JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador Marcelo Freixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcelo Freixo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

VOTE GANIME - 30 - BASTA DE GOVERNADORES DENUNCIADOS E PRESOS



No dia 2 de outubro vote Paulo Ganime (Novo) - 30, chega desse grupo de políticos que nas últimas décadas têm sido eleitos e estão destruindo o Estado do Rio de Janeiro.

Eis a última notícia sobre o atual governador: delatado por pertencer a organização criminosa.

"Guilherme Amado

Cláudio Castro é citado em nova delação e Justiça envia caso ao STJ

Delação detalha participação de Cláudio Castro em organização criminosa no governo do estado; Conteúdo será analisado pelo STJ

atualizado 14/09/2022 17:01

(...)

A delação foi negociada em 2020 com o Ministério Público Federal e homologada pelo STF, por envolver deputados federais, cujo foro é no Supremo. A citação a Castro foi posterior à homologação, em um depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

“Ao prestar novas declarações, o colaborador Marcus Vinicius mencionou e detalhou a participação do atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Bomfim de Castro e Silva, além de outros agentes com prerrogativa de foro, na organização criminosa objeto da denúncia”, aponta o documento do MP obtido pela coluna (Leiam mais)".

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

GRAM - INTENÇÃO DE VOTO EM PAULO GANIME (30) CRESCE MUITO ENTRE VETERANOS E PENSIONISTAS



Quem frequenta as redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) e os grupos de ZAP dos Veteranos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar tem constatado o seguinte sobre as intenções de voto para o governo estadual:

1) Uma rejeição gigante ao nome do atual governador Cláudio Castro, ele que quebrou a paridade, violando legislação federal e estadual; e

2) Um significativo aumento nas intenções de voto no candidato Paulo Ganime (30).

Se você integra esse grupo precisa multiplicar (compartilhar) todos os artigos, áudios e vídeos que apoiam o voto em Paulo Ganime (30).

Compartilhar o máximo possível é indispensável para retirarmos do poder a denominada "Grande Família" de políticos que tantos males tem imposto à população fluminense.

Não se muda nada com "MAIS DO MESMO".

O candidato se comprometeu publicamente, algumas vezes, em recuperar a paridade dos Veteranos e das Pensionistas, enquanto o atual governador, o criador do problema, nunca declarou isso.

Tudo indica que ele vai ficar "ARRUMANDO A CASA" até que seja retirado do Palácio Guanabara.

Temos que fazer Ganime avançar para chegar no segundo turno e não custa lembrar que o atual governo está sofrendo várias investigações, inclusive sobre os milhões de reais gastos nos milhares de cargos secretos.

Não esqueça: COMPARTILHE!

Juntos Somos Fortes!


terça-feira, 13 de setembro de 2022

RJ - GOVERNADOR - VOTE PAULO GANIME - 30 - CONHEÇA O SEU VICE E FAÇA AS COMPARAÇÕES



Transcrição do G1:

"Paulo Ganime anuncia Hélio Secco como vice na pré-candidatura ao governo do RJ

Biólogo e doutor em Ciências Ambientais atua como analista ambiental e coordenador técnico em projetos de infraestrutura na região Sudeste há dez anos.

Por g1 Rio

18/07/2022 21h51  Atualizado há um mês

(...)

Helio Secco nasceu em Petrópolis e mora em Macaé. Biólogo formado pela UENF (Campos dos Goytacazes) e doutor em Ciências Ambientais pela UFRJ, o pré -candidato a vice tem ainda uma segunda graduação em Gestão Pública pelo SENAC.

Possui formação complementar em Gestão de Projetos Ambientais pela FGV. Atua como analista ambiental e coordenador técnico em projetos de infraestrutura na região Sudeste há dez anos. Secco é empreendedor , na área de consultoria ambiental desde 2014, e é Coordenador de Sustentabilidade do Movimento Livres desde 2021 (Link)".

 Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

ELEIÇÃO - RJ - PAULO GANIME VENCE O DEBATE DA REDE BANDEIRANTES



O candidato do Partido Novo ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Ganime, venceu o debate da Rede Bandeirantes, realizado na noite de ontem.

Enquanto Marcelo Freixo (PSD) e Cláudio Castro (PL) se dedicaram a expor os defeitos um do outro, estratégia também adotada por Rodrigo Neves (PDT) que batia nos dois, Ganime demonstrou ser o mais equilibrado e o melhor preparado.

Se isso se repetir no debate da Rede Globo, Ganime deverá começar a incomodar nas pesquisas eleitorais.

Como eu tenho comentando sobre nem Castro e nem Freixo, quem sabe esteja surgindo uma terceira opção.

Por derradeiro, não estou afirmando que votarei no Ganime, apenas emitindo uma opinião sobre o que assisti.

Certo é que não votarei nem no Castro e nem no Freixo.

Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 2 de agosto de 2022

RIO DE JANEIRO - SAÍDA DO CORONEL LARANGEIRA GARANTE A VITÓRIA DA ESQUERDA

Cláudio Castro - PL - e André Ceciliano - PT (Fonte)

A seguir listo em ordem alfabética os candidatos ao cargo de governado do Estado do Rio de Janeiro (Fonte G1), esclarecendo que exclui da relação o candidato do PMB em razão dele estar inelegível nesse momento.

- Cláudio Castro (PL).

