JORNALISMO INVESTIGATIVO

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domingo, 21 de maio de 2017

CASO TEMER - TRECHOS IMPORTANTES DA GRAVAÇÃO NÃO FORAM EDITADOS

presidente Temer e ex-governador Sérgio Cabral

Prezados leitores, nós consideramos que a situação do presidente Temer é insustentável.
Apesar das divergências entre os peritos ouvidos, existe concordância no que diz respeito aos trechos que incriminam o presidente não terem sofrido edição.

"Site G1
Peritos afirmam que partes importantes da gravação de Joesley com Temer não foram editadas 
Especialistas ouvidos por jornais dizem que trechos mais relevantes estão intactos. Jornal Nacional ouviu mais dois peritos, que concluíram que não há sinais de adulteração ou edição. 
Por Jornal Nacional 
20/05/2017 20h52 Atualizado há 35 minutos 
(...) 
Outras perícias, sobre as quais o presidente também não falou, mencionam número bem menor de edições. A perícia feita pelo jornal "O Estado de S. Paulo" fala de 14 edições, e confirma que está intacta a parte referente a Eduardo Cunha. Também intacto está outro trecho, segundo o perito d'"O Estado de S. Paulo". É o trecho sobre a manipulação de juízes por parte de Joesley Batista. 
Dois outros respeitados peritos concluíram que a fita inteira está intacta, sem sinais de adulteração ou edição (Leiam mais e assistam a reportagem). 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 20 de maio de 2017

CASO TEMER: ÁUDIO GRAVADO PODE TER CORTES. ISSO INVALIDA A PROVA?



Prezados leitores, propomos uma reflexão sobre a possibilidade do áudio da conversa do presidente Michel Temer com Joesley Batista ter sido editado, conforme parte da imprensa tem noticiado.
Um perito teria identificado cortes no conteúdo.
Salvo melhor juízo, o importante é identificar se os cortes ocorreram e se alteraram a ordem das falas, ou seja, se os cortes teriam resultado em uma edição com as falas fora da ordem da conversa ocorrida, criando uma "nova conversa", que não existiu de fato.
Se isso ocorreu, não podemos considerar o áudio como válido, porém se os cortes apenas suprimiram partes da conversação sem modificar os trechos existentes, os quais teriam a continuidade normal, não vemos qualquer problema em avaliá-los.
Claro que se poderá alegar entre inúmeros argumentos que nas partes suprimidas o presidente teria dito, por exemplo, que adotaria providências sobre os crimes que tinham sido relatados por Joesley, uma das acusações que estão fazendo contra Temer.
Só que tal possibilidade perde o valor diante do fato de Temer não ter feito tal comunicação ao Ministro da Justiça ou a quem quer que seja.
Isso significa que mesmo que ele tenha falado que faria, ele não fez, portanto, o crime continua existindo.
Também cabe ressaltar que não temos conhecimento do presidente Temer ter alegado a edição da conversa, os cortes que estão sendo noticiados, algo que era de se esperar diante da gravidade do caso.
Nós consideramos que não podemos nem acreditar em tudo que foi exibido no áudio, nem invalidar o que foi dito em razão de trechos suprimidos (cortes).
Só uma investigação isenta poderá nos levar a verdade dos fatos.
Afinal, provar nada mais é do que demonstrar a verdade.


"Revista Veja 
Blog Reinaldo Azevedo
Brasil, Política
Uma vez confirmada edição da gravação, Janot e Fachin impichados
Caso se confirme a adulteração, estamos diante de dois crimes: falsidade material, prevista nos artigos 297 e 298 do Código Penal, e obstrução da Justiça (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

PS - Aconselhamos a leitura do artigo da Folha de São Paulo que contém a opinião de "especialistas" (Link).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CASO AMARILDO: TREZE POLICIAIS MILITARES PRESOS

