JORNALISMO INVESTIGATIVO

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sábado, 19 de março de 2022

O CIDADÃO PAULO RICARDO PAÚL LUTOU E LUTARÁ SEMPRE PELO QUE É CERTO

 



A minha formação familiar e profissional fizeram com que aprendesse a sempre lutar pelo que é certo.

Uso isso como norte em todas as atividades que desenvolvo e continuarei nesse exercício da minha cidadania plena.

Desde os primeiros postos comecei a brigar para cima, como costumam dizer, sempre que me deparava com algo errado.

No último posto me posicionei contra Comandante-Geral, Secretário de Segurança e Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Registrei esses fatos no meu blog e nos meus canais do Youtube, assim a qualquer momento posso comprovar.

Escrevi 4 (quatro) livros sobre minhas participações em mobilizações, inclusive em defesa do meu clube de futebol (Fluminense) quando a imprensa tentou mudar a realidade, acusando o clube.

Eu sou assim.

Sou cidadão pleno.

O fato de ser Coronel de Polícia Reformado faz com que as minhas maiores preocupações recaiam no aprimoramento da minha Instituição, apenas isso.

Se estivesse no exercício do magistério (Professor de Biologia) também agiria de igual maneira em defesa da educação.

Cidadania plena para todos!

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

PROFESSOR E PADRE

Há em cada cidade uma tocha - o professor; e um extintor - o padre.
Frase atribuída a Victor Hugo.

domingo, 15 de outubro de 2017

DIA DO PROFESSOR - PARABÉNS!

Prezados leitores, desejamos que um dia os professores tenham o reconhecimento merecido no Brasil.
Eis uma luta que deve ser de todos nós.





Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de março de 2017

BRASIL: A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO EXPOSTA EM UM PROGRAMA DE TELEVISÃO

Prezados leitores, o vídeo que exibimos neste artigo está circulando pelas redes sociais.
Percebam o nível de dificuldade das perguntas e as respostas dadas.




Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 17 de março de 2017

VÍDEO - UMA JUSTA HOMENAGEM AOS PROFESSORES

Prezados leitores, o repórter faz uma justa homenagem aos professores, profissionais que fizeram protestos nas ruas do Brasil no dia 15 de março.




Juntos Somos Fortes!

VÍDEO - O ESFORÇO PARA DESTRUIR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Prezados leitores, ninguém pode negar que nas últimas décadas os nossos governantes têm empreendido um grande esforço para destruir a educação no Brasil.
Tudo indica que seja um conjunto de ações deletérias previamente planejadas para que alcancem os seus interesses no sentido do povo não ter a capacidade de interpretar os fatos, como os milhões de analfabetos e analfabetos funcionais que temos no Brasil e que votam para a alegria desses governantes.





Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 28 de junho de 2016

O SONHO DOS MAUS POLÍTICOS SE CONCRETIZA: GREVE DE ESTUDANTES



Prezados leitores, a educação pública se deteriora a cada dia no Brasil sem que os políticos nada façam para mudar esse cenário, o que é previsível, tendo em vista que são os maiores interessados na tragédia dos milhões de analfabetos e de analfabetos funcionais.
O mau político quer que a educação pública piore de forma contínua, situação que impede o voto consciente da população.
Eles não se preocupam com as condições das escolas, com a formação e a valorização dos profissionais da educação, omissão coerente com seus objetivos.
Os professores protestam.
Os alunos protestam.
Os políticos ignoram.
Os professores fazem greve por meses.
Os políticos se fazem de cegos, mudos e surdos.
Hoje eles vibram diante de um novo componente que surgiu: a greve dos alunos.
Alunos se negam a assistir aulas e impedem que outros alunos assistam.
O sonho de consumo dos maus políticos se concretizou.
Os próprios alunos estão sabotando a precária educação pública.
Um tiro na cabeça.
A mente que idealizou a greve dos estudantes é doentia.
A imprensa mostrou imagens nessa terça-feira de uma sala de aula onde um professor escrevia no quadro e um aluno apagava em seguida.
Um desrespeito inimaginável em um país de analfabetos.
Enquanto isso nos gabinetes políticos a festa rola.

