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quinta-feira, 31 de maio de 2018

PT, GREVE DOS CAMINHONEIROS E LINHA DO TEMPO


O texto circula nas redes.
Leia e avalie.

"Segue pequena linha do tempo em retrospectiva para refrescar a memória daqueles que hoje dizem não saber o motivo dessa crise do alto preço dos combustíveis que parou o Brasil: 

2002 – Lula eleito presidente do Brasil;
2002 – Dilma assume o Ministério de Minas e Energia;
2002 – Dilma assume a Presidência do Conselho de Administração da Petrobrás;
2005 – Petrobrás assina contrato com a PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, acordo que futuramente traria um rombo bilionário para os nossos cofres;
2005 – Lançamento da obra ultra superfaturada da Refinaria Abreu de Lima, citada como “dreno” da Petrobrás;
2006 – Compra da refinaria de Passadena e estopim do maior escândalo de corrupção da história da Petrobrás;
2007 – Acordo negociado por Lula com a estatal boliviana YPFB causa prejuízo de quase R$ 1 bilhão aos cofres da Petrobrás;
2014 – O prejuízo da Petrobrás em 2014 é o maior entre as empresas de capital aberto brasileiras: R$ 21,5 bilhões;
2014 – Doleiros presos Youssef, João Vaccari e comparsas delatam todo o esquema do Petrolão, esquema de corrupção e lavagem de dinheiro chefiado pelo PT para desvio de dinheiro da estatal brasileira através de contratos superfaturados;
2015 – Renato Duque, Diretor da Petrobrás indicado pelo PT é preso na Operação Lava Jato;
2015 – José Dirceu, que já havia sido deputado pelo PT, ministro e braço direito de Lula e Presidente Nacional do PT foi preso por participação no Petrolão;
2016 - Petrobrás entregue pelo PT QUEBRADA (pela 1ª vez na história), com um rombo de R$ 80 bilhões.

A conta cara do rombo na estatal Petrobrás agora chegou. E boa parte do povo brasileiro enganado, desinformado ou mal intencionado achando que a culpa é de quem bateu panela. 

Em cada Estado o PT colocou um de seus líderes junto ao Comando dos Caminhoneiros . Não existe mais pauta, o objetivo único é derrubar o governo e antecipar eleições pois somente assim Lula que ainda não foi julgado pelo TSE poderia concorrer a presidente sem nenhuma obstrução. Como lidera todas as pesquisas Lula e o PT pregam o caos, a  paralisação  total e assim poderiam voltar como Salvadores da Pátria e transformar o Brasil em uma nova Venezuela .  O Coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros , ligada à CUT , o petista José Maria Rangel , já anunciou uma greve geral nas refinarias por 72 horas .
Em Minas Gerais o movimento é liderado pelo advogado André Janones que foi candidato por uma coligação de esquerda a prefeito e Ituiutaba . No Rio Grande do Sul um dos comandantes da greve é o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Ijuí, Carlos Alberto Litti Damer, Vereador do PT e membro da executiva estadual.  Dê um “Google” nas informações e tire suas próprias conclusões".

sábado, 21 de março de 2015

AS CORES DE MARÇO - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA


Prezados leitores, a seguir transcrevemos novo artigo da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa. 

