JORNALISMO INVESTIGATIVO

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

OFICIAL DO EXÉRCITO PERDE POSTO POR FURTAR APARELHOS DE AR CONDICIONADO



Prezados leitores, lamentável quando quem deve dar o exemplo positivo, faz exatamente o contrário.

"Jornal O Dia
Oficial do Exército perde posto por furtar aparelhos de ar condicionado 
Além dos aparelhos, tenente também perdeu a patente por furtar chopeira no Alemão 
01/08/2017 20:27:36 - ATUALIZADA ÀS 01/08/2017 20:38:27 
ADRIANA CRUZ 
Rio - Um tenente do Exército perdeu o posto e a patente por furtar dois aparelhos de ar condicionado e uma chopeira durante a megaoperação de ocupação no Complexo do Alemão, em 2010. O material foi transportado em uma viatura militar. A decisão é do Superior Tribunal Militar (STM). 
Em 2015, a Corte condenou o oficial a dois anos e oito meses de detenção por furto. O tenente comandava um dos pelotões que estava a serviço da Força de Pacificação. 
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar, em dezembro de 2010, o então comandante de um dos pelotões da 4ª Companhia de Fuzileiros Paraquedistas (Brigada de Infantaria Paraquedista), força de elite do Exército, furtou os eletrodomésticos e levou para um Ponto Forte, base operacional da Força de Pacificação, da 4ª Companhia de Fuzileiros (Leiam mais)". 

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terça-feira, 25 de julho de 2017

PRISÃO PERPÉTUA - O EX-GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL PODE CONVIVER CONOSCO?

ex-secretário de segurança Beltrame e ex-governador Sérgio Cabral


Prezados leitores, no Brasil não temos a previsão da pena de prisão perpétua, alteração que tenho defendido.
A pena seria aplicada em crimes específicos (assassinato de policiais e desvio de dinheiro público, citando exemplos) e quando ficasse evidenciado que o condenado não reúne condições de viver em sociedade, existindo um risco contínuo de reincidir nas práticas criminosa, caso seja colocado em liberdade.
Óbvio que o condenado a tal pena teria que trabalhar no cárcere para pagar as despesas do seu encarceramento, tendo em vista que nada justifica que a população as pague.
Prisão perpétua já!
Segundo o que tem sido noticiado, caso tudo seja confirmado ao longo dos julgamentos, o ex-governador Sérgio Cabral deveria ser condenado a prisão perpétua, sendo afastado definitivamente do convívio social.

"Jornal Extra
25/07/17 06:00 Atualizado em 25/07/17 06:55 
Traficante Marcinho VP conta em livro que Cabral pediu ajuda durante campanha 
Bruno Alfano 
O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, revela em livro que ajudou o ex-governador Sérgio Cabral na campanha de 1996 — quando o então deputado presidente da Assembleia Legislativa do Rio disputou o cargo de prefeito e perdeu. No texto, um manuscrito a que o EXTRA teve acesso com exclusividade, o traficante conta que a equipe de Cabral pediu o apoio dele no Complexo do Alemão e que o ex-governador esteve com ele durante uma hora num camarote na favela durante um show do Molejo. 
Na época do encontro, Marcinho já chefiava o tráfico local. Cerca de um mês depois, ele foi preso em Porto Alegre. Marcinho VP foi condenado a 44 anos de prisão — 10 por tráfico e outros 34 por mandar matar duas pessoas, crime que ele nega (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

VÍDEO - COMPLEXO DO ALEMÃO - UMA ONG PARA CADA GRUPO DE 40 MORADORES ( ? )

Prezados leitores, onde postamos um vídeo solicitando a ajuda para verificação do número de ONGs que atuam no Complexo do Alemão.


Como não recebemos qualquer resposta resolvemos revelar o dado que recebemos, o qual ainda não foi confirmado e nos parece absurdo.
É muito importante encontrarmos o número verdadeiro e esclarecer se existe dinheiro público no financiamento desses projetos.




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terça-feira, 23 de maio de 2017

PESQUISA: QUAL O NÚMERO DE ONGs QUE ATUAM NO COMPLEXO DO ALEMÃO?

Prezados leitores, o Coronel de Polícia Reformado Paúl comenta um informe recebido sobre o número de ONGs que estariam atuando no Complexo do Alemão. 
Um número absurdo considerando que residem no Complexo 60.000 pessoas (dados do IBGE de 2010). 
Se você conhece o número real, por favor, colabore com a pesquisa.




