Prezados leitores, o Brasileirão 2016 segue o seu curso com times lutando pelo título, por uma vaga na Libertadores, para não cair para a série B e a maior parte apenas fazendo figuração.
Enquanto o atual Brasileirão avança, nós estamos tentando obter cópia das investigações procedidas pelo GAECO do Ministério Público de São Paulo, autos arquivados no final do ano passado, sem dar publicidade as respostas que todos aguardamos há três anos.
Na última rodada do Brasileirão 2013 alguns fatos insólitos ocorreram e podem ter influenciado diretamente na classificação final do campeonato, inclusive sobre os clubes rebaixados.
O primeiro fato, amplamente comprovado, ocorreu no dia 7 de dezembro de 2013 (sábado), quando o Flamengo cometeu um erro administrativo e escalou irregularmente o jogador André Santos que estava suspenso e impedido de jogar. Tal erro resultaria em uma punição ao clube com a perda de pontos, como ocorreu em todos os níveis de julgamento no âmbito esportivo.
O segundo fato, igualmente comprovado, foi a denominada "amnésia coletiva" da imprensa esportiva brasileira, que de forma inexplicável não noticiou o erro do Flamengo e as consequências, nos dias 7 e 8 de dezembro, antes dos jogos de domino. Tal comportamento da imprensa foi de encontro a própria natureza do jornalismo, que busca o furo incessantemente. Por que ninguém noticiou o maior furo do Brasileirão 2013, o qual envolvia o Flamengo, clube de maior torcida no país. Não existe explicação palatável para a amnésia.
O terceiro fato, talvez o foco da investigação do GAECO, foi a escalação do jogador Héverton pela Portuguesa, isso no domingo dia 8 de dezembro. Fato que acabaria salvando o Flamengo e causando o rebaixamento da Portuguesa, após os julgamentos e as perdas de pontos de ambos os clubes.
Não sabemos ainda como as investigações do GAECO se desenvolveram, quais os caminhos que foram trilhados na busca da verdade, algo que ainda não revelado.
Vale lembrar que as investigações do GAECO podem ter concluído que as duas escalações foram mera coincidência, mas nem isso foi divulgado.
Aliás, o próprio arquivamento das investigações não teve divulgação.
Nós sempre defendemos que as investigações deveriam ter como ponto inicial o segundo fato:o silêncio da imprensa.
Isso fugiu completamente da normalidade.
O que constitui indício de que algo (ou alguém) alterou o comportamento natural da imprensa esportiva.
A alteração é evidente e está comprovada, o que falta apurar é o que levou a promoção de tal modificação tão grande na atividade jornalística.
Nós estamos fazendo tudo que é possível para obtermos uma cópia da investigação.
Só conhecendo seu conteúdo poderemos solicitar o desarquivamento, caso exista algum fato que não foi investigado, ou seja, um fato novo para os autos.
O importante é que tudo seja devidamente esclarecido.
O silêncio não pode ser a resposta, nem o fundo de um arquivo o lugar da verdade.
Juntos Somos Fortes!