JORNALISMO INVESTIGATIVO

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

MS: PM RECUSA PROPOSTA E PROMETE TERCEIRA FASE DO TOLERÂNCIA ZERO.

COMUNIDADE DOS POLICIAIS E BOMBEIROS DO BRASIL:
MS: PM recusa proposta e promete 3ª fase do Tolerância Zero.
22 abril 2012 às 11:41.
Após três horas de assembléia na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul), os cerca de mil policiais militares e bombeiros decidiram não acatar a nova proposta do governador André Puccinelli (PMDB) de reajuste de 10,23% para cabos e soldados e 6% para todas as outras patentes. 
O presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul), Edimar Soares da Silva, caso o Governador não o receba para negociar no final de semana, segunda-feira (23) os militares colocarão em prática a operação "Tolerância Zero". 
"Se não formos ouvidos, vamos entrar na terceira fase da operação, fechando todas as viaturas policiais e ficando parados para exigir melhores condições de trabalho", declarou. 
Os policiais e bombeiros pretendem protocolar o pedido de aumento proporcional vertical, tendo como base R$ 2.500 para soldados a partir do dia 1° de maio na segunda-feira, no prédio da Governadoria. Muitos policiais que estiveram no local disseram que analisaram as contas do Estado e garantem que o aumento não prejudicará a administração pública. A última proposta do governador foi feita na noite de segunda-feira (16). Puccinelli teria oferecido aumento de 6% para todas as patentes policiais e 10,23% para os soldados – o que representa uma diferença de R$ 87 no salário. O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Alexandre Barbosa da Silva, disse que todos estão no mesmo barco, no mesmo caminho, e por isso é preciso união. 
"Até ontem (19), o Estado nunca tinha visto a Polícia Civil se mobilizar tanto. Noventa e cinco por cento das delegacias estavam paradas, mostrando ao Governo do Estado que não temos medo de cara feia. Estamos juntos nessa e em breve estaremos mais próximos ainda", apontou. Adelaido Luis Vila, presidente do Conselho Comunitários de Segurança da Região Central de Campo Grande, disse que esteve nesta manhã conversando com aproximadamente mil comerciantes do centro e todos disseram apoiar a polícia, tanto civil como militar. Segundo ele, o conselho e os comerciantes estão organizando uma grande manifestação para reivindicar melhores condições de trabalho e sobrevivência. 
"É essa massa (apontando para a polícia) que faz o trabalho grosseiro da bandidagem. Por isso, merece melhoria nos salários. De soldados a oficiais", apontou. 
Fonte: Anastácio Notícia.
Juntos Somos Fortes!

LIVRO ONLINE "CABRAL CONTRA BOMBEIROS" - NOVO CAPÍTULO.

Hoje publicamos o vigésimo terceiro capítulo do livro. Nele trato das circunstâncias da minha prisão no dia 03 JUN 2011, quando estava em frente ao Quartel General do Corpo de Bombeiros, situado no Centro do Rio de Janeiro. Naquele dia, Bombeiros Militares desarmados, muitos deles acompanhados por familiares, conseguiram "tomar" o QG, sem que a área de segurança pública fizesse qualquer ação para impedi-los. Salvo melhor juízo, esse deve ser o maior fracasso que se tem notícia no mundo em termos de controle de distúrbios civis, sobretudo considerando que a "invasão" foi comunicada com antecedência na internet.
Leiam e divulguem (livro).
Juntos Somos Fortes!

RIO: POLICIAIS MILITARES CONTINUAM PRESOS ILEGALMENTE EM BANGU I.


