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segunda-feira, 6 de março de 2017

DIREITA, VOLVER: DURA CRÍTICA AO JORNALISTA REINALDO AZEVEDO

Prezados leitores, publicamos vídeo que circula pelas redes sociais sobre a postura do jornalista Reinaldo Azevedo com relação à direita que estaria surgindo no Brasil. 
Nos cabe deixar claro que não somos eleitores de NENHUM dos políticos citados no vídeo e que só o reproduzimos por sermos amplamente favoráveis ao debate de ideias e como já publicamos vários artigos da lavra de Reinaldo Azevedo, consideramos justo publicar um contraponto. 






Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

UM DISCURSO SENSACIONAL DA EX-PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Prezados leitores, a ex-presidente Dilma Rousseff sempre produziu discursos que acabaram famosos pelo seu conteúdo bizarro.
Eis um deles.





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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

sábado, 13 de agosto de 2016

OLIMPÍADA - SECRETÁRIO BELTRAME TEM QUE SAIR, MAS NÃO SAIRÁ



Prezados leitores, publicamos artigo do jornalista Reinaldo Azevedo (Revista Veja) sobre o assassinado do Solda PM Hélio da Força Nacional de Segurança, que atuava na segurança dos jogos olímpicos.

"Revista Veja
Blog do Reinaldo Azevedo 
A morte do soldado Hélio e nossas mazelas e virtudes. Ou: Beltrame tem de sair 
Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, levou um tiro na cabeça ao entrar por engano no Complexo da Maré
12/08/2016 às 5:22 
Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, está morto. Ele era membro da Força Nacional. Nesta quarta-feira, por engano, entrou no Complexo da Maré, no Rio, numa viatura da corporação. Os traficantes lhe acertaram um tiro na cabeça. Internado no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, para uma cirurgia de urgência, que durou quatro horas e meia, não resistiu e morreu nesta quinta. 
Pois é… 
Qual é o Brasil real? Este que mata um inocente com um tiro na cabeça ou aquele que faz uma abertura grandiosa do evento e que abriga os Jogos, apesar de alguns sobressaltos, de forma bastante satisfatória? 
Os retóricos condoreiros tenderiam a dizer que real mesmo é o país que mata Hélio. Aquele da solenidade de abertura seria só uma fantasia. 
Discordo, é claro! Os dois países são reais: tanto aquele em que um bandido acerta um tiro na cabeça de um policial como o outro, capaz de lidar com o sublime. O Brasil que dá certo nos lembra de que podemos, sim, ser melhores. Não somos natural e congenitamente avessos à qualidade, ao saber técnico, à competência. 
Em larga medida, o que infelicita o país é a ligeireza com que determinadas correntes de pensamento afrontam o óbvio, o elementar. 
A forma como o Estado do Rio vem cuidando da segurança pública nos últimos 10 anos não passa de um delírio coletivo de supostos bem-pensantes. 
É claro que, cotidianamente, muitos outros atos violentos são praticados sem que ninguém saiba. A morte de um homem da Força Nacional vira um símbolo porque ele foi convocado justamente para aumentar a segurança, garantindo que os Jogos Olímpicos ocorram em paz. 
A política de ocupação pacífica das favelas não passa de uma narrativa de ficção tendente a alimentar consciências eventualmente culpadas. Ainda não se inventou uma alternativa eficaz à prisão de bandidos. Espantá-los ou redistribuí-los entre “comunidades” ainda não pacificadas é uma escolha errada na origem. 
Parece claro que o ciclo José Mariano Beltrame, no Rio, chegou ao fim. Não duvido da sua honestidade pessoal e de sua honestidade de propósito, mas cobro que ele tenha a humildade de confessar o insucesso de suas escolhas. 
Uma verdade se mostra insofismável: mesmo nos locais em que se instala a tal Unidade de Polícia Pacificadora, o controle do território ainda está com o narcotráfico. E, meus caros, sem a conquista territorial, não se faz nem a guerra nem a paz. 
E, ora vejam, o Rio nem chega a estar entre os cinco Estados mais violentos do país. Mas é o único, sim, em que uma política de segurança pública notavelmente inepta é vendida ao distinto público como uma fantasia integracionista. 
É lamentável (Fonte)". 