-  Cyro Garcia (PSTU).

-  Eduardo Serra (PCB).

-  Juliete Pantoja (UP).

-  Luiz Eugênio Honorato (PCO).

-  Marcelo Freixo (PSB).

-  Paulo Ganime (Novo).

-  Rodrigo Neves (PDT).

Salvo melhor juízo, a saída do Coronel de Polícia REF Emir Larangeira da disputa, após decisão muito contestada no âmbito do PMB, a esquerda garantiu a sua vitória no Rio de Janeiro.

Os dois candidatos que lideram as pesquisas, Cláudio Castro e Marcelo Freixo, não são alinhados com valores conservadores da direita.

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 1 de julho de 2022

VOCÊ TEME QUE FREIXO SEJA ELEITO GOVERNADOR?



Nós, Militares do Estado do Rio de Janeiro (ativos, veteranos e pensionistas), temos pela primeira vez um candidato ao governo estadual, mas alguns ao invés de investir na campanha do Coronel de Polícia REF Larangeira, ficam especulando sobre o temor de Marcelo Freixo ser eleito, insinuando que é melhor continuar com Cláudio Castro, porque Freixo quer acabar com a Polícia Militar.

Escrevem e falam sem pensar porque nenhum governador pode acabar com as Instituições Militares, isso é obvio.

Se apesar dessa verdade alguém ainda tem medo de Freixo, fornecerei outros motivos concretos para alimentarem tal medo.

Sim, penso que ele tenha chance de ser eleito, sobretudo porque no momento seu principal adversário nas pesquisas, Cláudio Castro, está "pisando em ovos".

Cláudio Castro é alvo de algumas investigações, como a imprensa tem noticiado com frequência.

Some-se a essas investigações o fato de que desde o início do ano ele está descumprindo leis federais e lei estadual, quebrando a paridade e prejudicando financeiramente Veteranos e Pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

No momento tal situação ainda não foi denunciada devidamente aos órgãos de controle, mas será.

Logo, não é uma mero achismo, trata-se de uma possibilidade o fato dele "ficar fora do páreo".

Sem ele, Freixo ganhará fácil, caso não tornemos a nossa candidatura viável com a rapidez que o momento exige.

Militares do Estado do Rio de Janeiro, esqueçam Freixo, denunciem Cláudio Castro e façam uma campanha gigante para o Coronel de Polícia REF Larangeira.

Eis o melhor caminho para seguirmos.

Juntos Somos Fortes!


sexta-feira, 18 de março de 2022

GAROTINHO LANÇA PRÉ-CANDIDATURA AO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO

 




Transcrição:

"Diário do Rio

Garotinho lança pré-candidatura a governador do Rio de Janeiro em 2022

O ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) lançou na tarde desta quinta-feira, 17/3, sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro

quarta-feira, 16 de março de 2022

CNN - RIO DE JANEIRO: VEJA QUEM SÃO OS PRÉ-CANDIDATOS AO GOVERNO E AO SENADO



Transcrição:

FONTE:

"CNN

Rio de Janeiro: veja quem são os pré-candidatos ao governo e ao Senado

Atual governador deve tentar a reeleição; estado tem o peso do histórico de envolvimento de governadores em escândalos

Brayan Valêncio colaboração para a CNN

14/03/2022 às 23:55 | Atualizado 15/03/2022 às 14:11

ELEIÇÃO 2022 - FREIXO E CASTRO EMPARADOS NA PESQUISA


 

Transcrição:

"Revista Veja

Freixo e Castro estão empatados para governo do RJ

Pesquisa Real Time Big Data foi divulgada nesta terça-feira

Por Leonardo Lellis Atualizado em 15 mar 2022, 15h09 - Publicado em 15 mar 2022, 14h55 

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/freixo-e-castro-estao-empatados-para-governo-do-rj/


Um empate surpreendente se considerarmos que o governador Cláudio Castro já fez inúmeros acordos políticos, inclusive com integrantes de famílias que deixaram a pior impressão no mundo político.

Impressionante a rejeição do atual governador.

Só isso pode explicar essa igualdade.

Imaginem quando iniciarmos para valer a CAMPANHA #ForaClaudioCastro

Juntos Somos Fortes!



quarta-feira, 5 de julho de 2017

ARTIGO "ÍBIS, O CORONEL COMUNISTA DA PM"

Prezados leitores, transcrevemos entrevista do ex-Comandante Geral da PMERJ, o Coronel de Polícia RR Íbis Pereira.

