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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

NOTA DO IAB SOBRE OS TUMULTOS NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

Prezados leitores, transcrevemos nota do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) sobre os tumultos ocorridos no Centro do Rio de Janeiro ao longo do protesto realizado pelo MUSPE em frente à ALERJ.
O nosso espaço que completa dez anos de existência sempre primou por retratar os fatos com a independência que todo veículo de jornalismo deveria ter e sem tentar formar a opinião dos leitores, mas sempre tentando trazer o maior número de subsídios para que os leitores concluam com seu ferramental de conhecimento.
É de domínio público que o organizador do Blog é o Coronel PM Paulo Ricardo Paúl, mas isso nunca fez com que as mossas publicação (artigos, vídeos e imagens) tivessem o corporativismo como referência.
Defendemos a Polícia Militar e os Policiais Militares quando os fatos evidenciam que eles estão certos e criticamos duramente quando estão errados.
O mau corporativismo (pois existe o bom) de defender os companheiros mesmo quando estão claramente errados, nunca encontrou espaço no blog.
Não entendemos, por exemplo, a tentativa de defesa que alguns Policiais Civis tentam fazer do PC que agiu completamente errado neste dia de protesto, atirando em Policiais Militares e fugindo do local, por exemplo.
A nota do IAB traduz a realidade.
As ressalvas que fazemos  são na insistência na expressão "ditadura militar"; que o primeiro ato de vandalismo foi praticado pelos manifestantes ao partirem contra o policiamento que estava disposto na ALERJ e a infeliz comparação de PMs com meliantes, algo que merece nosso completo repúdio.


Pezão e Temer, eles têm culpa?


"Quinta, 02 Fevereiro 2017 
Nota do IAB sobre os tumultos no Centro do Rio 
O Centro do Rio foi palco, nesta quarta-feira (1º/2), de uma manifestação legítima organizada por funcionários públicos e reprimida de forma abusiva pelas forças de segurança, que deveriam se limitar a proteger o prédio da Assembleia Legislativa do Estado e os membros do parlamento, eleitos pelo povo, contra os quais o protesto pacífico era dirigido. 
Contudo, assim como nos tempos sombrios da ditadura militar, os agentes da segurança pública, de forma inaceitável, recorreram ao uso desproporcional da força para dispersar os manifestantes com gás de pimenta, persegui-los pelas ruas do Centro com balas de borracha e desfazer o movimento com bombas de gás lacrimogêneo, fulminando o direito constitucional à liberdade de expressão. 
A cidade se viu conflagrada. As forças policiais, em atitude inteiramente desarrazoada e desproporcional, a transformaram numa praça de guerra. Não havia nada que justificasse a ação desordeira e violenta dos policiais, que agiram como meliantes, jogando bombas na Avenida Rio Branco, prejudicando o comércio, atingindo um número incalculável de pessoas. Muitas delas nem estavam protestando e só queriam liberdade para caminhar nas ruas e cumprir os seus afazeres de trabalho. 
Não havia nada que justificasse essa ação desordeira e violenta da polícia, que deu uma verdadeira demonstração de como não se deve agir na segurança pública. Parece que falta comando e que os policiais não estão até hoje acostumados a conviver com o legítimo protesto contra os atos praticados pelo governo. 
O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) considera que a ação desmedida das forças de segurança, que incitou reações violentas igualmente inadmissíveis por parte dos manifestantes, decorreu da falta de governo, de autoridade e de respeito à lei e à ordem que impera no Estado do Rio de Janeiro. 
Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2017.
TÉCIO LINS E SILVA
Presidente nacional do IAB (Fonte)"

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

PROTESTO NO RIO DE JANEIRO - O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O EFETIVO DO BPCHOQUE ?

Imagem que circula pelas redes sociais


Prezados leitores, dias atrás conversamos com um ex-integrante do Batalhão de Polícia de Choque e para nossa surpresa ele nos informou que 90% do efetivo da OPM possui o Curso de Controle de Distúrbios Civis (CDC) e que os 10% restantes não atuam nessas missões.
Confessamos que a notícia (não tivemos como confirmar) nos espantou pois a tropa do BPChoque não está demonstrando tal qualificação na repressão dos protestos, como comentamos em vários artigos anteriores, desde 2013.
Não custa lembrar que o efetivo do BPChoque, hoje tão criticado, se recusou a reprimir os Bombeiros Militares quando eles ocuparam o Quartel Central em 20111, tarefa que coube ao BOPE, comandado pelo então CG da PMERJ. Aliás, os resultados dos IPMs instaurados sobre os fatos nunca ganharam a publicidade que a gravidade dos fatos ocorridos merece.
Quem sabe agora que estão criticando o BPChoque um Promotor de Justiça ou a imprensa resolva cobrar esses resultados que devem estar guardados em alguma gaveta.
Nós gostaríamos de ouvir os integrantes do BPChoque sobre essa desqualificação.
As opiniões poderão ser encaminhadas na forma de comentário ou como artigo para o e-mail pauloricardopaul@gmail.com,

Juntos Somos Fortes!

CUIDADO ! PROTESTOS NA ALERJ - RECOMENDAÇÕES



Prezados leitores, como comentamos nesse espaço democrático há anos, só acreditamos em mudanças para o Brasil com o povo nas ruas reivindicando os seus direitos, isso de forma ordeira e pacífica. 
Sempre destacamos que a violência e o vandalismo só servem para os políticos, considerando que colocam a população contra os mobilizados e diminuem a presença dos participantes nos próximos protestos.
Nós temos publicado alguns comentários críticos construtivos sobre os erros praticados pelos mobilizados e pelo policiamento durante os recentes protestos, somos suficientemente independentes para não nos preocuparmos com possíveis críticas aos nossos comentários.
Como foram convocadas pelo MUSPE novas manifestações para essa semana, resolvemos tecer algumas considerações.
O policiamento que será empregado para resguardar as instalações da ALERJ deve se limitar a essa ação, evitando "caçar" manifestantes por todo o Centro do Rio de Janeiro, fazendo uso excessivo dos recursos próprios para o controle do distúrbios civis, como tem ocorrido sistematicamente. O entorno da ALERJ deve ser policiado para evitar os atos de vandalismo, mas com o emprego de outros efetivos.
Os mobilizados devem cobrar dos organizações as etapas do protesto.
O que será feito do início ao fim do protesto.
Isso precisa ficar bem claro para a proteção de todos. 
Inúmeros áudios de convocação e mensagens circulam pelas redes sociais postados por organizadores, portanto, não existe qualquer dificuldade para divulgar as ETAPAS DO PROTESTO.
Caso persista a intenção insana de "invadir" a ALERJ promovendo enfrentamento com o policiamento, isso deve ser esclarecido.
Se tal ação estiver prevista, RECOMENDAMOS A TODOS QUE NÃO COMPAREÇAM.
Basta de servir de pano de fundo para os "artistas principais"e e de servir de alvo para gases e balas de borracha lançados pelo policiamento.
A entrada na ALERJ é um direito que deve ser negociado junto ao comando do policiamento e à presidência que deve disponibilizar a ocupação das galerias por representantes de cada categoria mobilizada.
Caso o comando do policiamento e/ou o presidente da ALERJ se neguem a atender esse direito, os inúmeros bacharéis em direito presentes ao protesto (sindicatos, associais, policiais, ...) sabem como proceder contra essa violação, sem que seja necessária qualquer violência.
Nós torcemos para que tudo dê certo nos protestos e que os objetivos das categorias sejam alcançados.

Juntos Somos Fortes!