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A PRESIDENTE DILMA E O ESTADO ISLÂMICO



Prezados leitores, a seguir transcrevemos um artigo do jornalista Reinaldo Azevedo:

"REVISTA VEJA ON LINE
BLOG DO REINALDO AZEVEDO
2 DE OUTUBRO DE 2014 
Chamem a Dilma para “dialogar”: Estado Islâmico decapita dez pessoas na Síria, incluindo três mulheres 
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) decapitou sete homens e três mulheres em uma região curda no norte da Síria, disse um grupo de monitoramento dos direitos humanos nesta quarta-feira. O diretor da entidade civil oposicionista Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdulrahman, afirmou que os assassinatos fazem parte de uma campanha bárbara para atemorizar moradores que resistem ao avanço do grupo extremista. 
Segundo o OSDH, os mortos são cinco combatentes curdos que lutavam contra o EI, incluindo três mulheres, e mais quatro rebeldes árabes sírios. A outra vítima é um civil curdo que também teve a cabeça arrancada. Eles foram capturados e decapitados na terça-feira em um local a cerca de 14 quilômetros a oeste de Kobani, uma cidade curda cercada pelos jihadistas, nas proximidades da fronteira turca . “Não sei por que essas pessoas foram presas e decapitadas. Somente o Estado Islâmico sabe”, disse Abdulrahman. 
O Estado Islâmico, que proclamou um califado em uma região que abrange parte da Síria e do Iraque, tem praticado várias decapitações de combatentes inimigos e civis na Síria e Iraque. Tais atos são com frequência perpetrados em público e acompanhados de uma mensagem de que qualquer oposição, violenta ou não violenta, não vai ser tolerada. 
Escalada de violência no Iraque Os atos de violência durante o mês de setembro no Iraque tiraram a vida de 1.119 iraquianos e feriram outros 1.946, informou nesta quarta a missão das Nações Unidas no Iraque (Unami, na sigla em inglês). O número de civis mortos chegou a 854, o de feridos a 1.604, e a 265 entre os membros das forças de segurança (incluídas as tropas curdas, as forças especiais e as milícias que apoiam o exército iraquiano), além de 342 feridos, indicou a Unami em comunicado. 
Na nota não foram especificadas as circunstâncias de morte dos integrantes das forças de segurança, nem números sobre o número de mortos ou feridos nas fileiras do grupo jihadista EI. Os números também não incluem as baixas nas operações registradas na província de Anbar, no oeste do país, por causa da dificuldade de verificar alguns fatos e elaborar um relatório sobre as vítimas. A ONU informou em seu texto da impossibilidade de verificar informações sobre um grande número de vítimas dos efeitos secundários da violência, como a falta de água, de alimentos, remédios e de cuidados básicos de saúde. Por isso, insistiu que “os números apresentados têm que ser considerados como o mínimo absoluto”. 
Por Reinaldo Azevedo"

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

AÉCIO NEVES PROMETE CRIAR MINISTÉRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA



Prezados leitores, Aécio Neves promete a criação do Ministério da Segurança Pública.

