JORNALISMO INVESTIGATIVO

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domingo, 20 de maio de 2018

BÉLGICA, O PRIMEIRO ESTADO ISLÂMICO DA EUROPA



Compartilho:

"A invasão islâmica na Europa é uma realidade. 
A cultura ocidental como a conhecemos e fomos criados está em vias de ser extinta em breve".

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PROFESSOR E PADRE

Há em cada cidade uma tocha - o professor; e um extintor - o padre.
Frase atribuída a Victor Hugo.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

VÍDEO - RELIGIOSO COMENTA A CLEPTOCRACIA E A REVOLUÇÃO POPULAR

Prezados leitores, recomendo atenção às palavras do religioso que trata também da inércia da população e da revolução popular.
É preciso entender que "SÓ O POVO PODE SALVAR O POVO".




Juntos Somos Fortes!



terça-feira, 17 de outubro de 2017

O PROBLEMA DO BRASILEIRO É O DESCONHECIMENTO DO CRISTIANISMO - VIVIAM BARRETO

Prezados leitores, ainda no tema sobre a religiosidade como fator motivador ou como gerador de um comodismo apartando o povo da cidadania e da luta por seus direitos, publico um comentário recebido.  



"Viviam Barreto
15 de outubro de 2017 16:52 
O problema do brasileiro é desconhecimento do Cristianismo. 90% alega ser cristão, mas uns 5% conhece de fato e pratica o Cristianismo. 
Hoje a gente costuma ouvir que o plano globalista e esquerdista é destruir a família com a homossexualidade, divórcio, pedofilia, sexualização precoce de crianças e sexualização, bebedeira exacerbada e drogas para jovens e adolescentes com o objetivo de enfraquecer a sociedade, tornando-a dividida, que briga entre si, frágil, presa fácil de manipulação de massas divididas por ideologias. 
MAS no Brasil a maioria das famílias hoje são destruídas e desestruturadas. Não há força para controlar um governo, quando não tem estrutura familiar. E o Brasil já tem este problema hoje, a massa está dividida e as famílias desestruturadas. Estou falando de família como pai, mãe e filhos e educação dentro de casa de maneira estruturada. 
De acordo com o Cristianismo, Deus instituiu a família, o projeto de Deus é a família, e a família é uma unidade que tem muita força, MAS hoje as pessoas casam e se separam e os filhos são criados e educados por terceiros ou até mesmo esquecidos. É muita desestrutura. 
Na verdade, o Cristianismo não é motivo da inércia, o real motivo é que somos um povo desestruturado que não tem força. É um povo enfraquecido, manipulável, vai na onda que qualquer ideologia barata. 
Se a cultura brasileira fosse de fato 90% cristã, as famílias seriam estruturadas e a nossa realidade seria completamente outra. A cultura cristã representa uma força, a força da família, por isso que quem tem interesse de manipular uma massa desintegrada, tem interesse de destruir a família e fazer desacreditar no Cristianismo. 
Feliz a nação cujo Deus é o Senhor. Infelizmente esta não é a realidade do Brasil. Todo mundo fala em Deus, mas pouca gente de verdade caminha nas leis do Senhor. As leis humanas não transformam um ser humano, as leis de Deus transforma, estrutura, vivifica e fortalece o ser humano (Link)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A RELIGIOSIDADE COMO FATOR MOTIVADOR PARA LUTAR POR DIREITOS



Prezados leitores, publiquei o artigo "A RELIGIOSIDADE CONTRIBUI PARA A INÉRCIA DO POVO BRASILEIRO ?" (Link).
O objeto do artigo foi provocar uma reflexão sobre um possível conformismo por parte da população em face de preceitos religiosos. No texto também tratei do analfabetismo (completo e funcional) como um fator determinante para a inércia.
De imediato recebi comentários sobre a religiosidade como fator de motivação para a mobilização popular, sendo citado o movimento SOS Bombeiros, protestos que trato no livro "A Ditadura de Terno e Gravata".
Sem dúvida, a religiosidade teve grande importância no crescimento e na manutenção do movimento, portanto, quem comentou está coberto de razão.
A lamentar apenas o fato de que mobilização com esse fator motivador sejam raras.
Agradeço a oportuna lembrança.

Juntos Somos Fortes!

VÍDEO - AS FAMÍLIAS DEVEM SE DEFENDER DA REDE GLOBO

Prezados leitores, se a Rede Globo está tentando destruir as famílias tradicionais, elas têm o direito de tentarem destruir a Rede Globo.




Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de outubro de 2017

ARTIGO "RELIGIÃO OU EDUCAÇÃO? OU AMBAS AS COISAS?" - CORONEL PM ALEXANDRE C. ROSETTE

Prezados leitores, transcrevo artigo da lavra do Coronel PM Ref Alexandre C. Rosette:



"RELIGIÃO OU EDUCAÇÃO? OU AMBAS AS COISAS?
É recorrente que vivemos tempos difíceis. Muito difíceis mesmo...
Há pouco menos de 2 anos estávamos afundados num pântano, um lodaçal de mentiras, corrupção e crises econômica e política sem precedentes na História. Certamente que os 14 anos anteriores, iniciados em Janeiro de 2003, não passariam imaculados pelo crivo da soberana das virtudes – a VERDADE.
A construção da verdade é algo interessante, estudada ao longo de toda a História da Humanidade por diversos pensadores, filósofos e operadores do Direito. Ela pode ser “construída” sim, a partir de premissas falsas e uma massiva campanha de divulgação pelos meios de comunicação, mas tratam-se de “castelos de areia” (muito bonitos e suntuosos mas não resistentes ao tempo e as intempéries).
A partir do momento que pequenos grupos, inicialmente, com maior esclarecimento começaram a fazer um contraponto divulgando “outras verdades” através das redes sociais, nasce um movimento nacional indignado contra aqueles que manipularam corações e mentes e só utilizaram o poder para se locupletar e farrear com o dinheiro público (de todos). Nesse ponto temos a inflexão, trazida à tona pelo conhecimento, do statusquoísmo anterior e a derrocada daqueles que subiram ao trono como vestais da ética e moralidade públicas, quando na verdade as conspurcaram e somente tinham um projeto de enriquecimento ilícito e de apunhalar as liberdades democráticas tão duramente perseguidas pela nação brasileira.
O povo foi às ruas! Uma, duas, três, quatro e mais outras vezes, em diversas cidades, em números expressivos e com motivação apolítica. Vamos recordar que políticos profissionais não eram sequer convidados a usarem os microfones. Os poucos que tinham coragem de comparecer o faziam como cidadãos comuns, no chão, caminhando ao lado dos indignados.
Mas será que o risco acabou? O impeachment de um presidente bastaria para nos limpar de toda a sujeira acumulada? Claro que não! Ela continua maculando a nossa democracia, dilapidando a nossa república e nos destruindo como povo e nação soberanos.
Talvez na tênue diferença entre essas duas palavras – Democracia e República – resida a luz que falta nessa escuridão que vivemos. A República (o império da Lei) sobrevive sem Democracia(o poder do povo, da maioria dele), mas esta não suporta viver sem a primeira.
O que pode fazer com que o povo (a maioria) imponha Leis que impeçam seus escolhidos (governantes) a trai-los como estes que ora respondem nos Tribunais por seus crimes? Pode ser a Religião? Pode, mas não necessariamente ou somente ela. Vamos nos reportar à gênese das manifestações de 2014/2015 – pequenos grupos ESCLARECIDOS, informaram e propagaram informações verdadeiras sobre o que estava de fato em curso no Brasil. Sendo assim encontramos o que realmente liberta um povo – a INFORMAÇÃO, o CONHECIMENTO e, num sentido mais amplo, a EDUCAÇÃO.
Daí entendermos por que a Educação Pública tem sido tão depreciada ao longo dos anos pelos detentores do poder. Entendemos que os atuais dirigentes não prestam, mas eles foram eleitos pelos desinformados, pelos que ignoram (os ignorantes) e por essa razão mantém as futuras gerações deseducadas, pois isto lhes garante sobrevida. O antídoto para político corrupto chama-se EDUCAÇÃO.
Um projeto dessa natureza, naquele mundo convencional de algumas décadas atrás – da Era do Petróleo e do Aço, levaria algumas décadas para se viabilizar. Mas na Era da Informação, cujo lócus mais visível é a INTERNET, tal processo pode ser acelerado e a transformação social poderá ser antecipada. Existem atalhos?
Sim! Mas isto ficaria para uma outra discussão".

Juntos Somos Fortes! 

sábado, 14 de outubro de 2017

A RELIGIOSIDADE CONTRIBUI PARA A INÉRCIA DO POVO BRASILEIRO ?