Juntos Somos Fortes!
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

domingo, 2 de março de 2014

SALVAR A EDUCAÇÃO PÚBLICA SIGNIFICA SALVAR O BRASIL



Prezados leitores, a nossa experiência como blogueiros começou em 2007, lá se vão mais de sete anos postando artigos e interagindo com leitores através de comentários, de e-mails, de twitters e de postagens no facebook, sendo que no face a interação é muito pequena, isso por culpa nossa em virtude da absoluta falta de tempo.
Ao longo desse tempo abordamos incontáveis temas, embora a segurança pública seja o nosso foco principal.
Quem escreve e dá publicidade ao que escreve deve estar preparado para elogios e críticas, assim como, para a completa indiferença.
Os elogios e as críticas nos impulsionam para a frente.
Cada elogio afaga a nossa alma e alimenta a nossa mente.
Cada crítica revela o quanto temos que melhorar.
O pior para quem escreve e publica é a indiferença, ou seja, ninguém dar a mínima para o que você escreveu.
Somos felizes, pois somos elogiados e criticados, diariamente.
Até a pior crítica, a mais ácida, deve ser bem-vinda, pois dela sempre tiramos lições para o aprimoramento.
Apesar dessas verdades, existe um tipo de crítica que sempre nos preocupou, aquela na qual o crítico demonstra que não entendeu o que foi escrito. Isso nos incomoda, sobretudo porque escrevemos da forma mais simples, usamos a linguagem do cotidiano, sempre para facilitar a interpretação.
Sim, confessamos que sempre que notamos uma dificuldade na interpretação de alguns leitores, repetimos assuntos, buscando uma nova forma de transmitir as ideias para que possamos alcançar a todos.
Nunca tentamos convencer ninguém, mas buscamos expor as nossas opiniões para que possam servir como parâmetros nos diferentes assuntos que tratamos.
Todo leitor concorda ou discorda com o conteúdo do texto que está lendo, isso é a consequência natural da interpretação que ele dá ao que leu. O que não é natural é o leitor não conseguir interpretar o texto e a partir dessa dificuldade, emitir críticas ou elogios apartados do que foi escrito. Via de regra, isso ocorre em razão de deficiências de quem escreve, mas também ocorre em razão de dificuldades de quem lê.
Uma expressão tem se firmado para representar essa dificuldade de quem lê: analfabetismo funcional.
A Revista Carta Capital publicou no dia 24 de julho de 2013 um artigo sobre o tema e dele extraímos um conceito sobre o tema:
"A condição de analfabeto funcional aplica-se a indivíduos que, mesmo capazes de identificar letras e números, não conseguem interpretar textos e realizar operações matemáticas mais elaboradas. Tal condição limita severamente o desenvolvimento pessoal e profissional. O quadro brasileiro é preocupante, embora alguns indicadores mostrem uma evolução positiva nos últimos anos (Thomaz Wood Jr)".
A realidade brasileira é muito angustiante, pois em face do abandono dos nossos governantes com relação à educação pública, o nosso país está acumulando gerações  que " não conseguem interpretar textos e realizar operações matemáticas mais elaboradas".
Tal verdade associada ao fato de que parte da imprensa manipula descaradamente a verdade dos fatos forma um contexto alarmante. 
Os efeitos são devastadores não só para cada indivíduo submetido a tais condições, mas também em termos de formação da opinião pública, o que é muito mais grave.
A parte da população atingida por esse mal está afastada da cidadania plena, eis a verdade.
São milhões e milhões incapazes de formar a própria opinião, ecos humanos que apenas repetem o que ouvem ou que leem nos títulos chamativos da imprensa manipuladora.
Milhões incapazes de entender, por exemplo, os motivos determinantes da intervenção militar que ocorreu no Brasil em 1964.
Não! Não estamos defendendo os crimes que foram praticados ao longo desse período, mas defendemos que é importante conhecermos os crimes praticados pelos dois lados, para não acreditarmos em demônios e em anjos daquela época.
Sem conhecer os fatos, sem ter a capacidade de interpretá-los, corremos o risco de condenaremos todos os militares e de aplaudirmos todos os terroristas. 
Milhões que nunca entenderão a diferença entre as expressões: governo militar e ditadura militar.
São milhões incapazes de entender algo muito mais simples como o fato da Portuguesa ter salvo o Flamengo do rebaixamento ao escalar irregularmente o jogador Héverton. Uma constatação feita a partir da simples leitura da classificação final do Brasileirão 2013.
Prezados leitores, cada um de nós que tem a ousadia de escrever um texto e de dar publicidade a ele, deve ter a preocupação de lutar contra o analfabetismo funcional.
É nosso dever tentar trazer de volta para a condição de cidadão essa parcela da população brasileira.
Isso só será possível com a qualificação e a valorização dos profissionais da educação pública.
Enquanto isso não acontecer milhões continuarão acreditando que o Flamengo foi campeão brasileiro de 1987, que foi tricampeão carioca em apenas dois anos e que a "Nação" é composta por 40 milhões de brasileiros.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CONHEÇA A ESCOLA PÚBLICA DE EDUARDO PAES