Prezados leitores, bom dia!
No dia 10 FEV 2012, o governo estadual encarcerou Policiais Militares e Bombeiros Militares que lutavam por salários dignos, na penitenciaria conhecida por Bangu I, uma flagrante ilegalidade, um abuso, um constrangimento, uma verdadeira tortura física e psicológica.
Eu fui um desses prisioneiros da ilegalidade, fiquei cinco dias trancafiado, três deles incomunicável e posso afirmar por experiência própria, aquilo é um inferno, até  para os piores criminosos do Rio de Janeiro.
Hoje é hora de responsabilizar quem nos colocou ilegalmente em Bangu I, mas também é tempo de gritar a plenos pulmões que Policiais Militares ainda continuam presos ilegalmente em Bangu I, foram atirados naqueles “porões” há sete meses, acusados de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioly. Aliás, lá estão os Praças acusados, pois os dois Oficiais acusados foram transferidos para presídio de segurança máxima em outro estado.
Sinceramente, não consigo entender o que está acontecendo no Rio de Janeiro, pois tal situação viola a legislação, as prerrogativas e os direitos dos Policiais Militares, portanto, não poderia ter como autor o próprio governo.
O governo não pode agir na direção contrária ao ordenamento jurídico, isso desestrutura todo sistema legal, como está ocorrendo com o encarceramento de Policiais Militares em local diverso do legal. A legislação determina que os Policiais Militares sejam acautelados em Organizações Policiais Militares, ponto final. Não existe o que interpretar, não existe exceção, a legislação é de uma "clareza solar", pegando uma expressão emprestada de uma famosa representante do poder judiciário.
Pior, o governo alega para não cumprir a lei que a Unidade Prisional da PMERJ, o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), não é confiável, o que poderia permitir a concessão de regalias ou a fuga dos acusados. Se isso é verdade, a culpa é do próprio governo, que tem tudo para reverter essa situação, o que não pode é usá-la como desculpa para descumprir a legislação.
Além disso, os Policiais Militares podem ficar acautelados em qualquer outra  Organização Policial Militar, um em cada uma, se o governo quiser e sob forte esquema de vigilância, basta querer. O que não pode continuar acontecendo é o descumprimento da lei por parte do governo.
Eu tenho feito essa denúncia desde o dia que soube do acautelamento ilegal deles em Bangu I, mas parece que os órgãos de controle e os órgãos de defesa dos direitos humanos estão surdos.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 22 de abril de 2012

MOVIMENTO NITERÓI QUER PAZ - ATO PÚBLICO - PRAIA DE ICARAÍ - 21 ABR 2012.


Juntos Somos Fortes!

RIO: POLÍCIA MILITAR - FÁBRICA DE RECRUTAS A TODO O VAPOR.

