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terça-feira, 12 de abril de 2022

SÃO PAULO - REGULAMENTADO USO DE REDES SOCIAIS POR POLICIAIS MILITARES - TRANSCRIÇÃO


São Paulo


Transcrição de mensagem recebida por WhatsApp:

"Diário Oficial de hoje, regulamenta uso de redes sociais aos PMs .

Foto de perfil fardado, armado, logomarca da PM , tá proibido 👇🏽

6.2. Condições de Execução:

6.2.1. é vedado ao policial militar (da ativa, agregado ou veterano), por meio de contas pessoais em mídias sociais e aplicativos mensageiros, a criação, edição, postagem ou compartilhamento de conteúdos que se relacionem, direta ou indiretamente, com a Polícia Militar, a exemplo de vídeos, imagens, áudios, textos, mensagens e links, e, particularmente:

6.2.1.1. a monetização advinda de conteúdos virtuais que se liguem, direta ou indiretamente, com a Polícia Militar;

6.2.1.2. o uso de nomes e siglas de Organizações Policial-Militares (OPM), brasões, insígnias, símbolos, logomarcas, cargos ou funções desempenhadas, endereços das Unidades e indicação de e-mail corporativo;

6.2.1.3. conteúdos que exponham o interior das instalações físicas da Polícia Militar (ou utilizadas para fins policial-militares) e viaturas, ou que façam alusão aos fardamentos, armamentos e equipamentos de proteção individual;

6.2.1.4. informações, dados ou resultados, associados a ocorrências, missões, ações, operações, apurações ou investigações policial-militares, ou que mereçam sigilo profissional de qualquer espécie;

6.2.1.5. conteúdos envolvendo pessoas que tenham sido objeto de intervenção ou interação com a Polícia Militar;

6.2.1.6. menção à doutrina policial-militar, a exemplo dos procedimentos operacionais padrão, video treinamentos e instruções;

6.2.1.7. dicas e conteúdos relativos a exames e concursos da Polícia Militar;

6.2.1.8. considerações sobre atos de superiores, de caráter reivindicatório e de cunho político-partidário, ou depreciativos a outros órgãos públicos, autoridades e demais militares do Estado;

6.2.1.9. informações ou dados não comprovados ou inverídicos (fake news);

6.2.1.10. aposição de foto, em seus perfis, que se relacione, direta ou indiretamente, com a condição de militar do Estado (por intermédio de insígnia, brasão, símbolo, logomarca, fardamento, armamento, viatura ou equipamento de proteção individual), exceção feita a aparelhos intercomunicadores funcionais;

6.2.1.11. publicações que exponham caráter íntimo atentatório às relações de respeito e decoro.

 6.4.2. CIPM e Correg PM

Subsidiar o Comando-Geral (Cmdo G), de acordo com as respectivas searas de atribuição, na política de fiscalização, informação, avaliação, apuração e eventual responsabilização de policiais militares que façam uso indevido das mídias sociais e aplicativos mensageiros, nos termos consignados nesta Dtz.

6.5.5. esta Diretriz entra em vigor a partir de sua publicação e os policiais militares (da ativa, agregados e veteranos) terão o prazo de 20 dias para adequar totalmente seus perfis, páginas e canais de mídias sociais, bem como seus aplicativos mensageiros, ao cumprimento irrestrito das previsões aqui contidas".

Link:

https://ponte.org/wp-content/uploads/2021/12/PM3-006-02-21.pdf

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

CORONEL É CONDENADO POR DESVIAR R$ 7 MILHÕES DA POLÍCIA MILITAR



"Site G1 
Coronel é condenado a 15 anos de prisão por desviar R$ 7 milhões da PM 
Coronel José Afonso Adriano Filho contratou empresa para prestar serviços à PM. MP diz que ele nunca fez obras, mas recebeu dinheiro por esses trabalhos. 
28/02/2018 04h26 Atualizado há 1 hora
A Justiça Militar condenou, na noite desta terça-feira (27), o coronel José Afonso Adriano Filho a 15 anos de prisão. Ele foi acusado de peculato, ao desviar R$ 7 milhões entre 2009 e 2012, quando era responsável pelas compras e contratação de serviços para o comando da Polícia Militar (PM) de São Paulo. 
Mesmo sendo um ex-oficial desde o início de fevereiro, meses após sua prisão, o coronel foi julgado pela Justiça Militar. Segundo a acusação, ele comprou uma empresa - à beira da falência, mantendo-a no nome do antigo dono - e a contratou para a limpeza de um lago de carpas na entrada do Comando-Geral da PM e para outras obras para a corporação (Fonte)".

sábado, 2 de setembro de 2017

SP - PROMOTORA DENUNCIA PRESSÃO POLÍTICA E MIDIÁTICA PARA RESPONSABILIZAR POLICIAIS MILITARES

Prezados leitores, a promotora Ana Maria Frigério Molinari (Ministério Público de São Paulo) solta a voz e explica a tentativa de interferência nas investigações sobre casos envolvendo Policiais Militares.
Conheçam como atua o PCC em São Paulo e como atuam as "mães de maio".




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quinta-feira, 1 de junho de 2017

POLÍCIA MILITAR DIVULGA NOTA DE REPÚDIO À REDE GLOBO

Prezados leitores, a liberdade de expressão não é um direito absoluto.
Parabenizamos o comando da PMESP pela nota de repúdio.




"Revista Veja
Cidades
PM divulga nota de repúdio à Globo por cena exibida em ‘Malhação’ 
Texto assinado pelo comandante-geral da corporação diz que a emissora "generalizou toda uma instituição"
Por Thaís Oliveira 
31 maio 2017, 19h44 
A Polícia Militar de São Paulo divulgou uma nota de repúdio a uma cena exibida na terça-feira (30) em Malhação – Viva as Diferenças. O trecho em questão mostra os personagens Anderson e Tina sendo abordados por um oficial com uniforme cinza – semelhante ao da PM –, que trata o rapaz de forma preconceituosa (Fonte)". 

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sábado, 20 de maio de 2017

PRESIDENTE TEMER MANDOU ENTREGAR R$ 1 MILHÃO A CORONEL DA POLÍCIA MILITAR

Prezados leitores, a "lama da corrupção" se espalha para todos os lados.