"AS CORES DE MARÇO 
Maria Lucia Victor Barbosa 
18/03/2015 
Nunca houve manifestação com a do dia 15 de março. Era como se um só corpo imenso ondulasse por todas as cidades e capitais, notadamente, em São Paulo. Não houve violência como o PT torceu para que houvesse. Não houve ódio como pregou insistentemente o governo. Não havia golpismo, pois pedir o impeachment de um governante é legal e legítimo. 
Quanto a crítica, segundo a qual toda aquela gente era composta por uma elite branca, pertencente à classe alta, adepta da direita e clamando por terceiro turno, mais parece uma alucinação ideológica ou uma distorção do fato na tentativa de desqualifica-lo. Elite branca? Então, estaríamos em outro país como a Dinamarca, Escandinávia, Suécia, mas não no Brasil. 
O que houve foi o povo enchendo as ruas para deixar claro que a propaganda tem limite, que a mentira tem limite, que a hipocrisia tem limite e que não se acredita mais em conversa fiada. 
Se existiu cor marcante entre os milhões de cidadãos essa foi verde-amarela. Quem ficou no vermelho foi o governo petista, que precisou chamar seus movimentos chapa branca para defendê-lo. No desfile chocho dos vermelhos muitos ganharam transporte e trinta reais para desfilar sem saber o porquê do ato. Um desses incautos ao ser perguntado sobre o que fazia ali titubeou, enrolou e depois de um grande esforço balbuciou: “nós viemos aqui para pedir que a Dilma saia”. Que ironia! 
Desse modo, o exército de Stédile convocado pelo marechal de campo do PT, Lula da Silva, não foi expressivo. O MST, depois do apelo do seu patrono ficou destruindo pesquisa científica, invadindo aqui e ali, mas não chegou a exercitar toda sua costumeira violência na passeata. A CUT bem que se esforçou com os carros de som, os manifestantes pagos, as bandeiras e balões, mas não foi exitosa. A UNE, outrora vanguarda estudantil e agora diluída em pequenos e radicais partidos de esquerda, e que também vive à custa do governo petista parece ter perdido a mística, apesar de ainda haver fundamentalistas baseados na fé entre suas fileiras. 
Contudo, o que explica a falta de entusiasmo dos vermelhos em contraste com os verde-amarelos é que os primeiros também eram contra os ajustes ficais e a perda de direitos trabalhistas, coisas ditas, é claro, de outro modo para disfarçar. E esse dado mostra a solidão da governanta hoje com 13% de aprovação segundo um instituto, 7% por outro. 
Existem também certas características que precisam ser ressaltadas nas manifestações de 15 de março com relação às críticas que o ato sofreu: 
1º - Os chamados “aspectos difusos” da manifestação não resistem à verdade de que o foco era nitidamente um só: a insatisfação popular. Foi essa insatisfação que gerou os brados de “fora Dilma”, “fora Lula”, “fora PT”. 
2º - Em pronunciamento a governanta disse que a corrução é uma “velha senhora”. Sem dúvida, todos sabem disso, porém, nunca um partido conviveu tanto com essa antiga conhecida. A Operação Lava jato continua trazendo à tona o maior escândalo já havido, no qual os roubos são em milhões, perfazendo bilhões. A Petrobras foi arrombada durante os governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff, sendo que esta foi ministra de Minas e Energia, ministra da Casa Civil, presidente do Conselho da Petrobrás e presidente da República. Não é difícil adivinhar a quem os cartazes das manifestações se referiam no tocante a corrupção. 
3º- Pela primeira vez apareceram cartazes com “fora Lula” e cantos debochados foram entoados contra o aquele que deixou a presidência com 80% de aprovação. Esse fato é que mais deve ter horrorizado o PT. Rousseff é descartável, mas sem Lula PT acaba. 
4º - Quando o povo gritou “fora Dilma”, não estava se referindo aos dois meses do mandato que ora se inicia, mas aos doze anos do PT no poder, especialmente aos quatro de Rousseff. Nesse tempo não só a Petrobras foi assaltada, como o Brasil foi arrebentado, dilapidado, saqueado. 
Finamente, os que estão usando o antiquado termo burguês são incapazes de entender que não há governo que aguente quando a economia vai mal. A tendência é piorar e dificilmente vão ter paciência os que sofrem as consequências da inflação, dos juros altos, de mais impostos, do desemprego que já mostra sua cara, da perda de direitos sociais, das altas da energia e dos combustíveis. 
O que deseja o governo petista? Que o povo pague por seus erros e que o PMDB e demais partidos assumam o desgaste político do arrocho que estão tentando empurrar goela abaixo dos brasileiros. Enquanto isso, Lula, Rousseff e demais companheiros continuariam na doce vida, prestigiando a velha senhora. 
Isto pode acontecer, mas será um governo morto-vivo, no qual uma presidente sem dignidade para renunciar vagará por seus palácios sem coragem de ir às ruas. Agora, as ruas são do povo. 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com.br 

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segunda-feira, 9 de março de 2015

RUMO À VENEZUELA - SOCIÓLOGA MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA


Prezados leitores, transcrevemos mais um texto da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa: 