O GLOBO: 
Meta da PM é fechar 2012 com sete mil novos recrutas. 
Por dia, são 19 soldados que vão atuar nas UPPs. 
Vera Araújo.
RIO - Na linha de montagem da Polícia Militar, a previsão é fechar o ano com sete mil recrutas recém-saídos do forno. São 19 soldados por dia, que vão atuar nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), principal programa da atual política de segurança do estado. A meta é chegar a 2016 com 60 mil PMs — 16 mil a mais do que o efetivo atual —, para garantir também a segurança de grandes eventos, como as Olimpíadas. Para a produção de policiais em larga escala, o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM (Cefap), em Sulacap, precisou ampliar suas instalações, com a construção de mais dois prédios, totalizando um complexo de cerca de três milhões de metros quadrados. Ali, um soldado é formado no prazo de seis meses. Apesar de parecer contraditório, já que, na grade curricular, quase todas as disciplinas têm foco em direitos humanos, o comando do Cefap informou que nunca se treinou tanto tiro no local. Até o fim deste ano, a previsão é que os alunos tenham feito 840 mil disparos (Leiam mais). 
Comento:
Parabéns à jornalista Vera Araújo pela reportagem e, sobretudo, pelo título que não poderia ser mais representativo: "Fábrica de recrutas..."
Profissionais de segurança pública não se fabricam em série, isso em nenhum lugar do mundo civilizado, eles devem ser formados criteriosamente, considerando as exigências que enfrentam nas ruas, quando arriscam a própria vida em defesa da população.
A reportagem é excelente, pois deixa claro que o governo estadual investe na quantidade e não na qualidade do futuro Policial Militar, como já denunciamos seguidamente nesse espaço democrático. Uma opção que fica clara já nas mudanças implantadas nas provas de seleção, que foram facilitadas ao extremo. Para comprovar tal verdade, basta comparar o número de inscritos nos concursos nos últimos anos e o número de aprovados nas provas escritas.
O contido na matéria revela um outro mundo para mim, diverso das informações que recebo nos constantes comentários dos alunos do Curso de Formação de Soldados da PMERJ. Onde estará a verdade, no jornal ou nos alunos?
Sinceramente, como cidadão, espero que a reportagem seja a expressão da verdade e que a formação tenha melhorado, pois pior que não ter PMs nas ruas, só ter PMs mal formados, que ao invés de nos garantir segurança, podem ser nossos algozes com seus erros no uso do armamento, por exemplo.
Lamento que um parâmetro indispensável para a boa qualidade profissional dos PMs e do serviço prestado por eles, não tenha sido abordado: O efeito dessa "fabricação em massa de PMs", aumentando o efetivo, nos péssimos salários recebidos por esses profissionais e, por conseguinte, na qualidade do serviço.
Obviamente, "fabricando PMs" com essa velocidade e nessa quantidade, o governo estadual condena os PMs do Rio de Janeiro a receberem salários cada vez piores para sempre, em face do impacto na folha. Tal realidade fará com que nos próximos anos o governo aumente a tática de dar gratificações, que já emprega largamente e que só alcança os ativos, condenado os inativos a proventos cadas vez mais famélicos. 
Anotem:
A "fabricação de PMs em série" será o fim da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a pá de cal. A tropa ficará cada vez mais desqualificada, os salários serão cada vez menores e a corrupção cooptará um número cada vez maior de Oficiais e de Praças.
Infelizmente, a população destinatária dos nossos serviços e principal interessada na existência de bons profissionais na PMERJ, não está nem aí, só reclama quando um familiar ou um amigo é vítima da violência praticada por PMs ou por criminosos, enquanto isso não acontece, prefere não esquentar a cabeça com essas coisas... 
Juntos Somos Fortes!

"SÉRGIO KIRCHNER" - ELIO GASPARI.

"O GLOBO:
ELIO GASPARI.
SÉRGIO KIRCHNER.
Cristina Kirchner assumiu o controle da petrolífera YPF em nome do futuro da Argentina. Pelo menos é o que ela diz.
O governador Sérgio Cabral desapropriou um edifício de 13 andares avaliado em R$ 500 milhões, onde funcionam 14 grandes empresas, nas quais trabalham quatro mil pessoas, para servir de anexo à Assembleia Legislativa e dar conforto a 70 deputados. Até 2011, 33 deles estavam espetados na Justiça.
Quem sabe, até o fim do mandato, desapropriará sua casa de Mangaratiba para servir de colônia de praia para os deputados".
Juntos Somos Fortes!

REVISTA VEJA - PRIMERO ROUND - GRAVÍSSIMO.

Prezados leitores, destaco um trecho da reportagem publicada pela Revista Veja sobre a CPI do Cachoeira, intitulada "O Primeiro Round". O trecho está publicado na página 80:
"( ... ) O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, diz que os aditivos que inflam os contratos não têm outro nome: "É roubalheira mesmo". Incentivador da CPI do Cachoeira, o ex-presidente Lula sabe dos riscos embutidos na investigação de aliados. Na quarta-feira, ele perguntou a peemedebistas: "E o Serginho, como está?". Ele se referia a Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro. Cabral é padrinho de casamento de Cavendish. Conheceram-se em 2000 e se tornaram amigos inseparáveis. O fortalecimento dessa relação foi acompanhadao pelo crescimento vertiginoso da Delta com a administração fluminense. Em dez anos, a empresa conseguiu 2,2 bilhões de reais com o estado do Rio. A maior parte - 1,4 bilhão - veio depois que Cabral assumiu o governo, em 2007 ( ... ).
Comento:
Isso tudo é gravíssimo!
Juntos Somos Fortes!

REVISTA VEJA - CAVENDISH, MUTOS AMIGOS INFLUENTES.

Juntos Somos Fortes!

