JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 20 de maio de 2017

CASO TEMER: ÁUDIO GRAVADO PODE TER CORTES. ISSO INVALIDA A PROVA?



Prezados leitores, propomos uma reflexão sobre a possibilidade do áudio da conversa do presidente Michel Temer com Joesley Batista ter sido editado, conforme parte da imprensa tem noticiado.
Um perito teria identificado cortes no conteúdo.
Salvo melhor juízo, o importante é identificar se os cortes ocorreram e se alteraram a ordem das falas, ou seja, se os cortes teriam resultado em uma edição com as falas fora da ordem da conversa ocorrida, criando uma "nova conversa", que não existiu de fato.
Se isso ocorreu, não podemos considerar o áudio como válido, porém se os cortes apenas suprimiram partes da conversação sem modificar os trechos existentes, os quais teriam a continuidade normal, não vemos qualquer problema em avaliá-los.
Claro que se poderá alegar entre inúmeros argumentos que nas partes suprimidas o presidente teria dito, por exemplo, que adotaria providências sobre os crimes que tinham sido relatados por Joesley, uma das acusações que estão fazendo contra Temer.
Só que tal possibilidade perde o valor diante do fato de Temer não ter feito tal comunicação ao Ministro da Justiça ou a quem quer que seja.
Isso significa que mesmo que ele tenha falado que faria, ele não fez, portanto, o crime continua existindo.
Também cabe ressaltar que não temos conhecimento do presidente Temer ter alegado a edição da conversa, os cortes que estão sendo noticiados, algo que era de se esperar diante da gravidade do caso.
Nós consideramos que não podemos nem acreditar em tudo que foi exibido no áudio, nem invalidar o que foi dito em razão de trechos suprimidos (cortes).
Só uma investigação isenta poderá nos levar a verdade dos fatos.
Afinal, provar nada mais é do que demonstrar a verdade.


"Revista Veja 
Blog Reinaldo Azevedo
Brasil, Política
Uma vez confirmada edição da gravação, Janot e Fachin impichados
Caso se confirme a adulteração, estamos diante de dois crimes: falsidade material, prevista nos artigos 297 e 298 do Código Penal, e obstrução da Justiça (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

PS - Aconselhamos a leitura do artigo da Folha de São Paulo que contém a opinião de "especialistas" (Link).

quinta-feira, 18 de maio de 2017

POLÍCIA FEDERAL FILMA INDICADO POR TEMER RECEBENDO PROPINA



Prezados leitores, o presidente Temer (PMDB) parece estar em péssimos lençóis...

"Jornal O Globo
PF filma indicado por Temer recebendo propina 
Dono da JBS gravou conversa com presidente 
LAURO JARDIM 
17/05/2017 19:30 / atualizado 17/05/2017 19:38 
RIO - Por volta de 22h30m do dia 7 de março, Joesley Batista entrou no Palácio do Jaburu. Michel Temer estava à sua espera. Joesley chegou à residência oficial do presidente com o máximo de discrição: foi dirigindo o próprio carro para uma reunião a dois, fora de agenda. Escondia no bolso uma arma poderosa — um gravador. Temer havia chegado pouco antes em casa, logo depois do seu último compromisso do dia: uma passada rápida na comemoração dos 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat. 
O presidente e o empresário conversaram por cerca de 40 minutos a sós. Poderiam, por exemplo, ter discutido a queda de 3,6% do PIB em 2016, um terrível dado econômico divulgado justamente naquele dia. Mas eram outros os assuntos da pauta (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

É RIDÍCULO TER SAUDADES DO GOVERNO MILITAR

Prezados leitores, transcrevemos texto que circula nas redes sociais para avaliação.



