JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 14 de abril de 2023

quarta-feira, 7 de março de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL - ESCOLHIDOS O COMANDANTE GERAL DA PMERJ E O CHEFE DA PCERJ

Ontem foram anunciados os nomes do novo Comandante Geral da Polícia Militar e do novo Chefe da Polícia Civil.
Eu desejo sucesso a ambos que terão um desafio muito grande pela frente.




"Site G1
Polícia Civil e PM do Rio têm novos chefes
Luis Cláudio Laviano, novo chefe da PM foi comandante do Bope. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Divisão de Homicídios vai assumir a Polícia Civil. Eles substituem Carlos Leba e Wolney Dias, respectivamente.
Por G1 Rio 
06/03/2018 16h03 Atualizado há menos de 1 minuto 
O delegado Rivaldo Barbosa e o coronel Luis Cláudio Laviano são os novos chefes da Polícia Civil e PM do Rio, respectivamente. 
Rivaldo, que estava a frente da Divisão de Homicídios, entra no lugar de Carlos Leba e Laviano, ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais), substitui o coronel Wolney Dias que assumiu a corporação em 2016 (Fonte).

sábado, 8 de julho de 2017

TRAFICANTE É CONDENADO A 60 ANOS POR ASSASSINAR POLICIAL MILITAR

"Jornal Extra 
07/07/17 19:56 Atualizado em 07/07/17 20:07 
Tineném é condenado a 60 anos de prisão por assassinar PM e tentar matar outros seis (Leiam mais)



Prezados leitores, eis uma notícia que não lemos com frequência.
Policiais Militares são assassinados no estado do Rio de Janeiro em número alarmante, mas os seus algozes raramente são presos, julgados e condenados.
É hora do legislativo alterar o Código Penal e punir com PRISÃO PERPÉTUA todos os assassinos de agentes da segurança pública.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

VEREADOR PEDE SAÍDA DO CORONEL PM AMENDOLA DA SECRETARIA DE ORDEM PÚBLICA

Prezados leitores, vereador que tirar Coronel PM Amendola da Secretaria de Ordem Pública.



"Jornal Extra
Em abaixo-assinado, vereador pede a exoneração do coronel Amendola
Por: Marina Navarro Lins em 23/01/17 19:06
O vereador David Miranda (PSOL) já começou o mandato fazendo barulho. Marinheiro de primeira viagem, ele lançou um abaixo-assinado, na internet, pedindo a exoneração do secretário municipal de Ordem Pública, o coronel Paulo Cesar Amendola.
No texto, o parlamentar diz que "um agente da ditadura não pode ser secretário" e lembra que Amêndola é apontado como um dos captores do então guerrilheiro Cesar Benjamin, que agora comanda a Secretaria municipal de Educação.
Quando conseguir assinaturas suficientes, o moço vai entregar a petição à Câmara de Vereadores e ao prefeito Marcelo Crivella (PRB), junto com o restante da bancada do PSOL. O secretário, que é um dos criadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope), não gostou nada da história e chamou o vereador para uma conversa. Miranda, porém, recusou o convite.
Um dos pontos que mais incomodou Amendola foi ter sido acusado de integrar o DOI-CODI, o maior órgão de repressão da ditadura militar. Ele fez parte, na verdade, do Grupo de Operações Especiais (Goesp), da polícia do Rio.
O secretário já se reuniu com seus advogados e garante que vai processar o parlamentar (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

AS FALHAS DO SISTEMA ÚNICO DE SEGURANÇA PÚBLICA QUE CÂMARA QUER CRIAR



Prezados leitores, o projeto contém o que denominamos "erros de projeto", erros na fase de criação, o que faz partir do errado.
Nós aconselhamos a leitura e destacamos a insistência na manutenção do projeto da Força Nacional de Segurança (FNS).
O projeto da FNS deve ser extinto por ser caríssimo e o país atravessa uma crise econômica sem precedentes.
Nada justifica a manutenção da FNS.
O pior é que existem mentes mal informadas ou mal intencionadas que querem transformar a FNS em instituição, perenizando um erro.
Reparem que na relação dos integrantes do projeto, a FNS é a única que não é uma instituição.
O SUS não funciona, o SUSP parece seguir para o mesmo abismo.