REVISTA VEJA - CPI DO CACHOEIRA (DELTA) - PRIMEIRO ROUND.

REVISTA VEJA: 
Congresso. 
O primeiro round. 
A CPI criada para investigar os negócios do contraventor Carlos Cachoeira tem um grande desafio: desvendar o segredo do sucesso da empreiteira Delta, que tem na raiz de sua impressionante trajetória amizades influentes e pagamentos a políticos em troca de obras em governos e estatais. 
Hugo Marques, Daniel Pereira e Rodrigo Rangel.
VEJA publicou em maio do ano passado uma reportagem exclusiva mostrando o que já parecia ser muito mais que uma simples coincidência: a empreiteira Delta fora alçada à condição de maior parceira do governo federal no mesmo ano em que contratou os serviços de consultoria do deputado cassado e ex-ministro José Dirceu. A Delta, mostrou a reportagem de VEJA, além de multiplicar sua carteira de obras, expandira sua atuação para setores nos quais não tinha experiência, como óleo e gás. Na ocasião, dois ex-sócios da empresa forneceram a primeira pista para desvendar essa impressionante história de sucesso. Segundo o depoimento deles, a empreiteira usava a influência que mantinha junto a políticos para obter vantagens. O próprio presidente da empresa, Fernando Cavendish, explicou como agia e qual era o preço a ser pago. Ele disse que com "6 milhões de reais comprava um senador". Sua explicação seguinte ficaria famosa: "Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas pra c...". A conversa, gravada pelos ex-sócios, foi classificada como simples bravata por Cavendish. Não era. Ela era reveladora de um método (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

REVISTA ÉPOCA: CACHOEIRA DIZ QUE VAI "MATAR A PAU" ...

REVISTA ÉPOCA:
Cachoeira diz que vai “matar a pau” na Caixa Econômica Federal.
ÉPOCA tem acesso a diálogos em que o bicheiro comemora nomeação e contratos milionários com a CEF. Procurada pela reportagem, o banco afirma que vai abrir processo para apurar o caso.
ANDREI MEIRELES. 
ÉPOCA teve acesso com exclusividade a diálogos gravados (ouça os áudios abaixo) que mostram como a turma do bicheiro Carlinhos Cachoeira atua para conseguir negócios milionários com a Caixa Econômica Federal. Em uma conversa gravada pela Polícia Federal, em 14 de abril de 2011, o empresário Cláudio Abreu, então diretor da Delta Construções para o Centro-Oeste, diz, aos gritos, para Cachoeira que eles haviam ganhado um grande contrato com a CEF: a construção em Brasília do Centro Tecnológico da Caixa, uma obra no valor de R$69,7 milhões (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

RIO: POLÍCIA MILITAR - EXTINÇÃO DO QUADRO DE MÚSICOS (?).

COMENTÁRIO: 
"Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro está passando por várias transformações e uma delas é a extinção do Quadro de Músicos, homens que governam estão sem sensibilidade, não dando o valor e o crédito a esses profissionais da música que passaram por um concurso dificílimo; executam suas músicas encantando pessoas, abrilhantando solenidades da corporação e até mesmo enterrando colegas de fardas em solenidades fúnebres, é a vc que ama esse trabalho a vc que aprecia, a vc que faz parte dessa família vamos lutar para que esses valorosos Músicos tenham dignidade, respeito e igualdade, pois o quadro de Músicos é um quadro que não é reconhecido na corporação. Adote um Músico e ouça o que ele tem a dizer sobre este assunto mas adote mesmo, não somente para ouvi-lo mas para ajudá-lo dessa depressão e frustração de ter o Quadro de Músicos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro acabar. Socorro... Socorro... Socorro... Nos ajude". 
Anônimo. 
Comento: 
Emocione-se...
  
Juntos Somos Fortes!

