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terça-feira, 10 de outubro de 2017

"SEJAMOS LOBOS" - ANTONIO JOAQUIM VELOSO


Prezados leitores, transcrevo para reflexão texto que recebi do autor através do Facebook: 

"Sejamos lobos. Lobos não constituem um rebanho,
Porque não há rebanho de lobos, 
Só existem rebanhos de ovelhas
Não nos coloquemos como ovelhas precisando de um pastor
Não andemos em caminhos por outros traçados como ovelhas
Não há caminho para lobos
Onde eles andam é seu próprio caminho
Sua trilha é uma não trilha, Sigamos também um não caminho
Façamos nosso próprio caminho
Todo homem é para liderar, não ser rebanho.
Não seguir ninguém, não se tornar ovelha.
Não nos coloquemos como ovelhas, precisando de um pastor
Precisando ser tocados para verdes pastagens
Lobos procuram sua própria comida
Lobos não seguem o pastor, comem-no se necessário.
Lobos não são levados para o curral
São livres, independentes, sua casa é a mãe natureza
Nosso propósito da vida humana
É o esforço de fazer nosso próprio caminho
Saber o que cada um de nós é. Não ser ovelha
Não seguir ninguém! Não viver uma eterna procura
Viver este momento que é um não momento.
Passado e futuro não existem sem o presente
Conhecer o eterno agora é conhecer a verdade
Nós não precisamos de mais nada
Atinjamos a felicidades sendo indivíduos e líderes 
Antonio Veloso 
Niterói, 28/062016"

Juntos Somos Fortes!

sábado, 8 de julho de 2017

OS PROBLEMAS DA POLÍCIA MILITAR SE DEVEM A SUBSTITUIÇÃO DE UMA PALAVRA

"Constituição Federal 
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
( ... ) 
§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios."

Coronel de Polícia Reformado Paúl

No III Fórum de Segurança Pública realizado ontem na Academia Brasileira de Filosofia (ABF) tive a oportunidade de rapidamente comentar esse problema, quando abordei o tema "Falta de autonomia da polícia com o poder nas mãos dos políticos".
Nenhum Policial Militar do estado do Rio de Janeiro desconhece que a instituição padece com os desmandos políticos, isso é fato.
Os problemas que a interferência política causam são inúmeros e alguns de grande efeito maléfico, tanto internamente, quanto no serviço prestado à população.
O fracassado projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) é o exemplo mais recente e que provocou maiores prejuízos aos Policiais Militares e à população fluminense.
Eu critiquei as UPPs desde o início do projeto, isso em virtude de ser óbvio o fracasso futuro, diante do que eu via quando visitava as UPPs instaladas  e conversava com os Policiais Militares.
Não tenho dúvidas que a minha constatação foi feita também por outros Coronéis de Polícia, mas eles nada fizeram para evitar essa catástrofe, hoje identificada como o pior programa já implantado na área de segurança pública de todo Brasil, como ouvimos algumas vezes durante o ciclo de palestras na ABF.
Por que os Coronéis de Polícia não impediram a propagação do erro?
A resposta é simples:
- Em razão da substituição de uma palavra no texto constitucional, algo realizado de forma tácita.
As Polícia Militares subordinam-se aos Governadores, como está expresso na Constituição Federal.
Logo devem operacionalizar a política de segurança pública emanada do governo, mas essa obediência tem limites, entre eles a missão, a identidade e os valores institucionais.
No Rio de Janeiro, ao longo do tempo os Coronéis de Polícia foram aceitando que a subordinação fosse substituída pela subserviência.
Subserviência significa "servir sem questionar e achar que todas as ordens estão corretas".
Foi a subserviência que permitiu que a "loucura" das UPPs fosse implementada.
Em 2007 e 2008, antes das UPPs, os Coronéis Barbonos tentaram deter esse processo de subserviência, mas não tiveram apoio, foram exonerados, inativados de forma precoce e no meu caso específico fui preso duas vezes de forma ilegal e quase conseguiram me expulsar da Polícia Militar.
Caso os Barbonos tivessem recebido o apoio necessário, a subserviência começaria a ser interrompida e as UPPs nem existiriam.
Como expressei em artigos e vídeos ao longos dos últimos anos os Oficiais da Polícia Militar precisam aprender a DIZER NÃO ao poder político sempre que a ordem emanada for prejudicial para a instituição e/ou para a população.

Juntos Somos Fortes!

sábado, 29 de março de 2014

"PAZ NO RIO": POBRE POLÍCIA MILITAR...



Prezados leitores, o jornal Folha de São Paulo publica nesse sábado o artigo "Paz no Rio" de autoria do senhor Luís Francisco Carvalho Filho.
Nele pela enésima vez a Polícia Militar e os Policiais Militares são os culpados. 
Os culpados de toda hora (Leiam o artigo).
O autor, tolamente, ignora que a Polícia Militar há muito tempo perdeu sua identidade e seus valores, sendo uma marionete no jogo dos interesses políticos.
Não se pode culpar a Polícia Militar pelo simples fato de que ela não é mais senhora do seu destino, ela age na direção do politicamente correto.
Na Zona Sul, "pacificação". No Complexo da Maré, "tiro, porrada e bomba". Quem faz a distinção?
Basta lembrar a frase do secretário de segurança sobre a diferença de um tiro em Copacabana e na Koréia para entender quem dita as regras.
A derradeira tentativa de romper as amarras políticas que destroem a PMERJ fracassou em 2007/2008, quando os Coronéis Barbonos tentaram recuperar a Polícia Militar para a população do Rio de Janeiro e para si mesma.
Perdemos!
Perdemos todos nós!
Prezado senhor Luís Francisco Carvalho Filho, concordamos em parte com o seu último parágrafo:
"É importante dar nome aos bois. O problema está no comando".
Sim, dar nome aos bois é imprescindível, mas não podemos nomear com erro.
Corrigindo seu equívoco:
"É importante dar nome aos bois. O problema está no governo".
Não foram os Policiais Militares, não foi a Polícia Militar, foi o governo quem arrastou o corpo da senhora Cláudia Ferreira pelas ruas do Rio de Janeiro.
Alguém precisa escrever a verdade.

Juntos Somos Fortes!