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sexta-feira, 2 de março de 2018

MINISTÉRIO DA SEGURANÇA, INTERVENÇÃO FEDERAL E FACTÓIDES



O governo Temer amarga uma reprovação popular muito expressiva, fato comprovado por pesquisas de opinião divulgadas pelo noticiário.
Neste cenário desfavorável e grave para as aspirações políticas dos detentores do poder considerando que 2018 é um ano eleitoral, após constatar que não conseguiria aprovar a reforma da previdência no Congresso Nacional, o governo decreta uma intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Logo ficou evidente que a intervenção não foi precedida de qualquer planejamento, surpreendendo até o interventor nomeado, como foi noticiado fartamente. Tanto isso é verdade que até hoje a intervenção ainda se encontra em "stand by", ou seja, no curso da fase de planejamento.
Apesar desse erro primário, intencional ou não, notícias sobre a melhora da avaliação popular do governo surgiram aqui e ali.
Diante do exposto, salvo melhor juízo e respeitando todas as opiniões contrárias, a decretação da intervenção caracterizou o que conhecemos como FACTÓIDE.

"Fato gerado para a imprensa propositadamente para chamar a atenção com intuito de se desviar os olhares de um assunto em discussão (Fonte)".

Indo em frente.
"Surfando na onda" positiva o governo criou o Ministério Extraordinário da Segurança Pública e, mais uma vez, apareceram notícias sobre a aprovação popular com relação à medida.
Os dividendo políticos foram alcançados.
Tenho muitas dúvidas quanto à legalidade da criação do citado ministério, lamento o aumento de despesas em época tão imprópria e temo pela reunião de tanta força nas mãos de uma única pessoa, no caso o ministro extraordinário.
Apesar desses fatos, eu quero o melhor para o meu país.
Torço para que tudo dê certo e confio nas Forças Armadas e nas instituições policiais que serão empregadas na tentativa de controlar a criminalidade violenta, todavia, no atual estágio de inércia sou forçado a interpretar que até o momento o governo foi muito hábil, não para solucionar os problemas da área da segurança pública, mas para criar factóides. 
Desejo estar completamente errado.
Registre-se que integro a parcela de brasileiros que vê com muita desconfiança a intervenção e o ministério.

quinta-feira, 1 de março de 2018

RIO - INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA - COMENTÁRIOS


Transcrevo dois comentários recebidos:

- "25 de fevereiro de 2018 14:28
Se os políticos estão pensando que engessaram as forças armadas ou a utilitizam politicamente para objetivos eleitoreiro e/ou partidários, podem ter disparado tiro nos próprios pés, pois, sabendo como os militares são tradicionalistas, honrados e comprometidos com suas missões não é de se esperar que aceitarão a mesma desmoralização imposta à PMERJ a troco de cargos e DAS. 
As FFAA não se permitirão virar uma grande Upp. Pode ser que a partir desta intervenção de araque no RJ as "aproximações sucessivas" mencionadas pelo Gal. Mourão já tenham sido desencadeadas para "impor aquilo que o judiciário e o legislativo não querem resolver" e, principalmente, politicos de ideologia esquerdista acabam sendo os praticantes e beneficiários . 
Não querem os militares com poder de polícia, não querem seus currais eleitorais revirados, não querem suas lideranças junto aos traficantes sendo apertadas nem querem colocar terroristas em seus devidos lugares, mas querem que as FFAA atuem de forma teatral (como as UPPs). Logo, os generais necessitarão da possível ruptura para não caírem nas mesmas armadilhas que coronéis PM caíram. 
Se fosse para apostar, eu apostaria que até o final de 2018 haverá intervenção militar no Brasil e muitos canalhas dos podres poderes (que estão funcionando, sim, para o compadrio do nós somos teu e você é nosso) levarão um tranco tão forte que "haverá ranger de dentes". 
O RJ está sendo um laboratório. A eclosão do ovo dependerá do que aqueles onze traidores da Pátria que usam capas semelhantes à do Batman farão com o caso de uma certa alma mais honesta deste país. 
É o que desejo? Não. 
Mas o que esperar das cenas e atores em palco? Para que a Ordem seja reestabelecida, e voltemos a ser um país, será preciso quebrar quase todos os ovos... Mesmo que os ovos sejam aqueles da galinha que chorou, chorou, chorou, ou daquela que põe os ovos de ouro. 
Quem viver vera! 
Sgt Foxtrot"