"Revista Época 
Temer mandou entregar R$ 1 milhão a coronel da PM, diz delator 
Valor foi descontado dos R$ 15 milhões enviados a ele a pedido do PT 
MARCELO ROCHA 
19/05/2017 - 16h37 - Atualizado 19/05/2017 18h02 
O lobista da J&F Ricardo Saud disse aos procuradores da República que o presidente Michel Temer pediu pessoalmente a ele que R$ 1 milhão fossem entregues ao coronel da PM João Batista Lima Filho, amigo do peemedebista e conhecido como coronel Lima. De acordo com o delator, quem transportou os valores foi Florisvaldo Caetano de Oliveira. No endereço de entrega, funciona a Argeplan Arquitetura e Engenharia, investigada no braço da Lava Jato que apura irregularidades envolvendo Angra 3. “Isso me chamou a atenção porque eu já vi o cara pegar dinheiro para a campanha e gastar na campanha. Agora, o cara pegar dinheiro para a campanha, ganhar um dinheiro do PT e guardar no bolso dele. Só Temer e o Kassab fizeram isso”, disse o delator. Saud afirmou que o dinheiro entregue ao coronel Batista foi descontado dos R$ 15 milhões que o PT enviou a Temer para serem gastos na campanha de 2014 (Leiam mais)". 

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

APREENSÃO DE ARMAMENTO - POPULAÇÃO DO RIO AGRADECE À POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO

Prezados leitores, a apavorada população do estado do Rio de Janeiro, além de agradecer os esforços diários dos Policiais Militares e dos Policiais Civis do estado, devem agradecer também aos Policiais Militares do estado de São Paulo, eles que evitaram que um arsenal chegasse ao Rio de Janeiro.




"Jornal Extra
17/05/17 11:38 Atualizado em 17/05/17 13:00 
Polícia apreende caminhão que ia para o Rio com 4,6 toneladas de maconha e armamento pesado 
Célia Costa 
Policiais de Teodoro Sampaio, no interior de São Paulo, apreenderam um caminhão com 4,6 toneladas de maconha, 31 pistolas, mais de 16 mil projéteis, acessórios para armamentos, sete fuzis e duas metralhadoras .50 (antiárea). O destino de toda a carga era uma favela carioca, que o motorista declarou não saber qual. As instruções seriam recebidas somente quando ele chegasse ao Rio (Leiam mais)". 

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segunda-feira, 13 de março de 2017

A POLÍCIA MILITAR USA FORÇA EXCESSIVA ?

Prezados leitores, analisem esse estudo da Polícia Militar do Estado de São Paulo e concluam sobre a violência policial naquele estado, onde a polícia é frequentemente acusada de ser muito violenta.




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quinta-feira, 9 de março de 2017

ESCÂNDALO NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO



Prezados leitores, a Corregedoria da PMESP prendeu um Coronel PM acusado de desviar milhões da instituição.
No Rio de Janeiro, Coronéis PM também têm sido presos.
Se por um lado isso demonstra que a prática de ilícitos percorre toda a escala hierárquica, por outro demonstra que a impunidade está perdendo força em todos os setores da vida brasileira.

"BOL Notícias
Corregedoria prende coronel acusado de desviar R$ 7 milhões da PM paulista 
Estadão Conteúdo 09/03/201712h07 > Atualizada 09/03/201713h31 
Bruno Ribeiro e Fabio Leite
São Paulo
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta quinta-feira, 9, o tenente coronel da PM Afonso Adriano Filho, acusado de liderar um esquema de desvios de verba do Quartel Geral da corporação estimados em R$ 7 milhões. A prisão é preventiva e havia sido autorizada pela Justiça (Leiam mais)".

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

AOS DEFENSORES DO "NÃO DIREITO DE GREVE" DOS POLICIAIS MILITARES



Prezados leitores, nós já publicamos diversos artigos nesse espaço democrático que a nossa legislação não concede aos Policiais Militares e aos Bombeiros Militares o direito greve, algo que também não possuem os integrantes das Forças Armadas.
Portanto, esse artigo não é um questionamento ao previsto na legislação, mas sim aos argumentos usados por muitos que defendem que a greve não pode ser desencadeada tendo por base valores subjetivos.
A seguir transcrevemos um trecho de artigo de Felipe Moura Brasil (Veja), os destaques são nossos:

"Agradeço muito, porém, a todos que vêm comprovar o que eu disse no programa: que policiais militares que deixam a população refém de bandidos porque querem aumento salarial colocam a sua insatisfação profissional acima da preocupação com a vida dos cidadãos. Em vez de pedirem demissão ou exoneração, e aguardarem TRABALHANDO a aceitação delas ou o prazo do contrato, como é o correto em qualquer área de atuação pública ou privada em caso de insatisfação com o salário recebido, eles colocam vidas em risco com a recusa em prestar à sociedade o serviço de PM. (Fonte)".

Ele está certo?
No tocante ao sacrifício de vidas humanas para tentar obter melhores salários, nem vale a pena argumentar, isso é óbvio.
Agora, analisemos a alternativa que ele coloca:

"Em vez de pedirem demissão ou exoneração, e aguardarem TRABALHANDO a aceitação delas ou o prazo do contrato, como é o correto em qualquer área de atuação pública ou privada em caso de insatisfação com o salário recebido(...)"


Sendo pragmático, imaginemos que a PMES possua um efetivo ativo de Oficiais e Praças em torno de 5.000 PMs.
Todos insatisfeitos com os salários.
Para Felipe o certo seria pedirem exoneração, vamos supor que eles sigam a orientação
Dependendo dos regulamentos internos de cada instituição militar, após 30 ou 45 dias eles não podem mais ser escalados nas ruas.
Como o governador irá recrutar, selecionar e  formar os seus substitutos em 45 dias?
Praças demoram em média no Brasil seis meses para serem formados e Oficiais três anos.
Seguindo a ideia de Felipe, após 45 dias no máximo, as ruas ficarão sem policiamento (não existirão mais PMS) e os crimes ocorrerão em número muito maior do que os atuais.
No Rio de Janeiro são mais de 50.000 PMs  em São Paulo mais de 100.000 PMs, imaginem o caos se todos pedissem a exoneração proposta por Felipe?
Não é simples resolver esse NÃO direito de greve dos Policiais Militares, sobretudo quando os governos se aproveitam disso para pagar salários miseráveis aos Policiais Militares.
Na verdade quem CHANTAGEIA são os governantes, que aproveitam desse impedimento para pagarem salários famélicos.
Quais seriam os outros mecanismos de pressão na luta salarial?
Faltarem aos serviços obtendo dispensas médicas, a falta do policiamento persistirá e a criminalidade imperará nas ruas.
Saírem para as ruas e fingirem que trabalham, a criminalidade continuará fazendo a festa.
Portanto, urge que se regule o DIREITO DE GREVE dos profissionais de segurança pública, alterando a legislação.
E, por favor, não me falem como alguns sobre o voluntariado, pois não existe trabalhador que não seja voluntário, portanto, tal argumento é uma falácia.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SÃO PAULO: POLÍCIA MILITAR IMPEDIDA DE USAR ARMAMENTO NÃO LETAL

Prezados leitores, uma decisão judicial proíbe a PMESP de usar armamento não letal em protestos.