GOVERNO MILITAR 
É RIDÍCULO TER SAUDADES DO GOVERNO MILITAR. 
Como alguém, em sã consciência, pode ter saudades de um governo que tinha, apenas, 12 ministérios? Prova, inequívoca, que o país não era bem administrado. 
Como confiar em presidentes que morreram pobres? Um homem que ocupa o cargo máximo de uma nação, sem fazer fortuna, prova que não sabe aproveitar oportunidades, nem gerir o patrimônio próprio. Um incapaz.
Como ser saudoso de uma época de ditadura, onde todos os cidadãos tinham direito ao livre acesso às armas de fogo? E pior, a repressão era tão violenta que, mesmo armados, os cidadãos não se matavam. Isso demonstra o medo da população contra aquele governo bárbaro. 
Como respeitar um regime que criou o INSS, o PIS, o PASEP, regulamentou o 13º, instituiu a correção monetária, criou o Banco Nacional da Habitação, o FUNRURAL, construiu mais de 4 milhões de moradias e abriu 13 milhões de vagas de emprego?
Melhor nem falar de infraestrutura. Em 21 anos, conseguiram, apenas, asfaltar 43.000Km de estradas, construir 4 portos, reformar outros 20, instalar as maiores hidrelétricas do mundo, decuplicar a produção da Petrobrás, criar a Embratel e a Telebras, implementar dois polos petroquímicos, entre outras coisinhas sem importância. 
A educação era ridícula. Pegaram o país com 100 mil estudantes secundaristas e transformaram em 1.3 milhões. Criaram o Mobral, o CESEC, a CNPQ e o programa de Merenda Escolar. 
Nestes vergonhosos anos de chumbo, onde o PIB cresceu 14%, as exportações saltaram de 1.5 para 37 bilhões, atingimos a 7ª economia economia mundial e nos tornamos o 2º maior produtor de navios do planeta. Uma catástrofe!!
Realmente, durante essa página negra da história nacional, pelo visto, apenas os presídios funcionavam. Esses, sim, um exemplo. Neles entraram terroristas, assassinos, assaltantes, guerrilheiros, seqüestradores, e saíram deputados, ministros, governadores e, até, dois presidentes. Isso que é recuperação". Fonte: internet 

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sábado, 28 de março de 2015

FARSA BURLESCA - GENERAL MARCO FELICIANO


Prezados leitores, transcrevemos o artigo "Farsa Burlesca" de Marco Feliciano: 

"FARSA BURLESCA 
A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam” 
General Marco Antonio Felicio da Silva. 

