JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 14 de setembro de 2013

SECRETÁRIO BELTRAME NÃO SERÁ CANDIDATO

A mídia vinha noticiando nos últimos meses que o PMDB sonhava que o secretário de segurança, o delegado de Polícia Federal Beltrame, fizesse parte da chapa do vice Pezão, político escolhido pelo governador Sérgio Cabral para ocupar a cadeira do Palácio Guanabara, após sua saída. Inúmeras matérias foram escritas sobre a força política do secretário, força que alavancaria a candidatura do atual vice, que parece não sair do lugar. A animação era tanta que houve quem arriscasse que Beltrame poderia ser o cabeça da chapa e não o candidato à vice.
No meio do sonho surgiu o pesadelo dos protestos nas ruas, sobretudo no mês de junho, quando mais de 300 mil pessoas protestaram nas ruas do Rio de Janeiro, tendo como um dos alvos o governador Sérgio Cabral. O governador seguiu sendo massacrado nos protestos e a popularidade despencou, perdendo parte do apoio da imprensa, o qual era antes quase incondicional.
Os protestos expuseram também a fragilidade da gestão da segurança pública no Rio, considerando que a secretaria de segurança não conseguiu garantir o direito de manifestação e não prendeu os criminosos que praticaram vandalismo, ato após ato, isso até expulsar o povo ordeiro das ruas, com a  colaboração dos excessos praticados pela polícia. O "tiro, porrada e bomba" se fez presente nas ruas do Centro e da Zona Sul, como se faz presente nas comunidades carentes.
Se não bastassem esses fatos negativos, o enfraquecimento do governo junto à mídia contribuiu para a diminuição da blindagem das UPPs, carro-chefe da gestão Beltrame, causando maior exposição dos problemas que ocorrem nas comunidades. O desaparecimento de Amarildo virou um martírio para o governo, uma pergunta sem resposta que se repete diariamente. 
Diante desse quadro de extremo desgaste, o secretário optou por se resguardar, sair do cenário, mas antes exonerou o Comandante Geral da Polícia Militar, o quarto de sua gestão, midiaticamente empurrando as culpas para o andar de baixo. Igual destino teve o comandante da UPP da Rocinha. Na política a regra é clara: se o fato é positivo, repercuta, apareça e fature com o sucesso; se o fato é negativo, não dê entrevistas  e se afaste do fracasso.
O colunista Ancelmo Gois publica neste sábado nota dando como certo que o secretário Beltrame não se filiará a nenhum partido político (Leia), portanto, não poderá se candidatar em 2014. 
O tempo dirá se a matéria é verdadeira ou não, pois o prazo final para filiação se aproxima rápido. Caso Ancelmo Gois esteja certo, penso que podemos afirmar que a verdade das ruas destruiu a imagem que a imprensa construiu.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

DILMA, CABRAL E PAES, AS VAIAS COMO COMPANHEIRAS

Dilma, Cabral e Paes são vaiados em todos os lugares...

 

 Juntos Somos Fortes!

PMs ESTARIAM PAGANDO CONSERTOS DAS VIATURAS

Eu já publiquei diversos artigos nesse espaço democrático explicando a realidade sobre a propalada terceirização da frota da PMERJ, algo que o governo Sérgio Cabral alardeia até nas propagandas políticas, onde uma falsa realidade é jogada no colo da população.
Ontem, o Jornal Extra revelou alguns dos muitos problemas.
JORNAL EXTRA: 
Sem seguro, viaturas doadas por Eike Batista às UPPs só são consertadas com dinheiro dos policiais. 
(...) 
— Se quisermos voltar a circular com o carro, nós mesmos é que temos que pagar o conserto. Às vezes, o valor é alto e não dá. Por isso, há muita viatura parada em todas as UPPs — conta o PM. 
(...) 
Leia a matéria (clique).
Em breve republicarei as verdades sobre essa terceirização, as quais já comuniquei ao Ministério Público.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ONDE ESTÁ AMARILDO?

