JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

REBELIÃO NOS PRESÍDIOS - "PSICOPATAS NÃO TEM COMPAIXÃO" - ANA BEATRIZ B. SILVA

Prezados leitores, hoje publicamos um novo artigo sobre os presos irrecuperáveis. 
O nosso objetivo é promover uma discussão sobre o tema que nos forneça subsídios na reforma dos nossos sistemas penal e penitenciário. 
A ressocialização não pode ser entendida como uma panaceia, uma possibilidade de recuperação de todos os presos. 
É preciso aprender que alguns são irrecuperáveis e não podem retornar ao convívio social. 
As IMAGENS contidas no vídeo a seguir são MUITO FORTES, só assistam aqueles que se considerarem em condições emocionais de ver esquartejamentos.






"Revista Época 
21/08/2009 - 00:00 - ATUALIZADO EM 15/10/2009 - 17:58
Ana Beatriz Barbosa Silva - “Psicopatas não sentem compaixão”
A psiquiatra, autora de Mentes Perigosas, diz que o ato de Lindemberg revela uma personalidade psicopática
MARTHA MENDONÇA
O mal existe e não tem cura. É o que afirma a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. Ana Beatriz diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, o marido ou um filho”.
ÉPOCA – O que é um psicopata? 
Ana Beatriz Barbosa Silva – Antes dessa definição, é preciso saber o seguinte: a maldade existe. Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Psico quer dizer mente; pathos, doença. Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro. 
ÉPOCA – Qual é a natureza da psicopatia? Os psicopatas nascem assim? 
Ana Beatriz – Os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm o chamado sistema límbico, a estrutura cerebral responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente. Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram a prova definitiva dessa diferença da mente psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa. Nos psicopatas, não há diferença. O sistema límbico dessas pessoas não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada geram as mesmas reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervoso. Por isso passam tranqüilamente num detector de mentiras (Leiam mais)". 

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

PRIMEIRO PRESO ASSASSINADO NO RIO DE JANEIRO EM 2017

Prezados leitores, segundo o contido na notícia ocorreu uma falha administrativa, tendo em vista que o preso não deveria estar no mesmo presídio onde estão presos de facções criminosas.





"Jornal Extra
19/01/17 06:00 
Rio tem primeiro assassinato de preso dentro do sistema penitenciário em 2017 
Carolina Heringer e Rafael Soares 
O primeiro homicídio dentro do sistema penitenciário do Rio em 2017 aconteceu na última segunda-feira. O preso Diego Maradona Silva Souza, de 27 anos, foi encontrado morto “com sinais de morte violenta” na Cadeia Pública Pedro Mello da Silva, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio. A Divisão de Homicídios (DH) investiga o crime.
O detento permaneceu somente 12 dias no sistema penitenciário antes de ser morto. O homicídio aconteceu no dia 16, na cela do seguro do presídio — onde ficam detentos que se dizem ameaçados de morte. Diego foi preso em flagrante em Teresópolis, na Região Serrana, no último dia 4, acusado de estuprar uma criança de 3 anos.
A unidade onde o crime aconteceu, no entanto, abriga presos provisórios da facção criminosa que domina o tráfico de drogas em Acari, na Zona Norte, e na Vila Aliança, na Zona Oeste. O defensor Leonardo Rosa, do Núcleo do Sistema Penitenciário da Defensoria Pública, estranhou o fato de Diego ter sido enviado para esse presídio, já que foi preso por estupro.
 — Acusados de estupro não ficam no mesmo presídio que facções criminosas. Esses grupos não aceitam o convívio. Não sei por que colocaram ele lá — afirma Rosa (Leiam mais)". 

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA... ADOTE UM PRESO... BLOG DO POLIGLOTA

Prezados leitores, transcrevemos um novo artigo do Blog do Poliglota, o qual consideramos oportuno diante do caos no sistema carcerário e das ideias que surgem aqui e ali.




"SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA? “ADOTE UM PRESO”…
Por Poliglota - 17 de janeiro de 2017 
Em fevereiro de 2014, o Desembargador Rogério Medeiros Garcia de Lima, de Belo Horizonte, sugeriu a criação do programa “ADOTE UM PRESO” 
Por ironia do destino, e quase 3 anos depois, obviamente a sugestão não foi aceita, nem pelas comissões de Direitos dos Manos e muito menos pela sociedade hipócrita que mesmo sofrendo as mazelas dos marginais ainda insiste em defendê-los como vítimas da sociedade. 
A superlotação dos presídios espalhados pelo país, as decapitações e mortes violentas, trazem de volta a reflexão do que poderá acontecer daqui a mais alguns anos, onde muito mais organizados, os bandidos acabarão por fazer de nossa sociedade refém de si mesma. 
Leia abaixo o texto do Desembargador Rogério Medeiros G. Lima, publicado na Folha de São Paulo. Na época o texto foi motivado pelo morticínio de presos no Maranhão e a defesa de jornalistas e intelectuais que reclamavam das questões carcerárias e direitos fundamentais de bandidos. 
“Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não existia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores. 
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. 
Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz. 
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e … os menores ficaram presos. 
É assim que funciona a “esquerda caviar” (Fonte)". 

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REBELIÃO EM PRESÍDIO: SOBROU PARA A IMPRENSA

Prezados leitores, imaginem o susto que a repórter levou.






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