Hoje, 7 de dezembro de 2017, comemora-se o quarto aniversário do silêncio geral da imprensa esportiva sobre a escalação irregular do jogar André Santos pelo Flamengo, isso na partida contra o Cruzeiro realizada no dia 7 de dezembro de 2013.
A escalação irregular seria o maior "FURO DE REPORTAGEM" dos últimos anos, tendo em vista que o Flamengo poderia ser rebaixado para a série B pela primeira vez.
A amnésia coletiva que acometeu a imprensa esportiva foi gravíssima e trouxe sérios prejuízos para a Portuguesa.
Como o silêncio é inexplicável, até a presente data, passados quatro anos, nenhum órgão da imprensa esportiva se prontificou a explicar o fato de não ter noticiado a irregularidade.
Pena que o GAECO do MP-SP não investigou esse fato que pode ser a PONTA DO NOVELO, optando por arquivar a investigação sem obter qualquer resultado.
O certo é que os fatos insólitos ocorridos na última rodada do Brasileirão 2013 foram investigados pelo GAECO do Ministério Público do Estado de São Paulo, culminando com o arquivamento, apesar dos recursos impetrados pela continuidade das investigações. Portanto, não deve ser considerado como pertencentes ao mundo real comentários de que uma investigação independente, conduzida sabe-se lá por quem, teria continuado na busca da verdade e avançado em vários aspectos.
Prezados leitores, o Brasil é um país inacreditável, contando ninguém acredita que exista um país como o nosso.
Cito um caso concreto relacionado com a imprensa esportiva, o futebol e o Ministério Público:
- Os fatos a seguir relacionados, TODOS COMPROVADOS, ocorreram na última rodada do Brasileirão 2013 que ocorreu nos dias 7 e 8 de dezembro.
- Naquele ano, Fluminense e Vasco da Gama estavam entre os clubes que lutavam contra o rebaixamento, enquanto o Flamengo tinha escapado matematicamente.
- Nos dias 6 e 7 de dezembro a imprensa esportiva publicou artigos em sites dando conta que o jogador André Santos do Flamengo não poderia enfrentar o Cruzeiro no dia 7 (sábado) por estar suspenso.
- Abro um parêntese para lembrar que o profissional da imprensa esportiva deve conhecer minimamente os regulamentos dos campeonatos, não sendo aceitável a alegação de desconhecimento sobre a irregularidade a respeito da escalação de jogador suspenso.
- Apesar da suspensão e da publicidade do impedimento do jogador dada pela imprensa, o Flamengo resolveu colocá-lo em campo, ou seja, o Flamengo cometeu uma irregularidade.
- Em conformidade com o regulamento o Flamengo perderia - como perdeu - 4 (quatro) pontos, o que colocou o clube na luta contra o rebaixamento, bastando que Fluminense ou Vasco vencesse seus jogos para que o clube da Gávea caísse.
Diante dessa situação fática, o que esperar da imprensa esportiva que publicou (no dia anterior e no próprio dia do jogo) que André Santos não poderia jogar por estar suspenso?
1) Publicar no dia 7 e no dia 8 (antes do início dos jogos) que o Flamengo tinha escalado um jogador irregular e que seria punido com a perda de 4 (quatro) pontos, podendo ser rebaixado. O fato era o "furo do campeonato" e, certamente, um dos maiores "furos" da história do futebol brasileiro, afinal envolvia o clube de maior torcida do país.
2) Publicar no dia 7 e no dia 8 (antes do início dos jogos) que o Flamengo tinha escalado um jogador irregular e que seria punido com a perda de 4 (quatro) pontos, podendo ser rebaixado, acrescentando a versão oficial do clube sobre o motivo da escalação do jogador.
Por mais inacreditável que possa parecer, a imprensa não adotou as posturas enumeradas.
As possibilidades condizentes com a ética e a moral que deve nortear as ações de quem tem o dever de informar e que assim contribui para a formação da opinião pública.
A imprensa adotou uma terceira alternativa: omitiu-se!
Nenhuma palavra.
Nenhuma linha.
O comportamento contrário à ética e à moral gera um questionamento lógico:
- Quem (ou o quê) silenciou os microfones e travou os teclados da imprensa esportiva?
Hoje nós poderíamos ter a resposta para essa pergunta, mas o Ministério Público de São Paulo que apurou a possibilidade da Portuguesa ter "vendido" a sua vaga, optou por não ouvir nenhum jornalista envolvido neste silêncio.