No Rio de janeiro, o sumiço de um ajudante de pedreiro está “tocando horror” em toda a bela Cidade Maravilhosa. 
“Foi a PM, não foi”, e as opiniões, apesar de divergentes lamentam o desaparecimento de Amarildo. 
A celeuma e as indagações são tantas, que tal balbúrdia poderia ser equiparada, caso a Dilma não seja reeleita. 
Pouco se sabe do Amarildo, só que sumiu de mãos dadas com policiais militares. 
As investigações estão sendo minuciosas e em breve será descoberto ou escalado um culpado, doa a quem doer. Nós, de nossa profunda caverna, lamentamos, pois talvez o Amarildo possa ser o símbolo de um cidadão que foi escafedido e, com isto, vemos que qualquer um pode ser vítima de algum sequestro de eterna duração. 
Lamentamos, mas já estamos acostumados, pois sem desmerecer o Amarildo, vimos, ou melhor, não vimos o sumiço da dignidade, o desaparecimento da justiça e a desmoralização de outras figuras de importância para quem tem um mínimo de vergonha na cara. 
Quando meditamos a respeito de quem poderia escamotear de nossas vistas valores tão caros para a existência de uma sociedade, como a honestidade, a firmeza moral e o pudor, para muitos da esquerda vem logo uma resposta – foram os americanos. 
Depois da descoberta que a inteligência dos EUA vinha espionando a presidente, a Petrobras, o pré - sal e as nossas entranhas, ficou mais nítido para os antiamericanistas, que de alguma forma, para retirar a fibra dos nativos, eles levaram o nosso senso, a nossa vergonha e a nossa cidadania. 
E tem dado certo, pois nos últimos doze anos, período favorável para os países do BRIC, infelizmente, para a nossa Pátria, praticamente, foi perdido. 
Lastimavelmente, continuamos na rabeira de muitas nações, embora com orgulho, por nos destacarmos entre os piores. 
Sim, o Brasil é tão grande, tão magnífico que por tudo, detém a inveja de gregos, troianos, e todo o mundo sabe, dos americanos de olhos azuis. 
Brasília, DF, 10 de setembro de 2013. 
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O BIZARRO SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO E O FIM DAS POLÍCIAS MILITARES

A insegurança que o brasileiro vivencia em cada esquina é a comprovação prática da ineficiência do sistema policial. Tal verdade tem feito que ao longo dos anos tenham sido levantadas vozes que pregam mudanças na polícia, algumas delas transformadas em propostas de emendas à constituição federal (PECs), algumas das quais tramitam há anos no Congresso, ganhando ou perdendo força em face dos diferentes interesses corporativos.
O atual sistema é bizarro e ineficiente, todos devem concordar. Não conheço nenhum outro país que utilize sistema policial idêntico ao nosso. Temos polícias federais e estaduais, tosa deficientes no cumprimento de suas missões. Além disso, as estaduais (PMs e PCs) são polícias pela metade, não realizam o ciclo completo de polícia, algo que só existe no Brasil e que beira o inacreditável, pois isso contribui sobremaneira para a ineficiência. Portanto, mudar é imprescindível e urgente, isso é fato.
Em termos de mudanças, o tema mais recorrente é a desmilitarização das Polícias Militares (PMs) e a consequente incorporação dos seus efetivos às Polícias Civis (PCs), embora esse segundo momento não seja claramente explicitado.
Os protestos trouxeram esse tema para as ruas, alimentado pela forma com as Polícias Militares tem atuado na repressão aos protestos, demonstrando inúmeras vezes um emprego excessivo de violência e de recursos para controle dos distúrbios, como os agentes químicos e as armas não letais.
Ao longo desse período de protestos populares as Polícias Militares têm exposto as suas mazelas, sobretudo a não qualificação adequada, problema que possui várias causas, sendo a principal a desvalorização dos Policiais Militares por parte dos governantes.
As Polícias Militares como polícias ostensivas, responsáveis pela preservação da ordem, são a parte do sistema mais visível nas ruas, o braço armado do governo para controlar o povo, como muitos gostam de apregoar. Nas ruas os Policiais Militares passaram a ser os representantes dos governos que o povo quer retirar dos seus luxuosos gabinetes. Os PMs simbolizam os inimigos, isso é fato. Situação muito semelhante a vivida nos governos militares.
Enquanto isso, as Polícias Civis também demonstraram a sua ineficiência na investigação e apresentação ao Poder Judiciário dos milhares de vândalos que se aproveitaram dos protestos para promoverem danos e saques por todo o Brasil. A diferença é que a ineficiência das Polícias Civis não ganha repercussão na mídia, embora se materialize claramente no número limitadíssimo de prisões e na perpetuação dos atos de vandalismo, pois soltos os criminosos continuam a agir, isso é lógico.
No Rio a situação contrária às Polícias Militares ganhou contornos de grande relevância, pois os detidos pela PM sempre foram muito bem tratados nas delegacias da Polícia Civil, como os próprios faziam questão de expressar nas entrevistas após a liberação. Obviamente, o tratamento adequado nas delegacias deve ser aplaudido, mas isso foi lido como um contraponto. Uma polícia fazia a detenção, reprimia com cassetetes, balas de borracha e gases, enquanto a outra ouvia, tratava bem e liberava (não prendia).
Em apertada síntese: uma polícia é ruim, a outra é boa.
Qual o povo quer?
Ouça quem tiver ouvidos para ouvir: o caldo de cultura estabelecido é amplamente favorável à extinção das Polícias Militares, sobre isso não tenho dúvida.

