O governador deu "um tiro no pé" no tocante ao SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL DOS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO implementado.
Pior, "deu um tiro no pé" quando tinha tudo para acertar o centro do alvo e colher os dividendos políticos positivo.
Atiraram também contra "o próprio pé" os deputados estaduais que votaram com o governo.
Eu fui paciente antes de chegar a tal conclusão, ouvi falas do governador, ouvi falas de deputados e falas de algumas pessoas que alardearam que estavam assessorando o governo para a conquista de objetivos Institucionais (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, os Militares Estaduais).
Diante do que ouvi afirmo sem medo de errar que foi "um tiro no próprio pé".
Só não tenho como saber se o "tiro" foi doloso ou culposo.
Certo é que um governador não tem como conhecer a intimidade de todas as categorias, necessitando ser assessorado por quem conhece muito bem cada uma, antes de formar opinião sobre qualquer aspecto, isso para não ser induzido ao erro.
Hoje, 11 de janeiro de 2022, temos um SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL DOS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (LEI 9.537) que é claramente injusto e que, salvo melhor juízo, pode ser considerado ilegal.
Onde está a PROTEÇÃO?
É alvo fácil e será atingido por incontáveis ações judiciais. Um número que não se pode estimar em razão da dependência da mobilização ou não das entidades que representam oficialmente (são as únicas que representam) os Militares do Estado do RJ.
Isso posto, a restauração da PARIDADE é questão de tempo, algo que pode ser abreviado por meio da iniciativa do próprio governo, corrigindo os erros.
Errar é humano, ...
Lembro que tempo na política, sobretudo em ano eleitoral, é algo que não se pode perder.
E, ninguém em sã consciência, duvida que o governador iniciou um processo de DESGASTE POLÍTICO que se estenderá até a restituição da PARIDADE.
Sinceramente, temo que alguém tenha enganado o governador afirmando que os VETERANOS e as PENSIONISTAS são o lado mais fraco dos Militares Estaduais, onde ele poderia FAZER UMA ECONOMIA sem ônus político.
Tal suposição é uma tolice gigante.
Aliás, ouvi tolices assustadoras, entre elas o desconhecimento completo da própria identidade profissional, ou seja, não saber o que é profissionalmente.
Mas tudo isso é passado, os que não sabem devem ser perdoados e orientados, precisamos consertar para o presente e para o futuro.
Torço sempre para o melhor para todos e confesso que estou na torcida para que o próprio governador arrume a casa, mas se optar por não fazê-lo a casa será arrumada via Poder Judiciário.
Politicamente, a "fritura" está em andamento, basta ler as redes sociais.
O senhor governador e vários deputados arrumaram em poucos dias dezenas de milhares de ADVERSÁRIOS POLÍTICOS.
Logo a imprensa deve repercutir (*), o que será muito ruim, mas mesmo que esteja alinhada com o governo, não evitará os efeitos do TSUNAMI DE DESGASTE nas redes sociais.
Lembrei dos tempos de criança:
- Menino vai tirar a roupa do varal, vem vendaval.
(*) Começou
https://extra.globo.com/economia-e-financas/servidor-publico/aumento-de-militares-anunciado-pelo-governador-exclui-inativos-pensionistas-parlamentares-criticam-medida-25349787.html