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sexta-feira, 2 de março de 2018

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA, INTERVENÇÃO FEDERAL E FACTÓIDES



O governo Temer amarga uma reprovação popular muito expressiva, fato comprovado por pesquisas de opinião divulgadas pelo noticiário.
Neste cenário desfavorável e grave para as aspirações políticas dos detentores do poder considerando que 2018 é um ano eleitoral, após constatar que não conseguiria aprovar a reforma da previdência no Congresso Nacional, o governo decreta uma intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Logo ficou evidente que a intervenção não foi precedida de qualquer planejamento, surpreendendo até o interventor nomeado, como foi noticiado fartamente. Tanto isso é verdade que até hoje a intervenção ainda se encontra em "stand by", ou seja, no curso da fase de planejamento.
Apesar desse erro primário, intencional ou não, notícias sobre a melhora da avaliação popular do governo surgiram aqui e ali.
Diante do exposto, salvo melhor juízo e respeitando todas as opiniões contrárias, a decretação da intervenção caracterizou o que conhecemos como FACTÓIDE.

"Fato gerado para a imprensa propositadamente para chamar a atenção com intuito de se desviar os olhares de um assunto em discussão (Fonte)".

Indo em frente.
"Surfando na onda" positiva o governo criou o Ministério Extraordinário da Segurança Pública e, mais uma vez, apareceram notícias sobre a aprovação popular com relação à medida.
Os dividendo políticos foram alcançados.
Tenho muitas dúvidas quanto à legalidade da criação do citado ministério, lamento o aumento de despesas em época tão imprópria e temo pela reunião de tanta força nas mãos de uma única pessoa, no caso o ministro extraordinário.
Apesar desses fatos, eu quero o melhor para o meu país.
Torço para que tudo dê certo e confio nas Forças Armadas e nas instituições policiais que serão empregadas na tentativa de controlar a criminalidade violenta, todavia, no atual estágio de inércia sou forçado a interpretar que até o momento o governo foi muito hábil, não para solucionar os problemas da área da segurança pública, mas para criar factóides. 
Desejo estar completamente errado.
Registre-se que integro a parcela de brasileiros que vê com muita desconfiança a intervenção e o ministério.

quinta-feira, 1 de março de 2018

RIO - INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA - COMENTÁRIOS


Transcrevo dois comentários recebidos:

- "25 de fevereiro de 2018 14:28
Se os políticos estão pensando que engessaram as forças armadas ou a utilitizam politicamente para objetivos eleitoreiro e/ou partidários, podem ter disparado tiro nos próprios pés, pois, sabendo como os militares são tradicionalistas, honrados e comprometidos com suas missões não é de se esperar que aceitarão a mesma desmoralização imposta à PMERJ a troco de cargos e DAS. 
As FFAA não se permitirão virar uma grande Upp. Pode ser que a partir desta intervenção de araque no RJ as "aproximações sucessivas" mencionadas pelo Gal. Mourão já tenham sido desencadeadas para "impor aquilo que o judiciário e o legislativo não querem resolver" e, principalmente, politicos de ideologia esquerdista acabam sendo os praticantes e beneficiários . 
Não querem os militares com poder de polícia, não querem seus currais eleitorais revirados, não querem suas lideranças junto aos traficantes sendo apertadas nem querem colocar terroristas em seus devidos lugares, mas querem que as FFAA atuem de forma teatral (como as UPPs). Logo, os generais necessitarão da possível ruptura para não caírem nas mesmas armadilhas que coronéis PM caíram. 
Se fosse para apostar, eu apostaria que até o final de 2018 haverá intervenção militar no Brasil e muitos canalhas dos podres poderes (que estão funcionando, sim, para o compadrio do nós somos teu e você é nosso) levarão um tranco tão forte que "haverá ranger de dentes". 
O RJ está sendo um laboratório. A eclosão do ovo dependerá do que aqueles onze traidores da Pátria que usam capas semelhantes à do Batman farão com o caso de uma certa alma mais honesta deste país. 
É o que desejo? Não. 
Mas o que esperar das cenas e atores em palco? Para que a Ordem seja reestabelecida, e voltemos a ser um país, será preciso quebrar quase todos os ovos... Mesmo que os ovos sejam aqueles da galinha que chorou, chorou, chorou, ou daquela que põe os ovos de ouro. 
Quem viver vera! 
Sgt Foxtrot"