Juntos Somos Fortes!

GOVERNO CABRAL: MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO DIVULGOU INVESTIGAÇÃO SOBRE USO DE HELICÓPTEROS



Juntos Somos Fortes!

domingo, 8 de setembro de 2013

AS CAUSAS DO FIASCO DOS PROTESTOS NO SETE DE SETEMBRO

O povo brasileiro parecia ter despertado de uma longa hibernação quando as ruas começaram a ser ocupadas pela população, isso no mês de junho. Centenas aqui, milhares ali, o povo ia enchendo as ruas do Brasil de cidadania, dia após dia. O movimento parecia crescer geometricamente, tanto no número de manifestantes, quanto na quantidade de cidades onde ocorriam os protestos.
Quem não lembra dos 300.000 manifestantes no Rio de Janeiro?
Os maus governantes batiam cabeças, não sabiam o que fazer para deter o avanço do movimento popular, isso ficou evidente.
Nesse cenário amplamente favorável ao povo e contrário aos maus políticos, nesse momento no qual poderíamos alcançar grandes conquistas para mudar o país, surgiram dois grupos que esvaziaram as ruas e praticamente levaram o povo novamente para o seu berço esplêndido: os mascarados e os gestores da segurança pública. 
Aparentemente, eles estavam em lados opostos, mas na prática acabaram atuando em conjunto para tirar o povo dos protestos, esses que devem ser organizados, ordeiros e pacíficos, como manda a legislação.
E como agiram?
Simultaneamente, os mascarados promoviam a violência, enfrentavam a polícia e realizavam atos de vandalismo, enquanto isso os gestores da segurança pública pelo país não conseguiam garantir o direito de manifestação e nem manter a ordem pública. Todo protesto passou a terminar em violência e vandalismo.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a secretaria de segurança se mostrou sempre perdida, sem saber o que fazer para cumprir as suas missões, chegando ao ponto de ser acusada ao mesmo tempo de ser omissa ao não reprimir os atos de vandalismo e de praticar excessos quando atuava na repressão. Caiu o Comandante Geral da Polícia Militar, uma resposta política às críticas, sem dúvida. Mudaram o comandante, mas nada mudou, a secretaria de segurança continuou e continua errando. O caos tem sido completo, o que levou na maioria dos dias seguintes aos protestos, o secretário de segurança Beltrame a optar pelo silêncio.
Ontem, os protestos que reuniriam milhões, acabaram sendo protestos de centenas de pessoas na maioria dos locais onde ocorreram, isso incluindo os mascarados como manifestantes, o que é um erro.
A violência dos mascarados e a incapacidade dos gestores da segurança acabaram formando uma força irresistível que tirou os verdadeiros manifestantes das ruas brasileiras.
Isso não é novidade, escrevo a respeito no twitter ( @celprpaul ) desde junho. Novidade aparecerá caso alguém consiga provar que a união das forças citadas não foi obra do mero acaso, mas sim algo pensado e repensado em algum gabinete.
Juntos Somos Fortes! 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A IMPLANTAÇÃO DAS UPPs E O AUMENTO DE DESAPARECIDOS E ASSASSINADOS