Coronel de Polícia Íbis

"Blog Socialista Morena
Cynara Menezes 
Íbis, o coronel comunista da PM 
O coronel Ibis Pereira, da PM do Rio de Janeiro, combina de encontrar comigo, numa manhã ensolarada de inverno, em uma charmosa livraria-café do centro da cidade, ao lado da Assembleia Legislativa. Chego na hora e dou de cara com ele lá dentro, folheando livros. Me cumprimenta com dois beijos na face e comenta, alisando a capa de um dos volumes expostos à sua frente: 
– Adoro Eça de Queiroz. 
O perfil do coronel de 54 anos, que passou à reserva no ano passado, tinha capturado minha atenção durante a campanha à prefeitura do Rio, em 2016, quando atuou como consultor de Marcelo Freixo, candidato do PSOL. Formado em Direito e Filosofia, com mestrado em História, Íbis acaba de se filiar ao partido. Mas sua ligação com o pensamento progressista é anterior ao PSOL, a Freixo e à própria polícia. 
Como você se aproximou do progressismo? Porque a imagem que as pessoas têm da polícia é que todo mundo ali é conservador. 
O que não é verdade, tem uma massa considerável na polícia que é progressista. Eu venho de uma militância católica, de juventude operária católica. Apesar de morar no Rio de Janeiro e a nossa igreja sempre ter sido muito conservadora, eu vivia num bairro muito próximo da Baixada Fluminense e a gente tinha a influência das igrejas da Baixada, de Nova Iguaçu, Caxias, que eram mais progressistas. Então a Teologia da Libertação sempre foi uma marca muito forte na minha trajetória, na compreensão da minha própria fé, que é algo que me acompanha até hoje. Se não fosse por este movimento, acho que eu não estaria mais no cristianismo. Católico, pelo menos, não. Quando entrei na polícia, já vinha desse movimento. E entrei em 1983, num momento de renovação, junto com os primeiros governadores eleitos depois da ditadura. O governador eleito aqui foi Leonel Brizola, que escolhe como comandante-geral da Polícia e como secretário de Estado da Polícia um homem que para mim foi decisivo: o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, um progressista. 
Ideologicamente, como você se define? 
Sou um comunista místico, um marxista herético (risos). Porque sou basicamente um marxista, mas não totalmente porque não sou materialista. Creio em Deus, sou uma mistura de Cristo com Karl Marx. Penso que se Deus existe e nós todos somos irmãos, essa sociedade não comporta senhores e escravos, dominantes e dominados. E ninguém pensa uma política de segurança pública sem uma concepção de como a sociedade deve se organizar. Estamos falando do coração do Estado, não é possível uma visão técnica apenas. A primeira violência é a miséria, a exclusão, e elas só se resolvem rumando para uma sociedade mais igualitária, mais justa (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ELEIÇÕES NO RIO DE JANEIRO FEREM DE MORTE A DEMOCRACIA



Prezados leitores, a péssima qualidade dos políticos brasileiros está fazendo com que os eleitores desistam da escolha dos seus representantes, o que fere de morte a democracia.
O eleitor brasileiro não quer mais votar, apesar do voto ser obrigatório.
Além de destruir os valores democráticos, a postura omissiva facilita a eleição dos péssimos políticos, assim o problema alimenta o próprio problema.
Na eleição realizada ontem no Brasil para eleição de prefeitos e de vereadores, o número de abstenções, votos nulos e votos em branco atingiu números estratosféricos.
Nós faremos uma breve análise do caso do Rio de Janeiro.
Não foram votar 1.189.187 eleitores (24,28%). 
Anularam o voto 473.324 eleitores (12,76%). 
Votaram em branco 204.110 eleitores (5,50%). 
O resultado é que eleitores 1.866.621 (42,54%) não escolheram candidato.
Uma tragédia democrática, quase metade do eleitorado não escolheu seu representante.
Crivella teve 842.201 votos, menos que a metade das abstenções, dos brancos e nulos.
Freixo teve 553.424 votos, menos que a terça parte das abstenções, dos brancos e nulos.
Se somarmos os votos dos dois alcançaremos 1.395.625 votos, menos 470.996 que as abstenções, os nulos e os brancos.
Isso é assustador!
Não resta qualquer dúvida que Crivella e Freixo foram reprovados pelo eleitorado.
Se eles foram reprovados, o que dizer dos outros candidatos que tiveram votações mais pífias que as deles.
Os números não mentem, o eleitorado carioca reprovou todos os candidatos para prefeito.
No Rio de Janeiro, teremos um segundo turno entre candidatos que o eleitorado reprovou.
Triste a realidade política vivida no Rio de Janeiro.
O que podemos esperar?
Um crescimento no segundo das abstenções, dos votos nulos e dos votos em branco.
E, a democracia segue agonizando no Rio de Janeiro e no Brasil como um todo.

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RIO - ELEIÇÃO - HORA DE BATER NO CANDIDATO DO PMDB



Prezados leitores, analisemos duas pesquisas eleitorais sobre a intenção de voto para a prefeitura do Rio de Janeiro, uma do IBOPE e outra do Datafolha, divulgadas com um dia de diferença.
A seguir listamos os percentuais divulgados pelo IBOPE e pelo Datafolha:

- Marcelo Crivella (PRB) - 35% e 29% (diferença de 6 pontos).
- Pedro Paulo (PMDB) - 11% e 11% (resultado idêntico).
- Marcelo Freixo (PSOL) - 9% e 10% (diferença de 1 ponto).
- Indio da Costa (PSD) - 8% e 5% (diferença de 3 pontos).
- Jandira Feghali (PC do B) - 6% e 7% (diferença de 1 ponto).
- Flávio Bolsonaro (PSC) - 6% e 7% (diferença de 1 ponto).
- Osorio (PSDB) - 4%  e 6%  (diferença de 2 pontos).
- Alessandro Molon (Rede) - 1% e 1% (resultado idêntico).
- Carmen Migueles (Novo) - 1% e 1% (resultado idêntico).
- Cyro Garcia (PSTU) - 0% e 1% (diferença de 1 ponto).
- Thelma Bastos (PCO) - 0% e 0% (resultado idêntico).
- Branco/nulo - 16% e  15%  (diferença de 1 ponto).
- Não sabe/não respondeu - 3% e 7% (diferença de 4 pontos).




