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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A MAIOR REPRESÁLIA FEITA CONTRA MILITARES NO BRASIL


A luta nas ruas começou em 2007


Link do vídeo no qual fiz a apresentação do tema: https://youtu.be/qHDLDBjGGLI

No Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 2012, aconteceu, talvez a pior represália de um governo contra MILITARES no Brasil.

Uma ação eivada de ILEGALIDADES, contra as quais nem os Comandantes-Gerais e nem os Oficiais da PMERJ e do CBMERJ moveram um único músculo para preservar os direitos e as prerrogativas de 20 (vinte) Militares do Estado do Rio de Janeiro.

Hoje, transcorrida pouca mais de uma década, volto ao tema e apresento alguns documentos que integraram todas as minhas representações aos diferentes órgãos de controle e aos órgãos de defesa dos direitos humanos, os quais apesar das PROVAS SOBRE AS ILEGALIDADES, nada fizeram e ninguém foi responsabilizado.

Na época se desenvolvia o denominado Movimento Unificado da Segurança Pública, reunindo Policiais Militares, Bombeiros e Policiais Civis que lutavam por salários dignos e melhores condições de trabalho, isso no governo Sérgio Cabral.

Existia uma ameaça de GREVE e decisão favorável foi tomada em uma "Assembleia Geral (AG)" realizada na Cinelândia, no dia 09 de fevereiro de 2012 (Link para matéria).

Antes eu tinha me posicionado nesse espaço democrático CONTRA A GREVE, exatamente no artigo "CORONEL DE POLÍCIA PAÚL - POSTURAS - ESCLARECIMENTO" (Link para a leitura do texto), isso no dia 31 de janeiro de 2012.

No prosseguimento passo a me ater ao que aconteceu na PMERJ e que culminou com as ILEGALIDADES, desconheço como se processou no CBMERJ.

O Oficial que ocupava a cadeira de Comandante-Geral (CG) na época instaurou através da Corregedoria Interna um Inquérito Policial Militar (IPM) dias antes da realização da AG e nomeou um Tenente-Coronel de Polícia como Encarregado.

Quem conhece de Polícia Judiciária Militar sabe que se o Encarregado nomeado foi um Tenente-Coronel, logo não existia indício da participação de Oficial do posto de Coronel PM na mobilização grevista, mas Sérgio Cabral queria me prender por sistematicamente "bater nele" no meu blog, além de realizar atos onde ele estivesse.

Diante desse quadro, o Encarregado não podia pedir a minha prisão preventiva e nem a do Coronel de Polícia RR Rabelo, o que fez com que o CG fosse o autor da representação pela prisão, a qual foi decidida junto ao plantão noturno do Tribunal de Justiça do RJ, provavelmente sem o conhecimento do juiz (juíza) da legislação e dos regulamentos castrenses.

Eu era Reformado quando tudo aconteceu, o que impossibilitava que cometesse o crime que me acusavam, mas o pior estava ainda por acontecer.

Por ordem de alguém que NEM A PMERJ soube informar, fomos encarcerados em Bangu 1, o pior presídio de segurança máxima do Rio de Janeiro e ficamos incomunicáveis por 4 (quatro) dias.

Nem nossos advogados puderam ter conosco.

Lá conhecemos o "boi".

Ficamos presos em Bangu 1 até o dia 15 de fevereiro, quando eu fui transferido para o XADREZ do Batalhão de Polícia de Choque, que era comandado por um Tenente-Coronel de Polícia, que manteve um sentinela durante todo o dia em frente à cela gradeada que ocupei.

O banheiro era externo.

ILEGALIDADES por todo lado.

A seguir uma página das representações que encaminhei, sem nenhum resultado. 


Para instruir as representações eu solicitei à PMERJ informações sobre o meu encarceramento, como consta no documento a seguir, sendo essa a primeira solicitação (22 de maio de 2012), que não foi atendida.
Em 6 de junho de 2012, reiterei a solicitação.
Finalmente, no dia 7 de junho foram respondidos os meus questionamentos.


Solicito especial atenção para o último parágrafo:

"Quanto ao item número IV, não consta registro nesta CIPM da identificação da autoridade que determinou a transferência do Cel PM REF PAULO RICARDO PAÚL para a Penitenciária Bangu 1 (...)"

Cabe destacar que fui encarcerado lá, não fui transferido para lá.

PASMEM, NINGUÉM TEVE A OMBRIDADE DE ASSUMIR QUEM DEU A ORDEM PARA O ENCARCERAMENTO ILEGAL EM BANGU 1.

É certo que não foi o JUIZ (JUÍZA).

É certo que não foi o MINISTÉRIO PÚBLICO como comprova o documento a seguir.





Em conformidade com a legislação quem deve determinar o local de encarceramento é o Comandante Geral da PMERJ, através da Corregedoria Interna, mas nem ele assumiu.

Quem sabe nós, os 20 (vinte) Militares do Estado do Rio de Janeiro nos encarceramos por vontade própria em Bangu 1.

Na época, todos os Militares do Estado do Rio de Janeiro envolvidos nesse episódio foram submetidos a Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e, mais tarde, anistiados.

Eu não terminei como indiciado no IPM, o Coronel de Polícia que foi nomeado não encontrou indício de crime praticado por mim e ganhei o PAD por dois votos contra um.

Eis uma página vergonhosa nas ricas histórias da PMERJ e do CBMERJ, talvez a mais vergonhosa de todas.
 
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

domingo, 11 de junho de 2017

BLOG DO CORONEL PAÚL - ARTIGOS MAIS LIDOS NA SEMANA DE 4 A 10 DE JUNHO DE 2017

Coronel de Polícia Paúl na AME-RJ em 2008


Prezados leitores, publicamos os artigos mais lidos na semana passada e os respectivos links. 

1) NOVA DENÚNCIA CONTRA CORONEL ABALA MAIS A IMAGEM DA POLÍCIA MILITAR 

2) GOVERNO PEZÃO PAGA EM DIA EMPRESAS INVESTIGADAS NA LAVA-JATO 

3) EXCLUSÃO DE POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES POR ATOS PRATICADOS HÁ MAIS DE 6 ANOS - EXPLICAÇÃO 

4) BAILE FUNK ESTÁ ATRAPALHANDO O SONO DE SÉRGIO CABRAL 

5) RIO DE JANEIRO - RECEITAS - PÉSSIMAS NOTÍCIAS 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 10 de junho de 2017

EXCLUSÃO DE POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES POR ATOS PRATICADOS HÁ MAIS DE 6 ANOS - EXPLICAÇÃO



Prezados leitores, recomendamos especial atenção dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares para o contido no artigo que transcrevemos que trata da prescrição de transgressão disciplinar.