"UOL NOTÍCIAS
Caio Guatelli - 18.mai.2000/Folha Imagem


Justiça proíbe PM de usar bala de borracha em manifestação
James Cimino
Do UOL, em São Paulo 28/10/201421h32
A Justiça de São Paulo concedeu na última sexta-feira (25) liminar (decisão provisória) que proíbe a PM (Polícia Militar) de utilizar armas e balas de borracha para dispersar manifestações. 
Agora, a PM paulista tem 30 dias para informar publicamente um plano de ação em protestos de rua, que não inclua o uso deste tipo de equipamento, sob o risco de multa diária no valor de R$ 100 mil, que devem ser imputados ao governo do Estado em caso de descumprimento. Como a medida é liminar, há possibilidade de o governo recorrer. 
De acordo com a decisão, há pontos obrigatórios que devem estar inclusos no plano de ação da PM. Além da proibição do uso balas de borracha, todos os envolvidos nas ações de policiamento deverão ter a identificação dos nomes dos policiais afixada na farda de forma visível.O plano de ação das tropas, em caso de necessidade de dispersão, deverá também indicar o nome de quem o ordenou. 
A liminar foi concedida pelo juiz Valentino Aparecido de Andrade da 10ª Vara da Fazenda Pública que atendeu as medidas de ação movida pela Defensoria Pública e proposta pela Conectas, uma ONG de defesa de direitos humanos. 
"O objetivo foi reivindicar que a PM aja de forma preventiva e não repressora. Queremos que a polícia garanta esse direito de manifestação de forma inteligente", declarou o defensor público Fabrício Viana. 
O documento diz, ainda, que "sprays de pimenta e gases podem eventualmente ser utilizados, mas em casos extremos"
Repercussão
"É uma decisão extremamente positiva e de importância dentro da questão dos direitos humanos. Da legitimidade do direito da manifestação pacífica, um ganho para a sociedade toda", disse o fotógrafo Sérgio Silva, vítima de uma bala de borracha no olho esquerdo, durante uma manifestação no dia 13 de junho do ano passado, em São Paulo. 
Devido ao acidente, Silva perdeu o olho esquerdo e hoje usa uma prótese estética no local. "O uso desse tipo de arma tem de obedecer um tipo de regulamento, que na prática não ocorre", disse ele. 
Neste ano, o fotógrafo entregou um abaixo-assinado ao secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, que pedia o fim do uso desse tipo de armamento. 
"As assinaturas foram recolhidas pela sociedade civil, em um momento em que eu ainda recuperava a minha saúde", disse ele, que segue fazendo acompanhamento médico. 
A reportagem do UOL pediu, por e-mail e por telefone, que a Secretaria de Segurança Pública do Estado se manifestasse sobre a decisão, mas até o fechamento desta reportagem ainda não havia recebido qualquer resposta (Fonte)".   

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

OUÇAM UM COMANDANTE GERAL DE POLÍCIA MILITAR...



Prezados leitores, ouçam o Comandante Geral de Polícia Militar do Estado de São Paulo.
"SITE G1
26/09/2014 12h34 - Atualizado em 26/09/2014 18h18 
Comandante faz desabafo em enterro de policial: 
'Vivemos em uma guerra' 
Benedito Roberto Meira acredita que o país está em 'situação de guerra'. Alexandre Hiath de Lima foi enterrado, nesta sexta (26), em Santos, SP (Leiam e assistam a entrevista).
Foto: G1.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A POLÍCIA MILITAR E O ZEPELIM - POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO




Prezados leitores, recebemos por e-mail o texto que transcrevemos a seguir como sendo uma nota da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 

