JORNALISMO INVESTIGATIVO

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domingo, 5 de outubro de 2014

A SIMPLES PRESENÇA DE PEZÃO NO SEGUNDO TURNO DESMORALIZARÁ A POPULAÇÃO



Prezados leitores, sem dúvida, a tática de esconder que foi vice de Sérgio Cabral e o apoio que teve na dobradinha institutos de pesquisa-imprensa, foram fatores muito positivos para que Pezão conseguisse votos, pois sem isso estaria entre os últimos colocados, tamanha à rejeição ao governo Cabral-Pezão.
Isso é um fato!
Era esperado que Pezão tivesse um número considerável de votos, mas se estiver no segundo turno e for o mais votado no primeiro como alardeia a imprensa, a população do Rio de Janeiro está desmoralizada.
Isso é outro fato!

Juntos Somos Fortes!

sábado, 5 de maio de 2012

RIO: SITUAÇÃO DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) COMEÇA A FICAR INSUSTENTÁVEL

As denúncias não param, cachoeira produziu tsunami.



Blog do Deputado Federal Garotinho (PR):
1) Discurso de Garotinho repercute e mais um empresário é identificado nas farras de Cabral (Leiam).
2) Exclusivo! Secretário de Cabral recebeu de doleiro propinas pagas por empreiteira (Leiam).
3) O medo de Cabral de ter que depor na CPI (Leiam).
4) Exclusivo! O homem que recebia propina da Camargo Corrêa através de doleiro é sócio de Sérgio Cabral (Leiam).
5) Exclusivo! Carlos Emanuel, codinome Avestruz, também é sócio do irmão de Sérgio Cabral (Leiam). Enquanto as denúncias se multiplicam, o governo Sérgio Cabral (PMDB) não apresenta qualquer prova ao seu favor. 
A situação é gravíssima.
O povo do Rio de Janeiro irá para as ruas protestar contra a corrupção no Rio e apoiar a luta digna dos Policiais Militares e Bombeiros Militares por salários justos, isso no dia 20 MAI 2012, às 10:00 horas, com concentração em frente ao Hotel Copacabana Palace. Se até lá, o governo Sérgio Cabral (PMDB) não der as devidas explicações, apresentando provas concretas, penso que a situação do governo ficará insustentável e a ALERJ logo não terá alternativa, será obrigada a instaurar a CPI, primeiro passo para o impeachment.
Juntos Somos Fortes!

AGENDA DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) MOSTRAVA QUE ELE ESTAVA NO RIO, MAS ELE ESTAVA EM PARIS.

REVISTA ÉPOCA: 
SÉRGIO CABRAL - 05/05/2012 00h28. 
Ponte aérea entre Rio e Paris. 
A agenda do governador Sérgio Cabral mostra que ele trabalhava no Rio quando estava na verdade no exterior. Segundo sua assessoria, ele voou entre a Europa e o Rio duas vezes na mesma semana. 
HUDSON CORRÊA E NELITO FERNANDES. 
Ou o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem muita disposição para viagens ou sua agenda oficial informa que ele está no Rio de Janeiro trabalhando quando está, na verdade, no exterior. Na semana passada, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) divulgou vídeos em que Cabral aparece num show do grupo U2, em Paris, no dia 11 de julho de 2009. Era um sábado. Na segunda-feira seguinte, de acordo com a agenda de Cabral, ele participava de “atividades internas” em seu gabinete no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. Se a agenda estiver correta, isso significa que, depois do show na França, que entrou madrugada de domingo adentro, Cabral tomou logo em seguida um avião de volta ao Brasil, um trajeto de no mínimo 11 horas (em avião comercial) para retornar ao trabalho, na segunda-feira (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

RIO: ELEIÇÕES 2012 - SERÁ QUE EDUARDO PAES (PMDB) CONSEGUIRÁ SE DESCOLAR DE SÉRGIO CABRAL (PMDB), DA DELTA, DE FERNANDO CAVENDISH E DO ESCÂNDALO DAS VIAGENS?

