JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

APROVADA LEI DA IRRESPONSABILIDADE FISCAL - ALMIR QUITES

Prezados leitores, a seguir transcrevemos dois artigos do blogueiro Almir Quites:  



1) APROVADA A LEI DA IRRESPONSABILIDADE FISCAL 
Aprovada a Irresponsabilidade da gestão financeira! Ainda não deu para engolir e o povo já não pode reagir. Claro, basta que o chefe da Casa Vil da Presidência da República discuta o preço com a ‘fada’ Sininho, que ela prontamente mobiliza seus Black Blocs. Estes porão as máscaras da covardia para divertir-se, dilapidando bens públicos e privados e assustando os cidadãos democratas e civilizados, que apenas desejam exercer o direito constitucional de se fazer ouvir na rua em protesto contra a corrupção institucional do PT de Lula, o Escracho e de Dilma, a Parva. Leia o artigo completo aqui: 

2) INDECOROSA CONDUTA PRESIDENCIAL 
Quase junto com o circo da CPI mista do Congresso, que concluiu com o vergonhoso relatório do deputado petista Marcos Maia dizendo que não havia nada de errado com a Petrobras, veio o Relatório inconstitucional da "Comissão da Verdade" e esta vergonhosa manobra consubstanciada no Projeto da Meta Fiscal, apresentado pelo governo federal, o qual fere de morte a Lei de Responsabilidade Fiscal e objetiva apenas dar à presidente da República a anistia retroativa pelo crime de responsabilidade. Por que este projeto presidencial é indecoroso? Veja aqui: 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 13 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! - ASSISTAM AS EDIÇÕES DA SEMANA



Prezados leitores, a seguir publicamos os links do youtube dos "Jornais Paúl Neles!" publicados nessa semana:

- JORNAL PAÚL NELES - 08 DEZ 2014 - 1a EDIÇÃO - UPPs, monumentos ao fracasso:

- JORNAL PAÚL NELES - 08 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - Dia 14 todos em Copacabana:

- JORNAL PAÚL NELES - 09 DEZ 2014 - 1a EDIÇÃO - Por que Pezão não exonera Beltrame? 

- JORNAL PAÚL NELES - 09 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - Os livros que revelam os erros na gestão da segurança pública: 

- JORNAL PAÚL NELES - 10 DEZ 2014 - 1a EDIÇÃO - Ato de protesto em defesa da vida dos policiais: 

- JORNAL PAÚL NELES - 10 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - Fatos interessantes nos casos Patrícia Acioli e Amarildo: 

- JORNAL PAÚL NELES - 12 DEZ 2014 - 1a EDIÇÃO - Inacreditável! Beltrame ainda vai receber um prêmio, apesar do caos na segurança: 

- JORNAL PAÚL NELES - 12 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - O fracasso da Comissão Nacional da Verdade: 


Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

JORNAL PAÚL NELES! 12 DEZ 2014 - 2a EDIÇÃO - O FRACASSO DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Prezados leitores, o Coronel PM Paúl comenta o fracasso da Comissão Nacional da Verdade.




Juntos Somos Fortes!

ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA COMENTA RELATÓRIO DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE



Prezados leitores, transcrevemos mensagem da Academia Brasileira de Defesa sobre o relatório da denominada Comissão Nacional da Verdade: 

"ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA
Pro Patria

Alexandre Garcia supôs, em um de seus brilhantes textos, que a presidente fosse autista, por não ver, como não via o antecessor, o que ocorre a sua volta. Infelizmente, não é. Ela sabe muito bem o que quer e o que faz. Autistas somos nós. 

