JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador Bangu 1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bangu 1. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de novembro de 2022

RIO - VINTE MILITARES DE POLÍCIA E DO CORPO DE BOMBEIROS PRESOS EM BANGU 1



Uma década passou e essa página desonrosa das Instituições Militares do Estado do Rio de Janeiro continua viva, servindo como um exemplo concreto e irrefutável sobre o mal provocado pela interferência política nos quartéis.

Dez Militares de Polícia e dez Militares do Corpo de Bombeiros foram encarcerados em Bangu 1, em flagrante violação às legislações, isso por estarem nas ruas lutando por salários dignos e por melhores condições de trabalho.

Na época uma ala do presídio de segurança máxima Bangu 1, o pior do Estado do Rio de Janeiro, foi separada para os Policiais e outra para os Bombeiros.

Cada Bombeiro e cada Policial tinha uma cela solitária que parecia um cofre para chamar de sua, com cerca de seis metros quadrados, uma cama de concreto, um cano servindo de chuveiro com água fria e um "boi".

Isolados, nem os nossos advogados podiam nos visitar.

Repito, prisões e encarceramentos feitos ao arrepio da legislação.

Eis apenas um viés de uma realidade brasileira, onde leis parecem apenas referências, sendo aplicadas ou não, conforme os fatos e os envolvidos.

Na época os Comandantes-Gerais contribuíram para tamanha ilegalidade.

Hoje lutamos pelo cumprimento da PARIDADE prevista na legislação federal e estadual (Lei Federal 13.954/19 e Lei Estadual 9.357/21, por exemplo), isso há onze meses.

Novamente estamos isolados nessa luta, nós os Inativos, os Sequelados e a maior parte das Pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Ninguém luta pelos nossos direitos.

A interferência política segue corroendo todos os valores militares.

Até quando...

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A MAIOR REPRESÁLIA FEITA CONTRA MILITARES NO BRASIL


A luta nas ruas começou em 2007


Link do vídeo no qual fiz a apresentação do tema: https://youtu.be/qHDLDBjGGLI

No Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 2012, aconteceu, talvez a pior represália de um governo contra MILITARES no Brasil.

Uma ação eivada de ILEGALIDADES, contra as quais nem os Comandantes-Gerais e nem os Oficiais da PMERJ e do CBMERJ moveram um único músculo para preservar os direitos e as prerrogativas de 20 (vinte) Militares do Estado do Rio de Janeiro.

Hoje, transcorrida pouca mais de uma década, volto ao tema e apresento alguns documentos que integraram todas as minhas representações aos diferentes órgãos de controle e aos órgãos de defesa dos direitos humanos, os quais apesar das PROVAS SOBRE AS ILEGALIDADES, nada fizeram e ninguém foi responsabilizado.

Na época se desenvolvia o denominado Movimento Unificado da Segurança Pública, reunindo Policiais Militares, Bombeiros e Policiais Civis que lutavam por salários dignos e melhores condições de trabalho, isso no governo Sérgio Cabral.

Existia uma ameaça de GREVE e decisão favorável foi tomada em uma "Assembleia Geral (AG)" realizada na Cinelândia, no dia 09 de fevereiro de 2012 (Link para matéria).

Antes eu tinha me posicionado nesse espaço democrático CONTRA A GREVE, exatamente no artigo "CORONEL DE POLÍCIA PAÚL - POSTURAS - ESCLARECIMENTO" (Link para a leitura do texto), isso no dia 31 de janeiro de 2012.

No prosseguimento passo a me ater ao que aconteceu na PMERJ e que culminou com as ILEGALIDADES, desconheço como se processou no CBMERJ.

O Oficial que ocupava a cadeira de Comandante-Geral (CG) na época instaurou através da Corregedoria Interna um Inquérito Policial Militar (IPM) dias antes da realização da AG e nomeou um Tenente-Coronel de Polícia como Encarregado.

Quem conhece de Polícia Judiciária Militar sabe que se o Encarregado nomeado foi um Tenente-Coronel, logo não existia indício da participação de Oficial do posto de Coronel PM na mobilização grevista, mas Sérgio Cabral queria me prender por sistematicamente "bater nele" no meu blog, além de realizar atos onde ele estivesse.

Diante desse quadro, o Encarregado não podia pedir a minha prisão preventiva e nem a do Coronel de Polícia RR Rabelo, o que fez com que o CG fosse o autor da representação pela prisão, a qual foi decidida junto ao plantão noturno do Tribunal de Justiça do RJ, provavelmente sem o conhecimento do juiz (juíza) da legislação e dos regulamentos castrenses.

Eu era Reformado quando tudo aconteceu, o que impossibilitava que cometesse o crime que me acusavam, mas o pior estava ainda por acontecer.

Por ordem de alguém que NEM A PMERJ soube informar, fomos encarcerados em Bangu 1, o pior presídio de segurança máxima do Rio de Janeiro e ficamos incomunicáveis por 4 (quatro) dias.

Nem nossos advogados puderam ter conosco.

Lá conhecemos o "boi".

Ficamos presos em Bangu 1 até o dia 15 de fevereiro, quando eu fui transferido para o XADREZ do Batalhão de Polícia de Choque, que era comandado por um Tenente-Coronel de Polícia, que manteve um sentinela durante todo o dia em frente à cela gradeada que ocupei.

O banheiro era externo.

ILEGALIDADES por todo lado.

A seguir uma página das representações que encaminhei, sem nenhum resultado. 


Para instruir as representações eu solicitei à PMERJ informações sobre o meu encarceramento, como consta no documento a seguir, sendo essa a primeira solicitação (22 de maio de 2012), que não foi atendida.
Em 6 de junho de 2012, reiterei a solicitação.
Finalmente, no dia 7 de junho foram respondidos os meus questionamentos.