Os dois institutos informaram margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos.
Experimentem aplicar essa margem de erro (mais ou menos) nos percentuais resultantes da pesquisa.
Só Marcelo Crivela (PRB) tem a sua posição consolidada para participar do segundo turno.
Alessandro Molon (Rede), Carmen Migueles (Novo), Cyro Garcia (PSTU) e Thelma Bastos (PCO) não tem qualquer chance de chegar ao segundo turno.
Os outros podem alcançar o segundo turno aplicando a margem de erro.
Nós não acreditamos nessas pesquisa, como escrevemos em artigos anteriores, mas quem acredita deve multiplicar os esforços para tirar o candidato do PMDB do segundo turno, afinal nada pior para a população do Rio de Janeiro que a continuidade desse grupo liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral.

Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DENÚNCIA SOBRE FINANCIAMENTO DOS PROTESTOS - COMENTÁRIO - OUTRA VISÃO



Prezados leitores, publicamos um comentário recebido sobre o vídeo do "Coringa", no qual são feitas acusações contra vários políticos. O comentarista apresenta uma outra versão sobre os protestos, consideramos ser interessante ter o maior número possível de subsídios para que cada um possa formar a sua opinião. Aliás, não custa lembrar que esse é o norte do blog: fornecer subsídios para que cada um possa interpretá-los e formar a sua própria opinião. Não queremos manipular a formação de opinião, somos integrantes da mídia independente, a que não tem patrocinadores (anunciantes). Não temos patrões que nos determinem o que pode ou não pode ser comentado, temos a legislação e a busca das verdades como parâmetros. Não somos "escravos", não temos "senhores".
Assistam os vídeos, leiam os comentários e formem as suas opiniões.

"COMENTÁRIO: 
Mulambo - 13 de fevereiro de 2014 - 11:29
Prezado Paúl, este post (vídeo) pode ventilar indícios, mas não prova absolutamente coisa alguma. Você é coronel e tenho convicção que esta condição lhe incute uma perspicácia para associar fatos isolados para montar facilmente um quebra cabeças. O caso do rebaixamento da Lusa provou isto. Bom, sobre o vídeo do post, qualquer pessoa pode elaborar uma planilha e imprimi-la para servir de “prova” do que fala. Neste caso específico, as acusações são muito superficiais e irresponsáveis. Pessoalmente, tenho antipatia pelo PSOL, mas não consigo imaginar que este partido seja o principal responsável pelos protestos. A propósito, não engulo de jeito algum esta coisa de querer creditar exclusivamente à classe política todos os vícios da nossa sociedade. A quem interessa isto, já que os políticos, bem ou mal, representam o povo? Essa coisa de protestos no Brasil é muito mais grave do que se possa imaginar. E a mídia – sempre ela! – está por trás de tudo, com a conivência de alguns promotores e outras autoridades vendidas. A propósito, nos últimos 2 meses, quem é torcedor do Fluminense tem tido a oportunidade de sentir na pele como a manipulação funciona para abafar a verdadeira raiz do malfeito. Voltando às manifestações, nunca é demais lembrar: a Líbia, Síria, Egito etc começaram assim. Vou deixar o link para dois vídeos. Não são vídeos para “provar”, mas para refletir sobre quem poderia estar por trás não só dos protestos, mas das sabotagens contra o Brasil – a começar pela implantação do “complexo de vira-latas” (que comentei noutro post) e da disseminação, via mídia, da cultura norte-americana no Brasil. 
O primeiro vídeo, de 2002, é a denúncia de um colega seu, o coronel do exército Roberto Monteiro de Oliveira. No documentário, ele previu que a Base Alcântara sofreria sabotagem. Preste muita atenção no vídeo e se possível leia a descrição do mesmo no Youtube. Eis o link:
O segundo vídeo foi feito pela organização Wikileaks, cujo dono, Julian Assange, está refugiado na embaixada do Equador sob risco de sofrer extradição para os EUA para pegar prisão perpétua ou mesmo a pena capital. Por que será que querem eliminar Assange? O vídeo, repito, é para refletir sobre quem poderia estar por trás dos protestos no Brasil. Refletindo um pouco, este vídeo é coerente com o primeiro vídeo (o da denúncia do coronel) feito em 2002.

Não deixe ninguém pensar por você, isso significa que você está algemado, embora não perceba.

Juntos Somos Fortes!

GRAVÍSSIMO! "MANIFESTANTE" CORINGA DENUNCIA VÁRIOS POLÍTICOS DE FINANCIAREM OS PROTESTOS



Prezados leitores, recebemos na forma de comentários o link para um  vídeo postado no youtube pelo senhor Cleyton Castro, cidadão que participa dos protestos nas ruas vestido como "Coringa", vídeo no qual faz graves acusações contra políticos do Rio de Janeiro, no sentido de que financiam os protestos.
Ele exibe uma planilha com doações e gastos.
Ele fornece detalhes sobre o financiamento dos protestos, mas não apresenta provas sobre as diversas acusações que faz verbalmente.
Obviamente, o cidadão será convocado com urgência pela Polícia Civil para que suas denúncias sejam devidamente investigadas, pois só ao final das investigações poderemos confirmar ou não se os  fatos denunciados são verdadeiros. 