O Brasil vive uma situação esdrúxula. Parece que o uso de técnicas de desinformação – verdadeiras lavagens cerebrais desenvolvidas nos porões da Gestapo e da KGB, muito bem adaptadas aos porões não menos imundos do partido do governo – não impediu as pessoas de verem os fatos, mas lhes tirou a capacidade de interpretá-los corretamente. 
O homo medius brasileiro aceita, como justificativa para o assalto violento, o fato de que outros já tenham praticado pequenos furtos antes, e se considera culpado pela violência sofrida. 
Quando um governante demagogo diz que vai tirar dos ricos para dar aos pobres, até quem ganha 20 salários mínimos, um tanto mais, um tanto menos, por exemplo, considera-se um pobretão e se vê como candidato a receber as benesses e usufruir do suor alheio, sem perceber que, para o governo petista, ricos são os que ganham mais de 3 salários mínimos. Os verdadeiramente ricos nada sofrerão – por enquanto. Ele, que, ganha os tais 20 salários mínimos, é que sofrerá perdas sucessivas para ajudar o seu hipotético benfeitor a trocar bolsas por votos e se eternizar no poder. Quando descobrir o engodo, será tarde demais: já se terá transformado, ele mesmo, em um bolsista dependente. 
Da mesma forma, aceita que o governo achate as aposentadorias na vã esperança de que disso resulte transferência de renda em seu favor, mais uma vez, sem perceber que jamais verá um desses centavos, pois todos os cifrões serão desviados para enriquecer a nomenclatura avara e corrupta que assaltou o poder no País. 
É nesse quadro, que, toda vez que o governo se sente ameaçado pelos mecanismos constitucionais de defesa da Nação contra os crimes praticados por seus integrantes, surgem virulentas campanhas de desmoralização das Forças Armadas. 
Um caso antológico foi a tentativa de imputar aos militares o assassinato dos ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitscheck, mortos, respectivamente, por enfarto do miocárdio e em acidente automobilístico. Ainda que todas as perícias contratadas, a peso de ouro, em ditaduras comunistas, não encontrassem nenhuma evidência dos crimes alegados, insistem, em propagar tal hipótese absurda, no caso de João Goulart. A fortuna em dinheiro público que se gastou com as referidas pericias teria sido muito mais bem empregada, se usada para apurar os assassinatos dos prefeitos de Santo André, Celso Daniel, e de Campinas, Toninho do PT. 
Outra evidência de autismo social é sujeitarem-se as Forças Amadas a permanência prolongada, praticamente definitiva, no exercício de atividades policiais. Esse emprego somente caberia, se de curta duração e para eliminar, rapidamente, as ações criminosas organizadas que ultrapassassem a capacidade de resposta das Polícias, mas sempre orientadas para o interesse público do Estado. 
O emprego das Forças Armadas em missões permanentes de “Garantia da Lei e da Ordem”, para dar sustentação a governos incompetentes e corruptos, é tão criminoso quanto criminosas são as ações dos bandidos que irão combater. 
Hoje, foi divulgado o relatório da comissão nacional da verdade – cnv (sic), mais um deliberado ato indigno, próprio da campanha sórdida contra as Forças Armadas. Como previsto, ele contém um festival de mentiras, insinuações e parcialidades. Mas não há surpresa nisso. Tal relatório, rebento monstruoso, de 2000 páginas, jamais seria equilibrado e imparcial, porquanto trabalho executado por perdedores rancorosos e inconformados por terem sido impedidos de instalar, no Brasil, um regime totalitário, pautado no hibridismo ideológico de esquerda, por seguirem distintas linhas das mais radicais, em cujos objetivos finais, no entanto, convergiam: a destruição do Estado democrático brasileiro. 
As recomendações propostas pelos comissários são um festival de más intenções pré-fabricadas, muitas defendidas pelos vândalos em suas manifestações de rua. Vejamos algumas. 
Para começar, insistem no chavão de que as Forças Armadas devem esquecer o bem que fizeram, e pedir perdão pelo mal que não fizeram. Não vimos, porém, os terroristas (esses, sim, devedores de muitos pedidos de perdão) pedirem perdão à Nação pelos inocentes que mataram ou mutilaram. 
Propõem, também, a proibição das comemorações da redentora Revolução Democrática de 31 de Março, mas continuarão a incensar seus companheiros bandidos e terroristas, nacionais e internacionais. 
Proibições desse tipo somente existem nas piores ditaduras! 
A comissão não pediu a revogação explícita da Lei da Anistia. Isso poderia ser perigoso para eles mesmos. Simplesmente, pedem que a lei somente se aplique a uma das partes envolvidas, excluindo-se os agentes do Estado que os combateram e derrotaram, ignorando todos os crimes que seus correligionários terroristas cometeram. 
Por outro lado, o relatório insistiu na opção preferencial pelos criminosos, ao pretender a desvinculação dos institutos médicos legais e dos órgãos de perícia criminal das secretarias de segurança pública e das polícias civis; a dignificação do sistema prisional e do tratamento dado ao preso; a extinção da Justiça Militar estadual; a exclusão de civis da jurisdição da Justiça Militar federal; a eliminação da figura do auto de resistência à prisão. Tudo pensado para assegurar a impunidade e “dar boa vida” aos criminosos, proclamados pelas ideologias de esquerda como vítimas das elites exploradoras. É inquestionável que o sistema prisional e o tratamento aos presos clamam por urgentes melhorias, mas, antes disso, é indispensável dignificar o atendimento do SUS aos não-criminosos e melhorar o tratamento dado ao cidadão comum, particularmente aos idosos, todos frequentadores de extensas filas para serem atendidos, quando o são. 
A explicação para essa opção irracional é-nos dada pelo Professor Edgard Leite Ferreira Neto, fruto de suas pesquisas em fontes do comunismo internacional: 