JORNAL EXTRA 
Suando para aprender: escola na Tijuca sofre há oito meses com quedas de luz, e alunos têm aula até no pátio 
Grávida, a professora se vê obrigada a sentar no chão do pátio com oito crianças em volta. 
Os alunos do quarto ano, de aproximadamente 10 anos, suam muito e reclamam do calor, enquanto tentam realizar a atividade solicitada. A gestante, com aparência extenuada, mostra uma garrafa de água gelada e desabafa: “Pelo menos me conseguiram isso aqui”. 
O palco dessa cena é a Escola Municipal Leitão da Cunha, na Tijuca. Ao mesmo tempo em que, por volta de 13h, os termômetros do Rio chegavam a marcar 41 graus, a unidade sofria mais uma vez com as constantes quedas de energia, problema que já dura oito meses. Sem luz, é impossível ligar os aparelhos de ar-condicionado ou ventiladores, tornando insuportável o calor dentro das salas de aula. 
— Ontem (quarta) foi um dia perdido. Hoje (quinta) vai ser também. Para piorar, a cada vez que a luz cai, eles ficam agitados. Tem hora que o único jeito é dar aula no pátio — conta uma professora, pedindo anonimato (Leia mais). 
Juntos Somos Fortes!

UM TRITURADOR DE SONHOS: O ENSINO DA REDE PÚBLICA DE CABRAL E PAES

24 de outubro de 2013 às 14:13


Professor Daniel Klimroth Soares
Acho que esse será o desabafo mais visceral que escrevi até agora nas minhas redes sociais. 

Ninguém faz ideia do que os profissionais passam dentro do sistema público de educação do Rio de Janeiro. Quando você encerra sua fase de estudos no Ensino Superior, você sai da faculdade cheio de sonhos e ideais. É o ímpeto de todo jovem que deseja modificar o seu país , e como a maioria que consegue enxergar a sociedade como um todo provavelmente teve a ajuda de um professor para enxergar o mundo desse modo, mais do que normal ele desejar seguir a trajetória daquele mestre que ajudou a formar a sua consciência. Entretanto, em algum momento alguém vai te avisar: "olha, você quer mesmo entrar para o magistério? Pagam muito pouco." Ainda assim você não vai se importar, afinal, para você educação não é só uma fonte de renda - e não é mesmo - é a realização de uma vocação. Mas a realidade da educação pública da "capital cultural do país" é um triturador de sonhos. 

Quando se inicia, geralmente em qualquer rede pública, te enviam para as áreas com os problemas mais graves. Você acredita que isso é um sinal de que precisam da sua vontade e da sua inspiração onde tudo caminha mal - na verdade apenas estão renovando os professores que estão esgotados, de licença médica e desesperados. 