Solicito especial atenção para o último parágrafo:

"Quanto ao item número IV, não consta registro nesta CIPM da identificação da autoridade que determinou a transferência do Cel PM REF PAULO RICARDO PAÚL para a Penitenciária Bangu 1 (...)"

Cabe destacar que fui encarcerado lá, não fui transferido para lá.

PASMEM, NINGUÉM TEVE A OMBRIDADE DE ASSUMIR QUEM DEU A ORDEM PARA O ENCARCERAMENTO ILEGAL EM BANGU 1.

É certo que não foi o JUIZ (JUÍZA).

É certo que não foi o MINISTÉRIO PÚBLICO como comprova o documento a seguir.





Em conformidade com a legislação quem deve determinar o local de encarceramento é o Comandante Geral da PMERJ, através da Corregedoria Interna, mas nem ele assumiu.

Quem sabe nós, os 20 (vinte) Militares do Estado do Rio de Janeiro nos encarceramos por vontade própria em Bangu 1.

Na época, todos os Militares do Estado do Rio de Janeiro envolvidos nesse episódio foram submetidos a Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e, mais tarde, anistiados.

Eu não terminei como indiciado no IPM, o Coronel de Polícia que foi nomeado não encontrou indício de crime praticado por mim e ganhei o PAD por dois votos contra um.

Eis uma página vergonhosa nas ricas histórias da PMERJ e do CBMERJ, talvez a mais vergonhosa de todas.
 
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

FLÁVIO BOLSONARO: "NÃO VOU DECEPCIONAR NINGUÉM, CONFIEM EM MIM"



O deputado estadual Flávio Bolsonaro, eleito senador, goza da minha confiança.
Nunca ouvi ou li nada que o desabonasse como parlamentar.
Ele sempre atuou ativamente nos movimentos dos policiais, bombeiros e servidores públicos, inclusive foi um dos parlamentares responsáveis por promover a saída de policiais e bombeiros militares que estavam presos ilegalmente em Bangu 1 por ordem de Sérgio Cabral.
A seguir transcrevo matéria do jornal O Globo e concordo quando afirma que o silêncio do assessor é ruim para ele.


"Mantendo nossa coerência de sempre, não existe passar a mão na cabeça de quem errou.

NÃO FIZ NADA DE ERRADO, sou o maior interessado em que tudo se esclareça pra ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é, envolvendo meu ex-assessor.

A mídia está fazendo uma força descomunal para desconstruir minha reputação e tentar atingir Jair Bolsonaro. Não acreditem nesse enredo absurdo que mídia criou para tentar manipular a opinião pública.

Basta ver como abordam a movimentação na conta de meu ex-assessor, como se ele tivesse recebido R$ 1,2 milhões, quando na verdade foram R$ 600 mil que entraram mais R$ 600 mil que saíram de sua conta. Ainda assim um valor alto e que deve ser esclarecido por ele, que tomou a decisão de não falar com a imprensa e somente falar ao Ministério Público. Isso é ruim pra mim, mas não tenho como obrigá-lo.

Há suspeitas nas movimentações financeiras de assessores de vários partidos, incluindo do PSOL, mas a mídia só ataca a mim. 

Fico angustiado, querendo que tudo se esclareça logo e não paire mais nenhuma dúvida sobre minha idoneidade, pois garanto a todos que não dei e nunca darei motivos para isso.

Não vou decepcionar ninguém, confiem em mim. Se Deus quiser, tudo será esclarecido em breve.

FLÁVIO BOLSONARO"

Fonte:

sábado, 25 de novembro de 2017

CABRAL E "DANONINHO" ou A HORA DE SER MACHO

Rídicula a postura do ex-governador Sérgio Cabral ao tentar explicar a existência de "danoninho" na cela que ocupa no presídio de Benfica.
O governador poderoso que em 2012, ilegalmente encarcerou Policiais Militares e Bombeiros Militares em Bangu 1, impediu acesso dos seus advogados e ainda os deixou incomunicáveis por cinco dias,  ontem se mostrou um "criminoso" frouxo e um menino mimado.
É hora de tentar ser macho Cabral, faça um esforço.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS" - CORONEL DE POLÍCIA REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, transcrevo novo artigo da lavra do Coronel de Polícia Reformado Nelson HERRERA Ribeiro:



"DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

A coluna de ANCELMO GOIS, no jornal O Globo (de 28/10/2017), publicou a seguinte nota:

“Castigo medieval
Marcelo Cerqueira, que foi advogado de presos políticos, acha que Sérgio Cabral agiu errado com Marcelo Bretas, mas condena a decisão do juiz de mandar o ex-governador para Campo Grande:
–  Isso não é uma pena. É um castigo medieval.
Há controvérsias.”