Prezados leitores, ontem anunciei no Face que hoje publicaria o presente artigo e percebi em alguns comentários que ignoraram o fato do título ser uma pergunta e não uma afirmação, o que demonstra como o tema é polêmico e que pode provocar inclusive um tipo de cegueira.
Na verdade o cerne da reflexão que proponho é a inércia do povo brasileiro diante da gravidade da situação nacional.
Eu considero tal imobilidade estarrecedora e tenho procurado enfrentá-la e entendê-la, não aceitando a resposta fácil de que o povo brasileiro é covarde, sendo essa a razão de não lutar pelos seus direitos e permitir a implantação do regime cleptocrático que vivenciamos no Brasil.
Tenho buscado as causas da inércia, considerando ser indispensável para a solução de qualquer problema o seu pleno conhecimento.
Minha primeira conclusão sobre causa desse terrível mal, exposta em incontáveis artigos e vídeos, é a falta de cidadania da população.
É certo que quem não se reconhece como cidadão, não tem o entendimento necessário para identificar as relações entre o Estado (governo) e o povo no tocante aos direitos e deveres.
Também não tenho dúvida de que a falta de cidadania é a decorrência natural da péssima educação pública oferecida ao povo, o que produziu (e continua em franca produção) mais de cinquenta milhões de analfabetos completos e analfabetos funcionais.
Até aqui nenhuma novidade para os nossos leitores habituais.
A reflexão que proponho se resume a tentar identificar outros fatores que possam contribuir para essa inércia e aproveito para solicitar o encaminhamento de opiniões sobre o tema (pauloricardopaul@gmail.com).
Nesta busca tenho que considerar temas que alcancem a maioria da população, caso contrário não servirão como parâmetro.
Seguindo esse raciocínio propus o questionamento que serve de título para o artigo, tendo em vista que um aspecto positivo do nosso povo é a enorme religiosidade, inclusive uma religiosidade plural cujo culto de cada uma é assegurado por mandamento constitucional.
Neste ponto, creio que os leitores atentos já tenham percebido que nada tenho contra a religiosidade, faltando apenas deixar claro que o que se segue não tem por objetivo promover uma discussão teológica.
Todos devem concordar comigo que a maioria das religiões praticadas no Brasil é de origem criacionista, onde a base é a existência de um Deus criador de todos e de tudo.
Apenas para facilitar a exposição de uma forma didática e sendo prático, lembro que a maioria dos criacionistas brasileiros aceita Deus como criador e como gestor universal.
Tal crença fez surgir ao longo dos séculos expressões como "a vontade de Deus", "os mistérios de Deus" e "o tempo de Deus".
Longe de criticar tais ideias, confesso acreditar que elas possam levar ao conformismo, quando aliadas à falta de cidadania.
Sim, existem povos tão ou mais religiosos que o brasileiro, mas que lutam por seus direitos, mas nestes povos o valor da cidadania existe, o que constitui a grande diferença.
Salvo engano, o que vivemos na maioria da população brasileira pode ser assim resumido:
O povo não tem educação, não possui os valores da cidadania, mas crê que Deus proverá a solução, isso segundo a sua vontade e ao seu tempo", por isso não luta por meus direitos.
Em outras palavras:
Será que a inércia da quase totalidade do povo brasileiro no tocante à luta por seus direitos, provém da falta de cidadania e também da esperança de que Deus solucionará a questão, quando tiver vontade e considerar ser o tempo certo?
Será que no Brasil a religiosidade contribui para a inércia?
Prezados leitores, sejam quais forem as suas conclusões, penso que concordarão comigo pelo menos no tocante ao fato de que não podemos mais aceitar passivamente o Brasil atual, onde centenas de milhares de pessoas morrem por ano em razão da violência e da falta de atendimento médico.
Como não reverteremos a falta de cidadania tão cedo, só me resta torcer para que eu esteja errado e que a fé (religiosidade), ao invés de contribuir para a inércia, dê forças a todos para lutarmos por um Brasil digno e justo para nossa descendência.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

OS MUÇULMANOS QUEREM IMPOR A LEI DA SHARIA EM TODO MUNDO ?

Prezados leitores, recebemos e publicamos uma entrevista (legendada) que teria sido realizada na Inglaterra com um muçulmano.
Não podemos esquecer que não devemos generalizar, mesmo sendo verdadeira a entrevista, tendo em vista que é a opinião de um muçulmano, mas o certo é que existe uma preocupação muito grande sobretudo na Europa sobre esse objetivo ser a expressão da verdade com relação aos muçulmanos.
Assistam e analisem.




Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

sexta-feira, 20 de abril de 2012

GANHEI CORAGEM - RUBEM ALVES.

FOLHA DE SÃO PAULO:
Ganhei coragem.
Rubem Alves.
“Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece“, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, ledor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos“. Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre que me calei: “O povo unido jamais será vencido“: é disso que eu tenho medo.
Em tempos passados invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o “povo“ tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo... Não sei se foi bom negócio: o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de televisão que o povo prefere.
A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse, na montanha, para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os 10 mandamentos. E há estória do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante a amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou... Passado muito tempo Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos... E que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: “Agora você será minha para sempre...“ Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta. Mas sabia que ela não era confiável. O povo sempre preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhes contavam mentiras. As mentiras são doces. A verdade é amarga. Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos o circo era os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos. Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro O homem moral e a sociedade imoral observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se “responsáveis“ por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas. Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo, tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo. Meu amigo Lisâneas Maciel, no meio de uma campanha eleitoral, me dizia que estava difícil porque o outro candidato a deputado comprava os votos do povo por franguinhos da Sadia. E a democracia se faz com os votos do povo... Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da democracia. Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições – e a democracia - são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras. O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é o ideal democrático, que eu amo. Outra coisa são as práticas de engano pelas quais o povo é seduzido. O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham. Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus Cristo foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a Revolução Cultural na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O mais famoso dos automóveis foi criado pelo governo alemão para o povo: o Volkswagen. Volk, em alemão, quer dizer “povo“...
O povo unido jamais será vencido! Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos... Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio, não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol (tive a desgraça de viajar por duas vezes, de avião, com um time de futebol...). Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno“, à semelhança do que aconteceu na China.
De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: “Caminhando e cantando e seguindo a canção...“ Isso é tarefa para os artistas e educadores: O povo que amo não é uma realidade. É uma esperança.
(Folha de S. Paulo, 05/05/2002)
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