- "DINHO SOUZA 
28 de fevereiro de 2018 17:35 
É preciso começar certo para acertar. Como esperar acertar, no caso da retomada do cintrole da Segurança Pública , no Rio,(e no Brasil) , sem começar pela exigência das mudanças nas Leis atuais (e suas emendas) e na impunidade, maioridade penal, revisão da Constituição, combate à "Cultura do crime" ( e sua apologia) etc, que tais Leis , etc, só favorecem o Crime, criminosos e a vida marginal?! Em que momento o Estado vai ver que o Crime no Brasil virou uma "Cultura"?! e que o trabalho militar e de inteligência deve ser feito paralelo a um trabalho midiático de Contra-Cultura do Crime?! No entanto o Governo favorece a "Cultura do crime" , abriu as fronteiras, desarmou a população de bem, abandonou as periferias e só as usou como "curral eleitoral"?! Como esperar sinceridade alguma que o Estado quer a Segurança da População?! Vale apena a fidelidade de instituições gloriosas de defesa da população , à farsa do Estado creptocrático atual?!(sic)"

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL - ESTABELICIDA UMA PRIORIDADE




Os políticos criaram o primeiro grande obstáculo para o sucesso da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro quando a decidiram sem qualquer planejamento, conforme o notícia deu conta, considerando a medida como uma resposta ao fracasso das negociações para a aprovação da reforma da previdência.
Diante da gravidade da situação experimentada pela população de completo desamparo contra a violência crescente, isso foi um erro gigante e que pode por si só comprometer o sucesso das ações direcionadas à consecução do objetivo: o controle da violência.
Um segundo obstáculo é a montagem da equipe do interventor.
É certo que enquanto a escolha estiver restrita aos quadros do Exército Brasileiro, tal dificuldade será amenizada, mas ela aumentará geometricamente quando o interventor tiver que escolher assessores nos quadros da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e da Administração Penitenciária.
Digo isso não apenas com relação aos comandantes e chefes, mas também quanto aos assessores que atuarão no interior da SESEG-RJ, os auxiliares diretos do interventor.
Fazer boas escolhas é fundamental e muito difícil.
É hora de ouvir diferentes fontes antes de escolher qualquer nome.
O interventor não pode repetir os políticos e agir com açodamento.
O pior cenário será escolher nomes que atuaram em funções de destaque nos governos Cabral e Pezão, pois será uma repetição do erro.
Repetir erro é o pior dos erros.
Apostar em quem deu errado é a pior aposta.
É tempo de ouvir muito e ouvir de muitos.
De qualquer forma, sejam quais forem os escolhidos, eu torço para a intervenção dar certo, tendo em vista que me parece ser a última esperança.



GENERAL E JORNALISTA COMENTAM SITUAÇÃO DOS POLICIAIS DO RIO DE JANEIRO



General Heleno e jornalista Alexandre Garcia comentam a situação dramática dos policiais do Rio de Janeiro.
Assistam:

INTERVENÇÃO FEDERAL - A PRIMEIRA CONSTATAÇÃO

Livro

Após alguns dias do anúncio e da decretação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro promovida pelo presidente Temer, surge a primeira constatação.
Embora a necessidade da atuação das Forças Armadas no controle da violência na zona conflagrada que se transformou todo território fluminense era evidente há anos, a rapidez do anúncio e da decretação teve razões políticas.
Isso está evidente diante da absoluta falta de planejamento anterior, como o noticiário tem demonstrado.
O presidente fez um lance no xadrez político que poderá ser perdedor para o seu partido e para os partidos aliados.
Para isso basta que a intervenção não consiga controlar a violência, um objetivo muito difícil de ser alcançado.
Normalmente quando o planejamento prévio é mal feito, o fracasso é o resultado mais esperado.
Imagine quando o planejamento nem é realizado.
Um exemplo recente: as Unidades de Polícia Pacificador (UPPs).

