JORNALISMO INVESTIGATIVO

JORNALISMO INVESTIGATIVO
Comunique ao organizador qualquer conteúdo impróprio ou ofensivo
Mostrando postagens com marcador Olavo de Carvalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olavo de Carvalho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2018

DEMOCRACIA DIRETA



Transcrevo para reflexão texto que circula nas redes sociais esclarecendo que a autoria não pode ser confirmada.

"Não se trata de “preferências” ou de “opções” por este ou aquele “modelo de governo”. Trata-se apenas de reconhecer que aquilo que aconteceu, aconteceu. O fato consumado é autoprobante e argumentar a favor dele ou contra é perda de tempo. Trata-se apenas de reconhecê-lo e aprender com ele: Se a democracia representativa se corrompeu ao ponto de tornar-se, ela própria, o centro vivo do banditismo e da desordem, e se, diante da falência de todos os órgãos representativos, o povo em massa impôs a sua vontade, restaurando a ordem contra aqueles mesmos que tinham o dever nominal de defendê-la, então a democracia representativa ACABOU e estamos em pleno regime de democracia direta. É um grande risco e uma grande chance e é um grande momento da história brasileira. Quem mandou o ladrão-mor para a cadeia não foram as instituições, não foram “as autoridades constituídas”: Foi o povo impondo diretamente a sua decisão. Que venham outras. Uma identidade nacional é a memória dos grandes feitos realizados em comum. Foi a partir de 2013-2015 que o povo brasileiro começou a escrever a sua história em vez de recebe-la pronta. Espero que tome gosto pela coisa e nunca mais se deixe conduzir por seus próprios representantes e empregados." — Olavo de Carvalho

sexta-feira, 10 de março de 2017

OS INTERVENCIONISTAS, O POSITIVISMO E A SOLUÇÃO FEDERALISTA

Prezados leitores, no momento que boa parte da população brasileira acredita que a solução para por fim a cleptocracia no Brasil passa pela intervenção militar e com a implantação de um governo militar, fiéis aos nossos valores de sempre fornecermos subsídios das diferentes correntes para que os leitores possam formular as próprias conclusões, publicamos um artigo que aponta para outra solução.




"Site Avança Brasil
Os intervencionistas, o positivismo e a solução federalista
Publicado em 09/03/2017 às 00:13 
EDITORIAL 
Apenas no Brasil existe jabuticaba. E uma das jabuticabas que floresceram no país foi a filosofia de Auguste Comte. O francês, que não tinha aspirações de ser um grande filósofo, acabou fundando mesmo foi uma igreja. Quem diria. A Igreja Positivista nunca teve muitos fiéis. Porém a sua propaganda perdura desde o momento em que os primeiros positivistas intervencionistas chegaram ao poder após a primeira intervenção militar da História do Brasil: a Proclamação da República. 
A formação das almas brasileiras vem com a criação de símbolos nacionais. É dessa época a bandeira com a frase “Ordem e Progresso”. Um mote positivista que carregamos conosco. Essa ideologia, apesar de não ser inspirada nas ideias de Karl Marx, também defende um estado gigante, racional, que controle a vida das pessoas. Quando sabemos que o que mais pode fazer uma sociedade florescer para a ordem e para o progresso é justamente a liberdade individual garantida a seus cidadãos e um governo limitado e controlado pelo povo. 
Se por um lado somos atacados pela esquerda radical, que quer ganhar o poder novamente após ter perdido com o impeachment de Dilma, de outro temos uma direita radical, positivista, que acredita em intervenção militar como solução para todos os problemas brasileiros. Um grande equívoco. 
Por mais que o estado brasileiro esteja extremamente aparelhado, a ponto de nossa Suprema Corte ter sido instalada por governos marxistas, imaginar que a intervenção possa ser uma solução de longo prazo é um equívoco. Acreditamos, sinceramente, que algumas instituições precisam ser reconstruídas. Mas o caminho deve ser por uma nova constituição, federalista, que dê autonomia aos estados e liberdade individual às pessoas. Soluções simples, como o “passe de mágica intervencionista” não podem ser levadas à sério. 
O Brasil tem solução, sim. E a intervenção tem de ser do povo, pelo povo e para o povo. Jamais comandada por elites vermelhas ou elites aquarteladas. O Brasil só terá ordem e progresso quando tiver Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E já não há mais espaço para desinformação e equívocos (Leiam mais e assistam os vídeos)". 