Os leitores habituais dos nossos blogs sabem há muito que a gestão da segurança pública no Rio de Janeiro concentra esforços e recursos na Capital em detrimento dos outros noventa e um municípios, sobretudo em face da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs) agigantados.
Em termos de efetivo isso é muito fácil comprovar, bastando perguntar à PMERJ o efetivo de PMs lotados nas OPMs da Capital (incluindo as UPPs) e o efetivo em cada um dos outros municípios do estado.
No artigo anterior comentamos que o número de desparecidos estava crescendo significamento na gestão do secretário de segurança Beltrame, enquanto o número de homicídios estava diminuindo, conforme matéria do jornal Folha de São Paulo (Leia). Hoje, o jornal O Globo trás reportagem dando conta o número de homicídios aumentou mais de 10% no estado, embora tenha diminuído 1,6% na Capital super policiada, isso comparando o período de janeiro a julho de 2012 com igual período de 2013 (Leia).
O passar do tempo está comprovando o que escrevemos incontáveis vezes sobre o projeto das UPPs (GPAEs).
Diante desse quadro, sugiro uma reflexão:
Por que o projeto das UPPs não começou na Baixada Fluminense, região historicamente mais violenta do estado do Rio de Janeiro?
Hoje, após a instalação de dezenas de UPPs, a Baixada estaria "pacificada".
Pense sobre isso, a minha opinião eu já dei em vários artigos, mas faço questão de reproduzi-la na forma de outro convite à reflexão:
Imagine como estaria a Zona Sul do Rio com a migração dos criminosos da Baixada Fluminense.
Beltrame promoveu o movimento contrário e foi aclamado pela imprensa.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

AMARILDO, UMA NOVA VERSÃO PARA PACIFICAÇÃO?