Acrescento eu, modestamente, a minha controvérsia.
Em primeiro, o Juiz Marcelo Bretas determinou a custódia em presídio federal de segurança máxima não do “ex-governador”, mas de um petulante criminoso, que, embora de formação superior e já condenado a mais de 72 anos de prisão, nem sequer demonstra o mínimo respeito exigido a todo tribunal. Aduza-se que de forma legal, tanto que negado o recurso pelo STJ.
Em segundo, seria importante esclarecer quem é Marcelo Cerqueira, tido como pessoa elogiavelmente corajosa, pela forma subliminar da oração relativa apositiva incluído no texto: “que foi advogado de presos políticos”. Não é bem assim. A bem da verdade.
Em 1959, aos 21 anos, já nos quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Cerqueira ingressa no curso de Ciências Jurídicas e Sociais da antiga Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ), logrando ser eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), até hoje célula ativista travestida de sociedade estudantil, então sob a presidência do atual senador José Serra. Embora homens decididos “do mato ou morro”, guerreiros do povo brasileiro (como José Dirceu), sumiram de cena logo no primeiro dia do movimento de 1964, não sei se ficaram escondidos no mato ou no morro. Quando puderam, ambos fugiram do país para o autoexílio.
Depois voltaram, em 1979, já com a segurança da Lei da Anistia. E Cerqueira tratou de concluir seu bacharelato em Direito, atuando como advogado, mas sem relegar seus matizes políticos de ativista vermelho. Muitos dos chamados “presos políticos” foram de fato condenados por atos de terrorismo, fatos que nunca se comentam, haja vista a  infiltração de “esquerdopatas” na mídia.
Mas essa seria outra profunda discussão temática que não cabe neste simples comentário.
Apenas a notícia fez surgir minha dúvida cruel, que até sugiro ao jornalista Ancelmo Gois complementar em seu comentário:
Onde estava o eminente advogado Marcelo Cerqueira, em 2012, quando Sérgio Cabral, para conter uma suposta “greve”, mandou esvaziar a chamada Bangu 1, para lá jogar, de forma arbitrária e ilegal, duas dezenas de bombeiros e policiais militares da ativa e mais 3 oficiais superiores PM inativos –  que o tempo já provou serem todos mais dignos e corajosos do que esse reles criminoso “ex-governador” Cabral –, para, externando sua tamanha indignação, rememorar suas atitudes como defensor de “presos políticos” ou, ao menos, para contrapor-se à afronta ao ordenamento jurídico ?
Aduza-se que Márcio dos Santos Nepomuceno, vulgo Marcinho VP, notório narcotraficante, atualmente preso na penitenciária federal de Mossoró/RN, declarou recentemente: “Bangu 1 é o pior lugar que já passei no mundo”. Haveria castigo medieval pior?
Perguntas simples, mas cumpre acrescentar que a premeditada e vingativa atitude do então governador Cabral (mas já criminoso) foi tão imoral e tão arbitrária que não prosperou, dando azo à subsequente anistia. Aliás, também em indecoroso processo, pois anistiou militares estaduais que nem sequer haviam sido condenados, para beneficiar de fato os arbitrários delinquentes no poder.
O eminente advogado Marcelo Cerqueira também poderia comentar a respeito. Se puder.


Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor


Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"A LUTA, A CRISE E A FESTA" - CORONEL PM REF NELSON HERRERA RIBEIRO

Prezados leitores, transcrevo recomendo um novo artigo da lavra do Coronel PM Ref Nelson Herrera Ribeiro.