O PT INAUGUROU NO BRASIL OS "MOVIMENTOS SOCIAIS" EM DEFESA DA CORRUPÇÃO! - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA: 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO. 
22/04/2012.
O PT inaugurou no Brasil os “movimentos sociais” em defesa da corrupção! Não chega a ser inédito no mundo! O fascismo já havia chegado l.
Milhares de pessoas, não muitos milhares, saíram às ruas ontem em 80 cidades brasileiras cobrando celeridade do STF no julgamento do mensalão e protestando contra a corrupção. “Celeridade” nem é uma palavra tão boa assim. No dia 6 de junho, a entrevista que Roberto Jefferson concedeu à Folha denunciando o mensalão — à boca pequena, a suspeita estava em todos os cantos e era amplamente comentada por políticos e jornalistas — completa seis anos. Larápios que deveriam estar na cadeia só engordaram, nesse tempo, a sua conta bancária e conspiraram em quartos de hotel, explorando uma espécie de lenocínio contra as instituições e o estado de direito.
Publiquei algumas fotos das manifestações. Numa delas — e a imagem é recorrente em várias cidades —, uma jovem aparece com o rosto pintado de verde e amarelo, remetendo aos caras-pintadas de 1992, que concorreram para a queda de Fernando Collor. O mesmo Collor que agora integrará a CPI do Cachoeira como força auxiliar do PT.
Não, senhores! O PT e os ditos movimentos sociais não participaram do protesto, é claro! Eles agora são poder. Em 1992, estavam na oposição. Para petistas e assemelhados, denunciar corruptos quando se está na oposição é mister; protegê-los, quando se está no governo, é um dever. Para os petistas, o mal não está na corrupção em si, mas em quem a pratica. No adversário, é uma falha grave; nos companheiros, é apenas uma ação tática — ou estratégica, a depender do teórico — para combater “a direita” e “os conservadores” (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!
 

FÓRUM DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO - 24 ABR 2012.

Juntos Somos Fortes!

A CORRUPÇÃO NO BRASIL: UM CRIME SEM CASTIGO - LEONARDO JOSÉ ANDRIOLO.

