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sábado, 14 de junho de 2014

A "GENIAL" FLAPRESS VIROU MOTIVO DE CHACOTA



Prezados leitores, a FLAPRESS funcionava no imaginário futebolístico como uma lenda urbana, algo que todos comentavam, mas que na realidade não existia.
Veio a última rodada do Brasileirão 2013 e a FLAPRES comete um erro primário que comprova a sua existência, ou seja, a existência de um grupo na imprensa que defende o Flamengo contra tudo e contra todos.
O que fizeram os integrantes da FLAPRESS?
Omitiram a escalação incorreta escalação de André Santos (4 sites)?
Passaram a querer culpar o Fluminense pelo rebaixamento da Portuguesa.
Se apegaram a duas realidades: o Fluminense estava entre os quatro rebaixados e após a punição da Portuguesa (e do Flamengo), escapou do rebaixamento.
Usaram e abusaram desses dois fatos e fizeram discursos acalorados em televisões e rádios.
Gritaram que deveria valer o resultado do campo e não dos tribunais.
Vociferavam que era um escândalo.
Infelizmente, para a FLAPRESS, aconteceu o inesperado: a torcida do Fluminense saiu da humilhação para a reação. Provou de todas as formas possíveis que a punição aplicada a Portuguesa salvou não o Fluminense, mas sim o Flamengo, como comprova a tabela final do campeonato.
A torcida do Fluminense provou que se a Portuguesa não escalasse Heverton, o Flamengo estaria hoje na segundona.
Pior, diante das suspeitas de fraude na escalação de Heverton, a torcida do Fluminense comprovou que o Flamengo é o principal beneficiário dessa fraude, caso ela tenha ocorrido.
Foi a maior derrota da FLAPRESS desde a sua criação.
Hoje a FLAPRESS é motivo de chacota.
O Criciúma foi punido pelo STJD, como foram punidos o Flamengo e a Portuguesa.
Onde estão os jornalistas indignados da FLAPRESS gritando que deve valer o resultado de dentro de campo?
Calados, aliás, cabe destacar que a perda de pontos do Criciúma nesse momento do Brasileirão 2014 favorece ao Flamengo que luta contra o rebaixamento.
A FLAPRESS se desmoralizou por completo.
Seus integrantes perderam totalmente a credibilidade.
Como escreveu Gustavo Poli: Os fatos, esses chatos.

"TERRA NOTÍCIAS 
10 de junho de 2014 • 23h15 • atualizado às 23h17 
Criciúma perde 3 pontos no Brasileiro por escalar jogador irregular 
O Superior Tribunal de Justiça (STJD) puniu, no fim da tarde desta terça-feira, o Criciúma com a perda de três pontos no Campeonato Brasileiro. 
Os catarinenses foram julgados pela escalação do atacante Cristiano na segunda rodada, quando a equipe perdeu para o Goiás por 1 a 0. 
Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o jogador estava em situação irregular, pois havia sido expulso e suspenso por cinco jogos em jogo pelo Naviraiense, na Copa do Brasil. 
Com a perda da punição, o Criciúma perdeu uma posição e agora, com oito pontos, é o 14º colocado, tendo sido ultrapassado pelo Botafogo. 
Além da perda de pontos, o Tigre foi punido com uma multa de R$ 1 mil por escalar o jogador de forma irregular. Os tricolores vão recorrer da decisão para tentar recuperar os pontos (Fonte).

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

JORNALISTA GUSTAVO POLI E SEU ARTIGO A FAVOR DO FLAMENGO E CONTRA O FLUMINENSE

Prezados leitores, no dia 23 de dezembro de 2013, o jornalista global Gustavo Poli escreveu um artigo a favor do Flamengo e contra o Fluminense, o qual transcrevemos a seguir.
Após todos os indícios que surgiram, perguntamos:
- Não está na hora de Gustavo Poli escrever um artigo a favor do Fluminense e contra o Flamengo?
Ou isso não pode?