"REVISTA VEJA ON LINE
BLOG DO REINALDO AZEVEDO 
04/08/2014 
Aécio diz que, se eleito, criará os ministérios da Infraestrutura e da Justiça e Segurança Pública; as 39 pastas atuais seriam convertidas em 23 
No Portal G1
O candidato a presidente da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG), anunciou nesta segunda-feira (4) durante entrevista ao vivo ao G1 que, se eleito, criará o Ministério da Infraestrutura e extinguirá o Ministério da Pesca. Segundo ele, a pasta da Infraestrutura reunirá setores como transporte e energia, que atualmente têm ministérios específicos. 
Perguntado sobre qual pasta deixaria de existir em eventual governo tucano, ele afirmou: “Daria o exemplo do Ministério da Pesca. Não se justifica de forma nenhuma até porque precisamos fortalecer o Ministério da Agricultura. [...] Em primeira mão, posso dizer que estamos estudando a criação de um forte Ministério da Infraestrutura. Não quero entrar em tantos detalhes. Ele trataria de investimentos em rodovias, ferrovias, energia. Não vou entrar em detalhes, mas fica essa primeira sinalização.” 
O Ministério da Infraestrutura existiu durante dois anos do governo Fernando Collor – foi criado em 1990, extinto em 1992 e teve três ministros. Confrontado pelos jornalistas com essa informação, Aécio afirmou: “Não tenho esse governo como parâmetro para o meu governo. O que posso apresentar para o Brasil é a minha história”. 
Durante cerca de 45 minutos, o presidenciável tucano respondeu a perguntas de internautas e do portal, em três blocos, conduzidos pelos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1. A ordem dos entrevistados foi definida por sorteio na presença de representantes dos partidos de todos os candidatos. A candidata sorteada para o primeiro dia (28 de julho), a presidente Dilma Rousseff, não compareceu por problemas de agenda, segundo a assessoria do Palácio do Planalto. No último dia 31, foi entrevistado o candidato Zé Maria (PSTU). O próximo, na quinta-feira (7), será Mauro Iasi (PCB). 
Aécio Neves reafirmou a proposta de redução para quase a metade do número de ministérios, atualmente em 39. Para o tucano, que mencionou estudo da Universidade de Cornell (EUA), “22 ou 23 ministérios” é o número “adequado”. 
Segundo ele, o formato final da proposta de diminuição do número de pastas será resultado do trabalho do ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia e de um grupo de especialistas, que, segundo ele, estão “redesenhando o estado brasileiro”. Aécio afirmou que a criação do Ministério da Infraestrutura permitiria uma “ação estratégica” para o país, que precisa ter “marcos regulatórios claros”. “Precisa ser algo que planeje, tenha interlocução com o setor privado”, completou. De acordo com o presidenciável, o governo e os PT “demonizaram” as parcerias com o setor privado, mas agora “se curvam a elas com atraso enorme”. 
Ainda sobre reforma na estrutura ministerial, afirmou que, caso eleito, pretende reestruturar o Ministério da Justiça, transformando a pasta em Ministério da Justiça e Segurança Pública. O tucano disse também defender o fim da reeleição, com a fixação de mandatos de cinco anos. Ele reafirmou ainda a intenção de apresentar logo nos primeiros dias do mandato uma proposta de simplificação do sistema tributário “porque nós precisamos declarar guerra ao custo Brasil”. 
Indagado em pergunta de um internauta se seria possível governar sem o apoio de José Sarney, Renan Calheiros e outras lideranças do PMDB – “todos adversários meus nesta campanha” –, atualmente aliados do governo, Aécio Neves respondeu que sim, mas disse que, se “quadros” do partido decidirem apoiar um eventual governo tucano, aceitará.
“Da forma como se estabelecerem as relações políticas, sim [é possivel governar sem o PMDB], eu farei isso. Não há mais como manter essa relação mercantilista com o PMDB e outras forças partidárias [...]. Essa talvez seja uma das heranças malditas, perversas, desse governo, que nivelou por baixo as relações politicas”, declarou. (…) 
Por Reinaldo Azevedo (Fonte)"

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terça-feira, 15 de julho de 2014

O BRADO RETUMBANTE - REINALDO AZEVEDO



Prezados leitores, o povo brasileiro precisa verdadeiramente despertar.

"REVISTA VEJA 
Blog do Reinaldo Azevedo 
14/07/2014 às 15:36 
O brado retumbante 
O povo que pôs fim à ditadura, que depôs um presidente na lei e na ordem e que venceu a inflação, convivendo com duas moedas, merece uma Seleção melhor, um governo melhor, uma oposição melhor, uma classe política melhor e um futuro melhor. 
Já chegou a hora de aposentar a tese de que “todo povo tem o governo que merece”. A população brasileira já passou, e passa ainda, poucas e boas. Ainda assim, acredita no futuro, recebe bem quem vem de fora, luta — a esmagadora maioria ao menos — para ganhar a vida honestamente. Merece ser governado por uma classe política mais decente. 
Esse povo está cansado, sim, de empulhação, de roubalheira, de um estado que não funciona. Quando pede “escola e saúde padrão Fifa”, está despertando para o fato de que é um dos maiores pagadores de impostos diretos e indiretos do mundo, sem que o Poder Público lhe dê o devido retorno. 
A resposta para isso, claro!, não é a tal democracia direta dos conselhos populares, como agora ameaçam os petistas. Essa democracia direta é justamente o contrário do que querem milhões de pessoas: o que se pede é uma República dos Iguais, não uma República dos Diferentes — porque ligados a um partido, a um sindicato ou pertencentes a uma classe. 
O governo petista está batendo cabeça para tentar entender o que se passa e não consegue porque se apega à ortodoxia de esquerda, dos movimentos organizados, o que levou Gilberto Carvalho, por exemplo, a negociar com criminosos, já que confessou ter se encontrado várias vezes com black blocs. 
Qualquer que seja o resultado nas urnas neste 2014, vença o governo de turno ou a oposição, é preciso que o estado se abra mais para ouvir a sociedade, não entregando a administração pública a minorias, a conselhos e a sovietes. Precisamos é de indivíduos mais livres para empreender, dentro das regras do jogo. Vença Dilma, Aécio ou Campos, quem não entender o “brado retumbante” corre o risco, numa situação econômica não muito favorável que vem pela frente, de ter sérios problemas com a governabilidade. 
O brado retumbante pede governantes mais sérios. O brado retumbante quer um governo melhor, uma Seleção melhor, uma escola melhor, uma saúde melhor. A razão é simples: o povo paga caro por isso tudo. E não recebe a mercadoria. Está cansado de ser vítima de uma espécie de estelionato da cidadania. 
Por Reinaldo Azevedo (Fonte)". 

