JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

BRASIL: A CRIMINALIDADE, A SELEÇÃO NATURAL E A ESPÉCIE VENCEDORA

Prezado leitor, eu me sinto cercado pelo crime no Brasil, penso que você tenha idêntica sensação. Escrevo isso considerando não só os crimes visíveis e violentos praticados pelos descamisados nas ruas, os quais de arma em punho tomam para si nossos bens materiais e ceifam nossas vidas. Levo em conta também os crimes praticados pessoas que vestem ternos e taiers finamente recordados, pessoas acima de qualquer suspeita, as quais possuem uma preferência pela subtração do dinheiro público.
A criminalidade que vivenciamos no Brasil do século XXI me remete de volta aos bancos escolares na busca por explicações que possam permitir o alcance das soluções inadiáveis para controlar o fenômeno.
Primeiro lembro-me da teoria da geração espontânea, o vivo surgido do não vivo. No nosso pais continente parece que os criminosos surgem do nada, tamanha a quantidade de pessoas envolvidas nas mais diversas maneiras de praticar crimes. Na mitologia grega encontramos referência a ideia  mas tal teoria foi superada e não serve para explicar a criminalidade. Os nossos criminosos não surgem ao acaso, embora surjam a todo tempo e em todos os lugares, como se fossem criados espontaneamente.
Recordo-me do criminologista italiano Cesare Lombroso, ele que lançou a ideia do criminoso nato, isso no seu livro “O Homem Delinquente” no século XIX. Em apertada síntese, Lombroso acreditava que o mal era hereditário, alguns seres humanos nasciam com o mal na sua carga genética. Uma espécie de degeneração. Além disso, acreditava que certas características físicas indicavam o indivíduo propenso a ser criminoso. O tempo passou e ele ficou no passado com suas teorias sobre a presença do instinto criminoso no genótipo e exteriorizada no fenótipo dos seus criminosos em potencial.
Apesar dessas verdades, penso que se formos benevolentes com Lombroso, diante da crescente criminalidade brasileira, podemos criar uma hipótese para a sua origem se pegarmos emprestado a seleção natural de Charles Darwin. Um naturalista inglês que escreveu o livro “A Origem das Espécies”, ainda no século XIX, onde explicou a seleção natural. Extraindo apenas uma pequena parcela dos ensinamentos de Darwin, cito o fato de que indivíduos melhor adaptados ao meio ambiente em decorrência da sua carga genética possuem maior capacidade se sobreviver e de gerar descendentes, transmitindo suas características.
Pegando o criminoso nato de Lombroso (propensão para o crime instalada na sua carga genética), associando à seleção natural de Darwin (a sobrevivência dos mais adaptados ao meio) e, finalmente, adicionando o meio ambiente brasileiro, onde quem pratica crime acaba prosperando através da impunidade, podemos estabelecer uma possibilidade:
“No Brasil a explicação para temos tantos criminosos pode estar na possibilidade de que parcela de nós possua uma propensão genética para o crime, característica essa que se mostra vitoriosa no nosso meio ambiente, onde o crime prolifera, sendo então transmitida para os descendentes, o que determinaria o aumento do número de criminosos”.
No Brasil, a seleção natural pode estar mostrando que os criminosos são a espécie vencedora!
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

UPPs - EXEMPLO DE EFEITO NEGATIVO

Prezados leitores, eis um exemplo do erro de priorizar as comunidades com milhares de Policiais Militares (UPPs), deixando as ruas sem o policiamento adequado por falta de efetivo nos batalhões:
O Globo
Com favelas pacificadas, Tijuca sofre com assaltos no asfalto
Número de roubos de celulares subiu 141% de 2012 para este ano
Ana Cláudia Costa

RIO - Cercados por seis comunidades pacificadas, moradores da Tijuca não convivem mais com barulhos de tiros, mas voltaram a sofrer com assaltos e furtos no asfalto. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam um aumento de até 141% nos registros de crimes contra o patrimônio, na comparação do trimestre de maio, junho e julho de 2012 com o mesmo período deste ano. O principal alvo dos bandidos é o celular: no trimestre em questão, foram 24 aparelhos roubados em 2012; este ano, foram 58 (mais 141%). O número de assaltos a transeuntes também subiu: foram 188 registros em maio, junho e julho do ano passado, contra 235 no mesmo período de 2013 (um acréscimo de 25%).

