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quinta-feira, 4 de maio de 2023

OUTRA PROVA DO CAOS NO SISTEMA REMUNERATÓRIO DA PMERJ E DO CBMERJ

 



A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar são Instituições que têm como pilares a HIERARQUIA e a DISCIPLINA.

No quadro acima é fácil perceber a quebra da hierarquia no sistema remuneratório baseado na Lei estadual 279/79 e na Lei estadual 9.537/21.

Perceba que o ALUNO OFICIAL (Cadete) que é superior hierárquico a todos os Praças, recebe um SOLDO IGUAL AO DO CABO.

Um completo absurdo e que reforça ser indispensável criar uma nova Lei de Remuneração dos Militares do Estado do Rio de Janeiro.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 1 de maio de 2023

A POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PRECISA SOBREVIVER AOS POLÍTICOS

 


Ao longo da minha vida no serviço ativo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro testemunhei no início que a interferência política começava a ensaiar a "invasão" aos nossos quartéis, um movimento que só vi crescer durante os meus 33 (trinta e três) anos de carreira, tendo feito a minha parte para evitá-la, assim como outros tantos Militares de Polícia.

Nesses 14 (quatorze) anos que estou na inatividade penso que a "interferência" esteja muito perto de se transformar em uma "completa dominação política" com a perda da própria identidade institucional.

A "luz vermelha" está acessa há alguns anos e caso não exista uma resistência interna corporis contra tal "dominação", a instituição perderá de vez todos os seus parâmetros éticos e morais, afastando-se das suas missões constitucionais, sobretudo os seus deveres de servir e proteger a população.

A "interferência" está instalada, evitar a "dominação total" é tarefa de todos aqueles que possuem amor corporativo.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

O BRASIL FAZ DIREITA VOLVER, FAZ ESQUERDA VOLVER E FICA NO MESMO LUGAR



Nos movimentos a pé firme da ordem unida o comando "direita volver" seguido do comando "esquerda volver" faz com que o militar retorne à posição inicial, ou seja, a anterior ao primeiro comando.

A ordem inversa dos comandos também provoca igual resultado.

O Brasil parece condenado a situação semelhante nas últimas décadas e a população segue experimentando os mesmos problemas.

Têm faltado aos políticos brasileiros ao longo do tempo algo primário e indispensável, implantar um projeto de Estado para o Brasil, a ser seguido por todos os governos, sendo ele prévia e amplamente discutido com a população, afinal ninguém conhece melhor os problemas do país que os cidadãos.

Enquanto a preocupação for o "direita e o esquerda volver" e seus projetos de governos, o Brasil "não romperá marcha".

Juntos Somos Fortes!


terça-feira, 25 de outubro de 2022

PMERJ - O SONHO DO COMANDO PRÓPRIO VIROU UMA ILUSÃO



A minha geração de Oficiais e de Praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tinha o sonho de que a Instituição passaria por uma grande mudança positiva após a conquista do Comando-Geral próprio, na época éramos comandados por Coronéis do Exército Brasileiro.

Era fácil fundamentar essa esperança, afinal os nossos certamente teriam melhor capacidade gestora dos nossos destinos, considerando que conheciam todos os problemas institucionais.

Finalmente, conquistamos o Comando-Geral próprio e passamos a ser comandados por Coronéis de Polícia da Ativa e da Inatividade, esses convocados para o serviço ativo para que pudessem comandar.

O sonho foi se transformando em desilusão.

Algo também fácil de entender o motivo, afinal não escolhíamos os nossos Comandantes-Gerais, eles eram indicados por políticos.

Uma nova falsa conquista aconteceu nos governos que resolveram acabar com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e criar a Secretaria Estadual de Polícia Militar.

A autonomia não trouxe benefícios e, salvo melhor juízo, aumentou a influência política na Instituição.

É de domínio público que a interferência política tem um efeito destruidor, como recentemente tomamos conhecimento na Fundação CPERJ, por exemplo.