"Jus Brasil 
Exclusão de Policiais e Bombeiros Militares por atos praticados há mais de seis anos 
Prescrição da Pretensão punitiva em razão do disposto no art. 17 da Lei 2.115 de 1978 - Dispõe sobre o Conselho de Disciplina da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. 
Publicado por Sergio Rodrigues Advogado 
O artigo 17º do Decreto n.º 2.155 de 13 de outubro de 1978, prevê o lapso temporal de seis anos para a apuração da transgressão disciplinar, in verbis: 

Art. 17º - Prescrevem em 6 (dias) anos, computados da data em que forem praticados, os casos previstos neste Decreto. 

Em total afronta ao citado artigo, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em suas últimas decisões, vem excluindo Policiais Militares por transgressões disciplinares apuradas após o decurso de seis anos, sob a alegação do Trânsito em Julgado a sentença penal condenatória. 
Instaura-se o Processo Administrativo Disciplinar -PAD (CJ, CD e CRD) para apurar a transgressão, o Colegiado na maioria dos processos decide pela permanência na Corporação, mas o Comandante Geral discorda da decisão do Colegiado -frisa-se que o colegiado que teve acesso a todas as partes do PAD-, e exclui ex-oficio o Servidor Militar. 
Ledo engano, vejamos: 
A não prevalência de tal entendimento ou a utilização do não reconhecimento da prescrição administrativa importaria no reconhecimento de clara insegurança jurídica conferida aos atos administrativos, uma vez que somente após seis anos, em razão do trânsito da ação penal, alguns militares foram excluídos dos quadros da organização. 
Sendo assim, sequer se chega à discussão da observância à ampla defesa e ao contraditório no processo administrativo, tampouco à atribuição, ou não, do Comandante Geral excluir, sem motivação, qualquer integrante dos quadros da corporação (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

domingo, 31 de agosto de 2014

POLICIAIS MILITARES: EXPULSÕES A JATO!

(O Dia)


Prezados leitores, três Policiais Militares foram acusados de terem estuprado três jovens na comunidade "pacificada" do Jacarezinho, eles foram presos no dia 5 de agosto de 2014 (Link).
O crime é bárbaro, merece toda a nossa repulsa, isso é fato, mas isso não significa que eles perderam os seus direitos de cidadãos brasileiros.
Eles foram acusados no dia 5 de agosto e nesse domingo, dia 31 de agosto de 2014, o jornal O Dia publica que eles foram expulsos da Polícia Militar.
Se não está ocorrendo um erro na informação, a expulsão foi sumárissima, pois entre os dias 5 e 29 (data em que deve ter sido publicada a exclusão) eles foram julgados e condenados na CRD.
Vamos analisar...
Presos no dia 5 o processo administrativo disciplinar, no caso uma CRD, deve ser instaurado no dia 6 de agosto, isso considerando o prazo mínimo para instauração de um dia.
Entre 6 e 29 tivemos seis dias não úteis (sábados e domingos), portanto, sobraram dezoito dias úteis.
Nesses dezoito dias a comissão foi instaurada; os PMs receberam o libelo acusatório,; foram encaminhados para inspeção de saúde; apresentaram a defesa prévia, foram ouvidos, foram ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, foram solicitados e recebidos documentos (exame de corpo de delito, por exemplo); os PMs apresentaram as alegações finais; a comissão se reuniu e exarou seu resultado; o comandante dos PMs emitiu sua opinião e o comandante geral os expulsou.
O rito foi sumaríssimo.
Perguntamos:
- Você conhece alguma outra instituição pública que demite seus servidores com tamanha velocidade?
- Por que tanta rapidez se o processo segue no Poder Judiciário?
- Será que não ocorreu algum prejuízo na ampla defesa e no contraditório diante do rito sumário?
Urge que sejam modificadas as legislações que tratam dos processos administrativos disciplinares na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, garantindo efetivamente a ampla defesa e o contraditório; permitindo o sobrestamento administrativo em casos mais complexos onde a decisão do Poder Judiciário é relevante para uma avaliação administrativa, apesar da independência entre os poderes e garantindo aos Praças as mesmas garantias ofertadas aos Oficiais.

Juntos Somos Fortes! 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

REPRESENTAÇÃO CONTRA BELTRAME ENCAMINHADA AO PROCURADOR REGIONAL DA REPÚBLICA

Prezados leitores, em face da Corregedoria da Polícia Federal ter arquivado a representação feita pelo deputado estadual Geraldo Pudim (PR), em face do secretário de segurança pública, delegado de Polícia Federal Beltrame, ter sido acusado pelo Ministério Público por improbidade administrativa e por superfaturamento de contratos, deixando de avaliar o aspecto disciplinar do integrante da instituição, o parlamentar encaminhou representação para o Excelentíssimo Procurador Regional da República no Rio de Janeiro.
A seguir reproduzimos a primeira página da representação.



Juntos Somos Fortes!


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INVESTIGAÇÕES POLICIAIS MAL CONDUZIDAS, VOCÊ CONHECE ALGUMA VÍTIMA?



Prezados leitores, um dos inúmeros problemas que integram o caos do sistema policial brasileiro é a ocorrência de investigações policiais mal conduzidas e que acabam gerando a condenação de inocentes, como a imprensa noticiou incontáveis vezes nos últimos anos.
Uma investigarão policial desenvolvida de forma incorreta pode ocasionar decisões erradas nas esferas administrativa e penal.
Nós estamos tentando auxiliar, nesse primeiro momento, Bombeiros e Policiais Militares que tenham sido vítimas dessa deficiência, ou seja, o desenvolvimento incorreto de investigações policiais, gerando condenações judiciais e/ou punições administrativas, inclusive com relação às exclusões (licenciamentos).
Os interessados devem acessar nosso blog "Inocentes, porém condenados..." para obterem maiores informações (Link).
Obviamente, o interessado deve ser capaz de comprovar a sua inocência.

Juntos Somos Fortes!

domingo, 20 de julho de 2014

INOCENTES, PORÉM CONDENADOS...