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

UPPs: UM PROJETO INSUSTENTÁVEL

Uma verdade tem sido esquecida por boa parte da imprensa e dos especialistas em segurança: o Rio de Janeiro é um estado e contém entre os seus noventa e dois municípios, uma Capital que possui nome idêntico ao estado, ou seja, Rio de Janeiro. Tal lembrança pode ser considerada uma tolice para o leitor apressado, a ele peço paciência. Ela é relevante principalmente tendo em vista que em termos de segurança pública a maioria tem confundido o todo pela parte, uma metonímia, sobretudo no tema Unidades de Polícia Pacificadora, as famosas UPPs, que consideram um benefício enorme para o Rio de Janeiro.
As UPPs são um projeto de segurança pública claramente municipal, como a prática demonstrou de forma inequívoca, considerando que após cinco anos de existência, foram implantadas até a presente data um total de trinta e quatro, todas na Capital.
Embora não seja o foco do artigo, não custa lembrar que raros foram os traficantes presos no processo de implantação das UPPs. Eles se dividiram em dois grupos: um que permaneceu na comunidade comercializando drogas sem exibir armas e outro que se transferiu para outras comunidades, inclusive em outros municípios, onde praticam vários crimes. O segundo grupo reforça a tese de que as UPPs são um projeto municipal de segurança. O importante tem sido garantir a segurança da Capital, a partir da Zona Sul. Eis a verdade que os fatos comprovam.
De volta ao tema, destaco parte da entrevista do secretário estadual de segurança pública, o delegado de Polícia Federal Beltrame, concedida ao jornal O Globo, no domingo passado:
“Nossa proposta é que, até o fim do próximo ano, o Rio conte com pelo menos 40 UPPs. Pode ser que a gente avance um pouco mais. A UPP não é a solução de todos os problemas. O projeto é grande, audacioso. Hoje, temos 8.592 PMs dentro de 34 áreas historicamente conflagradas. Os problemas vão existir. A ideia é chegar a mais de 12 mil policiais” (Leia).
Usando os números do secretário concluímos que temos uma média de 250 Policiais Militares por UPP. Apenas para permitir o avanço do raciocínio, vamos estimar que um Batalhão de Polícia Militar possui o efetivo de PMs prontos para o serviço equivalente ao efetivo de três UPPs, ou seja, 750 homens. Na realidade a maioria dos batalhões possui um efetivo menor.
Números para lá, números para cá, temos nas 34 UPPs instaladas nas comunidades um efetivo total equivalente ao efetivo estimado de mais de dez Batalhões de Polícia Militar.
Caro leitor, sugiro uma reflexão: o efetivo desses mais de dez batalhões, empregados apenas em comunidades da Capital, está fazendo falta nas ruas do Estado do Rio de Janeiro?  
Não existe mais qualquer dúvida: a implantação de policiamento nas comunidades carentes foi um acerto, a maneira empregada um grande erro. A colocação de milhares e milhares de PMs em comunidades da Capital, não recompletando os efetivos dos batalhões, efetivos que deveriam ser aumentados na verdade, foi um grande erro estratégico.
Trocou-se o todo pela parte, prejudicando noventa e um dos noventa e dois municípios que integram o Estado do Rio de Janeiro.
Além disso, para atender ao projeto municipal de segurança a Polícia Militar foi obrigada a transformar o seu Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças em uma fábrica de produzir Soldados PM para integrar as UPPs. A quantidade pela qualidade foi outra troca cruel para a Polícia Militar e para a população.
O projeto é insustentável, não se pode manter tamanho absurdo estratégico em termos de política de segurança publica estadual. Um projeto que pode até ser considerado elitista, diante da prioridade no atendimento à Zona Sul da Capital, a área nobre.
O atual governo seguirá implantando UPPs e recebendo aplausos da imprensa e de especialistas até o final de 2014.
As atuais UPPs não serão extintas, por razões políticas não poderão ser, mas terão seus efetivos severamente reduzidos no futuro, caso o novo mandatário estabeleça uma política estadual para a segurança pública. Caso ele enxergue que existem o município e o estado do Rio de Janeiro, homônimos, mas o segundo contém o primeiro.
O saldo para o governo Cabral será positivo por algum tempo, isso enquanto as verdades sobre as UPPs não forem ditas por todos e não chegarem ao conhecimento de todos.
O saldo para a Polícia Militar?
Uma tropa agigantada, desqualificada e desvalorizada.
O saldo para a população?
A violência que enfrentamos atualmente nas ruas é a melhor resposta.
Juntos Somos Fortes!