Respeitando todas as opiniões contrárias, entendo que caso não consigamos blindar a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro dessa manipulação política, continuaremos seguindo o caminho do enfraquecimento e da destruição institucional.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

OS MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEVEM PRESERVAR AS INSTITUIÇÕES MILITARES


 


"(...) Em cada instante da vida

Nossa Polícia Militar

Será sempre enaltecida

Em sua glória secular! (...)"

Em um trecho da letra da Canção da Polícia Militar, o Coronel de Polícia REF Horsae destaca a importância da preservação da Instituição.

O principal obstáculo para o cumprimento da missão contida na canção é a crescente interferência política que beneficia alguns integrantes e prejudica a Instituição.

Enquanto todos não se conscientizarem dessa realidade destruidora, o enfraquecimento da Instituição será contínuo.

Simples assim!

Juntos Somos Fortes!




segunda-feira, 10 de outubro de 2022

SOMOS MILITARES DO ESTADO E NÃO SERVIDORES PÚBLICOS



Nós, Policiais Militares e Bombeiros Militares, somos Militares do Estado do Rio de Janeiro (Artigo 42 da Constituição Federal).

Fomos no passado Servidores Públicos Militares, não somos mais.

É preciso aprender e difundir essa realidade.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

UMA CONSULTA AOS VETERANOS E ÀS PENSIONISTAS DAS FORÇAS ARMADAS



Eu recebi no meu canal do You Tube a seguinte mensagem e gostaria que Veteranos e Pensionistas das Forças Armadas se manifestassem sobre o conteúdo.

O motivo da consulta é o fato de no Estado do Rio de Janeiro o governador Cláudio Castro ter QUEBRADO A PARIDADE prejudicando Veteranos e Pensionistas, criando uma gratificação só para os Ativos.

"@Paulo Ricardo Paúl  Sei que muitos não vão concordar comigo, mas o tratamento dispensado pelo governador aos veteranos e pensionistas, é o mesmo dispensado pela União aos veteranos e pensionistas das forças armadas, além da minha mãe que é pensionista da aeronáutica, tenho vários amigos veteranos, todos insatisfeitos, estão a quase cinco anos sem nenhum tipo de reajuste, lá como aqui, se criou gratificação que só beneficiou ativos, está é a política do Paulo Guedes, diminuir a máquina pública e reduzir os gastos previdenciários, até concordo, mas ele não pode simplesmente nos varrer para debaixo do tapete".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

"BOMBEIROS" QUEREM SER INCORPORADOS À POLÍCIA MILITAR

Transcrição:

"Jornal Extra 

30/08/22

Remanescentes do Corpo de Bombeiros do município do Rio poderão ser incorporados à Polícia Militar

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Cláudio Castro terá 15 dias para sancionar ou vetar a lei Foto: Hermes de Paula/ 01.05.2021 / Agência O Globo
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O Governo do Estado está autorizado a incorporar os componentes remanescentes do Corpo de Bombeiros do município do Rio de Janeiro ao quadro da Polícia Militar do Estado.

O Projeto de Lei 5.035/21 foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (dia 30). Segundo o texto, a integração respeitará postos e graduações (Leia mais)."

Incorporação semelhante já ocorreu na PMERJ.

Juntos Somos Fortes!



sábado, 26 de março de 2022

GOVERNADOR CLÁUDIO CASTRO QUER TRANSFORMAR UNIDADES DA FAETEC EM ESCOLAS CÍVICO-MILITARES

 



Governador Cláudio Castro quer que as novas unidades da FAETEC sejam escolas cívico-militares com gestão compartilhada com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMERJ), segundo o noticiado pela mídia.

O CBMERJ, assim como, a PMERJ, atravessam uma crise crônica de falta de efetivo para o cumprimento de suas missões constitucionais, tanto que usam artifícios para "aumentar o efetivo disponível", como o abono permanência, os concursos para temporários, os serviços extras remunerados (RAS) e a tarefa por tempo certo.

Tudo para suprir a carência.

