ex-secretário de segurança Beltrame e ex-governador Sérgio Cabral
Prezados leitores, nós classificamos como surreal a inércia do governo Pezão diante da escalada da violência no estado do Rio de Janeiro.
A população está apavorada e com toda razão, considerando que não existe lugar seguro no estado.
Os criminosos agem em todos os horários fazendo uso de armas de guerra que de forma inexplicável chegam até eles.
Quem tem condições financeiras não está pensando duas vezes e programa a saída com a família do Rio de Janeiro.
Uma situação paradoxal tendo em vista que pessoas de todo o mundo querem conhecer o Rio, enquanto parte de sua população quer deixá-lo, inclusive muitos já fizeram esse movimento.
Nós estamos pagando o preço das péssimas gestões da área de segurança pública nos governos Cabral-Pezão, época onde o planejamento parece ter sido abandonado por completo.
Tudo indica que a preocupação era no sentido das ações serem midiáticas, ou seja, o objetivo maior era gerar matérias jornalísticas e com isso elevar a aceitação do governo com fins eleitorais.
Isso deu certo, vale salientar.
Sérgio Cabral foi reeleito e elegeu Pezão.
Só isso deu certo.
As ações foram deletérias para a população, para a Polícia Militar e para os militares de polícia, eles que estão sendo exterminados no Rio "pacificado"
A verdade é que sem planejar, os efeitos dessas ações não foram avaliados adequadamente, o que acarretou o caos dos nossos dias.
Salve-se quem puder!
"Jornal O Globo
Números da violência do Rio retornam a patamares anteriores à implantação das UPPs
Pesquisa da FGV revela que, entre 2006 e 2016, indicadores de criminalidade aumentam a partir de 2011
Antônio Werneck / Guilherme Ramalho
30/04/2017 4:30 / Atualizado 30/04/2017 5:59
“Ultimamente, tenho pensado muito em ir embora. Sair daqui, abandonar o Rio. A guerra é deles, dos traficantes e dos policiais, mas sobra sempre para a gente. O bandido nos ameaça de morte. O policial nos dá tapa na cara. Não há mais respeito. É a volta da lei do silêncio; do ‘sim, senhor’, ‘não, senhor’. Se você reclama de qualquer coisa, acaba apanhando, levando tiro. Pode até morrer. Há cinco anos, vivíamos num paraíso: o policial passava dando bom-dia, boa-tarde e boa-noite. Agora, aponta o fuzil e te xinga. Perdeu a educação. Já não se sabe quem é bandido e quem é trabalhador. O tráfico voltou com força.”
O relato de um morador do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul, resume o histórico de uma política de segurança que apostou e avançou em um modelo de polícia cidadã com as UPPs, mas perdeu o rumo. Pai de cinco filhos, ele (um comerciante) conta que, durante quatro anos, logo após a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora na comunidade, em dezembro de 2009, as crianças podiam brincar, sem medo, nas ruas. Os bandidos desapareceram das vielas, e o comércio da favela prosperou. Mas, passados sete anos, o cenário mudou radicalmente. Hoje, os tiroteios são quase diários, e homens com fuzis voltaram a vender drogas em larga escala. Na favela e em seu entorno, o comércio passou a ser regulado pelo tráfico (Leiam mais)".
Juntos Somos Fortes!