POLICIAIS CIVIS CRITICAM DURAMENTE O SECRETÁRIO BELTRAME

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (SINDPOL-RJ) emitiu nota de repúdio com relação às declarações do secretário de segurança Beltrame contidas em entrevista concedida por ele ao Jornal O Globo (link), quando tratou do ingresso da Polícia Civil no projeto das Unidades de Polícia Pacificadoira (UPPs).
As declarações foram consideradas "lamentáveis, preconceituosas e contraditórias".
Leia a nota de repúdio (link).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A MAIOR VAIA DADA EM POLÍTICOS NO BRASIL

A notícia não é nova: a presidente Dilma (PT) quer o governador Sérgio Cabral (PMDB) no seu ministério (Leia).
O Estadão traz de volta essa possibilidade a qual somada ao anúncio do governador de deixar o Palácio Guanabara nos próximos meses, torna a hipótese perto de se tornar realidade.
A notícia dá conta que Dilma pretende não perder o palanque no Rio de Janeiro, daí a intenção de colocar Cabral no seu primeiro escalão.
Resta saber se em 2014 a presidente Dilma estará ao lado do governador Sérgio Cabral nos palanques que pretende montar no Rio de Janeiro. Se isso ocorrer, considerando as vaias que os dois recebem rotineiramente, teremos uma demonstração de coragem por parte deles, diante da possibilidade de ocorrer a maior vaia direcionada a políticos na história do Brasil, muito maior que a recebida por Lula (PT) em pleno Maracanã.
Juntos Somos Fortes!

SIMPLES, O BRASIL NÃO É UMA DEMOCRACIA

Simples!
Considerando que democracia é uma forma de governo.
Considerando que democracia é uma forma de governo que deve ser direcionada para a promoção do bem estar do povo.
Considerando as ações dos governantes brasileiros.
O Brasil não pode ser considerado uma democracia.
Simples!
Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de setembro de 2013

POLÍCIA CIVIL CONSEGUE INGRESSAR NAS UPPs

A Chefe da Polícia Civil, Delegada Martha Rocha, acabou de marcar um gol de placa, ao conseguir o ingresso da instituição no projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Um desejo antigo dos que integraram a cúpula da Polícia Civil desde o início do sucesso midiático das UPPs, finalmente alcançado na sua gestão.
Em junho ela já sinalizava, conforme matéria do G1:
"Durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora do Cerro-Corá, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, disse que vai trazer projetos para serem desenvolvidos na comunidade. "Eu quero instalar aqui o Programa de Integração de Metas com o objetivo de integrar a PM e a Polícia Civil. As ações em conjunto fazem com que nós consigamos os resultados", afirmou a delegada" (Leia).
Bem antes disso, no dia 21 de fevereiro, o jornal O Globo publicou matéria apoiando a entrada da instituição no projeto, na qual especialistas defendiam a presença da Polícia Civil nas UPPs: 
"Ataques na Mangueira expõem necessidade de Polícia Civil atuar nas UPPs, dizem especialistas" (Leia).
Ao anunciar o ingresso através da entrevista publicada nesse domingo no Jornal O Globo, o secretário Beltrame declarou entre outras coisa que: 
"É certo que essas delegacias não funcionarão em contêineres, como aconteceu com a PM" (Leia). 
A afirmação deixa claro a valorização dos Policiais Civis, considerando que até hoje, cinco anos após a implantação do projeto das UPPs, Policiais Militares continuam "acondicionados" em contêineres".
Uma conquista da Polícia Civil, sem dúvida. 
Além disso, o anúncio criou um fato jornalístico, será tema de várias reportagens e servirá para tentar oxigenar a parte midiática do projeto das UPPs que se achava em queda livre após os problemas apresentados em algumas comunidades. Aliás, a nomeação da Major PM Priscila para comandar a UPP da Rocinha, foi o primeiro passo para tentar colocar novamente as UPPs no lado bom das manchetes da mídia, como na reportagem da Revista Veja (Leia).
Na política a regra é clara: Quando as coisas vão mal, crie um fato novo para desviar a atenção.
Juntos Somos Fortes!