O pedreiro Amarildo, morador da "pacificada" Rocinha, continua desaparecido. Os dias passam e o fato vai perdendo força no noticiário. Fenômeno que se repete rotineiramente no Rio de Janeiro, estado onde o número de desaparecidos tem crescido ao longo do governo Sérgio Cabral.
Cabral assumiu o governo na primeira hora do ano de 2007, quando nomeou para a secretária de segurança, o delegado de Polícia Federal José Mariano Beltrame, o qual permanece até a presente data no exercício da função, tendo nomeado nesse período cinco Comandantes Gerais da Polícia Militar e três Chefes da Polícia Civil, uma rotina de trocas que representa um recorde nacional na área da segurança. Nunca se trocou tanto.
No ano anterior à assunção de Beltrame, o Rio registrou um número absurdo de pessoas desaparecidas: 1.904.
Verdade, na época o viés era de leve queda:
2003 = 2.059.
2004 = 2.020.
2005 = 1.930.
2006 = 1.904.
Uma diminuição pouco superior a 5%.  
Números dignos de uma guerra, sem dúvida.
Após dois anos de manutenção do tiro, porrada e bomba como única "política de segurança" (2007-2008), Beltrame inciou o propalado processo de pacificação no final de 2008 com a transformação do projeto dos Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais (GPAEs) da Polícia Militar em um projeto de governo, adotando um novo nome: Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Nascia na Zona Sul a "pacificação" do Rio de Janeiro com apoio maciço da imprensa. Um apoio amplo, geral e irrestrito. Tanto que recentemente, a jornalista Lillian Witte Fibe participando do programa do apresentador Jô Soares, lembrou que era praticamente proibido falar mal na imprensa a respeito das UPPs. Isso é inquestionável. 
O quadro parece estar mudando, as críticas começam a romper a blindagem, o que sinaliza que a verdade está vencendo os interesses políticos e econômicos, finalmente.
Após sete anos de gestão Beltrame ocorreu uma reversão, o número de desaparecidos parou de cair e aumentou assustadoramente. Dados contidos em matéria do jornal Folha de São Paulo (leiam) publicada no dia 14 de agosto, indicam que em 2013 já foram registrados um total de 2.655 desaparecidos.
Caros leitores, um aumento de 40% no número de desaparecidos (1.904 / 2655).
Uma tragédia social.
Quem sabe até o final do ano não teremos alcançado um aumento de 50%, considerando que para isso só faltam mais 200 Amarildos desaparecerem nesses últimos quatro meses.
Verdade, lembra a matéria, o número de homicídios diminui bastante no período Beltrame. Aumentaram os desaparecidos e diminuíram os assassinados, os números indicam.
Será essa a verdade?
Isso me leva a uma reflexão:
Será que o termo pacificação não ganhou um novo sentido?
Um sentido transformador.
Uma "química" que transforma assassinatos em desaparecimentos?
Sugiro a reflexão.
Cadê Amarildo?
Repito a pergunta feita nas ruas.
Juntos Somos Fortes!



terça-feira, 3 de setembro de 2013

A GREVE DOS PROFESSORES É INÓCUA?

Iniciei minha participação em atos cívicos nas ruas do Rio de Janeiro no dia 25 de janeiro de 2008, quando era Coronel PM do serviço ativo e exercia a função de Corregedor Interno da Polícia Militar. O ato foi em defesa da PMERJ e dos Policiais Militares. A partir daquele dia, apesar das incontáveis represálias governamentais, segui participando de dezenas de atos em defesa dos mais variados temas e de diferentes categorias profissionais.
Filho de professor, professor e pai de professor participei de mobilizações dos profissionais da educação pública municipal e estadual, filmando e publicando em meu blog artigos sobre elas.  Portanto, sinto-me bem à vontade para colocar nesse breve artigo um título que pode até parecer ofensivo, diante do grande esforço dispendido pelos manifestantes ao longo dos atos que participei e dos atuais, inclusive o exaustivo acampamento em frente à secretaria estadual de educação (vídeo 2011).
Sim, penso que o movimento grevista seja pouco produtivo e fundamento: Os governantes sempre demonstraram que não possuem qualquer preocupação com a educação do nosso povo, isso não os afeta em nada. Povo não educado é povo sem cidadania. E isso é ótimo para eles. Além disso, usam a greve para colocar a população, sobretudo os responsáveis pelos alunos, contra o movimento.
Apesar de tal argumentação, considero a greve como o único caminho para a construção de uma educação pública de boa qualidade, mas a não a greve dos profissionais de educação, mas a greve dos alunos, os quais devem ocupar as ruas do Rio de Janeiro, ao lado de seus professores e responsáveis, cobrando o direito a ter acesso à cidadania, o direito de ter um futuro digno através da educação.
Os governantes não temem os professores em greve, não temem as reclamações dos responsáveis e não estão nem aí para o futuro da juventude, como já demonstraram em movimentos anteriores realizados nos últimos anos. Isso é fato.
Eles temem é a juventude na rua. A presença constante de milhares de jovens estudantes, agindo de forma ordeira e pacífica, protestando contra os maus governantes e cobrando seus direitos. Todos e todas apoiados pelos seus exemplos: responsáveis e professores.
Fica a ideia.

Juntos Somos Fortes!