"A  LUTA, A  CRISE  E  A  FESTA

As Polícias Militares nacionais são implacavelmente criticadas, como instituições, quando ocorrem atos de corrupção ou erros operacionais cometidos por alguns de seus integrantes. Sempre o foram, mesmo no período da chamada ditadura militar, quando havia rigorosa censura jornalística.
Em sã consciência, porém, todos sabemos que os desvios de conduta são impossíveis de eliminação, pois inerentes à natureza humana: onde houver duas ou mais pessoas, poderão surgir delitos. Ao contrário de como se mantinham as virgens vestais romanas, também as Forças Armadas e a própria Justiça não estão imunes à delinquência de seus membros. Melhor dirão os arquivos judiciais.
Em meio a constantes notícias que dão conta dos meandros dessa corrupção endêmica, tendo como cenário atual até malas repletas de dinheiro, surgiu o triste episódio no glorioso Corpo de Bombeiros do nosso Estado, a nos decepcionar a todos mais ainda.
Nesse recente acontecimento, das gravações realizadas pelo GAECO e amplamente divulgadas pela mídia, choca-nos, de certa forma, a expressão atribuída ao Major BM Jonas Grujahu, aos risos:
–  No meio da crise a gente tá fazendo festa!
Não pretendo  –  e não me compete  – fazer juízo de valor sobre quaisquer episódios. Todo cidadão, em silêncio, já faz sua própria avaliação ante cada notícia difundida. E, sobretudo, quando do enorme destaque da ação no CBMERJ, reproduzida, no domingo último, em alarmante reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo, de reconhecida audiência nacional.
Entretanto não pude evitar que me viessem à cabeça diversas imagens reminiscentes.
De início, as tentativas de protesto que eu fizera pelos jornais (Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil e O Globo), nos idos de 1984, então jovem major PM ainda muito idealista. Criticava as péssimas condições de trabalho do policial militar e, sobretudo, a sórdida utilização da instituição PM pelo então governador Leonel Brizola, ex-asilado político retornado pela Lei da Anistia, mas ainda o velho e experimentado estancieiro gaúcho, que, com objetivos eleitoreiros, sempre em nome do povo sofrido e explorado, permanecia na luta em defesa dos trabalhadores. Desgastada cantilena populista, criada por Getúlio Vargas, convenientemente realimentada, chegando a nossos dias pela bandeira petista, sintetizada na mal pronunciada expressão de Lula contra ”a zelite branca” [as elites brancas]. Os mais antigos já vimos esse filme em preto e branco, exibido agora em cores, masterizado por computador. Infelizmente nada mudou.
Em passado recente, as muito criticadas aparições públicas de um Coronel PM reformado, então desconhecido para mim, exibindo uma faixa com os dizeres “FORA CABRAL!”, enquanto em seu blog combatia os desmandos político-partidários contra a instituição Polícia Militar. Mas de forma solitária, qual um louco inconsequente, quando toda a mídia enaltecia o brilhante governador Sérgio Cabral e seu proficiente secretário de segurança José Beltrame.
Mais tarde, as sucessivas notícias do movimento dos bombeiros militares, por duas ocasiões em 2011 e 2012, com os comoventes episódios da prisão de mais de 400 bombeiros e da inusitada invasão posterior do Quartel Central do CBMERJ, emocionando a opinião pública.
Sucessivamente, as reuniões de oficiais bombeiros e policiais militares no Clube dos Subtenentes e Sargentos (Campinho) e no Clube de Oficiais (Barra da Tijuca), ambos do Corpo de Bombeiros, às quais tive a honra de comparecer. Infrutíferas por completo, dada a reconhecida ausência do espírito de liderança de oficiais ante os praças, se desconsiderarmos o rito do regulamento militar.
Depois a ruptura das garantias constitucionais e de prerrogativas legais de militares estaduais, da ativa e inativos – sabidamente íntegros, de moral ilibada –, por sucessivas decisões administrativas do então governador Sérgio Cabral, hoje em prisão preventiva, acusado da prática de dezenas de crimes e deslavada corrupção.
A repugnante atitude ilegal, praticada pelos então comandantes-gerais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, hoje coronéis reformados, respectivamente, SÉRGIO SIMÕES e ERIR RIBEIRO COSTA FILHO (não digo de quê) – sendo-lhes determinada a atuação simples e inexpressiva de sabujos políticos, como biombo protetor da imagem suja de Cabral –, assumindo a responsabilidade da prisão ilegal de praças e oficiais em penitenciária de segurança máxima, adredemente preparada, com a transferência de criminosos de alta periculosidade, 48 horas antes da histórica manifestação dos policiais e bombeiros militares na Cinelândia.
Minhas duas idas a Bangu 1, na qualidade de advogado, no fim de semana imediato, sendo impedido meu acesso, inclusive a defensores públicos (como constatei), ferindo-se de morte a Constituição do país e o Estatuto da Ordem dos Advogados.
O público e notório silêncio da Justiça, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil, à época, quanto à flagrante violação de direitos e prerrogativas dos militares estaduais, e a decorrente ruptura constitucional, talvez em premente salvaguarda da ordem pública. Mas, de fato, se impondo uma ditadura de terno e gravata.
Ainda minha atitude como advogado, em patrocínio pro bono (sem cobrar honorários) no Conselho Disciplinar a que responderam dois heroicos cabos e mais o destemido subtenente VALDELEI DUARTE (que hoje considero meu amigo); atitude profissional que julguei necessária ao preparo da decorrente lide judicial, em futura busca do restabelecimento da Justiça, embora sabedor de que o processo instaurado seria apenas para dar forma legal para a prévia condenação e a já decidida expulsão daqueles bombeiros militares. 
Por fim, a anistia de bombeiros e policiais militares, que não visava a praticar Justiça, mas, de forma dissimulada, muito mais a excluir da apreciação judiciária o vandalismo autoritário cometido por Sérgio Cabral e sua grei. Daí o Ministério Público Estadual não ter dado seguimento a várias queixas formuladas por atingidos pela barbárie cabralista.
Atualmente, embora eu um pobre velho diabético de 73 anos, não me pude evitar a reflexão: Decorridos quase 30 anos, tudo isso para quê?
Consideremos que qualquer pessoa com apenas 15 minutos de Polícia já saberia que esses esquemas criminosos não são ocasionais, mas sim, complicadas teias de longa atividade criminosa.
Consideremos que, em quaisquer sociedades humanas, militares ou civis, sempre vão ocorrer reprováveis atos delituosos.
Entretanto – ao que sei  –  deles nunca participaram os valentes homens que conheci em minha atividade profissional, tais como, agora reformados, o destemido Cel PM PAULO RICARDO PAÚL, os nobres Maj BM MÁRCIO GARCIA e Maj PM HÉLIO SILVA DE OLIVEIRA, o honesto SubTen BM VALDELEI DUARTE, bem como os demais heroicos bombeiros e policiais militares que participaram dos históricos movimentos reivindicatórios. Todos duramente combatidos por pretenderem, apenas e tão somente, aquilo que almeja e merece o mais humilde dos trabalhadores brasileiros: humanas condições de trabalho e remuneração justa.
Em contraponto, consideremos que, nas instituições militares estaduais, apesar das crises,  muitos continuam “fazendo festa” sem pudor algum. De coronéis a soldados, sem quaisquer melindres de hierarquia. Ou defecção do militarismo.
Melhores interpretações deixarei a eventuais leitores e críticos realistas.
Nelson HERRERA Ribeiro, Cel PM Ref, advogado e professor"

Juntos Somos Fortes! 

sábado, 2 de setembro de 2017

A GRANDE MENTIRA DO ARTIGO 5o DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: "TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI"...

Prezados leitores, o previsto no quinto artigo da Constituição Federal é uma grande mentira, como tantas outras que existem na legislação brasileira, mas que na prática são violadas de acordo com o beneficiado.
Citando um exemplo particular, lembro que em 2012, 20 (vinte) militares estaduais (PMs e BMs) foram encarcerados ilegalmente em Bangu 1 para o cumprimento de mandados de prisão, isso por ordem do ex-governador Sérgio Cabral, contrariando legislações que tratam da prisão de militares.
Até hoje, passados mais de 5 (cinco) anos, ninguém foi responsabilizado por ter participado de tamanha ilegalidade, nem mesmo uma investigação foi instaurada apesar do fato ter sido denunciado inclusive ao Ministério Público.
Assista o vídeo e leiam o artigo que publicamos e tirem suas conclusões.




"Jornal O Globo
Em prisão domiciliar, Adriana Ancelmo encomenda drinques no Antiquarius 
CLEO GUIMARÃES 
01/09/2017 06:30 
Do garçom que servia um cliente, terça à noite, no Antiquarius, dirigindo-se a um companheiro de bandeja, assim que se afastou da mesa: “Não pode esquecer de preparar o drinque da dona Adriana Ancelmo”. A ex-primeira-dama, você sabe, está em prisão domiciliar no prédio em frente ao restaurante. Presa, sim — mas com drinques do Antiquarius (Fonte)". 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 25 de julho de 2017