Sérgio Cabral e Eduardo Paes 
Carnaval 2011 - Site Fala Rio


O prefeito Eduardo Paes (PMDB) é unha e carne com o governador Sérgio Cabral (PMDB). Cabral é amigo íntimo de Fernando Cavendish, ex-sócio (dono) da Empreiteira Delta. Cavendish por sua vez está sendo acusado de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira que teria ligações com diversos políticos.
Algumas dessas relações já eram de domínio público, outras foram evidenciadas através de investigação da Polícia Federal e pelas denúncias que estão sendo feitas em seu blog pelo deputado federal Garotinho (PR).
O conjunto da obra é um escândalo, um dos maiores da política brasileira e o maior da política fluminense.
O governo Sérgio Cabral está contra as cordas e apanhando muito diariamente.
O estrago político é imenso, como fica evidenciado no artigo "Em Paris e sem constrangimento", publicado neste sábado pelo jornal O Globo (página 9).
Destaco:
"Já um dos ministros de Dilma Rousseff revelou que Cabral encomendou pesquisa para avaliar o estrago provocado pelo episódio. Segundo ele, o resultado foi o pior possível".
Inexplicavelmente, salvo a existência de um masoquismo político, ao invés de deter os estragos contínuos, apresentando os comprovantes dos pagamentos das despesas de viagens de todos os envolvidos (aparecem em vídeos e/ou fotos), o governo Sérgio Cabral (PMDB) pede socorro ao governo federal, monta uma tropa de choque na ALERJ para evitar a instauração da CPI, evita a imprensa e declara guerra ao denunciante, o deputado federal Garotinho. Tal estratégia só agrava a crise, salvo melhor juízo.
A situação é gravíssima.
Penso que a primeira vítima desse escândalo será Eduardo Paes (PMDB), que não conseguirá descolar seu nome de Sérgio Cabral, Delta, Cavendish, CPMI, Cachoeira, ..., pois só faltam cinco meses para as eleições municipais. O próprio PMDB como um todo deverá ser afetado nas eleições, mas Paes será o principal alvo dos fogos dos adversários, sobretudo em face de que também fez contratos com a Empreiteira Delta (Leiam), o que o coloca no olho do furacão.
Em apertada síntese, creio que hoje os eleitores do Rio de Janeiro estão diante da seguinte equação:
PMDB (Rio) + Sérgio Cabral + Eduardo Paes + Empreiteira Delta + Fernando Cavendish + Carlinhos Cachoeira = Não voto em Eduardo Paes e nem no PMDB.
Juntos Somos Fortes!

ASSESOR DO DEPUTADO PAULO MELO ACOMPANHOU VIAGEM DE CABRAL E CAVENDISH À EUROPA.

REVISTA VEJA: 
Rio de Janeiro. 
Assessor do presidente da Alerj acompanhou viagem de Cabral e Cavendish à Europa. 
Luiz Carlos Bezerra, que já passou pela Casa Civil e trabalha no gabinete do deputado Paulo Melo, aparece em fotos do grupo que reúne o governador, o secretário Sérgio Côrtes e o dono da Delta. 
Leslie Leitão. 
A revelação da identidade do quarto participante de uma das viagens do grupo de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish à Europa conecta o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, deputado estadual Paulo Melo, do PMDB, ao círculo mais próximo do dono da construtora Delta. 
À mesa, com a mulher, em uma viagem a Mônaco, está também Luiz Carlos Bezerra, assessor de orçamento de Melo, que tem no currículo passagens pelo governo do estado e pelo gabinete da Casa Civil, que tem como secretário Régis Fichtner – também presente algumas das imagens. 
Paulo Melo comanda a tropa de choque de Cabral na Assembleia Legislativa. Ajuda, por exemplo, a barrar a iniciativa da oposição de criar uma CPI no legislativo do estado para cobrar do governador explicações sobre suas ligações com a Delta (Leiam mais). 
Juntos Somos Fortes!

DELTA TAMBÉM FINANCIOU A CAMPANHA DA PRESIDENTE DILMA.

SITE 247. 
Delta também financiou a campanha de Dilma. 
Jornalista Claudio Humberto revela que a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão ao PT em 2010, segundo a Justiça Eleitoral.
04 de Maio de 2012 às 08:06 
247 – Nem mesmo a presidente Dilma Rousseff parece estar imune contra a lamaceira política que o esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira e da Delta tem causado. O PT já se tornara alvo da oposição por uma suposta doação de R$ 1 milhão à campanha presidencial de Lula em 2002 de "empresários dos jogos". Ao que parece, Dilma também foi beneficiada por uma generosa doação. Desta vez, da Delta. Segundo registrou a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff à presidência, em 2010. 
A Delta se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões. As informações são do jornalista Claudio Humberto. Há duas semanas, o ex-assessor e amigo de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda do governo passado, Rogério Buratti apontou o angolano Roberto Kurzweil como intermediário da suposta doação de R$ 1 milhão à campanha presidencial em 2002, sob o compromisso de o presidente legalizar os bingos. O doador, disse Buratti, foi o bicheiro Carlinhos Cachoeira. "A doação de Cachoeira, que revelou Rogério Buratti à CPI dos Bingos, seria para o caixa dois (“recursos não contabilizados”) da campanha. 
Na operação Xeque-Mate da PF, até Vavá, irmão de Lula, se enrolou nos bingos de Dario Morelli Filho, compadre preso do ex-presidente." Incentivador da CPI do Cachoeira, Lula pode virar um dos focos da comissão de inquérito. A oposição quer trazer à tona a revelação feita pelo advogado Rogério Buratti à CPI dos Bingos, em 2005. Ele afirmou que o senhor Waldomiro Diniz, representando José Dirceu, arrecadou R$ 1 milhão de "empresários dos jogos" do Rio e de São Paulo para a campanha de Lula em 2002.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

OPOSIÇÃO DO RIO TRABALHA PARA DESGASTAR CABRAL.

