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terça-feira, 26 de setembro de 2017

UMA ENTREVISTA FALSA DO LÍDER DO PCC, MAS QUE HOJE MERECE REFLEXÕES



Prezados leitores, vocês lembram?
A entrevista circulou com sucesso nas redes até que se descobriu que era fictícia (Link).
Apesar de ser um texto montado, confrontado com a realidade atual nos provoca inquietações.

"Assustadora mas imperdível a entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola , ao jornal O Globo.
Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.
O GLOBO: Você é do PCC?

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
O GLOBO: – Mas… a solução seria… - Solução?

- Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
O GLOBO: – Você não têm medo de morrer? 

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
O GLOBO: – O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o governo ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
O GLOBO: – Mas… não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O CRIME ORGANIZADO ESTÁ DOMINANDO O BRASIL

Prezados leitores, apesar das baixas que o crime organizado de colarinho branco tem sofrido no Brasil, ele continua enraizado em todas as esferas do poder; enquanto isso o crime organizado violento (tráfico de drogas e armas, por exemplo) segue em franco crescimento.


Policial Militar reagiu a um assalto no Rio


"Jornal O Dia 
PCC está recrutando guerrilheiros das Farc, diz jornal 
De acordo com a reportagem, de 5% a 10% dos integrantes do Farc não estão dispostos a aceitar o acordo de paz assinado com o governo 
31/01/2017 17:15:46
EFE
Nova York - O Primeiro Comando da Capital (PCC) está recrutando membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para estender suas redes de narcotráfico pela América Latina, informa nesta terça-feira o "The Wall Street Journal".
O jornal americano, que cita investigações e dados apresentados por autoridades dos dois países, diz que os recrutados são militantes do grupo armado colombiano que estão em desacordo com o recente acordo de paz. "O PCC está oferecendo empregos às Farc", afirmou o ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, segundo o jornal, cuja reportagem foi assinada em São Paulo. 
De acordo com a reportagem, de 5% a 10% dos integrantes do Farc não estão dispostos a aceitar o acordo de paz assinado com o governo. Caso sejam contratados pelo PCC, colocarão em risco os esforços do governo colombiano para desmobilizar os guerrilheiros das Farc e pode até ampliar a influência de grupos criminosos brasileiros na Colômbia, acrescenta o jornal. 
Segundo um promotor que investigou por dez anos o PCC, Lincoln Gakiya, essa organização está tentando assumir o controle das rotas de contrabando no Brasil que estão em poder de outros grupos criminosos e trabalhar diretamente com os fornecedores de cocaína colombianos. "O PCC está obsessivo em conseguir treinamento militar", disse Gakiya (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"CHACINA" - MIRANDA DE SÁ

Prezados leitores, transcrevemos artigo do escritor Miranda de Sá.