E-MAIL:
"Leia a íntegra da nota da Polícia Militar:
A PM e o Zepelim?
Mais uma vez, somos questionados por um órgão de imprensa sobre o nosso modelo de polícia, o militar. O ponto de início da matéria a ser construída obedece a alguns entendimentos já pacíficos por parte da reportagem e subsidiados pela opinião de "especialistas". Vejamos:
A Polícia Militar trata parte da população brasileira como potencial inimigo;
O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura, guiado pela Lei de Segurança Nacional;
A ditadura ainda está na cabeça dos governantes e principalmente das polícias;
A PM que está aí atira para matar. Ela está servindo a outros interesses.
Como diria o colunista Reinaldo Azevedo, este é mesmo "o ano de satanização dos militares".
É triste ver como a desinformação parece habitar algumas mentes neste nosso Brasil de tantos Brasis. Pior: é mais triste ver como alguns sentimentos se tentam materializar, migrando da quimera à teoria; daí à crença; por fim, daí à "verdade".
Ninguém deveria se ocupar do julgamento do pretérito, especialmente com os olhos do presente, mas não é o que ocorre neste país... Conseguimos anistiar pessoas, mas não conseguimos libertar o passado, que parece um espírito confuso, agarrando-se a um corpo jacente.
Falar em inimigos, em Lei de Segurança Nacional, que a PM atira para matar, se não fosse terrível, seria cômico, porque denota, sim, a construção de um pensamento que se pretende coletivo, a partir de pessoas que se sentem intelectuais.
Seria mais simples pensar o mundo a partir de fatos, mas alguns propagadores de opinião preferem as ideologias, o partidarismo e, até, o oportunismo.
Na maioria das vezes, as polícias militares se desviam do posicionamento político (na essência da palavra); nossos contumazes detratores, não. E essa desigualdade se reflete no açoite cotidiano à categoria que se imbui de receber sobre si todos os pecados do mundo.
Talvez seja oportuno então alertarmos a sociedade quanto ao Brasil que alguns sonham construir, numa versão romântica, e bastante suspeita.
Antes disso, porém, talvez devêssemos informar que, desde 1997, a Polícia Militar de São Paulo se estrutura a partir de conceitos de polícia comunitária.
Pode-se mencionar também que o Método Giraldi de Tiro Defensivo para a Preservação da Vida, criado por um oficial da PM paulista e nela desenvolvido, é recomendado pela Cruz Vermelha Internacional como efetivamente aplicável ao treinamento das polícias.
Nosso Programa Estadual de Resistência às Drogas (Proerd), em vinte anos de atividade, já formou mais de sete milhões de crianças, ensinando-lhes caminhos seguros para fugir ao contato com esse mal que assombra nossa sociedade. Isso significa dizer que já educamos um número de jovens que representa 16% dos 43 milhões de paulistas, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2013.
E não seria demais também lembrar que, no ano passado, atendemos 2.450.098 ocorrências, prendemos 183.952 pessoas, apreendemos mais de 80 toneladas de drogas, 13.828 armas de fogo em poder de criminosos, prestamos 2.506.664 atendimentos sociais e resgatamos 619.231 pessoas.. 
Seria tudo isso fruto de nossa vocação para enxergar a população como inimiga? Seria a ditadura que ainda está em nossa cabeça? A influência da Lei de Segurança Nacional? Ou ainda nossa compulsão de atirar para matar?!
Em que mundo esses "especialistas" fundamentam suas teorias?
Muito provavelmente a resposta esteja em outro século e em outro continente, nascida da cabeça de alguém que pregou a difusão de um modelo hegemônico, que se deve construir espalhando intelectuais em partidos, universidades, meios de comunicação. Em seguida, minando estruturas básicas e sólidas de formação moral, como família, escola e religião. Por fim, ruindo estruturas estatais, as instituições democráticas. Assim é o discurso desses chamados "intelectuais orgânicos", como costumam se denominar, em consonância com as ideias revolucionárias do italiano Antonio Gramsci, que ecoaram pelo mundo a partir da década de 1930.
Tão assombrosa quanto esse discurso anacrônico, ou mais, é a teorização formulada por quem, em vez de servir a uma instituição, prefere servir-se dela, desqualificando-a, conspurcando-a. Nesse caso, o problema talvez não esteja na ideologia, mas na conveniência da oportunidade de mercado.
No presente momento em que diversos grupos supostamente democráticos fazem coro para desmilitarizar a nossa polícia, vemos pessoas que aqui passaram a maior parte de sua vida se colocando como arautos das mudanças que urgem. Esse tipo de voz ecoa muito mais pelo inusitado do que pela qualidade de seus argumentos pseudocientíficos. É a chamada crítica à moda Brás Cubas. Saca-se alguém de um determinado meio e essa pessoa recebe chancela de legitimidade por falar de algo que, em tese, conhece por vivência. É inadmissível que um profissional, que deveria ter compromisso com a verdade, pois assim assumiu em juramento, falar em premiações, medalhas a policiais que matam, como se isso fosse uma prática corrente, cultural. Somos a instituição que mais depura seu público interno, sujeita a regulamentos, códigos rígidos de conduta e com uma corregedoria implacável contra agressores de policiais e contra policiais bandidos. Exoneramos centenas. Só em 2013, foram 349. Como dizer que toleramos o erro? Onde está a responsabilidade no que é dito.
Enfim, parece ser oportuno criticar um modelo de polícia que suporta o tempo e as circunstâncias adversas. Temos história, uma cultura, valores morais, coisa rara nos dias de hoje.
Critica-se, mas, no momento da agrura, sabemos qual é a última instância salvadora, quem pode nos socorrer: "o policial ditador, que nos vê como inimigos, que age conforme a L.S.N., que atira para matar...". É como soava no refrão de Chico Buarque: ".... Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir...". Vem o sufoco, a salvação; passa o sufoco, torna-se ao linchamento. Será que a sociedade prescinde um dia de nós? Uma manhã? Uma hora?
Ainda somos uma democracia, é bom que nos lembremos sempre disso. Se um dia tivermos de mudar nosso modelo, que seja pelo desejo do povo, não de "especialistas".
Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de São Paulo 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 10 de março de 2014

AÇÃO POLICIAL: VOCÊ CONDENA AS AÇÕES DOS PMs?

Prezados leitores, esse vídeo foi encaminhado através do twitter e resolvemos postá-lo para que nossos leitores possam analisar a conduta do "artista", dos que estavam assistindo e dos Policiais Militares.
Propositalmente, não emitiremos opinião.
Queremos a sua opinião.
Solicitamos que se coloquem no lugar do "artista" e no lugar dos PMs para fazer a avaliação.

 

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domingo, 2 de março de 2014

PROTESTOS: TÁTICA DA PM DE SÃO PAULO PODERÁ SER USADA EM TODO BRASIL



Prezados leitores, o execício da cidadania através de protestos realizados nas ruas, devem obedecer um regras claras: o protesto deve ser organizado, ordeiro e pacífico.
Todo protesto que se afasta desse regramento deixa de ser um ato de cidadania e se transforma em desordem urbana.
Nós escrevemos constantemente sobre isso para despertar a reflexão nos nossos leitores sobre o que tem ocorrido no Brasil, onde a quase totalidade dos atos de protesto acabam terminando em violência e vandalismo.
Obviamente, diante da realidade vivenciada nas ruas, as Polícias Militares tem estudado a melhor forma de prevenir e de reprimir a violência e o vandalismo. A Polícia Militar de São Paulo, apesar de algumas críticas sobre excessos, sinalizou com uma forma de contenção que parece ter sido bem sucedida. Nada mais lógico do que tentar disseminar a experiência entre todas as Polícias Militares do Brasil.
Cabe aos Secretário de Segurança as ações para o aprimoramento das Polícias Militares e Civis que gerenciam, portanto, movam-se, basta de erros.
Os organizadores dos protestos, se é que eles existem, por sua vez devem ter sempre em mente que ao escolherem as ruas para exercerem o seu direito de manifestação, precisam aprender que existem outros direitos além desse, como o direito de locomoção, o ir e vir, que fica seriamente comprometido quando os manifestantes optam por bloquear ruas.
Eu não posso exercer a minha cidadania e impedir os outros de exercerem as suas.
É fundamental organizar os protestos, caso contrário eles serão inócuos, um esforço gigantesco para conseguir muito pouco ou quase nada, como ocorreu em termos de resultado até o momento nos protestos.
Ir para as ruas é imprescindível para mudar o Brasil, mas não podemos ocupar as ruas deixando o cérebro em casa.
Quem faz isso vira gado, sendo levado de um lado para o outro, sem saber de nada.