BLOG DO CORONEL PM PAÚL - 10 ANOS DE LUTA

AME - 2008

O meu primeiro blog foi criado em 2007.
Nunca tive a intenção de ter um espaço na internet, mas tive que fazê-lo pela dificuldade de publicarmos artigos no blog dos Coronéis Barbonos, criado pelo grupo para interagir com a população e com a tropa, em virtude da necessidade de aprovação de todos do grupo para que cada artigo fosse publicado.
Os Coronéis Barbonos estavam no serviço ativo e ocupavam funções de extrema relevância na instituição, isso em diferentes quartéis, o que constituía um obstáculo para a realização das reuniões que ocorriam no Quartel General da Polícia Militar, o Quartel dos Barbonos.
O blog nasceu para suprir tal dificuldade.
Dez anos se passaram.
Milhares de artigos.
Centenas de vídeos.
Variados temas abordados, sendo que a segurança pública e a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro tem sido os temas principais.
O blog tem sido palco de uma luta desigual contra o poder.
Uma luta que se espalhou nas redes sociais e foi para as ruas, onde participei de centenas de atos públicos.
Represálias eram esperadas, menos as ilegais.
A exoneração, a perda de gratificação e a colocação na denominada letra (lotado na então Diretoria Geral de Pessoal, sem função) eram previsíveis, mas a aposentadoria precoce, as duas prisões, o encarceramento em Bangu 1 e a tentativa de demissão foram claramente ilegais e os responsáveis continuam impunes.
As ilegalidades também foram atos de covardia extrema, vale destacar.
Uma década dedicada a essa luta que só me trouxe prejuízos e que se mostrou infrutífera pela falta de continuidade dos que ombrearam conosco e que ficaram pelo caminho, indo cuidar de suas vidas, atitude que não pode ser condenada. 
Alguns Oficiais e Praças continuam lutando na internet e nas ruas, mas o sentido de luta unificada se perdeu.
Hoje eu ainda não tenho intenção de abandonar a luta e de cuidar da minha vida, porém tenho certeza que esse dia chegará, mais cedo ou mais tarde.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES - SÉRGIO CABRAL SOFRE OS PRIMEIROS EFEITOS DO MAL QUE CAUSOU

ex-governador Sérgio Cabral

Prezados leitores, o ex-governador Sérgio Cabral fez mal aos milhões de cidadãos fluminenses, considerando o conteúdo das investigações no sentido dele ter desviado dinheiro público e com isso ter contribuído para a quase destruição de todos os serviços públicos estaduais, sobretudo, a educação, a saúde e a segurança públicas.
O mal feito por ele é imensurável.
É quase impossível estimar quantos morreram no seu governo por falta de saúde e segurança públicas.
Além desse mal generalizado que produziu, Sérgio Cabral foi mais perverso ainda com alguns Policiais Militares e Bombeiros Militares, os quais ele encarcerou (sem ordem judicial para tal) de forma ilegal no presídio de segurança máxima Bangu 1, contando com o apoio dos então secretários estaduais de segurança e de defesa civil (que acumulava o comando geral do Corpo de Bombeiros Militar), assim como, do comandante geral da Polícia Militar.
Hoje ele é o retrato de quem começa a pagar pelo mal que fez.
E a conta só começou a ser paga...

Juntos Somos Fortes!


terça-feira, 18 de abril de 2017

VÍDEO - BANGU 1 - A GRANDE TRAIÇÃO AOS VALORES DA POLÍCIA MILITAR E DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

Prezados leitores, o Coronel PM Ref Paulo Ricardo Paúl comenta nesse vídeo, mais uma vez, a prisão ilegal de 10 Policiais Militares e 10 Bombeiros Militares em Bangu 1, fato ocorrido no dia 10 JAN 2012.
Ele considerou um ato de traição às instituições a omissão dos Comandantes Gerais que permitiram que a ilegalidade fosse realizada, quando deveriam ser os primeiros a impedir.
Acrescentou que a ilegalidade foi comunicada a todos os órgãos de controle, mas nada foi feito contra os autores e cúmplices.




Juntos Somos Fortes!

sábado, 15 de abril de 2017

VÍDEO - BANGU 8: O ESTRANHO CASO DAS VISITAS DO FILHO DE SÉRGIO CABRAL

Prezados leitores, o Coronel PM Ref Paulo Ricardo Paúl comenta que quando Sérgio Cabral mandou encarcerar ilegalmente dez Policiais Militares e dez Bombeiros Militares, isso no ano de 2012, os parlamentares da época não puderam exercer a prerrogativa que está sendo utilizado pelo deputado federal Marco Antônio, filho de Sérgio Cabral, para visitá-lo mais de trinta vezes.
Os militares foram encarcerados em uma 6a feira e a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ só conseguiu entrar em Bangu 1 na 3a feira seguinte.
Nem os advogados puderam ter com os militares que forma transformados em "presos incomunicáveis".
Algo está muito errado e cabe ao MPF investigar.
Assistam e opinem. 


 


Juntos Somos Fortes!

domingo, 9 de abril de 2017

EXPLICADA A PRISÃO DE MILITARES EM BANGU 1 ? SÉRGIO CABRAL "MANDAVA" EM JUÍZES NO RIO DE JANEIRO

Bangu 1


Prezados leitores, a notícia se for confirmada explica muitos fatos inexplicáveis.
Um deles foi a prisão em Bangu 1 de 10 Bombeiros Militares e 10 Policiais Militares.
Tal fato violou inúmeras legislações.
Além disso, os militares foram mantidos incomunicáveis, nem os advogados puderam ter contato com eles, algo que não é permitido na legislação brasileira.
Como explicar que os militares tenham ficado 5 dias presos em Bangu 1 em flagrante violação à lei?
Como explicar que até hoje ninguém tenha sido punido por tantas violações?
As respostas podem ter aparecido agora na gravação da Polícia Federal.