"Câmara dos Deputados
SEGURANÇA 
08/06/2016 - 21h47
Policiais apontam falhas no projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública
O Susp funcionaria nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS) 
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados 
Autoridades da área policial apontaram falhas no projeto de lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Eles discutiram o tema nesta quarta-feira (8), na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados que analisa a matéria. 
De acordo com o projeto enviado pelo Executivo (PL 3734/12), o Susp funcionaria nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS) e teria como um de seus pilares a coordenação entre as polícias Federal, Rodoviária, Ferroviária, Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiro Militar e da Força Nacional de Segurança. 
Para o delegado da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Franco Perazzoni, o projeto é uma “carta de intenções”, sem impacto na realidade. 
Segundo Perazzoni, entre outras fragilidades, o texto deixa de prever a atuação de peritos e do Poder Judiciário na solução de crimes. "Nós não podemos pensar em um sistema único de segurança pública que integre os boletins de ocorrência, que busque a integração entre as polícias judiciárias, mas não percebe a parte da criminalística, não percebe o papel do Poder Judiciário”, disse. 
Na opinião do delegado, o modelo contribui para a repetição da falácia de que a polícia é a única responsável pelo pouco tempo que os acusados passam na prisão, “dizem: investigamos mal, não é assim." 
Previsão orçamentária 
Já para o representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Rogério Carneiro, sem previsão orçamentária o projeto é inócuo. Segundo ele, o problema de financiamento é maior nos municípios: "Avaliamos projetos em torno de R$ 9 milhões, mas somente R$ 6 milhões são aprovados. E desses R$ 6 milhões que são aprovados, somente 70% foram executados”, disse. 
O representante da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Teles, por sua vez, cobrou a fiscalização do Ministério da Justiça sobre a aplicação dos recursos, o que contribui para mapear gargalos na política pública em estados de alta criminalidade. “Em Alagoas, nas celas das delegacias, havia inquéritos empilhados que nunca foram tocados. Por diversas vezes, só de ler, o relatório do policial miliar, você já tem a autoria apontada”, observou (Leiam mais)". 

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domingo, 21 de agosto de 2016

IMPRENSA DEVE OUVIR GUARDAS MUNICIPAIS SOBRE CASO DO SUBPREFEITO DA BARRA



Prezados leitores, a imprensa precisa ouvir os Guardas Municipais sobre o episódio, tendo em vista que circulam nas redes sociais graves denúncias sobre o que teria ocorrido, inclusive sobre o cerceamento aos Guardas Municipais. 

"Jornal Extra
21/08/16 05:00 Atualizado em 21/08/16 09:53
Subprefeito da Barra da Tijuca vai parar na delegacia após briga com guarda municipal 
Rafaella Barros 
Uma briga que ocorreu do lado de fora do Parque Olímpico levou o subprefeito da Barra da Tijuca, Márcio Valente, seu motorista e um guarda municipal para a delegacia na noite de sábado. Segundo testemunhas, o motorista do subprefeito teria urinado na rua. Um agente da Guarda Municipal chamou a sua atenção e o motorista e Valente o teriam intimidado e agredido. 
— Ele já agarrou na gola do guarda, queria dar um soco nele. Os dois agrediram o guarda, e o subprefeito chegou a chutá-lo e ameaçou a família do guarda. — disse uma das testemunhas, que preferiu não se identificar. 
Essa mesma testemunha afirmou que, quando outra viatura da GM chegou, houve várias ligações. Foi quando souberam que se tratava do subprefeito da Barra. De acordo com dois relatos, Márcio Valente estaria descontrolado e teria dito aos agentes que é filho de desembargador. Segundo outras duas testemunhas, o comandante do 31º BPM (Barra da Tjuca), teria, inclusive, sido chamado para intervir no caso e o guarda agredido não teria registrado ocorrência por ordem da Secretário municipal de Ordem Pública (Seop).
— Quando chegamos à delegacia, já tinha dois carros da polícia lá e um inspetor do lado de fora. O caso morreu lá fora mesmo. É ridículo. O cara coagiu todo mundo (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 18 de junho de 2016

AS MULTAS COMO FORMA DE ARRECADAÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, o vídeo circula pelas redes sociais.
O Ministério Público deve investigar a grave denúncia.