- "DINHO SOUZA 
28 de fevereiro de 2018 17:35 
É preciso começar certo para acertar. Como esperar acertar, no caso da retomada do cintrole da Segurança Pública , no Rio,(e no Brasil) , sem começar pela exigência das mudanças nas Leis atuais (e suas emendas) e na impunidade, maioridade penal, revisão da Constituição, combate à "Cultura do crime" ( e sua apologia) etc, que tais Leis , etc, só favorecem o Crime, criminosos e a vida marginal?! Em que momento o Estado vai ver que o Crime no Brasil virou uma "Cultura"?! e que o trabalho militar e de inteligência deve ser feito paralelo a um trabalho midiático de Contra-Cultura do Crime?! No entanto o Governo favorece a "Cultura do crime" , abriu as fronteiras, desarmou a população de bem, abandonou as periferias e só as usou como "curral eleitoral"?! Como esperar sinceridade alguma que o Estado quer a Segurança da População?! Vale apena a fidelidade de instituições gloriosas de defesa da população , à farsa do Estado creptocrático atual?!(sic)"

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL - ESTABELICIDA UMA PRIORIDADE




Os políticos criaram o primeiro grande obstáculo para o sucesso da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro quando a decidiram sem qualquer planejamento, conforme o notícia deu conta, considerando a medida como uma resposta ao fracasso das negociações para a aprovação da reforma da previdência.
Diante da gravidade da situação experimentada pela população de completo desamparo contra a violência crescente, isso foi um erro gigante e que pode por si só comprometer o sucesso das ações direcionadas à consecução do objetivo: o controle da violência.
Um segundo obstáculo é a montagem da equipe do interventor.
É certo que enquanto a escolha estiver restrita aos quadros do Exército Brasileiro, tal dificuldade será amenizada, mas ela aumentará geometricamente quando o interventor tiver que escolher assessores nos quadros da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e da Administração Penitenciária.
Digo isso não apenas com relação aos comandantes e chefes, mas também quanto aos assessores que atuarão no interior da SESEG-RJ, os auxiliares diretos do interventor.
Fazer boas escolhas é fundamental e muito difícil.
É hora de ouvir diferentes fontes antes de escolher qualquer nome.
O interventor não pode repetir os políticos e agir com açodamento.
O pior cenário será escolher nomes que atuaram em funções de destaque nos governos Cabral e Pezão, pois será uma repetição do erro.
Repetir erro é o pior dos erros.
Apostar em quem deu errado é a pior aposta.
É tempo de ouvir muito e ouvir de muitos.
De qualquer forma, sejam quais forem os escolhidos, eu torço para a intervenção dar certo, tendo em vista que me parece ser a última esperança.



GENERAL E JORNALISTA COMENTAM SITUAÇÃO DOS POLICIAIS DO RIO DE JANEIRO



General Heleno e jornalista Alexandre Garcia comentam a situação dramática dos policiais do Rio de Janeiro.
Assistam:

INTERVENÇÃO FEDERAL - A PRIMEIRA CONSTATAÇÃO

Livro

Após alguns dias do anúncio e da decretação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro promovida pelo presidente Temer, surge a primeira constatação.
Embora a necessidade da atuação das Forças Armadas no controle da violência na zona conflagrada que se transformou todo território fluminense era evidente há anos, a rapidez do anúncio e da decretação teve razões políticas.
Isso está evidente diante da absoluta falta de planejamento anterior, como o noticiário tem demonstrado.
O presidente fez um lance no xadrez político que poderá ser perdedor para o seu partido e para os partidos aliados.
Para isso basta que a intervenção não consiga controlar a violência, um objetivo muito difícil de ser alcançado.
Normalmente quando o planejamento prévio é mal feito, o fracasso é o resultado mais esperado.
Imagine quando o planejamento nem é realizado.
Um exemplo recente: as Unidades de Polícia Pacificador (UPPs).