"SITE DO GLOBO ESPORTE
COLUNA DOIS
Segunda-feira, 23/12/2013 às 19:27 
por Gustavo Poli
Os fatos, esses chatos
Nós adoramos um boitatá. Mesmo diante de evidências evidentes, da afeição tupiniquim pela lambança como método, e de todas as disposições em contrário... o brasileiro prefere acreditar em forças obscuras. Não há como negar: nutrimos especial apreço pela Mula-sem-cabeça, pela Cuca, pelo Saci-pererê. Queremos discos voadores, duendes travessos e personagens afins. Vejam a semana do futebol. O caso Héverton cuspiu um Arquivo X por dia. A cada instante, numa rede social ou celular perto de você, surgia uma conspiração diferente.
Num país de centrões, mensalões e lalaus, é compreensível que o povo acredite que há sempre algo debaixo dos panos proverbiais. Muitas vezes há. O problema é que esse “algo”, quase sempre, é acidental. É uma lambança, uma malandragem rasteira, um drible de corpo – e não uma armação refinada. Amigos, estamos no Brasil – onde esta semana, “celebramos” o 30o aniversário do roubo da Jules Rimet.
Para os mais jovens, vale a memória: o Brasil faturou a Jules Rimet com o tri mundial no México em 1970. Vinte e três anos depois, a taça original ficava em exposição na sede da CBF – enquanto sua réplica era guardada num cofre.
Leia de novo a frase anterior.
(Mais uma vez)
(Só mais uma)
Pois bem – como o leitor deve ter presumido - larápios agradeceram a gentileza e passaram a mão no troféu. Claro que, como bons bandidotários brasileiros – acabaram presos e, depois do tradicional sabão, confessaram. Só que a polícia – aparentemente – tinha chegado tarde. Os malandros já tinham derretido a taça. Para a posteridade sobrou a réplica... que estava no cofre. E o sorriso amarelo da jumência.
O episódio sublinha a tese: somos muito mais competentes na arte da lambança do que na da armação. Nossos vilões mais consagrados são de desenho disney: atrapalhados, aparecidos, especialistas em deixar rastro. De Cachoeira a Delúbio, passando por Waldebran e Carequinha da Grana. João Bafo-de-Onça perde.
Nossos corruptos são filmados levando grana e fazendo boquinhas. Nossos meliantes viajam com dinheiro escondido na cueca (e são apanhados). No país onde cachorros oficiais voam de helicóptero e implantes aterrissam nas asas da FAB – é preciso muita fé para acreditar que, em tempo recorde, os competentissimos dirigentes de futebol teriam sido capazes de armar silenciosamente para rebaixar um time e poupar outro.
Escolha uma teoria conspiratória.
O mais divertido do Hevertongate é que ele demanda uma múltipla escolha entre teorias conspiratórias. Primeiro queriam salvar o Flu. Depois o Fla. Depois o Fla e o Flu. Ou seria o Vasco? Arrá – a intenção secreta seria melar o campeonato de pontos corridos e preparar a volta do mata-mata!?
O primeiro Arquivo-X enxergou as digitais do Fluminense na escalação soturna de Héverton. O time carioca, o Richard Kimble do desrebaixamentos, teria comprado a Lusa com dinheiro de sua patrocinadora. Como a Lusa vai perder ali uns R$ 20 milhões ao cair – imagina-se que a Unimed-Rio tenha oferecido planos de saúde para comerciantes portugueses até 2122 com cobertura infinita. 
Uma segunda tese dizia que o Vasco tinha preparado tudo – graças às conexões lusitanas – de modo a melar o campeonato e evitar sua queda. Como a trama precisaria ter sido urdida pelo Roberto Dinamite – a versão não ganhou muita tração. Era mais fácil Roberto ter achado uma lâmpada, esfregado e dela ter saído um gênio em forma de Eurico Miranda pra realizar três desejos... do que conseguir armar algo assim.
(Vascaínos maldosos contaram essa piada – de que Roberto achou essa lâmpada enquanto andava por São Januário... e que, Eurico-gênio, a contragosto, se viu obrigado a realizar os três desejos. Mas Roberto não conseguiu decidir o que queria – e os dois se viram condenados a viver para sempre numa dobra do espaço-tempo).
A terceira onda conspiratória apontava o dedo para o Flamengo. Ao perceber que escalara André Santos de forma irregular, na noite do sábado, dia 05/12, o rubro-negro carioca teria mobilizado a Globo, o Papa, a Nasa e provavelmente o Comando Anti-Monstro para, através de telepatas secretamente treinados, persuadir Guto Ferreira a escalar o Héverton.
Numa versão mais radical, houve quem dissesse que alienígenas azuis teriam abdudizdo todo o staff jurídico da Portuguesa e implantado andróides sem cérebro em seus lugares. Um dado para reforçar essa suspeita: Oswaldo Sestário – que claramente veio da galáxia de Andrômeda. A teoria chegou a ganhar força após a atuação extraterrestre da Portuguesa nos tribunais até que... alguém lembrou que... o Flamengo jogou no sábado. Se o Flamengo soubesse na sexta que tinha feito bobagem.. de repente bastava não ter escalado o André Santos no dia seguinte, certo? Ou de repente o clube fez a besteira e, ainda no vestiário pós-jogo, usou uma máquina do tempo, voltou um dia no passado justo a tempo de trocar Sestário pelo Carlos Eduardo de peruca. Não que não seja possível mas... 
No twitter, circulou uma versão de Héverton teria dito, numa conversa, que tinha jogado suspenso a mando do presidente da Portuguesa. Héverton, claro, tinha esquecido de mencionar isso em todas as 700 entrevistas que deu e, de repente, num súbito acesso de sinceridade, resolveu soltar essa num bate-papo informal. Um portal de torcedores do Fluminense ecoou a história. Héverton, ouvido sobre o tema, riu e comentou:
- Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses. 
As teorias, e a semana em geral, nos lembraram mais uma vez como o torcedor de futebol médio é incapaz – absolutamente incapaz – de argumentar racionalmente quando o tema envolve seu time. É compreensível – a paixão pelo time faz parte de cada fibra do sujeito. Ele sente cada notícia “negativa” como um ataque pessoal. Os intelectualmente menos abençoados então... se sentem ofendidos de verdade. Mais - se sentem no direito de reagir com toda sorte de violência verbal. E não apenas.
Esse comportamento, levado ao extremo, produz cenas como a do vascaíno na arquibancada com barra de ferro na mão (e prego na ponta) pronto a esmagar o crânio de um desacordado. Pode soar surreal – mas aquele sujeito acreditava estar protegendo seu time, sua paixão, seu território.
No mundo virtual, os nocautes são mais sutis. A testosterona, que flui em digitadas linhas, produz um UFC por polêmica - mas ninguém sai de maca. Era de se esperar, pois, que o debate judicial da semana produzisse gentilezas variadas. Mas foi algo inesperada sensação de torcedores do Fluminense - que se sentiram vítimas - reclamando que o clube foi moralmente linchado antes/durante e depois do ex-rebaixamento.
O principal alvo das reclamações tricolores foi essa entidade vaga que chamamos de imprensa esportiva. Jornais e sites foram questionados, atacados, criticados. Os torcedores estrilaram porque o Sportv lembrou que, em 2010, o procurador Paulo Schmitt deu uma declaração em tom ameno sobre mudar o resultado do campo. “Estão querendo condenar o Fluminense!”. Era apenas uma informação relevante. Ouvido, Schmitt disse que a declaração estava fora de contexto – e o leitor/espectador formou sua opinião como quis.
Os teóricos do “linchamento” foram mais longe. Comentaristas que – em mesas-redonda – consideraram “imoral” ou “vergonhosa” a decisão do STJD – foram acusados de estimular a violência. Houve realmente quem dissesse que opiniões assim aumentavam a hostilidade contra tricolores nas ruas.
Culpar o mensageiro, como se sabe, é uma prática ancestral. Exageros à parte, o Fluminense foi vítima do destino – e não da imprensa. Não foi a imprensa que desrebaixou o Fluminense três vezes. A imprensa apenas relatou o que aconteceu – e pela terceira vez – seja por fatores externos, internos ou sobrenaturais – o Fluminense foi beneficiado fora de campo. Quem metralhou o tricolor das Laranjeiras foram os torcedores rivais - que sentiram a não-queda como ofensa. Comentaristas são pagos para opinar. Você pode discordar ou concordar com eles ( em geral os torcedores concordam com aqueles que dizem-o-que-eles-querem-ouvir). E a imprensa trabalha melhor quando oferece contexto e pluralidade. Ou seja: quando ecoa todos os lados e pontos-de-vista. O que, nesse caso, foi feito e de forma correta. Juristas de diversas matizes produziram teses contraditórias - que foram publicadas por toda parte. Mas tanta coisa foi publicada e discutida - e tamanha foi a grita - que algumas verdades me pareceram descer ao subterrâneo. Talvez por isso os tricolores tenham se sentido vítimas. Vale, por isso, desenterrá-las: 
1 - Qualquer clube – de qualquer série – teria feito exatamente a mesma coisa que o Fluminense fez. Diante do erro alheio – teria buscado seus direitos no tribunal. Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável. Isso quer dizer que o rebaixamento da Lusa é justo? Não. A pena é muito maior do que o crime. Mas... quem cometeu o pecado foram os dirigentes do time paulista. Não foi o Fluminense que deu mole e escalou o Héverton.
2 - Se qualquer outro time estivesse no lugar do Fluminense – seus torcedores teriam adotado o discurso legalista. Teriam repetido as mesmas palavras que os tricolores disseram – letra por letra, artigo por artigo. Tem que cumprir a lei etc. E, certamente, os tricolores estariam do outro lado – lamentando a grande injustiça cometida contra a Portuguesa.
3- - A pena de perda dos pontos é por causa do jogo – não por causa do campeonato. Errado ou certo, o Tribunal não poderia julgar o campeonato – só o caso. É assim que o sistema funciona.
4 – Se existe tribunal – é porque a pena não deve ser meramente aplicada – seja ou não discricionária. O sistema judicial esportivo brasileiro é único – pois acredita no contraditório e no direito à defesa. Como demonstrado no caso do Cruzeiro – a pena de perda de pontos não é cabal. Mas é muito grave escalar um jogador irregular. Leniência, nesse caso, pode afetar a integridade do esporte. Ênfase no “pode”.
5 – É, repita-se, inaceitável que, em 2013, uma informação “de boca” seja responsável pela perda de pontos (e pelo rebaixamento) de uma equipe. Na era da informação, a CBF permitir que um jogador suspenso possa ser escalado é algo contrário aos interesses do esporte.
6 – É evidente que o tamanho da reação dos outros é maior porque o beneficiado foi o Fluminense – e não outro time. A carga da virada de mesa de 1996/97 e do salto divisional de 2000 pesa. Não importa para os rivais – e isso o torcedor tricolor deve entender – se o clube teve algo a ver com as ações que levaram a isso. Importa é que soa injusto. E isso criou essa sensação gigante de antipatia - que vai demorar a passar. 
7 - Concordar com a tese do jurista que apóia seu time é como concordar com o árbitro que marcou pênalti duvidoso a favor. É fácil. O contrário... é que são elas.
Ah, a ignorância...
Quando a poeira começou a baixar... os mesmos tricolores que reclamavam da imprensa correram para retuitar e compartilhar a reportagem sobre os vazamentos no Flamengo. Mas.. peraí? E o linchamento? Aí foi a vez de alguns rubro-negros – que antes vibravam com as reportagens sobre o cai-não-cai do Flu – entrarem em campo estrilando.
O curioso é que as pessoas não percebem a própria parcialidade. O sujeito oscila entre lobo e hiena com a maior das facilidades dependendo da notícia. Se a notícia ruim é sobre o time dele... quer o fígado. Se a notícia ruim é sobre o rival... que delícia – vamos compartilhar, rir, dividir etc. No primeiro caso, a imprensa é isso, aquilo e aquilo outro. No segundo, botão de share.
O torcedor tem um interesse apenas: ganhar – dentro e fora de campo. A vitória de seu time traz uma sensação atávica – é como se ele ganhasse, como se seu “mundo particular” fosse vingado e consagrado. É isso que o torcedor projeta naqueles 11 sujeitos suados chutando uma bola durante aqueles 90 minutos. E também na partida eterna do time contra seus rivais.
Se futebol faz diferença na sua vida durante a semana – se você vai estar bem ou mal-humorado, se vai zoar ou ser zoado, se vai conseguir dormir ou não... é porque, sim, aqueles sujeitos suados fazem diferença ao representar a camisa que você, por algum motivo, escolheu. Aquela camisa que faz você se sentir especial – seja sofrendo, sorrindo, chorando, cantando ou vibrando.
Essa camisa diz tanto que, quando você vê esses jornalistas chatos lembrando que são seres humanos que a vestem – e não super-heróis – você não gosta. Você não quer saber que esses seres humanos erram, fazem sandices, perdem gols, faltam treinos, namoram periguetes, esquecem de avisar que jogadores estão suspensos... bom – quem quer saber disso? É fofoca! Quem quer saber das lambanças lá de casa? Quem deixou esses frustrados entrarem aqui pra saber disso? Quem deixa esses desgraçados falarem sobre isso? Que direito eles têm? Eu, se fosse dirigente de clube, não deixava eles entrarem mais! Ficava só com o site oficial ou com quem só fala aquilo que eu quero ler ou ouvi... epa... peraí...
A ignorância, escreveu um poeta inglês em 1742, é uma benção. Dois séculos depois, um escritor americano respondeu com ironia: os fatos, esses chatos, teimam em acontecer mesmo quando ignorados".

