferreira, volta e meia, familiares e vizinhos se apresentam como testemunhas dos fatos, apresentando as suas versões para os fatos.
A seguir apresentaremos dois desses testemunhos divulgados pela imprensa para demonstrar como é perigosa a prova testemunhal.
1) Dia 18 de março de 2014 - Filha.
"(...) Os policiais militares que arrastaram uma mulher baleada pelas ruas do Rio de Janeiro acharam que ela era uma criminosa e estavam rindo antes de colocá-la dentro da viatura, conforme relatou Thaís Lima, filha de Cláudia Ferreira da Silva, em entrevista ao Bom Dia Rio. Segundo Thaís, sua mãe ainda estava consciente e respirava quando foi colocada no carro, mas falava frases desconexas e tinha muitos ferimentos (Link)". 
 2) Dia 23 de março de 2014 - Vizinha. 
"(...) Após os tiros, a vizinha da servente voltou correndo para casa com medo. Dez minutos depois, ela saiu novamente e viu que Cláudia ainda estava lá. “Ela já estava morta. Fiquei apavorada e chamei os moradores. Trinta minutos depois, os mesmos policiais voltaram na maior calma”, explica a testemunha (Link)".
Diante dos dois testemunhos, a senhora Cláudia Ferreira estava morta ou estava viva quando os Policiais Militares a conduziram na viatura?
Obviamente, a contradição nos depoimentos não isenta qualquer responsabilidade de quem efetuou os disparos que provocaram a tragédia, mas deve ser esclarecida para que se possa avaliar corretamente o comportamento dos Policiais Militares que socorreram.
Infelizmente, muitos acusados são condenados por provas testemunhais, o que explica os muitos erros judiciais que ocorrem no Brasil.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 22 de março de 2014

CASO CLÁUDIA FERREIRA: TESTEMUNHA INCRIMINA POLICIAIS MILITARES




Prezados leitores, preliminarmente, reafirmamos o que comentamos em artigo postado nessa data sobre o cuidado que o investigador deve ter com relação às provas testemunhais.
O RJ TV 1a Edição exibiu minutos atrás uma matéria na qual uma testemunha afirma que os Policiais Militares que socorreram a senhora Cláudia Ferreira teriam efetuado disparos contra ela, versão que contraria a apresentada pelos Policiais Militares que participaram da operação que teve o trágico resultado.
Nós solicitamos que prestem atenção na pergunta feita pela repórter, pois ela não é transcrita, como ocorre com as respostas da testemunha.
Como a repórter não é especializada em investigação criminal, ela faz um questionamento que induz a resposta:
- Os policiais que atiraram foram os mesmos que prestaram socorro?
Um policial encarregado por essa investigação jamais faria a pergunta d
essa forma.
Assistam a reportagem e opinem (Link).

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CASO CLÁUDIA FERREIRA: VIÚVO RECLAMA DE SÉRGIO CABRAL E DE BELTRAME



Prezados leitores, o viúvo da senhora Cláudia Ferreira reclamou do governador Sérgio Cabral e do secretário de segurança Beltrame durante entrevista para o Jornal Nacional da Rede Globo.
Assistam o vídeo (40 segundos) da reportagem (Link).