"RUMO À VENEZUELA
28/02/2015 
A Venezuela está mergulhada no caos econômico e político depois dos sucessivos desgovernos de Hugo Chávez e do seu genérico, Nicolás Maduro. E quando a economia vai mal não há governo que resista, sendo inúteis a propaganda enganosa e a lábia populista que visa iludir o povo. 
Maduro, vendo o chão correr age como todo déspota apelando para a força bruta, as prisões arbitrárias, a tortura, a constante intimidação dos adversários, a perseguição à mídia e, recentemente, a autorizou o uso de armas letais contra manifestantes desarmados. 
Existe também o surrado recurso á teoria conspiratória, que se conjuga à vitimização forjada em documentações e gravações falsas. Desse modo, o falsário Maduro se apresenta como vítima de uma conspiração que objetiva um golpe de Estado. Em última instância, seu assassinato. Para tornar a pantomina mais real manda prender o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledzma, que acusa de envolvimento nos protestos antigoverno de 2014. E como não podia faltar o tiranete da Venezuela põe a culpa de tudo nos Estados Unidos. Só faltou culpar Fernando Henrique Cardoso. 
Recentemente a escalada de violência ceifou a vida de um jovem de 14 anos, morto com um tiro na cabeça quando participava de um protesto contra Maduro. Inventou-se, então, uma historinha segundo a qual manifestantes encapuzados tentaram rouba as motos de quatro oficias que dispararam e depois viram cair um corpo. De quem? Justamente do jovem “conspirador”. 
No seu relatório anual sobre o estado das liberdades no mundo, divulgado em 24 de fevereiro deste ano, a ONG Anistia Internacional, tão cara aos petistas, denunciou tortura e maus-tratos contra manifestantes e cidadãos venezuelanos. Indicou que pelo menos 43 pessoas morreram nos protestos de 2014 e 870 ficaram feridas. Houve violação dos Direitos Humanos e confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, que contaram com apoio de grupos armados favoráveis ao governo. Ao menos 23 pessoas foram submetidas a torturas, espancamentos, ameaças de morte e violência sexual depois de serem presas pela Guarda Nacional e pelo Exército do Estado de Táchira. 
A Anistia Internacional afirma ainda em seu relatório que 150 pessoas morreram nas prisões venezuelanas no primeiro semestre do ano passado. Também o Observatório Venezuelano de Prisões denunciou que entre 1999 e 2014, 6.472 presos morreram nas masmorras do país. 
O que diz sobre isso o PT que se arvora em defensor de direitos humanos? Segundo nota afirma seu repúdio contra “quaisquer planos de golpe contra o governo de Nicolás Maduro.” “O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com atenção a situação politica venezuelana e expressa sua preocupação sobre fatos recentes que atentam contra a vontade popular”. “O povo venezuelano deixou clara a opção pelo aprofundamento das políticas sociais iniciadas no governo Hugo Chávez”. Assina a nota de apoio incondicional a Maduro, Rui Falcão, presidente nacional do PT. 
No evento em defesa da Petrobras (24/02/2015), na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), esteve presente Lula da Silva. Foi defender a Petrobras que demoliu, a democracia que despreza, os direitos humanos à lá Chávez. Num momento de arroubo vociferou: “Em vez de ficarmos chorando, vamos defender o que é nosso”. “Também sabemos brigar”. “Sobretudo quando o Stédile (chefe do MST) colocar o exército dele nas ruas”. 
Portanto, o presidente de fato, temendo perder seu projeto de poder transformou-se em agitador confundindo o Brasil com porta de fábrica. No ataque raivoso atentou contra o Estado Democrático de Direito, investiu contra a Constituição. 
Reza a Constituição, Art. 5º - XVII – “é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. E no parágrafo XLIV, lê-se: “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático”. 
O MST, com suas camisas e bandeira vermelhas, seus facões e enxadas a guisa de instrumentos de trabalho, sempre marchou unido como um grupo paramilitar. Seu histórico é de invasão de terras produtivas, destruição de gado, impedimento de funcionários das fazendas de ir e vir, ateamento de fogo às sedes, ameaça aos proprietários. Recorde-se que no ano passado Maduro enviou um de seus ministros ao Brasil para dar treinamento militar ao MST. 
Em nota o Clube militar afirmou que só existe um Exército, o Exército brasileiro, o Exército de Caxias. As demais instituições se calaram. Vale ainda lembrar, que enquanto o MST é recebido por autoridades, incluindo a presidente da República, o governo baixou seus punhos de aço contra os caminhoneiros por conta de uma greve que é justa. Estaremos indo rumo à Venezuela?" 
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. 
mlucia@sercomtel.com.br 
www.maluvibar.blogspot.com.br

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