O sistema policial brasileiro é péssimo. 
A começar pelo erro de projeto de ter polícias que não realizam o ciclo completo de polícia, como ocorre no mundo civilizado. 
Isso acarreta muitos problemas, inclusive na área investigativa.
Na verdade a investigação dos fatos no Brasil, tanto na área criminal, quanto na administrativa, via de regra, é muito ruim. 
Reforça esse quadro o fato de que no mundo acadêmico inexiste a preocupação na formação dos operadores do direito voltada para ensinar a investigar.
Investigar é uma ciência complexa, não pode ser desenvolvida pelo amadorismo. 
Vale lembrar que "o que não está nos autos, não existe no universo", eis a regra. 
Portanto, o que vale para o julgamento é o contido nos autos seja a verdade ou não. 
Tal realidade brasileira faz com que inocentes sejam culpados tanto na esfera criminal, quanto na esfera administrativa, em razão de investigações mal realizadas ou previamente direcionadas para a obtenção de um resultado.
Investigar é buscar a verdade, só a verdade preserva os inocentes e pune os verdadeiros culpados. 
Caso você tenha sido vítima desse sistema que funciona pessimamente e foi responsabilizado criminal e/ou administrativamente, nós podemos ajudá-lo, caso você possa nos convencer que é inocente e forneça cópia da investigação. 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 24 de maio de 2014

DEPUTADO DENÚNCIA "MANOBRA" PARA PROTEGER BELTRAME E FAZ NOVAS DENÚNCIAS

Prezados leitores, eis o discurso do deputado estadual Paulo Ramos sobre as acusações do Ministério Público de improbidade administrativa e de superfaturamento de contratos de terceirização da compra e da manutenção das viaturas da Polícia Militar contra o Secretário de Segurança Pública, Delegado de Polícia Federal Beltrame. 
Ele denuncia uma manobra para proteger Beltrame e faz NOVA denúncia.







TRANSCRIÇÃO:


