Prezados leitores, os jornais Estadão (Link) e O Dia (Link) cometeram um erro grosseiro que vez por outra surge no noticiário sobre o futebol Brasileiro com relação ao Brasileirão 2013.
Os jornais ao entrevistarem o presidente da Portuguesa, eliminada da Série D do Brasileirão 2017, informaram:
"(...) A queda livre da Lusa teve início em 2013, quando foi rebaixada da elite do Campeonato Brasileiro por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva por causa da escalação irregular do meia Héverton. A decisão livrou o Fluminense do rebaixamento para a Série B naquela ocasião".
O erro é inadmissível três anos e meio após os fatos terem ocorrido.
No intuito de esclarecer parte da imprensa que insiste em errar, resolvemos listar OS PRINCIPAIS FATOS INCONTESTÁVEIS sobre o que ocorreu na última rodada do Brasileirão 2013.
Os FATOS podem ser comprovados a qualquer tempo.
Não utilizaremos a ordem cronológica, optamos por esgotar cada item.
FATOS COMPROVADOS:
1) Antes última rodada do Brasileirão 2013 (dias 7 e 8 de dezembro) o Flamengo estava matematicamente salvo do rebaixamento, a Portuguesa estava praticamente livre do rebaixamento e as chances do Fluminense e do Vasco escaparem de cair para a Série B eram mínimas (Link da classificação após a penúltima rodada).
2) Nos dias 6 e 7 (antes do jogo do Flamengo) QUATRO sites publicaram que o jogador André Santos estava suspenso e não poderia enfrentar o Cruzeiro no dia 7 (sábado).
3) No dia 7, um erro administrativo da direção do Flamengo fez com que André Santos fosse escalado e jogasse irregularmente. Tal erro determinaria (como determinou) que o Flamengo fosse punido com a perda de 4 pontos, o que colocaria o clube no rol dos times que poderiam ser rebaixados. Quem ainda duvida desse fato basta acessar a classificação na 37a rodada (Link acima) e tirar 4 pontos do Flamengo (48 - 4 = 44). O clube da Gávea passou a depender dos resultados do Vasco e do Fluminense para não cair. Vale lembrar que o Flamengo recorreu da punição no Brasil e em organismo internacional, perdendo todos os recursos, portanto, a punição era inevitável, pois estava em conformidade com a regulamentação.
4) Inexplicavelmente, nenhum órgão da imprensa esportiva noticiou que o Flamengo perderia os pontos, nem os QUATRO sites que tinham divulgado a suspensão. O maior furo do Brasileirão 2013 (o possível rebaixamento do Flamengo) foi ignorado por completo pela imprensa. A "bomba" deveria estourar no dia 7 durante o jogo (ou após) do Flamengo ou no dia 8 (antes dos outros jogos), o que mudaria a realidade dos clubes envolvidos na luta contra o rebaixamento.
5) No domingo (8 de dezembro) o Fluminense ganhou, o Vasco perdeu e a Portuguesa empatou. Os resultados determinariam a queda do Vasco, do Flamengo, da Ponte Preta e do Náutico. Só que por razões ainda não esclarecidas, a Portuguesa escalou irregularmente o jogador Héverton, sendo punida também com a perda de 4 pontos, salvando o Flamengo do rebaixamento. Fato admitido até por famoso advogado do Flamengo. Diante desses FATOS constitui ERRO GROSSEIRO e INJUSTIFICÁVEL citar que a Portuguesa salvou o Fluminense. O FATO da Portuguesa ter escalado o jogador de forma irregular não prova a existência de acordo para isso com qualquer clube. Só a investigação poderia esclarecer o que ocorreu.
6) Logo após os julgamentos o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil (2013), o qual foi encaminhado para o GAECO após o promotor responsável concluir pela existência de indícios de crimes. No ano passado o Ministério Público arquivou o inquérito sem concluir sobre a existência dos citados indícios de crimes. Nós solicitamos vistas aos autos e extração de cópias, o que foi deferido. Encaminhamos um recurso apresentando FATOS NOVOS solicitando o desarquivamento e o prosseguimento das investigações. O recurso foi indeferido. Nós entramos então com recurso junto ao Conselho Superior do Ministério Público, recurso esse que foi encaminhado ao GAECO. Atualmente, estamos aguardando a decisão. Vale acrescentar que não podemos considerar algo normal o fato de que durante uma investigação em curso, o autor de um livro sobre o objeto da investigação, não seja ouvido nos autos.
7) Nos autos existe pelo menos uma contradição que precisava ser esclarecida para o sucesso da investigação. O advogado que defendeu Héverton no Rio de Janeiro disse que avisou ao advogado da Portuguesa através de ligação telefônica sobre a suspensão do jogador. O advogado da Portuguesa confirmou que recebeu a ligação mas que a suspensão não foi tratada. Não foi realizada acareação entre os dois e não foi ouvida uma advogada citada como testemunha do que foi dito durante a ligação pelo advogado que defendeu Héverton.
8) Um exemplar do livro escrito sobre os FATOS citados (e outros) foi encaminhado ao promotor que iniciou as investigações e outro instruiu os recursos.
9) Exemplares do livro foram encaminhados para alguns jornalistas esportivos.
10) O autor do livro não foi ouvido nos autos do inquérito e não foi convidado para apresentar os FATOS em nenhum programa esportivo.
Nós optamos por listar dez itens para limitar o tamanho do texto, porém existem outros FATOS de menor relevância que poderiam ser elencados.
No intuito apenas de ilustrar, também foge à normalidade o fato da Portuguesa nunca ter apresentado qualquer prova de que o time concentrou nos dias 6 ou 7 de dezembro antes do jogo com o Grêmio. Algo que poderia descartar a possibilidade de um acordo ter existido, sobretudo se considerarmos que era algo muito simples de ser feito, bastando apresentar os comprovantes de pagamento do local de hospedagem, por exemplo.
Salvo engano, os DEZ FATOS que foram expostos podem ser comprovados por qualquer pessoa que se interessar.
Só continuará em erro quem ignorar os fatos ou tiver algum interesse em insistir com o erro.
Juntos Somos Fortes!