Então você vai descobrir que aquelas propagandas eleitorais que dizem que tudo melhorou é, como em outros casos, mentiras vendidas para o público que não frequenta a escola, ou que - sugado pelo mercado de trabalho - deseja apenas um lugar para deixar o seu filho ocupado enquanto se esgota de trabalhar. Para essas pessoas, a maior preocupação é de consumir aquilo que há poucos anos era impensado consumir, se matam aguardando o salário que vão ganhar para comprar parafernálias produzidas por outras pessoas - que do outro lado do mundo- ganham menos do que elas. Para isso é importante que os filhos fiquem com alguém, não estão preocupados em colaborar na formação de seus filhos para a cidadania, aprenderam que cuidar bem do filho é comprar o que ele quer.

Há também aqueles que são cínicos. Como o seu poder aquisitivo pode pagar uma escola particular para os seus filhos, acham que o sistema público precisa apenas ser um modelo preventivo do sistema prisional, onde a educação integral vai impedir que aqueles sujeitos "perigosos" para a sociedade permaneçam vigiados e sobre controle. Em sua concepção de mundo como quem usa o sistema público é pobre, e estes são "limitados", basta então que aprendam a ler e escrever. Afinal, desse modo vão fazer parte do exército de reserva que mantém o salário dos demais trabalhadores em baixa, ou, simplesmente vão compor o grupo que se submete aos subempregos. 

A rotina de professor então será um duro choque de realidade. Vai descobrir que não importa o quanto você se esforce para ensinar aqueles crianças, o quanto deseja que nelas seja desperto o espírito crítico, ou a consciência para o mundo em que vivem, infelizmente para uma grande parcela o resultado positivo não virá. Como poderia ser diferente? Em suas casas muitas dessas crianças apenas aprendem a não perturbar, quando tiverem dúvidas do tipo, por exemplo, qual a razão do céu ser azul. Que fiquem quietas pois seus pais estão tentando relaxar após trabalharem duro para comprar alguma parafernália nova e divertida. "Quer saber algo? Vai no google, não dei um duro danado para comprar aquele computador e você não usar." 

Na escola, diversas vão trazer de casa aquele desestimulo a curiosidade. Vão considerar, então, que a escola é o lugar para brincar e conversar - não é que também não seja, mas para elas é somente isso - já que não podem ficar muito na rua, pois nunca se sabe quando vai ocorrer um tiroteio. Se até na escola as "tias" se jogam embaixo de suas mesas de trabalho para se protegerem, o que dirá nas ruas. Essas crianças vão entrar em sala com mais 40 colegas e, muito provavelmente, metade deles passam pela mesma rotina em casa. Você, professor novato, vai então descobrir com o passar do tempo que sua voz não consegue superar a de 30 alunos gritando e falando alto. Vai tentar então utilizar novos equipamentos e tudo vai faltar. A internet não funciona, o projetor quebrou, só tem um sala preparada para equipamentos multimídia, quando chove há goteiras, no calor escaldante não tem ar condicionado e nem água. Em meio a tanto descaso você vai ver um protesto inconsciente se manifestar entre seus alunos e não vai compreender: seu aluno vai pichar uma parede, o outro vai quebrar a cadeira, outro que apanha do pai vai descontar sua revolta no colega. 

Você não vai compreender porque todos aqueles métodos fantásticos não funcionam naquele comunidade - claro, você vem de outra realidade e tem dificuldade de enxergar o mundo daquelas crianças. Você exausto de tentar, durante 20 minutos, com que aqueles alunos desinteressados, desestimulados - ou estimulados por outras referências e valores - o ouçam, vai se irritar. De repente, um desentendimento com o aluno mais incontrolável da turma. Você pede para fazer silêncio e ele se recusa, o coloca para fora, mas, ele também se recusa, então duas pessoas vivendo em dois mundos diferentes se tornam definitivamente hostis. Você não entende porque ele é incapaz de compreender a importância do que você o quer ensinar e ele é incapaz de compreender porque você não enxerga que no mundo dele nada daquilo tem valor. Pior, como ele não consegue aprender - por ter sofrido de vários problemas ao longo do caminho - sem notar, vai impedir que os outros sigam em frente, já que ele não consegue sair do lugar.