domingo, 18 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - COMENTÁRIO DO CORONEL PM REF HERRERA

Bangu 1

Transcrevo comentário recebido: 

"Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor
17 de fevereiro de 2018 15:52
Prezado "Sgt Foxtrot", sempre admirei suas críticas e seu louvável comprometimento com a nossa Polícia Militar. Compreendo também seu anonimato, pois já presenciei muitas injustiças e covardias do "sistema". Por isso, não escrevo para censurar, nem tenho autoridade para tanto nem a intenção. Peço apenas que me considere como mais velho, como um pai que busca orientar seu dileto filho, pois, afinal, agora completo 53 anos de praça e 74 de idade. Sou "mais antigo". Então suporte, por favor, meus comentários. 
De início, discordo com sua autodeclaração de que "sou um semianalfabeto". Mesmo que você não seja "doutor", o experimento de vida obtido na dureza do serviço policial militar, aliado ao bom caráter que demonstra, já tornam você "sociólogo prático". Daí a consciência de seus sadios comentários. Vou apenas atrever-me a retocá-los, para afirmar: 
(1) Corregedoria e Polícia Judiciária Militar são órgãos de suma importância em toda organização policial militar no Brasil ou no mundo. Quanto mais oficiais e praças que as compõem possuam formação jurídica tanto melhor desempenharão suas atividades. Não há como negar. O objetivo não seria "para se igualarem, vagarosamente, aos delegados de polícia". Sabidamente, as funções da Polícia Civil e da Polícia Militar são absolutamente distintas. 
(2) Aduzo às suas indagações finais outras perguntas. Quem fez críticas, quem se opôs ao nefasto "Projeto UPP", cuja implementação era evidente "tragédia anunciada" para a PM? O tempo demonstrou que era apenas uma plataforma eleitoreira. 
Quem se levantou, publicamente, em defesa dos nossos heróis jogados em "Bangu 1", em plena violação constitucional, em desacato ao nosso Estatuto? Até nossos órgãos de classe silenciaram, apesar de serem agremiações de natureza civil, portanto livres do pesado tacão draconiano dos regulamentos militares. Só conheço os brados do Cel PAÚL neste blog. Até escreveu livro sobre o grave problema da UPP, cujo título já o define: "UPP - Uma  farsa eleitoral". Escreveu outro sobre o autoritarismo do corrupto governo Cabral: "A ditadura de terno e gravata - A luta de Bombeiros e de Policiais Militares". 
Finalmente, concordo que "ainda vai piorar muito até que ocorra a nossa conscientização". Mas já ensinou Confúcio: "A caminhada dos mil passos começa com o primeiro". Então, primeiro, vamos conquistar uma tribuna democrática, com a imprescindível imunidade parlamentar, para que, através dela (e você, por certo, seria um dos eméritos colaboradores), se tornem públicas e notórias as críticas consensuais da nossa tropa, colaborando com o engrandecimento da nossa bicentenária Polícia Militar. Essa a caminhada. Não posso encerrar, contudo, sem declarar meu respeito e admiração por você, "Sgt Foxtrot", incentivando-o a futuros comentários, que terei o prazer de ler. 
PARABÉNS!" 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - ALGUMAS PROPOSTAS


Um leitor (Policial Civil) encaminhou algumas propostas para avaliação sobre a recuperação do controle da criminalidade no Rio de Janeiro: 

"Se realmente o objetivo fosse resolver o problema da segurança publica do RJ deveriam adotar soluções menos midiáticas, onerosas e traumáticas, entre as quais: 
1) Retorno a suas instituições de todos (isto é, todos ) os PMs, PCs e ISAPs cedidos. 
2) Criação de um banco de talentos composto de PMs da reserva e PCs e ISAPs aposentados a ser utilizado em todos ( isto é, todos) os serviços administrativos das suas unidades de origem,bem como nos órgãos que requisitarem PMs, PCs e ISAPs,mediante uma gratificação mensal.
3) Convocação imediata dos PMs, ISAPs e PCs aprovados nos últimos concursos públicos. 
4) Auxílio financeiro do Governo Federal para compra de viaturas, de armamentos e equipamentos de comunicação para a PCERJ, PMERJ e SESEG nos moldes dos utilizados pela PF e PRF.