Prezados leitores, bom dia!
A Corrupção No Brasil: Um Crime Sem Castigo.
Quando os militares estavam no poder, sabia-se que havia corrupção. Mas, pela falta de transparência, não se tinha idéia do tamanho do problema. De qualquer forma, acreditávamos que a solução viria com a democracia, essa espécie de bálsamo para todos os males.  
Veio a democratização e percebemos que a corrupção não havia acabado. Ao contrário, ganhou novos formatos e incluiu novos atores, como os parlamentares, que  agora contavam com revigorado poder.
Otimistas que somos, pensamos que a eleição direta para presidente diminuiria a corrupção. Elegemos o presidente pelo voto e ele foi afastado ... por corrupção.
Bem, talvez o problema fossem os neoliberais. Então a esquerda chegou ao poder e tivemos o “mensalão”.
Quando estávamos chegando à conclusão que a corrupção é coisa dos políticos, foi descoberto um esquema de venda de decisões no Poder Judiciário.
Certamente a corrupção é um fenômeno difícil de ser combatido, especialmente quando ela decorre de causas históricas e estruturais. Por exemplo, uma de suas causas é o sistema político-administrativo, herança da colonização portuguesa, que preservou os vícios do patrimonialismo e do clientelismo. Esse sistema se caracteriza pela apropriação do patrimônio público como se privado fosse e pela concessão de benefícios públicos, na forma de empregos, benefícios fiscais, isenções, em troca de apoio político, sobretudo na forma de voto.
Robert Klitgaard, um estudioso do tema, afirma que a corrupção é um crime de cálculo e não de paixão. Ou seja, o comportamento corrupto deriva menos da carência de princípios morais ou éticos, do que das condições materiais que permite que ele ocorra. De acordo com essa teoria, a corrupção envolve principalmente três variáveis: a oportunidade para ocorrer o ato ilegal, a chance de a ação corrupta ser descoberta e a probabilidade do autor ser punido.
Analisando-se essas variáveis, conclui-se que a administração pública brasileira é pródiga em oferecer oportunidades para a corrupção. Veja-se, por exemplo, os 20 mil cargos em comissão para os quais o presidente da República pode nomear servidores sem concurso público. Esses cargos, pelo menos em parte, são preenchidos por apadrinhados políticos, em descaso aos critérios de competência técnica. Por sua vez, o controle interno, que poderia ser um importante inibidor da corrupção, revela-se frágil e atém-se basicamente aos aspectos formais.
O crescimento da capacidade de investigar e descobrir os esquemas de corrupção talvez seja a melhor notícia sobre esse tema, graças, principalmente, à Polícia Federal que vem atuando com eficiência e  profissionalismo, aplicando inteligência às estratégias de investigação e reunindo provas de forma meticulosa, inclusive contra servidores da própria instituição.
Quanto à probabilidade de ocorrer punição proporcional ao crime praticado, ela continua perto de zero. Um dos instrumentos para investigar a corrupção e punir os autores, as CPIs – Comissões Parlamentares de Inquérito – têm produzido poucos resultados, seja pelas limitações impostas pelos interesses pela política, seja devido ao espírito corporativista. Servem mais como palco para estrelismos do que propriamente para a investigação concreta.
Quanto ao Poder Judiciário, as sentenças não têm sido instrumento eficaz de combate à corrupção. O sistema judiciário brasileiro, moroso por natureza, oferece aos réus um vasto leque de recursos, que acabam protelando os julgamentos e evitando, muitas vezes, a punição dos culpados. Os advogados não precisam despender muito esforço em provar a inocência do cliente acusado de corrupção. Preferem a interposição dos mais variados recursos, com objetivos protelatórios, na expectativa, freqüentemente confirmada, de que os crimes prescrevam.
Bem, a última esperança é o eleitor que tem o poder de, ao menos, impedir que os acusados ou suspeitos de corrupção sejam eleitos para cargos públicos. As eleições, contudo, também decepcionam como instrumento de punição aos corruptos. Vejamos, por exemplo, as eleições parlamentares de 2006, em que cinco candidatos foram eleitos (ou reeleitos) apesar de terem sido denunciados pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal, por estarem envolvidos em crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude, relacionados com o caso que ficou conhecido como o “mensalão”. Apesar de denunciados e de terem sido divulgados pela imprensa vários documentos que comprovavam a participação em esquemas ilegais, o eleitor, complacente, elegeu os deputados federais João Paulo Cunha, José Genoino, Valdemar da Costa Neto, Paulo Rocha e Pedro Henry.
A inevitável conclusão é que a corrupção no Brasil continua a ser um crime sem castigo. E enquanto as instituições não forem capazes de punir os culpados, continuaremos a assistir às quadrilhas assaltarem os cofres públicos.
Autor: Leonardo José Andriolo.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 21 de abril de 2012

POLÍCIA MILITAR - LICENCIAMENTO ANUAL DAS VIATURAS - DENÚNCIA ANÔNIMA.

COMENTÁRIO:
"Cel. Paúl por favor responda uma pergunta. O Estado está acima da lei? Não deveria o Estado estar submisso a todas as normas do DETRAN? Então as viaturas da PMERJ, já deveriam estar em dia com as leis de circulação de trânsito. Mas não é o que acontece na integra. Muitas dessas viaturas ainda circulam com CERTIFICADO DE REGISTRO E LICENCIAMENTO DE VEÍCULOS exercício ano 2010. Principalmente no interior. Veículos civis somente com este documento já estão sujeitos a multa e remoção a depósito público. Mas parece que nosso estado não precisa se preocupar em andar em dia, né.
Nosso governador, cheio de amizades suspeitas, está acima da lei. Pelo menos é o que parece.
Por isso não precisa se preocupar em licenciar suas viaturas policiais, e dar o exemplo acima de tudo.
Cel Paúl, circule e veja se isso não é verdade.
Há policiais sendo chamados a depor, só porque não assumiram viaturas irregulares no dia 10 de fevereiro desse ano.
Olhe por nossa polícia Cel Paúl e publique uma matéria a respeito se for possível.
Anônimo".
Comento:
O comentário foi encaminhado para a Corregedoria Interna da PMERJ através de email.
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