"Blog do Miranda Sá
janeiro 8, 2017 
CHACINA 
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) 
Me dê seis horas para matar um vampiro e eu passarei quatro horas afiando meu machado”. (Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros) 
“Chacina” é um substantivo feminino, originário do latim vulgar “siccina” (seca) referindo-se à carne seca. Nas línguas neolatinas refere-se ao ato ou efeito de matança, massacre; ação de matar muitas pessoas ao mesmo tempo de modo cruel. A referência latina lembrava a cena sanguinária do abate dos animais, fazendo com que a palavra chacina passasse a ser utilizada para classificar este tipo de crime sempre violento, uma forma de assassinato cruel e brutal. 
Tivemos repercutidas na imprensa duas chocantes chacinas ocorridas no Brasil; no Rio de Janeiro a Chacina da Candelária que abateu oito adolescentes sem-teto, e em São Paulo, a Chacina do Carandiru ocorrido na Casa de Detenção onde uma intervenção para controlar uma rebelião de presos acabou matando 111 detentos. 
Agora tivemos duas chacinas igualmente graves no âmbito presidiário, acerto de contas entre quadrilhas ligadas ao narcotráfico. A primeira ocorreu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, de Manaus, Amazonas, que resultou na morte de 56 detentos. 
Constrangeu a visão de corpos literalmente “destroçados”, desmembrados, decapitados e cortados aos pedaços. Esta chacina foi comandada pela quadrilha “Família do Norte” que tem o domínio da “rota do Solimões”, responsável por escoar a droga traficada pelas FARC e outras conexões no Peru e na Bolívia. 
Os alvos foram integrantes de outro bando criminoso, o Primeiro Comando da Capital, facção paulista que vem atuando no Amazonas. 
O segundo massacre foi uma retaliação do PCC em relação à Família do Norte, também relacionado com a disputa entre os bandidos das duas facções. Aconteceu na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (Roraima) onde os malfeitores paulistas mataram 31 presos, esquartejados, decapitados e alguns com o coração arrancado. 
Em Roraima, os bandidos tiveram o requinte de filmar as execuções e distribuir o vídeo pelo WhatsApp. Segundo o delegado-geral em exercício de Roraima, Marcos Lázaro, os mortos haviam rompido com o PCC e queriam criar uma facção local. 
Diante desta situação macabra e revoltante, somos obrigados a constatar a total falência do Estado Brasileiro em relação à segurança pública. É mais uma herança maldita da Era Lulopetista que facilitou a atuação das organizações criminosas como o próprio partido no poder. 
É também de reconhecer a incompetência das autoridades neste campo, no governo Temer. O atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou a existência de guerra de facções e descontrole no seu setor. Isto é desmentido pelos fatos e pela negativa em atender a governadora Suely Campos que anteriormente havia lhe solicitado uma intervenção no Estado. 
A negativa do Ministro sobre a ação de organizações criminosas nos presídios é hilária, principalmente partindo de um ex-advogado atuante na área, e de haver se esquivado lamentavelmente em relação ao pedido de ajuda de Roraima. 
Em compensação, no meio à grande contradição que é o governo Temer, tivemos o secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio, sem noção de sua responsabilidade enquanto ocupante de um cargo ligado ao Presidente, com uma entrevista de caráter pessoal, que nos leva a meditar sobre a realidade do banditismo atuante sem freios. 
Disse Bruno que “tinham que ter matado mais presos e que deveria haver uma chacina entre criminosos por semana”. Este pensamento deve ser refletido pela sociedade. 
Não favoravelmente aos assassinatos entre bandidos, claro, mas diante da realidade onde a política penitenciária paga de R$ 2.600,00 a RS 4.300,00 por preso – muito mais do que por aluno nas escolas públicas -, e vigora um auxilio reclusão de RS 1.285,00, um terço superior ao salário-mínimo (Fonte)". 

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domingo, 8 de janeiro de 2017

COMPLEXO PENITENCIÁRIO DE BANGU - AUMENTA TENSÃO ENTRE CRIMINOSOS

Prezados leitores, a crise econômica provocada pelos governos Cabral-Pezão e Pezão-Dornelles está também aumentando a tensão entre os criminosos do Complexo Penitenciário de Bangu.




"Site G1
No calor do Rio, falta de água em presídios aumenta a tensão entre criminosos
Presos são transferidos para evitar rebelião, diz defensoria; governo não comenta, mas confirma falha no abastecimento. 
Por Marco Antônio Martins, G1 Rio
08/01/2017 05h50 Atualizado há 7 horas
A falta água no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. O problema iniciado em 27 de dezembro passado, aliado ao calor do verão carioca que ultrapassa os 40 graus, aumentou a tensão entre os quase 50 mil detentos das 21 unidades prisionais da região. O clima ficou ainda mais pesado com o pedido de advogados de uma facção criminosa para que os milicianos e policiais presos que dividem a Penitenciária Lemos de Brito (Bangu 6) com os traficantes sejam transferidos para outra prisão, deixando a cadeia apenas para os integrantes do tráfico (Assistam a reportagem)". 

Juntos Somos Fortes!

COMPLEXO PENITENCIÁRIO DE BANGU - TIROTEIO APAVORA VISITANTES

Prezados leitores, o Rio de Janeiro está acéfalo.



"Jornal O Dia
Tiroteio em favela próxima a Complexo de Bangu assusta visitantes
Assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o 14º BPM (Bangu) não foi acionado por causa de disparos de arma de fogo durante a manhã na região do complexo penitenciário.
Não havia movimento de carros de polícia na região
08/01/2017 13:50:25
ESTADÃO CONTEÚDO
Rio - Um intenso tiroteio nesta manhã de domingo em favelas próximas à entrada do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, assustou familiares de detentos que aguardavam para a visita. A reportagem presenciou pelo menos três sequências de tiros, por volta das 11h30. 
O agente penitenciário que tomava conta da guarita da entrada chegou a mandar os familiares dos presos se abrigarem e saírem do local de triagem externa do complexo penitenciário, que fica próximo à cancela que controla o acesso de veículos (Leiam mais)". 