#flalusagate

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

BRASILEIRÃO 2013: MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP E UMA AJUDA AO GLOBO ESPORTE



Prezados leitores, não podemos negar que o site do Globo Esporte tem tentado esclarecer alguns fatos sobre o escândalo que se abateu sobre o Campeonato Brasileiro de 2013, isso é fato.
O editor-chefe do site, jornalista Gustavo Poli (@agpoli) tem sido muito participativo no twitter. Eu não o conheço pessoalmente, mas fiquei com a melhor das impressões.
O Globo Esporte foi até o Ministério Público de São Paulo, duas vezes, para tentar confirmar ou não se o senhor Júnior Vanucci teria efetivamente feito a entrega de um pendrive contendo o vídeo no qual o jogador Héverton da Portuguesa "confessa" que sabia que estava suspenso e que entrou em campo por ordem do presidente da Portuguesa.
Após a primeira investida, a notícia resultante foi extremamente "infeliz", como comentamos no blog.
Eis a matéria e os nossos principais comentários:

"GLOBO ESPORTE.COM
BASTIDORES FC
Segunda-feira, 13/01/2014 às 15:46
por Martín Fernande
Ministério Público de SP desconhece suposto vídeo do caso Héverton
Roberto Senise Lisboa, promotor do Ministério Público de São Paulo que abriu inquérito sobre o rebaixamento da Portuguesa, afirma não ter visto ou recebido nenhum vídeo - no qual, supostamente, Héverton confessa que jogou contra o Grêmio sabendo estar suspenso. O jogador nega ter feito tal afirmação.
- Eu soube pela imprensa da existência de um vídeo. Mas nunca o vi. Se alguém veio até o Ministério Público entregar esse vídeo? Não sei, o prédio é grande, abriga vários promotores. Mas seria natural que, por se tratar deste caso, eu fosse chamado a ver esse vídeo. Não recebi nada e acredito que ninguém aqui tenha recebido. Na verdade, não entendo por que não fui procurado.
O Ministério Público ainda não recebeu os esclarecimentos pedidos ao STJD e para a CBF sobre o caso - ainda falta uma semana para acabar o prazo. No dia 22 haverá uma audiência com a Portuguesa, em São Paulo".
Perguntamos:
Ministério Público de SP desconhece suposto vídeo do caso Héverton. 
(...)
Não sei, o prédio é grande, abriga vários promotores. 
É o MP que desconhece o vídeo ou é um dos promotores que desconhece o vídeo?"

Leiam a íntegra do artigo: "Brasileirão 2013: não se deixe manipular pela mídia" (Link).
A nossa crítica fez o Globo Esporte voltar ao MP de São Paulo e voltar a noticiar que ninguém sabia do fato, isso segundo os funcionários do MP.
Quais funcionários?
Isso a matéria não explica.
Imaginem quantos funcionários devem existir no MP...
Como o nosso objetivo é a verdade e como as Organizações Globo serão citadas na nossa denúncia, resolvemos em nome da credibilidade de todos os envolvidos dar uma ajuda.
Por favor, equipe do Globo Esporte, volte ao MP.
Perguntem ao exmo promotor Roberto Senise Lisboa se o email dele é: senise@mpsp.mp.br
E se ele tem o hábito de ler seus emails?
Depois retornem com as respostas para nós: Email: pauloricardopaul@gmail.com
Vamos fazer um artigo em conjunto, vai dar caldo...

#naoabafa

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA" - TODOS OS ARTIGOS



Prezados leitores, hoje publicaremos um vídeo amador no qual apresentaremos o estudo que realizamos sobre a crise que se abateu sobre o Brasileirão 2013 e que foi em parte publicado nos artigos da série "O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA".
É nosso dever explicar o motivo de só editarmos e publicarmos o vídeo nesta quinta-feira, tendo em vista que já poderíamos ter divulgado parte significativa das nossas análises sobre os FATOS e as suas circunstâncias. Ouvimos e lemos "teorias conspiratórias", não as desprezamos, pois nunca se abre mão de dados, porém só apresentaremos FATOS.
Primeiro, estipulamos a data limite para a divulgação como sendo o dia anterior do julgamento do pleno do STJD, onde novas decisões poderão manter ou modificar os resultados dos julgamentos anteriores.
Além disso, precisávamos retardar ao máximo para obter o maior número de subsídios possível para melhor apresentar o estudo desenvolvido.
Longe de pretendermos convencer alguém sobre o que apresentaremos, temos o único objetivo de apresentar de forma sistematizada detalhes que não foram tratados pela imprensa ou que foram tratados fora do tempo devido, isso para que cada um forme a sua própria opinião.
No intuito de facilitar os leitores que por ventura não tenham lido toda a série de artigos, publicamos a seguir os títulos e os respectivos links, ratificando que sem a leitura dos artigos o entendimento do contido no vídeo ficará prejudicado:
 Eis os artigos:

- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" - (Link).
- "Brasileirão 2013: a um passo do escândalo" - (Link).
- "Flamengo poderá trocar de lugar com a Portuguesa" (Link).
- "O rebaixamento da Portuguesa salvou o Flamengo e não o Fluminense" (Link).
- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa - Esclarecimentos" (Link).
- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa - Uma opinião contrária à nossa" (Link).
-  "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" - Opinião sobre artigo crítico contra os nossos (Link).
- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa - AQIPOSSA" - Artigo de apoio - (Link).
- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa - Vídeo explicativo" (Link).
- Bomba! "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Link).
- "O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa - A imprensa não tem culpa, segundo a Globo" (Link).
"A Globo "quase" confessa - O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Link).
"A imprensa se mobiliza - O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Link). 
"Novos fatos: quadro se agrava - O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Link).
"Contradição piora a crise - O Flamengo e o rebaixamento da Portuguesa" (Link).

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NOVOS FATOS: QUADRO SE AGRAVA - "O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA"

Imagem: Blog do jornalista Juca Kfouri


Investigar um fato é fazer um estudo sistematizado sobre todas as circunstâncias que têm relação com um evento.
Investigar é encontrar cada ponto. Analisar cada um deles isoladamente e tentar reuni-los para remontar a verdade real sobre o que aconteceu.
O perito legista ao realizar uma necrópsia, age como se matasse novamente o cadáver para encontrar a causa da morte.
Investigar é um trabalho que pode ser feito isoladamente, mas que deve ser feito em equipe, sobretudo quando o grau de complexidade é muito grande, como é o caso do estudo que estamos realizando sobre o rebaixamento da Portuguesa.
Por isso têm sido tão importantes as interações que temos feito através desse nosso espaço democrático e do twitter com aqueles que estão acompanhando essa série de artigos. 
Aproveitamos para informar que não estamos acessando o nosso facebook, por absoluta falta de tempo, mais ainda hoje entraremos para verificar se lá existem informações tão importantes como a que recebemos do leitor Marco.
Na véspera do Natal ele leu nosso texto e fez o seguinte comentário no artigo "A GLOBO QUASE "CONFESSA" - "O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA (Link).