"TV O Antagonista
Cabral cobrava juízes na cara dura 
Brasil 08.04.17 15:43
Sérgio Cabral procurava interferir em decisões de juízes fluminenses sem a menor cerimônia. 
Segundo o Radar da Veja, gravações da Polícia Federal mostram Zé Cabra ligando diretamente para os magistrados. 
Em uma delas, queria que a decisão beneficiasse a Fecomércio, cliente do escritório de Adriana Ancelmo (Fonte)".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

VÍDEO - EM 30 DE OUTUBRO DE 2009 JÁ CONVOCÁVAMOS PARA O "ENTERRO" DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL

Prezados leitores, a data está correta.
No dia 30 de outubro de 2009 nós convocamos para um ato público simbolizando o enterro do governo Sérgio Cabral.
Nós começamos a lutar contra esse (des)governo desde o segundo semestre de 2007, mas só começamos a produzir vídeos em 2009, sendo esse um dos primeiros.
Pena que não nos ouviram.
Se tivessem o Rio de Janeiro não estaria enfrentando essa grave crise financeira.
Por isso estamos muito à vontade quando escrevemos que hoje bater em Sérgio Cabral é fácil, mas quando começamos a bater nele, o governador era o todo poderoso e sofremos uma série de represálias.
Fomos presos ILEGALMENTE duas vezes e quase fomos expulsos da PMERJ, mas hoje quem está atrás das grades LEGALMENTE é ele.
O "Juntos Somos Fortes!" venceu.




Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A ANISTIA INTERNACIONAL NO BRASIL É UM ÓRGÃO QUE RECOMENDAMOS IGNORAR



Prezados leitores, acessem o site da Anistia Internacional no Brasil e encontrarão o seguinte conceito sobre "QUEM SOMOS":

"A Anistia Internacional é um movimento global com mais de 7 milhões de apoiadores, que realiza ações e campanhas para que os direitos humanos internacionalmente reconhecidos sejam respeitados e protegidos. Está presente em mais de 150 países. Todos os dias, alguém, em algum lugar do mundo, recebe apoio da Anistia Internacional (Fonte)".

Em 2012, o governo Sérgio Cabral violou os direitos humanos de Bombeiros e de Policiais, rasgando vários textos legais e encarcerando-os no presídio Bangu 1, o pior presídio do Rio de Janeiro, construído para os criminosos mais violentos.
Os militares estavam lutando por seus direitos.
O fato foi comunicado por nós a vários órgãos, inclusive a Anistia Internacional do Brasil.
O que fez a Anistia?
Absolutamente nada.
Ignorou por completo a violação dos direitos humanos dos Bombeiros e dos Policiais Militares.
Parece que só interessa a Anistia Internacional quando policiais são acusados de violarem direitos.
Talvez os integrantes da Anistia Internacional no Brasil pensem que Bombeiros e Policiais Militares não tenham direitos, só deveres.
Sinceramente, não consideramos pelo motivo exposto que o órgão possa fazer qualquer juízo de valor sobre direitos humanos no Brasil.

"Site G1
20% de homicídios no RJ são cometidos pela polícia em serviço, aponta Anistia"

Sugerimos ignorar o conteúdo dessa matéria em razão da fonte dos dados.

Juntos Somos Fortes!

HOJE TODO MUNDO "BATE" EM SÉRGIO CABRAL, MAS ANTES...

Prezados leitores, antes o senhor Sérgio Cabral, ex-governador, era quase idolatrado, hoje todo mundo "bate" nele, como a vida dá voltas...




Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

2012 - UMA CARTA NO ANO DA TORTURA CONTRA OS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES

Ex-Comandante Geral e ex-Governador

Prezados leitores, o ano de 2012 está marcado para sempre como aquele no qual foi praticada a maior ilegalidade que se tem notícia contra Policiais Militares e Bombeiros Militares de todo Brasil.
Cumprindo determinação do governador Sérgio Cabral, esse perigoso criminoso que está preso em Bangu 8, os Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, violando o texto constitucional e diversos textos legais, torturaram física e psicologicamente, Oficiais e Praças da PMERJ e do CBMERJ, encarcerando-os em Bangu 1. 
Uma penitenciária para criminosos perigosos como o autor da ordem.
Na época diversas vozes se levantaram contra essa ilegalidade flagrante, inclusive a OAB-RJ e a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, mas até a presente data nenhum dos autores foi responsabilizado por inércia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, algo que estamos tentando corrigir.
Ontem, recebemos cópia de uma carta que foi encaminhada ao Comandante Geral pelo Coronel PM Alexandre C. Rosette, um documento histórico que nós desconhecíamos, pois não teve publicidade.

"Do: Cel PM Ref RG: 29.284 Alexandre C. Rosette
Ao: Ilmo Sr Cel PM Erir Ribeiro Costa Filho - DD Cmt Geral da PMERJ