domingo, 18 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - COMENTÁRIO DO CORONEL PM REF HERRERA

Bangu 1

Transcrevo comentário recebido: 

"Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor
17 de fevereiro de 2018 15:52
Prezado "Sgt Foxtrot", sempre admirei suas críticas e seu louvável comprometimento com a nossa Polícia Militar. Compreendo também seu anonimato, pois já presenciei muitas injustiças e covardias do "sistema". Por isso, não escrevo para censurar, nem tenho autoridade para tanto nem a intenção. Peço apenas que me considere como mais velho, como um pai que busca orientar seu dileto filho, pois, afinal, agora completo 53 anos de praça e 74 de idade. Sou "mais antigo". Então suporte, por favor, meus comentários. 
De início, discordo com sua autodeclaração de que "sou um semianalfabeto". Mesmo que você não seja "doutor", o experimento de vida obtido na dureza do serviço policial militar, aliado ao bom caráter que demonstra, já tornam você "sociólogo prático". Daí a consciência de seus sadios comentários. Vou apenas atrever-me a retocá-los, para afirmar: 
(1) Corregedoria e Polícia Judiciária Militar são órgãos de suma importância em toda organização policial militar no Brasil ou no mundo. Quanto mais oficiais e praças que as compõem possuam formação jurídica tanto melhor desempenharão suas atividades. Não há como negar. O objetivo não seria "para se igualarem, vagarosamente, aos delegados de polícia". Sabidamente, as funções da Polícia Civil e da Polícia Militar são absolutamente distintas. 
(2) Aduzo às suas indagações finais outras perguntas. Quem fez críticas, quem se opôs ao nefasto "Projeto UPP", cuja implementação era evidente "tragédia anunciada" para a PM? O tempo demonstrou que era apenas uma plataforma eleitoreira. 
Quem se levantou, publicamente, em defesa dos nossos heróis jogados em "Bangu 1", em plena violação constitucional, em desacato ao nosso Estatuto? Até nossos órgãos de classe silenciaram, apesar de serem agremiações de natureza civil, portanto livres do pesado tacão draconiano dos regulamentos militares. Só conheço os brados do Cel PAÚL neste blog. Até escreveu livro sobre o grave problema da UPP, cujo título já o define: "UPP - Uma  farsa eleitoral". Escreveu outro sobre o autoritarismo do corrupto governo Cabral: "A ditadura de terno e gravata - A luta de Bombeiros e de Policiais Militares". 
Finalmente, concordo que "ainda vai piorar muito até que ocorra a nossa conscientização". Mas já ensinou Confúcio: "A caminhada dos mil passos começa com o primeiro". Então, primeiro, vamos conquistar uma tribuna democrática, com a imprescindível imunidade parlamentar, para que, através dela (e você, por certo, seria um dos eméritos colaboradores), se tornem públicas e notórias as críticas consensuais da nossa tropa, colaborando com o engrandecimento da nossa bicentenária Polícia Militar. Essa a caminhada. Não posso encerrar, contudo, sem declarar meu respeito e admiração por você, "Sgt Foxtrot", incentivando-o a futuros comentários, que terei o prazer de ler. 
PARABÉNS!" 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - ALGUMAS PROPOSTAS


Um leitor (Policial Civil) encaminhou algumas propostas para avaliação sobre a recuperação do controle da criminalidade no Rio de Janeiro: 

"Se realmente o objetivo fosse resolver o problema da segurança publica do RJ deveriam adotar soluções menos midiáticas, onerosas e traumáticas, entre as quais: 
1) Retorno a suas instituições de todos (isto é, todos ) os PMs, PCs e ISAPs cedidos. 
2) Criação de um banco de talentos composto de PMs da reserva e PCs e ISAPs aposentados a ser utilizado em todos ( isto é, todos) os serviços administrativos das suas unidades de origem,bem como nos órgãos que requisitarem PMs, PCs e ISAPs,mediante uma gratificação mensal.
3) Convocação imediata dos PMs, ISAPs e PCs aprovados nos últimos concursos públicos. 
4) Auxílio financeiro do Governo Federal para compra de viaturas, de armamentos e equipamentos de comunicação para a PCERJ, PMERJ e SESEG nos moldes dos utilizados pela PF e PRF.