“A luta política marxista atua também no sentido de conspirar contra as leis e as estruturas existentes, tidas como instrumentos de preservação do poder. Haveria, assim, diferenças de qualidade entre o crime comum e a ação revolucionária, mas ambas ações estariam impregnadas da 3 mesma inclinação crítica ao poder. A convergência dos dois movimentos, em certas circunstâncias confirma tal perspectiva”. (In Revista Aeronáutica, Rio de Janeiro, p. 44 - 45, 01 mar. 2014). (http://pt.scribd.com/doc/214532426/Revista-Aeronautica-n-286-Edicao-Comemorativa). 
A cnv não cumpriu a Lei que a criou, nem na abrangência, nem no tempo, deixando de apurar os abusos contra os direitos humanos praticados pelos terroristas, no que eles chamam de “luta armada”, ou cometidos fora do período dos governos militares, como também não cumpriu o objetivo de “promover a reconciliação nacional”, uma vez que somente tem aumentado os ressentimentos, com sua parcialidade escandalosa. Igualmente não assegurou o “direito à verdade histórica” nem “à memória”, pois, ao contrário, só tem deturpado os fatos, encenando a maior fraude histórica deste País e registrando, a título de memória, vergonhosa obra de ficção mal-intencionada. 
Por outro lado, ultrapassou os limites de sua competência ao propor a punição dos agentes do Estado por ela acusados, arbitrariamente, como, também, ao propor mudanças no ensino militar, um dos melhores do Brasil, talvez o único voltado exclusivamente para os interesses nacionais e, até hoje, imune à contaminação ideológica sectária, apátrida e de inspiração e financiamento alienígenas. 
A maior das ignomínias, no entanto, foi praticada ao acusaram, irresponsável e criminosamente, da prática de crimes pessoas inocentes, de reputação ilibada, brasileiros abnegados, verdadeiros estadistas, a quem muito deve a Pátria. 
Por tudo isso, esse relatório inútil deveria ser considerado nulo de pleno direito. 
Finalmente, o maior de todos os autismos é o que acomete a maioria dos políticos que se dizem de oposição e dos jornalistas “politicamente corretos”, quando fazem coro com os governistas e insistem em falar de uma ditadura que não houve, há meio século, e fingem não ver a que já está instalada no Palácio do Planalto, e se agrava a cada dia. 
Embora procurem negá-lo, os Militares também são cidadãos, e em sua esmagadora maioria, excelentes cidadãos que, voluntariamente, abriram mão de alguns dos seus direitos mais básicos para mais bem defender a Pátria. Eles não querem o poder, como nunca quiseram. Somente agiram em momentos extremos, para salvar o que restava da destruição imposta por maus brasileiros. 
Foi para atender ao pedido de socorro da Nação que, em 1964, a sociedade viu-se obrigada, no exercício da mais sagrada legítima defesa, a impor ordem ao caos pela força das armas, justamente para impedir que esse grupo, hoje no poder, implantasse, no País, a ditadura que, parece, está em vias de se consolidar. 
A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, legítimos braços armados da Nação, não se furtaram, então, de cumprir o seu dever: atenderam ao apelo e salvaram o Brasil de ser mais uma vítima do comunismo internacional.
Reclamam esses vis políticos e jornalistas da imposição arbitrária da vontade durante os governos ditos militares, mas, uma vez mais, fingem ignorar que isso continua a ser feito, muito mais intensamente, não obstante, sem o espírito público que sempre norteou os militares eleitos para o governo. 
A ordem, quando imposta manu militari, objetivava a defesa da Pátria, de sua soberania, de seus valores, de sua gente, e somente era praticada contra os terroristas, os guerrilheiros, os subversivos, os corruptos, os assaltantes e os traidores da farda. 
Hoje, são os corruptos, os subversivos, os guerrilheiros e os terroristas de ontem que impõem o arbítrio per manum pecuniae, e por outros meios, contra a Nação, em defesa de seus interesses antinacionais, particulares e ideológicos, para nos minar a soberania, solapar os valores, escravizar o povo e destruir a Pátria. 
Os políticos que criticam nossos Soldados não batalham pelo bem do Brasil. 
Querem, isso sim, acesso à chave do cofre e à caneta, para continuar a roubar despudoradamente e a nomear parentes e correligionários corruptos, em um nepotismo institucional sem fim. 
Os detratores de plantão que se opõem ao governo, mas batem impiedosa e injustamente nas Forças Armadas, e delas “fogem como o diabo da Cruz”, não percebem ser elas a última instância que poderá salvar o Brasil, quando tudo mais tiver falhado. Não é a primeira vez, nem será a última, que crucificam o salvador. 
A decadência social e política em que vivemos foi criada pelos políticos, cabe-lhes, portanto, colocar novamente o País nos trilhos. Adaptando-se o dito popular, pode-se dizer: “quem gerou Mateus que o embale”. Se não o fizerem, a sociedade o fará, apesar deles. 
Mas os Militares também fazem parte da sociedade e, se renunciaram a alguns direitos, não perderam a capacidade de pensar, de ter opiniões próprias, de acompanhar os fatos políticos com a isenção de agentes do Estado. Marinheiros, Soldados e Aviadores jamais permitirão que as Forças Armadas se transformem em guarda pretoriana de qualquer governo ou que o Brasil deixe de ser uma nação livre e soberana, em um Estado democrático de direito. 
Lembrem-se todos: as Forças Armadas são as instituições que gozam de maior credibilidade junto ao nobre povo brasileiro. É hora de esquecermos divergências do passado ou do presente e unirmos todas as nossas forças contra o perigo comum que nos ameaça. 
Os políticos ainda não aprenderam, mas o povo sabe. 
O povo sabe que pode confiar em Deus e em suas Forças Armadas. 
Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2014 
Luís Mauro Ferreira Gomes
Presidente 