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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES - 17 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - SECRETÁRIO PREMIADO E GUARDA MUNICIPAL ASSASSINADO

Prezados leitores, o Coronel PM Paúl comenta sobre mais uma premiação para o secretário de segurança pública do Rio de Janeiro e sobre o assassinato de um Guarda Municipal na sede da prefeitura do Rio de Janeiro, atingido por pauladas.




Juntos Somos Fortes!

domingo, 13 de julho de 2014

BOLSA COPA: GOVERNO PT-PMDB ENGANOU POLICIAIS, BOMBEIROS E GUARDAS MUNICIPAIS

Prezados leitores, assistam essa reportagem sobre a Bolsa Copa e a Bolsa Olimpíadas que o governo do PT-PMDB concederia para a segurança pública.




Juntos Somos Fortes!

domingo, 26 de janeiro de 2014

SÃO PAULO: PROTESTO CONTRA A COPA 2014 ACABA EM CONFRONTO COM A PM



Prezados leitores, infelizmente, parece que não aprendemos a lição:
Os protestos precisam ser organizados, ordeiros e pacíficos, pois só assim nós aglutinaremos um número cada vez maior de pessoas nas ruas exigindo seus direitos.
Os confrontos com a Polícia Militar e a Guarda Municipal devem ser evitados, pois a violência só interessa ao governo, tendo em vista que afasta o cidadão das ruas e impede que ele exerça o seu livre direito de manifestação.
Evitar o confronto deve ser a prioridade dos organizadores, enquanto isso não for uma realidade, teremos meia dúzia de pessoas nas ruas promovendo e sofrendo atos de violência, quer seja por parte dos grupos baderneiros infiltrados nos protestos, quer seja por parte da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Seguindo o caminho errado, não chegaremos a nenhum lugar.

"BRASIL 
PM confirma 128 detidos após atos violentos na capital paulista
Ainda segundo o balanço da Polícia Militar, três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Municipal foram “vandalizadas
Estadão Conteúdo
25 de janeiro de 2014.
A Polícia Militar de São Paulo informou que, até às 22 horas deste sábado, 128 pessoas haviam sido detidas na capital paulista por conta dos atos de vandalismo e depredação durante os protestos contra a realização da Copa do Mundo. 
A maior parte deste grupo teria sido capturada dentro de hotéis na Rua Augusta, na região central. De acordo com o Twitter oficial do órgão, 108 pessoas foram detidas pela Tropa de Choque e 20 pelo policiamento de área. Quando um Fusca com pessoas dentro pegou fogo depois de passar sobre um colchão em chamas na Rua Xavier de Toledo, alguns manifestantes subiram a Rua Augusta. Encurralados pela polícia, entraram em dois hotéis: Linson e Bristol. A Tropa de Choque foi ao local com um ônibus para prendê-los. 
Ainda segundo o balanço da Polícia Militar, publicado às 22 horas deste sábado, três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Municipal foram “vandalizadas”. O balanço ainda inclui o Fusca que foi totalmente destruído pelo fogo".

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sábado, 25 de janeiro de 2014

RIO: GUARDAS MUNICIPAIS EM ESTADO DE GREVE



Atenção, população carioca os Guardas Municipais estão em estado de greve (Leiam).
A nossa cidade tão insegura poderá ficar mais insegura ainda.
O Rio de Janeiro padece sob Sérgio Cabral e Eduardo Paes.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 16 de novembro de 2013

ARRASTÕES DE VOLTA NO RIO "PACIFICADO"

O Rio de Janeiro parece que está sofrendo uma overdose de "pacificação", algo que provoca vários efeitos colaterais, entre eles a insegurança pública. 
"REVISTA VEJA 
Rio de Janeiro 
Arrastão provoca correria na Praia de Ipanema, no Rio Grupo de jovens que estaria promovendo furtos leva pânico às areias do Arpoador 
Um arrastão na Praia de Ipanema, no início da tarde desta sexta-feira, assustou banhistas na altura do Posto 8, próximo ao Arpoador – local onde ocorreu, nos anos 90, o primeiro corre-corre que batizou essa modalidade de roubos em sequência. Como o local é frequentado por famílias, muitas mães se levantaram em pânico, recolhendo os filhos com medo do ataque. Policiais Militares e Guardas Municipais tentaram capturar os jovens, muitos deles menores, mas a maioria deles conseguiu escapar por entre as barracas.
Os arrastões são, em sua maioria, mais um resultado do pânico coletivo do que crimes cometidos de fato. Em geral, comprova-se um número baixo de furtos, mas a correria em meio à desinformação, ao longo da faixa de areia, provoca uma reação em cadeia dos banhistas. Ainda não há informações sobre registros de roubos, furtos ou agressões (...). 
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PEC 51/2013 - CONHEÇA O FIM DAS POLÍCIAS MILITARES