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REVISTA ISTO É - TRÁFICO DE DROGAS - OS DONOS DO CRIME

Prezados leitores, leiam e entendam a gravidade da situação que estamos vivenciando no Brasil.




"Revista Isto É 
Os donos do crime
Quem são e como se organizam os chefes das facções criminosas que controlam os complexos penitenciários brasileiros e ameaçam levar uma guerra sangrenta para as ruas do País
6 de janeiro de 2017
Eles espalham terror, impõem sua lei nos presídios e têm poder semelhante aos grandes grupos de mafiosos. Ao longo dos últimos trinta anos, se tornaram conhecidos e temidos pela população brasileira. As facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) cresceram em importância não só nos estados onde surgiram, mas em todo o País. As atividades dos grupos, inicialmente concentradas nos complexos prisionais, venceram as muralhas das penitenciárias e ganharam as ruas em ações cinematográficas. Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, à frente do CV, e Marcos Willians Hermes Camacho, o Marcola, à frente do PCC, se tornaram homens procurados internacionalmente e ganharam notoriedade continental. Nem o mais pessimista especialista em segurança pública poderia prever tamanha expansão desse tipo de organização criminosa. Expansão esta que só tende a crescer, ancorada na omissão do Estado. 
Na semana passada, o Brasil foi apresentado, de forma traumática, a mais uma representante desta seara podre da sociedade brasileira . A “Família do Norte”, conhecida pela sigla FDN, dominou o noticiário nacional e internacional depois de comandar a execução de 56 presos ligados ao PCC durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no Amazonas (leia reportagem na página 56). Foi o maior massacre dentro de uma prisão desde 1992, quando a Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru, foi invadida durante uma briga e 111 detentos foram mortos. Em vídeo feito por um detento na parte interna do Compaj, entre corpos decapitados e muito sangue, vê-se uma bandeira da organização criminosa. “É FDN que comanda, porra!”, desafia o preso que empunha a flâmula, sem se preocupar em esconder o rosto. 
A FORÇA DA FACÇÃO 
A FDN surgiu em 2006 da aliança entre dois ex-rivais do mundo do tráfico de Manaus. José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como “Compensa”, controlava a venda de drogas na região Oeste da cidade, enquanto Gelson Carnaúba, o “G”, dominava a região Sul. Presos, ambos cumpriram pena em presídios federais, onde tiveram contato com membros do CV e do PCC, e de lá voltaram determinados (ou orientados), segundo a Polícia Federal, a estruturarem uma operação nos moldes das facções do eixo Rio-São Paulo. Não demorou para o negócio decolar. 
Em pouco tempo, a dupla dominou quase toda a rota “Solimões”, na região da fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, e passou a escoar grandes quantidades de cocaína para vender em Manaus, distribuir pelo Brasil e exportar para a Europa. Já em 2006, Barbosa aparece em vídeo durante sua própria festa de aniversário, organizada para mais de duzentos convidados, em um luxuoso buffet de Manaus. Durante os parabéns, é visto rodeado por amigos em cerimônia que lembra o beija-mão dos mafiosos italianos. Cada convidado que o abraça entrega uma joia de ouro – seja anel, pulseira, relógio ou colar. Sorridente, o criminoso bate palma e posa para foto. Também em 2006, Barbosa funda o “Compensão”, time de futebol que viria a se tornar uma das mais populares equipes amazonenses na categoria “amador”. Pesadamente financiado, o time foi campeão duas vezes em sua categoria e até hoje amedronta adversários, que dizem temer as ameaças que frequentemente vêm das arquibancadas. 
Mesmo com a detenção de Barbosa, em setembro de 2009, a arrecadação da FDN continuou a crescer. Os negócios nessa época iam tão bem que os cerca de R$ 1 milhão em receita mensal passou a bancar não só a operação do grupo, mas também os honorários de um time de nove advogados dedicados exclusivamente ao bando. À época, Barbosa e seus comparsas já respondiam por crimes como evasão de divisas, tortura, sequestro, lavagem de dinheiro, homicídio, corrupção de autoridades, e tráfico internacional de drogas e armas. Mas foi a partir do momento em que Barbosa foi preso que a FDN deslanchou. Na cadeia, mas com mordomias (leia quadro), sem muito o que fazer e protegido por seus aliados, o traficante pôde se dedicar aos negócios. Foi com Barbosa detido que a facção colocou no ar seu sistema digital de compra e venda de drogas e de monitoramento das ruas do tráfico. Foi também nesse período que reformulou o processo de seleção de novos membros. Agora, os integrantes devem passar por uma rigorosa peneira com participação de filiados de vários escalões. 
PROFISSIONAIS 
Atualmente, a FDN é a terceira maior facção criminosa do País. O grupo nunca escondeu que, nesse esforço organizacional, suas inspirações foram o Comando Vermelho (CV) e, fundamentalmente, o Primeiro Comando da Capital (PCC), hoje seu maior rival. No Brasil, não há exemplo maior de estruturação e planejamento do crime do que o PCC. Criado em 1993 no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté, a 130km de São Paulo, o grupo surgiu com estatuto próprio e missão clara: “combater a opressão dentro do sistema prisional paulista”. Os anos se passaram e a missão parece se resumir a ganhar dinheiro. A facção tem hoje mais de 22 mil membros espalhados por praticamente todos os estados do País (leia quadro). À frente da potência que virou o PCC está Marcos Willians Hermes Camacho, o Marcola. Preso por roubo a bancos desde 1999, ele comanda com mão de ferro a estrutura fortemente hierarquizada que é a facção. 
Com Marcola, o PCC expandiu e diversificou seus negócios, tidos como muito dependentes do tráfico de drogas até o final dos anos 1990. Hoje, sabe-se que possui times de futebol na Zona Leste de São Paulo. Também é proprietário de companhias de ônibus, forma advogados e teria feito um prefeito na Grande São Paulo. É dono de uma refinaria clandestina em Boituva, no interior de São Paulo, que, durante anos, desviou óleo da Petrobras, o refinou e o revendeu em uma rede de postos de gasolina, também de sua propriedade. E ajuda a operacionalizar a ocupação de terras na região metropolitana de São Paulo para depois exigir 25% das habitações construídas nos terrenos invadidos. Os imóveis são mais tarde entregues às famílias de detentos que estão desamparados (Leiam mais)". 