Prof.ª Dr.ª Aileda de Mattos Oliveira; Alte.-Esq. Alfredo Karam; Cel. Aer. Antônio Celente Videira; Prof. Antoniolavo Brion; Jorn. Aristóteles Drummond; Gen.-Ex. Carlos Alberto Pinto Silva; Prof. Dr. Denis Lerrer Rosenfield; Dr. Emílio A. Souza Aguiar Nina Ribeiro; Gen.-Div. Francisco Batista Torres de Melo; Prof. Dr. Francisco Martins de Souza; Cel. Ex. Gelio Augusto Barbosa Fregapani; Dr. Gustavo Miguez de Mello; Dr. Herman Glanz; Maj.-Brig. Hugo de Oliveira Piva; Vice-Alte. Ibsen de Gusmão Câmara; Ten.-Brig. Ivan Moacyr da Frota; Prof. Dr. Ives Gandra da Silva Martins; Dep. Fed. Jair Messias Bolsonaro; Prof. Dr. João Ricardo Carneiro Moderno; Sen. José Bernardo Cabral; Dr. Luciano Saldanha Coelho; Cel.-Av. Luís Mauro Ferreira Gomes; Gen.-Ex. Luiz Cesário da Silveira Filho; Gen.-Ex. Luiz Gonzaga Schroeder Lessa; Econ. Marcos Coimbra; Emb. Marcos Henrique Camillo Côrtes; Prof.ª Dr.ª Maria Helena de Amorim Wesley; Prof.ª Dr.ª Mina Seinfeld de Caracushansky; Ten.-Brig. Octávio Júlio Moreira Lima; Vice-Alte. Othon Luiz Pereira da Silva; Dr. Paulo Antônio Uebel; Gen.-Ex. Paulo Cesar de Castro; Ten.-Brig. Reginaldo dos Santos; Gen.-Ex. Rubens Bayma Denys; Desemb. Semy Glanz; Ten. R/2 Sérgio Pinto Monteiro; Vice.-Alte. Sérgio Tasso Vasquez de Aquino e Maj.- Brig. Umberto de Campos Carvalho Netto.