Foto: Bruno Gonzalez / Agência O Globo 

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CASO CLÁUDIA FERREIRA: SURGE UMA TESTEMUNHA A FAVOR DOS PMs



Prezados leitores, o investigador experiente sabe que a prova testemunhal deve ser vista sempre com muita cautela, devendo ser corroborada por provas técnicas sempre que possível.
Hoje o jornal O Dia trás uma matéria na qual uma testemunha isentaria os Policiais Militares de responsabilidade pela abertura da porta traseira da viatura, o que provocou a queda e o arrastamento da senhora Cláudia Ferreira.
Vale lembrar que antes foi noticiado que um exame pericial não tinha detectado qualquer problema na tranca da referida porta.
Os dois dados se complementam, isso é fato.
Investigar é juntar cada parte para refazer o todo, vamos aguardas as novas partes que irão surgindo.
"JORNAL O DIA
22/03/2014 00:21:26
Motoqueiro isenta PMs e diz que viu menor abrir caçamba
Testemunha é de Itaguaí e afirma que foi até a Congonha recuperar sua moto roubada
Rio - Uma testemunha que prestou depoimento quinta-feira na 29ª DP (Madureira) contou que viu um adolescente abrir a fechadura da caçamba da viatura que “socorreu” a auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreira, de 38 anos. Vítima de um tiro que atravessou seu coração durante suposto confronto entre PMs e traficantes, no Morro da Congonha, em Madureira, a mulher caiu da caçamba do carro e foi arrastada por 350 metros. 
Em depoimento ao qual O DIA teve acesso, essa testemunha, um homem que mora em Itaguaí, disse que foi à comunidade sozinho no último domingo para resgatar sua moto, que fora roubada. Ele falou que chegou pouco antes do tiroteio e ficou em uma padaria. Em seguida, ele teria visto moradores seguindo a viatura que entrou na comunidade e, apesar do clima tenso e não ser morador, foi ver o que acontecia (Leiam mais)".

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sexta-feira, 21 de março de 2014

POLICIAIS MILITARES LIBERTADOS: A LEI VENCEU A IMPRENSA E A POLÍTICA



Prezados leitores, a tentativa feita por parte da imprensa de demonizar os três Policiais Militares que tentaram socorrer a senhora Cláudia (Link), sofreu ontem uma dura derrota com a decisão pela libertação dos PMs que estavam acautelados em Bangu 8.
O Ministério Público e o Poder Judiciário concederam a eles o direito de responder em liberdade (Link), o que é a regra, não podemos esquecer.
Os fatos que cercaram a morte da senhora Cláudia devem ser rigorosamente apurados e os responsáveis devem ser identificados, mas não podemos permitir o uso eleitoral de uma tragédia, isso é uma afronta aos direitos humanos.

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RIO: APÓS SETE ANOS DE CABRAL-BELTRAME, UMA POPULAÇÃO ATERRORIZADA



Prezados leitores, o governador Sérgio Cabral governa o Rio de Janeiro há mais de sete anos. No dia 1 de abril ele completará 87 (oitenta e sete) meses no governo e tendo como seu principal aliado na área da segurança pública o delegado da PF José Mariano Beltrame, o qual foi mantido no cargo apesar das várias crises na segurança pública que provocaram a nomeação de 5(cinco) Comandantes Gerais da Polícia Militar e 4 (quatro) Chefes da Polícia Civil.
Hoje a população do Rio de Janeiro vive aterrorizada, eis o principal legado da dupla.
Nem o único projeto na área de segurança pública, as Unidades de Polícia Pacificadora, logrou resultados satisfatórios.
Além dos inúmeros efeitos colaterais, dentre eles a transferência de traficantes e o enfraquecimento dos efetivos dos Batalhões de Polícia Militar, o próprio projeto afunda nos erros estratégicos e se transformou no "cemitério dos Policiais Militares".
Sérgio Cabral deve à Beltrame e à imprensa a sua reeleição. 
Deve ao secretário por forçar a Polícia Militar a dar continuidade a um projeto que fez mal à própria Corporação e que não fez bem à população do estado do Rio de Janeiro como um todo, não passando de um projeto eleitoreiro de abrangência municipal.
Deve à imprensa que enalteceu o projeto e ocultou os efeitos colaterais por anos.
No início de abril Cabral deixará o Palácio Guanabara e deixará no seu lugar o seu candidato à sucessão, o vice Pezão.
Tudo indica que Pezão manterá Beltrame, assim como, tudo indica que a gestão Beltrame produzirá para o vice um efeito contrário ao que produziu para o governador.
Salvo melhor juízo, nem a imprensa poderá salvar Pezão.
A população do Rio de Janeiro está aterrorizada, eis o legado Cabral-Beltrame.

