JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

CASO DE MORTE PRESUMIDA - MAJOR PM É CONDENADO NO "CASO AMARILDO"



Prezados leitores, a pergunta "cadê Amarildo?" nunca foi respondida.
O corpo de Amarildo até a presente data não apareceu, mas os Policiais Militares seguem sendo condenados.

"Jornal O Globo
Lauro Jardim
Major é condenado por corromper testemunhas no caso Amarildo 
GUILHERME AMADO
22/06/2017 20:48 
A Auditoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro acaba de condenar o major Edson Raimundo dos Santos a quatro anos de prisão por corromper testemunhas na investigação do assassinato do pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 2013. 
Edson já havia sido condenado a 13 anos e sete meses de prisão na Justiça comum pelo assassinato do pedreiro (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O "CASO AMARILDO", A PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA E AS PROVAS

Prezados leitores, atendendo solicitação de um leitor, produzimos um novo vídeo com comentários sobre o "Caso Amarildo".



Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 30 de junho de 2015

NÃO FORAM OS PMs QUE ASSASSINARAM AMARILDO NA ROCINHA

Prezados  leitores, o Major PM Édson, ex-comandante da UPP da Rocinha, preso desde outubro do ano passado, afirmou em entrevista que Amarildo foi morto por traficantes.
Leiam e opinem.



"Jornal Extra
Ex-chefe de UPP culpa traficantes pelo sumiço e morte de Amarildo na Rocinha 
Preso desde outubro, major Édson Santos diz que Polícia Civil acreditou numa ‘fofoca’ ao apontá-lo como mandante do crime 
POR O GLOBO 
29/06/2015 21:03 / ATUALIZADO 29/06/2015 21:16 
RIO — Ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, o major Édson Santos disse não ter dúvidas de que traficantes da comunidade sejam os culpados pelo desaparecimento e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em 14 de julho de 2013. 
Em entrevista ao “RJ-TV”, da Rede Globo, nesta segunda-feira (Assista), o PM contou que, naquela noite, ele tinha em mãos uma lista com nomes e fotos dos traficantes com mandados de prisão expedidos pela Justiça e que, por isso, Amarildo foi levado até ele. 
— Eu sou inocente, e os policiais são inocentes — afirmou o ex-comandante da UPP. — Eu liberei o Amarildo e ele saiu exatamente pela área da escada. 
Segundo Édson, Amarildo foi levado até o centro de comando e controle da UPP, e não para a delegacia, porque ele tinha a lista atualizada dos criminosos com mandados de prisão, e por isso, poderia fazer a verificação. Além disso, segundo o major, a base ficava mais perto que a 15ª DP (Gávea). 
— As pessoas não entendem que aquilo ali é uma comunidade. Você não consegue fazer certas coisas de determinado ponto, que tem áreas de sombra, há pontos com os quais você não tem o contato. E eu gostava de ter o controle, para saber o que estava acontecendo — disse. 
O major acredita que Amarildo esteja mesmo morto. No entanto, perguntado sobre quem matou o ajudante de pedreiro, o major culpou traficantes da Rocinha: 
— Nos autos há material suficiente que aponta para o tráfico — afirmou ele, acrescentando que o objetivo do crime era tirá-lo do comando da UPP. — A UPP da Rocinha era a mais bem aceita e com o menor índice de reprovação (Leiam mais)."