Não parece lógico diante desse quadro aumentar a carga de atribuições do CBMERJ.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

DESMILITARIZAR AS PMs - COMENTARIO

- Anônimo
16 de dezembro de 2017 15:20
Na minha opinião o melhor regime organizacional e de comando de uma polícia responsável pela segurança da sociedade, é aquele em que o policial veste a farda, no primeiro dia, com orgulho quando entra na corporação e sai orgulhoso e com a sensação do dever cumprido, é aquele em que a sociedade pode andar falando tranquilamente ao celular, sem se preocupar em ser roubada, em que as pessoas podem ir e vir sem se preocupar se vai voltar ou não para casa, é aquele em que a sociedade pode até não perceber o quanto é grande a importância da sua polícia, mas os bandidos sabem que naquela área o crime não compensa. 
O real regime policial que estamos vivendo no momento é este – 127 Policiais Militares mortos até agora no Rio de Janeiro e, isto não é o reflexo de uma polícia militarizada ou não militarizada, mas sim o resultado de uma polícia abandonada, consequência da falência da máquina pública. A eficiência ou deficiência de uma polícia não está no regime, mas sim no conjunto das ações da máquina pública composta pelo executivo, legislativo e judiciário. 
Este tipo de valores éticos e morais não serve para combater o crime, só serve para servir, sem questionar, a este sistema corrupto, não por ser militar, mas por estar sob aos cuidados dos que optaram por serem leais aos governantes corruptos. 

sábado, 29 de julho de 2017

POR QUE POPULAÇÃO PARECE AMAR FORÇAS ARMADAS E ODIAR POLÍCIAS MILITARES?



Prezados leitores, comentário relacionado com o artigo "VÍDEO - RIO - APOIO DAS FORÇAS ARMADAS - MAIS DO MESMO..." (Assistam o vídeo): 

- Anônimo
28 de julho de 2017 20:16 
Cel Paul, gostaria que o Sr comentasse acerca dessa dicotomia da população: Odeia a PMERJ porque é militar e aplaude as FA porque são militares... 

Se a análise se restringisse ao militarismo, não existiria motivo, considerando que ambas as instituições são organizadas militarmente.
Os integrantes das Forças Armadas são militares federais e os das Polícias Militares são militares estaduais.
A diferença reside na enorme diferença entre as missões constitucionais.
Os integrantes das Forças Armadas não exercem qualquer tipo de repressão com relação à população, via de regra são utilizados em missões de auxílio à população no caso de calamidades e são vistos como os patriotas que estão se preparando para um dia colocarem em risco a própria vida em defesa da pátria, isso em caso de guerra.
Por sua vez os Policiais Militares arriscam rotineiramente as suas vidas em defesa da população em "guerras" urbanas, mas não são reconhecidos por significativa parte da população, que só os identifica como aqueles que  estão diariamente nas ruas exercendo funções coercitivas (fiscalizações).
A diferença nas missões faz tanta diferença nesta avaliação da população que até quando empregados em operações de garantia da lei e da ordem, os comandos militares não permitem que os integrantes das Forças Armadas atuem em ações repressivas, o que geraria um grande desgaste para os militares federais, como ocorre com as Polícia Militares.
O emprego das Forças Armadas no estado do Rio de Janeiro são exemplos claros dessa diferença de atuação e dessa preocupação com a imagem.
Situação idêntica ocorre entre os militares estaduais: policiais e bombeiros.
Ambos são militares, ambos arriscam a própria vida em defesa da população, mas apenas os bombeiros são amados pela parte da população que não reconhece a diferença entre as missões.

Juntos Somos Fortes! 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A TROPA ESTÁ INSATISFEITA ?



Prezados leitores, os regulamentos disciplinares são rigorosíssimos, o que faz com que os militares federais, distritais e estaduais, tanto no serviço ativo, quanto na inatividade, não exerçam o direito constitucional da liberdade de expressão.
O cerceamento tem efeito maior junto aos praças em razão de serem facilmente excluídos das instituições em razão de transgressões disciplinares, como ocorre sobretudo nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares, tendo em vista que a decisão cabe aos respectivos Comandantes Gerais.
A demissão de oficiais é bem mais difícil, pois é necessário a avaliação pelo poder judiciário.
Apesar dessa "maior garantia" raros são os oficiais que se manifestam ao longo do serviço ativo contra os desmandos dos superiores e dos governantes.
Como não devem falar para não correrem riscos, a tropa espera que os oficiais sejam a sua voz, o que via de regra não ocorre.
Os Coronéis Barbonos da PMERJ foram uma exceção, defendendo a instituição e a tropa quando estavam no serviço ativo, isso nos anos de 2007 e 2008, sofrendo graves represálias do governo Sérgio Cabral, inclusive prisões, ameaça de demissões e inatividade precoce.
Em 2011, ainda no governo Sérgio Cabral, os praças do Corpo de Bombeiros Militar foram a voz da instituição, diante de uma oficialidade calada em sua quase totalidade. As represálias foram rigorosas, inclusive com prisões e exclusões que só foram revertidas por meio de anistias.
Diante dessa realidades, a notícia publicada pelo jornal O Dia deve ser avaliada com toda cautela, considerando que as manifestações contrárias aos regulamentos podem significar uma insatisfação da tropa.

