A INFILTRAÇÃO POLÍTICA que se instalou na bicentenária e gloriosa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), após a reabertura política, ao longo das última décadas se transformou em DOMINAÇÃO POLÍTICA, isso é fato.
A ação deletéria, ano após ano, governo após governo, desestruturou por completo a Instituição Militar.
Hoje a PMERJ está completamente desestruturada, mas serei muito econômico nos temas que sustentam essa afirmação, caso contrário teria que escrever alguns livros e não um artigo.
A desestruturação atinge as áreas administrativa e operacional, além de deteriorar o arcabouço dos regulamentos e leis que regulamentam a atividade de Policiamento Ostensivo e Preservação da Ordem Pública (repressão imediata).
As principais legislações institucionsis estão perto de completarem CINQUENTA ANOS.
No campo administrativo os erros começam no recrutamento, seleção e formação de Praças e se estendem para as promoções de Oficiais e de Praças, onde a meritocracia foi abandonada.
Nenhuma estrutura organizada em níveis hierárquicos sobrevive sem a implementação da meritocracia.
O fato de bastar estar vivo como critério para ser promovido por tempo de serviço desqualifica toda a tropa.
O concurso para o Curso de Formação de Soldados foi extremamente facilitado no governo Sérgio Cabral com o intuito de reprovar menos, isso para implantar cada vez mais o fracassado projeto das Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs, que serviram apenas para Csbral obter votos e custou a vida de inúmeros Policiais Militares.
A PMERJ chegou a ter VINTE POR CENTO (20%) fo seu efetivo pronto empregado no interior das comunidades, esvaziando as ruas de policiamento.
Além disso, o projeto de ocupação dos territórios das comunidades foi um desastre, como demonstra o quadro atual de domínio territorial de grande parte do Rio de Janeiro por narcotraficantes e milicianos, "exércitos" a serviço do crime.
Valores basilares como hierarquia e disciplina foram carcomidos para atender interesses políticos.
E, por falar em bases estruturantes, o já combalido SISTEMA REMUNERATÓRIO, foi ferido mortalmente com a QUEBRA DA PARIDADE através da implantação da Lei Estadual 9.537/21, talvez a legislação pior elaborada no Rio de Janeiro em todos os tempos.
Tal ação cruel dos políticos prejudica HÁ MAIS DE QUATRO ANOS 40.000 famílias de Veteranos, Sequelados e Pensionistas da PMERJ e do CBMERJ.
Nesse ponto, existem indícios de "TIRO AMIGO", ou seja, a participação de Oficiais das duas Instituições Militares nessa derrubada de um pilar do sistema remuneratório, que inclusive inverteu em termos remuneratórios a hierarquia.
Superiores ganhando menos que inferiores hierárquicos.
No campo operacional abandonamos as missões constitucionais e trocamos o policial ostensivo pelo guerreiro urbano, quando são dois agentes completamente diferentes.
Pior, perdemos o policial ostensivo e o guerreiro urbano está perdendo a "GUERRA" há pelo menos QUATRO DÉCADAS.
Permitimos a implantação do Programa Segurança Presente, o qual realiza de forma precária o policiamento ostensivo que abandonamos e que é NÃO É GERIDO PELA PMERJ, MAS PELA SECRETARIA DE GOVERNO.
Sim, um absurdo!
Alcançamos a desestruturação completa.
Vou encerrar com essa breve fundamentação apresentada, afinal a intenção é apenas escrever um breve artigo.
O certo é que é preciso "trocar o pneu furado com o carro em movimento".
Acabar com o que existe e, simultaneamente, recriar a PMERJ.
Como fazer isso?
Tenho algumas ideias e uma certeza.
O indispensável primeiro passo é proibir a entrada de políticos nos nossos quartéis.
Juntos somos fortes e que Deus nos ajude!

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