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CASO AMARILDO: NOVAS REVELAÇÕES FAVORÁVEIS AOS POLICIAIS MILITARES


Prezados leitores, o Major PM Edson, ex-comandante da UPP Rocinha, foi entrevistado na Unidade Prisional da PMERJ, pelo jornal Folha de São Paulo e fez revelações que desmentem parte da versão da investigação da Delegacia de Homicídios.
Quem acompanhou os nossos artigos e vídeos sobre a investigação do assassinato da juíza Patrícia Acioli sabe que ocorrem erros na condução de Inquéritos Policiais.
Nós recomendamos a leitura, tendo em vista que algumas alegações do Major PM Edson, podem expressar a verdade (Leiam).
Apenas citando um exemplo, ele alega que Policiais Militares acusados de terem participado da tortura de Amarildo foram flagrados pelas câmeras em outros locais no horário.
Seria excelente que o Poder Judiciário também autorizasse que os Policiais Militares envolvidos no caso Patrícia Acioli pudessem conceder entrevistas para a imprensa, apresentando as suas versões e apontando os erros.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - 10 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - FATOS "INTERESSANTES" NOS CASOS AMARILDO E PATRÍCIA ACIOLI

O Coronel PM Paúl comenta fatos digamos "interessantes" nas investigações e nos julgamentos dos casos do cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli e do desaparecimento de Amarildo.


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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

NÓS VAMOS PAGAR PENSÃO À FAMÍLIA DE AMARILDO

Prezados leitores, embora não tenha sido comprovado até o momento que Policiais Militares foram os responsáveis pelo desaparecimento do morador da Rocinha, o senhor Amarildo, nós iremos pagar pensão para os seus familiares.


(Jornal Povo do Rio)


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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

VOTAR EM PEZÃO É UMA TREMENDA BURRICE !

Prezados leitores, o Coronel PM Paúl comenta os vários motivos que o levarão a afirmar que: 

- Votar em Pezão é uma tremenda burrice!




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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO IN DUBIO PRO REO E DA INOCÊNCIA



Prezados leitores, transcrevemos a seguir um artigo escrito por um leitor do blog que prefere não ser identificado:

"Dentro de um Estado democrático de direito, temos uma constituição que deve ser seguida e sempre servir de amparo para a justiça. Assim, temos algumas premissas que devem ser minimante respeitadas. Como os princípios CONSTITUCIONAIS DO IN DUBIO PRO REO E DA INOCÊNCIA, que discorre sobre aquele dito supremo que todos(as) são inocentes até que se prove o contrário... TODOS E TODAS!! Até que se PROVE o contrário!! Isso é um direito de qualquer humano. Seria... se não rasgassem a constituição todos os dias e cada vez mais.
Tiremos como exemplo o fatídico “Caso Amarildo”, essa semana será lançado um filme de FICÇÃO sobre o referido caso, onde é atribuída a responsabilidade aos policiais militares que estão sendo ACUSADOS pelo tal fato. Agora eu te pergunto, será que o diretor, produtor, ator, patrocinadores, etc.. que fizeram o filme tem conhecimento sobre o processo?? Ou será que eles pegaram relatos só de algumas pessoas... algumas pessoas específicas... Porque qualquer pessoa que conhece VERDADEIRAMENTE o processo, sabe que NÃO HÁ PROVAS de que houve um crime e NÃO HÁ PROVAS sobre a autoria do suposto crime. Se, mesmo sem provas, realizam um filme com uma versão fantasiosa, cadê o direito de ampla defesa dos réus?! O processo está sendo julgado ainda, não há condenados. Qual será o real intuito da divulgação deste filme?
Como fazer um filme que induzirá a opinião pública para a condenação de tais acusados e, ainda mais sério, levar para as telas cenas de torturas que ninguém viu e que ninguém sabe se REALMENTE aconteceram? Onde está o DIREITO DE DEFESA dos réus, dos seus familiares, dos seus dependentes? 
Porque os produtores deste filme não quiseram escutar os PMs e seus familiares? Será que eles estão querendo manipular algo? Será que a índole inabalável de todos os réus, dentro da corporação, será mostrada?
PARE DE SER MANIPULADO!
PENSAR NÃO DÓI!"