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

PMs SÃO UMA BOMBA-RELÓGIO - JORNALISTA REINALDO AZEVEDO



Prezados leitores, fiéis aos nossos princípios de fornecer subsídios para que cada leitor possa formar as suas próprias convicções, publicamos a opinião do renomado jornalista Reinaldo Azevedo sobre a situação dos Policiais Militares no Brasil.

"REVISTA VEJA 
BLOG DO REINALDO AZEVEDO 
15/05/2014 Às 20:17 
PMs são uma bomba-relógio por causa da PEC 300. E o que Dilma fez no passado… 
A greve da Polícia Militar de Pernambuco é política, sim, porquanto toda paralisação do trabalho, especialmente de servidores, tem essa característica. Mas é política também porque se sabe que o Estado pretende ser uma das vitrines de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República. Se a bagunça se instaura por lá, como é o caso, e se o governo federal, como também é o caso, é obrigado a intervir com a Força Nacional de Segurança, é evidente que o ex-governador sai mal da fita. Afinal, aquela é a Polícia Militar que seu sucessor herdou. Certamente as lideranças grevistas farejaram que esse era um bom momento para aplicar uma espécie de chantagem. 
As PMs do Brasil inteiro são uma bomba-relógio desde que foi apresentada a PEC 300, com a qual a então candidata à Presidência, Dilma Rousseff, se comprometeu. E o que diz essa Proposta de Emenda Constitucional? Que o salários dos policiais militares do Brasil inteiro serão igualados aos do Distrito Federal, os mais altos do pais. Um policial tem um salário-base na faixa de R$ 4.200. 
A pressão em favor da equiparação começou em 2008, quando Lula editou uma Medida Provisória elevando bastante o salário da PM do DF. Atenção! Na capital federal, é a União que arca com os custos da corporação. Fez-se, então, uma grande solenidade, num estádio de futebol, com o Apedeuta falando pelos cotovelos, na buliçosa presença do então governador, José Roberto Arruda — sim, aquele mesmo do saco de dinheiro; pouco tempo depois, ele cairia em desgraça. O gesto demagógico criou uma pressão Estados afora. Surge, então, a PEC 300. Como boa parte dos estados quebraria, deu-se um jeito: o texto estabelece que, caso um estado não consiga arcar com equiparação dos salários, a União o fará. 
Reitero: a campanha eleitoral de Dilma acusou o tucano José Serra de não se comprometer com a sua aprovação. De olho nas contas, Serra não se comprometeu mesmo. Ficou subentendido que Dilma, se eleita, lutaria pela PEC 300. Até Michel Temer, então candidato a vice, entrou na parada, recebendo lideranças dos policiais. Eleita, Dilma deixou o assunto pra lá.
Em Pernambuco, PMs e bombeiros pedem aumento salarial de 50% para praças (soldados a subtenentes) e de 30% para oficiais. Atualmente, um soldado da PM recebe salário de R$ 2.409, enquanto um coronel tem remuneração de R$ 13.600. 
Por Reinaldo Azevedo

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A IMPRENSA MENTE. CIDADÃO, CUIDE-SE E UNA-SE A NÓS.