Eu tenho lido e relido o texto inicial da PEC 51/2013 proposta pelo senador Lindbergh Farias (PT), mais uma tentativa de acabar com as Polícias Militares do Brasil. 
Além do fim das PMs, a PEC propõe que os Estados passem a gerir a organização da segurança pública, o ciclo completo para todas as polícias, a criação de polícias municipais e a criação de uma Ouvidoria externa para cada polícia, apresentando sugestões de modelos.
Pretendo escrever um artigo  sobre a proposta, mas prefiro buscar antes maiores informações além do texto inicial e, antecipadamente, agradeço qualquer colaboração encaminhada.
Sugiro a leitura a todos os interessados na construção de um novo sistema policial para o Brasil, uma necessidade inadiável, considerando a ineficácia do sistema atual e o caos que se transformou a INsegurança pública no país.
Eis o texto inicial (Link).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

POR QUE TEMOS QUE DESMILITARIZAR A PM?

Um dos motivos mais alegados pelos defensores da desmilitarização das Polícias Militares é a afirmação de que o Policial Militar é violento em razão da sua formação militar. Alegam que os PMs são treinados como se fossem participar de uma guerra, assim como, são treinados os integrantes das Forças Armadas.
Primeiro, isso não é verdade, os Policiais Militares são formados para atuarem como policiais e esse treinamento obrigatoriamente exige a aprendizagem de técnicas que são comuns à formação dos militares. Eis a única semelhança na formação.
Como formar um policial sem que o processo ensino-aprendizagem contenha aulas sobre armamento, tiro, defesa pessoal, controle de distúrbios urbanos, técnicas de abordagens de pessoas e edificações?
Isso é ensinado em todas as polícias do mundo, sejam organizadas militarmente ou não.
Não é a farda que torna o policial violento, eis a verdade.
A violência é do homem que pode estar fardado, uniformizado ou em trajes civis.
Assista o vídeo a seguir e constate cenas de guerra sem a participação de Policiais Militares.



Se você ainda não está convencido, assista esse outro vídeo. Nele também NÃO temos Policiais Militares. 



Aliás, a violência não é só praticada por Policiais Militares e Policiais Civis, assista esse vídeo. 



Você ainda acha que se desmilitarizarmos a Polícia Militar a polícia ficará menos violenta?

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

VOCÊ DEFENDE OS BLACK BLOCS? ASSISTA O VÍDEO

As primeiras imagens são de um ataque ao prédio da Câmara Municipal.
Observem as ações violentas e gratuitas dos Black Blocs.
Não existe Policial Militar e nem Guarda Municipal no local.
Em um segundo momento, uma linha de Policiais Militares impede o acesso dos Black Blocs ao Quartel General da Polícia Militar (Rua Evaristo da Veiga). É o prédio à direita nas imagens.
Por fim, o caos completo no Centro e o ônibus incendiado.
Você vai continuar defendendo os Black Blocs?
Vai continuar afirmando que eles defendem os manifestantes e que só revidam a violência policial?




Os Black Blocs são os melhores amigos dos maus governantes, estragam qualquer protesto.
Juntos Somos Fortes!