Existem muitas formas de manifestar satisfação ou insatisfação com alguma situação. 
Alguns escrevem, outros falam, outros gritam, alguns em casa com seus familiares, outros nos diversos círculos que frequentam, outros ainda nas ruas para muitas pessoas e há aqueles que usam a tecnologia para atingir milhares e até milhões de pessoas com sua manifestação de pensamento e palavras. Eu prefiro dirigir-me diretamente ao interlocutor, sem rodeios e com franqueza - sem descuidar da educação e do respeito.
Uma questão necessária de ser respondida é a seguinte: a prisão do CEL PM Ref PAÚL (do CEL PM RR Rabelo, MAJ PM RR HELIO e Praças da PMERJ) e seus recolhimentos ao Complexo Pentenciário de Segurança Máxima Laércio Pelegrino (Bangu I), sem estarem CONDENADOS, sem estarem PRONUNCIADOS POR CRIME, sem NOTA DE CULPA PUBLICADA após mais de 72 horas desde seus recolhimentos aquela Unidade Prisional - EXCLUSIVA PARA CONDENADOS POR SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO - nos causa algum desconforto? Alguma indignação? Alguma indiferença? 
A mim, pelo menos, SIM. Senão vejamos:
As prisões provisórias, vale dizer, aquelas ocorridas antes de uma condenação definitiva, possuem natureza jurídica de verdadeiras medidas cautelares, cujo objetivo precípuo é a tutela do processo penal. Assim sendo, diante de tais características, só deveriam ser decretadas quando presentes os requisitos inerentes a toda e qualquer medida cautelar. Vejamos o art. 5 da CF que diz:
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança;
Demais disso, toda prisão provisória deve estar em consonância com o modelo constitucional vigente, vale dizer, submissa aos princípios da presunção da inocência, no sentido de que a prisão não pode ser considerada uma antecipação da pena e o princípio da proporcionalidade, ou seja, reservada para os casos mais graves, como ultima ratio. Em outras palavras, quando, ao final do processo, o resultado condenatório implicar em efetiva privação de liberdade para o indivíduo.
A legislação processual penal militar (CPPM), à exceção da prisão temporária e prisão por pronúncia, prevê todas as modalidade de prisão previstas no Código de Processual Penal comum.
CPPM - Art. 18 - Independentemente de flagrante delito, o indiciado poderá ficar detido, durante as investigações policiais, até trinta dias, comunicando-se a detenção à autoridade judiciária competente. Esse prazo poderá ser prorrogado, por mais vinte dias, pelo comandante da Região, Distrito Naval ou Zona Aérea, mediante solicitação fundamentada do encarregado do inquérito e por via hierárquica.
Veja que esta situação não usual e exige a existência de IPM, Encarregado e solicitação fundamentada. Não me parece que exista qualquer desses requisitos. 
Temos, também, a prisão preventiva:
Art 254. A prisão preventiva pode ser decretada pelo Auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade encarregada do inquérito policial-militar, em qualquer fase deste ou do processo, concorrendo os requisitos seguintes: a) prova do fato delituoso (fumus boni iuris); b) indícios suficiente de autoria(fumus boni iuris).
Art. 255. A prisão preventiva, além dos requisitos do artigo anterior, deverá fundar-se em um dos seguintes casos:
a) garantia da ordem pública(periculum libertatis);
b) conveniência da instrução criminal ( periculum libertatis);
c) periculosidade do indiciado ou acusado ( periculum libertatis);
d) segurança da aplicação da lei penal militar ( periculum libertatis);
e) exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia...
Como se lê exige-se para a prisão preventiva que também exista IPM ou Processo com prova do fato e indícios suficientes e a decretação na forma do art. 93 da CF obriga-se a estar fundamentada pelo Auditor ou pelo Juiz (crime comum).
Há, fundamentalmente, no caso vertente a prisão especial que a legislação diz: Prisão Especial.
Art. 242. Serão recolhidos a quartel ou a prisão especial,à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão, antes de condenação irrecorrível: 
a) os ministros de Estado;
b) os governadores ou interventores de Estados, ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes de Polícia;
c) os membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e das Assembléias Legislativas dos Estados;
d) os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou civis reconhecidas em lei;
e) os magistrados;
f) os oficiais das Forças Armadas, das Polícias e dos Corpo de Bombeiros Militares, inclusive os da reserva remunerada ou não, e os reformados;
g) os oficiais da Marinha Mercante Nacional;
h) os diplomados por faculdade ou instituto superior de ensino nacional;
i) os ministros do Tribunal de Contas;
j) os ministros de confissão religiosa.
Sabe-se que Presídio não é quartel e muito menos local apropriado para a imposição da prisão especial e jamais, em todo o Brasil, nenhum preso com direito a prisão especial foi encaminhado para presidio.
Quanto a incomunicabilidade a que estão sendo submetidos os militares, diz o CPP (comum):
Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir.”
Parágrafo único. “A incomunicabilidade, que não excederá de três dias, será decretada por despacho fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade policial, ou do órgão do Ministério Público, respeitado, em qualquer hipótese, o disposto no artigo 89, inciso III, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 4.215, de 27 de abril de 1963). No entanto, tal dispositivo não foi recepcionado pela CF em seu artigo 136 § 3º, IV, que assevera:
Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.
§ 3º Na vigência do estado de defesa,
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.
Após esta apertada síntese das graves violações praticadas em desfavor dos Militares Estaduais, e tendo tomado conhecimento que foram de sua iniciativa junto a AJMERJ, passo a manifestar a MINHA OPINIÃO:
1) penso que tal ato, ao contrário de transmitir uma "autoridade" que não se impõe, mas se conquista, vem provocar um "expurgo às avessas"; retirando dentre os Ativos aqueles que, vivendo apenas do salário, buscavam e lutavam por dignidade salarial(obviamente esta não é uma prioridade no atual governo); 
2) meus pensamentos são iguais, no tocante a questão salarial tão somente, aos Oficiais que foram presos; razão pela qual me solidarizo a eles e repudio as violações ao Estado Democrático de Direito praticados, volto a repetir, através de SUA INICIATIVA PESSOAL; 
3) por derradeiro, com base no mesmo princípio que norteou a sua ação contra aqueles Oficiais, COMUNICO minha disposição de enfrentar o mesmo tratamento - tão somente por uma questão ideológica - haja vista não haver participado fisicamente do ato da Cinelândia por mero acaso, em virtude de estar em viagem na cidade de Campinas/SP para prestigiar um sobrinho que ingressava na EsPCEx (do contrário, poderia estar ao lado daqueles que foram presos). 
Rio de Janeiro, em 13 de Fevereiro de 2012. 
Alexandre C. Rosette 
CEL PM Ref RG: 29.284" 

 Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ADRIANA ANCELMO, ESPOSA DE CABRAL, ESTÁ EM "CELA DE LUXO"...

Prezados leitores, o site G1 publicou uma matéria onde inseriu um esboço sobre como seria a cela ocupada pela esposa do ex-governador Sérgio Cabral, a senhora Adriana Ancelmo (Fonte).




