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sábado, 24 de junho de 2017

"O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO 2013" - UMA OPINIÃO SOBRE A INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Prezados leitores, publicamos comentário sobre o que denominamos o "escândalo do Brasileirão 2013".
Leiam e opinem.



"Fabio
22 de junho de 2017 18:15 
Coronel Paúl, A investigação do MP/SP sobre o “caso Héverton” fracassou pelos motivos abaixo: 
Estimulado pelo clamor das ruas e pela imprensa (cúmplice no crime, no mínimo por ter escondido a informação de que o André Santos jogou suspenso no último jogo do Flamengo), o Dr. Roberto Senise, primeiro promotor a tomar a frente do inquérito, tinha como objetivo devolver à Portuguesa os pontos que lhe foram tirados, para assim voltar à Série A. 
Por este motivo focou a investigação apenas dentro da Portuguesa, interrogando cartolas, jogadores e funcionários. 
Todos contaram a mesma história: aquela que colocava a Lusa como inocente e vítima da maldade que o Fluminense fez com ela, que foi ir ao Tapetão para lhe tirar os pontos (mentira plantada pela imprensa, já que foi a CBF quem denunciou a irregularidade ao STJD). Os investigadores se esqueceram de olhar em volta e não perceberam que o principal beneficiado com a confusão foi o Flamengo, que escapou do rebaixamento e que também escalou um jogador irregular um dia antes do jogo da Portuguesa. 
Como a imprensa não deu o destaque que merecia (e os leitores/consumidores/torcedores ficaram na mão [não era esse o grande objetivo do MP/SP? A defesa dos direitos dos torcedores/consumidores?]), o clube da Gávea passou invisível na história, como se o embate fosse somente entre Portuguesa, a coitadinha e o Fluminense, o eterno vilão: prato cheio para a imprensa marrom.
O grande erro do MP/SP foi não ter aberto o leque da investigação e interrogado os jornalistas e radialistas que trabalharam no jogo Flamengo x Cruzeiro do dia 7 de dezembro de 2013, para saber o motivo pelo qual não noticiaram que o jogador André Santos foi escalado por um erro do departamento jurídico do Flamengo, já que a notícia dessa suspensão havia sido publicada por eles próprios um dia antes, quando a sentença do julgamento do jogador rubro-negro foi conhecida. 
Se tivesse sido noticiado, com toda certeza a Lusa não escalaria o Héverton, já que ficaria muito evidente o favorecimento escuso. Mas como escalou, acabou alterando a tabela final do BR-13, prejudicando a todos: os demais clubes, torcedores, leitores e consumidores. E prejudicou a própria Portuguesa, que a partir daí rolou ladeira abaixo até parar na Série D. 
Foi prevaricação? Acho que sim. Faltaram vontade e cumprimento da responsabilidade que cabia ao MP/SP para resolver com profissionalismo e eficiência esse caso, pois arquivar processos, qualquer um pode fazer. 
As coisas no Brasil só andam quando há cobrança da imprensa. Quando ela é cúmplice do crime, obviamente não cobrará nada, a não ser para implicar inocente, como fez durante algum tempo, acusando o Fluminense de todos os males do mundo: primeiro de ter entrado no Tapetão e depois de ser o grande corruptor".

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quinta-feira, 23 de março de 2017

O ESCÂNDALO DO BRASILEIRÃO 2013: FATOS NOVOS, SERÁ QUE O MP-SP VAI REABRIR INVESTIGAÇÕES?



Prezados leitores, o meia Héverton concedeu uma entrevista para o site do Globo Esporte e trouxe fatos novos, que não tinham sido citados quando foi ouvido pelo MP-SP através de carta precatória, quando estava no Pará.
Na entrevista Héverton afirmou:

1) "Foi uma história mal contada. Só quem viveu sabe o que aconteceu. As pessoas usaram o clube para fazer que a Portuguesa chegasse como chegou".