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sexta-feira, 28 de abril de 2017

SALVE-SE QUEM PUDER NO COMPLEXO DO ALEMÃO, O GOVERNO ACABOU ...

Prezados leitores, o governador Pezão assume a sua incapacidade para gerir os problemas do estado do Rio de Janeiro na reportagem do site G1 que publicamos.
Ele demonstra que faltou planejamento ao grupo que integra, o qual assumiu o governo estadual no início de 2007.
Neste período de dez anos (2007-2017) Pezão foi vice e é governador, portanto, tinha e tem como responsabilidade a boa gestão da coisa pública, o que não conseguiu, como o cotidiano demonstra com clareza solar.
O grupo além de ter integrantes que estão sendo acusados em delações de terem desviado dinheiro público de todas as formas e maneiras, demonstrou a total incapacidade de planejar o futuro do estado do Rio de janeiro para promoção do bem estar da população.
É hora de promover novas eleições, cabe à ALERJ dar o primeiro passo.


Complexo do Alemão

"Site G1 
Pezão admite dificuldade de policiamento no Alemão e diz que precisa de recursos para segurança no RJ
Em 6 dias, 5 pessoas morreram em confrontos nas comunidades. 'Tenho 4 mil policiais pra serem admitidos, mas, infelizmente hoje não posso admiti-los, não tem recursos”, disse governador. 
Por G1 Rio 
27/04/2017 10h32 Atualizado há 9 horas 
Após cinco mortes em seis dias no Complexo do Alemão, o governador do Rio de Janeiro voltou a admitir que precisa da ajuda do governo federal para os problemas da segurança no Rio de Janeiro. Em entrevista à rádio CBN na manhã desta quinta-feira (27), Luiz Fernando Pezão disse que o estado tem quatro mil policiais militares formados, mas que não podem começar o serviço por falta de dinheiro.
“Eu preciso ter mais recursos. Eu tenho quatro mil policiais pra serem admitidos, mas, infelizmente hoje não posso admiti-los, não tem recursos”, disse Pezão.
A morte de policiais no estado, que já chega a 59, também preocupa. Questionado sobre os últimos seis dias de confrontos no Complexo do Alemão, onde tiveram cinco mortes, Pezão acrescentou que tem pedido à cúpula da segurança que "nenhuma vida vale a pena o confronto”. Os confrontos na comunidade começaram na última sexta-feira (21), durante a tentativa de instalação de uma torre blindada da PM.
“É importante a gente não achar normal que perdemos, em quatro meses, mais de 50 policiais. Eu tenho pedido permanentemente ao coronel Roberto Sá, ao coronel Wolney, que nenhuma vida vale a pena o confronto. A gente também não pode achar normal que o policial entre lá e tenha que ficar dentro de uma cabine blindada porque toda hora é alvo de tiros. Ali [no Alemão] sempre foi uma área difícil pra gente”, explicou (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

POLICIAIS MILITARES SÃO CHAMADOS DE ASSASSINOS E ABANDONAM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Prezados leitores, nós recebemos a informação que durante a audiência pública que estava sendo realizada ontem sobre possíveis violações de direitos no Complexo do Alemão, um participante apontou para os Policiais Militares presentes e teria dito que "a polícia era de assassinos".
Ato contínuo, os Policiais Militares que estavam participando da audiência deixaram o local.





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segunda-feira, 24 de abril de 2017

VÍDEO - VERDADE OU MENTIRA? - DENÚNCIAS CONTRA POLICIAIS MILITARES DAS UPPs DO COMPLEXO DO ALEMÃO.

Prezados leitores, publicamos um vídeo da mídia independente denominada "Nova Democracia" no qual são feitas graves acusações contra a atuação de `Policiais Militares das UPPs do Complexo do Alemão.
O vídeo publicado no Youtube tem a seguinte descrição: 