"Comentário: Marco24 de dezembro de 2013 18:40
Brilhante. Além do Lancenet, outros sites divulgaram a suspensão do Andre Santo , inclusive o oglobo.globo.com e o terra. Links:
http://oglobo.globo.com/esportes/suspenso-andre-santos-nao-enfrenta-cruzeiro-pelo-brasileirao-10999145
http://esportes.terra.com.br/futebol/fora-do-jogo-contra-o-cruzeiro-andre-santos-quer-terminar-o-ano-com-vitoria,0f4a73c590ac2410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.htmlxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Muito obrigado, Marco.
Nós acessamos os links sugeridos e encontramos:

1) O GLOBO
ESPORTES
06/12/2013 - 19:44
Suspenso, André Santos não enfrenta o Cruzeiro pelo Brasileirão
Lancepress
O técnico do Flamengo, Jayme de Almeida, ganhou um desfalque de última hora para o duelo com o Cruzeiro. O lateral-esquerdo André Santos, que foi expulso no segundo jogo da final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, foi julgado na tarde de ontem pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e recebeu um jogo de suspensão. Como a Copa do Brasil se encerrou naquela partida, o jogador rubro-negro terá de cumprir a punição na última rodada do Campeonato Brasileiro.
No o lugar do camisa 27, Jayme de Almeida colocará o reserva imediato João Paulo. Este, inclusive, chegou a ser titular da equipe enquanto André Santos não estava 100% fisicamente e jogava como meia.
Assim como André Santos, o Rubro-Negro terá outros desfalques. Os dois principais goleiros, Felipe e Paulo Victor, estão fora da partida. O titular, lesionado, e o reserva se recupera de uma cirurgia bucal. Por isso, o jovem Cesar faraá sua estreia como profissional. Além dos arqueiros, o volante Elias, os zagueiros Chicão e Wallace não irão atuar.
Flamengo e Cruzeiro se enfrentam neste sábado, às 19h, no Maracanã.
A partida é válida pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro. (Fonte)

2) PORTAL TERRA
FUTEBOL
07 de Dezembro de 2013•16h44
Fora do jogo contra o Cruzeiro, André Santos quer terminar o ano com vitória
A temporada de 2014 chega ao fim neste sábado para o Flamengo. Porém, uma das peças principais do elenco já está de férias. Trata-se de André Santos, que por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), deverá culprir suspensão contra a equipe mineira por ter sido expulso na segunda partida da final da Copa do Brasil.
Ainda sim, o lateral-esquerdo acredita que o Rubro-Negro buscará a vitória contra a Raposa para encerrar o ano em lua de mel com a sua torcida no Maracanã.
- Temos esse compromisso para representar bem o Flamengo, independente do jogo é representar bem. Temos de respeitar o adversário, é o atual campeão brasileiro - comentou André Santos.
Sem mais ambiçôes na tabela, Flamengo e Cruzeiro se enfrentam pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro, às 19h, no Maracanã. O confronto marca o encontro dos atuais campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão, respectivamente (Fonte).

Como puderam constatar a matéria publicada no O Globo é uma transcrição da matéria publicada no Lancenet. Não sabemos se existe relação entre as empresas, mas isso não interessa.
Diante da declaração atribuída ao jogador André Santos contida no Portal Terra, partimos para buscar se tal declaração tinha sido publicada em outros órgãos.
Isso também em respeito ao jornalista Gustavo Poli, editor-chefe do site do Globo Esporte, tendo em vista que no artigo que comentamos sobre o escrito por ele: "FATOS, ESSES CHATOS", informamos que na nossa pesquisa não tínhamos localizado a frase citada por ele, que teria sido dita pelo jogador Héverton, em qualquer outra notícia.
Eis a frase:

- Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses (Link)

Inclusive solicitamos a ele através do nosso twitter ( @celprpaul ) que encaminhasse o link da matéria de onde ele extraiu a frase:

> "Paulo Ricardo Paúl ‏@celprpaul @gpoli Prezado, por favor, poderia disponibilizar link da entrevista do Héverton da qual retirou frase que publicou no artigo? Grato!"

Ele gentilmente nos respondeu:

> "Gustavo Poli ‏@gpoli 1 h @celprpaul esta no post de ontem do meio-campo. Ja falamos umas 10x com o Heverton sobre esse assunto. Ninguem aguenta mais".

Como ele não mandou o link nesse primeiro momento, pesquisamos e achamos:

"MEIO DE CAMPO
Meia Héverton, da Portuguesa, manda mensagem de Natal em tom de desabafo
ter, 24/12/13 por meiodecampo
Pivô do polêmico rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão-2013, o meio-de-campo Héverton utilizou as redes sociais nesta terça-feira para enviar sua mensagem de Feliz Natal. Em sua conta no twitter, o jogador da Portuguesa mandou um recado em tom de desabafo. Confira!


Héverton estava provavelmente respondendo a acusações que têm circulado no Twitter feitas por um torcedor do Palmeiras. Esse torcedor diz ter ouvido Héverton comentar, numa conversa no aeroporto de São Paulo, que jogou contra o Grêmio sabendo que estava suspenso e que tinha entrado em campo a mando do presidente da Portuguesa. Ouvido pelo Globoesporte.com em Brasília, onde está passando férias, Héverton estranhou a pergunta, disse não lembrar de conversa alguma e completou: 
- Faz mais de quatro meses que não falo com o presidente da Portuguesa (Link).

Respeitosamente, salvo melhor juízo, considerando o que solicitamos e o que consta na publicação do "Meio de Campo", não deve existir uma entrevista do Héverton transcrita como achávamos, o que existe transcrito é uma frase que teria sido dita pelo jogador ao Globo Esporte. Longe de colocar em dúvida o Globo Esporte, nós pensávamos que existia uma matéria com toda a entrevista. Por enquanto, para nós o texto acima reforça o que está escrito no artigo do jornalista Gustavo Poli, pois é posterior a ele. Todavia, sem dúvida, o Globo Esportes tem uma gravação da entrevista.
Cabe também destacar que as ações do jogador Héverton não fazem parte do nosso estudo. O nome dele só é citado em razão da punição aplicada à Portuguesa ter relação a sua entrada em campo.
Indo em frente, fizemos então a mesma pesquisa com a frase que teria sido dita pelo jogador André Santos, contida na matéria do Portal Terra e de imediato encontramos duas matérias:

1) LANCE!NET
André Santos quer encerrar temporada com chave de ouro Duelo contra o Cruzeiro marcará o último jogo do Fla na temporada
LANCEPRESS! - 07/12/2013 - 16:42 
Rio de Janeiro (RJ)
Lateral-esquerdo foi uma das peças importantes na temporada de 2013 (
A temporada 2013 chega ao fim neste sábado para o Flamengo. Porém, uma das peças principais do elenco já está de férias. Trata-se de André Santos, que por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), deverá cumprir suspensão contra a equipe mineira por ter sido expulso na segunda partida da final da Copa do Brasil.
Mesmo fora da partida, o lateral-esquerdo acredita que o Rubro-Negro buscará a vitória contra a Raposa para encerrar o ano em lua de mel com a sua torcida no Maracanã.
- Temos esse compromisso para representar bem o Flamengo, independente do jogo é representar bem. Temos de respeitar o adversário, que é o atual campeão brasileiro - comentou André Santos.
Sem mais ambiçôes na tabela, Flamengo e Cruzeiro se enfrentam pela 38ª rodada do Brasileiro, às 19h, no Maracanã. O confronto marca o encontro dos atuais campeões da Copa do Brasil e do Brasileirão, respectivamente (Fonte).