Para indicar todos os problemas, você passa a defender que é o seu dever sinalizar os problemas de aprendizado com o recurso que tem em mãos: as avaliações e notas. Ao término de um processo lento e continuo de aulas que se repetem e diversos modelos diferentes de avaliação que se frustram, você estabelece notas baixas a inúmeros alunos, se culpa, perde noites pensando no que errou, mas no final mantém suas notas. Para sua surpresa descobre, no conselho de classe, que aqueles mesmos alunos com baixo desempenho tiveram notas, em outras disciplinas, melhores que as suas, sendo exceções um ou outro professor que estabeleceram valores de avaliação parecidos com os seus. Logo depois, é informado que a direção está sofrendo inúmeras pressões, da Secretaria de Educação, pelos valores baixos das avaliações e é pressionado para rever suas notas. Novamente se sente culpado e, também, é responsabilizado por todos os problemas de aprendizagem de suas turmas. 

Novamente rever seus métodos, faz malabarismo, desenvolve danças, cria maquetes, modifica o sistema de avaliação e nada causa grande impacto no interesse do corpo discente. Passa então a distribuir pontos até pela presença do aluno em sala de aula. É pontuação para o aluno que chegar no horário; por não gritar durante a aula; se não cuspir no chão; se souber escrever o nome, enfim, sua avaliação se torna mais subjetiva e relacionada ao grau de inconvenientes que um aluno lhe causa. 

Frustrado por considerar seu trabalho pouco influente na vida daquelas crianças que você tanto deseja colaborar, passa então a se preservar. Evita aumentar o tom de voz, ignora se te ignoram quando tenta construir uma aula dialógica, desconsidera se a turma não retém atenção no que você tentar explicar, ou se despede da turma sem cobrar pela atividade que você procurou estimular para que fizessem. No dia seguinte, acorda cedo e se arrasta para voltar para a escola. Constrói subterfúgios para tanta frustração, se foca em pegar mais turmas, em aumentar a renda que é baixa, organizar as suas finanças para viagens e atividades recreativas, tudo aquilo que possa ajudá-lo na rotina desagradável. Contudo, com mais turmas, aumenta o aborrecimento, as hostilidades, os desentendimentos e as frustrações. 

Após alguns anos, reencontra uma esperança, um sinal de transformação. É informado que grande parte da categoria pensa como você e que se mobiliza para fazer uma greve, greve não só por valorização e sim por melhorias de trabalho. Suspende então as atividades, participa de manifestações e crê cegamente que a sociedade vai reconhecer sua luta como legítima ao ver a grande mobilização na televisão. Nova frustração: a grande imprensa ganha dinheiro com projetos pagos pelo o seu patrão, o prefeito da cidade, e editam as imagens, falam que o movimento é pequeno e que há crianças sofrendo com a sua greve. Você não dorme mais, é ameaçado o tempo todo com notícias de corte de ponto, reposição de aulas aos sábados e até com demissão daquele cargo que você tanto se esforçou para conquistar em processo seletivo concorrido. 

Nova esperança: a sua greve vai parar na justiça. Agora você acredita que um juiz, preparado para julgar as causas com imparcialidade e senso de justiça, vai reconhecer a legitimidade de tudo aquilo que você acredita. Outra desilusão: a justiça considera sua greve ilegítima. Uma onda de desinformação, boatos e enganos ocupa sua rotina, tudo é incerto. Novos julgamentos e algumas garantias. Novamente é a esperança que passa a lhe sustentar entre tantos medos. O governo - que um dia você acreditou ser algo responsável por zelar da melhor forma pelo interesse público - lhe faz promessas, até mesmo de um plano de carreira que há 20 anos a sua categoria luta para conquistar e ter sua vida dedicada a educação reconhecida.