Por derradeiro, demonstrando que o Brasil é um país inacreditável, deixo para reflexão um novo questionamento:
- Por que o Ministério Público arquivou o processo sem ouvir os principais envolvidos?
Prezados leitores, por que o Ministério Público de São Paulo não entrevistou os editores dos sites que publicaram que André Santos estava suspenso e se omitiram não publicando que André Santos jogou irregularmente?
Prezados leitores, hoje encaminhamos ao Conselho Superior do Ministério Público uma reiteração do nosso recurso solicitando a reabertura das investigações sobre o que aconteceu na última rodada do Brasileirão 2013, quando a Portuguesa ao escalar irregularmente o jogador Héverton no dia 8 de dezembro acabou livrando o Flamengo do rebaixamento que tinha escalado irregularmente o jogador André Santos no dia anterior.
A reiteração foi feita em razão do primeiro recurso encaminhado ao CSMP-SP ter sido recebido no dia 3 de março e até a presente data não obtivemos resposta quanto ao reinício ou não das investigações.
Prezados leitores, o Coronel PM Ref Paulo Ricardo PAÚL comenta o escândalo do Brasileirão 2013 e propõe uma reflexão sobre qual alternativa o mandatário de um clube escolheria com relação ao provável rebaixamento do seu clube.
Prezados leitores, o meia Héverton concedeu uma entrevista para o site do Globo Esporte e trouxe fatos novos, que não tinham sido citados quando foi ouvido pelo MP-SP através de carta precatória, quando estava no Pará.
Na entrevista Héverton afirmou:
1) "Foi uma história mal contada. Só quem viveu sabe o que aconteceu. As pessoas usaram o clube para fazer que a Portuguesa chegasse como chegou".
2) "Não sou eu quem vou falar que "fulano" ou "cicrano" me deixou jogar."
Quem usou o clube?
Como "fulano ou cicrano me deixou jogar"?
O que ele está escondendo?
Quem o deixou ele jogar irregularmente?
Por que deixou ele jogar?
"Globo Esporte
22/03/2017 15h57 - Atualizado em 22/03/2017 17h18
Pivô de queda da Lusa, Héverton larga futebol e investe em padaria
Dono de imóveis, ex-meia fez três cursos de administração e está focado em gerir empresas. Ele não descarta voltar à Portuguesa na condição de investidor
Por Lucas Strabko
São Paulo
Héverton agora é um empreendedor. Conhecido por ser o pivô do rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão de 2013, o ex-meia diz ter se desiludido com o futebol e decidiu pendurar as chuteiras para focar na vida empresarial. Aos 31 anos, ele está prestes a abrir uma padaria no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.
– Chega uma hora que cansa. Tem que dar um basta. O cara tem que ter muita cabeça para jogar futebol. Começa a pingar de time em time, joga em clubes ruins, que não pagam. Você não tem muita vida quando joga bola. Perdi muitas oportunidades. Não estava acordando com alegria para jogar. Não adianta fazer algo em que não se está feliz – diz Héverton.
O ex-meia está se preparando para a nova vida: fez três cursos na área de administração. Dono de imóveis, Héverton apostará na padaria Nova Veredas, que está em reforma e deve ser reaberta em pouco mais de um mês.
– Sou empreendedor. Quando eu jogava, não tinha tempo de administrar meus imóveis. Esse negócio da padaria é um sonho. Conheço muita gente que mexe com isso. Eles têm me dado respaldo grande. 90% de chance de dar certo. Não gosto de falar muito porque ainda não está aberta. Dá dinheiro, mas tem que saber administrar. Falta acabar a reforma e alguns trâmites legais para abrirmos – afirma o atual empresário.
No futuro, Héverton não descarta fazer investimentos na Portuguesa. O ex-jogador, porém, não pensa em voltar a algum cargo no meio do futebol.
– Quem sabe? Não tenho projeto agora. Eu não vou abandonar a Portuguesa nunca. Tenho muito carinho pelo clube. Talvez um dia eu tente investir. É o começo para ajudar de alguma forma – diz Héverton.
– Lá, tem mais gente para atrapalhar do que para ajudar. Quero separar as coisas. Tudo ainda é muito recente. Quando alguém me pergunta, eu digo que nunca joguei bola. As pessoas falam muita besteira de jogador – completa o ex-jogador.
O último clube dele foi o XV de Piracicaba, no começo do ano passado. Após lesão no púbis, decidiu abandonar o futebol, ideia que cultivava desde 2013, quando se viu em meio ao caso que culminou no rebaixamento da Portuguesa no Brasileirão. Ele estava suspenso e foi escalado na última rodada do torneio, contra o Grêmio.