2) A notícia foi replicada no site ESP Brasil (Link).

Diante dessas novas matérias, tentamos, mais uma vez, achar uma notícia sobre o fato do Flamengo ser punido e perder os pontos por ter escalado André Santos, já que era público que não podia jogar e jogou, portanto, o Flamengo perderia os pontos, como perdeu.
Por favor, entendam as nossas limitações em termos de pesquisa, não somos um grupo de jornalistas, uma equipe especializada, inclusive esporte nunca foi tema do nosso blog, a não ser nos comentários sobre as despesas com a Copa 2014.
Portanto, podemos estar errados.
No tocante às datas de publicação, a que localizamos mais próxima do jogo (7 de dezembro), foi uma matéria publicada no dia 10 de dezembro de 2013. 
Solicitamos que tenham atenção ao título da notícia. 
Convém destacar: as Organizações Globo publicaram no dia 6 de dezembro que André Santos não poderia jogar contra o Cruzeiro. André Santos joga no dia seguinte contra o Cruzeiro, mas só no dia 10 de dezembro, após complementada a rodada com os jogos do dia 7 de dezembro (domingo) e terminado o Brasileirão, as Organizações Globo (Globoesporte.com) publicaram algo sobre a "possível" perda de pontos do Flamengo, ou seja, só após estourar a perda de pontos da Portuguesa.
Inacreditável!
A nossa pesquisa deve estar errada, deve existir uma matéria anterior das Organizações Globo sobre esse fato de tamanha importância. A nossa incompetência deve ter nos impedido de localizar, certamente.
Por favor, nos ajudem a achar.
Levando em consideração o que achamos, uma pergunta surge de pronto:

- Por que as Organizações Globo (OG) não publicaram a possibilidade do Flamengo perder pontos no sábado à noite após o jogo ou antes do início da rodada de domingo? 

Isso era importantíssimo para o Brasileirão.
Importantíssimo para a própria Portuguesa.
Será que a OG esqueceram o que elas tinham publicado tinham publicado antes sobre o impedimento do jogador do Flamengo?
Ratificamos, achamos que não, devem ter publicado, nós é que não achamos.
Repetimos: nos ajudem a encontrar.
O jogo Flamengo e Cruzeiro acabou por volta das 21:00 horas e os jogos de domingo começaram às 17:00 horas, o que determina um intervalo de 20 (vinte horas).
As Organizações Globo, apesar de terem publicado que o jogador do Flamengo não podia jogar no dia 6 de dezembro, às 19:44 horas, só abordaram a possibilidade do Flamengo perder os pontos no dia 10 de dezembro, às 21:28 horas.
Impossível, estamos errados.
Se nós consideramos o intervalo entre o horário do término do jogo do Flamengo (dia 7, às 21:00 horas) e a publicação da matéria, as Organizações Globo demoraram nada mais, nada menos, que 72:28 horas, ou seja, TRÊS DIAS, para informar ao público que o Flamengo poderia perder os pontos.
Nós estamos equivocados, caso contrário, só nos resta perguntar:


- Onde foi parar o PADRÃO GLOBO na área da informação?

Observem que a matéria surge em face de uma manifestação do procurador geral do STJD, doutor Paulo Schmitt.
A matéria é longa, mas recomendamos a leitura na íntegra acessando o link no final, ela contém informações muito relevantes.
Optamos por publicar a parte inicial e destacamos um parágrafo que julgamos importante para a avaliação de vocês, prezados leitores.
Eis a matéria:

"GLOBOESPORTE.COM
BRASILEIRÃO SÉRIE A
10/12/2013 21h28 - Atualizado em 11/12/2013 01h34
PORTUGUESA ESCALA JOGADOR IRREGULAR E PODE SER REBAIXADA
Suspenso por dois jogos na sexta, Héverton enfrentou o Grêmio no domingo.
Clube corre risco de perder quatro pontos e beneficiar o Flu. Fla também pode ser punido
Edgard Maciel de Sá, Eric Faria e Marcelo Courrege
Um erro na última rodada do Campeonato Brasileiro pode custar muito caro à Portuguesa. Expulso contra o Bahia, o meia Héverton cumpriu suspensão automática diante da Ponte Preta e foi julgado na última sexta-feira pela 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Pegou dois jogos de suspensão e deveria cumprir mais um contra o Grêmio no último domingo. Mas foi relacionado e entrou aos 32 minutos do segundo tempo do empate por 0 a 0 contra a equipe gaúcha.
O STJD já está ciente do caso e, segundo o procurador geral Paulo Schmitt, a CBF deve enviar ao Tribunal uma notícia de infração nesta quarta-feira. A própria CBF entrou em contato com a entidade nesta terça-feira para perguntar se Héverton havia conseguido um efeito suspensivo para entrar em campo. A resposta foi negativa. A punição seria a perda de quatro pontos (três + o número de pontos conquistado no jogo), situação que rebaixaria a Lusa para a Segunda Divisão com 44 pontos e salvaria o Fluminense.
Ainda segundo Schmitt, o lateral-esquerdo André Santos, do Flamengo, também teria atuado de forma irregular na última rodada. Expulso contra o Atlético-PR na segunda partida da final da Copa do Brasil, o jogador foi outro a ser julgado na última sexta e pegou um jogo, mas mesmo assim enfrentou o Cruzeiro no sábado. André tinha ficado fora do jogo contra o Vitória, primeiro depois da final contra o Furacão, mas ele não contou como suspensão. Por ser partida de outra competição, ela não é tida como caso de automática. Somente após o julgamento da última sexta ficou caracterizada a necessidade de se cumprir a punição por parte de André Santos. A situação é descrita no artigo 171 do CBJD:
(...)
A possível perda de quatro pontos do Rubro-Negro, no entanto, não mudaria a classificação final da competição uma vez que só aconteceria aliada à punição da Lusa. Nesse caso, a zona do rebaixamento ficaria com Náutico (20), Ponte Preta (37), Vasco (44) e Portuguesa (44). O Fla ficaria na 16ª posição, com 45 pontos. O clube avisou que só vai se pronunciar depois de notificado (Link)".

Fica a pergunta:

- Se as Organizações Globo, considerando que publicaram o impedimento de André Santos, tornassem público que o Flamengo iria perder os pontos, como perdeu, antes do início dos jogos de domingo, isso não poderia mudar a classificação do Brasileirão e rebaixar o Flamengo e não a Portuguesa?

Prezados leitores, consideramos que nada mais precisamos acrescentar (a não ser que surja uma nova colaboração relevante). O contido na série de artigos é mais que suficiente para a formação da opinião de quem analisar os FATOS sem paixão e com razão.
O vídeo será publicado amanhã. Um vídeo caseiro, realizado por um amador e com material amador, portanto, a qualidade técnica estará prejudicada, mas o conteúdo, certamente, será muito interessante.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A IMPRENSA SE MOBILIZA -"O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA"

Prezados leitores, um novo artigo que usa a técnica de fazer pilhéria para desacreditar as teorias que eles consideram fruto de mentes que acreditam em Papai Noel. 
O primeiro que nós comentamos foi "OS FATOS, ESSES CHATOS" do editor-chefe do Globo Esporte, jornalista Gustavo Poli (Link).
Não comentaremos previamente o artigo de Juca Kfouri, vamos deixar que vocês leiam e só faremos algumas observações no final.
Eis o artigo: 