2) "Não sou eu quem vou falar que "fulano" ou "cicrano" me deixou jogar."

Quem usou o clube?
Como  "fulano ou cicrano me deixou jogar"?
O que ele está escondendo?
Quem o deixou ele jogar irregularmente?
Por que deixou ele jogar?

"Globo Esporte 
22/03/2017 15h57 - Atualizado em 22/03/2017 17h18
Pivô de queda da Lusa, Héverton larga futebol e investe em padaria
Dono de imóveis, ex-meia fez três cursos de administração e está focado em gerir empresas. Ele não descarta voltar à Portuguesa na condição de investidor 
Por Lucas Strabko
São Paulo 
Héverton agora é um empreendedor. Conhecido por ser o pivô do rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão de 2013, o ex-meia diz ter se desiludido com o futebol e decidiu pendurar as chuteiras para focar na vida empresarial. Aos 31 anos, ele está prestes a abrir uma padaria no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.
– Chega uma hora que cansa. Tem que dar um basta. O cara tem que ter muita cabeça para jogar futebol. Começa a pingar de time em time, joga em clubes ruins, que não pagam. Você não tem muita vida quando joga bola. Perdi muitas oportunidades. Não estava acordando com alegria para jogar. Não adianta fazer algo em que não se está feliz – diz Héverton.
O ex-meia está se preparando para a nova vida: fez três cursos na área de administração. Dono de imóveis, Héverton apostará na padaria Nova Veredas, que está em reforma e deve ser reaberta em pouco mais de um mês.
– Sou empreendedor. Quando eu jogava, não tinha tempo de administrar meus imóveis. Esse negócio da padaria é um sonho. Conheço muita gente que mexe com isso. Eles têm me dado respaldo grande. 90% de chance de dar certo. Não gosto de falar muito porque ainda não está aberta. Dá dinheiro, mas tem que saber administrar. Falta acabar a reforma e alguns trâmites legais para abrirmos – afirma o atual empresário.
No futuro, Héverton não descarta fazer investimentos na Portuguesa. O ex-jogador, porém, não pensa em voltar a algum cargo no meio do futebol.
– Quem sabe? Não tenho projeto agora. Eu não vou abandonar a Portuguesa nunca. Tenho muito carinho pelo clube. Talvez um dia eu tente investir. É o começo para ajudar de alguma forma – diz Héverton. 
– Lá, tem mais gente para atrapalhar do que para ajudar. Quero separar as coisas. Tudo ainda é muito recente. Quando alguém me pergunta, eu digo que nunca joguei bola. As pessoas falam muita besteira de jogador – completa o ex-jogador.
O último clube dele foi o XV de Piracicaba, no começo do ano passado. Após lesão no púbis, decidiu abandonar o futebol, ideia que cultivava desde 2013, quando se viu em meio ao caso que culminou no rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão. Ele estava suspenso e foi escalado na última rodada do torneio, contra o Grêmio. 
– Esse caso da Portuguesa foi o grande causador para eu querer parar. Minha vida virou de cabeça para baixo. Hoje sou mais tranquilo em relação a isso. Foi uma história mal contada. Só quem viveu sabe o que aconteceu. As pessoas usaram o clube para fazer que a Portuguesa chegasse como chegou. Eu não fiz nada. Eu era funcionário, trabalhador – explica.
Quase quatro anos após o "caso Héverton", o ex-meia prefere não dar detalhes sobre sua opinião sobre o ocorrido.
– É muito difícil falar. Até hoje não provaram nada. Não sou eu quem vou falar que "fulano" ou "cicrano" me deixou jogar. Foi um erro muito grotesco. Quem mais se prejudicou foi o clube. Espero que a Portuguesa volte a ser o que era antes. Tínhamos um clube, por mais que enrolaram e fizeram um monte de coisa. Vai voltar, tenho certeza absoluta – finaliza Héverton, que não teme represália de torcedores da Lusa à sua padaria (Fonte)". 

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