REVISTA ISTO É Online.
POLÍTICA. 
02.Mai.12 - 19:33.
Oposição do RJ trabalha para desgastar Cabral.
Luciana Nunes Leal.
Os pré-candidatos da oposição à Prefeitura do Rio começaram a trabalhar para prolongar o desgaste do governador Sérgio Cabral (PMDB), causado pela divulgação de fotos e vídeos de viagens luxuosas ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta. Aliado e companheiro de partido de Cabral, o prefeito Eduardo Paes disputará a reeleição em aliança com pelo menos 15 partidos. 
Desde esta quarta o futuro candidato do PSOL a prefeito, deputado estadual Marcelo Freixo, colhe assinaturas para a criação da CPI da Delta na Assembleia Legislativa. No início da noite, tinha 14 das 24 adesões necessárias. Freixo também apresentou requerimento com pedido de informações sobre as viagens do governador entre julho e setembro de 2009. 
Em outra frente, o deputado do PSOL protocolou projeto de resolução para abertura da CPI, o que obrigaria os deputados fiéis a Cabral, ampla maioria na Assembleia, a votarem em plenário e tornarem pública a posição contrária à investigação. Os governistas, no entanto, vão tentar evitar a votação do projeto. 
Freixo dissociou as iniciativas da pré-candidatura a prefeito. 
"Estou cumprindo minha obrigação. Se não tivesse eleição, eu faria exatamente a mesma coisa. Está claro que há fortes indícios de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção", afirmou.
Desde a última sexta-feira, o deputado e ex-governador Anthony Garotinho (PR) divulga imagens de jantares e passeios de Cabral e Cavendish na França, em 2009, acompanhado de suas mulheres e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. O deputado do PR é pai de Clarissa Garotinho, pré-candidata a vice-prefeita na chapa do deputado Rodrigo Maia (DEM). Garotinho tem dito que o material divulgado no blog é "aperitivo" perto do que pretende levar à CPI do Cachoeira, em Brasília. 
Cavendish deixou o comando da Delta depois da revelação de que a Polícia Federal investiga as relações da construtora com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. O dono da Delta e o governador têm dito que nunca esconderam a amizade e que não misturam interesses públicos e privados. 
Por meio da assessoria de imprensa, Cabral informa que arcou com todos os gastos da viagem a Paris que fez com a mulher, Adriana Ancelmo, em julho de 2009, quando teve a companhia constante de Cavendish. O governador diz que a viagem foi a passeio. Outro concorrente de Eduardo Paes nas eleições deste ano, o deputado tucano Otávio Leite trabalha para que o PSDB apresente requerimento de convocação de Cabral à CPI do Cachoeira. Embora PMDB, PT e outros partidos governistas tenham maioria para derrubar a convocação do governador, a oposição insiste que a Delta está no centro das investigações e a relação do governador com Cavendish não pode ser ignorada. 
Juntos Somos Fortes!

CABRAL VÊ "ZERO RISCO" DE TER CAÍDO EM GRAMPO. E A VAIA

REVISTA VEJA: 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO. 
04/05/2012 às 6:59 
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO. 
Cabral vê “zero risco” de ter caído em grampo. E a vaia… 
Por Wilson Tosta, no Estadão: 
Diante das suspeitas sobre sua relação com Fernando Cavendish, controlador da Delta, um dos focos da CPI do Cachoeira, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), traçou uma estratégia baseada na inexistência - pelo menos por ora - de indícios que o envolvam no escândalo. 
“Zero, zero risco de haver uma conversa minha tratando de assuntos públicos com o Fernando”, disse o governador a interlocutores do PMDB, no fim de semana. Dois pontos sustentam a tática de Cabral: não foram encontrados grampos da Operação Monte Carlo nos quais o peemedebista apareça beneficiando Cavendish; e, segundo a versão do governador, eles só costumam abordar assuntos privados, sem tocar em interesses públicos. A Delta tem, com o Estado do Rio, contratos de obras que somam R$ 1,49 bilhão. 
(…) 
Cabral tem se manifestado sobre o caso apenas por notas. Ontem, o governador chegou a evento no Rio ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitou um vexame público - Lula foi aplaudido de pé, o que abafou os apupos a Cabral. Sisudo, o governador fez um discurso curto e manteve-se sério, demonstrando abatimento. Depois da solenidade, não falou com os repórteres. 
(…) 
Por Reinaldo Azevedo. 
Juntos Somos Fortes!

CPI NÃO VAI BLINDAR NINGUÉM. NÃO HÁ TEMA PROIBIDO.