"BLOG DO JUCA KFOURI 
Eu acredito” virou a marca registrada da maior conquista de um clube brasileiro neste 2013 que se encerra, graças à campanha do Galo na Libertadores. 
Foi mesmo necessária muita fé, como é para acreditar no que segue abaixo. 
O Flamengo se deu conta na noite do sábado do erro cometido em escalar André Santos contra o Cruzeiro e de que poderia ser rebaixado.
Aí, um Maquiável rubro-negro procurou o advogado rubro-verde que fez chegar ao presidente da Lusa e, por este, ao técnico do time, a necessidade de escalar o suspenso Héverton no jogo contra o Grêmio. 
Caso o Fluminense estivesse vencendo o Bahia — o que aconteceu fruto de outra combinação que redundou na demissão do treinador tricolor baiano — o jogador luso irregular entraria em campo, com o que a CBF poderia denunciá-lo por intermédio do procurador do STJD e este derrubaria a Lusa, salvando o Flamengo. 
O prêmio?
Pagar o aval do presidente luso num empréstimo de mais de R$ 40 milhões com um banco. 
Mais: a Lusa segue com a mesma cota que a TV paga na primeira divisão, com o que garante sua volta rapidamente. 
Mais ainda: a Lusa passaria a contar com o patrocínio de uma empresa estatal, a Caixa, em 2014 
Com o que o Brasileirão do ano que vem não sofreria tanto e a Série B, agora na Rede TV!, não ganharia a audiência no Rio. 
Uma trama genial como se vê, que envolve além da cartolagem do futebol, o governo e a Globo. 
Não se contava, apenas, que a decisão do STJD fosse revelada ilegal, embora nada indique que a sentença venha a ser corrigida. 
E é por isso que o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito. 
Nem mesmo a teoria sobre a derrota do Brasil na Copa de 1998 foi tão rocambolesca, maliciosa, brilhantemente engendrada, por envolver bem menos protagonistas. 
Mas até hoje há quem acredite nela. 
Como em Papai Noel".

Nós fizemos um comentário sobre esse artigo no blog do Juca Kfouri, mas parece que ele não foi aprovado ou ainda está sendo avaliado.
Prezados leitores, vejam a imagem que foi usada para ilustrar o artigo do Juca Kfouri:




Juntos Somos Fortes!

A GLOBO QUASE "CONFESSA" - "O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGUESA"



Prezados leitores, ontem publicamos e comentamos um texto do jornalista global Gustavo Poli:
"COLUNA DOIS
Segunda-feira, 23/12/2013 às 19:27
por Gustavo Poli
OS FATOS, ESSES CHATOS"

Solicitamos que leiam o texto e os nossos comentários, pois faremos novos e importantes observações (Link). 
Primeiro, quem é o jornalista Gustavo Poli?
Direito ao google e encontramos a citação do jornalista no site "Ouro de Tolo", postado em 17 de dezembro de 2013, em um artigo intitulado "Jogo Misto - Gustavo Poli", categorizado Pedro Migão (Link).
O artigo é uma entrevista feita pela coluna "Jogo Misto" com Gustavo Poli.

"Gustavo Poli, carioca, beirando os quarenta, jornalista esportivo, Editor-Chefe do site Globoesporte.com, autor em parceria com Lédio Carmona (os dois na foto acima) do “Almanaque do Futebol Brasileiro” – do qual tenho a primeira edição autografada e a segunda impressa (risos). Dono do “Coluna Dois”, no Globoesporte.com, sobre o lado humano do futebol – embora na visão deste humilde blogueiro seja atualizado com uma frequência bem menor que a desejável…"

Elogios à parte, fica claro que o jornalista Gustavo Poli exerce função importante na estrutura do jornalismo esportivo das Organizações Globo, não é um simples auxiliar, portando, a sua opinião tem influência sobre tudo o que é ou não escrito no site do Globo Esporte.
Ratificamos só estamos tratando de fatos, como fizemos em toda série.
Como comentamos o tom de pilhéria (gozação) que permeia todo artigo pode ser interpretado como uma forma de desacreditar todas as teorias que surgiram em decorrência do rebaixamento da Portuguesa. Uma forma de dizer: 
Esqueçam isso!
Isso tudo é bobagem.
Não! Não vamos esquecer.
O próprio título sugere o deixa isso para lá: Os fatos, esses chatos.
Como se nas teorias sobre o rebaixamento da Portuguesa não existissem fatos, só invenções.
A nossa está baseada só em fatos.
No artigo anterior comentamos que a frase de Héverton citada por Poli, o google não achou em nenhum outro lugar:

- Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses.

Não estamos afirmando que ele está mentindo, que inventou a frase, apenas não tivemos a competência de achá-la em nenhum outro lugar. Nem achamos referência à entrevista dada pelo jogador de onde teria sido extraída a frase.
Gustavo Poli esqueceu de colocar o link para que os leitores pudessem acessar a entrevista. Isso é um fato chato.
Obviamente, como editor-chefe do site Globo Esporte, ele tem acesso a dados que o ser humano comum não tem, como é o nosso caso.
Quem sabe não foram os "alienígenas azuis" a fonte?
Além disso, a frase, caso verdadeira, demonstra que o presidente da Portuguesa é omisso por completo em relação ao futebol, tendo em vista que a frase indica que ele não conversa com os jogadores, apesar da Portuguesa viver uma crise financeira e estar lutando contra o rebaixamento.
Avançando nas "piadas" que Gustavo Poli faz por todo o seu bem escrito artigo, muito bem escrito, encontramos algo importante, relevante, certamente, não criada pelos seus "alienígenas azuis". Ao contrário, está na parte em que ele escreve com seriedade, ou seja, a parte que deseja que tenha credibilidade:

(...)
 "1 - Qualquer clube – de qualquer série – teria feito exatamente a mesma coisa que o Fluminense fez. Diante do erro alheio – teria buscado seus direitos no tribunal. Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável. Isso quer dizer que o rebaixamento da Lusa é justo? Não. A pena é muito maior do que o crime. Mas... quem cometeu o pecado foram os dirigentes do time paulista. Não foi o Fluminense que deu mole e escalou o Héverton".
(...)

Notem, ele culpa o Fluminense, exatamente como parte da imprensa tentou fazer o tempo todo:

"1 - Qualquer clube – de qualquer série – teria feito exatamente a mesma coisa que o Fluminense fez. Diante do erro alheio – teria buscado seus direitos no tribunal".

De onde ele tirou isso?
Obteve tal informação em um disco voador para onde foi abduzido em algum momento?
A iniciativa não foi do Fluminense. Outro fato chato.
Lembram do título: "Os chatos, esses chatos".
O que ele escreveu não é um fato.
E, acrescenta:

"Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável".

Por favor, leiam novamente:

"Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável".

Então, ele concorda que André Santos (sábado) e Héverton (domingo) foram escalados ilegalmente, portanto, devem os clubes devem perder os pontos.
A dúvida que resta é quando Gustavo Poli soube que André Santos tinha sido escalado irregularmente, pois sendo editor-chefe do Globo Esporte, sem dúvida, teria denunciado de imediato esse fato, tenho certeza.
Embora envolto pelo mundo do futebol, ele não leu a publicação feita no site Lancenet (e em outros) sobre a situação irregular de André Santos, a qual foi postada no dia 6 de dezembro de 2013, às 19:39 horas, um dia antes do jogo do Flamengo:

"LANCEPRESS! - 06/12/2013 - 19:39 Rio de Janeiro (RJ) Suspenso, André Santos não enfrenta o Cruzeiro pelo Brasileirão. Lateral-esquerdo foi expulso no segundo jogo da final da Copa do Brasil e terá de cumprir suspensão contra a Raposa (Link).

Ele não leu na sexta, não leu no sábado, não leu no domingo, simplesmente não leu.
Caso contrário teria colocado a boca no trombone, por assim dizer, pois o maior furo de reportagem do ano esportivo teria sido alguém da imprensa publicar, comunicar ao público, que o Flamengo iria perder 4 pontos e correr o risco de ser rebaixado no domingo, um risco de 40%.
Nem ele comentou e nem ninguém da imprensa, muito menos os "alienígenas azuis" que ele cita no artigo.
Por mais impressionante que possa parecer, nem o Lancenet deu o furo.
Prezados leitores, como explicar que nem o órgão da imprensa que comunicou que o jogador não podia jogar, deu o furo do ano imediatamente após o jogo, publicando que o Flamengo iria perder 4 pontos?
"Fatos, esses chatos".
Em razão de todos esses fatos chatos não podemos concordar com Gustavo Poli, nem quando tenta livrar a imprensa de responsabilidade, nem quando tenta desacreditar todas as teorias.
Por derradeiro, pegamos emprestado o último parágrafo do seu texto e complementamos:

"A ignorância, escreveu um poeta inglês em 1742, é uma benção. Dois séculos depois, um escritor americano respondeu com ironia: os fatos, esses chatos, teimam em acontecer mesmo quando ignorados. Em 2013, um blogueiro brasileiro escreveu que parte da imprensa manipula os fatos".