PROTESTOS NO RIO: UMA UPP NA CINELÂNDIA

Ontem, mais uma vez, a Secretaria de Segurança Pública (SESEG) não conseguiu garantir o direito de manifestação nas ruas e não conseguiu garantir a manutenção da ordem pública, situação que virou rotina nas ruas do Rio de Janeiro, a cada protesto.
A realidade do fracasso da SESEG está estampado na capa dos jornais fluminenses:
- O GLOBO:
BATALHA NAS RUAS
Vândalos sufocam protesto, de novo
- JORNAL EXTRA
VIROU ROTINA
Protesto legítimo acaba, de novo, em quebra-queba
- JORNAL O DIA
NOITE DE VANDALISMO
A imagem de um coletivo incendiado é estampada nas três capas.
A recorrência dos insucessos da SESEG no cumprimento de suas missões no concernente à atuação nos protestos é algo extremamente preocupante, sobretudo porque não tem sido discutido como devia nos meios de comunicação, diante da também rotineira opção por responsabilizar exclusivamente a Polícia Militar, quer seja pela violência contra os manifestantes, quer seja pela incapacidade de impedir a desordem. A falta do debate sobre a atuação da SESEG nos impede de conhecer os problemas e de encontrar as soluções.
Não custa lembrar que segurança pública não se faz só com a Polícia Militar.
Não custa lembrar que a SESEG dirige a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Não custa lembrar que a SESEG pode solicitar o apoio das Forças Armadas, como faz nas ocupações das comunidades.
Não custa lembrar que a SESEG pode solicitar o apoio da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, a qual dispõe de grupamento especialmente treinado para atuar em controle de distúrbios civis.
Por que a SESEG não consegue garantir a manifestação e manter a ordem?
É imperioso que isso entre na pauta de debates da sociedade fluminense. Não podemos continuar assistindo protesto após protesto, o Centro do Rio de Janeiro se transformar em uma praça de guerra, com danos ao patrimônio público e privado, bem como, com Policiais Militares e civis feridos após os confrontos.
Por que a SESEG não consegue implantar um esquema preventivo que permita a manifestação e que impeça a desordem?
Efetivo não falta.
Recursos materiais não faltam.
Possibilidade de apoio não falta.
O que falta?
Será que falta instalar uma UPP na Cinelândia?
Talvez falte o rompimento da blindagem que parte da imprensa implantou em torno do prédio da Central do Brasil, local onde funciona a SESEG.
É hora de perguntar ao Secretário de Segurança o que está faltando para que as missões sejam cumpridas, permitindo os protestos e garantindo a ordem.
É urgente que se faça algo, antes que a solução seja, mais uma vez, exonerar o Comandante Geral da Polícia Militar, algo que também já virou rotina.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A EXTINÇÃO DAS SECRETARIAS DE SEGURANÇA, O PRIMEIRO PASSO