A cela dela pode ser considerada como uma "cela de luxo" se compararmos com as celas de Bangu 1, onde ficaram Policiais Militares e Bombeiros Militares por ordem do ex-governador Sérgio Cabral.
Uma ordem ilegal, sendo que os autores continuam gozando da impunidade até a presente data.
A cela de Bangu 1 é individual.
O preso fica sozinho, o que aumenta o estresse e a possibilidade de adoecer emocionalmente.
O espaço é da ordem de 4 metros quadrados.
Não tem grades para facilitar a iluminação e a ventilação.
É muito semelhante a um cofre, inclusive com uma porta de aço, onde existe uma pequena abertura para passagem de alimentos.
Não tem vaso sanitário, tem o "boi", um buraco no chão, o qual deve permanecer fechado (de forma improvisada com uma garrafa pet fornecida pela SEAP), isso para evitar que ratos invadam a cela.
Diante do vivenciado por nós, Bombeiros e Policiais Militares, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo estão tendo uma vida de luxo na cadeia.
Além disso, nós deveríamos estar presos em quartéis como determina a legislação e éramos inocentes.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

BOATO OU VERDADE? CORONEL SÉRGIO SIMÕES PODE REASSUMIR CORPO DE BOMBEIROS?



Prezados leitores, vivemos um período de instabilidade no estado do Rio de Janeiro, isso ninguém pode alegar desconhecer.
A instabilidade é um terreno fértil para os boatos.
Boatos que viralizam nas redes sociais de forma instantânea.
O Whats App é o principal veículo de divulgação das mensagens verdadeiras e dos boatos.
As verdades e os boatos relacionados com a mobilização dos militares estaduais (Bombeiros Militares e Policiais Militares) e dos funcionários públicos se reproduzem a todo momento após o ato de protesto realizado no dia 8.
Hoje surgiram mensagens dando conta que o ex-Secretário de Defesa Civil e ex-Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel BM da Reserva Remunerada Sérgio Simões, poderá reassumir as funções a qualquer momento.
Boato ou verdade?
Na rede circulam também mensagens sobre a insatisfação do atual ocupante das funções.
Nos governos Sérgio Cabral e Pezão têm sido uma prática comum o retorno de Coronéis inativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para exercerem as funções de Comandante Geral.
Os citados aspectos sinalizam, em tese, para a possibilidade da notícia ser verdadeira, algo que nos assusta, nesse momento tensionado, pois foi no Comando Geral do Coronel BM RR Simões que Bombeiros Militares e Policiais Militares foram ILEGALMENTE encarcerados no presídio Bangu 1.
Na época ocupava a cadeira de Comandante Geral da Polícia Militar, o Coronel PM Costa Filho.
Bombeiros e Policiais Militares foram excluídos, perdendo o sustento de suas famílias, isso por lutarem por salários dignos.
Até hoje as arbitrariedades cometidas contra os militares estaduais, inexplicavelmente, não foram investigadas, o que inviabilizou a responsabilização dos autores, mas elas não tardarão a serem iniciadas.
Apesar das anistias e do retorno dos excluídos, as feridas não cicatrizaram nos Bombeiros Militares que sofreram a ilegalidade.
Salvo melhor juízo, caso seja verdadeira a notícia, não é necessário ser um especialista em militarismo para concluir que o governo Pezão estará usando gasolina para apagar o incêndio. 

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

POLICIAIS E BOMBEIROS ESTÃO COLHENDO O QUE PLANTARAM

(40 da Evaristo - 2007)


Prezados leitores, a semeadura é livre, a colheita obrigatória.
O ensinamento muito empregado em religiões, serve para explicar a crise relacionada aos pagamentos que está sendo enfrentada pelos Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares.
Ao longo dos últimos anos integrantes das citadas categorias realizaram mobilizações tendo como principal objetivo unir e fortalecer as suas instituições, isso para conquistar os objetivos imediatos de melhorar as condições de trabalho e receber salários justos.
Os salários e as condições de trabalho até melhoraram nesses quase dez anos de mobilização, iniciada em 2007 com os 40 da Evaristo e com os Coronéis Barbonos.
Na época as represálias sofridas pelos 40 da Evaristo e pelos Barbonos passaram em branco, ninguém se mobilizou contra as covardias, alguns ainda se beneficiaram.
A autofagia falou mais alto.
Nada de união, nada de fortalecimento.
Em 2011 os Bombeiros Militares deram um exemplo de união espetacular e algumas conquistas aconteceram.
Apesar do sucesso da união demonstrada não foi assimilada, não passou a nortear o pensamento e as ações da tropa, acabou se perdendo em razão dos interesses de pequenos grupos.
Nem Bombeiros Militares, nem Policiais Militares e nem Policiais Civis aprenderam nada com essa mobilização que reuniu dezenas de milhares de participantes.
Nada de união, nada de fortalecimento.
Uma prova clara dessa perda foi a prisão em 2012 de Policiais Militares e Bombeiros Militares e o encarceramento ilegal em Bangu 1.
Naque momento de mobilização das três categorias, o grupo que representava os Policiais Civis deu para trás na primeira cara feia do governo, dando meia volta e avançando, enquanto apresentava justificativas sem qualquer sentido.
Por sua vez, apesar da ilegalidade flagrante das prisões, as mobilizações contra esse ato ditatorial deveriam reunir todo o efetivo dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares, mas reuniram um número muito enorme, apesar do esforço dos que participaram, sobretudo, os familiares dos presos.
Nada de união, nada de fortalecimento.
Ao longo desses quase dez anos nós fomos semeando a desunião e o enfraquecimento das instituições, hoje estamos colhendo o que plantamos.
O governo não nos respeita, nem poderia, nós não nos respeitamos.
Nossas pensionistas e nossos Praças inativos de idade avançada estão passando por tremendas dificuldades, mas isso não nos faz mover um músculo.
O governo não paga em dia nossos salários, pensões e proventos, mas a inércia continua sendo a nossa marca registrada.
Não aprendemos a nos unir, só olhamos para o nosso umbigo.
Nada de união, nada de fortalecimento.
Vida que segue.

Juntos Somos Fortes!