Prezados leitores, a rodada final do Brasileirão 2013 expôs uma chaga da imprensa, um mal que não é exclusivo da imprensa brasileira, muito pelo contrário, existe nos quatro cantos do mundo.
A imprensa mente.
Cidadão, cuide-se, caso contrário formará sua opinião com base em mentiras.
Mente não só quando inventa algo que não ocorreu.
Ela mente, por exemplo, quando manipula a interpretação de um fato, levando o destinatário da mensagem ao erro.
Ela mente também quando omite fatos de interesse público, mente por esconder a verdade, pois o seu compromisso deve ser com a verdade e não com a notícia, como pregam alguns "jornalistas".
Mentiu quando omitiu a situação do Flamengo após ter escalado André Santos e prejudicou a Portuguesa.
A nossa sorte é que a imprensa também fala a verdade e, incontáveis vezes, corrige a própria imprensa.
No caso do Brasileirão estamos esperando que a imprensa denuncie a imprensa, para que a credibilidade na instituição seja restabelecida.
Nós denunciaremos, não tenham dúvida.
O mundo assiste aterrorizado o que está acontecendo no Maranhão, o estado dos Sarneys.
No meio desse contexto veio a mentira de que a "tortura nos presídios é uma herança da ditadura militar", uma falácia como tantas outras que se levantam contra o período. 
O desavisado que der ouvidos a turma que anda mandando no Brasil acabará concluindo que tudo de ruim que existe nessa democracia insipiente ou nessa cleptocracia galopante, como preferirem, nada mais é do que uma herança dos governos militares.
Um absurdo como mentem.
Eu gosto de ler Reinaldo Azevedo, embora leia com frequência bem menor do que a que gostaria. Não que concorde com tudo que ele escreve, discordo aqui e ali, mas ele tem sido uma voz de resistência contra alguns mentirosos que circulam entre nós.
É preciso resistir contra os mentirosos, sobretudo, os que formam a opinião pública, tendo em vista que somos um país com milhões e milhões de analfabetos funcionais, presas fáceis da imprensa que tenha interesse em manipular os fatos.
Quem teve a oportunidade de aprender a interpretar textos deve se alistar no exército de resistência, deve integrar a mídia do contragolpe, trazendo a verdade para o enfrentamento com a mentira, seja qual for o tema.
A imprensa omitiu a situação do Flamengo e prejudicou a Portuguesa. Eis a verdade.
As torturas no Brasil antecedem em muito aos governos militares. Eis a verdade.
Peço que leiam Reinaldo Azevedo:

"REVISTA VEJA 
08/01/2014 às 15:21 
A condescendência da democracia brasileira com a tortura e com a violência e uma grande impostura 
Por Reinaldo Azevedo 
Nunca deixou de haver tortura no Brasil. Nas cadeias, nos presídios, na justiça informal dos morros e das periferias. Se é difícil, e é, coibir a violência praticada nas margens da sociedade, é estupefaciente que o estado brasileiro tenha decidido se conformar com a barbárie de cada dia em instituições que estão sob a sua guarda, contra pessoas entregues a seus cuidados. É evidente que lugar de bandido é na cadeia — e o Brasil, muito especialmente o Maranhão, prende pouco. Só nefelibatas e cretinos ideológicos querem tratar presidiário como bibelôs. O ponto não é esse. É preciso que a cadeia seja, sim, um local de restrição de direitos. Mas tem de ser também um local de garantias. 
Grupos ideológicos dedicados a reescrever o passado estão empenhados, neste momento, em rever a Lei da Anistia — contra, diga-se de passagem, todos os mais sólidos fundamentos de um estado de direito. Nem entro nesse mérito agora (e já escrevi muito a respeito). Um dos argumentos supostamente hígidos do ponto de vista moral sustenta que a tortura nos presídios é uma herança deixada pela… ditadura militar. Trata-se de uma tese canalha, mentirosa, contra os fatos. Então essa gente não leu nem mesmo “Memórias do Cárcere”, do esquerdista (brilhante!, o maior prosador do modernismo brasileiro) Graciliano Ramos? Então não houve um Filinto Müller no Brasil? Então a ditadura do Estado Novo, comandada pelo tirano Getúlio Vargas, não matou e não esfolou nas prisões? Então não houve entre nós um gigante moral chamado Sobral Pinto? 
O advogado apelou à Lei de Proteção aos Animais para proteger o militante comunista Arthur Ernst Ewert — que tinha o codinome de Herry Berger — que viera ao Brasil para auxiliar Luiz Carlos Prestes na tentativa de golpe comunista de 1935. Preso, foi barbaramente torturado, o que levou Sobral Pinto — um militante católico e anticomunista ferrenho — àquela decisão: não encontrando na lei que protegia os homens uma forma de livrar seu cliente do horror, apelou à que protegia os bichos. Ewert só deixou a cadeia em 1947. Estava louco. Morreu num hospital psiquiátrico na Alemanha, em 1959. Não era flor que se cheirasse e não veio ao Brasil fazer nada que prestasse. O estado que o torturou, no entanto, era criminoso. 
Mentira! A tortura nos presídios não é uma herança da ditadura militar coisa nenhuma! É uma herança da truculência e do déficit democrático. Aí, sim! É asqueroso ver como, ao longo do tempo, da história, os ditos “progressistas” foram distinguindo a tortura inaceitável da aceitável. 
Há dias, li textos de alguns mistificadores saudando o fato de que uma escola pública havia decidido trocar de nome: de Emílio Garrastazu Médici para Carlos Marighella. Saía um dos generais da ditadura, entrava o militante comunista, autor de uma penca de crimes. Seu “minimanual” da guerrilha urbana recomenda explicitamente a prática de atos terroristas e o assassinato de soldados inocentes e considera que até os hospitais são alvos, digamos, “militares”. Ações planejadas e executadas por ele mataram e mutilaram inocentes. A delinquência esquerdopata, mesmo assim, aplaudiu a troca. 
Este é, afinal, o país que exalta a figura de Getúlio Vargas, este sim, à diferença dos militares, um ditador, digamos, unipessoal, um caudilho verdadeiro. A ditadura militar era um sistema; Getúlio era o nosso “condutor”. Matou, torturou, esfolou e… virou herói. Afinal, a história ideologicamente orientada fez dele depois um paladino do bem, esquerdista e nacionalista (santo Deus!), contra a suposta direita entreguista. Inventou-se até mesmo a farsa de que 1964 era apenas a reedição de 1954, como se o país tivesse passado dez anos numa espécie de “sursis”, à espera do… golpe! 
Bobagens dessa natureza serão produzidas aos montes neste 2014, nos 50 anos do golpe militar (Leia mais).