"Jornal O Dia
Comandante chama tropa à disciplina
Almirante Ferreira reage à enxurrada de manifestações de militares da Marinha contra ou a favor de Michel Temer 
23/07/2017 11:00:00
ADRIANA CRUZ
Rio - A enxurrada de manifestações de integrantes da Marinha nas redes sociais contra ou a favor do presidente Michel Temer, ou mesmo pedindo a volta do regime militar, levou o comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, a ‘puxar o freio’ da tropa. O oficial enviou mensagem aos subordinados na qual alerta que o Regime Disciplinar Militar (RDM) proíbe manifestações públicas a respeito de assuntos políticos (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES: ALGUNS ASPECTOS IGNORADOS NOS DEBATES



Prezados leitores, esse é o segundo artigo que publicamos hoje sobre o tema desmilitarização das Polícias Militares, nele abordaremos alguns aspectos que não são apresentados nos debates e que são focados na nossa Constituição Federal.
Vale lembrar que a Constituição de 1988 foi construída no regime democrático.
Pelo preconizado nela o cidadão brasileiro que optar por ter uma carreira MILITAR tem duas opções:
- Ser um militar da federação (integrante das Forças Armadas) ou ser um militar dos estados e do distrito federal (policial ou bombeiro), em conformidade com os artigos 142 parágrafo 3o e 42, respectivamente.
Caso o cidadão deseje atuar nas missões  previstas para as Forças Armadas (Artigo 142), optará por ser um militar da federação.
Se o seu desejo for atuar no policiamento ostensivo e na preservação da ordem pública (Artigo 144 parágrafo 5o), será um militar dos estados ou do distrito federal.
Cabe acrescentar que se o interesse do cidadão for ser apenas policial, basta tentar o ingresso nas polícias federal, rodoviária federal ou civil.
Dentro desse cenário constitucional salta aos olhos  que os militares dos estados e do distrito federal são os MILITARES DE POLÍCIA e os MILITARES DO CORPO DE BOMBEIROS.
Diante disso percebe-se que as duas instituições possuem denominações históricas, porém erradas no contexto constitucional.
Os nomes corretos poderiam ser (exemplos): Corpo Militar de Polícia e Corpo Militar de Bombeiros.
Polícia Militar deveria ser a denominação da polícia dos militares.
Os militares de polícia são os que realizam o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública, como afirmamos.
Salvo melhor juízo, a discussão centrada no interesse público não deve ser a desmilitarização ou não, mas sim qual o modelo organizacional é mais eficiente para realizar essas duas missões: o "militar" ou o "não militar".
Respeitando todas as opiniões contrárias, tendo o Rio de Janeiro como referência, o militar de polícia nos parece o elemento melhor preparado para enfrentar a criminalidade existente, ela que emprega estratégias, táticas e armamentos próprios de guerras e de guerrilhas.
Desconhecemos país onde a criminalidade se pareça com a existente no Rio de Janeiro, onde o controle (enfrentamento) dela não seja feito por Força Armada ou por militares de polícia, alguém conhece?
Notem que quando os militares de polícia deixam de atuar (greves), quem realiza as funções preconizadas a eles são integrantes das Forças Armadas (Exército) ou do projeto da Força Nacional de Segurança, que também é organizado militarmente.
A verdade é que no Brasil não existe efetivo "não militar" que esteja apto para cumprir as missões dos militares de polícia, isso é irrefutável.
Longe de esgotar o tema, nosso principal objetivo foi trazer para a mesa de debates um novo questionamento: qual é o melhor modelo organizacional para a realização do policiamento ostensivo e da preservação da ordem pública no Brasil?
Nos respondemos: o militar.
Qual a sua resposta?