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - UMA OPINIÃO



O texto está circulando nas redes como sendo da autoria de um Coronel do Exército Brasileiro.
Como não tenho como confirmar a autoria, reproduzimos o texto, omitindo o nome do "autor".

"A TODOS MEUS IRMÃOS EM ARMAS.

Não se iludam com aplausos de intervenção de EB.

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruímos o inimigo praticamente de maneira total, pelo emprego total de nossas armas e poder de fogo.
Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo.
Estão nos colocando ( e a nosso potencial humano combatente ) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto, Qualquer militar que atira, que matar, certamente vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balístico.
Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.
Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por princípios de emprego. 
O policial atira se a voz de prisão não for respeitada....
Exercito é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda. Totalmente diferente. Ou não funciona e só desmoraliza.
Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem. 
Nós somo profissionais do aniquilamento, embora muitos que já se tornaram "vovôs" tenham perdido a noção desse conceito. Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais.... largados numa arena e tendo um braço amarrado ....
Não se esqueçam ou por isso me critiquem : nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial ja se fez totalmente sentido.
Não somos policia. Policia é coisa especializada. Nos somos o Caos.
A guerra. 
Temo a desmoralização... as armas recolhidas para balística pelos " direitos humanos, etc, etc...
Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes( como já aconteceu no Alemão )...temo a proximidade de conversas com o inimigo. temo mais um escândalo.

C2-50 Manual de Campanha da Cavalaria .... art....paragrafo ..... " é terminantemente PROIBIDO entabolar conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas "..

Vai dar para fazer sem que a " justiça" ( que está em posição de emboscada ) não condene o guerreiro que seguiu o regulamento..???..

Eu não consentiria a menos que houvesse Lei Marcial e estado de Guerra.
Eu gosto de soldados...
E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exercito, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra. Mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.

ENTÃO É ISSO MEU POVO!!
BOM FIM DE SEMANA À TODOS!!"

terça-feira, 18 de outubro de 2016

RIO: NOVO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA ASSUME



Prezados leitores, nunca é demais deixarmos bem claro que somos radicalmente contrários à existência da Secretaria de Segurança Pública, um órgão caríssimo para os cofres públicos e absolutamente desnecessário, tendo em vista que as duas instituições podem trabalhar de forma coordenada sem a existência de um gestor externo.
Somos favoráveis à autonomia das Polícias Militar e Civil, assim como, à autonomia da Perícia Criminal.
Enquanto essas mudanças não ocorrem, só nos resta desejar sucesso ao novo Secretário de Segurança Pública, esperando que a sua primeira luta seja no sentido do restabelecimento do nosso calendário de pagamentos.

"G1 
17/10/2016 12h35 - Atualizado em 17/10/2016 13h33 
Roberto Sá toma posse e promete continuar UPPs, mas com ajustes
Secretário pretende fazer uma 'coalizão do bem' com outras polícias.
Ele garantiu que priorizará a valorização do profissional da segurança pública.
Henrique Coelho e Marco Antônio Martins
O novo secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, tomou posse nesta segunda-feira (17). Ele substitui José Mariano Beltrame, que pediu demissão na semana passada. Em seu primeiro pronunciamento, Sá afirmou que fará reuniões periódicas de avaliação dos números da criminalidade, com foco nas UPPs.
Ele afirmou ainda que o projeto continua, mas que eventuais ajustes serão feitos. "Vamos focar e intensificar nas investigações (para apreender) de fuzis e armas de alto poder explosivo, juntamente com outras polícias, em uma 'coalizão do bem'", garantiu o secretário.
Segundo ele, a sua gestão vai focar na preservação da vida e na valorização do profissional de segurança pública. "A gente vai fazer com que essa gestão do conhecimento valorize o policial civil e o militar que estão lá na ponta".
Entre as ações de combate ao crime organizado, está prevista uma investigação mais intensa sobre o uso de armas de grosso calibre e explosivos por grupos criminosos. "Eu quero algo a exemplo do que era a Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Essas são as armas usadas na lógica do terror, como fuzis e explosivos", explicou Sá (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