"SITE SRZD 
28/02/2014 15h49
'Tropa de Braço' da PM de SP deve ser usada em todo o país 
Redação SRZD 
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, disse nesta sexta-feira que o governo federal manifestou interesse em que o governo paulista compartilhe com outros estados a estratégia chamada "Tropa de Braço". Ele esteve reunido com o governador da cidade, Geraldo Alckmin, e com ministros, em Brasília, para discutir medidas de segurança para a Copa do Mundo.
A "Tropa de Braço" é uma equipe com treinamento em artes marciais e foi usada durante um protesto contra a Copa do Mundo no último sábado (22), pela Polícia Militar (PM) de São Paulo. A tática consiste em isolar os manifestantes antes que comecem a praticar atos de vandalismo. Durante a manifestação, até jornalistas foram encurralados pelos policiais. 
"A avaliação do governo federal foi positiva, o ministro da Justiça já expressou isso publicamente", disse Grella. Segundo ele, o Ministério da Justiça pediu que fosse convocada uma reunião para que a experiência de São Paulo fosse transmitida para outros estados, tendo em vista os bons resultados obtidos. "Nós nos colocamos à disposição para a reunião com outros estados a fim de transmitir o planejamento, a estratégia", acrescentou o secretário. 
De acordo com o governador Geraldo Alckmin, a estratégia de segurança para a Copa do Mundo em São Paulo está sendo planejada para receber 15 delegações. A cidade vai receber seis jogos da competição. 
"Teremos em São Paulo quase metade das delegações do Brasil. Então, teremos muito deslocamento para o aeroporto e o estádio. Discutimos escolta, segurança, haverá um conselho de coordenação desse trabalho, que era um trio com a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Federal e o Exército, e nós sugerimos incluir também a prefeitura de São Paulo", disse Alckmin. 
Eleição vira alerta 
O governador citou também as eleições de outubro, que considera mais um fator de atenção a mais a ser observado na discussão sobre a segurança pública na Copa do Mundo. 
"No ano passado, na Copa das Confederações - sempre tem um burburinho eleitoral local. E olha que nem tinha eleição no ano passado. Então, neste ano, pelo fato de ter eleição e estamos mais próximos dela, é mais um fator de atenção", destacou o governador (Fonte)".

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sábado, 1 de março de 2014

OFICIAIS DA PM DISCUTEM COM EX-PROFESSOR DE DIREITOS HUMANOS EM REDE SOCIAL



Prezados leitores, mais um embate entre a ação da Polícia Militar e os direitos humanos, dessa vez envolvendo um Professor e Oficiais da Polícia Militar de São Paulo, isso em uma rede social.
Não comentaremos o conteúdo do debate, mas aproveitamos para escrever, mais uma vez, que enquanto o Policial Militar e o Policial Civil não forem sujeitos dos direitos humanos comuns a todos os cidadãos brasileiros, fica muito difícil exigir deles o respeito a eles, pois nunca os representantes dos direitos humanos saem em defesa deles quando esses direitos são desrespeitados com relação a eles.