Juntos Somos Fortes!

A DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES E A FALTA DE PARÂMETRO QUE SEJA EFICIENTE



Prezados leitores, como publicamos ontem no Facebook, hoje apresentaremos dois artigos sobre o tema desmilitarização das Polícias Militares.
Os defensores da desmilitarização das Polícias Militares do Brasil apresentam os mesmos argumentos há muitos anos, o debate é antigo.
A seguir elencamos os mais ouvidos:
- As Polícias Militares são resquícios da ditadura (governo) militar.
- A maioria dos Praças são favoráveis a desmilitarização.
- Apenas parte dos Oficiais são contra a desmilitarização, isso para não perderem benefícios.
- É necessário construir uma "polícia cidadã".
Nesse artigo não faremos juízo de valor sobre os temas e nem tentaremos conceituar o que seria a "polícia cidadã", algo ainda confuso (uma polícia que faz greve seria uma polícia cidadã?).
Nós focaremos em um tema pouco abordado e que fala contra a desmilitarização: a absoluta falta de um parâmetro (padrão) eficiente de polícia NÃO organizada militarmente.
Basta ao interessado consultar a Constituição Federal para constatar que nenhuma polícia brasileira NÃO organizada militar é eficiente no desempenho de sua (s) função (ões).
Isso nos coloca diante de um dilema caso seja aprovada a desmilitarização no futuro, ou seja, qual o modelo (padrão) que a ex-Polícia Militar adotará para ser eficiente?
Em termos constitucionais as Polícias Civis não são, a Polícia Federal não é, assim como, a Polícia Rodoviária Federal não é.
Deixar de ser militar para ser INEFICIENTE (ou continuar ineficiente) não nos parece algo que recomende a inteligência mediana..
Concordamos que o militarismo precisa ser flexibilizado nas Polícias Militares e nos Corpos de Bombeiros Militares, sobretudo no que diz respeito aos regulamentos arcaicos, isso todos concordam.
O Policial Militar é um cidadão fardado e deve ser tratado tendo por base o respeito aos seus direitos de cidadão brasileiro.
Operar essas mudanças nos parece muito mais importante no momento que pensar em desmilitarizar.
Além disso, como medida de segurança, enquanto não aparecer uma polícia NÃO organizada militarmente que possa servir de parâmetro de eficiência, a desmilitarização não faz qualquer sentido.
O segundo artigo será publicado mais tarde.

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"DESMILITARIZAÇÃO DA PM: A QUEM INTERESSA ? - FLAVIO GORDON



Prezados leitores, hoje nós publicamos um vídeo de trinta minutos onde se pode constatar a presença de grupos hostis ao policiamento, os quais usam até fogos de artifício atirados na direção dos policiais.
Quem não assistiu ainda, não deixe de fazê-lo.
São vândalos e saqueadores que querem enfrentar o Estado e a própria população que acaba também sendo vitimada.
Na realidade que vivenciamos no país, pensar em desmilitarizar as polícias é algo sem qualquer sentido.
Além disso, vale lembrar que por definição constitucional os PMs são militares de polícia, militares dos estados, sendo impensável desfigurá-los de sua natureza organizacional.
O tema já esteve presente em mais de cem artigos no nosso blog e em nenhum momento, apesar das nossas solicitações, alguém favorável à desmilitarização, apresentou o produto final, ou seja, como na prática passaria a ser o sistema de segurança pública.
Eis um novo artigo.