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O ANTAGONISTA: O PAI DA FDN, PCC E CV

Prezados leitores, um artigo muito interessante sobre o tráfico de drogas.





 "O Antagonista
06 de Janeiro de 2017 
O pai da FDN, PCC e CV 
Por Mario Sabino
Depois da carnificina no presídio do Amazonas, eis que ocorre o banho de sangue na prisão de Roraima, com trinta presos decapitados e alguns deles com o coração arrancado. A barbaridade não deve parar por aí, uma vez que a guerra entre a Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foi declarada. 
Eu não fazia ideia da existência de uma facção chamada Família do Norte. Comando Vermelho, do Rio, e Primeiro Comando da Capital, de São Paulo, são sobejamente conhecidos. Como sou paulistano, o PCC faz, de certo modo, parte da minha vida cotidiana. Eles conseguiram parar São Paulo em 2006, por meio de uma série de atentados simultâneos, e dominam os presídios do estado. Conheço uma senhora cujo enteado foi preso por traficar drogas leves. Ela foi extorquida pelo PCC para que o rapaz não fosse surrado e estuprado na prisão. A periferia de São Paulo e até bairros centrais da cidade são o mercado do PCC; as penitenciárias do estado são os seus spas. Num desses spas de segurança máxima (para os bandidos), está hospedado Marcola, o Duce dessa gente. A administração estadual finge que não vê; o PCC finge que a administração estadual existe. 
As facções prosperam num país governado, até pouco tempo atrás, por uma organização criminosa, segundo a definição do Ministério Público Federal. Ainda há criminosos dessa organização encastelados em Brasília. Depois da carnificina no Amazonas, O Antagonista descobriu que presídios ocupados (esse é o termo mais apropriado) por FDN, PCC e CV foram "concedidos a empresas privadas — que, em troca de dinheiro público destinado ao sistema prisional, financiam campanhas de políticos. Como se vê, há ainda o PCCF, Primeiro Comando da Capital Federal. 
Diante das carnificinas nos presídios, há quem ache que é melhor que esses monstros se matem uns aos outros. Trata-se de uma sequela da política de direitos humanos de viés esquerdista, muito em voga nos anos 80 e 90, que dava mais atenção aos bandidos do que aos cidadãos de bem. A sequela é ainda explorada por populistas que querem o voto dos cidadãos de bem. Eu acho um horror qualquer carnificina. Não penso que se deva ser leniente com bandidos, mas sei que o Estado incapaz de garantir segurança, saúde e educação a todos é o mesmo que entrega presídios a facções criminosas (e os “concede a empresas privadas” que financiam políticos). É o mesmo que subverte a noção primeira de Estado como detentor do monopólio da força. 
A Família do Norte, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho nasceram de um Estado que, para além de corrupto, é incompetente, frouxo, desproporcional e comandado por gente desqualificada. A nossa tragédia tem expressões múltiplas, que podem ser mais ou menos sangrentas, mas ela é uma só (Leiam mais)". 