PMs EXPULSOS SÃO REINTEGRADOS PELO PODER JUDICIÁRIO



Prezados leitores, 28 (vinte e oito) PMs foram reintegrados por decisão judicial.
Segundo o noticiário está existindo um conflito na interpretação dos laudos entre o Ministério Público e a Polícia Civil.
Inúmeras vezes publicamos artigos sobre a falta de qualidade em muitas investigações policiais, o que além de dificultar a condenação de culpados, pode produzir um efeito ainda mnais perverso, a condenação de inocentes.
Em tempo que incautos consideram a desmilitarização das Polícias Militares como a solução para a melhora do sistema policial brasileiro, primeiro deveria existir uma preocupação com a melhoria da polícia investigativa, assim como, promover a independência da perícia, como já ocorreu na maioria dos estados brasileiros, sendo o Rio de Janeiro uma das exceções.
Aliás, o Rio de Janeiro é um dos estados mais atrasados do Brasil em termos de segurança pública.

"JORNAL EXTRA
30/05/14 06:00 
Policiais expulsos acusados de envolvimento com o tráfico de drogas voltam à PM após decisão judicial
Carolina Heringer 
Pelo menos 28, dos 52 PMs que tinham sido expulsos da corporação no ano passado, acusados de receberem propina do tráfico drogas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, já conseguiram ser reintegrados à corporação por decisões judiciais. Presos durante a Operação Purificação, realizada em dezembro de 2012, os militares, a maioria à época lotada no 15º BPM (Duque de Caxias), já estão soltos desde julho do ano passado.
O retorno de 25 deles foi publicado no boletim da Polícia Militar da última quarta-feira . No grupo, há um subtenente, 14 sargentos, nove cabos e um soldado. Um dia antes, já havia sido divulgado no documento da corporação a volta de outros dois militares, inclusive com a definição dos batalhões nos quais ficarão lotados. São eles os terceiros sargentos André Luís Ventura e Eduardo Henrique Costa Maria. O primeiro ficará no 16º BPM (Olaria) e o segundo, no 23º BPM (Leblon) (Leia mais)".

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CASO AMARILDO: OS DOIS INQUÉRITOS, UM DA POLÍCIA CIVIL, OUTRO DA POLÍCIA MILITAR



Cadê Amarildo?
O Brasil perguntou nas ruas...
Prezados leitores, segundo a imprensa o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o desaparecimento do senhor Amarildo, morador da Rocinha, será entregue na próxima semana. O IPM foi desenvolvido no âmbito da 8a Delegacia de Polícia Judiciária Militar, um dos órgãos operacionais da Corregedoria Interna da Polícia Militar (Leiam).
A pergunta que se apresenta diante da notícia é:
- Será que as conclusões do Oficial encarregado pelo IPM serão semelhantes às conclusões do Delegado que conduziu o Inquérito Policial (IP)?
Se as conclusões forem na mesma direção, tudo bem, mas se apontarem outros caminhos poderemos estar diante de um conflito, em face dos resultados diferentes.
Na prática os Policiais Militares acusados estão sendo processados com base na investigação feita pela Polícia Civil, a maioria deles está inclusive presa, eis a realidade atual.
Ao longo das investigações nós fizemos inúmeros comentários através de artigos a cada nova notícia que surgia na imprensa e destacamos em alguns momentos que as provas divulgadas pela mídia (não confundir com as provas existentes nos autos) eram frágeis, isso até surgirem notícias sobre possíveis confissões que nunca foram devidamente explicadas na imprensa, quando o assunto foi perdendo o interesse midiático.
Longe de tentarmos defender os PMs acusados, o que não podíamos fazer por desconhecimento completo do conteúdo do IP, apenas destacávamos que tinham que ser garantidos os direitos constitucionais dos acusados e comentávamos as provas citadas pela imprensa.
O IPM será solucionado pelo Comandante Geral da Polícia Militar através da Corregedoria Interna da Polícia Militar, só nos resta aguardar a solução para constatarmos se os resultados das investigações são convergentes ou divergentes.
Se forem divergentes, a defesa dos PMs ganhará novos subsídios.
A pergunta "Cadê Amarildo" continua sem resposta, a investigação da Polícia Civil não conseguiu localizar o corpo, certamente, a investigação da Polícia Militar também não.
O tempo passou e o corpo não apareceu, mas os PMs continuam acusados, processados e presos.
No julgamento terão que surgir as provas existentes no IP que justifiquem a acusação, o processo e a prisão, provas que a imprensa nunca revelou, caso contrário, os PMs serão absolvidos diante da fragilidade das provas noticiadas.

