JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 16 de agosto de 2014

A PARTICIPAÇÃO DO COMANDO NA CAMPANHA ELEITORAL NO CORPO DE BOMBEIROS



Prezados leitores, a campanha eleitoral está em ebulição no comando do Corpo de Bombeiros, conforme comprovam publicações no site SOS Bombeiros RJ.
Dias atrás, o Corregedor da corporação recomendou publicamente que os Bombeiros não votassem no candidato ao governo do estado Garotinho e o Comandante Geral tem demonstrado constantemente todo seu apoio ao candidato Capitão BM Lauro Botto.
Uma análise superficial dessas ações pode levar o incauto a achar que estamos realizando um sonho, ou seja, a participação do comando na eleição de candidados que signifiquem anseios institucionais, deixando para trás o atávico paradigma de que militar não se envolve com política.
Basta uma análise com um pouco mais de cautela para constatar que as ações do Corregedor e do Comandante Geral são apenas na direção dos seus próprios interesses.
O Corregedor emitiu uma opinião pessoal, como nós fazemos aqui com relação ao ex-governador Sérgio Cabral e ao atual governador Pezão.
Por sua vez, o Comandante Geral escolheu o seu candidato, não o candidato dos integrantes do Corpo de Bombeiros.
Muito pelo contrário, ao fazer campanha pelo seu candidato, ele acaba fazendo campanha contra o candidato escolhido democraticamente pelos Bombeiros Militares para deputado federal.
Ambos, Corregedor e Comandante Geral, querem a manutenção do atual governo e tentam minar os candidatos da oposição.
Para azar deles os Bombeiros Militares cresceram muito politicamente nos últimos anos e não se deixaram levar nem pela opinião do Corregedor e nem pela opinião do Comandante Geral, nós temos certeza disso.
Sinceramente, achamos que essa oposição do Corregedor ao candidato Garotinho e o apoio do Comando Geral ao Capitão BM Lauro Botto significarão na prática mais votos de Bombeiros para Garotinho e menos votos de Bombeiros para Lauro Botto.
Às vezes quem derruba o afilhado é o próprio padrinho...

Juntos Somos Fortes!

domingo, 27 de julho de 2014

RIO: BOMBEIRO TENTA EXPLICAR CONVITE DO COMANDANTE GERAL PARA REUNIÃO ELEITORAL

Prezados leitores, publicamos o comentário que transcrevemos a seguir relacionado com o o nosso artigo
"PEZÃO - NOVO ESCÂNDALO? - COMANDANTE GERAL ACUSADO DE FAZER CAMPANHA (Link)". 
Nós recomendamos a leitura do artigo anterior, antes de prosseguir na leitura.
Eis o comentário:



 BLOG DO CORONEL PAÚL:
"Reynoso Silva
26 de julho de 2014 14:57
A reunião foi a convite do Cap Lauro Botto e como ele ia mandou avisar a tropa! O Sr. lutava para que o Cmt assumisse e aprovassem os Candidatos da Corporação! MUDOU!!! Agora todos poderão ir a Unidades de Bombeiros e falar com a classe ai o SR. também vai chiar! Junto Somos Forte! Somos Todos Bombeiros!"

Caro Reynoso Silva, analisando o seu comentário concluímos:
- A reunião foi da campanha eleitoral do  Capitão BM Lauro Botto.
- O Secretário Estadual de Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ resolveu mandar avisar aos Bombeiros sobre a reunião (imagem) em razão dele ter a intenção de comparecer, como efetivamente ocorreu.
É isso?
Se a nossa interpretação estiver correta cabe esclarecer:
- Somos plenamente favoráveis que candidatos sejam escolhidos pela tropa e que sejam apoiados pelos Comandante Gerais, isso nos limites da legislação eleitoral.
- O Capitão BM Lauro Botto não foi escolhido pela tropa (talvez seja o candidato do comando),  muito pelo contrário, a sua candidatura tem sido muito contestada pelos Bombeiros. Basta acessar as redes sociais para fazer tal constatação.
- Você conhece outro candidato Bombeiro Militar que teve essa deferência do Secretário Estadual de Defesa Civil e Comandante Geral?
- Nós não conhecemos.
- Ele foi no lançamento da candidatura do Major BM Márcio Garcia ao cargo de vice-governador?
Pois é...
A ação pode prejudicar a candidatura do Capitão BM Lauro Botto, caso ocorra uma representação no TRE/RJ.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