Prezados leitores, na série de vídeos que publicamos com comentários sobre as investigações e os julgamentos dos 11 (onze) Policiais Militares acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, destacamos a importância da prova técnica e a fragilidade da prova testemunhal.
Hoje o jornal O Globo publica a reportagem que reproduzimos a seguir na qual consta que peritos identificam a voz de um Policial Militar que tentou se passar por um traficante, eis uma prova técnica que demonstra a tentativa de atrapalhar a investigação policial.
A matéria revela ainda que dos 25 (vinte e cinco) Policiais Militares que respondem criminalmente por "tortura seguida de morte" com relação ao morador da Rocinha Amarildo, 13 (treze) estão presos há quase um ano aguardando julgamento.
Certamente, caso algum PM seja considerado inocente, ele acionará o Estado pelo fato de ter ficado preso.
A ação contra o Estado demorará muitos anos para transitar em julgado e quando isso ocorrer, o PM vitorioso ainda terá que esperar a sua vez para receber em uma fila interminável de precatórios.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares que foram encarcerados ilegalmente em Bangu 1 pelo governo Sérgio Cabral também enfrentarão esse problema.
Urge que essa situação seja modificada, sobretudo quando o Estado erra e priva a liberdade de algum cidadão inocente.
Transitada em julgado a inocência, o Poder Judiciário deveria determinar o pagamento imediato de uma indenização pelo Estado.
Caso o inocentado considerasse o valor insuficiente, ele entraria com uma ação para obter o valor considerado justo.
O cidadão inocentado (PM, por exemplo) acaba sendo punido duas vezes: fica preso sendo inocente e depois espera anos e anos por uma indenização.


(O Globo)

Juntos Somos Fortes!

domingo, 23 de março de 2014

CASO CLÁUDIA FERREIRA: O PERIGO DA PROVA TESTEMUNHAL



Prezados leitores, nós demonstramos várias vezes nesse espaço a preocupação que deve existir com relação às provas testemunhais, diante dos inúmeros fatores que podem influenciar um depoimento. O investigador que se basear apenas nelas estará sempre muito próximo de não chegar até a verdade dos fatos.
Em artigo recente destacamos que um dos Policiais Militares acusado de participação no homicídio da juíza Patrícia Acioli, mais uma vez, declarou em juízo que foi coagido por Policiais Civis para prestar depoimento incriminando outros Policiais Militares.
Verdade ou mentira, apenas uma investigação poderá determinar.
Se for mentira, não altera as condenações que já ocorreram e as que ainda ocorrerão. Todavia, se for verdade, muda completamente o quadro e o poder judiciário pode estar condenando inocentes, caso não existam outras provas que confirmem a participação dos Policiais Militares.
Como sempre afirmamos quando escrevemos sobre esse caso, nós não conhecemos os autos do processo, nem do inquérito policial, portanto, a referida denúncia já pode ter sido esclarecida, só não teve publicidade em razão da imprensa não ter divulgado da investigação.
No caso do homicídio da senhora Cláudia Ferreira, volta e meia, familiares e vizinhos se apresentam como testemunhas dos fatos, apresentando as suas versões para os fatos.
A seguir apresentaremos dois desses testemunhos divulgados pela imprensa para demonstrar como é perigosa a prova testemunhal.
1) Dia 18 de março de 2014 - Filha.
"(...) Os policiais militares que arrastaram uma mulher baleada pelas ruas do Rio de Janeiro acharam que ela era uma criminosa e estavam rindo antes de colocá-la dentro da viatura, conforme relatou Thaís Lima, filha de Cláudia Ferreira da Silva, em entrevista ao Bom Dia Rio. Segundo Thaís, sua mãe ainda estava consciente e respirava quando foi colocada no carro, mas falava frases desconexas e tinha muitos ferimentos (Link)". 
 2) Dia 23 de março de 2014 - Vizinha. 
"(...) Após os tiros, a vizinha da servente voltou correndo para casa com medo. Dez minutos depois, ela saiu novamente e viu que Cláudia ainda estava lá. “Ela já estava morta. Fiquei apavorada e chamei os moradores. Trinta minutos depois, os mesmos policiais voltaram na maior calma”, explica a testemunha (Link)".
Diante dos dois testemunhos, a senhora Cláudia Ferreira estava morta ou estava viva quando os Policiais Militares a conduziram na viatura?
Obviamente, a contradição nos depoimentos não isenta qualquer responsabilidade de quem efetuou os disparos que provocaram a tragédia, mas deve ser esclarecida para que se possa avaliar corretamente o comportamento dos Policiais Militares que socorreram.
Infelizmente, muitos acusados são condenados por provas testemunhais, o que explica os muitos erros judiciais que ocorrem no Brasil.

Juntos Somos Fortes!