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DIFAMAÇÃO PURA E SIMPLES - OLAVO DE CARVALHO

"Difamação pura e simples 
Olavo de Carvalho 
Meu artigo “Nem um pouquinho” veio com um erro: o colunista Rodrigo Constantino não entrou na Folha, mas no Globo e na Veja. Quem foi para a Folha junto com o Reinaldo Azevedo foi o Demétrio Magnoli. Qualquer que seja o caso, a observação que fiz sobre as reações indignadas dos mandarins da esquerda foi exata, apenas incompleta. Esqueci de enfatizar que essas reações não se voltavam contra isto ou aquilo que os articulistas tivessem escrito, mas contra a sua simples presença na mídia. Não se tratava de refutar opiniões, mas de cortar cabeças. 
Também deixei de observar que os apelos à guilhotina não vieram todos de fora, mas alguns apareceram nos próprios jornais onde os novos colunistas estreavam. Nunca, nunca, em toda a história da mídia brasileira, se viu uma pressão coletiva de jornalistas pela expulsão de algum colega socialista ou comunista da redação de qualquer jornal, estação de rádio ou canal de TV. 
A solidariedade de classe entre os jornalistas brasileiros é só para os comunistas e seus companheiros de viagem. Até os direitistas correm para protegê-los, como se viu tantas vezes no tempo dos militares. Mas o infeliz liberal ou conservador, pego em flagrante delito de escrever artigos para a grande mídia, não tem perdão. É abandonado até pelos seus correligionários. 
É verdade que os jornalistas da direita vêm ganhando algum espaço, mas no Brasil a esquerda está tão acostumada a mandar sozinha na mídia, que se escandaliza e espuma de raiva com isso. Em qualquer país decente, a direita e a esquerda repartem mais ou menos equitativamente os meios de difusão. No Brasil, quando a direita salta dos dois por cento para os cinco por cento, já é o alarma geral, em tons sinistros de quem anuncia um golpe de Estado. Um dos indignados, o indefectível Paulo Moreira Leite, mente como um vendedor de terrenos submarinos ao dizer: "Quem estava no centro foi para a direita. Quem estava à direita foi para a extrema-direita." Constantino, Azevedo e Magnoli, desde que estrearam como colunistas, não mudaram de convicções em absolutamente nada. Foram os censores esquerdistas, como o próprio Moreira Leite, que, estreitando cada vez mais a área do direitismo permitido na mídia, passaram a rotular simples liberais de "extremistas de direita", tentando criminalizá-los. Moreira Leite confunde maquiavelicamente a régua com o objeto medido. 
Mais obsceno ainda é Antonio Prata, da própria Folha, que, imaginando fazer sátira, escreve: “Como todos sabem, vivemos num totalitarismo de esquerda. A rubra súcia domina o governo, as universidades, a mídia, a cúpula da CBF e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara” — uma descrição bem exata e literal do estado de coisas. Tanto que vários leitores levaram a afirmativa a sério e a aplaudiram. O autor teve de avisar, “ex post facto”, que pretendera fazer piada. No meu tempo de ginásio, quem quer que ignorasse que não se satiriza a verdade tiraria zero de redação. Mas, para expulsar os liberais e conservadores da mídia, vale até um colunista se expor ao ridículo. Tudo pela causa. 
Voltando ao sr. Moreira Leite, sei que é inútil tentar levar alguém como ele a um debate sério, mas, para dar aos leitores uma idéia de quanto o uso atual do rótulo de “extrema direita” na mídia é abusivo, notem esta distinção, que toda a ciência política do mundo confirma : a diferença de esquerda e extrema esquerda é de graus e de meios, a de direita e extrema direita é de natureza, de fins e de valores. 
O esquerdista torna-se extremista quando quer realizar, por meios revolucionários e violentos, o mesmo que a esquerda moderada busca fazer devagar e pacificamente : a expansão do controle estatal na economia, visando à debilitação e, no fim, à extinção da propriedade privada dos meios de produção.
Totalmente diversa é a relação entre direita e extrema direita. Ser de direita, ou liberal, é ser a favor da economia de mercado, das liberdades civis e da democracia constitucional (a versão conservadora defende essas mesmísimas políticas, mas o faz em nome da tradição judaico-cristã, que para o liberal não significa grande coisa). Se por extrema direita se entende aquilo que o vocabulário corrente e a esquerda em especial designam por esse nome, isto é, o fascismo e o nazismo, o fato que estou assinalando salta aos olhos da maneira mais clara e inequívoca : ser de extrema direita não é querer mais economia de mercado, mais liberdades civis, mais democracia constitucional — é querer acabar com essas três coisas em nome da ordem, da disciplina, da autoridade do Estado, às vezes em nome do anticomunismo, do combate à criminalidade ou de qualquer outro motivo. Não houve um só governo conhecido como de extrema direita que não fizesse exatamente isso. A conclusão é óbvia : passar da esquerda à extrema esquerda é somente uma intensificação de grau na busca de fins e valores que permanecem idênticos em essência. Passar da direita à “extrema direita” é mudar de fins e valores, é renegar o que se acreditava e, em nome de alguma urgência real ou fictícia, empunhar a bandeira do que se odiava, se desprezava e se temia. Constantino, Azevedo, Magnoli não fizeram isso. São odiados precisamente porque defendem o que sempre defenderam. Por isso o único meio de difamá-los é trocá-los de classificação, alistá-los à força no exército dos seus inimigos, identificá-los com tudo o que abominam e combatem. 
Eis aí por que uma frase como a do sr. Paulo Moreira Leite — “passaram da direita à extrema direita” — é um expediente difamatório apenas, não uma afirmação séria, pensada, digna de um intelecto respeitável".
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quarta-feira, 3 de julho de 2013