"ESTADO DE SÃO PAULO 
28/3/14 
Ex- professor de Direitos humanos da PM é atacado por oficiais em rede social 
O advogado Dimitri Sales é doutor em direito constitucional e trabalha com temas ligados a direitos humanos. Por dois anos, entre 2010 e 2011, deu aulas da matéria no Barro Branco, escola que forma oficiais da PM. No ano passado, eu acompanhei uma aula que ele deu para oficiais que iriam comandar o policiamento da Parada Gay. Dimitri falou sobre diversidade sexual e deu dicas sobre como agir no evento. O trabalho da PM na Parada Gay sempre foi muito bom. Milhões de pessoas vão às ruas de SP, bebe-se muito, mas ao longo da história não me lembro de qualquer confusão relevante. Na Parada Gay, a PM age como dela se espera. Os manifestantes são tratados com respeito. 
Na quarta-feira, contudo, o professor criticou em sua página no Face Book a tática usada pela PM para sufocar a manifestação de sábado, que resultou na detenção em massa de manifestantes e na agressão de inúmeras pessoas. Foi o que bastou para que Dimitri sentisse o peso do clima na corporação em relação aos protestos. Lidando com desmandos políticos, enfrentando altos e baixos, a corporação parece trafegar em uma montanha russa há quase um ano. Em junho, bateu nos manifestantes diante das câmeras quando pensava que era isso que a população esperava O excesso de covardia em horário nobre a levou a ser duramente criticada e acabou acendendo o pavio das manifestações no Brasil. 
Em seguida, Governo e comando sentiram o golpe e decidiram recuar. Eu testemunhei o quebra-quebra dos black blocs na Prefeitura, no centro de SP, por três horas em junho, a 100 metros da Secretaria de Segurança, sem que os policiais nada fizessem para impedir. A omissão da PM foi novamente criticada. A corporação parece até hoje tentar encontrar a forma correta para agir. Só que não consegue achar. Nas ruas, inevitavelmente, os abusos aparecem, como se a tropa não conseguisse se controlar. Essa tensão transparece nos ataques feitos em rede ao ex-professor de direitos humanos da Academia, cujos trechos mais relevantes seguem abaixo. 
No geral, tenentes, ex-alunos de Dimitri, repetem clichês em defesa da arbitrariedade da polícia e atacam aqueles que tentam denunciar os abusos e desvios da corporação, como se essa postura crítica prejudicasse a PM ao invés de contribuir para a melhora. Abaixo, seguem trechos do diálogo: 
Dimitri Sales: ”A ação da Polícia Militar de São Paulo na manifestação do último sábado foi tão arbitrária, que a OAB/SP, enfim, se manifestou. De forma coerente, o presidente Marcos da Costa repudiou a “ação premonitória” da PM e apontou abusos. Segundo a imprensa, será criado um grupo para investigar a ocorrência de abusos e denunciá-los! Já o Coronel que comandou a operação aprendeu direitinho com o Governador Geraldo Alckmin ao afirmar que “se algum policial cometeu algum desvio, isso vai ser apurado”… Só que não! Até então nenhum ato de abuso cometido durante as manifestações de 2013 foi punido! E por falar no Governador, mais uma vez Alckmin comete um impropério que desqualifica o cargo que ocupa! Perguntado sobre a ação praticada pela Polícia Militar, ao invés de zelar pelas leis, estimula o arbítrio: “Muito bem sucedida. Tivemos menos confronto, menos violência, menos depredações, menos pessoas feridas, menos estragos de uma maneira geral”… Ou seja, em nome da ordem, às favas com a lei!” Geraldo Alckmin não aprendeu com junho de 2013, vai amargar um agitado março de 2014!” 
Um tenente começa o debate: 
“Então me responda Sr Dimitri Sales … O que seria razoável de acordo com seu ponto de vista???Os policiais simplesmente observarem a depredação de tudo e cruzarem os braços??? Ou apanharem em uma face e darem a outra para apanhar???Não entendi a arbitrariedade neste caso…”
O diálogo pareceu que transcorreria de forma respeitosa. Dimitri responde: 
“Meu caro, há a exata medida e a Corporação não a desconhece. É dever da Polícia evitar a depredação e não é direito de ninguém agredir qualquer pessoa, tampouco policiais. A ação do último sábado foi “preventiva” e, no Estado de Direito, é incabível cerceamento de liberdades por mera precaução. A Polícia tentou inovar no método de ação, adotando uma medida extremamente controversa. No meu entendimento, inadequada” 
Outros alunos entraram na discussão. Foi quando a barra começou a pesar. Outro tenente passa ao ataque: 
“Professor, o senhor fala de mais, mas NUNCA, nem nos bancos da gloriosa ACADEMIA o senhor não nos ensinou como atuar. (…) De admirador de sua pessoa, passei a desconfiar de sua postura, que se transveste de defensor dos Direitos humanos, mas na verdade só defende o “errado”. Pra mim o senhor só fala e não FAZ NADA. O PCC dominando o País, policiais e cidadãos de bem morrendo todo santo dia e o SENHOR NÃO FALA NADA SOBRE ISSO NUNCA. SÓ FICA DE BLÁ BLÁ BLÁ. NA BOA… ME DÁ LICENÇA”
Houve quem tentasse manter o debate em nível elevado, tentando convencer o professor da legitimidade da ação. 
“Não existe cerceamento de direitos (lembrando que NENHUM direito é absoluto quando se trata de ordem pública), tampouco existe “ação premonitória” quando policiais agem com base em fundadas suspeitas, estas baseadas na análise de comportamentos e contextos acontecidos reiteradamente em manifestações anteriores”. 
Só que os ressentimentos começam a transparecer. Um oficial aproveitou para desabafar em caixa alta: 
“PORRA, JÁ QUE É PRA FALAR MAU DA PM, PQ NÃO SE FALA DA MERDA QUE É O SALÁRIO???? PQ NÃO SE FALA DAS CARGAS HORÁRIAS QUE FODEM COM A SAÚDE FÍSICA E PSICOLÓGICA DO SER HUMANO POLICIAL MILITAR???? PQ NÃO SE FALA QUE O PM NÃO TEM SÁBADO. DOMINGO, NEM FERIADO???? NOS ESTAMOS SENDO ATACADOS POR TODOS OS LADOS. NÃO TEMOS FUNDO DE GARANTIA, NÃO TEMOS AUXÍLIO RECLUSÃO, NÃO TEMOS AUXÍLIO JURÍDICO, NEM DEFENSORES PÚBLICOS…. TODO MUNDO QUERENDO NOS FODER… EU CANSEI, DESISTO DE DEFENDER UMA SOCIEDADE QUE SÓ ME FODE 24 HORAS POR DIA. SE ATUAMOS RESPONDEMOS POR ABUSO, SE NÃO ATUAMOS ESTAMOS PREVARICANDO… PORRAAAA QUE MERDA É ESSA??? ACABOU A BRINCADEIRA CACETE, TEM PAI DE FAMÍLIA MORRENDO. E AQUELE SENHOR QUE TEVE SEU FUSCA INCENDIADO COM A FAMÍLIA DENTRO QUANDO PASSAVA POR UMA MANIFESTAÇÃO???? E ELE E SUA FAMÍLA???? QUERO VER QUANDO UM AMIGO PESSOAL OU UM PARENTE DO SENHOR TOMAR UMA ESTILETADA NO GOGÓ, UMA COQUETELZADA MOLOTOV NA CABEÇA E SAIR PEGANDO FOGO E MORRER ICENDIADO, DAI EU QUERO VER ALGUÉM FALAR QUE A PM DEVERIA TER FEITO ISSO OU AQUILO. PRA MIM, QUEM DEFENDE O CAPETA TRABALHA PRA ELE!!!!!” 
Para o mesmo completar: 
“Porra meu o cara nunca ensinou como deveríamos atuar, só falava que é pra perguntar pro travesti se ele quer ser chamado de senhor ou senhora. Porra o cara só defendo gente do lado errado, só quem faz merda!!! Enviados do capeta que vieram pra roubar, matar e destruir. Um dia ele será vítima de seu própria “criação” !!!!” 
O tenente continua o desabafo: 
“Exatamente! Durmi no barulho dele durante os tempos acadêmicos! Me formei e achei que o mundo era mil maravilhas, que com o diálogo poderíamos mudar o mundo! Dai certo dia eu fui dialogar com uma LADRÃO e ele me deu 4 tiros e eu dei 15 e acertei 13 nele. Porra só queria dialogar e o cara me senta o aço?!?!? Naquela data eu acordei. O mundo não é feito de diálogo porra nenhuma 
Outro afirmou: “É fácil falar mal… Falar dos mais de 20 PMS mortos esse ano só em São Paulo ele não fala. Tambem não vi nenhuma Comissão de DH em todos enterros que fui. Não me recordo se trabalhou na Secretaria de DH ou em alguma Comissão ou em ONG, mas sei que era da area. E NUNCA TE VI ajudar nenhuma família vitima de algum crime ou família de algum PM. 
Um oficial adepto do Jiu-Jitsu também se manifesta: “Vergonha de ter tido um professor que defenda os baderneiros…que julgue ser certo a “manifestação” com baderneiros que todos já sabiam ser quem era!!! E outra, o direito de “gritar e espernear” (ou se manifestar) não lhes foi cerceado!!! Ninguém estava com as bocas amarradas!!! A ação foi extremamente legitima e legal. Agora se nosso “professor” (vergonha de dizer isso agora…) quer somente polemizar…paciência… Hoje inúmeros filhos órfãos de PM estão sem nenhum amparo desses que se dizem “Direitos Humanos”… Infelizmente Sr Dimitri Sales… desta vez você simplesmente nos decepcionou… E depois de tudo o que li acima concordo com todos…a postura duvidosa…o medo de realmente AGIR e ficar só falando mal dos outros…a campanha eleitoreira…não duvido de nada disso…triste…vamos mudar o nome dos “Direitos Humanos” para “Direitos dos Manos”…ou Direitos do que é errado”… 
As mágoas não param de aflorar. Sentimento que também parece contagiar a tropa, como vemos nas atitudes destemperadas dos policiais nas ruas. Outro tenente afirma: 
“SIM! Porque até eu, COM MINHA FORMAÇÃO TÃO INFERIOR, aliás, qualquer um sabe: O GRUPO DOS BLACK BLOCKS É UMA ARTICULAÇÃO POLÍTICA!!! Recebem para fazer isso, ESTAMOS EM ANO ELEITORAL… logo: 1) Se a Polícia aguarda o início da manifestação violenta e age, É REPRESSORA; 2) Se a Polícia deixa que quebrem tudo, É OMISSA; 3) Se age preventivamente, contendo um grupo que TODOS NÓS (SEM HIPOCRISIA) sabíamos que iria SE MANIFESTAR DE MANEIRA VIOLENTA, o senhor fica MAGOADO e CRUCIFICA A CORPORAÇÃO QUE ABRIU AS PORTAS DE SUA ACADEMIA DE OFICIAIS, CONCEDENDO-LHE A CADEIRA DE MESTRE DE DIREITOS HUMANOS; Pelo que vejo, o coro “CHAMEM O BATMAN DA PRÓXIMA VEZ” soa cada vez mais alto e com mais clareza!!!” 
No final, os oficiais cobram a manifestação do ex-professor. Dão risadas. Lembra um ambiente escolar, marmanjos com um sadismo infantil, reunidos para humilhar aquele que deles discordam. Como se a crítica não fizesse parte do processo de melhoria. O professor se sentiu acuado e informou a Secretaria de Segurança Pública sobre o ocorrido. A Secretaria foi notificada e vai pedir para a PM que analise a situação. 
A emoção e o destempero dos policiais não contribuem em nada para a eficiência e a legitimidade dos trabalhos da PM durante os próximos atos nas ruas. O 3º ato contra a Copa ocorre dia 13 de março às 18 horas no largo da Batata. Mais de 8 mil pessoas estão confirmadas. Muita torcida para que haja calma e respeito entre todos os que estiverem no local (Fonte).

Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de dezembro de 2013

DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES: SIM OU NÃO?




FOLHA DE SÃO PAULO 
1)28/12/2013 - 03h00 
É preciso desmilitarizar a polícia? Sim 
MARCELO FREIXO ESPECIAL PARA A FOLHA 
DESMILITARIZAR A PM JÁ 
O que a sociedade deve esperar de policiais militares que, ao longo de sua formação, são obrigados por seus superiores a se sentar e a fazer flexões sobre o asfalto escaldante, que lhes provoca queimaduras nas mãos e nas nádegas? 
Como esses soldados, submetidos a um treinamento cruel e humilhante, se comportarão quando estiverem patrulhando as ruas e atuando na "pacificação" das comunidades? Como uma instituição que não respeita os direitos de seus membros pode contribuir com a democracia? 
Dar respostas a essas perguntas se tornou ainda mais urgente após a morte do recruta da Polícia Militar do Rio de Janeiro Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, em novembro. Membro da 5ª Companhia Alfa, ele foi parar no CTI (centro de terapia intensiva) do hospital central da PM após ser submetido a um treinamento que mais pareceu uma sessão de tortura, no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças). 
Além de Paulo, outros 33 recrutas passaram mal e 24 sofreram queimaduras nas mãos ou nas nádegas. Segundo relatos de colegas, quem não suportava os exercícios sob a temperatura de 42 graus Celsius –a sensação térmica era de 50 graus Celsius– levava um banho de água gelada ou era obrigado a se sentar no asfalto. 
E o caso não é isolado. Após a morte de Paulo, o Ministério Público ouviu recrutas da 5ª Companhia Alfa. Eles confirmaram os castigos cruéis e contaram que os oficiais não davam tempo suficiente para que se hidratassem. Alguns tiveram que beber água suja na cavalaria. Segundo informações da enfermaria da unidade, alunos chegaram a urinar e vomitar sangue. O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou a morte como homicídio. 
Até policiais experientes não resistem a esses treinamentos. Neste mês, na Bahia, os soldados Luciano Fiuza de Santana, 29, e Manoel dos Reis Freitas Júnior, 34, morreram após passarem mal num teste de aptidão física para ingressar no Batalhão de Choque. Outros precisaram ser hospitalizados. 
A tragédia envolvendo o recruta fluminense e os policiais baianos, infelizmente, não é só do Rio e da Bahia, mas de toda a sociedade brasileira. Em todos os Estados do país, a PM é concebida sob a mesma lógica militarista e antidemocrática. 
Ninguém precisa ser submetido a exercícios em condições degradantes e a castigos cruéis para se tornar um bom policial. Em vez de se preocupar em formar soldados para a guerra, para o enfrentamento e a manutenção da ordem de forma truculenta, o Estado precisa garantir que esses profissionais atuem de forma a fortalecer a democracia e os direitos civis. A realização dessa missão passa necessariamente por mudanças na essência do braço repressor do poder público. 
Desde as manifestações dos últimos meses em todo o país, quando os excessos da PM e a sua dificuldade em conviver com o regime democrático ficaram evidentes, o debate sobre sua desmilitarização se tornou urgente. A PM é uma herança dos anos de chumbo, uma força auxiliar do Exército. Mas o que nós precisamos é de uma instituição civil. 
Nesse sentido, é fundamental que o Congresso Nacional aprove a proposta de emenda constitucional (PEC 51/2013) que prevê a desvinculação entre a polícia e as Forças Armadas; a efetivação da carreira única, com a integração entre delegados, agentes, polícia ostensiva, preventiva e investigativa; e a criação de um projeto único de polícia. 
Esse debate deve envolver os próprios policiais e as organizações da sociedade civil. Essa proposta não significa estar contra a polícia, mas estar a favor dos servidores da segurança pública e da cidadania. 
MARCELO FREIXO, 46, professor de história, é deputado estadual pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) no Rio de Janeiro 