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quinta-feira, 20 de março de 2014

A MORTE DE CLÁUDIA FERREIRA, A EXPLORAÇÃO POLÍTICA DE UMA TRAGÉDIA

Policias Militares assassinados
Governador não recebeu seus familiares


A MORTE DE CLÁUDIA FERREIRA, A EXPLORAÇÃO POLÍTICA DE UMA TRAGÉDIA 
Eu tenho vergonha!
No dia 16 de março de 2014, uma tragédia se abateu sobre a vida de inúmeras pessoas no Rio de Janeiro. 
Era manhã de domingo quando Policiais Militares realizaram uma incursão da comunidade da Convanca, situada na Zona Norte. 
Tiros foram disparados, traficante morto, traficante preso, armas e drogas foram apreendidas.
Caso o saldo fosse apenas esse, nenhuma anormalidade seria detectada, pois esse é o resultado da maioria das operações policiais do tipo “tiro, porrada e bomba” que o governo Sérgio Cabral emprega nas comunidades carentes, isso desde o início da sua gestão no Palácio Guanabara em janeiro de 2007.
Infelizmente, em muitas dessas operações “tiro, porrada e bomba” policiais e moradores acabam feridos e/ou mortos, como aconteceu incontáveis vezes na gestão Cabral e que voltou a ocorrer tragicamente na naquela manhã domingo.
No curso da operação, comandada por um Tenente da Polícia Militar, a senhora Cláudia Ferreira, uma cidadã brasileira, uma mãe de família com quatro filhos e que ainda cuidava de quatro sobrinhos, uma trabalhadora, também foi vítima da operação. Uma tragédia para familiares e amigos, como tantas outras que ocorreram no atual governo.
A tragédia ganhou contornos terríveis, quando a tampa traseira da viatura na qual era conduzida a senhora Cláudia se abriu e ela caiu para fora sendo arrastada por cerca de 350 metros, antes que os três Policiais Militares fossem avisados por populares, quando pararam a viatura e recolocaram a vítima, dando prosseguimento ao socorro.
O fato foi filmado por um cidadão.
Imagens horríveis que chocaram o mundo, como não poderiam deixar de fazer.
O fato está sendo investigados pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, sendo que com o passar dos dias vários detalhes têm sido esclarecidos, muitos mudando o cenário inicial onde a versão dos Policiais Militares ainda não existia, mas não é esse o objetivo desse artigo, confrontar versões, o foco é o tratamento político que está sendo dado à tragédia.
Os três Policiais Militares foram autuados e presos, sendo acautelados em Bangu 8, algo inexplicável a princípio, pois deveriam estar acautelados em uma Organização Policial Militar.
Por que eles estão indevidamente em Bangu 8?
Simples, isso é uma resposta política, uma parte de uma estratégia política que tem se repetido no atual governo.
Tragédia ocorrida, logo o governo se apressou em se afastar das suas responsabilidades sobre o que ocorreu.
Eleições chegando, politicamente o governo precisava demonstrar para a população que não tolera ações desse tipo, as quais ele reprime com todo rigor. 
Para alcançar seu objetivo, ou seja, ficar fora do problema, embora faça parte dele, o governo Cabral atirou toda a responsabilidade na Polícia Militar e nos Policiais Militares.
Prendeu os Policiais Militares, jogou-os em Bangu 8 (ou Bangu 1) e sinalizou que vai expulsá-los.
Tecnicamente, tudo errado. Politicamente, uma saída estratégica.
Uma vergonhosa estratégia diante de uma tragédia que se abateu não só sobre os familiares e os amigos da senhora Cláudia, mas que também se abateu sobre os familiares e amigos dos três Policiais Militares.
Uma vergonhosa estratégia que teve seu ápice na reunião do governo com os familiares da vítima no Palácio Guanabara.
A tragédia passou a ser explorada politicamente de forma condenável.
De um lado o governo perfeito, o que está com as mãos limpas e do outro lado três Policiais Militares, os algozes.
Prezados leitores, isso tudo é uma vergonha.
Quem tem autorizado essas operações “tiro, porrada e bomba” nesses mais de sete anos, as quais já causaram incontáveis vítimas?
O governo Cabral.
Quem poderia ter acabado com esse tipo de operação policial e não o fez até hoje?
O governo Cabral.
Quem deveria disponibilizar todos os recursos para a realização de operações policiais?
O governo Cabral.
Quem deveria, por exemplo, disponibilizar uma ambulância para acompanhar cada uma dessas operações, tendo em vista que nelas é enorme o risco de policiais, traficantes e/ou moradores serem feridos?
O governo Cabral.
Onde estava a ambulância que devia estar em condições de ser acionada de imediato quando a senhora Cláudia foi ferida por tiro de fuzil?
Não existia ambulância.
O que fizeram os Policiais Militares?
Na falta da ambulância providenciaram uma viatura para transportar a vítima.
Cabe destacar que igual providencia é tomada quando um Policial Militar é ferido nessas operações ou no interior das comunidades “pacificadas” pelo governo Cabral, como tem ocorrido frequentemente.
Os Policiais Militares feridos também são transportados em viaturas e, em várias ocasiões, na parte da viatura onde foi colocada a senhora Cláudia, eis a realidade.
Quem duvidar que pergunte aos nossos policiais.
Sim, a tampa traseira abriu e a vítima foi arrastada, as imagens terríveis correram o mundo.
Apesar dessa verdade, a perícia constatou que a “tranca” não apresentava problema, logo ocorreu um caso fortuito, algo fora do controle dos Policiais Militares, ou seja, eles não podiam prever tal resultado e, certamente, não queriam.
Não importam essas verdades, alguém tem que ser culpado e não pode ser o governo.
Não importa que a manutenção das viaturas da Polícia Militar seja responsabilidade de uma empresa contratada pelo governo Cabral, isso a preços exorbitantes.
Cabe esclarecer à população que se o socorrido fosse um Policial Militar, ele seria arrastado de igual modo, eis a verdade.
Onde estava a ambulância que o governo Cabral devia disponibilizar para evitar tais tragédias?
Ela não estava na Covanca, eu não sei onde ela estava.
Só sei que em algumas oportunidades em que vi a comitiva do governador se deslocar pelas ruas do Rio de Janeiro, uma ambulância se fazia presente no comboio. Uma prevenção diante da possibilidade de um acidente automobilístico, eu creio.
Leitores, salvo melhor juízo, a família de Cláudia foi recebida por quem tinha tudo para evitar a tragédia, mas não evitou.



 Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

UPPs: A BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA PELO GOVERNO




Prezados leitores, acabei de publicar o segundo capítulo da obra "UPPs: A biografia não autorizada pelo governo".
Peço que leiam, opinem e divulguem, não esquecendo de começar a leitura pelo prólogo (Link).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 19 de agosto de 2012

TIRO, PORRADA E BOMBA



Prezados leitores, bom dia!
Os jornais de domingo trazem um tema recorrente nas manchetes sobre segurança pública no Rio de Janeiro: Policiais Militares sendo acusados de executarem um morador de comunidade carente.
Não farei qualquer juízo de valor sobre o fato em questão, não tenho qualquer subsídio que me permita uma avaliação, mas gostaria de chamar a atenção dos leitores para uma realidade que não aparece na imprensa, o fato de que após quase seis anos de mandato o governo estadual ainda não conseguiu melhorar tecnicamente as suas ações nas comunidades carentes. O velho "tiro, porrada e bomba" continua vigorando em todas as comunidades nas quais não foram instaladas as UPPs. Aliás, não custa lembrar que a maioria das comunidades carentes não receberá UPP, portanto, terão que continuar convivendo com a outra forma de atuar do governo, a tática do confronto.
No meio desta incomptência governamental vivem os PMs e os moradores, sendo certo de que quando dá certo as autoridades aparecem e concedem entrevistas, mas quando dá errado são os PMs que sentam no banco dos réus.
Os anos se passaram, as UPPs se multiplicaram, a imprensa bateu palmas, mas a tática utilizada na maioria das comunidades continua a mesma que tem sido empregada há vinte anos, eis a verdade.
Juntos Somos Fortes!