VÍDEO:

 

O vídeo está contido também em uma página do facebook (Link), sendo que nessa versão existem fotos que não aparecem na primeira, inclusive do "Coringa".

Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O CASO DO ATENTADO CONTRA CINEGRAFISTA DA REDE BANDEIRANTES



Prezados leitores, segue a investigação e a busca pelo homem que acendeu o rojão.

"SITE G1 09/02/2014 20h20 - Atualizado em 10/02/2014 08h21 
Estagiário de advogado diz que ativista afirmou que homem que acendeu rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo 
Marcelo Freixo nega conhecer o homem que acendeu artefato. Ativista diz que só ofereceu ajuda para o suspeito que está preso. O estagiário do advogado que defende Fábio Raposo, que admitiu ter passado o rojão ao homem que acendeu o artefato que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes, declarou à polícia que recebeu ligações da ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, e que esta teria dito que o suspeito que acendeu o rojão era ligado ao deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) (Leiam mais).

Juntos Somos Fortes!

sábado, 28 de dezembro de 2013

DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES: SIM OU NÃO?




FOLHA DE SÃO PAULO 
1)28/12/2013 - 03h00 
É preciso desmilitarizar a polícia? Sim 
MARCELO FREIXO ESPECIAL PARA A FOLHA 
DESMILITARIZAR A PM JÁ 
O que a sociedade deve esperar de policiais militares que, ao longo de sua formação, são obrigados por seus superiores a se sentar e a fazer flexões sobre o asfalto escaldante, que lhes provoca queimaduras nas mãos e nas nádegas? 
Como esses soldados, submetidos a um treinamento cruel e humilhante, se comportarão quando estiverem patrulhando as ruas e atuando na "pacificação" das comunidades? Como uma instituição que não respeita os direitos de seus membros pode contribuir com a democracia? 
Dar respostas a essas perguntas se tornou ainda mais urgente após a morte do recruta da Polícia Militar do Rio de Janeiro Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, em novembro. Membro da 5ª Companhia Alfa, ele foi parar no CTI (centro de terapia intensiva) do hospital central da PM após ser submetido a um treinamento que mais pareceu uma sessão de tortura, no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças). 
Além de Paulo, outros 33 recrutas passaram mal e 24 sofreram queimaduras nas mãos ou nas nádegas. Segundo relatos de colegas, quem não suportava os exercícios sob a temperatura de 42 graus Celsius –a sensação térmica era de 50 graus Celsius– levava um banho de água gelada ou era obrigado a se sentar no asfalto. 
E o caso não é isolado. Após a morte de Paulo, o Ministério Público ouviu recrutas da 5ª Companhia Alfa. Eles confirmaram os castigos cruéis e contaram que os oficiais não davam tempo suficiente para que se hidratassem. Alguns tiveram que beber água suja na cavalaria. Segundo informações da enfermaria da unidade, alunos chegaram a urinar e vomitar sangue. O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou a morte como homicídio. 
Até policiais experientes não resistem a esses treinamentos. Neste mês, na Bahia, os soldados Luciano Fiuza de Santana, 29, e Manoel dos Reis Freitas Júnior, 34, morreram após passarem mal num teste de aptidão física para ingressar no Batalhão de Choque. Outros precisaram ser hospitalizados. 
A tragédia envolvendo o recruta fluminense e os policiais baianos, infelizmente, não é só do Rio e da Bahia, mas de toda a sociedade brasileira. Em todos os Estados do país, a PM é concebida sob a mesma lógica militarista e antidemocrática. 
Ninguém precisa ser submetido a exercícios em condições degradantes e a castigos cruéis para se tornar um bom policial. Em vez de se preocupar em formar soldados para a guerra, para o enfrentamento e a manutenção da ordem de forma truculenta, o Estado precisa garantir que esses profissionais atuem de forma a fortalecer a democracia e os direitos civis. A realização dessa missão passa necessariamente por mudanças na essência do braço repressor do poder público. 
Desde as manifestações dos últimos meses em todo o país, quando os excessos da PM e a sua dificuldade em conviver com o regime democrático ficaram evidentes, o debate sobre sua desmilitarização se tornou urgente. A PM é uma herança dos anos de chumbo, uma força auxiliar do Exército. Mas o que nós precisamos é de uma instituição civil. 
Nesse sentido, é fundamental que o Congresso Nacional aprove a proposta de emenda constitucional (PEC 51/2013) que prevê a desvinculação entre a polícia e as Forças Armadas; a efetivação da carreira única, com a integração entre delegados, agentes, polícia ostensiva, preventiva e investigativa; e a criação de um projeto único de polícia. 
Esse debate deve envolver os próprios policiais e as organizações da sociedade civil. Essa proposta não significa estar contra a polícia, mas estar a favor dos servidores da segurança pública e da cidadania. 
MARCELO FREIXO, 46, professor de história, é deputado estadual pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) no Rio de Janeiro 