Escudada por uma oposição débil e por um curral eleitoral de quase 40 milhões de votos, originário de demagógicas políticas assistencialistas, não passou de farsa burlesca a campanha eleitoral conduzida pelo PT para a reeleição de Dilma. Vendeu, por meio de marketing criminoso, apoiado por mentiras e meias verdades, ilusórias conquistas de seu primeiro mandato como a manutenção do pleno emprego e do poder de compra dos salários. Prometeu, para o mandato seguinte, o incremento do crescimento da economia e a consolidação das pretensas conquistas anteriores.
A verdade, entretanto, é que diante da crise financeira internacional, que se arrasta por vários anos, Dilma, irresponsável e criminosamente, desconsiderou os fortes e negativos impactos da mesma sobre a economia brasileira, aliás, anteriormente tratada por Lula, num dos seus delírios etílicos, extravasando a sua ignorância, como uma simples marola a atingir o Brasil.
Assim, enquanto a economia marchava para a estagnação, com as taxas de investimentos caindo, trimestres seguidos, a produção industrial diminuindo drasticamente, inflação persistente e aumento dos juros, o número de empregos gerados tornou-se, cada vez mais, abaixo do realmente necessário.
Adotando Política Econômica equivocada, incentivou o consumo, facilitando o crédito, criando programas populares e dando subsídios a determinados setores da economia, em detrimento de investimentos produtivos e desequilibrando as contas púbicas. A dívida pública total cresceu desmesuradamente e o déficit das contas públicas atingiu, em 2014, o valor de 17,2 bilhões de reais, parte, logicamente, gasta em prol da eleição da Presidente, provavelmente com desvio criminoso de verbas governamentais.
Um dos grandes perigos que o País corre é o crescimento insustentável da dívida pública que já alcança 63% do PIB quando, nos emergentes, a média é de 40% do PIB. Há que lembrar que o aumento de juros aumenta a dívida pública e pode neutralizar o esforço fiscal que venha a ser feito. A inflação, embora camuflada, há muito, pela contenção de certos preços, vem diminuindo o poder de compra dos salários.
O escândalo “Petrolão”, continuação do “Mensalão”, tem na Petrobras o seu foco desde quando Dilma era Presidente de seu Conselho de Administração e como tal, também, responsável pela compra fraudulenta de refinaria nos USA. Graça Foster, amiga de Dilma e casada com empresário prestador de serviços à Petrobras, por meio de contratos de valor aproximado de 600 milhões, alguns sem licitação, tornou-se Presidente da Empresa no governo Dilma, permitindo a continuidade da corrupção que já rasgava as entranhas da Empresa. Ela nada viu, nada ouviu, de nada sabe, repetindo o mantra de Lula e Dilma.