Juntos Somos Fortes!

CLUBES MILITARES RESPONDEM À COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Prezados leitores, os clubes militares publicaram na página dos obituários do jornal O Globo a relação das 126 vítimas do terrorismo durante os governos militares:




Juntos Somos Fortes!

VEREADOR CESAR MAIA COMENTA RELATÓRIO DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Foto: O Globo

Prezados leitores, a seguir transcrevemos discurso do vereador Cesar Maia sobre o relatório da denominada Comissão da Verdade:

"DISCURSO DE CESAR MAIA, NA CÂMARA MUNICIPAL (10), SOBRE O RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE! 
1. Hoje a Comissão da Verdade entregou o seu relatório. Todos nós esperávamos um relatório que mostrasse a memória do absurdo que aconteceu durante o regime autoritário, citando mortes, desaparecimentos, torturas, identificação dos responsáveis diretos por essas atrocidades, essas barbaridades. Infelizmente, Senhor Presidente, não foi isso que aconteceu. Infelizmente a Comissão da Verdade ficou fora do que se esperava dela. 
2. Uma lista ampla de nomes como se as responsabilidades por aqueles atos fossem as mesmas. Como o Presidente Castelo Branco pode ter responsabilidade direta ou indireta por mortes ou torturas? Eu falo com a autoridade de quem foi preso ficou ao todo quase dois anos na prisão. Portanto, antes e depois do AI-5. Fui condenado duas vezes, cumpri uma pena na prisão e fui exilado. Eu falo também com autoridade de quem participou diretamente do grande Ato de Conciliação Nacional, que foi a Assembleia Constituinte de 1987/1988. 
3. Eu lembraria que o Presidente Geisel, na época da repressão mais dura era o Presidente da Petrobrás, e quando assumiu a Presidência conduziu pelo governo, o processo de democratização. E ministros e nomes diversos, e claro, misturados com torturadores. Não é justo. 
4. Senhor Presidente, o pior de tudo é que o relatório da Comissão da Verdade propõe a revisão da Lei de Anistia. O que eles querem com isso? A lei de Anistia foi uma lei de pacificação nacional. Aqui no Brasil, nós não temos a situação como se tem, por exemplo, no Chile, de um forte grupo pinochetista, com referencia a um ditador. Desde a Emenda Constitucional nº 11, patrocinada pelo Ministro Petrônio Portela, que esse processo foi de desaceleração até a pacificação política. 
5. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal têm posição firmada a respeito. Nesse domingo o Ministro Marco Aurélio Mello reafirmou que a Lei de Anistia não pode ser revista. Então, para que propor a revisão da Lei de Anistia? O que quer a Comissão da Verdade? O que quer esse relatório? Provocação? Para quem, por que, para que? Quer transformar conflitos em posições irreconciliáveis, confrontos? Quer que a gente volte aos anos 30, 40, 50, à guerra fria, onde as posições políticas se confrontavam e se tornavam irreconciliáveis?
6. Repito: o que quer esse relatório da Comissão da Verdade? Ele vai mais longe, ele pede a extinção das Polícias Militares. O que tem a Comissão da Verdade com as Polícias Militares? É uma discussão de Segurança Pública. Mas esse não é o escopo, o fito, o objetivo, o foco da Comissão da Verdade. Agora, esse relatório da Comissão da Verdade puxa setores democráticos, setores de centro em direção aos setores de mais a direita pelas provocações e excessos. 
7. Como vão reagir as pessoas, as famílias, quando lerem nomes de quem nem indiretamente têm a ver com o processo de tortura. Senhor Presidente, o relatório da Comissão da Verdade, em todos os países, vinha acompanhado de duas palavras: memória e reconciliação. Assim foi no Peru, Chile, na Argentina, na Guatemala, em El Salvador etc. Era sempre: memória e reconciliação. Quanto a esse relatório da Comissão da Verdade, ele busca o quê? Busca o estressamento das relações políticas no Brasil? Acabar com a Lei de Anistia? O que é isso? É estranho extinguir a Polícia Militar por uma proposta da Comissão da Verdade, que nada tem a ver com isso. 
8. Ora, Senhor Presidente, esse é um fato político que terá repercussões – não tenho dúvidas. Espero que as principais lideranças civis e militares, inclusive as que serviram nos governos militares, tenham a condição e a capacidade de acalmar as reações e de levar a que eventuais injustiças não de pretexto aos radicais. Que segurem aqueles que estão permanentemente buscando pretextos para tirar o Brasil do quadro atual de pacificação política de consenso em torno da democracia. Eu tenho absoluta certeza que essas extravagâncias, no relatório da Comissão de Verdade, não terão respaldo de nenhum partido político com representação parlamentar. De nenhum! Obrigado, Senhor Presidente". 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE "VIAJOU NA MAIONESE"...