DESMILITARIZAR A POLÍCIA MILITAR - DALMO DALLARI - CONSIDERAÇÕES

Artigo republicado diante da crescente ideia de que a desmilitarização das PMs será a solução para os problemas da segurança pública.
SEGUNDA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO DE 2007
DESMILITARIZAR A POLÍCIA - DALMO DALLARI
Chegar a meio século de vida não significa o alcance da sabedoria, na realidade, ao ultrapassarmos o cinquentenário, mesmo na plenitude da produtividade mental, pois a física se perdeu no tempo, apenas uma "certeza absoluta" possuímos - o desencarne está cada dia mais próximo.
Portanto, prefiro ser socrático e afirmar que "só sei que nada sei", antes de criticar uma obra alheia, embora tenha passado dos cinquenta.
No seio familiar aprendi que respeitar a opinião do outro é um sinal de civilidade, um exercício que todos nós deveríamos nos obrigar diariamente.
Aliás, maior civilidade ainda demonstra o ser humano que muda de opinião, quebrando seus paradigmas internos mais fortes.
Deixar-se convencer, diante de uma verdade, diferente da sua, mostra grandeza de propósitos e de ideais.
Ainda estou muito longe desse imaginário ser humano perfeito, vez por outra, me surpreendo na entrada da caverna, titubeando entre sair para o mundo exterior e voltar para a segurança da escuridão, contentando-me com a confortável ignorância.
No sábado, o texto a seguir me surpreendeu.
Confesso que a vontade primeira foi gritar a plenos pulmões a minha indignação.
Em um ato de coragem saí da caverna e enfrentei o desconhecido.
Ilustre DALMO DALLARI, perdoe-me, o renomado Professor e Jurista para mim era um completo desconhecido.
Eu sei, a recíproca é ainda mais verdadeira, para o senhor o Coronel Paulo Ricardo Paúl, atual Corregedor Interno da PMERJ, é abissalmente distante da sua realidade.
E busquei conhecer o desconhecido.
Vi que o seu artigo já tinha sido transcrito no blog MILITAR LEGAL, do Tenente Melquisedec Nascimento.
Descobri que o senhor foi uma das 23 (vinte e três) personalidades que deram depoimento para o livro "ESTADO DE DIREITO JÁ" e que na realidade seu nome é Dalmo de Abreu Dallari.
Li uma declaração sua contida no artigo "NY Times: Brasil pode utilizar o Exército para substituir policiais em greve", escrito por LARRY ROTHER.
Em seguida, li outra citação a seu respeito, no artigo "Mais segurança: com ou sem armas?", escrito por MIGUEL GLUGOSKI.
O jornalista REINALDO AZEVEDO fez uma análise crítica muita dura sobre a sua postura a respeito de um movimento na USP, no artigo "No afã de seduzir adolescentes, Dallari quebrou a cara".
E resolvi parar quando li sobre o senhor no "Jornal da Universidade - UFRGS" e no blog "ZÉ DIRCEU - Um espaço para a discussão do Brasil".
Confesso, desisti, o senhor é famoso demais, eu levaria todo o resto da minha vida para conhecer a sua obra.
Frustado e pior, mais indignado, ao perceber como alguém tão famoso quanto o senhor - um formador de opinião - consegue escrever sobre algo que não conhece, desfilando conceitos repetidos incontáveis vezes, não acrescentando nenhum fato novo.
O senhor condenou o modelo militar adotado pela Polícia Ostensiva e de Preservação da Ordem Pública, sem conhecer o modelo.
Assim sendo, arguindo os princípios do contraditório e da ampla defesa, analiso o seu artigo.
Na verdade, invado o seu artigo e para preservá-lo faço os meus comentários utilizando letras na cor vermelha, enquanto o original está em azul.
Vamos ao artigo.