O SR. PAULO RAMOS – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ao longo de todos os últimos anos, em várias oportunidades requeri, em algumas comissões permanentes, a convocação do Secretário de Estado da Segurança Pública, o Sr. José Mariano Beltrame, para que S.Exa. prestasse esclarecimentos, os mais diversos, sobre as questões atinentes a sua pasta, sempre encontrando dificuldades impostas, e impostas democraticamente, pela maioria governamental.
Em vários momentos movidos por alguns constrangimentos, membros da base do Governo, mesmo reconhecendo a conveniência da convocação do Secretário, no momento de apreciação do Requerimento argumentavam: “Em vez de convocação, vamos fazer um convite”. Aí, o Requerimento era derrotado, e, passado o tempo, o convite não era feito.
Não sei há quantos anos o Dr. José Mariano Beltrame é Secretário de Segurança. Não sei. Mas ele vem desde o primeiro Governo do Sr. Sérgio Cabral. Está, portanto, caminhando para completar oito anos à frente da Secretaria e se veio a esta Casa para prestar qualquer esclarecimento uma ou duas vezes, é muito. Aliás, vem para ser homenageado, para ser paparicado, para qualquer propósito, nunca para ser sabatinado. Aliás, numa das vezes em que veio, houve uma situação curiosa. Talvez tenha sido o dia em que o maior número de parlamentares compareceu a uma Comissão Permanente. Era uma espécie de tropa de choque para proteger o Secretário.
Quando tratei de questões ligadas ao ingresso nos camarotes de escolas de samba, com patrocínio de banqueiros de jogos do bicho, a base do Governo reagiu, porque o Secretário, à época, proibira que policiais militares e civis despusessem até de crachá. Que até trabalhassem na hora de folga no desfile das escolas de samba. Proibia, mas comparecia. Aliás, no penúltimo ano de desfile, a situação foi clamorosa, porque o Secretário chegou a tirar fotografias com camisas específicas de patrocinadores, fazendo propaganda, e ainda acompanhado de sua senhora.
Agora, com a presença das Forças Armadas, mais uma vez, no Estado do Rio de Janeiro, para a ocupação do Complexo da Maré e com a divulgação da intensificação do policiamento ostensivo com o sacrifício da folga dos policiais militares, entrei, na Comissão de Segurança Pública, com mais um Requerimento de convocação do Secretário de Estado, José Mariano Beltrame. O Requerimento foi aprovado por quatro votos a dois. A maioria governista cochilou. Não compareceu à reunião da Comissão de Segurança Pública, presidida pelo Deputado Iranildo Campos, e o Deputado Iranildo Campos foi derrotado.
Votou contra. Se não me engano, o Presidente também estava – da base do Governo, o Deputado Luiz Martins – que votou contra. A aprovação gerou um vespeiro. Aí, o líder do Governo, Deputado André Corrêa, tentando uma manobra regimental – que também integra a Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, mas não compareceu -, recorreu da decisão à Comissão de Constituição e Justiça. Teve o seu Requerimento indeferido pela maioria da CCJ, presidida pelo Deputado Domingos Brazão.
Quero registrar que a maioria governamental, também não se fez presente, mais uma vez, na reunião da CCJ. Os Parlamentares presentes, membros da Comissão, mesmo suplentes, na ausência dos titulares, votaram e em duas Comissões o Governo foi derrotado, porque a maioria governamental cochilou.
Sr. Presidente, marcada a data e o horário pelo Presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, Deputado Iranildo Campos, para o comparecimento do Secretário, deparo com a publicação no Diário Oficial de hoje, de um Requerimento, de autoria do Deputado Luiz Martins, dirigido ao Presidente desta Casa, requerendo a anulação da decisão da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, do dia 14.
Nesse ínterim houve também a decisão da Comissão de Justiça, enquadrando o Requerimento em alguns dispositivos regimentais, principalmente alegando que a Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia deveria ter sido convocada por meio de publicação no Diário Oficial, com 48 horas de antecedência.
Diz o Regimento Interno, em relação à convocação das Comissões para a reunião ordinária: “Toda reunião será convocada através da publicação de edital no Diário Oficial do Poder Legislativo, ou por ofício para todos os integrantes da Comissão, em que constará, obrigatoriamente, o espelho da Ordem do Dia, a ser submetido à deliberação da Comissão.”
O Deputado Iranildo Campos encaminhou os ofícios. Todos receberam.
O enquadramento feito pelo Deputado Luiz Martins não tem nada a ver com o prazo. O prazo que existe é o de 12 horas, mas para a reunião extraordinária, nem 48 horas. Publica no Diário Oficial porque sai de manhã, então, 12 horas.
Temos outra questão que precisa ser considerada. Diz aqui, sobre os Presidentes de Comissão: “Dos atos e deliberações do Presidente sobre questões de ordem caberá recurso de qualquer membro para o Presidente da Assembleia”.
O Deputado Luiz Martins não fez nenhuma questão de ordem na reunião da Comissão de Segurança. Nenhuma. Portanto, não poderia recorrer da decisão do Presidente em relação a uma questão de ordem que não houve, ao Presidente da Assembleia. Ele não estava presente. Retifico até a informação anterior: era o Deputado Zaqueu Teixeira. Votamos favoravelmente ao requerimento de convocação: Deputado Paulo Ramos, que ocupa a tribuna; Deputado Xandrinho; Deputado Luiz Paulo e Deputado Comte Bittencourt. Votos contrários: Deputado Iranildo Campos e Deputado Zaqueu Teixeira. O Deputado Luiz Martins não estava presente e, portanto, não poderia, estando ausente, fazer qualquer questão de ordem e, portanto, não poderia recorrer ao Presidente da Casa.
Sr. Presidente, o que é lamentável, e eu não sei de onde vem o poder do Secretário de Segurança, o Deputado Luiz Martins encaminha um requerimento ao Presidente da Casa, fundamentando-o em dispositivos regimentais completamente impróprios para o caso, encaminha e assina com data do dia 20. O requerimento do Deputado Luiz Martins é do dia 20 último. O Presidente despacha no dia 21, e o despacho é o seguinte:
(LENDO) “…A imprimir: publique-se, conheço do recurso, dou-lhe provimento e anulo a deliberação de 14 de maio de 2014, sobre a convocação de Secretário de Estado”. (CONCLUI A LEITURA)
Dia 21, e publica e sai na 5ª feira, dia 22. Além da celeridade surpreendente para o caso, o próprio Presidente da Casa corrobora o desrespeito aos parlamentares da Comissão de Segurança Pública que aprovaram o requerimento, e ainda vira as costas para os parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça que recusaram o recurso do líder do Governo, Deputado André Corrêa.
Sr. Presidente, nas vezes anteriores, não havia nada que motivasse suspeição sobre o comportamento do Secretário nos seus aspectos éticos. Não havia. Mesmo assim, houve resistência da maioria governamental para o comparecimento. Mas agora, mesmo o objeto do requerimento tendo sido delimitado, há um fato novo que coloca em dúvida o comportamento do Dr. José Mariano Beltrame à frente da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A partir de uma representação do Coronel da Polícia Militar Paúl, o Ministério Público fez abrir um inquérito civil e, concluído o inquérito, o representante do Ministério Público ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra o Secretário de Estado José Mariano Beltrame e a Subsecretária, que tinha a responsabilidade de cuidar de contratos, licitações, o superfaturamento na contratação de viaturas para a Polícia Militar e a manutenção dessas viaturas. A ação de improbidade administrativa, que tive a oportunidade de ler, é muito fundamentada, mas muito.
Eu disse aqui, em outra oportunidade, que eu não acreditava que o Secretário tivesse tido benefícios financeiros em função do superfaturamento, mas ele agiu de modo a corroborar e possibilitar o superfaturamento. Tinha pareceres contrários aos termos aditivos do chefe imediato na Secretaria de Segurança, cujo parecer deveria ter sido considerado, contraindicando. E, mesmo assim, o Dr. José Mariano Beltrame determinou e assinou os contratos.
Então, além da questão das Forças Armadas, do Complexo da Maré, além das escalas de serviços, de serviços extraordinários, o uso e o abuso da tropa da Polícia Militar, ainda, eventualmente, algum parlamentar poderia fazer indagações sobre a ação civil pública do Ministério Público. Ninguém estaria impedido, nem acredito que alguém o fizesse, mas é claro que seria possível.
Aí, Sr. Presidente, eu, que fui o autor do Requerimento, não só me vejo violentado, mas vejo também violentados os membros da Comissão de Segurança Pública que votaram favoravelmente ao Requerimento e os membros da Comissão que votaram contra, a começar pelo Presidente da Comissão, e também a Comissão de Constituição e Justiça, que havia negado o recurso do líder do Governo. Então, não sei por que tanta proteção ao Secretário de Segurança. Por que ele não pode comparecer à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos aos Parlamentares? Nós temos aqui várias Comissões. Vários Secretários têm vindo à Assembleia Legislativa. Não obstante as objeções, as críticas, na Comissão de Educação, que o Deputado Comte Bittencourt preside, o Secretário de Estado de Educação tem vindo várias vezes. Ouve as críticas, as perguntas, e as responde, sem que isto macule de qualquer forma a dignidade do Secretário, a sua honra. Estamos discordando, discordamos das políticas públicas do Governo na área da Educação. São vários os temas.
Aí, em relação ao Dr. José Mariano Beltrame, surge uma violência, um ato que não dignifica o Parlamento, algo que me parece deva ser rechaçado. Não é possível, não é possível que o Poder Legislativo se submeta a esse tipo de constrangimento, que os Parlamentares das Comissões não se mobilizem para que o Regimento Interno e a Constituição sejam cumpridos e que o Secretário de Estado da Segurança Pública saia dessa redoma e venha a esta Casa convocado ou voluntariamente, mas que ele venha aqui. Por quê? Porque, antes da hora que eles imaginaram a política de segurança pública já está sendo muito contestada. Se ele tivesse vindo das outras vezes e ouvido as críticas, talvez tivesse reorientado naquilo que entendesse ser a crítica pertinente, mas, como não veio… Agora o tanque está transbordando, já não tem mais como segurar.
E aí, a preocupação em proteger o Secretário de Segurança Pública culmina com novas denúncias. E eu tenho que dizer: lá no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, já que o contrato, motivo da ação civil pública, reúne a contratação de empresas para a manutenção e compra de viaturas para a Polícia Militar… Lá tem centenas de carros, centenas, esperando o quê? Estacionados sem uso, não sei há quanto tempo, não sei por que, mas estão lá.
Esses carros foram comprados? Estão sendo pagos? A manutenção daqueles carros, nem sei se eles estão rodando, está sendo honrada? A empresa está recebendo? Afinal de contas, como é possível, a população querendo segurança, querendo policiamento ostensivo, querendo tudo na segurança, todo mundo reclamando – lá em Campos, suprimiu o policiamento, em Niterói, no interior então, enxugaram o efetivo para colocar nas UPPS, os policiais militares sofrendo, não podem voltar para suas residências – e os carros lá. Centenas!
Sugiro até que as emissoras de televisão, que usam os seus helicópteros para acompanhar o trânsito que, pelo menos, vão lá ver a Transoeste. Vão ver lá embaixo aquele mar de automóveis, viaturas que deveriam estar fazendo policiamento ostensivo.
De qualquer maneira, Sr. Presidente, já que o Secretário de Segurança não vem, todo dia vou fazer, aqui no plenário, as perguntas que gostaria de dirigir a ele, se presente aqui ele estivesse, se ele se dignasse, se a maioria Governamental compreendesse e não estivéssemos aqui submetidos a decisões que não correspondem às atribuições de quem desacredita algumas Comissões e impede a presença do Secretário José Mariano Beltrame aqui no Poder Legislativo.