O Petrolão mostra as fortunas criminosamente desviadas para abastecer partidos e políticos que apoiam o PT e o governo e criar alguns milionários. Mostra a grave corrupção que grassa com a participação de “operadores” do PT e de partidos aliados. Por delação premiada, hoje, já se sabe que tal corrupção atinge, também, obras em outros setores governamentais, com os mesmos operadores atuantes na Petrobras, entre eles o acusado tesoureiro do PT e da campanha de Dilma, deputado João Vaccari. Como exemplo, a Revista Época (26 jan 2015) noticia como um empresário, com “nome sujo na praça e extensa ficha policial”, depois de se aproximar de Vaccari, conseguiu empréstimos no Banco do Nordeste (375 milhões e 452 milhões), este aparelhado pelo PT, incluso com apadrinhados pelo atual Ministro da Defesa. No auge da campanha de Dilma, após obter, também, a remoção das garantias inicialmente solicitadas pelo Banco, o empresário dou, para a campanha da Presidente, 17,5 milhões de reais ao lado de outras empresas como a Andrade Gutierrez(20 Bi), OAS( (20Bi), UTO Engenharia (7,5 Bi), também, envolvidas na corrupção do Petrolão.
A infraestrutura do País está deteriorada. A inépcia e incompetência como foi gerida a política energética, que teve Dilma como gestora durante governo Lula, deixou de cumprir o planejamento de construção de dezenas de hidrelétricas e de linhas de transmissão, gerando a crise de energia que vivemos no momento, agravada pela falta de chuvas e calor inclemente, em todas as regiões do País, com reservatórios próximos de secar e com recomposição, sabe Deus quando. A Petrobras está saqueada. Estradas, portos, ferrovias e aeroportos necessitam de manutenção e modernização urgentes. O serviços essenciais como o de Saúde, e Transportes, a Educação e Comunicações estão muito aquém das necessidades. A Segurança Pública é geradora de grande insegurança na população. O sistema prisional é medieval.
Vencida a eleição, parece que a Presidente opta por Política Econômica contrária ao que defendeu, demagógica e mentirosamente, em sua propaganda eleitoral. Dá ênfase a uma dura Política Fiscal que atinge, proporcionalmente, com mais vigor o Ministério da Defesa, mostrando, por parte do Ministro Nelson Barbosa, a mesma insensibilidade que sempre teve para com as necessidades das Forças Armadas. Os objetivos principais da END (Estratégia Nacional de Defesa) serão duramente atingidos bem com a base industrial que está sendo criada. O Ministério de Ciência e Tecnologia também foi atingido. Há que ressaltar que o País necessita desesperadamente de empreendedorismo e de inovações tecnológicas. A cegueira está em não enxergar que a Industria de Defesa e os programas do MCT de incentivo à inovação são as ferramentas mais importantes de que dispomos para tal e ficarão a míngua de recursos.
Realismo tarifário nas contas de luz e nos combustíveis, novo cálculo do salário mínimo e modificações em benefícios sociais já estão em andamento, confirmando, com as restrições orçamentárias em vigor, a fraude eleitoral cometida por Dilma em sua campanha.
Vejamos as surpresas que virão da “Operação Lava-Jato” e, talvez, tenhamos uma oposição mais corajosa para as providências constitucionais que se façam necessárias em relação ao governo atual e à Presidente, responsável por uma campanha eleitoral que não passou de uma criminosa farsa burlesca.
General Marcos Feliciano" 

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sábado, 7 de junho de 2014

O GOVERNO ACABOU - ,ARCO ANTONIO VILLA

Prezados leitores, uma leitura interessante.