2) 28/12/2013 - 03h00 
É preciso desmilitarizar a polícia? Não 
ALVARO BATISTA CAMILO 
ESPECIAL PARA A FOLHA 
DEPRECIAR, DESMERECER, DESMILITARIZAR 
O desconhecimento do que é a Polícia Militar no Brasil leva as pessoas a pensarem, erroneamente, em treinamento de guerra e inimigos. Segundo esse pensamento, a desmilitarização seria a solução para eventuais deslizes e ações violentas. 
Só neste ano, em São Paulo, mais de 55 policiais militares perderam a vida defendendo o cidadão e cerca de 400 ficaram feridos, alguns com sequelas para o resto da vida. Isso aconteceu porque eles internalizaram valores que lhes foram transmitidos no consistente e demorado curso de formação, reiterados pelos comandos diuturnamente. 
O militarismo nas polícias é a forma de internalizar valores éticos, morais, de ordem e respeito às pessoas. Essa conduta é responsável por tornar os policiais militares homens e mulheres diferenciados por seu comprometimento com a defesa da vida e da dignidade, morrendo por seu ideal, se necessário for. Pelos indicadores apontados, isso não é apenas retórica. 
A polícia de hoje é uma polícia cidadã, focada na prestação de serviço. O policial militar não tem inimigo a ser eliminado. Tem um infrator da lei que deve ser preso e entregue à Justiça (Giraldi, 1999). 
Todo treinamento nas escolas da Polícia Militar –todas de nível superior– tem esse foco. Há uma disciplina específica de direitos humanos e seus conceitos, junto com a filosofia de polícia comunitária e de gestão pela qualidade, norteiam as ações policiais. Lá se ensina que a razão de ser da polícia é o cidadão. 
Os erros e desvios, quando acontecem –e acontecem, como em qualquer profissão–, são rigorosamente punidos por meio de uma corregedoria forte e atuante, que não sobresta procedimentos, que não transfere policial como solução, que não prescreve aposentadoria com salário integral como punição, que não se intimida e expulsa os policiais que não honram seu "compromisso com o cidadão" (slogan da PM de São Paulo em 2010). 
Agora que os indicadores não estão tão bons, fala-se muito em mudanças. Mas se ignora que a Polícia de São Paulo foi o fator fundamental no maior exemplo de combate à criminalidade no mundo ao fazer cair os homicídios nas 645 cidades do Estado consecutivamente por 12 anos em 72%. 
Destaque-se: a queda não se efetivou em apenas uma cidade, como Bogotá ou Nova York. 
Erra quem compara os indicadores de letalidade policial com aqueles existentes nos Estados Unidos e demais países com legislação forte e poucos confrontos. Não considerar essas premissas é o mesmo que comparar banana com laranja. 
Caro leitor, a Polícia Militar exerce papel principal nessa conquista, pois o indicador cai quando o crime não acontece. Para isso, é fundamental a prevenção feita pela PM, com planejamento e inteligência, de forma competente. 
Cada país tem a sua peculiaridade, o seu arcabouço legal, a sua herança cultural, e no Brasil não é diferente. As Polícias Militar, Civil e Federal têm missões definidas e se completam, na medida de sua competência constitucional. Precisamos aperfeiçoá-las, com melhor treinamento e salários dignos, e exigir que cada vez mais prestem melhores serviços aos cidadãos, aprimorando os seus processos demissórios para banir de seus quadros aqueles que não se enquadrarem na nova ordem. 
A Polícia Militar é o sustentáculo da democracia, a garantidora do Estado democrático de Direito, o último anteparo do cidadão contra a criminalidade e, em muitos locais, o único. Devemos trabalhar para que ela melhore sempre, a cada dia, dentro do princípio da melhoria contínua que também a norteia. Depreciá-la, desmerecê-la, desmilitarizá-la é um grande erro. 
ALVARO BATISTA CAMILO, 52, administrador de empresas, é vereador de São Paulo pelo PSD. Foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo (de 2009 a 2012)" 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

RIO: A POLÍCIA MILITAR REFORÇOU A IDEIA DA DESMILITARIZAÇÃO

A morte de um aluno do Curso de Formação de Soldados durante um treinamento forneceu aos defensores da desmilitarização uma ferramenta muito poderosa. O fato ocorreu no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PMERJ, onde são formados os milhares de Soldados PM que integram e que integrarão as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). 
Segundo o secretário de segurança Beltrame, eles são o melhor da PM, os formados para atuarem em comunidades carentes, exercendo o policiamento de proximidade.
Tudo precisa ser esclarecido, tendo em vista que se a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não respeita os direitos humanos dos próprios PMs, como conseguirá formá-los sob a ótica do respeito aos direitos humanos da população? 
Isso é impossível!
Ninguém quer uma polícia que violente os direitos do povo, começando por violar os direitos dos seus próprios membros.
Quem não é tratado como cidadão, não respeita a cidadania de ninguém.
Não é essa a polícia que queremos, merecemos e precisamos.
A morte do jovem Soldado é uma tragédia em todo os sentidos.
A investigação deve avançar também para buscar o que levou os responsáveis pelo treinamento a agirem da forma como está sendo noticiado.
Será que os Tenentes foram vítimas de tratamento semelhante quando estavam  no Curso de Formação de Oficiais da Academia de Polícia Militar D. João VI, onde o "maldito" trote parece resistir a todos os esforços para extingui-lo.
Diante do ocorrido, todos nós, Oficiais e Praças da PMERJ, temos que receber as críticas com o coração aberto e apurar todas as responsabilidades.
Deixo a reflexão:
Será que os autores do presente foram as vítimas no passado?
Soldado PM Paulo Aparecido Santos de Lima, descanse em paz e que Deus dê o conforto aos familiares e amigos.
Eis a fala do deputado Marcelo Freixo:




Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

DESMILITARIZAÇÃO: HÁ QUE SE TER VONTADE POLÍTICA DO ESTADO - MARCELO FREIXO

O artigo do deputado estadual Marcelo Freixo tem um grande diferencial com relação à grande maioria dos que tratam do tema,  quando deixa claro que o objetivo seria desmilitarizar a polícia e não apenas a Polícia Militar, um foco que tenho defendido quando deixo claro que a violência (a própria letalidade) policial não decorre do modelo organizacional da polícia, como demonstra a ação dos Policiais Civis citada no artigo.
O artigo é interessante e recomendo a leitura, reafirmando que no estágio caótico atual do sistema policial brasileiro não sou favorável à desmilitarização e à unificação das polícias, mas defendo a adoção do ciclo completo, a porta de entrada única e a promoção através de concursos internos, entre outros temas abordados em artigos anteriores.
Eis o artigo:
LE MONDE DIPLOMATIQUE 
O FIM DA PM 
O debate sobre a desmilitarização surge no bojo das manifestações que eclodiram em junho. O grau de interesse, mesmo da esquerda, sempre foi mínimo pelas questões relacionadas à polícia. No entanto, permitiu-se à população conhecer a polícia violenta, que direcionava sua letalidade e corrupção apenas às favelas 
por Marcelo Freixo 

Ilustração: Daniel Kondo

A cena descrita a seguir poderia fazer parte de um filme de ação ou de um jogo de videogame daqueles que os pais geralmente não gostam que seus filhos joguem. A bordo de um helicóptero, uma indagação é feita pelo comandante ao policial com base em imagens produzidas por uma câmera de filmagem noturna que, capaz de identificar os contornos dos objetos em preto e branco, detecta o calor de corpos sem, contudo, permitir um retrato com nitidez: “– Tá parecendo ele, hein? – É isso aí. Parece mesmo!”. 
Acredita-se ter identificado o inimigo a ser abatido e, utilizando armamento de guerra, rajadas de tiros são disparadas. Tem início uma perseguição que se estenderia por cerca de nove quarteirões, criando uma verdadeira praça de guerra em um trecho de aproximadamente 1 quilômetro. A caçada militar aqui descrita foi real e ocorreu em meio a uma área residencial, mais precisamente em uma favela do bairro de Senador Camará, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ação executada pela Polícia Civil fluminense, em maio de 2012, resultou na morte do traficante de drogas conhecido como Matemático. Como se fuzila uma favela inteira com a justificativa de matar um traficante? 
Embora seja necessário destacar a brutalidade do varejo de drogas, o Estado não pode competir com o tráfico na capacidade de ser mais violento. Acima de tudo, o Estado tem a obrigação de cumprir a lei. Uma operação como essa jamais aconteceria em outro território que não fosse uma favela da zona norte ou zona oeste do Rio. A dignidade não deveria ter CEP. 
Os dados sobre homicídios revelam essa lógica seletiva. Embora os índices gerais das mortes violentas tenham diminuído em todo o país, a diferença entre homicídios de jovens brancos e negros continua díspar. O número de homicídios de jovens brancos (15 a 24 anos) caiu significativamente no período entre 2002 e 2008, passando de 6.592 para 4.582, uma queda de 30% em seis anos. Entre os jovens negros, os homicídios passaram de 11.308, em 2002, para 12.749, em 2008, um aumento de 13%. Com isso, a brecha de mortalidade1 entre brancos e negros cresceu 43%. Isso comprova que não se podem trabalhar os dados de homicídio sem levar em consideração o corte racial, uma questão central para a democracia brasileira. 
Entre 1997 e 2012, o estado do Rio de Janeiro alcançou a marca de 12.560 “autos de resistência” (mortes de civis resultantes de ação policial). Um levantamento feito pelo sociólogo Ignácio Cano, na década de 1990, mapeou que as mortes decorrentes das ações policiais se concentram em favelas. Entre os casos analisados, quase a metade dos corpos recebeu quatro disparos ou mais, e 65% dos cadáveres apresentavam pelo menos um tiro nas costas ou na cabeça, configurando a prática de execuções sumárias. 
Homens de preto, quase todos pretos, matam homens pretos, eis a desgraça carioca. E assim, a suposta “guerra contra o tráfico de drogas” justifica a aniquilação da juventude negra, pobre e favelada. Nesse sentido, o discurso que hoje hegemoniza os aparelhos de Estado caminha na lógica da neutralização do inimigo, em que o único caminho a ser trilhado é o da militarização. Para avançarmos na necessária desmilitarização do Estado precisamos contemplar o debate, sem falso moralismo, entre sociedade civil e poder público sobre a legalização das drogas. 
Um dos maiores símbolos do Estado militarizado encontra-se no Rio de Janeiro. Vendida como “a grande solução”, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) é a principal propaganda do governo para aumentar a sensação de segurança durante os megaeventos previstos para a capital. O mapa das UPPs, concentradas em sua maior parte no corredor hoteleiro e nas áreas de especulação imobiliária, revela um projeto de cidade voltada para os grandes negócios. Enquanto isso, nas favelas ocupadas não há nenhuma possibilidade de participação popular na gestão do território. Cria-se, na prática, a figura do “xerife”, que, baseado na Resolução 132 – que estabelece que a autorização para a realização de eventos fica submetida à polícia –, asfixia as expressões culturais da localidade. Assim, censura-se desde uma festa de 15 anos até a realização de bailes funk. E o militarismo não para por aí: um acordo entre as Secretarias Estaduais de Educação e Segurança Pública do Rio de Janeiro deu à Polícia Militar a missão de fazer a segurança dentro das escolas. Com isso, nas escolas públicas próximas a favelas,3 os alunos envolvidos em conflitos escolares são reconhecidos como potenciais criminosos e submetidos à vigilância constante. 
O avanço sobre a desmilitarização do Estado passa, necessariamente, pela desmilitarização das polícias. A polícia, que tem a função constitucional de garantir a democracia, não convive com a democracia interna na corporação. Essa lógica produziu um modelo de Estado que funciona em intensa contradição. De um lado, impera a vontade expressa de ampliar a potência de seus braços militares e, de outro, predomina um desprezo crônico pelos direitos dos servidores da Segurança Pública. As consequências políticas desse perigoso regime ficam cada vez mais evidentes. 
É fato que o debate sobre a desmilitarização surge no bojo das manifestações que eclodiram em junho e ainda resistem no Rio. O grau de interesse, mesmo da esquerda, sempre foi mínimo pelas questões relacionadas à polícia. No entanto, em função dos protestos, permitiu-se à população conhecer a polícia violenta, que direcionava sua letalidade e corrupção apenas às favelas, guetos e periferias. Conforme essa violência foi socializada, o tema virou uma das discussões mais importantes de nosso tempo histórico. 
Nesse sentido, cabe ressaltar ações essenciais para a desmilitarização da polícia, já apontadas pela PEC 51/2013 (ver artigo na pág. 18), que tramita na Câmara Federal. Uma delas está relacionada à desvinculação entre a polícia e as forças armadas. A polícia é força auxiliar do Exército, por isso é militar. Se entrarmos em qualquer batalhão da PM, devemos bater continência, pois estaremos dentro de um quartel-general com uma estrutura militar. 
Outra iniciativa é a efetivação da carreira única (de ciclo completo) dos policiais. Se há uma carreira única, a integração entre agente, delegado, polícia ostensiva, preventiva e investigativa torna-se realidade de um único projeto de polícia. O que não significa a unificação das atividades policiais (ostensiva e investigativa), mas sim a construção de um novo modelo de polícia − um processo que deve ter a participação efetiva da própria polícia. Queremos uma polícia institucionalmente civil. Mais do que viável, é uma proposta necessária para a transformação das estruturas de poder do Estado e suas relações de controle do território e das populações. 
Assim, em um momento em que se questiona a legitimidade da ação policial, a desmilitarização do Estado deve ser uma reivindicação intransigente da sociedade civil. Há, contudo, que se ter vontade política.
Marcelo Freixo é professor de História, deputado estadual (PSOL-RJ) e presidente da CPI das Milícias.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ANISTIA: MEU AGRADECIMENTO AO DEPUTADO ESTADUAL MARCELO FREIXO