LINK DO VÍDEO:

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

NOVIDADES! O SECRETÁRIO BELTRAME E O ESCÂNDALO DOS CONTRATOS SUPERFATURADOS



Rio de Janeiro vivemos o pior dos mundos em termos de LIBERDADE DE IMPRENSA.
O povo lutou tanto pela redemocratização do país e para ter uma imprensa livre e não merece ter órgãos de imprensa que ao invés de informar, simplesmente omitem informações ou as manipulam segundo seus interesses comerciais. 
Dizem que isso se deve a supremacia dos interesses comerciais sobre os valores éticos e morais.
A resposta pode ser essa, o certo é que no Rio de Janeiro o governo estadual (Cabral-Pezão) e o governo da Capital (Eduardo Paes), ambos do PMDB, estão entre os principais anunciantes de boa parte da imprensa. 
Isso é fato!
Atualmente, temos um escândalo de proporções colossais, tendo em vista que o acusado é nada mais, nada menos, que o Secretário de Segurança Pública, o delegado da Polícia Federal Beltrame, ele que deveria ser o guardião da honestidade. As acusações são gravíssimas, produto de uma denúncia feita pelo organizador desse blog (Coronel PM Paúl, ex-Corregedor da PMERJ) e de 5 (cinco) anos de investigações feitas pelo Ministério Público. Ele é acusado de improbidade administrativa e de superfaturamento de contratos de compra e de manutenção de viaturas da Polícia Militar. O MP cobra devolução de mais de R$ 130 milhões aos cofres públicos.
Apesar da grandiosidade do escândalo, apenas o Jornal do Brasil e a jornalista Berenice Seara (Jornal Extra) têm dado um certo destaque.
Por mais incrível que possa parecer a Rede Globo deu mais visibilidade a um vídeo no qual aparece um jovem Recruta da PM dançando do que ao escândalo envolvendo o Secretário Beltrame.
Isso é ridículo.
A blindagem é tão grande que o governo impediu que Beltrame fosse inquirido por deputados estaduais na ALERJ.
Isso é ditadura!
A soma da proteção do governo com o fato da imprensa estar amordaçada resulta na completa falta de informação para a população brasileira.
Nós, a imprensa livre da internet, temos que tentar cobrir essa deficiência, apesar do nosso limitado alcance.
Hoje, nós exercemos a liberdade de imprensa.
Após essa longa introdução, cabe a nós manter o assunto em evidência e trazer novidades sobre o tema.
Cumprindo nosso compromisso, primeiro não apresentaremos uma novidade de fato, pois o fato se tornou público em 2010, mas estranhamente a imprensa não o trouxe para somar ao escândalo atual, embora trate de milhões de dinheiro público jogado no lixo. Portanto, não deixa de ser uma fato novo no noticiário sobre o tema.
Vocês lembram?

"JORNAL EXTRA 
16/01/10 16:00 Atualizado em 11/12/10 20:17 
Carros da PM possuem kits gás, mas ainda são abastecidos com gasolina
(...) 
Na compra do primeiro lote de viaturas com o kit, a Secretaria de Segurança anunciou que os 632 carros, que estavam sendo entregues e seriam abastecidos com gás natural veicular (GNV), gerariam uma economia de R$ 1 milhão por mês. Utilizando a média de redução de gastos que seria feita por cada veículo, chega-se a uma conta assustadora: R$ 33 milhões deixaram de ser economizados nestes 22 meses que as 998 viaturas com kit seguiram recebendo gasolina ou álcool. Segundo a Bi Gás, empresa que fez a instalação dos equipamentos para a Júlio Simões, cada conjunto custa R$ 1,7 mil, incluindo os custos de montagem. Multiplicando pelo número de kits inativos, estima-se que R$ 1,6 milhão dos cofres públicos estejam inutilizados nos porta-malas da PM. Somados esses dois casos, o desperdício alcança R$ 34,6 milhões (Leia a íntegra)".



Reza o dito popular que o brasileiro tem memória curta.
Parece que entre nós, os jornalistas são os que tem a pior memória, pois nenhum deles juntou os dois escândalos milionários envolvendo Beltrame.
Turma esquecida...
Por derradeiro, vamos a primeira novidade (publicaremos outras oportunamente).
Vocês sabiam?
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o Secretário Beltrame e contra sua assessora consta que foram feitos ADITIVOS milionários aos contratos mesmo diante das manifestações contrárias da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro.
Eles agiram contra a orientação de um Procurador e contra o interesse público,
Prezados leitores, o escândalo deveria ser manchete de capa e reportagem principal das revistas e dos jornais.  
O escândalo deveria estar sendo noticiado nas redes de televisão e rádio.
Ao invés de informarem, os órgãos de imprensa se calam.
Foi-se a mordaça imposta pelas fardas, mas veio a mordaça imposta pelos interesses comerciais.
Um dia o Brasil terá uma imprensa livre.
A imprensa que temos atualmente está muito longe disso.
Lembram do caso do jogador Heverton?
A manutenção de Beltrame como Secretário de Segurança ofende à população, aos Policiais Militares e aos Policiais Civis.

Juntos Somos Fortes!

ESCÂNDALO NO RIO: GOVERNO PEZÃO PROTEGE ACUSADO DE CRIMES CONTRA O ERÁRIO PÚBLICO

Prezados leitores, isso é uma vergonha, um desrespeito à população do Rio de Janeiro que paga seus impostos, aos Policiais Militares e aos Policiais Civis.
O governo Pezão e parte da imprensa estão protegendo o Secretário de Segurança Pública Beltrame, o qual é acusado de crimes contra o erário público. 
Como ele pode continuar chefiando as Polícias Militar e Civil?
Se as acusações fossem contra um PC ou PM, o acusado estaria afastado de suas funções e sendo investigado criminal e administrativamente.





Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

VOCÊ AFASTARIA O SOLDADO DANÇARINO OU O SECRETÁRIO ACUSADO DE IMPROBIDADE

Prezados leitores, um vídeo circula pela internet, nele um jovem aluno do Curso de Formação de Soldados brinca dançando no interior de um alojamento.
O governo Pezão não teve dúvida e afastou de imediato o PM das suas atividades e deve puni-lo.
Enquanto isso, o Secretário de Segurança Beltrame, acusado de superfaturamento de contratos e de improbidade administrativa continua trabalhando normalmente.
Cidadão, por favor, responda nossa pergunta:



Juntos Somos Fortes!