REVISTA VEJA. 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
04/05/2012 
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.
“CPI não vai blindar ninguém. Não há tema proibido” 
 Por Eugênia Lopes, no Estadão: 
Relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) só terá acesso aos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, a partir de segunda-feira. Daí a demora na convocação de autoridades supostamente envolvidas com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Mas o petista garante que a CPI não vai blindar ninguém. 
O sr. é favorável à convocação dos governadores Marconi Perillo (GO), Agnelo Queiroz (DF) e Sérgio Cabral (RJ)? 
Não há nenhuma preocupação em convocá-los ou não. Nós vamos tomar a decisão com base nas informações que nós tivermos dos inquéritos da Polícia Federal. Não vou fazer juízo sobre os governadores a partir de matérias jornalísticas. Quero deixar uma coisa clara: não há blindagem a ninguém. Não há tema proibido na CPMI. Nós vamos investigar a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira e quem se relacionou com ela. Todos os tentáculos dessa organização devem ser por nós investigados. 
Por que o sr. não convocou o dono da Delta, Fernando Cavendish, nessa primeira fase da CPI? Coloquei na primeira leva de convocados gente da Delta. A partir deste depoimento, das quebras de sigilo e da leitura dos inquéritos da Polícia Federal, ele e outros poderão ser convocados. 
Mesmo depois de o procurador-geral, Roberto Gurgel, ter levantado a suspeita de que Cachoeira seria sócio oculto de Cavendish? 
Na hora em que o procurador-geral da República nos encaminhar os documentos que motivaram a denúncia dele e eu tiver acesso aos documentos, eu farei juízo de valor. Estamos aguardando esse documento chegar à CPI. 
 O sr. pretende requisitar os documentos e relatórios de outras CPIs, como a dos Bingos? 
As outras CPIs já cumpriram o seu papel. (…) 
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O ÔNUS DA PROVA - DORA KRAMER

O ESTADO DE SÃO PAULO: 
O ônus da prova.
03 de maio de 2012 | 3h 05. 
Dora Kramer.
Chega a ser inútil a discussão sobre tentativas de "blindagem" ou a conveniência de se chamar o governador Sérgio Cabral Filho à CPI que tratará da triangulação entre crime organizado, políticos e parcerias comerciais público-privadas.
Diante do que se vê desde a última sexta-feira sobre os alegres passatempos do governador na companhia de secretários estaduais, do empreiteiro dono dos maiores contratos de obras no Rio de Janeiro (sem contar os negócios federais e em outros Estados) e respectivas senhoras mundo afora, é óbvio que Sérgio Cabral deve explicações em qualquer foro.
Assim como é evidente a impossibilidade de o PMDB, o governo federal, o PT, a Assembleia Legislativa, a Câmara Municipal ou o santo padroeiro do governador lhe assegurar qualquer tipo de proteção.
O Ministério Público não poderá - ou estará negando suas funções de defensor do interesse da sociedade - ignorar o assunto.
E o governador, seja na CPI ou fora dela, está obrigado a fornecer ao público mais do que as explicações frágeis já apresentadas. Até para se precaver do que certamente ainda vem por aí necessita se municiar de provas de que não foi nem é desonesto.
E o que vem por aí? Não se sabe, mas é de se supor que venha mais. Questão de lógica aliada a informações já em circulação de bastidor: quem passou o farto material fotográfico ao deputado, ex-governador, antigo aliado e hoje adversário de Cabral, Anthony Garotinho, que deflagrou o escândalo em seu blog, deu muito mais.
Nem o informante nem Garotinho escreveriam o capítulo inicial de uma narrativa dessa sem ter pronto o esboço do epílogo. Não entrariam na guerra para deixar o inimigo apenas levemente ferido e pronto para a desforra na primeira oportunidade mais adiante.
Só para início de conversa o governador deve, no mínimo, dirimir uma dúvida criada por sua assessoria.
Cabral, os secretários da Casa Civil, dos Transportes, de Governo e da Saúde estavam em férias quando fotografados e filmados na esbórnia parisiense de setembro de 2009?
A assessoria disse que não. Tratava-se de uma viagem oficial a respeito da qual foi apresentada longa agenda para divulgar o Guia Michelin Rio de Janeiro, fazer reuniões de trabalho para tratar da Olimpíada de 2016 e receber uma comenda.
Portanto, estavam no exercício da representação governamental e não poderiam se dar ao desfrute de farrear. Não apenas pela exigência de modos adequados ao cargo, mas também porque viajaram a expensas do dinheiro público.
Mas, logo em seguida a assessoria informou que os folguedos pertenciam à vida privada do governador. Muito bem: então o que faziam lá os secretários de Estado? E o empreiteiro camarada? Quem pagou aquela conta? Foi com dinheiro vivo ou há a fatura do cartão de crédito para comprovar?
A contradição exposta pela assessoria autoriza a conclusão de que a ação entre amigos seja vista com naturalidade como critério de governo. Algo explícito na fotografia do chefe da Casa Civil abraçado ao dono da construtora Delta, cujos contratos viria depois a auditar por determinação do governador.
Isso falando apenas daquela ocasião em que a turma aparecia fantasiada com guardanapos amarrados à cabeça, numa cena que expõe ao ridículo os personagens e a sociedade que lhes deu com seus votos a oportunidade de ocuparem as posições que ocupam.
As imagens sugerem promiscuidade entre o público e o privado e remetem à necessidade de se buscar detalhes sobre as constantes e inúmeras viagens ao exterior feitas por Sérgio Cabral. Tantas que o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, é visto como o governador de fato do Rio.
Começando por contabilizar quantos dias Cabral esteve fora do País, quais viagens eram de trabalho e quais relativas a férias de direito, a apresentação dessas agendas e confrontação de origem do pagamento de despesas.
Por essas e outras, o ônus da prova é do governador.
Juntos Somos Fortes!