"Publicado em 23 de abr de 2017
Jornal A Nova Democracia — Na última sexta, dia 21 de abril, policiais da UPP do Complexo do Alemão fizeram mais uma operação para a instalação de uma base na localidade conhecida como Praça do Samba. Nas últimas semanas, as casas no local estão sendo invadidas por PMs, moradores são expulsos e suas moradias transformadas em bases improvisadas. Os imóveis que não foram invadidos, encontram-se em estado deplorável, marcados por dezenas de buracos de bala, resultado dos confrontos diários. 
Na operação da última sexta, ao menos três pessoas foram assassinadas por PMs, entre elas, o jovem Gustavo Silva, de 17 anos, que abria a padaria onde trabalha, às 6h da manhã; e o soldado do exército, Bruno de Souza, de 24 anos que estava de folga em casa com sua família. 
Além das mortes, moradores tiveram suas casas invadidas e reviradas e pertences como, roupas, sapatos e eletrodomésticos foram roubados por policiais. Os agentes de repressão do velho Estado ainda destruíram objetos e urinaram nas camas dos moradores. 
No sábado, o Coletivo Papo Reto, que denuncia a ação da polícia no Complexo do Alemão, fez uma agitação na Rua Joaquim de Queiroz em repúdio à ação criminosa da polícia. Policiais estiveram no local para fotografar e intimidar as pessoas que participavam do ato. A massa não se intimidou e expulsou os PMs do local. 
Na segunda-feira, dia 24, às 14h, na Defensoria Pública do Rio, será realizada uma audiência pública para denunciar os casos de violações cometidas pela polícia contra moradores". 

Perguntamos:
- O contido no vídeo retrata a realidade ou o contido no vídeo tem o objetivo de promover a retirada das UPPs do Complexo do Alemão, o que facilitaria a ação dos traficantes de drogas?
Assistam e opinem.






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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

COMPLEXO DO ALEMÃO: "PACIFICAÇÃO" OU GUERRA?

Prezados leitores, o Complexo do Alemão está passando por um processo de "pacificação" ou por uma guerra na qual as principais vítimas são os Policiais Militares?

(Jornal Expresso - RJ)


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domingo, 24 de agosto de 2014

RIO: POLICIAIS CIVIS SÃO EXPULSOS

(Kibeloco.com)


Prezados leitores, o jornal O Dia publica nesse domingo reportagem dando conta da expulsão de três Policiais Civis.

"JORNAL O DIA
23/08/2014 23:47:55
Trovão e mais dois são expulsos da Polícia Civil por envolvimento com o tráfico
Leonardo Torres, conhecido por usar roupas camufladas durante as operações, foi denunciado na Operação Guilhotina, em 2011. Eles também são acusados de ligação com milicianos
O DIA
Rio - Três policiais civis denunciados na Operação Guilhotina, em 2011, por envolvimento com traficantes e milicianos, foram expulsos da corporação. Após indiciados e presos por algum tempo, a exclusão dos inspetores Leonardo da Silva Torres, o Trovão, e Flávio de Brio Meister e do investigador Jorge Prado Ramos foi assinada na última sexta-feira pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. 
Entre os primeiros policiais expulsos da Civil em decorrência da operação está um antigo conhecido dos cariocas, o Trovão. Considerado exemplo de eficiência na polícia, ele foi um dos autores do episódio que ficou conhecido como Chacina do Alemão, em 2007, em que 19 suspeitos de tráfico foram mortos. O inspetor, que já foi lotado na Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), foi acusado de negociar armas e informações, além de receber propina no valor de R$ 100 mil do tráfico de drogas (Leiam mais). 

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terça-feira, 22 de julho de 2014

NA GESTÃO BELTRAME AS POLÍCIAS NÃO SE CONHECEM...

Prezados leitores, a única função de uma Secretaria de Segurança é coordenar as ações das Polícias Militar e Civil.
Nem isso conseguem, pois está claro que a Polícia Civil não sabe como funcionam as câmeras colocadas nas viaturas da Polícia Militar.
Pelo menos temos uma boa notícia: faltam cinco meses para acabar esse martírio.


(O Globo)

(Jornal Extra)

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COMPLEXO DO ALEMÃO: OITO ANOS COM BELTRAME E TUDO IGUAL

Prezados leitores, pesquisem e constatem que as notícias de hoje são as mesmas de oito anos atrás.
Após oito anos de Cabral-Pezão-Beltrame nada mudou...

(Jornal Extra)

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quinta-feira, 27 de março de 2014

FILME "ALEMÃO" ATACA SÉRGIO CABRAL E FLAMENGO.



Prezados leitores, hoje assistimos o filme "Alemão" e não gostamos.
O cinema estava vazio, pouco mais de dez pessoas.
O filme abre uma lacuna na história da invasão do Complexo do Alemão e insere uma operação de infiltração na comunidade comandada por um delegado. Meia dúzia de policiais que transformam a operação de inteligência em um completo desastre, onde todos acabam mortos.
Em dado momento é inserida uma parte de uma entrevista verídica do governador Sérgio Cabral sobre a invasão, sendo que no filme aparece um "emissário do governador" para negociar com o traficante, recomendando que saísse da comunidade. O criminoso pergunta sobre o arreglo (arrego) e o emissário diz que não tem mais.
Além disso, o traficante, o "dono do morro", permanece o tempo todo com uma camisa do Flamengo,algo de todo condenável.
Nós não recomendamos.