POLICIAIS MILITARES EXPOSTOS AO RISCO

Jornal o Estado de São Paulo 
Foram divulgados dados como telefones e endereços dos policiais militares 
Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo 
RIO - O site da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi atacado por hackers e informações pessoais de 50 mil policiais foram divulgadas na noite de sábado, 14. 
A assessoria da PM informou que, por segurança, o site está fora do ar neste domingo, 15, e que já foi aberta uma investigação para descobrir os responsáveis. Foram divulgadas informações como telefones e endereços dos policiais militares. 
Juntos Somos Fortes!

sábado, 14 de setembro de 2013

SECRETÁRIO BELTRAME NÃO SERÁ CANDIDATO

A mídia vinha noticiando nos últimos meses que o PMDB sonhava que o secretário de segurança, o delegado de Polícia Federal Beltrame, fizesse parte da chapa do vice Pezão, político escolhido pelo governador Sérgio Cabral para ocupar a cadeira do Palácio Guanabara, após sua saída. Inúmeras matérias foram escritas sobre a força política do secretário, força que alavancaria a candidatura do atual vice, que parece não sair do lugar. A animação era tanta que houve quem arriscasse que Beltrame poderia ser o cabeça da chapa e não o candidato à vice.
No meio do sonho surgiu o pesadelo dos protestos nas ruas, sobretudo no mês de junho, quando mais de 300 mil pessoas protestaram nas ruas do Rio de Janeiro, tendo como um dos alvos o governador Sérgio Cabral. O governador seguiu sendo massacrado nos protestos e a popularidade despencou, perdendo parte do apoio da imprensa, o qual era antes quase incondicional.
Os protestos expuseram também a fragilidade da gestão da segurança pública no Rio, considerando que a secretaria de segurança não conseguiu garantir o direito de manifestação e não prendeu os criminosos que praticaram vandalismo, ato após ato, isso até expulsar o povo ordeiro das ruas, com a  colaboração dos excessos praticados pela polícia. O "tiro, porrada e bomba" se fez presente nas ruas do Centro e da Zona Sul, como se faz presente nas comunidades carentes.
Se não bastassem esses fatos negativos, o enfraquecimento do governo junto à mídia contribuiu para a diminuição da blindagem das UPPs, carro-chefe da gestão Beltrame, causando maior exposição dos problemas que ocorrem nas comunidades. O desaparecimento de Amarildo virou um martírio para o governo, uma pergunta sem resposta que se repete diariamente. 
Diante desse quadro de extremo desgaste, o secretário optou por se resguardar, sair do cenário, mas antes exonerou o Comandante Geral da Polícia Militar, o quarto de sua gestão, midiaticamente empurrando as culpas para o andar de baixo. Igual destino teve o comandante da UPP da Rocinha. Na política a regra é clara: se o fato é positivo, repercuta, apareça e fature com o sucesso; se o fato é negativo, não dê entrevistas  e se afaste do fracasso.
O colunista Ancelmo Gois publica neste sábado nota dando como certo que o secretário Beltrame não se filiará a nenhum partido político (Leia), portanto, não poderá se candidatar em 2014. 
O tempo dirá se a matéria é verdadeira ou não, pois o prazo final para filiação se aproxima rápido. Caso Ancelmo Gois esteja certo, penso que podemos afirmar que a verdade das ruas destruiu a imagem que a imprensa construiu.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

DILMA, CABRAL E PAES, AS VAIAS COMO COMPANHEIRAS

Dilma, Cabral e Paes são vaiados em todos os lugares...

 

 Juntos Somos Fortes!

PMs ESTARIAM PAGANDO CONSERTOS DAS VIATURAS

Eu já publiquei diversos artigos nesse espaço democrático explicando a realidade sobre a propalada terceirização da frota da PMERJ, algo que o governo Sérgio Cabral alardeia até nas propagandas políticas, onde uma falsa realidade é jogada no colo da população.
Ontem, o Jornal Extra revelou alguns dos muitos problemas.
JORNAL EXTRA: 
Sem seguro, viaturas doadas por Eike Batista às UPPs só são consertadas com dinheiro dos policiais. 
(...) 
— Se quisermos voltar a circular com o carro, nós mesmos é que temos que pagar o conserto. Às vezes, o valor é alto e não dá. Por isso, há muita viatura parada em todas as UPPs — conta o PM. 
(...) 
Leia a matéria (clique).
Em breve republicarei as verdades sobre essa terceirização, as quais já comuniquei ao Ministério Público.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ONDE ESTÁ AMARILDO?