NOVAS FOTOS MOSTRAM CABRAL E CAVENDISH EM MÔNACO

FOLHA DE SÃO PAULO: 
03/05/2012 - 11h43.
Novas fotos mostram Cabral e Cavendish em Mônaco.
Andreza Matais.
Andréia Sadi.
Brasília.
Novas fotos mostram o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o presidente licenciado da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, num restaurante em Monte Carlo, no principado de Mônaco.
O governador está acompanhado de sua mulher, Adriana Ancelmo, de Cavendish e da mulher dele, Jordana Kfouri, morta em um acidente de helicóptero na Bahia em junho de 2011. No acidente também morreu a namorada de um filho de Cabral.
Um casal não identificado pela Folha também acompanha o governador e o empresário. Eles aparecem brindando com champanhe (Leiam evejam as fotos).
Juntos Somos Fortes!

DEPUTADO FEDERAL GAROTINHO (PR) FAZ GRAVÍSSIMAS DENÚNCIAS CONTRA O GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


Juntos Somos Fortes!

GEORGE SADALA TEM CONTRATO COM ESTADO E VIAJOU COM CABRAL - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA: 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO. 
03/05/2012 - às 6:59. 
Na Cabralândia - George Sadala tem contrato com estado e viajou com Cabral. 
Por Carla Rocha, Chico Otávio e Maiá Menezes, no Globo:
RIO - Mais um empresário com negócios com o governo do estado aparece ao lado do governador Sérgio Cabral em fotos feitas durante viagem a Paris, em 2009: Georges Sadala, dono da GelPar, que faz parte do consórcio AgilizaRio, responsável pelo programa Rio Poupa Tempo, que oferece mais de 400 serviços ao cidadão fluminense. Apontado como novo milionário desde o início dos anos 2000, Sadala tem 25% de participação no consórcio, que recebeu em quatro anos R$ 56,8 milhões do estado.
Dono de pelo menos nove empresas, a maioria com atuação no mercado financeiro, Sadala diz ser amigo e vizinho no condomínio Portobello (Mangaratiba) de Sérgio Cabral. Ambos são amigos do empreiteiro Fernando Cavendish, afastado recentemente do comando da Delta Construção depois que a empresa passou a ser investigada na CPI do Cachoeira. Cavendish é outro personagem das fotos de Paris.
Sadala disse que esteve em Paris, com outros 150 empresários, convidado pelo governo do Rio, para dois eventos oficiais: a cerimônia de entrega da medalha de honra da Legião D’Honneur, concedida pelo Senado francês ao governador, e o lançamento do Guia Michelin Rio de Janeiro. Algumas imagens mostram Cabral, Sadala, Cavendish e integrantes do primeiro escalão do governo num restaurante de luxo. O governador disse que pagou as suas despesas
Sadala já foi dono de outras seis empresas, entre comércio de roupas e vendedoras de discos, que faliram, antes de entrar para o ramo do factoring. Depois que seus negócios cresceram, ele foi morar na Avenida Vieira Souto, em apartamento que pertencia a Cavendish. Segundo o empresário, ele comprou o imóvel em 2008 por R$ 4,6 milhões. A transação foi feita um ano depois do seu casamento com Ana Paula, em festa que reuniu cerca de 800 convidados no Copacabana Palace. Um dos padrinhos do casal foi então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e um dos pajens era o filho de Sérgio Cabral.
Sadala, correspondente bancário do BMG no Rio, opera principalmente na área dos empréstimos consignados. Ele afirma que se limita a atuar no setor privado. O BMG, no entanto, é líder de empréstimos consignados a servidores do estado, ficando a frente até mesmo do Bradesco, banco oficial que tem lojas na maioria das repartições estaduais.
Em março, o BMG tinha cerca de 25% do total de empréstimos consignados feitos a servidores do estado, o equivalente a R$ 35,7 milhões dos R$ 142 milhões descontados em folha naquele mês. O banco também se destaca como um dos sete que operam em uma outra modalidade de empréstimo consignado, feito em cartão de crédito, com taxas que chegam a 6%. Ficou em primeiro lugar em março com R$ 6,7 milhões descontados em folha de pagamento de servidores. Esta operação é alvo de uma ação civil pública movida pelo defensor Fábio Schwartz, do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Rio.
Georges Sadala ou “Ge”, como é chamado, venceu em 2009 a primeira licitação para o Poupa Tempo. De 2009 até este ano, os negócios dele evoluíram no estado: recebeu R$ 3,3 milhões em 2009, R$ 22,4 milhões em 2010, R$ 24,2 milhões em 2011 e, este ano, R$ 6,9 milhões. Segundo Sadala, o consórcio administra pontos de atendimento público em shoppings de Bangu, São João de Meriti e São Gonçalo. O programa, segundo ele, é liderado pelo Shopping Cidadão, de São Paulo. Ele também é dono da GGS Empar Empreendimentos e Participações e da Lavoro Factoring. Esta última chegou a apoiar projetos do Rio Solidário, entidade presidida pela primeira-dama, Adriana Ancelmo.
Sadala disse que foi apresentado a Cabral por amigos. Ele anunciou que pretende processar o ex-governador Anthony Garotinho, que divulgou as fotos de Paris, por danos morais. Cabral disse por meio de sua assessoria que Sadala é seu amigo.
Por Reinaldo Azevedo.
Juntos Somos Fortes!