PEZÃO - NOVO ESCÂNDALO? - COMANDANTE GERAL ACUSADO DE FAZER CAMPANHA



Prezados leitores, parece que além do escândalo envolvendo Rodrigo Bethlem, outro problema grave poderá atrapalhar a campanha de Pezão (PMDB) e dos partidos coligados.
O Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros está sendo "acusado" de ter usado sua influência para "convidar" subordinados para a reunião política.
Vejam o "aviso" que ilustra esse artigo.
Novamente, considerando que o blog SOS Bombeiros RJ é apócrifo, recomendamos cautela na análise dos fatos.

"SITE SOS BOMBEIROS RJ 
sexta-feira, 25 de julho de 2014 
 COMANDANTE GERAL DOS BOMBEIROS OU CABO ELEITORAL DO PMDB??? 
Em mais uma oportunidade o Comandante Geral, Cel Sergio Simões, colocou em prática sua estratégia de campanha em favor de Pezão/Cabral e seus aliados. 
Desta vez os comandantes dos quarteis foram orientados, para através dos oficiais "convidarem" os praças a comparecerem a mais uma reunião de campanha, em prol daqueles dispostos a assegurar suas regalias.
Fazendo uso das suas prerrogativas hierárquicas, o secretário vem assediando oficiais e praças em suas unidades, buscando apoio em nítida tentativa de manter a condição atual. 
Muitos dos nossos companheiros estão insatisfeitos com esta situação em seus quartéis, pois a tensão dentro das unidades é grande em relação a este assunto, e o debate sobre esta importante escolha é veladamente proibido, na intenção de empurrar "goela abaixo" dos heróis da caserna a vontade da cúpula. 
Alguns dos nossos companheiros presentes nesta reunião, realizada no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Corpo de Bombeiros, tiveram a nobre coragem de expôr a sua opinião, "rasgando a boca" em apoio ao nosso legítimo candidato a Vice -Governança do nosso Estado, causando grande desconforto na patota do comando (Leia mais)".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

GOVERNO PEZÃO: PRIMEIRO ACUSAÇÕES CONTRA BELTRAME, AGORA CONTRA SÉRGIO SIMÕES

Prezados leitores, o governo Pezão vive os seus piores dias.
Após a explosão das gravíssimas acusações contra o Secretário de Segurança Beltrame, no próximo dia 26 de maio de 2014, o acusado de crimes graves poderá ser o Secretário de Defesa Civil, o Coronel BM Sérgio Simões.
Igual situação deverá ser vivenciada em breve pelo ex-Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Costa Filho.
Sem dúvida, o governo Pezão, começou com o "pezão esquerdo"...
"E-MAIL RECEBIDO:
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 Desembargadores, julgará no dia 26 de maio se abre processo por abuso de autoridade contra o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Sérgio Simões, e contra o Diretor da Penitenciária Bangu 1, Rogério Blanc.
A queixa-crime contra eles é movida por cinco bombeiros-militares que foram presos acusados de participar do movimento grevista em fevereiro de 2012.
Os bombeiros alegam que receberam o mesmo tratamento dispensado aos bandidos mais perigosos do Brasil, ficando trancados ilegalmente em Bangu 1, apesar de serem acusados apenas de participar de uma greve onde não houve nenhum ato de violência. Todos os militares já foram anistiados e não respondem a nenhum processo.
Na mesma ocasião também foi trancafiado em Bangu 1 o Coronel Paulo Ricardo Paúl, ex-corregedor da PM, que fez as denúncias de superfaturamento nos contratos de aluguel das viaturas e que levaram o Ministério Público a pedir a perda do cargo do Secretário Beltrame.
A legislação militar prevê que bombeiros da ativa acusados de crimes militares sejam presos em quartéis, o que teria sido desprezado pelo comando da corporação a fim de que a prisão dos grevistas em Bangu 1 servisse como exemplo.
O advogado Carlos Azeredo, que defende os bombeiros, disse que além da queixa-crime também ajuizou ações de indenização para os militares".
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PM NÃO PODE FAZER GREVE - REPUBLICAÇÃO