No Rio de janeiro, o sumiço de um ajudante de pedreiro está “tocando horror” em toda a bela Cidade Maravilhosa. 
“Foi a PM, não foi”, e as opiniões, apesar de divergentes lamentam o desaparecimento de Amarildo. 
A celeuma e as indagações são tantas, que tal balbúrdia poderia ser equiparada, caso a Dilma não seja reeleita. 
Pouco se sabe do Amarildo, só que sumiu de mãos dadas com policiais militares. 
As investigações estão sendo minuciosas e em breve será descoberto ou escalado um culpado, doa a quem doer. Nós, de nossa profunda caverna, lamentamos, pois talvez o Amarildo possa ser o símbolo de um cidadão que foi escafedido e, com isto, vemos que qualquer um pode ser vítima de algum sequestro de eterna duração. 
Lamentamos, mas já estamos acostumados, pois sem desmerecer o Amarildo, vimos, ou melhor, não vimos o sumiço da dignidade, o desaparecimento da justiça e a desmoralização de outras figuras de importância para quem tem um mínimo de vergonha na cara. 
Quando meditamos a respeito de quem poderia escamotear de nossas vistas valores tão caros para a existência de uma sociedade, como a honestidade, a firmeza moral e o pudor, para muitos da esquerda vem logo uma resposta – foram os americanos. 
Depois da descoberta que a inteligência dos EUA vinha espionando a presidente, a Petrobras, o pré - sal e as nossas entranhas, ficou mais nítido para os antiamericanistas, que de alguma forma, para retirar a fibra dos nativos, eles levaram o nosso senso, a nossa vergonha e a nossa cidadania. 
E tem dado certo, pois nos últimos doze anos, período favorável para os países do BRIC, infelizmente, para a nossa Pátria, praticamente, foi perdido. 
Lastimavelmente, continuamos na rabeira de muitas nações, embora com orgulho, por nos destacarmos entre os piores. 
Sim, o Brasil é tão grande, tão magnífico que por tudo, detém a inveja de gregos, troianos, e todo o mundo sabe, dos americanos de olhos azuis. 
Brasília, DF, 10 de setembro de 2013. 
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O BIZARRO SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO E O FIM DAS POLÍCIAS MILITARES

A insegurança que o brasileiro vivencia em cada esquina é a comprovação prática da ineficiência do sistema policial. Tal verdade tem feito que ao longo dos anos tenham sido levantadas vozes que pregam mudanças na polícia, algumas delas transformadas em propostas de emendas à constituição federal (PECs), algumas das quais tramitam há anos no Congresso, ganhando ou perdendo força em face dos diferentes interesses corporativos.
O atual sistema é bizarro e ineficiente, todos devem concordar. Não conheço nenhum outro país que utilize sistema policial idêntico ao nosso. Temos polícias federais e estaduais, tosa deficientes no cumprimento de suas missões. Além disso, as estaduais (PMs e PCs) são polícias pela metade, não realizam o ciclo completo de polícia, algo que só existe no Brasil e que beira o inacreditável, pois isso contribui sobremaneira para a ineficiência. Portanto, mudar é imprescindível e urgente, isso é fato.
Em termos de mudanças, o tema mais recorrente é a desmilitarização das Polícias Militares (PMs) e a consequente incorporação dos seus efetivos às Polícias Civis (PCs), embora esse segundo momento não seja claramente explicitado.
Os protestos trouxeram esse tema para as ruas, alimentado pela forma com as Polícias Militares tem atuado na repressão aos protestos, demonstrando inúmeras vezes um emprego excessivo de violência e de recursos para controle dos distúrbios, como os agentes químicos e as armas não letais.
Ao longo desse período de protestos populares as Polícias Militares têm exposto as suas mazelas, sobretudo a não qualificação adequada, problema que possui várias causas, sendo a principal a desvalorização dos Policiais Militares por parte dos governantes.
As Polícias Militares como polícias ostensivas, responsáveis pela preservação da ordem, são a parte do sistema mais visível nas ruas, o braço armado do governo para controlar o povo, como muitos gostam de apregoar. Nas ruas os Policiais Militares passaram a ser os representantes dos governos que o povo quer retirar dos seus luxuosos gabinetes. Os PMs simbolizam os inimigos, isso é fato. Situação muito semelhante a vivida nos governos militares.
Enquanto isso, as Polícias Civis também demonstraram a sua ineficiência na investigação e apresentação ao Poder Judiciário dos milhares de vândalos que se aproveitaram dos protestos para promoverem danos e saques por todo o Brasil. A diferença é que a ineficiência das Polícias Civis não ganha repercussão na mídia, embora se materialize claramente no número limitadíssimo de prisões e na perpetuação dos atos de vandalismo, pois soltos os criminosos continuam a agir, isso é lógico.
No Rio a situação contrária às Polícias Militares ganhou contornos de grande relevância, pois os detidos pela PM sempre foram muito bem tratados nas delegacias da Polícia Civil, como os próprios faziam questão de expressar nas entrevistas após a liberação. Obviamente, o tratamento adequado nas delegacias deve ser aplaudido, mas isso foi lido como um contraponto. Uma polícia fazia a detenção, reprimia com cassetetes, balas de borracha e gases, enquanto a outra ouvia, tratava bem e liberava (não prendia).
Em apertada síntese: uma polícia é ruim, a outra é boa.
Qual o povo quer?
Ouça quem tiver ouvidos para ouvir: o caldo de cultura estabelecido é amplamente favorável à extinção das Polícias Militares, sobre isso não tenho dúvida.

