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quarta-feira, 5 de julho de 2017

ARTIGO "ÍBIS, O CORONEL COMUNISTA DA PM"

Prezados leitores, transcrevemos entrevista do ex-Comandante Geral da PMERJ, o Coronel de Polícia RR Íbis Pereira.

Coronel de Polícia Íbis

"Blog Socialista Morena
Cynara Menezes 
Íbis, o coronel comunista da PM 
O coronel Ibis Pereira, da PM do Rio de Janeiro, combina de encontrar comigo, numa manhã ensolarada de inverno, em uma charmosa livraria-café do centro da cidade, ao lado da Assembleia Legislativa. Chego na hora e dou de cara com ele lá dentro, folheando livros. Me cumprimenta com dois beijos na face e comenta, alisando a capa de um dos volumes expostos à sua frente: 
– Adoro Eça de Queiroz. 
O perfil do coronel de 54 anos, que passou à reserva no ano passado, tinha capturado minha atenção durante a campanha à prefeitura do Rio, em 2016, quando atuou como consultor de Marcelo Freixo, candidato do PSOL. Formado em Direito e Filosofia, com mestrado em História, Íbis acaba de se filiar ao partido. Mas sua ligação com o pensamento progressista é anterior ao PSOL, a Freixo e à própria polícia. 
Como você se aproximou do progressismo? Porque a imagem que as pessoas têm da polícia é que todo mundo ali é conservador. 
O que não é verdade, tem uma massa considerável na polícia que é progressista. Eu venho de uma militância católica, de juventude operária católica. Apesar de morar no Rio de Janeiro e a nossa igreja sempre ter sido muito conservadora, eu vivia num bairro muito próximo da Baixada Fluminense e a gente tinha a influência das igrejas da Baixada, de Nova Iguaçu, Caxias, que eram mais progressistas. Então a Teologia da Libertação sempre foi uma marca muito forte na minha trajetória, na compreensão da minha própria fé, que é algo que me acompanha até hoje. Se não fosse por este movimento, acho que eu não estaria mais no cristianismo. Católico, pelo menos, não. Quando entrei na polícia, já vinha desse movimento. E entrei em 1983, num momento de renovação, junto com os primeiros governadores eleitos depois da ditadura. O governador eleito aqui foi Leonel Brizola, que escolhe como comandante-geral da Polícia e como secretário de Estado da Polícia um homem que para mim foi decisivo: o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, um progressista. 
Ideologicamente, como você se define? 
Sou um comunista místico, um marxista herético (risos). Porque sou basicamente um marxista, mas não totalmente porque não sou materialista. Creio em Deus, sou uma mistura de Cristo com Karl Marx. Penso que se Deus existe e nós todos somos irmãos, essa sociedade não comporta senhores e escravos, dominantes e dominados. E ninguém pensa uma política de segurança pública sem uma concepção de como a sociedade deve se organizar. Estamos falando do coração do Estado, não é possível uma visão técnica apenas. A primeira violência é a miséria, a exclusão, e elas só se resolvem rumando para uma sociedade mais igualitária, mais justa (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 10 de março de 2017

OS INTERVENCIONISTAS, O POSITIVISMO E A SOLUÇÃO FEDERALISTA

Prezados leitores, no momento que boa parte da população brasileira acredita que a solução para por fim a cleptocracia no Brasil passa pela intervenção militar e com a implantação de um governo militar, fiéis aos nossos valores de sempre fornecermos subsídios das diferentes correntes para que os leitores possam formular as próprias conclusões, publicamos um artigo que aponta para outra solução.




"Site Avança Brasil
Os intervencionistas, o positivismo e a solução federalista
Publicado em 09/03/2017 às 00:13 
EDITORIAL 
Apenas no Brasil existe jabuticaba. E uma das jabuticabas que floresceram no país foi a filosofia de Auguste Comte. O francês, que não tinha aspirações de ser um grande filósofo, acabou fundando mesmo foi uma igreja. Quem diria. A Igreja Positivista nunca teve muitos fiéis. Porém a sua propaganda perdura desde o momento em que os primeiros positivistas intervencionistas chegaram ao poder após a primeira intervenção militar da História do Brasil: a Proclamação da República. 
A formação das almas brasileiras vem com a criação de símbolos nacionais. É dessa época a bandeira com a frase “Ordem e Progresso”. Um mote positivista que carregamos conosco. Essa ideologia, apesar de não ser inspirada nas ideias de Karl Marx, também defende um estado gigante, racional, que controle a vida das pessoas. Quando sabemos que o que mais pode fazer uma sociedade florescer para a ordem e para o progresso é justamente a liberdade individual garantida a seus cidadãos e um governo limitado e controlado pelo povo. 
Se por um lado somos atacados pela esquerda radical, que quer ganhar o poder novamente após ter perdido com o impeachment de Dilma, de outro temos uma direita radical, positivista, que acredita em intervenção militar como solução para todos os problemas brasileiros. Um grande equívoco. 
Por mais que o estado brasileiro esteja extremamente aparelhado, a ponto de nossa Suprema Corte ter sido instalada por governos marxistas, imaginar que a intervenção possa ser uma solução de longo prazo é um equívoco. Acreditamos, sinceramente, que algumas instituições precisam ser reconstruídas. Mas o caminho deve ser por uma nova constituição, federalista, que dê autonomia aos estados e liberdade individual às pessoas. Soluções simples, como o “passe de mágica intervencionista” não podem ser levadas à sério. 
O Brasil tem solução, sim. E a intervenção tem de ser do povo, pelo povo e para o povo. Jamais comandada por elites vermelhas ou elites aquarteladas. O Brasil só terá ordem e progresso quando tiver Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E já não há mais espaço para desinformação e equívocos (Leiam mais e assistam os vídeos)". 

Juntos Somos Fortes!