INTERVENÇÃO FEDERAL NA SEGURANÇA PÚBLICA - UMA OPINIÃO



O texto está circulando nas redes como sendo da autoria de um Coronel do Exército Brasileiro.
Como não tenho como confirmar a autoria, reproduzimos o texto, omitindo o nome do "autor".

"A TODOS MEUS IRMÃOS EM ARMAS.

Não se iludam com aplausos de intervenção de EB.

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruímos o inimigo praticamente de maneira total, pelo emprego total de nossas armas e poder de fogo.
Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo.
Estão nos colocando ( e a nosso potencial humano combatente ) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto, Qualquer militar que atira, que matar, certamente vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balístico.
Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.
Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por princípios de emprego. 
O policial atira se a voz de prisão não for respeitada....
Exercito é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda. Totalmente diferente. Ou não funciona e só desmoraliza.
Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem. 
Nós somo profissionais do aniquilamento, embora muitos que já se tornaram "vovôs" tenham perdido a noção desse conceito. Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais.... largados numa arena e tendo um braço amarrado ....
Não se esqueçam ou por isso me critiquem : nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial ja se fez totalmente sentido.
Não somos policia. Policia é coisa especializada. Nos somos o Caos.
A guerra. 
Temo a desmoralização... as armas recolhidas para balística pelos " direitos humanos, etc, etc...
Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes( como já aconteceu no Alemão )...temo a proximidade de conversas com o inimigo. temo mais um escândalo.

C2-50 Manual de Campanha da Cavalaria .... art....paragrafo ..... " é terminantemente PROIBIDO entabolar conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas "..

Vai dar para fazer sem que a " justiça" ( que está em posição de emboscada ) não condene o guerreiro que seguiu o regulamento..???..

Eu não consentiria a menos que houvesse Lei Marcial e estado de Guerra.
Eu gosto de soldados...
E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exercito, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra. Mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.

ENTÃO É ISSO MEU POVO!!
BOM FIM DE SEMANA À TODOS!!"

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O PODER DE POLÍCIA E OS PROTESTOS NAS RUAS



Prezados leitores, ao longo de protestos manifestantes argumentam com os Policiais Militares que impedem o acesso a algumas ruas que estaria sendo violado o seu direito constitucional de ir e vir.
Nós publicamos alguns vídeos que recebemos onde esse impasse ocorre.
No intuito de promover a necessária reflexão, publicamos um conceito sobre poder de polícia:

"Poder de polícia
É o poder e o dever que tem o Estado de, por intermédio de seus agentes, manter coercitivamente a ordem interna, social, política, econômica, legal ou sanitária e preservá-la e defendê-la de quaisquer ofensas à sua estabilidade, integridade ou moralidade; de evitar perigos sociais, de reprimir os abusos e todo e qualquer ato capaz de perturbar o sossego público; de restringir direitos e prerrogativas individuais; de não permitir que alguém use do que é seu em prejuízo de terceiro; de interferir na indústria e no comércio internos e com o exterior, para lhes regular as funções; de proibir e limitar a exportação: de zelar pela salubridade pública, proteger ou resguardar a propriedade pública e privada, a liberdade e a segurança do indivíduo e da família, para que haja paz na vida coletiva (Fonte)".

Obviamente, as interdições, sempre que possível, devem ser anunciadas com antecedência e deve existir um meio de permitir e de controlar o acesso dos moradores aos seus lares.
Foto: internet

Juntos Somos Fortes!