A partir de então não é a sua crença no sistema público de educação que passa a ser triturado. O poder executivo envia um plano de carreira que é um ultraje para a sua profissão, praticamente um ato de vingança contra o seu protesto. O legislativo comprado pelo executivo trai a sua confiança e passa, na surdina, a conspirar contra as suas aspirações. O judiciário comprometido apenas com a visão de mundo de uma elite e dos senhores do poder se torna insensível as demandas que você e outros milhares, tanto lutam. Na sociedade, indiferente aos seus atos e manipulada, não encontra apoio. A imprensa que você considerava responsável por informar e colaborar na vigilância das instituições públicas passa a editar imagens, distorcer fatos e publicar mentiras, dando espaço apenas para as "fontes oficiais", mantendo a fala da sua categoria muda e seus atos invisíveis. 

Agora não é mais os sistema educacional a sua fonte de indignação e descrença. Você passa a desacreditar na democracia, no sistema republicano, nas instituições públicas, nos poderes constitucionais, na imprensa e por fim, na sociedade. 

Se apesar disso tudo você ainda quiser ser professor da Rede Pública do Rio de Janeiro, não vou dizer para você que o seu salário será baixo e indigno. Vou apenas dizer que se você estiver disposto a pôr todas as suas esperanças na sociedade em prova, então siga em frente. Tenha, contudo, em mente que isso não será apenas um ato de coragem, mas, igualmente de loucura. Tal como aquele apostador que coloca sua vida nas mãos do destino, quando encosta o cano frio de uma arma na cabeça e brinca de roleta russa.
Página do Facebook (Acesse)".
Juntos Somos Fortes!

sábado, 12 de outubro de 2013

GREVE DOS PROFESSORES: ALUNOS, O FIEL DA BALANÇA

No Rio de Janeiro, os professores das redes públicas estadual e municipal estão lutando nas ruas pela construção de uma educação pública de boa qualidade, algo que só se consegue através da valorização e da qualificação dos profissionais que atuam na área essencial para a construção do futuro das pessoas e das nações.
A cidadania invadiu as ruas pelas mãos dos educadores e a população está começando a apoiar as justas manifestações, como ocorreu na última manifestação, quando milhares ocuparam o Centro.
Paralelamente, o Poder Judiciário, em decisão liminar, impôs uma derrota ao prefeito Eduardo Paes, suspendendo o Plano de Cargos e Salários criado pela prefeitura e não aprovado pela categoria. 
O cenário está definido nos dois níveis de governo:
Cabral contra professores.
Eduardo Paes contra professores.
Os governantes desenvolvem suas represálias (corte de ponto, ameaça de demissão, ...) e os professores resistem em suas trincheiras.
O momento sinaliza para um equilíbrio e para a necessidade de negociação, algo que nem Cabral, nem Paes, são adeptos.
Diante do quadro atual, os alunos são fundamentais. Enquanto permanecerem longe das ruas, estarão apoiando indiretamente os governantes, mas quando resolverem apoiar os professores serão os responsáveis pela vitória.
Os estudantes são o fiel da balança.
No dia 15 de outubro, Dia do Professor, está marcado um grande ato no Centro do Rio de Janeiro.
Vem prá rua, vem...
Juntos Somos Fortes!

sábado, 5 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

Prezados leitores, hoje comemoramos o "Dia Mundial dos Professores". Parabéns!
Um parabéns especial para os profissionais da educação que estão lutando por seus ideais nas ruas do Rio de Janeiro, nos dando uma verdadeira aula de cidadania.
A Fundação Varkey Gems realizou um estudo e identificou que o Brasil é um dos países que menos valoriza os seus professores. Uma triste realidade que não é novidade para os brasileiros, sendo certo que o Brasil continua mergulhado no atraso que vivenciamos em razão exatamente de não valorizar a educação pública e os profissionais responsáveis pela construção do futuro.
Sem professor valorizado e qualificado, sem cidadania para o povo!
Juntos Somos Fortes!