Agradeço ao deputado Marcelo Freixo pela citação do meu nome no seu discurso sobre a anistia dos Bombeiros e Policiais Militares.
A luta foi de todos e de todas.

 Juntos Somos Fortes!

domingo, 22 de julho de 2012

A FESTA DE CABRAL E PAES IRÁ CONTINUAR NO RIO?

A festa de Sérgio Cabral e de Eduardo Paes 
irá continuar no Rio de Janeiro?

SITE G1:
21/07/2012 00h03 - Atualizado em 21/07/2012 19h59
Paes tem 54%, e Freixo, 10%, indica pesquisa Datafolha no Rio
Maia aparece com 6%. Margem de erro é de 3 pontos percentuais. Instituto ouviu 927 pessoas no Rio, entre os dias 19 e 20 de julho.
(...)
Eduardo Paes (PMDB) – 54% das intenções de voto
Marcelo Freixo (PSOL) – 10%
Rodrigo Maia (DEM) – 6%
Otavio Leite (PSDB) – 4%
Cyro Garcia (PSTU) – 1%
Aspásia (PV) – 1%
Fernando Siqueira (PPL) – 1%
Antonio Carlos (PCO) – 1%
Branco/nulo – 14%
Não sabe – 8%
Comento:
Eu fiquei surpreso com o resultado da pesquisa pelos seguintes motivos:
1) Eduardo Paes (PMDB) é o prefeito em exercício e tem a máquina administrativa ao seu favor.
2) Ele está em campanha há muito tempo, sendo inclusive citado como arroz de festa.
3) Ele é o único candidato com visibilidade até o momento. 
A conjunção desses três fatores deveria resultar em percentual bem mais significativo em termos de intenção de votos, salvo melhor juízo.
Obviamente, não podemos desprezar a diferença apontada na pesquisa, considerando que em termos de votos válidos Paes (PMDB) tem 54% e a soma dos outros candidatos resulta em apenas 24%, asim como, não podemos desconsiderar a possibilidade concreta das candidaturas de Freixo (PSOL) e de Rodrigo Maia (DEM-PR) crescerem à medida que a campanha avançar.
Lembro que uma variação de 15% (desprezada a margem de erro) de queda de Paes ou de subida do conjunto dos outros candidatos, levará a eleição para o segundo turno.
Juntos Somos Fortes!