"REVISTA VEJA 
quinta-feira, 5 de junho de 2014 
O governo acabou 
Marco Antonio Villa 
O governo Dilma definha a olhos vistos. Caminha para um fim melancólico. Os agentes econômicos têm plena consciência de que não podem esperar nada de novo. Cada declaração do ministro da Fazenda é recebida com desdém. As previsões são desmentidas semanas depois. Os planos não passam de ideias ao vento. O governo caiu no descrédito. Os ministérios estão paralisados. O que se mantém é a rotina administrativa. O governo se arrasta como um jogador de futebol, em fim de carreira, aos 40 minutos do segundo tempo, em uma tarde ensolarada. 
Apesar do fracasso — e as pífias taxas de crescimento do PIB estão aí para que não haja nenhum desmentido —, Dilma é candidata à reeleição. São aquelas coisas que só acontecem no Brasil. Em qualquer lugar do mundo, após uma pálida gestão, o presidente abdicaria de concorrer. Não aqui. E, principalmente, tendo no governo a máquina petista que, hoje, só sobrevive como parasita do Estado. 
A permanência no poder é a essência do projeto petista. Todo o resto é absolutamente secundário. O partido necessita da estrutura estatal para financeiramente se manter e o mesmo se aplica às suas lideranças — além dos milhares de assessores. 
É nesta conjuntura que o partido tenta a todo custo manter o mesmo bloco que elegeu Dilma em 2010. E tem fracassado. Muitos dos companheiros de viagem já sentiram que os ventos estão soprando em sentido contrário. Estão procurando a oposição para manter o naco de poder que tiveram nos últimos 12 anos. O desafio para a oposição é como aproveitar esta divisão sem reproduzir a mesma forma de aliança que sempre condenou. 
Como o cenário político foi ficando desfavorável à permanência do petismo, era mais que esperada a constante presença de Lula como elemento motivador e agregador para as alianças. Sabe, como criador, que o fracasso eleitoral da criatura será também o seu. Mas o sentimento popular de enfado, de cansaço, também o atingiu. O encanto está sendo quebrado, tanto no Brasil como no exterior. Hoje suas viagens internacionais não têm mais o apelo do período presidencial. Viaja como lobista utilizando descaradamente a estrutura governamental e intermediando negócios nebulosos à custa do Erário. 
Se na campanha de 2010 era um presidente que pretendia eleger o sucessor, quatro anos depois a sua participação soa estranha, postiça. A tentativa de transferência do carisma fracassou. Isto explica por que Lula tem de trabalhar ativamente na campanha. Dilma deve ficar em um plano secundário quando o processo eleitoral efetivamente começar. Ela não tem o que apresentar. O figurino de faxineira, combatente da corrupção, foi esquecido. Na história da República, não houve um quadriênio com tantas acusações de “malfeitos” e desvios bilionários, como o dela. O figurino de gerentona foi abandonado com a sucessão de “pibinhos”. O que restou? Nada. 
Lula está como gosta. É o centro das atenções. Acredita que pode novamente encarnar o personagem de Dom Sebastião. Em um país com uma pobre cultura democrática, não deve ser desprezada a sua participação nas eleições. 
A paralisia política tem reflexos diretos na gestão governamental. As principais obras públicas estão atrasadas. Boa parte delas, além do atraso, teve majorados seus custos. Em três anos e meio, Dilma não conseguiu entregar nenhuma obra importante de infraestrutura. Isto em um país com os conhecidos problemas nesta área e que trazem sérios prejuízos à economia. Mas quando a ideologia se sobrepõe aos interesses nacionais não causa estranheza o investimento de US$ 1 bilhão na modernização e ampliação do porto de Mariel. Ou seja, a ironia da história é que a maior ação administrativa do governo Dilma não foi no Brasil, mas em Cuba. 
Os investimentos de longo prazo foram caindo, os gastos para o desenvolvimento de educação, ciência e tecnologia são inferiores às necessidades de um país com as nossas carências. Não há uma área no governo que tenha cumprido suas metas, se destacado pela eficiência e que o ministro — alguém lembra o nome de ao menos cinco deles? — tenha se transformado em referência, positiva, claro, pois negativa não faltam candidatos. 
O irresponsável namoro com o populismo econômico levou ao abandono das contas públicas, das metas de inflação e ao desequilíbrio das tarifas públicas. Basta ver o rombo produzido no setor elétrico. A ação governamental ficou pautada exclusivamente pela manutenção do PT no poder. As intervenções estatais impuseram uma lógica voluntarista e um estatismo fora de época. Basta citar as fabulosas injeções de capital — via Tesouro — para o BNDES e os generosos empréstimos (alguns, quase doações) ao grande capital. E a dívida pública, que está próxima dos R$ 2,5 trilhões? 
No campo externo as opções escolhidas pelo governo foram as piores possíveis. Mais uma vez foi a ideologia que deu o tom. Basta citar um exemplo : a opção preferencial pelo Mercosul. Enquanto isso, o eixo dinâmico da economia mundial está se transferindo para a região Ásia-Pacífico. 
Ainda não sabemos plenamente o significado para o país desta gestão. Mas quando comparamos os nossos índices de crescimento do PIB com os dos países emergentes ou nossos vizinhos da América Latina, o resultado é assustador. É possível estimar que no quadriênio Dilma a média sequer chegue a 2%. A média dos emergentes é de 5,2%, e da América Latina, de 3,2%. E o governo Dilma ainda tem mais sete meses pela frente. Meses de paralisia econômica. Haja agonia. 
Marco Antonio Villa é historiador (Fonte)".