"DITADURA": GOVERNO PEZÃO IMPEDE QUE BELTRAME SEJA INQUIRIDO NA ALERJ


Uma ação própria das ditaduras.
O Secretário de Segurança Pública Beltrame está sendo acusado pelo Ministério Público, após investigar durante 5 (cinco) anos fatos denunciados pelo organizador desse espaço democrático (Coronel PM Ref Paúl), de improbidade administrativa e de superfaturamento em dois contratos de terceirização da compra e da manutenção de viaturas da PM. O Ministério Público requer a devolução de R$ 134 milhões e a perda da função pública de Beltrame, diante dos robustos indícios e das gravíssimas acusações.
Pior, foram celebrados outros contratos nas mesmas condições, ou seja, o blo vai crescer ainda mais.
Os deputados estaduais da Comissão de Segurança da ALERJ cumpriram o seu dever e convocaram Beltrame para prestar esclarecimentos.
O depoimento seria no dia 3 de junho de 2014.
Ontem, o Coronel PM Paúl esteve na ALERJ e confirmou para um dos integrantes da comissão que estaria presente na audiência pública, não só por ter sido o denunciante, mas por conhecer bem o problema.
O líder do governo, deputado André Correa, tentou anular a convocação, mas não conseguiu.
Apesar disso, o Presidente da ALERJ, aliado do governo Cabral-Pezão, anulou a convocação, usando uma filigrana regimental.
Perguntamos: o interesse público é pleno esclarecimento dos fatos?
Sim, o fato envolve milhões do nosso dinheiro.
A convocação inclusive era uma oportunidade do Secretário Beltrame se defender das acusações.
Perguntamos: o interesse do governo é o pleno esclarecimento dos fatos?
Não, o governo quer impedir que o Secretário Beltrame seja inquirido.
Por que?
O que teme o governo Cabral-Pezão?
Teme a verdade.
Diante dessa realidade, dominando a ALERJ, o governo Cabral-Pezão blindou o Secretário de Segurança Beltrame.
O povo?
O povo que se dane!
Em apertada síntese, o governo Cabral-Pezão está tentando esconder o Secretário Beltrame.
Isso é autoritarismo!
Isso é ditadura de terno e gravata!
Isso é a desmoralização completa da ALERJ.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O ESCÂNDALO DAS VIATURAS DA PM: BOMBA! GOVERNO PEZÃO PARECE DESMORONAR

Prezados leitores, a crise se agrava no governo Pezão.
Após o escândalo dos contratos de terceirização da compra e da manutenção de parte das viaturas operacionais da Polícia Militar envolvendo o Secretário de Segurança, o governo parece estar desmoronando.
A convocação do Secretário Beltrame para depor na ALERJ e a representação feita contra ele na Corregedoria da Polícia Federal aumentaram a "fervura".


(Fonte: Jornal Extra)

(Fonte: Revista Veja - Radar online)

Juntos Somos Fortes!


terça-feira, 20 de maio de 2014

A DEFESA DO SECRETÁRIO BELTRAME. QUAL A SUA OPINIÃO?



Prezados leitores, transcrevemos a Nota Oficial da Secretaria de Segurança Pública sobre as gravíssimas acusações feitas pelo Ministério Público contra o Secretário Beltrame e auxiliares diretos.
Não concordamos com os argumentos de defesa, mas não comentaremos a nota antes do depoimento do Secretário Beltrame na ALERJ, por razões óbvias.
Caso ocorra o depoimento, comentaremos a nota no dia seguinte.
Hoje, deixamos para nossos leitores as análises e as conclusões.

"JORNAL DO BRASIL 
Nota de esclarecimento 
Em nota, a Secretaria de Segurança Públilca comentou as acusações. 
Leia na íntegra: 
"A respeito das acusações do Ministério Público com relação ao primeiro contrato de gestão da frota de carros da Polícia Militar, gostaria de fazer algumas considerações antes que a visão do titular da ação tome conta do juízo das pessoas não acostumadas com o tema. 
Em primeiro lugar, a decisão do Estado do Rio de comprar automóveis para sua polícia e incluir o serviço de manutenção é uma prática nova. Até para quem fiscaliza. Portanto, pode causar estranhamento, aliás, como causou ao promotor do Ministério Público. 
Carros de polícia são mais do que um simples carro. Além de carregar equipamentos específicos, estes carros têm uma função primordial que é muitas vezes esquecida pelo senso comum. Carro de polícia é também equipamento de segurança para o policial. Numa situação de confronto, de perseguição e de abordagem é a vida do profissional que está em jogo e o uso do carro faz parte do contexto do risco. 
O estado brasileiro, e principalmente o Rio de Janeiro, sempre tratou a questão da segurança do trabalho do policial com desleixo, como se fosse o menos importante. Se quisermos profissionalismo e correção na polícia, o carro - e todo o resto - tem de estar funcionando nas condições adequadas ao exercício da profissão. 
Não é difícil resgatar na memória - pois o cenário é recente - carros de patrulha caindo aos pedaços circulando pelas ruas da cidade. E, na época, não houve nenhum sinal de indignação dos órgãos de controle. O Rio, a sociedade, o promotor que agora nos acusa, ninguém indagava, à época, aquela penúria. Até hoje lutamos para que o policial tenha todos os seus equipamentos de segurança no mais perfeito estado, sem concessões. É um resgate lento, pois custa caro aos cofres públicos. Segurança Pública, que respeita a democracia, dentro da lei, custa caro. 
Mas tais argumentos justificam comprar equipamentos a qualquer preço, com valores absurdos ou fora da realidade do mercado? Claro que não! O que causou estranhamento com os valores dos carros é a visão curta do problema. Precisamos de carros que estejam sempre em condições, se não ideais, bem perto disso. Isso significa deixar o equipamento num nível de conservação muito mais elevado do que acostumamos exigir. 
Um carro de polícia, que roda o dia inteiro, dura em média 14 meses - um pouco mais, um pouco menos. E já a partir do décimo mês, a maioria estará circulando no limite do padrão que consideramos seguro. Há hoje muitos carros das UPPs, por exemplo, comprados fora do contrato de manutenção, que aguardam consertos. Enquanto a burocracia não anda e a solução não chega, o policial vai ficar a pé ou vai buscar outros meios, que nem nós e nem a sociedade toleramos mais. É contra essa lógica perversa, que afeta o policial e o serviço prestado à população, que estamos lutando. E qual é o custo disso? Ele tem de entrar na conta. 
O contrato é agora questionado porque, segundo a tese de acusação, poderíamos comprar três carros (três editais, três licitações) que se degradarão com o tempo, no lugar da gestão da frota, que tem a manutenção do nível de serviços como princípio. O custo/benefício não é só valor de compra. Na lógica antiga de comprar e depois jogar fora, a PM mantinha um batalhão de funcionários apenas para fazer reparos. Isso foi motivo de chacota no passado, além de retirar policiais da atividade fim, num momento em que a população quer sua polícia nas ruas. Esta foi uma economia enorme que o promotor não considerou. 
Pelo contrato atual, carros destruídos são repostos, carros em conserto são substituídos. Ao fim do período, 30 meses, toda a frota fica com o Estado. Funciona assim até hoje. Ou seja, hoje há muito mais carros na patrulha de rua do que na lógica anterior. Quando chegamos, em 2007, metade da frota da PM estava parada aguardando conserto! Por esse raciocínio, poderíamos dizer que carros sem contrato de manutenção custam o dobro, pois, na prática, só a metade funciona. Portanto, não foi uma compra que custou o preço de três. Sem manutenção, para ter o resultado na rua dos três carros que o promotor diz que poderíamos comprar, na verdade teríamos de comprar seis carros novos. Pergunto então: o que é mais eficiente? 
Há ainda uma série de fatores técnicos que poderia explicar aqui, mas isto vai ficar para a defesa caso a denúncia faça sentido para a Justiça. Reitero que não existe situação perfeita quando tratamos de gestão pública. É uma luta diária para fazer a máquina funcionar. E na hora de fazer melhor, além de cuidar do melhor preço - há uma série de leis e normas que controlam a ação do gestor - existem outros fatores que precisam ser considerados. Errados são aqueles que acham que, para as questões de Estado, as contas se resumem ao mesmo preço de tabela do consumidor individual (Fonte).