CPMI DO CACHOEIRA: OBRAS DA DELTA SERÃO INVESTIGADAS EM TODO BRASIL.

O ESTADO DE SÃO PAULO: 
Blindagem governista cai na CPI, e Delta será investigada em todo o País.
Relator tenta restringir foco às relações da empreiteira, mas apuração deve abranger obras federais. 
Quinta, 02 de Maio de 2012, 22h03. 
João Domingos e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo.
BRASÍLIA - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira furou nesta quarta-feira, 2, a blindagem montada pelo PT para proteger o governo federal e decidiu investigar as ligações da Delta Construções S.A. com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em todo o Brasil, e não somente na Região Centro-Oeste, como havia sido proposto pelo relator Odair Cunha (PT-MG). A CPI determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Cachoeira a partir de 1.º de janeiro de 2002.
No entanto, a posição branda do relator foi seguida quando o foco passou a ser a relação de governadores com o esquema investigado pela Polícia Federal. Nos casos de Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), a CPI nada decidiu sobre eles.
A Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou e desbaratou o esquema de Carlinhos Cachoeira, gravou conversas em que aparecem os nomes de Agnelo e Perillo. Quanto a Cabral, os parlamentares de oposição desejam convocá-lo por causa da ligação com o empresário Fernando Cavendish, ex-diretor da Delta.
Senador. Também ficou decidido nesta quarta-feira que Cachoeira vai prestar depoimento à CPI no dia 15. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) vai depor no dia 31. Já o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu será ouvido pela CPI do Cachoeira no dia 29. Os arapongas Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e Jairo Martins, vão depor no dia 24. José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz, Geovani Pereira da Silva, Wladimir Garcêz e Lenine Araújo de Souza, integrantes do esquema de Cachoeira, vão prestar depoimento no dia 22.
Ao todo, a CPI aprovou 51 requerimentos. Um plano de trabalho apresentado por Odair Cunha prevê que a situação dos governadores só deverá ser examinada a partir de junho. Cunha e a base do governo entenderam que não têm condições técnicas para convocá-los agora. Os partidos de oposição acabaram concordando com eles.
Caso os exames dos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo - as duas que investigaram as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados - mostrem o comprometimento dos governadores, serão apresentados novos requerimentos. A intenção da oposição era convocar Cabral e Agnelo. O governo, de seu lado, queria ouvir o tucano Perillo.
Delegados. Ficou decidido ainda pela CPI do Cachoeira que os delegados Raul Alexandre Marques Souza e Matheus Mello Rodrigues e os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, responsáveis pela operações Vegas e Monte Carlo, serão convidados a comparecer à CPI na semana que vem, para sessões reservadas nos dias 8 e 10. A princípio, eles deveriam conversar com os parlamentares da CPI numa sessão aberta.
Mas a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luís Pitiman (PMDB-DF) pediram que fossem ouvidos secretamente. Argumentaram que os advogados de Cachoeira e de outros envolvidos com o esquema do contraventor ouviriam tudo e depois contariam para seus clientes, o que poderia atrapalhar os planos de investigação da CPI.
Na opinião do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a pressão dos partidos de oposição, que contaram com o apoio de partidos da base, como o PDT, o PMDB e o PCdoB, possibilitaram mudar o plano de trabalho do relator Odair Cunha, tirando o foco de investigação da Delta somente no Centro-Oeste, e levando-o para todo o País.
A Delta é a empresa que mais tem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De 2007 até agora ela recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal. Pressionado, restou a Cunha admitir que não havia como manter as investigações apenas no Centro-Oeste. “Vamos ver o papel da Delta na organização criminosa. Há elementos contundentes e suspeitas de que Cavendish seria sócio oculto do Cachoeira.”
Juntos Somos Fortes!

RIO: QUEM PAGOU AS DESPESAS DOS 150 EMPRESÁRIOS QUE VIAJARAM PARA PARIS COM O GOVERNADOR?