– Esse caso da Portuguesa foi o grande causador para eu querer parar. Minha vida virou de cabeça para baixo. Hoje sou mais tranquilo em relação a isso. Foi uma história mal contada. Só quem viveu sabe o que aconteceu. As pessoas usaram o clube para fazer que a Portuguesa chegasse como chegou. Eu não fiz nada. Eu era funcionário, trabalhador – explica.
Quase quatro anos após o "caso Héverton", o ex-meia prefere não dar detalhes sobre sua opinião sobre o ocorrido.
– É muito difícil falar. Até hoje não provaram nada. Não sou eu quem vou falar que "fulano" ou "cicrano" me deixou jogar. Foi um erro muito grotesco. Quem mais se prejudicou foi o clube. Espero que a Portuguesa volte a ser o que era antes. Tínhamos um clube, por mais que enrolaram e fizeram um monte de coisa. Vai voltar, tenho certeza absoluta – finaliza Héverton, que não teme represália de torcedores da Lusa à sua padaria (Fonte)".
Prezados leitores, UM ator fez declarações em vídeo sobre o que ele achava que estava ocorrendo na gestão do São Paulo.
Os dirigentes moveram uma ação contra ele, que teve que dar explicações sobre suas afirmações.
No caso denominado como "O Escândalo do Brasileirão 2013", nenhum clube ofendido precisou promover qualquer ação, tendo em vista que o próprio Ministério Público de São Paulo instaurou um Inquérito Civil para apurar, peça que foi encaminhada ao GAECO para o aprofundamento das investigações, diante dos indícios de condutas criminosas.
Neste caso, VÁRIOS jornalistas, não apenas UM ator, deram declarações acusatórias sobre os fatos e NENHUM deles foi ouvido nos autos, que acabaram arquivados.
Nós estamos lutando para que sejam desarquivados e que sejam ouvidos TODOS.
Salvo melhor juízo, os dirigentes da Portuguesa, do Flamengo e do Fluminense, assim como, todos os torcedores devem cobrar também esse desarquivamento.
A verdade precisa aparecer.
Vivemos tempos nos quais o Ministério Público Federal tem dado bons exemplos para o Brasil, o Ministério Público de São Paulo deve seguir o exemplo positivo.
"UOL Esportes
Processo do São Paulo por vídeo faz Henri Castelli se explicar à Justiça
Pedro Lopes Do UOL, em São Paulo 17/03/201716h24 (Leiam mais)".
Prezados leitores, novos fatos surgiram sobre o escândalo do Brasileirão 2013.
Eles reforçam a necessidade da reabertura das investigações pelo GAECO do Ministério Público de São Paulo, isso para a oitiva de testemunhas no intuito de produzir as indispensáveis provas.
Prezados leitores, nós que tivemos acesso aos autos da investigação e tiramos cópia de parte deles, concordamos com as palavras do atual presidente da Portuguesa, Alexandre Barros: "Faltou o Ministério Público apurar. Isso é caso de polícia".
Nas declarações ele trás fatos novos sobre o caso.
Leiam a matéria e assistam a reportagem:
"BANDSPORT
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 - 13h57
Faltou apuração do MP, diz presidente da Lusa sobre Caso Héverton
Alexandre Barros, novo mandatário rubro-verde, falou sobre o caso que rebaixou a Portuguesa em 2013
"Faltou o Ministério Público apurar. Isso é caso de polícia". Essa frase é do atual presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, sobre o 'Caso Héverton', que rebaixou a Lusa para a Série B em 2013.
O mandatário rubro-verde participou do Primeiro Tempo, do Bandsports, nesta terça-feira, e falou sobre o caso que levou o clube do Canindé para a segunda divisão do Brasileiro. Barros conta que o ex-meia da Lusa não foi ai seu julgamento.
"Conversei com o Guto [Ferreira, técnico da Lusa na época] várias vezes. Ele disse que não foi informado do julgamento e nem da punição. O Héverton foi o único jogador que não foi no tribunal. Todos estiveram. Então, existem dúvidas", disse.
Alexandre Barros ainda confidenciou que Héverton não estava relacionado para o jogo e só participou da partida após o pedido de um ex-companheiro de equipe.
"O Héverton não estava na relação. O Souza [meia, ex-São Paulo] contundiu no treino e pediu para o Guto relacionar o Héverton, falou que precisava jogar para arrumar outro clube. Aí o Guto levou e aconteceu toda aquela tragédia", concluiu (Leiam mais e assistam a entrevista)".