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ALERJ CONVOCA SECRETÁRIO BELTRAME PARA DEPOR



Prezados leitores, o governador Pezão pagará um preço político muito alto por insistir em manter no cargo o Secretário de Segurança Beltrame, podem anotar.

"JORNAL EXTRA
Governo perde recurso e Beltrame terá que depor na Assembleia 
Por: Berenice Seara em 20/05/14 15:58 
O recurso do líder do Governo, André Corrêa (PSD), contra a convocação do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, foi derrotado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.
Com isso, Beltrame terá que atender a convocação da Comissão de Segurança e precisará prestar esclarecimentos aos deputados no dia 3 de junho.
Corrêa havia recorrido à CCJ contra a convocação, mas perdeu, em novo cochilo da base aliada, por quatro votos a dois (Fonte). 

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SITUAÇÃO DO SECRETÁRIO BELTRAME SE COMPLICA COM NOVAS DENÚNCIAS



Prezados leitores, os funcionários públicos quando são acusados da prática de crimes, além de serem julgados pelo Poder Judiciário, são julgados também disciplinarmente através de processos administrativos disciplinares (PAD).
Isso ocorreu com os Bombeiros e com os Policiais Militares, por exemplo, que foram acusados de incitar a greve unificada em 2012, inclusive o próprio Secretário Beltrame foi quem instaurou os PADs contra os Oficiais da Polícia Militar, entre eles o organizador desse blog.
Hoje a situação do Secretário Beltrame se complicou ainda mais em razão do deputado estadual Geraldo Pudim ter protocolado na Polícia Federal várias denúncias contra o Secretário (segundo reportagem) e uma cópia da denúncia do Ministério, o que fará com que o Superintendente da Polícia Federal se veja obrigado a instaurar um PAD para avaliar o aspecto disciplinar das condutas atribuídas ao Secretário de Segurança.
O funcionário público submetido a um PAD sempre é afastado de suas funções para que possa se defender e para evitar que interfira no curso do processo estando no exercício da função.
No caso do Secretário de Segurança o afastamento é imprescindível em razão de Policiais Militares serem testemunhas na ação judicial e, certamente, serão convocadas também no PAD.
O Secretário terá direito a ampla defesa e ao contraditório no curso do processo administrativo que ao final decidirá se ele tem condições ou não de permanecer na Polícia Federal.
Igual procedimento o Comando Geral da Polícia Militar terá que adotar com relação ao Coronel PM que também é acusado pelo Ministério Público.

