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sexta-feira, 3 de julho de 2015

O "CASO AMARILDO", A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA E AS PROVAS

Prezados leitores, atendendo solicitação de um leitor, produzimos um novo vídeo com comentários sobre o "Caso Amarildo".



Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 30 de junho de 2015

NÃO FORAM OS PMs QUE ASSASSINARAM AMARILDO NA ROCINHA

Prezados  leitores, o Major PM Édson, ex-comandante da UPP da Rocinha, preso desde outubro do ano passado, afirmou em entrevista que Amarildo foi morto por traficantes.
Leiam e opinem.



"Jornal Extra
Ex-chefe de UPP culpa traficantes pelo sumiço e morte de Amarildo na Rocinha 
Preso desde outubro, major Édson Santos diz que Polícia Civil acreditou numa ‘fofoca’ ao apontá-lo como mandante do crime 
POR O GLOBO 
29/06/2015 21:03 / ATUALIZADO 29/06/2015 21:16 
RIO — Ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, o major Édson Santos disse não ter dúvidas de que traficantes da comunidade sejam os culpados pelo desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em 14 de julho de 2013. 
Em entrevista ao “RJ-TV”, da Rede Globo, nesta segunda-feira (Assista), o PM contou que, naquela noite, ele tinha em mãos uma lista com nomes e fotos dos traficantes com mandados de prisão expedidos pela Justiça e que, por isso, Amarildo foi levado até ele. 
— Eu sou inocente, e os policiais são inocentes — afirmou o ex-comandante da UPP. — Eu liberei o Amarildo e ele saiu exatamente pela área da escada. 
Segundo Édson, Amarildo foi levado até o centro de comando e controle da UPP, e não para a delegacia, porque ele tinha a lista atualizada dos criminosos com mandados de prisão, e por isso, poderia fazer a verificação. Além disso, segundo o major, a base ficava mais perto que a 15ª DP (Gávea). 
— As pessoas não entendem que aquilo ali é uma comunidade. Você não consegue fazer certas coisas de determinado ponto, que tem áreas de sombra, há pontos com os quais você não tem o contato. E eu gostava de ter o controle, para saber o que estava acontecendo — disse. 
O major acredita que Amarildo esteja mesmo morto. No entanto, perguntado sobre quem matou o ajudante de pedreiro, o major culpou traficantes da Rocinha: 
— Nos autos há material suficiente que aponta para o tráfico — afirmou ele, acrescentando que o objetivo do crime era tirá-lo do comando da UPP. — A UPP da Rocinha era a mais bem aceita e com o menor índice de reprovação (Leiam mais)."

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CASO PATRÍCIA ACIOLI E CASO AMARILDO: A IMPRENSA PRECISA ENTREVISTAR OS POLICIAIS MILITARES



Prezados leitores, ontem, publicamos o artigo "Caso Amarildo: novas revelações favoráveis aos Policiais Militares (Link)" e nele sugerimos que também fossem entrevistados os Policiais Militares que foram acusados e condenados pelo cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli.
A imprensa tem um papel muito importante no esclarecimentos dos fatos, embora não faça parte formal das investigações, mas acaba distorcendo a realidade quando entrevista apenas alguns envolvidos nos fatos.
No caso da juíza Patrícia Acioli, por exemplo, entrevistaram delegado, promotor, juiz e um Policial Militar que confessou para participar da delação premiada.
São onze os condenados.
Por que não entrevistaram os outros dez?
Inclusive para confrontar as versões com a do Policial Militar delator, o que não foi feito nas investigações.
Nós apostamos que a imprensa não faz essa discriminação dolosamente, os órgãos de imprensa devem ter tentado entrevistar os outros Policiais Militares, mas não devem ter obtido a necessária autorização do Poder Judiciário.
Por que o Poder Judiciário não permitiu?
Uma coisa é certa, não podemos continuar com esse tratamento desigual.
Se a imprensa pode ouvir e divulgar as investigações e os julgamentos, deve ter essa possibilidade estendida para entrevistar todos os acusados (Policiais Militares ou não) que quiserem expor a sua versão dos fatos.
Nós temos convicção de que se fossem entrevistados os Policiais Militares que estão condenados e presos no caso Patrícia Acioli, eles trariam novos elementos, como fez o Major PM Edson, ex-comandante da UPP da Rocinha, no caso Amarildo.
Não podemos esquecer o objetivo do Estado: promover a justiça.