Foto: Filme Avatar - Vortex Cultural

Juntos Somos Fortes!

"O FLAMENGO E O REBAIXAMENTO DA PORTUGESA" - A IMPRENSA NÃO TEM CULPA, SEGUNDO A GLOBO



Prezados leitores, um companheiro de twitter encaminhou esse texto da lavra do jornalista Gustavo Poli, salve melhor juízo, editor do Globo Esporte. É um artigo bem escrito, onde o autor carrega no humor, uma técnica par afastar a seriedade do tema. Ele trata de teorias conspiratórias sobre o rebaixamento da Portuguesa. 
Entre uma gozação e outra ele desqualifica todas as teorias, mas simultaneamente faz uma defesa da imprensa, uma vítima dos conspiradores. Ele transforma a imprensa em uma ilha de honestidade, como se a imprensa não representasse uma parte do povo brasileiro quer tem como máxima levar vantagem em tudo.
Respeitosamente, eles também estão na imprensa e são capazes de tudo para levar avantagem. Não existe só santos na imprensa.
Além disso, o autor é empregado do principal interessado no desfecho dessa historia: será que algum brasileiro tem dúvida sobre quem a Globo prefere na primeira divisão: o Flamengo, o Vasco, o Fluminense ou a Portuguesa?
Interessante destacar que a frase que ele atribui ao jogador Hévertom (Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses.), ao ser colocada no google, só aprece no sire do autor. Não encontramos referência em outro órgão da imprensa, algo que soa estranho.
Gustavo Poli acusada a todos, faz piadas sobre todos e isenta a imprensa.
Eis o artigo, publicado ontem: 