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CASO AMARILDO - INTERPRETAÇÃO DO LAUDO SENDO QUESTIONADA

Prezados leitores, recebemos as seguintes imagens que estariam circulando no facebook com o texto que transcrevemos:






"Contamos com sua divulgação! 
Apesar de todas as mentiras que têm sido atribuídas para o resultado deste laudo, temos o dever, ético e moral, de esclarecer para a sociedade, que não faz idéia de quanto está sendo manipulada por alguns meios de comunicação, a verdade.
O laudo do ICCE, referente a voz do Soldado Marlon, obteve o resultado MODERADO, o que, como mostrado na tabela, significa que não há possibilidade de afirmar ser a voz do mesmo. Logo, o resultado é INCONCLUSIVO. Muito diferente do que alguns meios de comunicação, de forma fraudulenta (não sabemos o porquê), têm divulgado.
Se a autoria do suposto crime está tão óbvia, segundo os acusadores e os meios de comunicação, por que a única prova técnica que foi apresentada (depois de mais de 400 perícias realizadas) não foi comprovada?
Manter pessoas presas preventivamente, por quase um ano, sem prova alguma, está errado!
Não podemos apoiar esta covardia.
Não somos a favor da impunidade, somos a favor da justiça!"

Por favor, solicitamos aos nossos leitores que informem qualquer fato novo sobre o contido nesse artigo. 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A IMPRENSA CONDENA OS PMs. GOVERNADOR PEZÃO, CADÊ O AMARILDO?

Prezados leitores, o caso Amarildo vai virar filme.
Leiam a matéria e percebam como a imprensa segue condenando antecipadamente os Policiais Militares, como ocorreu no caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli.
Observem no final da matéria:
"Para interpretar o pedreiro - assassinado por policiais militares na Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, em junho de 2013 -..."
Prejulgados e condenados pela imprensa antes do julgamento.


(O Globo)

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

CASO AMARILDO: TREZE POLICIAIS MILITARES PRESOS

Prezados leitores, na série de vídeos que publicamos com comentários sobre as investigações e os julgamentos dos 11 (onze) Policiais Militares acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, destacamos a importância da prova técnica e a fragilidade da prova testemunhal.
Hoje o jornal O Globo publica a reportagem que reproduzimos a seguir na qual consta que peritos identificam a voz de um Policial Militar que tentou se passar por um traficante, eis uma prova técnica que demonstra a tentativa de atrapalhar a investigação policial.
A matéria revela ainda que dos 25 (vinte e cinco) Policiais Militares que respondem criminalmente por "tortura seguida de morte" com relação ao morador da Rocinha Amarildo, 13 (treze) estão presos há quase um ano aguardando julgamento.
Certamente, caso algum PM seja considerado inocente, ele acionará o Estado pelo fato de ter ficado preso.
A ação contra o Estado demorará muitos anos para transitar em julgado e quando isso ocorrer, o PM vitorioso ainda terá que esperar a sua vez para receber em uma fila interminável de precatórios.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares que foram encarcerados ilegalmente em Bangu 1 pelo governo Sérgio Cabral também enfrentarão esse problema.
Urge que essa situação seja modificada, sobretudo quando o Estado erra e priva a liberdade de algum cidadão inocente.
Transitada em julgado a inocência, o Poder Judiciário deveria determinar o pagamento imediato de uma indenização pelo Estado.
Caso o inocentado considerasse o valor insuficiente, ele entraria com uma ação para obter o valor considerado justo.
O cidadão inocentado (PM, por exemplo) acaba sendo punido duas vezes: fica preso sendo inocente e depois espera anos e anos por uma indenização.