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domingo, 26 de janeiro de 2014

ANOMIA, O CASO BRASILEIRO - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA


ANOMIA, O CASO BRASILEIRO 
Maria Lucia Victor Barbosa 
O sociólogo Emile Durkeim (1858-1917) viveu as turbulências do início da sociedade industrial e isto influenciou sua preocupação com a ordem e com novas ideias morais capazes de guiar o comportamento das pessoas. Ele observou os conflitos resultantes das transformações socioeconômicas nas sociedades europeias e concluiu que havia um estado de anomia, ou seja, a ausência de leis, de normas, de regras de comportamento claramente estabelecidas. 
Na atualidade o rápido desenvolvimento dos meios de transporte, de comunicação, da tecnologia, da ciência indica a transição para um mundo mais complexo onde o conhecimento de hoje é rapidamente ultrapassado amanhã. Nesse contexto valores são perdidos, instituições se desagregam, percepções entre o certo e o errado desaparecem e o indivíduo parece uma mosca tonta na janela de um trem-bala. Prevalece o individualismo, o hedonismo, a vulgaridade, a mediocridade, a imoralidade. 
Como as sociedades são dinâmicas e não dá para permanecer nesse estado indefinidamente aos poucos vai se construindo uma nova ordem. Paralelamente começam a surgir novas representações coletivas, outro conceito de Durkeim a significar experiências advindas da influência grupal – família, partido político, religião, etc.- que suprem os indivíduos com ideias e atitudes que ele aceita como se fossem pessoais. 
No Brasil, país da impunidade, do jeitinho, da malandragem sempre houve certa anomia. Um salvo-conduto para o desfrute impune de atos de corrupção. Uma largueza moral que encanta os estrangeiros que aqui vêm usufruí-la sem jamais ousarem repeti-la em seu país. Características essas culturais originadas historicamente e aprimoradas ao longo do tempo. 
Contudo, foi com a entrada do PT na presidência da República que acentuou nossa anomia. Isso se deu através dos sucessivos e impunes escândalos de corrupção do partido que se dizia o único ético, o puro, aquele que vinha para mudar o que estava errado. No poder o PT se tornou não um partido não igual aos outros, mas pior. 
Por isso mesmo foi marcante o julgamento do mensalão quando, pela primeira vez, poderosos e seus coadjuvantes foram parar na cadeia por conta da coragem e da firmeza do ministro Joaquim Barbosa auxiliado por alguns ministros do STF. 
Lula da Silva sempre foi um homem de muita sorte ajudada por sua verborragia. Herdou um país sem inflação, além de políticas públicas as quais de certo modo imitou. No plano internacional reinava calmaria econômica. No âmbito interno nenhuma oposição partidária ou institucional. As performances escrachadas do “pobre operário” agradavam a maioria e formou-se uma representação coletiva que aceitava todos os desvios e desmandos do governo. Diante da roubalheira o povo dizia: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa”. 
O todo-poderoso Lula da Silva se reelegeu e fez mais, obteve um “terceiro mandato” sem precisar alterar a Constituição. Isso porque elegeu uma subordinada que não dá passo sem ouvir suas ordens. 
Contudo, no final do segundo mandato de Lula da Silva a economia do Brasil paraíso começou a fazer água e os três anos da sucessora tem sido um fiasco retumbante. 
O álibi para o descalabro é a a crise internacional, mas, na verdade foi a politica econômica incompetente e errática da presidente e do Mr M autor das mágicas contábeis, ou seja, do Senhor Mantega, que está nos conduzindo ao fracasso. 
O governo do PT conseguiu nos transformar no país dos pibinhos, no lanterninha dos BRICS. A inflação cresce, tivemos em 2013 o maior déficit comercial de nossa história, com resultado negativo de US$ 81,3 bilhões, a geração de emprego recuou 18,6% no ano passado, a desvalorização cambial já é outro grave problema. 
Existe, porém, algo mais que a economia. Lula da Silva se aliou à escória governamental, a começar pela América Latina. Insuflou ódios raciais. Jogou a Educação no nível mais baixo enquanto seu ministro Haddad tentava insuflar amoralidade na formação das crianças. A Saúde virou sinônimo de crueldade e não serão médicos cubanos, ideologicamente trazidos para cá, que reporão a falta de estrutura de hospitais e postos de saúde. 
Agora está sendo colhido o que foi plantado com os votos no PT. A manifestação pacífica de junho, em 2013, foi só um passo tolhido pela entrada dos tais black blocs, politicamente inseridos ou não. Entretanto, várias outras manifestações vêm se espalhando pelo país de forma violenta com queima de ônibus, interdição de estradas, depredações, saques. Enquanto isso aumenta a força da criminalidade dando a nítida impressão de que um tenebroso Estado paralelo se sobrepõe ao Estado de Direito. 
A rotineira barbárie da prisão de Pedrinhas é a ilustração mais perfeita da anomia brasileira a qual devemos agradecer aos nossos governantes, especialmente, ao governo do PT. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga 
mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com.br 