UPP DA ROCINHA - A DESPEDIDA DO COMANDANTE

O Major PM Edson Santos foi exonerado do comando da UPP da Rocinha.
Acesse o link e leia o texto do Oficial sobre o seu comando:
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A MILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS CIVIS DO BRASIL

Os espasmos cívicos que brotaram em dezenas de cidades brasileiras no mês de junho, levando o povo a se manifestar nas ruas, revelaram que o gigante pode acordar, embora prefira o sono, bem como, demonstraram pela enésima vez como são ineficientes as nossas organizações policiais.
As Polícias Militares demonstraram enorme dificuldade em garantir o direito de livre manifestação popular e maior dificuldade ainda em evitar os atos de vandalismo. Ostensivas, visíveis nas ruas, as Polícias Militares são a parte facilmente identificável da ineficiência dos gestores da segurança pública, esses quase nunca responsabilizados. Paga a polícia presente nas ruas um preço muito alto, sendo acusada de excessos quando age e acusada de omissão quando não reprime e o vandalismo acontece. Os fardados foram ineficientes, isso é verdade.
Tal realidade fez crescer geometricamente os discursos sobre a desmilitarização das Polícias Militares, como se a forma de organização fosse a causa determinante dos erros. O tema desmilitarização é antigo e deve ser discutido, mas não de forma isolada e muito menos oportunista. Não podemos permitir que visões monoculares repercutidas pela imprensa escondam do grande público que a ineficiência das Polícias Militares nos protestos possui tamanho idêntico à ineficiência das polícias não organizadas militarmente: as Polícias Civis. Sim, as Polícias Civis, responsáveis pela investigação dos crimes praticados durante os protestos e pela apresentação dos seus autores ao poder judiciário. As Polícias Civis foram tão ou mais ineficientes que as Polícias Militares. Eis outra verdade.
Em apertada síntese, não concordando que a ineficiência policial seja fruto da organização militar, um modelo eficiente por natureza, ouso propor a imediata militarização das Polícias Civis como forma de melhorar seu desempenho, sendo propositalmente tão irresponsável quanto os que querem melhorar o caótico sistema policial brasileiro, tremulando apenas a bandeira da desmilitarização das Polícias Militares.
Juntos Somos Fortes!


CORONEL PM REF PAÚL - JULGAMENTO - CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO

O Exmo Desembargador Valmir dos Santos Ribeiro do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, relator do processo, julgou prejudicado o Conselho de Justificação ao qual foi o autor desse blog por perda de seu objeto.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

JULGAMENTO DO CORONEL PM RR RABELLO E DO MAJOR BM MÁRCIO GARCIA NO TJ/RJ

As anistias administrativa e criminal prevaleceram no julgamento.
Faltam ainda os julgamentos do autor desse blog e do Major PM RR Hélio.
Parabéns!
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

CORONEL PM RR RABELLO - MAJOR BM MÁRCIO GARCIA JULGAMENTO - TRIBUNAL DE JUSTIÇA

O julgamento do Coronel PM RR Rabelo foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 14 AGO 2013, às 13:00 horas, no Tribunal de Justiça. Ele será o segundo Oficial que participou da mobilização por melhores salários no ano passado a ser julgado pelo Tribunal de Justiça do RJ (TJ/RJ), após ter sido submetido a um Conselho de Justificação, para o qual foi indicado pelo ex-Comandante Geral da PMERJ. Rabello foi um dos três Oficiais da Polícia Militar que foi encarcerado ilegalmente na Penitenciária Bangu 1 pelo governo Sérgio Cabral. 
O Major BM Márcio Garcia, outro Oficial que participou da mobilização, também será julgado no mesmo dia e horário.
Todos e todas torcem para que o Coronel PM RR Rabello e o Major BM Márcio Garcia sejam vitoriosos.
O primeiro Oficial julgado foi o Capitão BM Marchesini, o qual foi considerado justificado (absolvido).
O autor deste blog e o Major PM RR Hélio são os outros Oficiais que estão respondendo pelo mesmo fato junto ao TJ/RJ.
Juntos Somos Fortes!