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

LEGADO BELTRAME: MAIS UM POLICIAL MILITAR ASSASSINADO EM SERVIÇO



Prezados leitores, a violência fora de controle foi o legado deixado pelo ex-secretário de segurança pública Beltrame no estado do Rio de Janeiro.
Hoje a população do Rio de Janeiro perdeu o Soldado PM Flávio Cruz Mendes, assassinado em serviço.
Nossos sinceros pêsames aos familiares e amigos.

"Jornal Extra
16/12/16 14:18 Atualizado em 16/12/16 17:03 
Confronto na Vila Cruzeiro deixa PM e suspeito mortos, e moradora ferida 
Fabiano Rocha 
Um confronto entre a PM e criminosos na Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio, deixou um suspeito e um soldado mortos na manhã desta sexta-feira. Uma moradora ferida também deu entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, no mesmo bairro, após chegar à unidade em um veículo blindado da Polícia Militar. Segundo a polícia, há mais uma pessoa ferida, mas ainda não identificada. 
O policial morto foi identificado como Flávio Cruz Mendes, de 27 anos. Ele estava na corporação há 2 anos e 7 meses, era solteiro e deixa uma filha de 3 meses de idade. Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que "está prestando toda assistência à família do policial". Ainda não há informações sobre o enterro. Segundo os comandos das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) Vila Cruzeiro e Parque Proletário, policiais foram atacados por criminosos armados, durante patrulhamento de rotina, na localidade conhecida como Rua 12, na divisa entre as duas comunidades.
Após a ação, policiais efetuaram buscas para localizar os envolvidos na troca de tiros. Houve novo confronto e um suspeito, apontado pelo comando da UPP como um dos chefes do tráfico na região, foi baleado, socorrido ao HGV, e também não resistiu. Ele foi identificado como Joanderson Costa do Nascimento, conhecido como Fielsinho, apontado pelo comando da UPP como um dos chefes do tráfico na região (Leiam mais)". 

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O LEGADO BELTRAME NA COMUNIDADE "PACIFICADA" DA ROCINHA



Prezados leitores, o legado dos quase dez anos de gestão do ex-secretário de segurança pública Beltrame segue produzindo efeito n Rio de Janeiro.
O PCC (São Paulo) teria assumido o controle da Rocinha. 

"Jornal O Globo 
Investigações mostram que Rocinha está sob controle de facção de SP
Disputa por territórios pôs fim à associação com traficantes dos complexos do Alemão e da Penha
ANTÔNIO WERNECK 
15/12/2016 4:30 / atualizado 15/12/2016 12:58 
RIO - A Rocinha, uma das maiores favelas do Rio, já está sob o controle do PCC, facção de traficantes paulistas, chefiada por Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O assunto passou a ser investigado pelo Ministério Público estadual e por policiais civis do Rio depois que uma disputa por territórios, dentro e fora dos presídios, pôs fim à associação de criminosos paulistas com traficantes dos complexos do Alemão e da Penha. Com uma população estimada em cem mil pessoas, o morro é considerado o mais rentável ponto de venda de drogas da cidade. 
O promotor André Guilherme de Freitas, responsável pela execução penal do Ministério Público, afirmou que a união das duas facções (a que controlava a Rocinha e a paulista) está consolidada. Ele disse que o assunto mobiliza promotores de vários setores do MP (Fonte)". 

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

TERRORISMO NO BRASIL: HEZBOLLAH TERIA PARCERIA COM O PCC



Prezados leitores, o terrorismo chega ao Brasil. 