#naoabafa 

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sábado, 14 de dezembro de 2013

TRIÊNIO PARA ESQUECER - MARCO ANTONIO VILLA




TRIÊNIO PARA ESQUECER
Por Marco Antonio Villa, Jornal O Globo 
É muito difícil encontrar na história brasileira um triênio presidencial com resultados tão pífios como o da presidente Dilma Rousseff. Desde a redemocratização de 1985, o único paralelo possível é com o triênio de Fernando Collor, que conseguiu ser pior que o da presidente. Em dois dos três anos houve recessão (1990 e 1992).
Mas Collor encontrou um país destroçado. Recebeu o governo com uma inflação anual de 1.782%, as contas públicas em situação caótica e uma absoluta desorganização econômica. Dilma assumiu a presidência com um crescimento do PIB de 7,5%.
Claro que o dado puro é enganoso. Em 2009 o país viveu uma recessão. Mas o poder de comunicação de Lula foi tão eficaz que a taxa negativa de 0,2%, deu a impressão de crescimento ao ritmo chinês naquele ano, a China cresceu 8,7%.
No campo da ética, o triênio foi decepcionante. Nos dois primeiros anos, a presidente bem que tentou assumir um discurso moralizador. Seus epígonos até cunharam a expressão "faxineira".
Ela iria, sem desagradar a seu criador, limpar o governo de auxiliares corruptos, supostamente herdados de Lula. Fez algumas demissões. Chegou até a entusiasmar alguns ingênuos. Logo interrompeu as ações de limpeza e, mais importante, não apurou nenhuma das denúncias que levaram às demissões dos seus auxiliares.
Todos, sem exceção, continuaram livres, leves e soltos. E mais: alguns passaram a ser consultores de fornecedores do Estado. Afinal, como conheciam tão bem o caminho das pedras.... Sem carisma e liderança, restou a Dilma um instrumento poderoso: o de abrir as burras do Tesouro para seus aliados. E o fez sem qualquer constrangimento. As contas públicas foram dilaceradas e haja contabilidade criativa para dar algum ar de normalidade. Todos os programas do seu triênio fracassaram. Nenhum deles conseguiu atingir as metas.
Passou três anos e não inaugurou nenhuma obra importante como um aeroporto, um porto, uma estrada, uma usina hidrelétrica. Nada, absolutamente nada. O método petista de justificar a incompetência sempre foi de atribuir ao antecessor a culpa pelos problemas.
É construído um discurso que sataniza o passado. Mas, no caso da presidente, como atribuir ao antecessor os problemas? A saída foi identificar os velhos espectros que rondam a história brasileira: os Estados Unidos, o capitalismo internacional, o livre mercado. A política externa diminuiu o tom panfletário, que caracterizou a gestão Celso Amorim. Mas a essência permaneceu a mesma.
O sentido antiamericano, cheirando a naftalina, esteve presente em diversas ocasiões. Em termos comerciais continuamos amarrados ao Mercosul, caudatários da Argentina e, quando Chávez vivia, da Venezuela (basta recordar a suspensão do Paraguai). Insistimos numa diplomacia Sul-Sul fadada ao fracasso. No triênio não foi assinado sequer um acordo bilateral de comércio.
A política de formar grandes grupos econômicos, as empresas "campeãs nacionais", teve um fabuloso custo para o país: 20 bilhões de reais. E o BNDES patrocinou esta farra, associado aos fundos de pensão das empresas e bancos públicos. Frente à burguesia petista, J.J. Abdalla, o famoso mau patrão, seria considerado um exemplo de honorabilidade e eficiência. A política de energia ficou restrita à manipulação dos preços dos combustíveis fornecidos pela Petrobras.
Enquanto diversos países estão alterando a matriz energética, o Brasil ficou restrito ao petróleo e apostando na exploração do pré-sal, que poderá se transformar em uma grande armadilha econômica para o futuro do país. A desindustrialização foi evidente.
Nos últimos três anos o país continuou sem uma eficaz política industrial. Permaneceu dependente da matriz exportadora neocolonial, que gerou bons saldos na balança comercial, porém desperdiçando bilhões de reais que poderiam ser agregados ao valor das mercadorias exportadas.
O Ministério da Defesa sumiu do noticiário. Celso Amorim, tão falante quando estava à frente do ministério das Relações Exteriores, é uma espécie de titular fantasma. Pior, continuamos sem política de defesa, e as Forças Armadas estão muito distante do cumprimento das suas atribuições constitucionais. Sem recursos, sem treinamento, sem equipamento, sempre aguardando o recebimento da última sucata descartada pelos europeus e americanos. A equipe ministerial ajuda a explicar a mediocridade do governo. Quem se arriscaria citar o nome de cinco ministros?
Quem é o ministro dos Portos? E o da Integração Nacional? Alguém sabe quem é o ministro da Agricultura? A presidente recebeu o governo com 38 ministérios. Não satisfeita com o inchaço administrativo, criou mais: o da micro e pequena empresa, tão inexpressivo que sequer possui um site. Se as realizações do triênio são pífias, é inegável a eficiência da máquina de propaganda.
O DIP petista deixou seu homônimo varguista no chinelo. De uma hora para outra, segundo o governo, o Brasil passou a ter mais 20 milhões de pessoas na classe média. Como? Tal movimento é impossível de ter ocorrido em tão curto espaço de tempo e, mais importante, com uma taxa de crescimento medíocre. Mas a repetição do "feito" transformou a fantasia estatística em realidade econômica. Dilma Rousseff encerra seu triênio governamental melancolicamente.
Em 2012, o crescimento médio mundial foi de 3,2% e o dos países emergentes de 5,1%. E o Brasil? A taxa de crescimento não estava correta. A "gerentona" exigiu a revisão dos cálculos. O PIB não cresceu 0,9%. O número correto é 1%! Fantástico.
Marco Antonio Villa é historiador.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

O PIBINHO DA SEXTA ECONOMIA MUNDIAL - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