Juntos Somos Fortes! 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO RIO




Prezados leitores, não é segredo para ninguém que o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, o Delegado de Polícia Federal Beltrame, nasceu no Rio Grande do Sul, portanto, ele é gaúcho.
Recentemente, a vida fez com que eu iniciasse uma amizade com um Brigadiano, um integrante da Brigada Militar, como é conhecida a Polícia Militar do Rio Grande do Sul. Ele está visitando o Rio de Janeiro.
Temos conversado muito sobre segurança pública e tenho recebido informações sobre o funcionamento da área na terra natal do secretário de segurança do Rio de Janeiro.
Lá os salários andam tão ruins quanto aqui, nisso somos parecidos, todavia temos muitas diferenças. 
Além das que nós conversamos, as quais tratarei a seguir, em apertada síntese, eu fiz uma pesquisa e descobri uma interessante: o secretário de segurança pública do Rio Grande do Sul não nasceu no Rio de Janeiro, ele também é gaúcho. Ele nasceu no estado onde exerce a função. Ele também não é Delegado, ele é Promotor de Justiça, doutor Airton Aloísio Michels.
A segurança pública gaúcha está alguns anos na frente da fluminense, embora lá não existam Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs, as consumidoras de efetivo policial que esvaziam as ruas de policiamento ostensivo. No Rio Grande do Sul foram implantados os "Territórios de Paz" (Leiam e conheçam).
No Rio Grande do Sul a perícia criminal (Instituto-Geral de Perícias) é independente da Polícia Civil, como ocorre na maioria dos estados brasileiros. No Rio de Janeiro a perícia continua atrelada à Polícia Civil, um atraso gigantesco.
Lá a elucidação dos homicídios alcançou 74% (Leiam e conheçam), aqui a última vez que ouvi falar não chegava nem a 10%.
A Brigada Militar lavra os Termos Circunstanciados (como ocorre também em Santa Catarina, por exemplo), um avanço para a população que não perde horas nas Delegacias da Polícia Civil, como ocorre no Rio de Janeiro. Aqui, Beltrame mandou a Polícia Militar parar de lavrar os Termos Circunstanciados, um atraso e um grande prejuízo para a população.
Lá diminuíram o número de níveis hierárquicos na Brigada Militar, aqui nada mudou.
No Rio Grande do Sul para ser ingressar no curso de formação de Oficiais, o candidato tem que ser bacharel em Direito (como ocorre também em Santa Catarina, por exemplo). Na Brigada o aprovado nos exames frequenta um curso de dois anos, sendo aprovado é Capitão da Brigada Militar. No Rio de Janeiro o candidato tem que ter o segundo grau completo, aprovado faz um curso de três anos, sendo declarado Aspirante a Oficial PM.
Devo voltar ao tema, ainda conversaremos nos dias que restam da visita, mais uma coisa já ficou clara: o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro tem muito que aprender com os gestores da segurança pública da sua terra natal, o Rio Grande do Sul.
Pelo visto, lá ele não ficava um mês no cargo...