Prezados leitores, diante da notícia da proposta contida no relatório da denominada "Comissão Nacional da Verdade" no sentido de serem extintas as Polícias Militares, nos resolvemos avançar no assunto, inclusive para verificarmos se fazia parte das atribuições da comissão apresentar a proposta que está inserida no item 20 do relatório (Link):

"(...)
20 - Desmilitarização das polícias militares estaduais
"A atribuição de caráter militar às polícias militares estaduais, bem como sua vinculação às Forças Armadas, emanou de legislação da ditadura militar. Essa anomalia vem perdurando, fazendo com que não só não haja a unificação das forças de segurança estaduais, mas que parte delas ainda funcione a partir desses atributos militares (...)"

Analisando a lei que criou a comissão e o seu regimento interno entendemos que a comissão pode fazer recomendações:

Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 (Link).

Analisando os artigos 3º e 4º só conseguimos encontrar como "possível" justificativa para a proposta de extinção das Polícias Militares, o inciso VI do Art 3º: 

"Artigo 3º - São objetivos da Comissão Nacional da Verdade: 
(...)
VI - recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional; e
(...)".

Do exposto, somos forçados a concluir que a comissão propôs o fim das Polícias Militares  para prevenir a violação de direitos humanos e assegurar sua não repetição.
Um absurdo!
É lamentável que uma comissão pluridisciplinar que demorou quase três anos para gerar um relatório, consumindo dinheiro público, possa considerar que extinguindo as Polícias Militares irá prevenir a violação de direitos humanos no Brasil.
Será que seus integrantes não sabem que diariamente os direitos humanos são violados em todo país, sem qualquer participação das instituições militares?
Inclusive os direitos humanos dos Policiais Militares?
Será que seus integrantes desconhecem as ações desenvolvidas no tempo dos governos militares pelas Polícias Civis e seus integrantes?
Por que não apresentaram como proposta o fim das Polícias Civis?
Não bastassem esses aspectos, a comissão "viaja na maionese", usando um linguajar jovem, ao escrever que "... essa anomalia vem perdurando, fazendo com que não só não haja a unificação das forças de segurança estaduais..."
Os integrantes da comissão demonstraram com esse trecho, isso de forma inequívoca, que desconhecem por completo as razões que impedem a unificação das Polícias Militar e Civil.
Isso sem falar que abordam um tema complexo, a unificação das polícias, sem apresentar o como fazer.
Respeitosamente, o item 20 do relatório nem deveria existir, ele depõe contra a própria comissão e afronta a inteligência mediana.

Juntos Somos Fortes!