Juntos Somos Fortes!

GOVERNO CABRAL: MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO DIVULGOU INVESTIGAÇÃO SOBRE USO DE HELICÓPTEROS



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domingo, 8 de setembro de 2013

AS CAUSAS DO FIASCO DOS PROTESTOS NO SETE DE SETEMBRO

O povo brasileiro parecia ter despertado de uma longa hibernação quando as ruas começaram a ser ocupadas pela população, isso no mês de junho. Centenas aqui, milhares ali, o povo ia enchendo as ruas do Brasil de cidadania, dia após dia. O movimento parecia crescer geometricamente, tanto no número de manifestantes, quanto na quantidade de cidades onde ocorriam os protestos.
Quem não lembra dos 300.000 manifestantes no Rio de Janeiro?
Os maus governantes batiam cabeças, não sabiam o que fazer para deter o avanço do movimento popular, isso ficou evidente.
Nesse cenário amplamente favorável ao povo e contrário aos maus políticos, nesse momento no qual poderíamos alcançar grandes conquistas para mudar o país, surgiram dois grupos que esvaziaram as ruas e praticamente levaram o povo novamente para o seu berço esplêndido: os mascarados e os gestores da segurança pública. 
Aparentemente, eles estavam em lados opostos, mas na prática acabaram atuando em conjunto para tirar o povo dos protestos, esses que devem ser organizados, ordeiros e pacíficos, como manda a legislação.
E como agiram?
Simultaneamente, os mascarados promoviam a violência, enfrentavam a polícia e realizavam atos de vandalismo, enquanto isso os gestores da segurança pública pelo país não conseguiam garantir o direito de manifestação e nem manter a ordem pública. Todo protesto passou a terminar em violência e vandalismo.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a secretaria de segurança se mostrou sempre perdida, sem saber o que fazer para cumprir as suas missões, chegando ao ponto de ser acusada ao mesmo tempo de ser omissa ao não reprimir os atos de vandalismo e de praticar excessos quando atuava na repressão. Caiu o Comandante Geral da Polícia Militar, uma resposta política às críticas, sem dúvida. Mudaram o comandante, mas nada mudou, a secretaria de segurança continuou e continua errando. O caos tem sido completo, o que levou na maioria dos dias seguintes aos protestos, o secretário de segurança Beltrame a optar pelo silêncio.
Ontem, os protestos que reuniriam milhões, acabaram sendo protestos de centenas de pessoas na maioria dos locais onde ocorreram, isso incluindo os mascarados como manifestantes, o que é um erro.
A violência dos mascarados e a incapacidade dos gestores da segurança acabaram formando uma força irresistível que tirou os verdadeiros manifestantes das ruas brasileiras.
Isso não é novidade, escrevo a respeito no twitter ( @celprpaul ) desde junho. Novidade aparecerá caso alguém consiga provar que a união das forças citadas não foi obra do mero acaso, mas sim algo pensado e repensado em algum gabinete.
Juntos Somos Fortes!