"Site Senso Incomum
Desmilitarização da PM: a quem interessa?
Flavio Gordon 
09/02/2017
Refletir sobre a desmilitarização significa ir além da aura mágica da palavra, penetrando na substância concreta do fenômeno. 
Nenhuma palavra ou ideia — sobretudo ao se tratar de uma proposta política de mudança radical — deve ser analisada como se pairasse num vácuo. Em termos puramente ideais e abstratos, a noção de desmilitarização das polícias talvez até fizesse algum sentido. Afinal de contas, não é estritamente necessário (e, sob certas circunstâncias, talvez nem mesmo desejável) que um corpo profissional responsável por manter a ordem pública e o cumprimento da lei esteja organizado nos moldes de um exército, ou seja, para a guerra. 
Mas é preciso ir além do significante “des-mi-li-ta-ri-za-ção” — cuja sonoridade, para muitos, parece trazer à mente a canção Imagine, de John Lennon, e as imagens idílicas de um mundo sem armas, sem violência, sem hierarquias; um mundo de paz, amor e campinas verdejantes — em busca do significado concreto assumido pela referida proposta na nossa presente situação (que, a propósito, não é das melhores). 
É preciso lembrar, antes de mais nada, que estamos no Brasil, país campeão mundial em número absoluto de homicídios. País no qual os criminosos são mais “militarizados” que a maior parte dos exércitos do planeta. Vivemos, de fato, em estado de guerra, com estatísticas de guerra, e dramas humanos típicos de situações de guerra. Num tal contexto, nada mais normal que nossas forças policiais sejam regidas por uma lógica militar. 
Em segundo lugar, e sobretudo, é preciso refletir profundamente sobre quem defende a desmilitarização no país, ou seja, sobre quais são exatamente os seus principais entusiastas. 
Basta fazer a pergunta para constatar tratar-se da mesma turminha, tão nossa conhecida, que chama arrastão de “reação dos desfavorecidos contra a elite”. Que defende o psicopata Champinha contra a “loirinha de classe média alta com nome estrangeirado” (sic), sua vítima. Que acusa a polícia de ser racista e genocida. Que é contra o policiamento ostensivo e o encarceramento de marginais. Que pede “menos polícia e mais cultura”, como se uma coisa pudesse substituir a outra. Que acusa a vítima de assalto de ter cometido “crime de ostentação”. Que mobiliza mundos e fundos para defender black blocs. Que “é do Levante” e “está com Maduro”. Que sonha em meter uma bala na cabeça dos “conservadores”. Que invade e destrói a sala de um professor de que discordam, rabiscando na parede a frase “Stálin matou foi pouco”. Que cassa a palavra de um debatedor e em seguida o agride covardemente na base do 30 contra 1. Que xinga a dissidente cubana Yoani Sanchez de vendida e agente da CIA, esfregando-lhe notas de dólares no rosto. Que deseja abertamente o estupro da jornalista Rachel Sheherazade. Que mata cinegrafista com disparos de rojão. Que enfia crucifixos no ânus e quebra imagens sacras. Que vomita, berra e se debate quando contrariada. Que faz troça da expressão “gente de bem”, como se a diferença substantiva entre um trabalhador e um criminoso fosse mera criação ideológica da direita. E que conta com centenas de representantes na política, na academia, no jornalismo e no show business. São esses os defensores da desmilitarização (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

POLÍCIA MILITAR: O EFEITO DA CRISE SERÁ O ENDURECIMENTO DO MILITARISMO



Prezados leitores, ontem, publicamos um artigo no sentido de que a crise nas Polícias Militares de alguns estados teria trazido de volta a discussão da unificação das polícias estaduais (Link para o artigo), embora a nossa opinião sempre foi no sentido de que a desmilitarização das Polícias Militares e a unificação não ocorreu tão cedo, apesar das discussões, isso se forem efetivadas algum dia.
É nosso hábito apresentar diferentes versões sobre o mesmo tema para que os leitores possam formar a própria opinião.
No caso das mobilizações que estão em curso nas Polícias Militares do Espírito Santo e do Rio de Janeiro e da provável mobilização na Polícia Militar de Minas Gerais no início de março, elas não deverão empurrar para a desmilitarização e/ou a unificação, ao contrário devem acarretar um endurecimento no militarismo, forma de organização das instituições.
Os regulamentos deverão ficar mais rigorosos e deverão ocorrer alterações que facilitem sobretudo a punição administrativa demissionária.
Vamos aguardar.

Juntos Somos Fortes!