Juntos Somos Fortes!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 10 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - FATOS "INTERESSANTES" NOS CASOS AMARILDO E PATRÍCIA ACIOLI

O Coronel PM Paúl comenta fatos digamos "interessantes" nas investigações e nos julgamentos dos casos do cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli e do desaparecimento de Amarildo.


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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 14 NOV 2014 - 2a EDIÇÃO - RESPEITAR OS POLICIAIS MILITARES

Prezados leitores, o Coronel PM Paúl destaca que o Ministério Público e o Poder Judiciário precisam respeitar os direitos e as prerrogativas dos Policiais Militares.




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terça-feira, 26 de novembro de 2013

CADÊ AMARILDO: NOVIDADES

Prezados leitores, erramos.
Hoje publicamos um artigo afirmando que o Caso Amarildo tinha sumido da imprensa, realmente, tinha desaparecido, mas hoje o assunto voltou ao noticiário.
Nosso erro aconteceu principalmente porque só lemos o jornal O Globo instantes atrás, quando nos deparamos com a notícia sobre o caso e com a notícia sobre a pesquisa realizada pelo IBOPE para o governo do Rio de Janeiro, a qual comentaremos amanhã.
Eis a matéria:

O GLOBO
Renata Leite 
RIO — A Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pelos advogados de alguns dos policiais militares presos acusados de participação na tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha. Os desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio votaram, por unanimidade, pela permanência da prisão preventiva dos policiais Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinícius Pereira da Silva e Douglas Roberto Vital Machado. 
A defesa alegou no habeas corpus que os acusados preenchem os requisitos para responder ao processo em liberdade, uma vez que são primários, têm bons antecedentes, residência e emprego fixos. Argumentaram também que eles não possuem mais portes de armas, tendo se apresentado espontaneamente para a eficácia da prisão. Os advogados pediram também o trancamento da ação penal pela inexistência de prova de autoria. 
Segundo o desembargador relator Marcus Quaresma Ferraz, a prova colhida, “em longa e complexa investigação policial, expressa a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes imputados aos pacientes”. No acórdão, realizado no último dia 21 e publicado nesta segunda-feira, o relator e desembargador, destacou que as informações colhidas durante a investigação permite “extrair indícios de autoria e materialidade do crime”. O relator considerou ainda que a decisão que decretou a prisão preventiva está devidamente fundamentada e aponta objetivamente os fatos que tornam necessária a custódia cautelar. 
“A forma e execução dos gravíssimos crimes perpetrados, as condutas dos acusados, durante e após a prática dos delitos, e outras circunstâncias, inclusiva a imensa repercussão e clamor público, abalando a própria garantia da ordem pública, demonstram a necessidade da custódia”, diz o voto de Marcus Quaresma Ferraz. 
Amarildo foi torturado e morto na sede da UPP da Rocinha no dia 14 de julho deste ano. O corpo do ajudante de pedreiro até hoje não foi localizado".

Desde que começamos a comentar o caso Amarildo destacamos que nunca pretendemos defender os PMs, pois desconhecemos a investigação (inquérito policial), mas fazíamos questão de defender os direitos dos Policiais Militares, algo violado com muita facilidade no Rio de Janeiro, como testemunhamos na própria carne.
Comentamos apenas o que surgia na imprensa e o que não surgia, assim como, afirmamos que tudo poderia ter ocorrido conforme o noticiado pela imprensa (tortura, assassinato e ocultação do corpo), mas que isso era uma possibilidade.
A matéria foi concluída com o seguinte parágrafo:
"Amarildo foi torturado e morto na sede da UPP da Rocinha no dia 14 de julho deste ano. O corpo do ajudante de pedreiro até hoje não foi localizado".
A segunda frase é uma verdade, o corpo ainda não apareceu, todavia, a primeira frase ainda se encontra no terreno da hipótese, isso considerando o noticiado até a presente data pela grande mídia sobre o fato, inclusive considerando o contido na matéria transcrita.
A imprensa não divulgou qualquer prova da morte de Amarildo, isso é fato.
A imprensa divulgou que alguns PMs da UPPs da Rocinha receberam a ordem de permanecer no interior de um contêiner, ouvindo do local sons semelhantes aos produzidos por torturas.
A imprensa não noticiou que alguém tenha testemunhado a tortura, a morte ou a ocultação do cadáver.
Obviamente, todas essas provas devem estar contidas nos autos, considerando a decisão do excelentíssimo desembargador relator, entretanto, ainda não foram noticiadas através da imprensa.
Os PMs continuam presos, isso é verdade.
Juntos Somos Fortes!