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SEGURANÇA PÚBLICA: PEC 51/13, O MONSTRO QUIMERA




Prezados leitores, ontem eu dediquei parte do meu tempo à leitura do texto inicial da PEC 51/2013, a nova tentativa para promover alterações no ineficaz sistema de segurança pública e que está tendo grande repercussão nos grupos favoráveis à desmilitarização das Polícias Militares. Devo esclarecer que li o texto e a justificativa, mas não tive acesso a qualquer outra informação, como propostas de alteração do texto inicial. 
A interpretação que fiz me trouxe à lembrança a figura do monstruoso Frankenstein, mas o uso dessa figura para representar algo montado de forma monstruosa está muito desgastada, um lugar comum, e busquei ajuda para encontrar a melhor forma de apelidar a PEC, recebendo a ideia do monstro mitológico Quimera, a qual adotei.
Sem dúvida, o nosso sistema policial é um monstro, um culto à ineficiência, ele já deveria ter sido modificado desde a constituição de 1988, mas as forças corporativas evitaram as alterações.
Mudar é preciso, porém é imprescindível mudar com acerto, caso contrário, a situação ficará pior em termos de insegurança, algo que parece impossível como é o caso do Rio de Janeiro, onde o quadro é caótico e parece impossível de ser piorado.
A PEC 51 trás uma novidade importante, a adoção do ciclo completo por todas as polícias estaduais (Polícia Militar e Civil), municipais e distritais, as duas últimas criadas pela própria PEC. 
Eis um acerto indiscutível, o ciclo completo. Um tiro no centro do alvo. Acabar com as polícias pela metade que existem no Brasil dos nossos tristes dias seria um grande avanço. Alterar o rumo nessa direção significaria seguir o que é praticado no mundo civilizado. 
Extraindo esse ponto positivo, nos deparamos com temas recorrentes nas discussões e nas propostas anteriores: o fim das Polícias Militares através da desmilitarização; a polícia estadual única; a unificação da Polícia Militar com a Polícia Civil e a criação de um novo controle externo, na PEC denominada como Ouvidoria Externa, controle que já existe em vários estados da federação.
Os mentores da PEC esqueceram de incluir a independência da perícia criminal, o que é fundamental para melhorar a qualidade do serviço pericial e para estabelecer mais um mecanismo de controle da atividade policial. Isso já ocorre em vários estados brasileiros, penso que na maioria. Alguns estados mais atrasados na área da segurança, como o Rio de Janeiro, ainda subjugam a perícia, mantendo o órgão subordinado à Polícia Civil.
Erram também os idealizadores quando defendem a polícia única, a unificação das polícias, porém não defende a inclusão das Polícias Federais na unificação. 
Lembro que a Pplícia Federal padece também de ineficiência no cumprimento de suas missões constitucionais, apesar das operações com grande repercussão na imprensa. Basta ver os fuzis e as granadas nas ruas do Rio de Janeiro para conhecer as dificuldades da Polícia Federal em cumprir missões constitucionais.
Quem sabe unificando as Polícias Federais às Polícias Militares e Civis, a nova polícia produziria um melhor rendimento?
Por que não criamos uma polícia realmente única? 
Unificando inclusive os salários, atualmente tão defasados.
As Guardas Municipais poderão ser transformadas em polícias municipais de ciclo completo, caso a PEC seja aprovada. Além disso, poderão ser criadas polícias distritais ou submunicipais de ciclo completo.
Só Deus sabe como conseguiremos construir essas novas polícias.
A situação do Corpo de Bombeiros, mantido na segurança pública e com funções também na Defesa Civil (Onde deve estar na verdade), mas não trata da desmilitarização da corporação, o que é inevitável diante da mudança do modelo organizacional das Polícias Militares.
Em síntese, o principal foco da PEC é reescrever o texto constitucional, passando para os estados federativos a competência para organizar os seus sistemas policiais, deixando nas mãos dos governadores e dos prefeitos a construção do novo sistema. Cada governador e cada prefeito poderão organizar o sistema segundo seu entendimento, respeitando alguns parâmetros estabelecidos na PEC (ciclo completo, Ouvidoria, etc), a qual chega a sugerir modelos na "justificativa". 
Na prática poderemos ter modelos diferentes entre os estados e modelos diferentes no mesmo estado, considerando a competência dos prefeitos.
Destacando o meu respeito aos idealizadores da PEC 51, isso é uma monstruosidade, algo que beira a irresponsabilidade, diante do nosso ponto de partida, o atual sistema policial.
O monstro Frankenstein da segurança pública.
O monstro Quimera do sistema policial.
Na "justificativa" da PEC se preocupam com a desmilitarização das Polícias Militares, mas não se preocupam com a gigantesca transformação que terão que sofrer as Polícias Civis, considerando que seus efetivos não possuem qualquer formação nas áreas do policiamento ostensivo e da manutenção da ordem pública. No tema especifico do "controle de distúrbios civis" tão necessário em tempos de protestos, a experiência dos Policiais Civis é nenhuma. Penso que não será fácil convencer aos atuais Policiais Civis que eles passarão a patrulhar a pé e em viaturas as ruas brasileiras. 
A transformação nas Policias Militares seria mais fácil em termos funcionais, embora existirá fortíssima resistência à desmilitarização, tendo em vista que os Policiais Militares (Oficiais, Subtenentes e Sargentos) estão acostumados com a prática da polícia judiciária, a missão das Polícias Civis. Nesse aspecto, não ocorrerá qualquer dificuldade. Isso sem falar no fato de que muitos Policiais Militares ficarão muito satisfeitos em trocar de lugar com os Policiais Civis, saindo das ruas.
Fico por aqui, não quero convencer ninguém. Formar opinião nunca foi o objetivo do nosso blog. Nossa intenção sempre foi trazer subsídios, alguns desconhecidos da maioria, para que cada um possa formar a própria opinião sobre os temas tratados. Comprova essa postura o fato de que publicamos artigos de terceiros, inclusive com opiniões contrárias às nossas.
Diante de tal realidade, leia o texto inicial da PEC 51/2013. Leia a "justificativa" da PEC. Construa a sua opinião e apresente suas sugestões, quem sabe as respostas certas não são as suas ideias (Link).
Por enquanto, tudo parece perdido...
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