(O Globo)

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O PONTO COMUM ENTRE AS CHACINAS DE VIGÁRIO GERAL, DA CANDELÁRIA E OS CASOS PATRÍCIA ACIOLI E AMARILDO



Prezados leitores, tudo indica que está nascendo um ponto comum entre as chacinas de Vigário Geral,  da Candelária e os casos do assassinato da juíza Patrícia Acioli e do desparecimento de Amarildo, um morador da Rocinha: a prisão de Policiais Militares sem as indispensáveis provas.
Nas chacinas isso já ocorreu, o tempo comprovou.
No caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli existem fortes indícios de que isso voltou a ocorrer.
E, pode ocorrer no caso Amarildo.
Via de regra o que leva o Estado a cometer essa gravíssima violação de direito, ou seja, cercear a liberdade de um cidadão (Policial Militar) sem provas, via de regra, começa por erros no curso da investigação policial, sobretudo quando as provas testemunhais são as direcionadoras do processo de culpabilidade dos Policiais Militares.
É a supremacia da prova "prostituta" (testemunhal) direcionando conclusões para levar cidadãos (Policiais Militares) a serem  presos (e condenados) sem que existam provas técnicas que confirmem o contido em depoimentos (acusados, acusadores e testemunhas).
Quem não lembra da atuação de Ivan Custódio na Chacina da Candelária?
Sugiro aos mais novos que pesquisem na internet.
Segundo consta Ivan Custódio era informante da Polícia Civil, o apelidado X-9, inclusive participava de operações policiais. Ele vivia do denominado "espólio de guerra". Era tão presente que muitos o consideravam como sendo um Policial Civil.
Ivan soltou o verbo e saiu fazendo declarações que levaram mais de vinte Policiais Militares a serem presos.
Dava detalhes e era verborrágico na citação de nomes.
Usaram e abusaram da fonte.
O resultado?
Inocentes presos.
Vidas destruídas.
Nós escrevemos várias vezes que em razão da nossa experiência na área correcional, aprendemos que quando existem muitos Policiais Militares sendo acusados, as chances são enormes de ocorrerem erros de avaliação.
No caso do Amarildo temos mais de 20 (vinte) PMs sendo investigados, alguns já estão presos há muito tempo, a chance de existirem inocentes nesse grupo deve ser considerada, cabendo ao Ministério Público e aos defensores dos Policiais Militares zelarem pela salvaguarda daqueles contra os quais não existem provas suficientes para a condenação.
No que diz respeito ao assassinato da juíza Patrícia Acioli, onde temos 11 (onze) Policiais Militares condenados pelo assassinato, podemos estar diante de um "novo" Ivan Custódio, tendo em vista que o depoimento de um dos Policiais Militares condenados é a prova principal contra a maioria dos acusados.
Isso é perigosíssimo. 
É o primeiro passo para a injustiça.
Nós estamos encerrando a publicação dos vídeos nos quais o Coronel PM Paúl fez comentários sobre as investigações e os julgamentos do caso Patrícia Acioli, solicitamos a especial atenção dos frequentadores desse espaço democrático para os temas que foram e que serão abordados, pois existem fortes indícios do Estado estar repetindo o erro que praticou nas chacinas de Vigário Geral e da Candelária.
Se estivermos com a razão, precisaremos nos mobilizar para a reversão dos erros cometidos pelo Estado nesse caso e para evitar que o Estado erre também no caso Amarildo.
Infelizmente, como também escrevemos incontáveis vezes, os Policiais Militares do Rio de Janeiro perderam a PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA", um direito de todo cidadão brasileiro.
Basta alguém acusar um Policial Militar para ele ser antecipadamente considerado culpado.
É o prejulgamento!
É a condenação antecipada.
Uma condenação materializada antes do julgamento por meio da imprensa, que entrevista delegados e promotores, tornando público inquéritos que são por natureza sigilosos, assim o processo de condenação se antecipa.
Os 11 (onze) Policiais Militares acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli chegaram nessa condição diante do Tribunal do Júri.
Não custa lembrar que nós, Coronéis da Polícia Militar, ativos e inativos, somos os defensores dos direitos e das prerrogativas dos integrantes da instituição.
Somos os defensores da identidade e dos valores institucionais.
Não podemos nos calar diante de qualquer violação contra os nossos.
Os que se omitem desse DEVER demonstram que não aprenderam ao longo da carreira o sentido do que é ser Coronel de Polícia Militar.
Apenas usaram o título, vestiram as fardas, receberam as honrarias e as gratificações.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LIBERDADE PARA OS PMs: UM EXEMPLO PARA OS CASOS PATRÍCIA ACIOLI E AMARILDO