O PIBINHO DA SEXTA ECONOMIA MUNDIAL.
Maria Lucia Victor Barbosa.
09/04/2012
O ser humano tem necessidade de acreditar em alguma coisa que dê sentido a sua vida e, assim, se torna alvo fácil fácil de espertalhões de todos os tipos, sendo mais visíveis aqueles que transitam na esfera pública. Entretanto, a “ética da malandragem” não é monopólio de nenhuma classe social. É praticada tanto pelo indivíduo que vende ilegalmente terrenos que não lhe pertencem aos seus iguais favelados, quanto por empresários que praticam a “ética de mercado”, nome politicamente correto para a corrupção que se espraia como nunca em perfeita simbiose com a esfera pública.
Aliás, sempre houve o intercâmbio governo e elites econômicas, sendo que atualmente chefões mafiosos também mandam em altos escalões governamentais. A sucessão de quedas de ministros acusados de atos ilícitos no primeiro ano do mandato de Dilma Rousseff, que estariam ainda em seus cargos não fossem as denúncias feitas pela imprensa é prova do que aqui se afirma.
Outros ministros estão, como se diz, blindados. Estes podem navegar tranquilos em suas lanchas, singrando sem problemas o mar de lama da corrupção público-privada. Neste caso e no dos que caíram dos ministérios, mas seguem impávidos em outros cargos importantes, a impressão que se tem é a de que companheiros pairam acima da lei ou mantêm a lei a seu favor. Ingênuo, desinformado ou indiferente o povo acredita em faxina presidencial, está otimista quanto a economia e atribui 77% de aprovação a presidente cujo mandato até agora foi de um vazio absoluto. Algo, sem dúvida, politicamente surrealista.
Deve-se o atual estado de putrefação moral ao PT, que aos poucos vai solapando valores capazes de funcionar como bússola de condutas e impondo falsos valores atrelados ao seu projeto de poder. Ao mesmo tempo, a classe dominante petista vai centralizando cada vez mais poder no Executivo e levando a reboque o Legislativo e o Judiciário. Tudo está a serviço do Partido, o resto é coadjuvante. Sem oposição fica fácil ir aos poucos completando o domínio. E, se recentemente houve rebelião nas bases aliadas, um sucedâneo de mensalão pode refazer a completa dominação petista sobre o Congresso. Basta Lula da Silva chamar às falas sua pupila e cobrar dela o mesmo que fazia seu “companheiro de guerrilha”, José Dirceu.
“Corrupção sempre existiu desde que Cabral pisou a Terra de Santa Cruz”, gritarão os militantes. “Nunca existiu mensalão”, dirão outros repetindo o ex-presidente que nunca deixou de presidir, “o que há é coalizão”. É verdade, corrupção que leva pelo ralo o dinheiro que devia ser destinado ao povo sempre foi praticada, só que agora está sacramentada, oficializada e é exercida com desfaçatez inédita. Em estado de beatitude o povo aplaude e se regozija com a roubalheira que o prejudica, com os altos impostos, com a péssima situação da Saúde, como o baixíssimo nível da Educação.
Para tanto êxito dos antigos militantes éticos funciona a deturpação dos dados econômicos, o falseamento dos fatos. E, se “a estatística é uma forma nobre de mentira”, o marketing pode ser uma forma ignóbil de enganação.
Somos a sexta economia mundial, alardeou o governo, mas passou batido que em 2011 tivemos um pibinho de 2,7% e não os prometidos 5% do ministro Mantega. Foi de longe o pior PIB dos Brics, o mais baixo da América Latina, um fiasco completo diante da jactância oficial.
Na realidade cresce a inadimplência e o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de juros e amortizações, o que deve frear de novo o PIB deste ano. O que faz o governo? Manda o povo comprar mais e para isso grita como um Sílvio Santos através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica: “Quem quer dinheiro? Aqui temos crédito abundante e juros baixos. Os bancos particulares que nos sigam”. Será que já vimos um filme um tanto parecido em outro país, o que gerou a crise mundial?
Quanto a indústria Brasileira, que vem se desindustrializando por conta de questões como, entre outras, carga tributária, pesados encargos trabalhistas, custo do dinheiro, problemas de infraestrutura, escassez de mão de obra qualificada, foi agraciada com um pacote de boas intenções e exacerbação de medidas protecionistas que só fazem atrasar nosso possível desenvolvimento.
Quando Lula da Silva chegou à presidência na quarta tentativa herdou a herança bendita do Plano Real e navegou nas águas calmas da economia mundial, que só começaram a se tornar turbulentas em 2008. Rousseff herdou do seu mestre e de si mesma um herança maldita e trafega em meio à crise mundial. O governo vai precisar de algo mais que encenações e enganações para que o PIB desse ano não seja um pibinho.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
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