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quinta-feira, 6 de março de 2014

CARNAVAL NA ROCINHA: TIROTEIOS, ESTUPRO E MORTE MANCHAM PACIFICAÇÃO



A população do estado do Rio de Janeiro tem vivenciado números assustadores de estupros (Link).
A média entre 2012 e 2013 alcança 6.000 estupros por ano, o equivalente a:
- 500 estupros por mês.
- 17 estupros por dia.
- quase 1 estupro a cada hora.
Violência, violência e violência.
A insegurança é tão grande no Rio de Janeiro que embora o governo Cabral, através do secretário de segurança Beltrame, tenha colocado nas UPPs um efetivo equivalente ao efetivo de 20 (vinte) Batalhões de Polícia Militar, nem nas denominadas "comunidades pacificadas", a violência dá trégua.
Na Rocinha e no Complexo do Alemão, comunidades que receberam milhares de Policiais Militares, os tiroteios são constantes, inclusive tendo como resultado PMs mortos e feridos.
No Carnaval uma jovem foi estuprada e morta na Rocinha (Link), provavelmente, dezenas foram vítimas de estupro nesse Carnaval no Rio de Janeiro, considerando os dados estatísticos, mas escaparam com vida dos seus algozes, ela não teve essa "sorte".
Prezados leitores, como anunciamos com muita antecedência nesse espaço, a aproximação das eleições 2014 faria com que o governo Cabral implantasse UPPs na Baixada Fluminense e na Grande Niterói, isso para obter votos nessas regiões que ao longo dos últimos anos tem recebido os criminosos que não são presos na Capital, quando as UPPs são implantadas e que são "remanejados" para outros bairros e municípios fluminenses.
Dito e feito, ontem o governo do Rio de Janeiro já se utilizou disso na propaganda eleitoral na televisão.
Cabral quer repetir a estratégia de 2010 quando foi reeleito pelas UPPs e pelo apoio da imprensa , ela que recebeu mais de 1 bilhão de reais em propaganda governamental.
Infelizmente, após sete anos de Cabral e Beltrame, a "pacificação" só existe na propaganda eleitoral do PMDB.

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terça-feira, 4 de março de 2014

O FILME SOBRE O ALEMÃO E OS PMs MORTOS E FERIDOS NAS UPPs



Prezados leitores, temos repetido exaustivamente que os Policiais Militares são as principais vítimas dos erros na gestão da segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
É muito fácil para o governador e para o secretário de segurança repetirem a cada tiroteio em comunidades ""pacificadas", a cada PM morto ou ferido, que não darão um passo atrás no processo de "pacificação", afinal não são eles os que estão na linha de frente nas Unidades de Polícia Pacificadora".
Repetir essa bravata usando helicópteros e carros blindados, andando sempre cercados de seguranças, não constitui ato de coragem, na verdade demonstra descaso com o risco de morte a que estão submetidos os PMs nas frágeis UPPs.
Enquanto os PMs são feridos e mortos na vida real, vem aí um novo filme sobre as guerras entre traficantes, dessa vez a "tomada" do Complexo do Alemão é o tema, sendo que o próprio governador aparece nas imagens, isso em ano eleitoral.
Isso tudo é muito triste!



"R7 NOTÍCIAS
4/3/2014 às 10h08 
Dois PMs são baleados em confronto na Rocinha
Manifestantes fizeram protesto contra operações na comunidadee
Dois PMs foram baleados em confronto com traficantes, na madrugada desta terça-feira (4), na Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), criminosos atiraram em um transformador e parte da comunidade ficou sem luz. 
Pouco depois da ação que terminou com ao agentes feridos, manifestantes fecharam o túnel Zuzu Angel, próximo à Rocinha, para protestar contra operações da PM na favela. A via ficou interditada por cerca de cinco minutos. 
Um grupo mais exaltado jogou pedaços de madeira e ateou fogo em objetos. O policiamento foi reforçado na região (Fonte).