(Jornal Extra)


Prezados leitores, seis Policiais Militares estavam presos acusados pelo homicídio de Vitor Luiz Rodrigues, fato ocorrido no Morro do Fogueteiro.
Ontem, o Ministério Público denunciou um Policial pelo homicídio e os outros cinco foram colocados em liberdade.
A prática demonstra que quando estamos diante de um número elevado de acusados, existe a possibilidade de inocentes estarem sendo acusados.
Na série de vídeos que estamos apresentando sobre as investigações do caso Patricia Acioli, temos demonstrado que existem grandes possibilidades de inexistirem provas nos autos para a condenação dos 11 (onze) Policiais Militares.
Outro caso que causa preocupação é o do desaparecimento de Amarildo, fato que teria ocorrido na Rocinha.
O número de acusados é muito grande, temos que cuidar para que PMs inocentes ou PMs contra os quais não existam provas nos autos sejam condenados e presos.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

CASO AMARILDO - RESULTADO DE IPM DIVERGE DO RESULTADO DO IP

 



Prezados leitores, nós destacamos em alguns artigos que devemos ter todo cuidado no desenvolvimento das investigações, sobretudo quando elas envolvem vários acusados, pois as chances de prejudicar alguém inocente cresce com o número de envolvidos.
Usamos como exemplos os casos do desaparecimento do senhor Amarildo (Rocinha) e do cruel assassinato da juíza Patricia Acioli, considerando que em ambos os casos o número de Policiais Militares acusados é grande.
Eis alguns dos artigos que publicamos:

- domingo, 23 de março de 2014
CASO PATRÍCIA ACIOLI E CASO AMARILDO: O QUE FOI APURADO NOS IPMs? (Link).
- quarta-feira, 11 de junho de 2014
CASOS AMARILDO E PATRÍCIA ACIOLI: OS POLICIAIS MILITARES E AS PERIGOSAS INVESTIGAÇÕES (Link).
- sábado, 21 de junho de 2014
CASO PATRÍCIA ACIOLI E CASO AMARILDO: TODO CUIDADO É POUCO... (Link).

Hoje o jornal O Dia publica matéria sobre os resultados do Inquérito Policial Militar realizado pela Polícia Militar, os quais divergem em parte com os resultados do Inquérito Policial feito pela Polícia Civil.
Salvo engano o resultado do Inquérito Policial Militar do caso Patricia Acioli ainda não foi divulgado.
Lembramos que o Major PM Edson está preso.

