Prezados leitores, o contido no artigo que transcrevemos deve ser investigado e não está tendo a devida divulgação pela imprensa.
É preciso clarificar como ocorreram as relações entre empreiteiros milicianos e traficantes de drogas ao longo da implantação das UPPs.
Quem fez as interlocuções?
Isso precisa ser esclarecido, entre outros aspectos relevantes.
"Site Agência de Notícia das Favelas - ANP
Delações perigosas: Odebrecht e UPP
Por: Julianne Gouveia - 19 de abril de 2017
Causaram espanto as revelações do empreiteiro e réu na Operação Lava Jato Marcelo sobre o destino de propinas a milícias do Rio e guerrilhas armadas. O herdeiro do Grupo Odebrecht, uma das maiores construtoras do país, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o departamento da empresa que cuidava exclusivamente do molha-mão (!) pagou para atuar em áreas sob domínio de organizações paramilitares na América Latina, Oriente Médio e também no Rio de Janeiro. Mas é importante frisar que esse assombro veio apenas do asfalto. Nada disso nunca foi novidade para quem vive por aqui, e cada vez mais se desenha enquanto verdade os muitos boatos que ligavam capital, polícia e política na ocupação das favelas.
Sempre correu à boca miúda sobre como se dão as relações perigosas entre polícia, narcotráfico e milícia. Nada disso é mistério. No império fluminense de Sérgio Cabral, o relacionamento alcançou um novo nível com a implantação das UPPs. Na segunda metade dos anos 2000, estes episódios claramente farsescos trouxeram para as telinhas e bancas de jornal verdadeiros “shows de civilidade” na ocupação militar das favelas. A grande mídia, que abraçou o projeto desde início e agora pula do barco como se não tivesse sido alçada a madrinha do fracassado projeto, estampava nas manchetes a entrada da PM e da Força Nacional em áreas historicamente violentas, como Complexo do Alemão e Jacarezinho, frisando sempre a forma pacífica com que tudo isso se deu “sem nenhum tiro disparado" (Leiam mais)".
Juntos Somos Fortes!