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O FIM DO CAÇADOR DE POLICIAIS - LESLIE LEITÃO




REVISTA VEJA:
Rio de Janeiro
O fim do caçador de policiais
Gravações de conversas do traficante Régis Eduardo Batista, o RG, acusado de envolvimento na morte de 20 policiais, revelam a crueldade do bando que dominava o Alemão.
Leslie Leitão.
Aos 37 anos, o inspetor Alexandre Marchon participava da primeira operação policial de sua carreira. Saiu de casa ainda de madrugada, deixou esposa e dois filhos pequenos dormindo e chegou cedo à Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), onde tinha uma rotina dominada por serviços burocráticos. Mas, em 17 de setembro de 2008, o trabalho seria diferente. Marchon integrava uma equipe de policiais com experiência operacional para subir o Complexo do Alemão, uma área então dominada por traficantes e onde policiais, sabidamente, não eram bem-vindos.
Como de costume, a entrada dos policiais se deu sob tiros dos traficantes. E logo nos primeiros momentos do confronto uma bala de fuzil atravessou a cabeça do agente. A cena foi flagrada pelo cinegrafista da equipe do produtor inglês Jon Blair, e rodou o mundo com o documentário Dancing With the Devil (Dançando com o Diabo). Marchon, descobriu-se depois, foi alvo da face mais cruel de um criminoso tido como sanguinário, bem diferente do jovem que, na noite da última quarta-feira, entregou-se à polícia temendo ser morto. Régis Eduardo Batista, o RG, de 24 anos, passou os últimos cinco anos dedicados a caçar policiais nas ruas da zona norte do Rio de Janeiro. Durante aquele intenso tiroteio, enquanto agentes tentavam socorrer o colega, Régis tripudiava, e, com frieza, conversava com uma de suas namoradas. “Tá tudo sob controle. Já tem um ‘polícia quase morto’ (sic) lá no Getúlio (Vargas, o hospital). Estão tentando costurar o cérebro dele que pulou pra fora”.
O diálogo faz parte de uma série de gravações telefônicas obtidas por VEJA, realizadas com autorização judicial ao longo de várias investigações da Polícia Civil fluminense para tentar capturar RG.
Criado no Morro da Fé, uma das favelas que integram o Complexo da Penha – no maciço onde se avista o santuário de Nossa Senhora da Penha -, Régis ganhou fama no mundo do crime matando policiais. Saía às 4h da madrugada com três ou quatro comparsas, todos de fuzil, vestindo roupas pretas e coletes à prova de bala. Fuzilavam viaturas paradas apenas para matar e roubar as armas dos policiais. No caminho, assaltavam motoristas.
Numa outra ligação, interceptada às 23h02 do dia 4 de setembro de 2008, Régis conversa com um bandido identificado apenas como Dudu. Os dois brincam e trocam acusações sobre as mortes de dois agentes especificamente. Uma delas, ocorrida em maio de 2007, quando o policial militar Wilson Santana, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi morto na Vila Cruzeiro. “Tu é sinistro. Matou o Santana do Bope, vários outros PMs”, ironiza Régis. Na resposta, Dudu fala sobre um assalto na Vila da Penha, em outubro de 2007, em que Régis executou com 15 tiros o inspetor Wagner Castelo Branco, da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), na frente da esposa. “Você matou aquele Waguinho. Isso você não quer falar, pô...” Régis ironiza: “Pô, Eduardo, na moral, eu sou inocente (gargalhadas). Eu sou inocente (mais gargalhadas)”.
Dudu mostra-se preocupado com a possibilidade de a conversa estar sendo monitorada pela polícia. “Você fica falando um montão de ‘bagulho’ aí, quero ver se estiver sendo gravado”. Régis faz graça novamente: “Tá gravando? Tá gravando? Vavavavavaaaaaiiiii”...
O traficante que se apresentou à polícia parecia um jovem acanhado. Mas em seus 24 anos Régis acumulou uma ficha criminal com 27 mandados de prisão expedidos pela Justiça. Entre os crimes a ele atribuídos, estão assassinatos, tráfico de drogas, formação de quadrilha e assaltos. As investigações apontam, por enquanto, envolvimento em mais de 20 mortes de policiais.
O mais recente é o da soldado Fabiana Aparecida de Souza, na última segunda-feira, quando a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, foi atacada a tiros. VEJA apurou com três equipes diferentes da Polícia Civil que Régis, desta vez, não teria participado do crime. No dia do ataque, ele já negociava sua rendição através de um advogado e de um pastor evangélico. A divulgação de seu nome e de sua fotografia entre os quatro principais suspeitos de matar Fabiana, no entanto, aceleraram o processo. Régis temia ser morto, assim como seus principais comparsas, Pedrinho e Jean, que tentaram enfrentar o Bope no Morro do Chapadão, em maio passado. Na ocasião, Régis foi baleado, mas sobreviveu. Agora, preferiu enfrentar a cadeia, o banco dos réus e a possibilidade de passar a maior parte do resto de sua vida atrás das grades (Leiammais).
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