Ontem, o jornal O Globo publicou o editorial (Ônus da Prova) que transcrevi nesse espaço (link), tratando da necessidade do governo estadual provar as despesas feitas nas viagens para a Europa.
Hoje, o Globo publica mais um editorial, que alguns podem considerar uma mudança de rumo (página 3):
"OPINIÃO.
AVANÇO DE SINAL.
As cenas em que o governador Sérgio Cabral compartilha a noite europeia com o empresário Fernando Cavendish, da Delta, por enquanto não passam de provas da proximidade entre os dois.
Para que esse relacionamento pessoal entre na pauta da CPI do Cachoeira é necessária alguma prova ou evidência de que a amizade gerou prejuízo ao contribuinte, à sociedade.
Só assim o assunto passará a ser de interesse público".
A confrontação entre os dois editoriais pode levar a conclusão que O Globo colocou o pé no freio, opinião que não compartilho, pois penso que os editoriais se completam. No primeiro O Globo deixa claro que cabe ao governo o ônus da prova, a apresentação de todos os comrprovantes de todas as despesas, isso de todas as viagens publicadas no blog do deputado federal Garotinho. No editorial transcrito nesse artigo, O Globo trata de forma implícita da necessidade imperiosa da instauração de uma investigação, que na opinião do jornal deve anteceder a inclusão do caso na CPI do Cachoeira. Investigação que deve buscar as provas sobre o pagamento de cada despesa. As que foram pagas pelos cofres públicos (verificando a legalidade dos pagamentos) e as que foram pagas pessoalmente pelos envolvidos, verificando se algum dos empresários pagou as despesas do governador, dos secretários e dos seus familiares.
Eis o cerne da questão: a comprovação das despesas.
O Globo de hoje coloca mais um ingrediente nessa fritura (página 9 - Um Investidor em Paris), quando trata da participação nos fatos de outro integrante das viagens, o empresário Georges Saldala, um dos que colocaram o guardanapo na cabeça.
"Sadala disse que esteve em Paris (2009), com outros 150 empresários, convidado pelo governo do Rio, para dois eventos oficiais: a cerimônia de entrega da medalha de honra da Legião D'Honneur , concedida pelo Senado francês ao governador, e o lançamento do Guia Michelin Rio de Janeiro".
O sentido da palavra convidado deve ser esclarecido lato sensu.
Será que os cofres públicos pagaram as despesas de viagem de 150 empresários, para eventos de tão pouca relevância para o povo fluminense?
Penso que não.
Quero acreditar que não.
Apesar da minha boa vontade, só existe uma forma de me convencer: apresentando todos os comprovantes de todas despesas.
Enquanto o governo Sérgio Cabral (PMDB) não apresentá-los, eu quero que seja instaurada uma investigação sobre o fato, pois robustos indícios não faltam. Se a investigação vai ser feita por meio de um inquérito policial, um inquérito civil público, na CPMI do Cachoeira ou em uma CPI instaurada na ALERJ, pouco importa.
Investigar é imprescindível.
Juntos Somos Fortes!

DEPUTADO PAULO MELO, PRESIDENTE DA ALERJ, SE NEGA A ASSINAR SOLICITAÇÃO DE ABERTURA DE CPI PARA INVESTIGAR O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL

JORNAL EXTRA. 
COLUNA EXTRA, EXTRA! BERENICE SEARA. 
Clarissa Garotinho convida Paulo Melo a assinar CPI contra Cabral. 
Bruno Villa. 
Parece que os tempos de paz entre a deputada Clarissa Garotinho (PR) e o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB), chegaram ao fim. 
A moça pediu a palavra para avisar que está recolhendo assinaturas para pedir a abertura da CPI para investigar as ligações do governador Sérgio Cabral com Fernando Cavendish, da Delta. E perguntou ao microfone se Melo assinaria o documento. 
O moço do alto da cadeira de presidente, claro, negou (Fonte). 
Juntos Somos Fortes!

RIO: OPOSIÇÃO QUER ABRIR DUAS CPIs SOBRE A DELTA.

Prezados leitores, bom dia!
SITE G1:
Oposição tenta abrir duas CPIs sobre a Delta no RJ. 
Requerimentos querem apurar viagens de Cabral e contratos com construtora. 
Líder do governo na Alerj diz que fará o possível para inviabilizar comissões. 
Marcelo Ahmed Do G1 RJ Após a divulgação de fotos e vídeos do governador Sérgio Cabral com o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, deputados de oposição tentaram, nesta quarta-feira (2), aprovar requerimentos para a abertura de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 
Uma CPI, dos deputados do PSOL Marcelo Freixo e Janira Rocha, pede investigação de todos os contratos da empresa com o governo do estado, desde o ano de 2000. O outra, de iniciativa de Clarissa Garotinho (PR), tem o objetivo de apurar as circunstâncias das viagens de Cabral ao exterior desde que assumiu o governo (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2009 FOI O ANO DAS FOTOS E DA INTIMIDADE LÚDICA DE CABRAL COM A DELTA! - EX-BLOG DO CESAR MAIA