REVISTA CARTA CAPITAL 
Segurança Pública 
É possível desmilitarizar a polícia brasileira? 
Considerada uma das causas da violência policial, estrutura militar só pode ser superada com união dos governos estaduais e federal 
por Gabriel Bonis 
O dia 13 de junho de 2013 ficou marcado pela desproporcionalidade com a qual a Polícia Militar reagiu aos cerca de 5 mil manifestantes que pediam a revogação do aumento de 20 centavos no preço do transporte público de São Paulo. A avenida Paulista, no centro da cidade, foi palco de cenas de violência policial que culminaram na agressão de jornalistas, manifestantes e pessoas que passavam pelo local. Aquele foi um ponto de virada das manifestações. Após a reação truculenta, os protestos ganharam força e se espalharam pelo Brasil. Em São Paulo, a polícia evitou novos conflitos, mas em cidades como Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro a postura agressiva se manteve. 
Um comportamento que reabriu o debate sobre a desmilitarização da polícia, cujas ações transparecem a impressão de que o civil, seja manifestante ou suspeito de crime, é um inimigo da sociedade. Essa mentalidade, sustentam estudos, provém do treinamento policial em moldes militares típicos das Forças Armadas, que visam eliminar “invasores externos”. Na sociedade civil, não haveria espaço para tal lógica. “A polícia não se vê como uma entidade para defender os direitos dos manifestantes, mas os encara como parte do problema”, afirma Maurício Santoro, assessor de direitos humanos da Anistia Internacional no Brasil. “Os policiais frequentemente usam uma linguagem bélica, de encarar o protesto como uma luta e o manifestante como o outro lado”, afirma. 
A militarização também estaria por trás dos elevados níveis de violência cometidos por policiais no País. Segundo o 5º Relatório Nacional sobre os Direitos Humanos no Brasil, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, entre 1993 e 2011 ao menos 22,5 mil pessoas foram mortas em confronto com as polícias paulista e carioca. Uma média de 1.185 pessoas por ano, ou três ao dia, um número elevado para um Estado que não utiliza execuções sumárias e pena de morte em sua legislação (Leia a íntegra do artigo).
COMENTO:
O artigo é interessante, embora atribua a violência policial à formação militar a maior parte dos policiais estaduais, os Policiais Militares, um erro primário. A origem da violência não passa pela formação, isso é uma leitura superada, as Polícias Militares de todo o país não estão mais vinculadas ao Exército Brasileiro, não ensinam sobre o propalado "inimigo", não treinam seus policiais para a guerra e possuem no currículo dos seus cursos de formação a matéria diretos humanos. A realidade dos nossos dias é muito diferente da época dos governos militares. Alguns especialistas são saudosistas.
A violência não está na farda do PM, está no homem e nas mulheres que integram as forças de segurança. 
No Rio, a Coordenadoria de Recursos Especias (CORE) da Polícia Civil faz uso da força na mesma proporção que o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar, por exemplo. A Guarda Municipal do Rio de Janeiro é muito violenta quando atua na repressão aos vendedores ambulantes, citando um segundo exemplo. 
A violência está no modelo organizacional?
Não, claro que não.
Devemos discutir a desmilitarização das Polícias Militares?
Sim, mas na busca da eficiência do nosso sistema policial, eis o foco.
Os protestos que ocorrem nas ruas do Brasil e a incapacidade demonstrada pelas secretarias de segurança em cumprir as suas missões no sentido de garantir o direito de manifestação do povo e, simultaneamente, manter a ordem pública, trouxe de volta o discurso sobre a desmilitarização das Polícias Militares, diante dos excessos praticados por Policiais Militares.
Mais uma vez, estamos trocando a parte pelo todo. Uma tentativa de solucionar uma parte do problema, quando o problema está no todo.
É óbvio que as causas dos problemas que vivenciamos são muitos maiores que o modelo organizacional das polícias brasileiras, na verdade a principal causa de tudo que assistimos passa prioritariamente pela gestão do aparato de segurança pública estadual (Polícia Militar e Polícia Civil) e municipal (Guardas Municipais). Sim, a responsabilidade recai principalmente nas secretarias de segurança pública, incapazes de gerir as Polícias Militares para atuarem na direção do servir e proteger, mantendo a ordem pública, assim como, para gerir as Polícias Civis para investigar os atos de vandalismo, identificando e prendendo os criminosos. Além disso, as prefeituras também empregam mal as suas Guardas Municipais.
Dias atrás os professores protestavam em frente à Câmara de Vereadores de forma ordeira e pacífica. A câmara é um próprio municipal. Uma das missões das Guardas Municipais é proteger essas edificações. Diante dessas verdades, pergunto:
- Por que a prefeitura não empregou a Guarda Municipal na proteção da câmara?
- Por que não empregou o Grupamento de Operações Especias (GOE) da Guarda Municipal, criado e treinado para atuar em controle urbano?
- Por que o secretário estadual de segurança empregou novamente a Polícia Militar, desgastada pelos confrontos anteriores, a qual está sendo tratada como "inimigo" pelos manifestantes, ato após ato?
- Por que o secretário repetiu o erro?
Os resultados todos nós assistimos na imprensa. O Centro do Rio de Janeiro virou uma praça de guerra, o caos se instalou por completo.
Penso que discutir o modelo organizacional das polícias seja muito importante, bem como, a questão da unificação das polícias, mas antes temos que discutir a eficiência e a necessidade das secretarias de segurança, órgãos extremamente caros (além dos salários, seus integrantes recebem gratificações elevadíssimas), que desviam centenas de Policiais Federais, Militares e Civis de suas funções nas instituições e, sobretudo, órgãos que não conseguem cumprir a sua única função: coordenar as ações das Polícias Civil e Militar.
Repensar o modelo policial brasileiro é necessário e urgente, porém primeiro temos que acabar com as secretarias de segurança, eis o primeiro passo.
Extinguir as secretarias de segurança é simples, reforçará as instituições e trará uma economia gigante para os cofres públicos.
Juntos Somos Fortes!