"COLUNA DOIS 
Segunda-feira, 23/12/2013 às 19:27 por Gustavo Poli Os fatos, esses chatos 
Nós adoramos um boitatá. Mesmo diante de evidências evidentes, da afeição tupiniquim pela lambança como método, e de todas as disposições em contrário... o brasileiro prefere acreditar em forças obscuras. Não há como negar: nutrimos especial apreço pela Mula-sem-cabeça, pela Cuca, pelo Saci-pererê. Queremos discos voadores, duendes travessos e personagens afins. Vejam a semana do futebol. O caso Héverton cuspiu um Arquivo X por dia. A cada instante, numa rede social ou celular perto de você, surgia uma conspiração diferente. 
Num país de centrões, mensalões e lalaus, é compreensível que o povo acredite que há sempre algo debaixo dos panos proverbiais. Muitas vezes há. O problema é que esse “algo”, quase sempre, é acidental. É uma lambança, uma malandragem rasteira, um drible de corpo – e não uma armação refinada. Amigos, estamos no Brasil – onde esta semana, “celebramos” o 30o aniversário do roubo da Jules Rimet. 
Para os mais jovens, vale a memória: o Brasil faturou a Jules Rimet com o tri mundial no México em 1970. Vinte e três anos depois, a taça original ficava em exposição na sede da CBF – enquanto sua réplica era guardada num cofre.
Leia de novo a frase anterior.
(Mais uma vez) 
(Só mais uma)
Pois bem – como o leitor deve ter presumido - larápios agradeceram a gentileza e passaram a mão no troféu. Claro que, como bons bandidotários brasileiros – acabaram presos e, depois do tradicional sabão, confessaram. Só que a polícia – aparentemente – tinha chegado tarde. Os malandros já tinham derretido a taça. Para a posteridade sobrou a réplica... que estava no cofre. E o sorriso amarelo da jumência. 
O episódio sublinha a tese: somos muito mais competentes na arte da lambança do que na da armação. Nossos vilões mais consagrados são de desenho disney: atrapalhados, aparecidos, especialistas em deixar rastro. De Cachoeira a Delúbio, passando por Waldebran e Carequinha da Grana. João Bafo-de-Onça perde. arquivox 
Nossos corruptos são filmados levando grana e fazendo boquinhas. Nossos meliantes viajam com dinheiro escondido na cueca (e são apanhados). No país onde cachorros oficiais voam de helicóptero e implantes aterrissam nas asas da FAB – é preciso muita fé para acreditar que, em tempo recorde, os competentissimos dirigentes de futebol teriam sido capazes de armar silenciosamente para rebaixar um time e poupar outro.
Escolha uma teoria conspiratória
O mais divertido do Hevertongate é que ele demanda uma múltipla escolha entre teorias conspiratórias. Primeiro queriam salvar o Flu. Depois o Fla. Depois o Fla e o Flu. Ou seria o Vasco? Arrá – a intenção secreta seria melar o campeonato de pontos corridos e preparar a volta do mata-mata!? 
teoria 
O primeiro Arquivo-X enxergou as digitais do Fluminense na escalação soturna de Héverton. O time carioca, o Richard Kimble do desrebaixamentos, teria comprado a Lusa com dinheiro de sua patrocinadora. Como a Lusa vai perder ali uns R$ 20 milhões ao cair – imagina-se que a Unimed-Rio tenha oferecido planos de saúde para comerciantes portugueses até 2122 com cobertura infinita. 
Uma segunda tese dizia que o Vasco tinha preparado tudo – graças às conexões lusitanas – de modo a melar o campeonato e evitar sua queda. Como a trama precisaria ter sido urdida pelo Roberto Dinamite – a versão não ganhou muita tração. Era mais fácil Roberto ter achado uma lâmpada, esfregado e dela ter saído um gênio em forma de Eurico Miranda pra realizar três desejos... do que conseguir armar algo assim. 
(Vascaínos maldosos contaram essa piada – de que Roberto achou essa lâmpada enquanto andava por São Januário... e que, Eurico-gênio, a contragosto, se viu obrigado a realizar os três desejos. Mas Roberto não conseguiu decidir o que queria – e os dois se viram condenados a viver para sempre numa dobra do espaço-tempo) 
A terceira onda conspiratória apontava o dedo para o Flamengo. Ao perceber que escalara André Santos de forma irregular, na noite do sábado, dia 05/12, o rubro-negro carioca teria mobilizado a Globo, o Papa, a Nasa e provavelmente o Comando Anti-Monstro para, através de telepatas secretamente treinados, persuadir Guto Ferreira a escalar o Héverton. 
Numa versão mais radical, houve quem dissesse que alienígenas azuis teriam abdudizdo todo o staff jurídico da Portuguesa e implantado andróides sem cérebro em seus lugares. Um dado para reforçar essa suspeita: Oswaldo Sestário – que claramente veio da galáxia de Andrômeda. A teoria chegou a ganhar força após a atuação extraterrestre da Portuguesa nos tribunais até que... alguém lembrou que... o Flamengo jogou no sábado. Se o Flamengo soubesse na sexta que tinha feito bobagem.. de repente bastava não ter escalado o André Santos no dia seguinte, certo? Ou de repente o clube fez a besteira e, ainda no vestiário pós-jogo, usou uma máquina do tempo, voltou um dia no passado justo a tempo de trocar Sestário pelo Carlos Eduardo de peruca. Não que não seja possível mas... 
No twitter, circulou uma versão de Héverton teria dito, numa conversa, que tinha jogado suspenso a mando do presidente da Portuguesa. Héverton, claro, tinha esquecido de mencionar isso em todas as 700 entrevistas que deu e, de repente, num súbito acesso de sinceridade, resolveu soltar essa num bate-papo informal. Um portal de torcedores do Fluminense ecoou a história. Héverton, ouvido sobre o tema, riu e comentou: 
Hã? Eu não falo com o presidente da Portuguesa há quatro meses.
As teorias, e a semana em geral, nos lembraram mais uma vez como o torcedor de futebol médio é incapaz – absolutamente incapaz – de argumentar racionalmente quando o tema envolve seu time. É compreensível – a paixão pelo time faz parte de cada fibra do sujeito. Ele sente cada notícia “negativa” como um ataque pessoal. Os intelectualmente menos abençoados então... se sentem ofendidos de verdade. Mais - se sentem no direito de reagir com toda sorte de violência verbal. E não apenas. 
Esse comportamento, levado ao extremo, produz cenas como a do vascaíno na arquibancada com barra de ferro na mão (e prego na ponta) pronto a esmagar o crânio de um desacordado. Pode soar surreal – mas aquele sujeito acreditava estar protegendo seu time, sua paixão, seu território. 
No mundo virtual, os nocautes são mais sutis. A testosterona, que flui em digitadas linhas, produz um UFC por polêmica - mas ninguém sai de maca. Era de se esperar, pois, que o debate judicial da semana produzisse gentilezas variadas. Mas foi algo inesperada sensação de torcedores do Fluminense - que se sentiram vítimas - reclamando que o clube foi moralmente linchado antes/durante e depois do ex-rebaixamento. 
O principal alvo das reclamações tricolores foi essa entidade vaga que chamamos de imprensa esportiva. Jornais e sites foram questionados, atacados, criticados. Os torcedores estrilaram porque o Sportv lembrou que, em 2010, o procurador Paulo Schmitt deu uma declaração em tom ameno sobre mudar o resultado do campo. “Estão querendo condenar o Fluminense!”. Era apenas uma informação relevante. Ouvido, Schmitt disse que a declaração estava fora de contexto – e o leitor/espectador formou sua opinião como quis. 
Os teóricos do “linchamento” foram mais longe. Comentaristas que – em mesas-redonda – consideraram “imoral” ou “vergonhosa” a decisão do STJD – foram acusados de estimular a violência. Houve realmente quem dissesse que opiniões assim aumentavam a hostilidade contra tricolores nas ruas. 
Culpar o mensageiro, como se sabe, é uma prática ancestral. Exageros à parte, o Fluminense foi vítima do destino – e não da imprensa. Não foi a imprensa que desrebaixou o Fluminense três vezes. A imprensa apenas relatou o que aconteceu – e pela terceira vez – seja por fatores externos, internos ou sobrenaturais – o Fluminense foi beneficiado fora de campo. Quem metralhou o tricolor das Laranjeiras foram os torcedores rivais - que sentiram a não-queda como ofensa. Comentaristas são pagos para opinar. Você pode discordar ou concordar com eles ( em geral os torcedores concordam com aqueles que dizem-o-que-eles-querem-ouvir). E a imprensa trabalha melhor quando oferece contexto e pluralidade. Ou seja: quando ecoa todos os lados e pontos-de-vista. O que, nesse caso, foi feito e de forma correta. Juristas de diversas matizes produziram teses contraditórias - que foram publicadas por toda parte. Mas tanta coisa foi publicada e discutida - e tamanha foi a grita - que algumas verdades me pareceram descer ao subterrâneo. Talvez por isso os tricolores tenham se sentido vítimas. Vale, por isso, desenterrá-las: 
1 - Qualquer clube – de qualquer série – teria feito exatamente a mesma coisa que o Fluminense fez. Diante do erro alheio – teria buscado seus direitos no tribunal. Portuguesa (e antes o Flamengo) fizeram uma lambança siderúrgica e indesculpável. Isso quer dizer que o rebaixamento da Lusa é justo? Não. A pena é muito maior do que o crime. Mas... quem cometeu o pecado foram os dirigentes do time paulista. Não foi o Fluminense que deu mole e escalou o Héverton.
2 - Se qualquer outro time estivesse no lugar do Fluminense – seus torcedores teriam adotado o discurso legalixsta. Teriam repetido as mesmas palavras que os tricolores disseram – letra por letra, artigo por artigo. Tem que cumprir a lei etc. E, certamente, os tricolores estariam do outro lado – lamentando a grande injustiça cometida contra a Portuguesa.
3- - A pena de perda dos pontos é por causa do jogo – não por causa do campeonato. Errado ou certo, o Tribunal não poderia julgar o campeonato – só o caso. É assim que o sistema funciona.
4 – Se existe tribunal – é porque a pena não deve ser meramente aplicada – seja ou não discricionária. O sistema judicial esportivo brasileiro é único – pois acredita no contraditório e no direito à defesa. Como demonstrado no caso do Cruzeiro – a pena de perda de pontos não é cabal. Mas é muito grave escalar um jogador irregular. Leniência, nesse caso, pode afetar a integridade do esporte. Ênfase no “pode”. 5 – É, repita-se, inaceitável que, em 2013, uma informação “de boca” seja responsável pela perda de pontos (e pelo rebaixamento) de uma equipe. Na era da informação, a CBF permitir que um jogador suspenso possa ser escalado é algo contrário aos interesses do esporte.
6 – É evidente que o tamanho da reação dos outros é maior porque o beneficiado foi o Fluminense – e não outro time. A carga da virada de mesa de 1996/97 e do salto divisional de 2000 pesa. Não importa para os rivais – e isso o torcedor tricolor deve entender – se o clube teve algo a ver com as ações que levaram a isso. Importa é que soa injusto. E isso criou essa sensação gigante de antipatia - que vai demorar a passar.
7 - Concordar com a tese do jurista que apóia seu time é como concordar com o árbitro que marcou pênalti duvidoso a favor. É fácil. O contrário... é que são elas.
Ah, a ignorância... 
Quando a poeira começou a baixar... os mesmos tricolores que reclamavam da imprensa correram para retuitar e compartilhar a reportagem sobre os vazamentos no Flamengo. Mas.. peraí? E o linchamento? Aí foi a vez de alguns rubro-negros – que antes vibravam com as reportagens sobre o cai-não-cai do Flu – entrarem em campo estrilando. 
O curioso é que as pessoas não percebem a própria parcialidade. O sujeito oscila entre lobo e hiena com a maior das facilidades dependendo da notícia. Se a notícia ruim é sobre o time dele... quer o fígado. Se a notícia ruim é sobre o rival... que delícia – vamos compartilhar, rir, dividir etc. No primeiro caso, a imprensa é isso, aquilo e aquilo outro. No segundo, botão de share. 
O torcedor tem um interesse apenas: ganhar – dentro e fora de campo. A vitória de seu time traz uma sensação atávica – é como se ele ganhasse, como se seu “mundo particular” fosse vingado e consagrado. É isso que o torcedor projeta naqueles 11 sujeitos suados chutando uma bola durante aqueles 90 minutos. E também na partida eterna do time contra seus rivais. 
Se futebol faz diferença na sua vida durante a semana – se você vai estar bem ou mal-humorado, se vai zoar ou ser zoado, se vai conseguir dormir ou não... é porque, sim, aqueles sujeitos suados fazem diferença ao representar a camisa que você, por algum motivo, escolheu. Aquela camisa que faz você se sentir especial – seja sofrendo, sorrindo, chorando, cantando ou vibrando. 
Essa camisa diz tanto que, quando você vê esses jornalistas chatos lembrando que são seres humanos que a vestem – e não super-heróis – você não gosta. Você não quer saber que esses seres humanos erram, fazem sandices, perdem gols, faltam treinos, namoram periguetes, esquecem de avisar que jogadores estão suspensos... bom – quem quer saber disso? É fofoca! Quem quer saber das lambanças lá de casa? Quem deixou esses frustrados entrarem aqui pra saber disso? Quem deixa esses desgraçados falarem sobre isso? Que direito eles têm? Eu, se fosse dirigente de clube, não deixava eles entrarem mais! Ficava só com o site oficial ou com quem só fala aquilo que eu quero ler ou ouvi... epa... peraí... 
A ignorância, escreveu um poeta inglês em 1742, é uma benção. Dois séculos depois, um escritor americano respondeu com ironia: os fatos, esses chatos, teimam em acontecer mesmo quando ignorados". 

Isso é sinal que a imprensa está preocupada, vai que uma teoria emplaca.

Juntos Somos Fortes!