2) 28/12/2013 - 03h00 
É preciso desmilitarizar a polícia? Não 
ALVARO BATISTA CAMILO 
ESPECIAL PARA A FOLHA 
DEPRECIAR, DESMERECER, DESMILITARIZAR 
O desconhecimento do que é a Polícia Militar no Brasil leva as pessoas a pensarem, erroneamente, em treinamento de guerra e inimigos. Segundo esse pensamento, a desmilitarização seria a solução para eventuais deslizes e ações violentas. 
Só neste ano, em São Paulo, mais de 55 policiais militares perderam a vida defendendo o cidadão e cerca de 400 ficaram feridos, alguns com sequelas para o resto da vida. Isso aconteceu porque eles internalizaram valores que lhes foram transmitidos no consistente e demorado curso de formação, reiterados pelos comandos diuturnamente. 
O militarismo nas polícias é a forma de internalizar valores éticos, morais, de ordem e respeito às pessoas. Essa conduta é responsável por tornar os policiais militares homens e mulheres diferenciados por seu comprometimento com a defesa da vida e da dignidade, morrendo por seu ideal, se necessário for. Pelos indicadores apontados, isso não é apenas retórica. 
A polícia de hoje é uma polícia cidadã, focada na prestação de serviço. O policial militar não tem inimigo a ser eliminado. Tem um infrator da lei que deve ser preso e entregue à Justiça (Giraldi, 1999). 
Todo treinamento nas escolas da Polícia Militar –todas de nível superior– tem esse foco. Há uma disciplina específica de direitos humanos e seus conceitos, junto com a filosofia de polícia comunitária e de gestão pela qualidade, norteiam as ações policiais. Lá se ensina que a razão de ser da polícia é o cidadão. 
Os erros e desvios, quando acontecem –e acontecem, como em qualquer profissão–, são rigorosamente punidos por meio de uma corregedoria forte e atuante, que não sobresta procedimentos, que não transfere policial como solução, que não prescreve aposentadoria com salário integral como punição, que não se intimida e expulsa os policiais que não honram seu "compromisso com o cidadão" (slogan da PM de São Paulo em 2010). 
Agora que os indicadores não estão tão bons, fala-se muito em mudanças. Mas se ignora que a Polícia de São Paulo foi o fator fundamental no maior exemplo de combate à criminalidade no mundo ao fazer cair os homicídios nas 645 cidades do Estado consecutivamente por 12 anos em 72%. 
Destaque-se: a queda não se efetivou em apenas uma cidade, como Bogotá ou Nova York. 
Erra quem compara os indicadores de letalidade policial com aqueles existentes nos Estados Unidos e demais países com legislação forte e poucos confrontos. Não considerar essas premissas é o mesmo que comparar banana com laranja. 
Caro leitor, a Polícia Militar exerce papel principal nessa conquista, pois o indicador cai quando o crime não acontece. Para isso, é fundamental a prevenção feita pela PM, com planejamento e inteligência, de forma competente. 
Cada país tem a sua peculiaridade, o seu arcabouço legal, a sua herança cultural, e no Brasil não é diferente. As Polícias Militar, Civil e Federal têm missões definidas e se completam, na medida de sua competência constitucional. Precisamos aperfeiçoá-las, com melhor treinamento e salários dignos, e exigir que cada vez mais prestem melhores serviços aos cidadãos, aprimorando os seus processos demissórios para banir de seus quadros aqueles que não se enquadrarem na nova ordem. 
A Polícia Militar é o sustentáculo da democracia, a garantidora do Estado democrático de Direito, o último anteparo do cidadão contra a criminalidade e, em muitos locais, o único. Devemos trabalhar para que ela melhore sempre, a cada dia, dentro do princípio da melhoria contínua que também a norteia. Depreciá-la, desmerecê-la, desmilitarizá-la é um grande erro. 
ALVARO BATISTA CAMILO, 52, administrador de empresas, é vereador de São Paulo pelo PSD. Foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo (de 2009 a 2012)" 

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

2014 - O ANO DOS PROTESTOS - GOVERNO DO RIO COMPRA GRANADAS



 
Foto: O Globo

Prezados leitores, ontem escrevemos um artigo sobre os protestos que acontecerão no ano que vem, sobretudo em razão da realização da Copa do Mundo de Futebol, evento que atrairá a atenção de todo mundo, assim como, em virtude ser um ano eleitor.
No artigo tratamos do fato da Polícia Militar do Estado de São Paulo estar se preparando para os atos populares e comprando veículos blindados (Leia o artigo).
O governo Sérgio Cabral parece também está se preparando, como revela a matéria a seguir transcrita:

JORNAL O ESTADO DE SAO PAULO
Artefatos foram usados nas manifestações de junho; Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar o caso
09 de dezembro de 2013
Marcelo Gomes
RIO - A Polícia Militar do Rio comprou da Condor S/A Indústria Química bombas de gás lacrimogêneo três vezes mais potentes do que o normalmente empregado pelas forças de segurança brasileiras. Muitas delas foram usadas para reprimir "vândalos infiltrados" na recente onda de manifestações, segundo oficiais da corporação.
Veja também: 'Elas podem até matar', diz médico (Leia). 
 
No dia 2, o procurador da República Jaime Mitropoulos converteu o procedimento preparatório para apurar o caso em inquérito civil, depois de a fabricante informar que, desde 2012, vende para a PM fluminense artefatos com concentração de até 30% de ortoclorobenzalmalonitrilo, o lacrimogêneo.
Segundo o Exército, responsável por fiscalizar a produção e comercialização desse tipo de produto, as fábricas brasileiras produzem granadas com concentração aproximada de 10% da substância.
A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) começou a investigar o caso no fim de junho, após denúncias de que a PM estava usando bombas mais potentes do que o usual.
Na ocasião, oficiais do Batalhão de Choque disseram que alguns dos artefatos entregues à PM pela Condor seriam vendidos para Angola. O limite da concentração de gás lacrimogêneo permitida pelo país africano seria o dobro do usado no Brasil.
A última compra foi feita pela Secretaria Estadual de Segurança em 19 de junho para repor emergencialmente o estoque, que ficou praticamente zerado após a onda de protestos a partir de 6 de junho no Rio.
No dia 17 daquele mês, uma manifestação pacífica que levou 100 mil pessoas à Avenida Rio Branco, no centro do Rio, terminou em pancadaria e depredação do prédio histórico da Assembleia Legislativa (Alerj). A PM usou dezenas de bombas de gás para dispersar a multidão.
A compra, no valor de R$ 1,6 milhão, foi feita sem licitação.
Por causa dos protestos, o montante pago pelo governo do Rio à Condor no primeiro semestre deste ano (R$ 2 milhões) já superava em 66% tudo o que foi gasto no ano passado (R$ 1,2 milhão), segundo levantamento feito no Sistema Integrado de Administração para Estados e Municípios (Siafem).
A Secretaria Estadual de Segurança informou que a questão deve ser respondida pela Polícia Militar. Procurada na manhã de quinta-feira, a PM informou na noite de sexta-feira que precisava de mais tempo para levantar todos os lotes de bombas adquiridos e responder às perguntas.
Em nota, a Condor informou que ainda não foi notificada da investigação do MPF, "não tendo elementos para se pronunciar em razão disso". Procurada em junho pelo Estado, quando surgiram as primeiras suspeitas, a empresa afirmou que as bombas vendidas para a PM estavam em seu estoque "e poderiam ser vendidas para qualquer cliente".
 
Juntos Somos Fortes!