Prezados leitores, reproduzo artigo publicado no meu blog original, o qual foi inaugurado no ano de 2007. O texto é da lavra do Tenente Coronel Herrera, professor e advogado, no qual ele demonstra que os Policiais Militares não têm o direito de greve. O texto é do dia 07 de fevereiro do ano passado, dois dias antes da assembleia na Cinelândia que decidiu pela greve. Na apresentação do texto eu reafirmei a minha posição de ser contra a greve, mas mesmo assim, fui preso no dia 10 de fevereiro, acusado de incitar a greve.
"TERÇA-FEIRA, 7 DE FEVEREIRO DE 2012 
TENENTE CORONEL HERRERA - DIREITO DE RESPOSTA 
Prezados leitores, embora tenha escrito que não voltaria mais ao tema (ilegalidade ou legalidade desenvolvida por militares estaduais) no blog, considerando que já tinham sido publicados subsídios suficientes para a avaliação de cada um, assim como, em face de ter expressado a minha opinião a favor do desenvolvimento da Operação Tolerância Zero (Padrão) e contrário ao movimento grevista, sou "forçado" a publicar o texto a seguir, como direito de resposta, em face dos comentários desfavoráveis e alguns ofensivos feitos contra o Ten Cel PM Herrera, nesse blog e no blog do Major BM Garcia. Ratifico que o tema poderá continuar sendo debatido na forma de comentários. 
"Prezado Major MÁRCIO GARCIA, 
Apesar de tantos comentários gratuitamente agressivos à minha pessoa – que acato, por me ter colocado aberto a críticas, sem prerrogativas de hierarquia, e até mesmo compreendo, em razão de reconhecer o sistema ainda medieval imposto ao militarismo brasileiro – nada me fará perder o respeito aos bravos praças bombeiros militares, que, a despeito de tudo, deram início a essa luta por dignidade. 
Quero reafirmar que jamais apoiarei uma greve de militares, mas estarei sempre a favor de procedimentos tipo “Cumpra-se a lei” que a Polícia Civil intenta executar e que a Polícia Federal cansou de fazer. É a única forma possível e inteligente de combater a opressão. A greve só poderá favorecer o jogo sujo dos governantes, enquanto que servidor algum poderá ser preso por cumprir seu dever funcional. 
“Elementar”, como diria Sherlock Holmes. 
Aos que contra-argumentam que a banda podre PM não deixará de “ir buscar o seu cascalho, impedindo qualquer Operação Padrão” afirmo que o mesmo raciocínio será válido na situação de greve; também os policiais marginais não iriam aderir. Mas há sempre que se separar o joio do trigo. Houve praças que entenderam minha postura pública em apoio a esses ideais, mas, sobretudo, na defesa das próprias Corporações -- CBMERJ e PMERJ --, que são instituições permanentes, “centenárias milícias de bravos”, que devem pairar acima dos interesses político partidários de eventuais inquilinos do Poder. Sobretudo os mais jovens e alegres. Ou os de passado pouco recomendável. Destaco a mensagem do Sgt PM Marcus Saldanha, em que me solicita, diante de opiniões controversas, a informação precisa quanto à restrição ao direito de greve. 
Respondo pelo mesmo canal, por não ter o prezado sargento informado seu e-mail, mas, sobretudo, por ser matéria de relevante interesse geral. 
Embora meu valor de advogado já tenha sido criticado por um anônimo – “por sinal deve ser um dos piores e espero que nenhum praça procure por seus serviços”, afirmando ”será que ele desconhece como advogado o artigo que trata da vedação a greve nas forças armadas, e somente nas forças armadas, na carta magna brasileira” (sic) ---, atrevo-me a afirmar o seguinte, não por leviano comentário, mas para valer como Parecer Jurídico: 
A CRFB (Constituição Federal), Título V, Capítulo II, que trata DAS FORÇAS ARMADAS, dispõe, em seu art. 142, caput: “ As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.” 
E, no mesmo art. 142, § 3º, inciso IV, dispõe: “Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.” (Nova redação dada pela EC nº 18, de 05/02/98) [grifo meu] Ainda a CRFB, no Título V, Capítulo III, que trata DA SEGURANÇA PÚBLICA, dispõe, em seu art. 144, § 6º: “As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.” 