Juntos Somos Fortes!

sábado, 21 de janeiro de 2017

BRASIL: SOLUÇÃO SERIA A "INTERVENÇÃO CIVIL" ?



Prezados leitores, ontem conversávamos no Whats App sobre o artigo que publicamos sobre a "intervenção militar constitucional (Link). 
Nossa interlocutora citou o parlamentarismo como solução e no transcorrer da conversa citou a "intervenção civil", tema que seria defendido por muitos segundo ela e exposto em página do Facebook. 
Fizemos algumas perguntas sobre o plano de ação para essa intervenção civil, porque gostaríamos de entender como isso seria operacionalizado, entre elas: 
- O quê (melhoria a implantar). 
- Por quê (resultados esperados). 
- Quem (responsáveis). 
- Quando (data). 
- Como (procedimentos). 
As perguntas foram feitas também por força do hábito, considerando que nós que temos uma formação militar estamos acostumados desde sempre a elaborarmos planos de ação sempre que temos uma missão a ser cumprida.
Ela teve que interromper a conversa, que será reiniciada oportunamente, como prometeu, diante do nosso interesse.
Em breve pesquisa nas redes sociais sobre os temas abordados até aqui, encontramos um texto de Olavo de Carvalho (2015), artigo do qual extraímos o seguinte trecho para reflexão dos nossos leitores:

"Não há crime nenhum em pleitear uma intervenção militar, nem em falar contra ela. Seria ótimo se, em vez de discutir isso, os intervencionistas nos explicassem qual a diferença entre uma intervenção civil e uma intervenção militar, diferença que não é óbvia de maneira alguma, se é que existe (sobretudo se lembrarmos que em 1964 não foram os militares que derrubaram João Goulart, e sim o Congresso), e os anti-intervencionistas nos esclarecessem como pensam em derrubar o sistema comunopetista SEM apoio militar. Seria ótimo se uns e outros compreendessem o que estão dizendo, em vez de tomar posição pró e contra coisas que não passam de figuras de linguagem. Vejo-me às vezes repetindo em vão o apelo que igualmente em vão José Ortega y Gasset lançou aos espanhóis às vésperas da guerra civil: “En nombre de la nación, claridad!" (Olvado de Carvalho - Fonte)”. 

Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DIFAMAÇÃO PURA E SIMPLES - OLAVO DE CARVALHO

"Difamação pura e simples 
Olavo de Carvalho 
Meu artigo “Nem um pouquinho” veio com um erro: o colunista Rodrigo Constantino não entrou na Folha, mas no Globo e na Veja. Quem foi para a Folha junto com o Reinaldo Azevedo foi o Demétrio Magnoli. Qualquer que seja o caso, a observação que fiz sobre as reações indignadas dos mandarins da esquerda foi exata, apenas incompleta. Esqueci de enfatizar que essas reações não se voltavam contra isto ou aquilo que os articulistas tivessem escrito, mas contra a sua simples presença na mídia. Não se tratava de refutar opiniões, mas de cortar cabeças. 
Também deixei de observar que os apelos à guilhotina não vieram todos de fora, mas alguns apareceram nos próprios jornais onde os novos colunistas estreavam. Nunca, nunca, em toda a história da mídia brasileira, se viu uma pressão coletiva de jornalistas pela expulsão de algum colega socialista ou comunista da redação de qualquer jornal, estação de rádio ou canal de TV. 
A solidariedade de classe entre os jornalistas brasileiros é só para os comunistas e seus companheiros de viagem. Até os direitistas correm para protegê-los, como se viu tantas vezes no tempo dos militares. Mas o infeliz liberal ou conservador, pego em flagrante delito de escrever artigos para a grande mídia, não tem perdão. É abandonado até pelos seus correligionários. 
É verdade que os jornalistas da direita vêm ganhando algum espaço, mas no Brasil a esquerda está tão acostumada a mandar sozinha na mídia, que se escandaliza e espuma de raiva com isso. Em qualquer país decente, a direita e a esquerda repartem mais ou menos equitativamente os meios de difusão. No Brasil, quando a direita salta dos dois por cento para os cinco por cento, já é o alarma geral, em tons sinistros de quem anuncia um golpe de Estado. Um dos indignados, o indefectível Paulo Moreira Leite, mente como um vendedor de terrenos submarinos ao dizer: "Quem estava no centro foi para a direita. Quem estava à direita foi para a extrema-direita." Constantino, Azevedo e Magnoli, desde que estrearam como colunistas, não mudaram de convicções em absolutamente nada. Foram os censores esquerdistas, como o próprio Moreira Leite, que, estreitando cada vez mais a área do direitismo permitido na mídia, passaram a rotular simples liberais de "extremistas de direita", tentando criminalizá-los. Moreira Leite confunde maquiavelicamente a régua com o objeto medido. 
Mais obsceno ainda é Antonio Prata, da própria Folha, que, imaginando fazer sátira, escreve: “Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara” — uma descrição bem exata e literal do estado de coisas. Tanto que vários leitores levaram a afirmativa a sério e a aplaudiram. O autor teve de avisar, “ex post facto”, que pretendera fazer piada. No meu tempo de ginásio, quem quer que ignorasse que não se satiriza a verdade tiraria zero de redação. Mas, para expulsar os liberais e conservadores da mídia, vale até um colunista se expor ao ridículo. Tudo pela causa. 
Voltando ao sr. Moreira Leite, sei que é inútil tentar levar alguém como ele a um debate sério, mas, para dar aos leitores uma idéia de quanto o uso atual do rótulo de “extrema direita” na mídia é abusivo, notem esta distinção, que toda a ciência política do mundo confirma : a diferença de esquerda e extrema esquerda é de graus e de meios, a de direita e extrema direita é de natureza, de fins e de valores. 
O esquerdista torna-se extremista quando quer realizar, por meios revolucionários e violentos, o mesmo que a esquerda moderada busca fazer devagar e pacificamente : a expansão do controle estatal na economia, visando à debilitação e, no fim, à extinção da propriedade privada dos meios de produção.
Totalmente diversa é a relação entre direita e extrema direita. Ser de direita, ou liberal, é ser a favor da economia de mercado, das liberdades civis e da democracia constitucional (a versão conservadora defende essas mesmísimas políticas, mas o faz em nome da tradição judaico-cristã, que para o liberal não significa grande coisa). Se por extrema direita se entende aquilo que o vocabulário corrente e a esquerda em especial designam por esse nome, isto é, o fascismo e o nazismo, o fato que estou assinalando salta aos olhos da maneira mais clara e inequívoca : ser de extrema direita não é querer mais economia de mercado, mais liberdades civis, mais democracia constitucional — é querer acabar com essas três coisas em nome da ordem, da disciplina, da autoridade do Estado, às vezes em nome do anticomunismo, do combate à criminalidade ou de qualquer outro motivo. Não houve um só governo conhecido como de extrema direita que não fizesse exatamente isso. A conclusão é óbvia : passar da esquerda à extrema esquerda é somente uma intensificação de grau na busca de fins e valores que permanecem idênticos em essência. Passar da direita à “extrema direita” é mudar de fins e valores, é renegar o que se acreditava e, em nome de alguma urgência real ou fictícia, empunhar a bandeira do que se odiava, se desprezava e se temia. Constantino, Azevedo, Magnoli não fizeram isso. São odiados precisamente porque defendem o que sempre defenderam. Por isso o único meio de difamá-los é trocá-los de classificação, alistá-los à força no exército dos seus inimigos, identificá-los com tudo o que abominam e combatem. 
Eis aí por que uma frase como a do sr. Paulo Moreira Leite — “passaram da direita à extrema direita” — é um expediente difamatório apenas, não uma afirmação séria, pensada, digna de um intelecto respeitável".
Juntos Somos Fortes!