Prezados leitores, nós publicamos uma série de vídeos do Coronel PM Paúl comentando as investigações e os julgamentos dos 11 (onze) Policiais Militares que foram condenados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli. Neles o Coronel apontou uma série de desconformidades existentes, inclusive o fato de não existir nos autos nenhuma acareação, embora existam versões conflitantes, o que fere a ampla defesa e o contraditório, salvo melhor juízo, pois as acareações são ferramentas previstas no Código de Processo Penal para a busca da verdade.
Hoje, o jornal O Globo (internet) informou a exclusão de todos os Praças envolvidos, o que nos causa profunda estranheza.
Não tivemos acesso ao boletim que publicou as expulsões.
Cabe destacar que os Praças são julgados interna corporis, cabendo a decisão ao comandante geral da PMERJ e os Oficiais pela Turma Criminal do Tribunal de Justiça.
"O GLOBO
Nove policiais militares condenados por envolvimento com a morte da juíza Patricia Acioli são expulsos da corporação
A PM do Rio excluiu de seus quadros, através de boletim interno publicado nesta terça-feira, nove policiais militares condenados na Justiça por envolvimento com a morte da juíza Patricia Acioli, assassinada em agosto de 2011. A lista de PMs expulsos traz, do 7º BPM (São Gonçalo), o soldado Junior Cezar de Medeiros, o terceiro sargento Charles de Azevedo Tavares e os cabos Alex Ribeiro Pereira, Jeferson de Araújo Miranda, Sammy dos Santos Quintanilha e Sergio Costa Junior; o soldado Handerson Lents Henriques da Silva, do 12º BPM (Niterói); e os cabos Carlos Adílio Maciel Santos e Jovanis Falcão Junior, que estavam lotados na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da corporação.
Os nove agentes desligados foram condenados pela Justiça entre dezembro de 2012 e 14 de abril deste ano — portanto, cinco meses antes de as exclusões serem realizadas pela Polícia Militar. O primeiro julgamento foi o de Sergio Junior, que pegou pena de 21 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado. Posteriormente, Jefferson Miranda foi condenado a 26 anos; Jovanis Júnior, a 25 anos e seis meses; Alex Pereira, Charles Tavares e Sammy Quintanilha, a 25 anos; Junior Cezar de Medeiros, a 22 anos e seis meses; Carlos dos Santos, a 19 anos e seis meses; e Handerson Lents, apontado como o responsável por indicar o endereço da juíza ao resto do bando, a quatro anos e seis meses em regime semiaberto (todos os outros terão que cumprir regime inicial fechado).
Além dos nove praças, dois oficiais também foram condenados pela morte de Patricia Acioli. Embora tenham recebido as penas mais altas, de 36 anos de reclusão, o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopez e o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira — então comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e apontado como o mandante da execução — permanecem vinculados à Polícia Militar. Todos os 11 PMs julgados no caso foram condenados pela Justiça.
Patrícia Acioli foi assassinada na porta de casa com 21 tiros, no dia 12 de agosto de 2011, no bairro de Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Os disparos foram efetuados por dois homens encapuzados em motocicletas, um deles depois apontado como sendo o tenente Daniel Lopez. A juíza era titular da 4º Vara Criminal de São Gonçalo e foi responsável pela prisão de cerca de 60 policiais ligados a milícias e grupos de extermínio, fato que teria gerado insatisfação entre os grupos criminosos que atuavam na região (Fonte)".
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