"REVISTA VEJA
Blog Reinaldo Azevedo
10/11/2014 às 6:16
É MUITO GRAVE! PF DISPÕE DE DOCUMENTOS QUE PROVAM UMA PARCERIA ENTRE O PCC E O GRUPO TERRORISTA HEZBOLLAH. PIOR: O BRASIL SEGUE SEM LEI QUE PUNA O TERROR PORQUE O GOVERNO PETISTA E AS ESQUERDAS NÃO QUEREM 
A coisa é espantosamente grave! A Polícia Federal reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao grupo terrorista Hezbollah, que domina o sul do Líbano, atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação, em nosso território, é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Há muito os órgãos de segurança dos Estados Unidos consideram essa região infiltrada pelo terror, coisa que o governo brasileiro se nega a admitir. Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios. 
Pois é. Isso é especialmente grave porque o Brasil é um das poucas democracias do mundo — talvez seja a única — que não dispõe de uma lei para punir o terrorismo. Todas as iniciativas nesse sentido são barradas pelo próprio governo petista e pelas esquerdas porque, por óbvio, ações como as perpetradas, por exemplo, pelo MST e pelo MTST entrariam, sem exagero, na categoria de “terroristas”. O Inciso VIII do Artigo 5º da Constituição afirma que o Brasil repudia o terrorismo. O Inciso XLIII do Artigo 5º estabelece que o crime é inafiançável e insuscetível de graça, isto é, não pode ser anistiado. Mesmo assim, não existe uma lei para puni-lo. É uma piada macabra. 
Não é a primeira vez que o terrorismo dá mostras de atuar no Brasil. Em maio de 2009, foi preso no país um libanês identificado como “K”. Tratava-se de Khaled Hussein Ali, nada menos do que um homem da Al Qaeda. Era o responsável mundial pelo “Jihad Media Battalion”, uma organização virtual usada como uma espécie de relações públicas online da Al Qaeda, propagando pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitando o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel. Casou-se no Brasil, teve uma filha e vive tranquilamente na Zona Leste de São Paulo. 
Reportagem da VEJA de Abril de 2011 informava que o iraniano Mohsen Rabbani, procurado pela Interpol, entrava e saía do Brasil com frequência sem ser incomodado. Funcionário do governo iraniano, ele usa passaportes emitidos com nomes falsos para visitar um irmão que mora em Curitiba. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) descobriu que Rabbani já recrutou pelo menos duas dezenas de jovens do interior de São Paulo, Pernambuco e Paraná para cursos de “formação religiosa” em Teerã. “Sem que ninguém perceba, está surgindo uma geração de extremistas islâmicos no Brasil”, disse, então, o procurador da República Alexandre Camanho de Assis. Rabbani é acusado de arquitetar atentados contra instituições judaicas que vitimaram 114 pessoas em Buenos Aires, nos anos de 1992 e 1994. Calma, que tem mais! 
Análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos, como informou a VEJA em 2011, expõe laços de extremistas que vivem ou viveram no Brasil com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que, durante treze anos, financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel. A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. 
Em 2001, a entidade entrou para a lista de organizações consideradas terroristas pela ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land, que hoje cumpre a duríssima pena numa cadeia do Texas. Curiosamente, passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui. 
Em depoimento ao Congresso nos EUA em 2010, o então embaixador americano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roger Noriega, afirmou que as operações da Holy Land na Tríplice Fronteira eram comandadas pelo xeque Khaled Rezk El Sayed Taky El-Din. De fato, informou reportagem da VEJA em 2011, o clérigo islâmico aparece nas agendas telefônicas da Holy Land como um contato “importante” na América do Sul. Noriega confirmou também informações de que, em 1995, El-Din hospedou em Foz do Iguaçu Khalid Sheikh Mohammed, terrorista da Al Qaeda que organizou os atentados de 11 de setembro de 2001. 
O xeque ficou à frente da mesquita de Guarulhos por onze anos, mas pediu demissão em junho de 2010. Em 2011, era diretor para assuntos islâmicos da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras). À revista VEJA, então, El-Din negou envolvimento com a Holy Land e com Shukri Baker. Outro contato da Holy Land no Brasil, de acordo com uma investigação encomendada pelo Departamento de Justiça americano em 2005, era Ayman Hachem Ghotme, considerado o principal arrecadador de fundos para o Hamas na Tríplice Fronteira. 
Encerro
Pois é… A Polícia Federal tem agora elementos que indicam que o terror e o crime organizado fizeram uma parceria. E o Brasil segue sem uma lei que possa dar a essa associação a devida punição. Não tem porque o governo petista e as esquerdas não querem. 
Por Reinaldo Azevedo".

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