Dos preceitos constitucionais depreende-se que a característica da organização militar (vale dizer, a natureza de seus integrantes) são os princípios basilares da Disciplina e da Hierarquia. As corporações PM e CBM estaduais subordinam-se aos mesmos ditames, haja vista serem forças auxiliares e reserva do Exército. 
A lógica jurídica sempre será atribuir ao apêndice as normas do corpo principal. Isto já seria suficiente, a meu ver, para definir a natureza militar dessas Corporações e, por consequência, de seus integrantes, que resultam, dessa forma, proibidos de sindicalização e de greve. 
Essa afirmativa é tão verdadeira que se podem desafiar os jurisconsultos de tese contrária a obterem, então, a transformação em sindicatos de nossas associações de classe, quer de oficiais ou de praças. Por que não pode? Porque somos militares e, portanto, vedados. Compare-se com os policiais civis, que têm Sindicato próprio, embora funcionários do mesmo Estado e subordinados ao mesmo Governador. 
Para reforço, a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, Título III – DA ORGANIZAÇÃO ESTADUAL, Capítulo IV – DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, Seção IV – Dos Servidores Públicos Militares, dispõe, em seu art. 91: “São servidores militares estaduais os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.” 
E, ainda no § 5º do artigo citado: “Ao servidor militar são proibidas a sindicalização e a greve, sendo livre, no entanto, a associação de natureza não sindical (...)” Observe-se, por fim, que o nosso direito de associação, como servidores públicos militares, foi regulamentado pela Lei estadual nº 2.649, de 25/11/1991. 
Do exposto, permito-me expressar novas considerações. 
 Meus caros bombeiros e policiais militares, não se deixem cair em outra maquiavélica armadilha. A GREVE SÓ PODE INTERESSAR AO GOVERNO E PREJUDICARÁ ALGUNS POUCOS E DESTEMIDOS HERÓIS. 
Relembrem a recente invasão do Quartel Central dos Bombeiros. Eram quantos na hora? Mais de 1.000 seguramente? Quantos foram presos e submetidos a humilhante tratamento? Ao que sei pela imprensa, apenas 437 bombeiros e dois PM. E quantos se solidarizaram, apresentando-se presos também, mormente aqueles que lá estavam naquele histórico momento? Não sei, a imprensa nada noticiou a respeito. 
Claro está que a crise volveu a favor daqueles heróis, apenas por incompetência do governo, que determinou ao incauto Cel PM Mário Sérgio, adstrito à mentalidade bopeana, a absurda e irracional ação de ataque a mulheres, crianças e bombeiros desarmados. Fato constrangedor que angariou o irrestrito apoio da população, esvaziando a teatral cara de vítima chorona do nosso governador e impedindo que aqueles valentes militares fossem massacrados pelo “Sistema”. 
Dessa vez, não acontecerá assim na Bahia e, se aqui procederem à greve, também não se repetirá o mesmo resultado. 
Quem viver verá. 
E o alerta final, se quiserem ouvir este homem velho: cuidado com a Turma do mato ou morro! Os mais antigos, já viram esse filme. Na Hora H, metade se esconde no mato e a outra metade corre pro morro. A luta deve continuar sem dúvida! Mas há que se lutar com medidas inteligentes. Não podemos deixar de proteger a população. Não somos vândalos irresponsáveis, somos todos heróis sociais! Devemos reagir com a mesma intensidade do menosprezo com que os governantes nos tratam. 
Releiam as declarações do governador da Bahia em relação aos policiais militares, relembrem os adjetivos com que o nosso governador Cabral se referiu aos médicos, aos professores e aos bombeiros militares. Esta é a nossa triste realidade. 
Nunca deveremos desistir de nosso justo pleito de remuneração adequada e condições de trabalho humanas. 
Vivemos todos um momento histórico. Temos tudo para isso. Principalmente unidos CB, PC e PM, VAMOS TODOS CUMPRIR A LEI! O GOVERNO FICARÁ SEM SAÍDA! 
Nenhum passo daremos atrás! 
Juntos somos fortes!" 
Comento: O blog, democraticamente, publicou opiniões que colocam a greve dos militares estaduais dentro e fora da legalidade, cada um que tome a sua decisão". 
 Juntos Somos Fortes!