Prezados leitores, a seleção brasileira de futebol se recuperou nas eliminatória e ocupa a primeira colocação, o que pode passar a ilusão que o esporte vai muito bem no país.
A verdade é que o futebol brasileiro atravessa o seu pior momento da história.
Basta um olhar para atento para constatar que o nível técnico na quase totalidade dos jogos é medíocre.
Temos jogadores tecnicamente muito ruins em clubes de grande investimento, algo inconcebível diante da fartura da oferta de jogadores no país.
Nada explica a inexistência de uma seleção adequada.
O quadro sinaliza que devem existir grupos que controlam o mercado de compra e venda de jogadores para os clubes de maior expressão nos estados brasileiros.
Pode ser que sim, pode ser que não.
Parte da imprensa esportiva é claramente tendenciosa, como nunca foi antes.
Além disso, o nível dos comentaristas também deixa muito a desejar, sendo comum eles discordarem de imagens claras, dando interpretações sem fundamentação na realidade fática.
Alguém precisa avisar aos comentaristas que nós estamos vendo as imagens, isso para que tenham mais cuidado ao discordarem da realidade.
Dois brasileirões representam bem o estágio deletério que atingiu o nosso esporte nacional.
O Brasileirão 2013 ainda não acabou.
Persiste o grande mistério do que aconteceu na última rodada com a escalação irregular do jogador Héverton, fato que salvou o Flamengo do rebaixamento. As investigações do GAECO do MP-SP foram inconclusivas e estamos reunindo fatos que não foram investigados (fatos novos) para tentarmos a reabertura das investigações. Não podemos ficar sem respostas.
O Brasileirão 2016 está se caracterizando por uma bagunça que está causando um claro desequilíbrio.
O primeiro desequilíbrio está claro na venda de mandos de campo.
O clube A enfrenta o clube B na sua casa, onde é difícil de ser batido, em face do apoio que recebe da sua torcida.
Em outra rodada, o clube A vende seu mando de campo no jogo com o clube C e o jogo ocorre em campo neutro.
O clube B foi prejudicado, evidente.
Isso está ponto por terra o equilíbrio que deve existir.
Se isso não bastasse para causar a desigualdade, agora em alguns jogos se está usando um recurso externo para decidir o que aconteceu no jogo.
Isso deveria ser usado em todos os jogos ou em nenhum, isso é óbvio.
Ontem, resolveram usar o recurso no Fla-Flu.
O jogador estava impedido, isso é claro.
O juiz não deu o gol, reclamaram os jogadores tricolores, ele foi consultar o bandeirinha que tinha marcado o impedimento.
Conversaram e o juiz confirmou o gol.
As imagens são de clareza solar.
Foi a vez dos jogadores rubro-negros reclamarem.
Aí surgiu o auxílio externo que deveria existir em todos os jogos, mas que não existe, portanto, não pode ser usado em um jogo e em outro não.
Nós estamos vivendo uma partida de vôlei, onde só um técnico pode desafiar.
Após uma demora de quase 10 minutos, o juiz anulou o gol.
Isso seria corretíssimo, se o recurso fosse usado em todos os jogos, mas não é.
Desmoralização, essa é a palavra que encontramos para representar o que está acontecendo.
O equilíbrio não está sendo respeitado, isso fere de morte a esportividade.
Diante de tamanha bagunça, o esporte perde inteiramente os fundamentos da competição justa.
Baixo nível técnico, mistério e bagunça povoam o futebol brasileiro.
Juntos Somos Fortes!
PS: O artigo foi corrigido após comentários que melhor esclareceram o ocorrido.