"JORNAL O DIA
03/07/2014 00:03:33
IPM 'absolve' oficial da morte do pedreiro Amarildo
De acordo com o Inquérito Policial Militar, major Edson dos Santos, ex-comandante da UPP da Rocinha, é inocente no caso do pedreiro que desapareceu em julho de 2013
ADRIANA CRUZ E VANIA CUNHA
Rio - O Inquérito Policial Militar (IPM) ‘absolveu’ o major Edson dos Santos da acusação de ter cometido crime militar no caso do desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza, de 48 anos, em 14 de julho do ano passado. O oficial era suspeito de ter participado de ação montada para duas testemunhas mentirem em depoimento e sustentarem que a vítima fora assassinada pelo tráfico de drogas. Para a PM, no entanto, só o terceiro sargento José Augusto Lacerda, o soldado Newland Júnior e o soldado Bruno Athanázio foram os responsáveis pelo crime de corrupção a testemunhas. Eles serão avaliados ainda por Processo Administrativo Disciplinar (PAD). 
O inquérito determinou ainda que o homem de confiança do major Edson, o soldado Rodrigo Avelar, infiltrado na operação Paz Armada, que prendeu Amarildo, seja investigado pelo desaparecimento de cinco fuzis. Ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, local onde a vítima foi capturada, o oficial está preso, com outros 12 PMs, acusados de envolvimento no crime. Na 35ª Vara Criminal, o oficial responde por tortura, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e fraude processual, por ter agido em conjunto com os subordinados para subornar testemunhas. Do total, 25 são réus na Justiça comum.
A solução do inquérito, chancelada pelo comandante da PM, José Luís Castro, e o corregedor, Sidney Camargo, ainda vai passar pelo crivo do Ministério Público que atua junto à Auditoria de Justiça Militar. Na própria PM não houve consenso sobre a ‘absolvição’ do major Edson. No documento, publicado no Boletim Interno da corporação, o encarregado do inquérito, major Fábio de Sá Romeu, entendeu que o major Edson participou com outros policiais do crime contra a Administração da Justiça Militar.
Durante as investigações, o encarregado também foi ofendido pelo terceiro sargento Jeferson Kleber Ferreira, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que terá que se defender da acusação. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, parte do procedimento administrativo, que define se um policial vai ser excluído da corporação, ainda será concluído. Com relação aos oficiais, o processo administrativo é feito na estrutura da Secretaria de Segurança. Porém, a demissão depende de processo que tramita na Seção Criminal, do Tribunal de Justiça. 
Cinco fuzis desaparecidos 
Peça-chave no esquema montado na operação Paz Armada, que tinha objetivo de combater o tráfico de drogas na Rocinha, o soldado Rodrigo Avelar vai ter que dar explicações sobre o desaparecimento de cinco fuzis, que estariam em poder de traficantes. A abertura de sindicância foi feita no Inquérito Policial Militar. 
Avelar não vai ser punido por falso testemunho. É que ele prestou depoimento na 15ª DP (Gávea) alegando ter recebido ligação do traficante identificado como Thiago da Silva Mendes Neris, o Catatau, avisando que Amarildo teria sido morto pelo tráfico de drogas. Ele modificou o depoimento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), alegando que não sabia de quem havia recebido a ligação. 
Na realidade, Avelar havia falado pelo telefone com Marlon Campos Reis, que estava ao lado do soldado Douglas Vital: ambos também estavam lotados na UPP da Rocinha. 
Pressões ao encarregado do inquérito 
Não faltaram pressões sobre o encarregado do Inquérito Policial Militar, major Fábio de Sá Romeu, segundo o que foi publicado no Boletim da corporação. Segundo o documento publicado ontem, durante as investigações, o primeiro sargento Marco Antônio Pires do Carmo descreveu que em 10 de dezembro de 2013, um Peugeot 206, cuja placa não foi anotada, com dois homens, rondou a casa do major. 
Além disso, durante a apuração, o terceiro sargento Jeferson Kleber Ferreira, do Batalhão de Operação Especiais, teria feito comentários impróprios sobre o trabalho de investigação do caso Amarildo, em 5 de novembro do ano passado. A conduta do militar será avaliada disciplinarmente. A PM já determinou que ele apresente sua defesa. (Leia mais).

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sábado, 21 de junho de 2014

CASO PATRÍCIA ACIOLI E CASO AMARILDO: TODO CUIDADO É POUCO...




Prezados leitores, mais uma vez, alertamos que quando o número de acusados é muito grande, os investigadores e os julgadores devem ter o máximo de cautela, pois a prática demonstra que existe a possibilidade de inocentes estarem entre os envolvidos.
Nós lembramos em artigos anteriores que temos dois casos de grande repercussão que possuem um grande número de investigados (alguns já condenados): o cruel assassinato da juíza Patrícia Acioli e o desaparecimento de Amarildo, um morador da Rocinha. 
A boa técnica recomenda muito cuidado nas investigações, nas prisões, nas acusações e nos julgamentos.
Em termos de investigação criminal a prisão e/ou a condenação de um inocente é um "crime" contra a justiça.

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