IMPUNIDADE, MARCA REGISTRADA DO RIO DE JANEIRO


Eu estou publicando nesse blog uma série de artigos nos quais apresento as minhas opiniões sobre os motivos que resultaram no fracasso da "política" de segurança pública do governo Sérgio Cabral (PMDB), após seis anos de mandato, sendo que a maioria das abordagens passou e passará pela Polícia Militar, a polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, como não poderia deixar de ser diante da atuação preventiva-repressiva nas ruas.
Hoje, O Globo publica um artigo que trata da impunidade em razão dos inquéritos policiais serem malfeitos, um problema crônico no nosso estado e que o governo Sérgio Cabral (PMDB) pouco melhorou, isso em razão principalmente da falta de investimentos na Polícia Civil e, sobretudo, nas atividades de perícia criminal, as quais ainda estão atreladas à PCERJ. 
Penso que o governo e seus assessores da área de segurança pública andam sem tempo de assistir o seriado CSI, o que lamentamos, isso seria muito podutivo para que aprendessem que a perícia criminal deve ser INDEPENDENTE e trabalhar diretamente com o Ministério Público.
Aconselho a leitura do artigo do O Globo: 
"Inquéritos malfeitos impedem condenações por homicídios" (Leiam).
Aos que apreciam o tema investigação policial, aproveito para recomendar a leitura de "O Inquértio Policial no Brasil", organizado por Michel Misse. O livro é excelente e contribui sobremaneira para que possamos compreender melhor as razões que nos levam a investigar tão mal no Brasil.
Juntos Somos Fortes!