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
2009 FOI O ANO DAS FOTOS E DA INTIMIDADE LÚDICA DE CABRAL COM A DELTA.          
1. Contratos da Delta com o Governo do Estado do Rio:
2001 - R$ 47 milhões / 2002 - R$ 61,8 milhões / 2003 - R$ 15,1 milhões / 2004 - R$ 76,1 milhões / 2005 - R$ 142,8 milhões / 2006 - R$ 163,9 milhões / 2007 - R$ 67,2 milhões / 2008 - R$ 126,8 milhões / 2009 - R$ 243,4 milhões / 2010 - R$ 554,8 milhões / 2011 - R$ 358,5 milhões / 2012 - 138,4 milhões** Valor empenhado até 11 de abril.
2. (O Globo, 12/04/2012) Com cerca de 300 contratos no setor de construções em 23 estados do país e no Distrito Federal, a Delta cresceu 533% apenas no governo Sérgio Cabral (PMDB), no Rio, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem). Em 2007, a empresa teve empenhos de R$ 67,2 milhões, enquanto, em 2010, ano em que Cabral foi reeleito, o montante chegou a R$ 554,8 milhões, sendo R$ 127,3 milhões (22%) sem licitação. Em 2011, a Delta recebeu do governo Cabral R$ 358,5 milhões, sendo R$ 72,7 milhões (20%) sem passar por concorrência pública. Este ano, já são R$ 138,4 milhões empenhados. Os valores do Siafem não incluem, no entanto, as obras do Maracanã, onde a Delta faz parte do consórcio com outras empresas. O projeto foi orçado em R$ 859,9 milhões.
 
Juntos Somos Fortes!

GRAVAÇÃO INDICA QUE DELTA TENTOU BLINDAR VICE-LÍDER DO PMDB - FOLHA DE SÃO PAULO

FOLHA DE SÃO PAULO:
Gravação indica que Delta tentou blindar vice-líder do PMDB.
Telefonemas interceptados pela Polícia Federal mostra que a cúpula da empreiteira Delta Construções atuou para proteger o vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), em processo que o parlamentar movia contra uma jornalista, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Em conversa gravada no dia 25 de março de 2011, o então diretor regional da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, conversa com o suspeito de contravenção Carlinhos Cachoeira a respeito de um depoimento que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) daria quatro dias depois em um processo que Cunha move contra a jornalista Dora Kramer, de "O Estado de S. Paulo".
Demóstenes e Cunha são adversários políticos.
A ação, que está trancada desde maio passado no Tribunal de Justiça de São Paulo, questiona um artigo sobre a disputa pelo controle do fundo de pensão de Furnas, que citava Cunha.
OUTRO LADO.
Cunha diz não ter pedido "nada a ninguém" e afirmou que nem sabia que Demóstenes havia sido arrolado como testemunha. A Delta disse desconhecer o fato de o senador ter sido chamado a depor. Os advogados de Demóstenes, apesar de dizerem que o parlamentar desconhece o diálogo entre Abreu e Cachoeira, confirmaram que o senador depôs como testemunha, e que "respondeu às perguntas formuladas, sempre em conformidade com a verdade, como não poderia deixar de ser".
Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.
Juntos Somos Fortes!

GOVERNO DO RIO DE JANEIRO: A CPMI NÃO PODE COMETER INJUSTIÇAS.

- "Não tem nenhuma prova contra ele. Por acaso é objeto da CPI falar sobre relações pessoais?"
O jornal O Globo publica hoje o artigo "PSDB quer chamar Cabral para depor na comissão". A fala acima é atribuída ao líder do PMDB na Câmara, deputado federal Henrique Alves (RN).
Penso que o parlamentar esteja equivocado, a investigação busca as provas, mas trabalha preliminarmente com os indícios. 
Correta foi a fala do deputado federal Miro Teixeira (RJ):
- "Relações íntimas não são objetos da CPI. Porém, se delas resultar qualquer tipo de benefício, aí o assunto passa a ser de interesse público e, consequentemente, da CPI".
Salvo melhor juízo, essa é a direção.
No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, ganha relevância esclarecer quem pagou as contas das viagens do governador e de alguns secretários estaduais para a Europa, na companhia de Fernando Cavendish, empresário que ganhou várias licitações no estado. Os comprovantes serão as provas de defesa ou de acusação, portanto, precisam aparecer. A verdade só será alcançada com a exibição de todos os comprovantes de pagamento, caso contrário, uma investigação terá que ser feita, tendo por base os indícios existentes.
Eu torço para que tudo seja comprovado com rapidez e transparência, nada pior que uma injustiça.
No dia 10 FEV 2012, eu fui preso baseado em indícios que não se confirmaram na investigação (IPM), fui jogado nos porões de Bangu 1 e mantido incomunicável por 3 dias. Portanto, sei como dói ser vítima de injustiças e não quero isso para ninguém.
Juntos Somos Fortes!