"JORNAL DO BRASIL
Hoje às 17h50 - Atualizada hoje às 18h12
Rio: investigada por superfaturamento de viaturas foi funcionária do Detran
Ex-presidente do órgão confirmou informação.
Deputado entra com ação pedindo saída de Beltrame
Cláudia Freitas e Louise Rodrigues
A ex-subsecretária de Gestão Estratégica na Secretaria de Segurança, Susy das Graças de Almeida Avellar, que é alvo de investigação do Ministério Público no esquema de superfaturamento de viaturas da Polícia Militar, foi assessora de Planejamento e Orçamento do Detran entre 2003 e 2006. Quem confirma a informação é o deputado federal Hugo Leal (PROS), que de 2003 a 2005 foi presidente do órgão. Susy, ao lado do secretário de Segurança José Mariano Beltrame, é acusada de improbidade administrativa no caso das viaturas.
"Sim, confirmo que a Susy citada na investigação do MP é a mesma que ocupava este cargo no Detran", disse Hugo Leal ao Jornal do Brasil.
O caso envolvendo superfaturamento na Secretaria de Segurança ganhou novos capítulos nesta terça-feira (20). O deputado estadual Geraldo Pudim (PR-RJ) protocolou um recurso na Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro pedindo providências administrativas e policiais. Beltrame está sendo acusado de improbidade administrativa após denúncias investigadas pela 7ª Promotoria da Tutela Coletiva e pelo Tribunal de Contas do Rio. Pudim entende que, com base na legislação, Beltrame deveria ser afastado do cargo que ocupa no governo e responsabilizado disciplinar e penalmente, como acontece com policiais federais envolvidos em irregularidades.
O documento apresentado por Pudim tem como argumento reportagens do Jornal do Brasil, que publicou no dia 15 de maio que o Ministério Público havia ajuizado uma ação civil pública contra Beltrame, além de pedir o bloqueio de seus bens e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Já o TCE apontou indícios de superfaturamento de preços em contratos assinados pela Secretaria de Segurança com duas empresas do grupo Júlio Simões, para a aquisição, gestão e manutenção de viaturas policiais, no período de 2007 a 2009.
Com relação a Susy, Pudim afirmou que “a subordinação reflete o comando”. Para o deputado, “quando Susy estava no Detran, não houve denúncias contra ela. Já quando passou para o governo, praticou desatinos. Isso, então, prova que a responsabilidade é exclusiva do comando.”
O Jornal do Brasil tentou entrar em contato com Susy Avellar para comentar as investigações. Contudo, a Secretaria de Segurança e o Detran informaram não possuir os contatos da ex-subsecretária e nem saber como localizá-la.
O MP encontrou notas fiscais genéricas e relatórios sintéticos, além do pagamento por serviços não prestados nos contratos avaliados. O pedido de indisponibilidade dos bens do secretário, segundo o MP, é para garantir o ressarcimento integral do dano de R$ 134 milhões aos cofres públicos.
As denúncias foram feitas ao Jornal do Brasil pelo ex-Corregedor da Polícia Militar, coronel Paulo Ricardo Paúl, que no ano de 2009 ajuizou ações no MP apontando irregularidades nesses contratos. O coronel teve acesso ao conteúdo do contrato e observou uma negociação "casada", ou seja, para compra e manutenção da frota da PM. "O comando da PM na época não aceitou esse acordo, então foi feito pela Secretaria de Segurança", afirma Paúl.
O coronel lembrou ainda que 12 executivos da empresa Julio Simões foram presos durante a Operação Nêmesis, deflagrada no ano de 2009, na Bahia, que apurou fraudes em contratos de compra e manutenção de 191 viaturas da Polícia Militar da Bahia, assinados por empresários da empresa, lobistas e representantes do alto escalão da PM. Segundo o deputado Geraldo Pudim, os contratos firmados pelo grupo empresarial com os governos do Rio e Bahia possuem as mesmas assinaturas. "Com uma espantosa diferença. Na Bahia houve uma operação da Polícia Federal e os autores dos crimes foram todos presos. Aqui no Rio nada aconteceu ainda", disse Pudim.
Uma investigação mais rigorosa sobre o caso pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é uma missão difícil, na opinião do deputado. "As comissões de investigação da Alerj têm maioria do governo, o que dificulta o trabalho de muitos parlamentares. Por enquanto, a Comissão de Segurança Pública aprovou a convocação do Beltrame, mas mesmo assim vamos pedir para a Comissão de Justiça também convocá-lo. Se o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB-RJ)] entender que não há necessidade, vamos pedir uma oitiva conjunta.", contou Pudim.
Na opinião do deputado, o secretário de Segurança do Rio deveria ser, imediatamente, afastado do cargo - "para dar isenção e transparência às investigações". Pudim citou a lei que determina o afastamento de policias federais no caso de alguma investigação. "Mesmo não estando na função nesse momento, Beltrame é policial federal", afirmou o parlamentar.
Deputado: "Viaturas compradas são doadas para municípios favoráveis ao governo"
Uma outra denuncia foi protocolada pelo deputado Geraldo Pudim na Corregedoria da PF. O fato é relacionado às doações das viaturas compradas através do grupo Julio Simões para municípios fluminenses, no ano de 2012. "O governo Cabral, em pleno período de eleições, fez um ato de filantropia com os prefeitos, assinando um termo de doação das viaturas adquiridas pelo Estado para os municípios. Só que os beneficiados foram apenas os prefeitos do partido ou aliados ao governo Cabral. O município de Campos, por exemplo, não recebeu as 24 viaturas solicitadas por eles, que por sinal cumpriram todas as exigências ser um beneficiado", contou Pudim.
Nos dias 26 de junho e 26 de dezembro de 2013, a prefeitura de Campos cobra novamente da Defesa Civil do Rio, através de e-mail, a entrega das viaturas, que seriam para reforçar a frota da Defesa Civil e Guarda Municipal do município norte-fluminense. "Até hoje esses veículos não foram entregues a Campos, apesar da prefeitura ter cumprido todo o rito necessário para o benefício. É mais uma prova clara de que as viaturas foram apenas para os aliados políticos", afirmou Pudim. 
Ainda sobre esse assunto, o coronel Paulo Ricardo Paúl explica que os contratos de compra e manutenção das novas viaturas da PM assinados entre a Secretaria de Segurança do Rio e a empresa Julio Simões estabeleciam um prazo de 30 meses. "A secretaria de Segurança deveria renovar somente o contrato de manutenção dos carros, mas não fez isso. Os veículos começaram, então, a enguiçar e foram encostados nos pátios dos batalhões. E o governo abriu novos contratos de compra de viaturas. As viaturas do primeiro contrato passaram a ser doadas para os municípios, até para desafogar os batalhões", conta o coronel.
No portal do Governo do Rio uma matéria publicada no dia 11 de maio de 2012 informa que o Estado teria entregado no dia 8 de maio de 2012 um lote de 306 viaturas seminovas, entre elas 238 Gols e 68 Blazers, que pertenciam à Polícia Militar, para 19 municípios das regiões dos Lagos (120 carros), Metropolitana Leste (136) e Norte Fluminense (50). A entrega oficial foi marcada por um evento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Sulacap, Zona Oeste do Rio, com a presença do então vice-governador e coordenador executivo de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, atual governador do estado. O texto diz ainda que as viaturas seriam utilizadas pelas guardas e defesas civis municipais, e estavam equipadas com giroscópio e sirene (Fonte).
Foto: Jornal do Brasil

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

MOBILIZAÇÃO SALARIAL - PMs PRESOS EM BANGU 1 - PAD - DECISÃO - PERMANÊNCIA


Eu fui informado que ontem foi publicada no BDR da Polícia Militar, a solução do PAD ao qual foram submetidos os Praças da PMERJ que participaram da mobilização salarial nos meses de janeiro e fevereiro de 2012 e que foram encarcerados na Penitenciária Bangu 1, tendo o comando da corporação decidido que eles estão aptos para permanecerem no serviço ativo, mas punindo a cada um com 30 (trinta) dias de detenção.
A decisão alcançou o 3o Sargento PM Aquino, o Cabo PM Alonsimar, o Cabo PM Gurgel, o Cabo PM Hamude, o Cabo PM Neto, o Cabo PM Vivian e o Soldado PM Wagner Luiz.
Considerando o grupo de Praças da Polícia Militar que ficou preso em Bangu 1, a decisão não alcançou apenas o Cabo PM Pablo Rafael, que não respondeu ao mesmo PAD, salvo melhor juízo.
Os Oficiais que ficaram presos em Bangu 1 com eles (Coronel PM Rabello, Coronel PM Paúl e Major PM Hélio) estão sendo julgados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em face da decisão do secretário de segurança de aplicar aos Oficiais a pena demissionária.
No referido tribunal também estão sendo julgados o Major BM Márcio Garcia e o Capitão BM Marchesini, em face da intenção de demiti-los exarada pelo secretário de defesa civil. 
Os Praças do Corpo de Bombeiros que estiveram presos em Bangu 1 foram excluídos e lutam pela reintegração junto ao poder judiciário.
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