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JORNAL DO BRASIL
SÁBADO, 29 de Setembro de 2007.
Dalmo Dallari.
Professor e Jurista.
No Brasil há muita polícia e pouco policiamento. Com efeito, estão previstas na Constituição oito organizações policiais autônomas, com diferentes áreas de atuação, o que deveria significar que a ordem legal está assegurada em toda as atividades que interessam à sociedade brasileira e que a criminalidade está mantida em nível baixo, não havendo motivo para que as pessoas sintam insegurança e vivam com medo. Quem não conhecer o Brasil e tomar conhecimento da existência dessa pluralidade de organizações policiais irá concluir que não há espaço para ofensas à segurança pública, à vida e a integridade física das pessoas, bem como ao patrimônio. A realidade, entretanto, é outra.
Muitas pessoas, sobretudo nas grandes cidades, vivem com medo, sentindo-se inseguras, na expectativa de sofrer algum tipo de violência ou de ser vítima de alguma ofensa à pessoa ou ao patrimônio a qualquer momento. A par disso, é público e notório que um dos negócios mais rendosos do Brasil é a segurança privada, o que já deve fazer pensar.
Evidentemente, é mais do que tempo de se promover um debate sério e objetivo, sem arroubos demagógicos e sem falsa indignação, livre da influência de interesses corporativos, buscando a definição de uma política de segurança para todo país, para as regiões e as cidades, e o estabelecimento de um sistema policial integrado, em que uma polícia saiba o que outra está fazendo e todas atuem com espírito de colaboração, colocando acima de tudo o interesse público. Essa é uma idéia que deve ser proposta desde já para ser amadurecida, a fim de que as pessoas e entidades realmente interessadas no encontro de boas soluções e capazes de dar contribuição relevante comecem a pensar seriamente no assunto.
(Sinceramente, linhas e linhas do mais tradicional lugar comum, já lidas e relidas em incontáveis publicações. Talvez, uma única frase resumisse tudo isso: Precisamos mudar o modelo empregado na Segurança Pública. Isso é fato. Se não está funcionando, e não está, devemos mudá-lo).
Como contribuição a esse debate, seria importante que desde já se considerasse com seriedade, sem preconceitos ou reservas de qualquer natureza, a desmilitarização das Policiais Militares.
(Mais uma vez, um velho e desgastado discurso, próprio daqueles que desconhecem que a estrutura militarizada é empregada mundo a fora e com muito sucesso, diga-se de passagem).
Seria injusto negar que essas polícias têm dado contribuição positiva para e segurança pública no Brasil, mas seria também fugir à realidade não reconhecer que grande número de problemas graves de segurança pública, inclusive violência e corrupção, têm origem no caráter militar, absolutamente impróprio, dessas corporações .
(Assombrado, repito parte do seu texto:... "mas seria também fugir à realidade não reconhecer que grande número de problemas graves de segurança pública, inclusive violência e corrupção, têm origem no caráter militar, absolutamente impróprio dessas corporações." De duas uma, ou o senhor acha que a Polícia Não Militarizada no Brasil não é corrupta e nem violenta, ou regressou recentemente de Marte, tamanha a inconsistência de sua afirmativa, fundamentada sabe-se lá onde ou em que).
Com efeito, diz a Constituição que às Policiais Militares, organizadas pelos Estados e pelo Distrito Federal, cabem a polícia ostensiva a preservação da ordem pública. Elas são, portanto, serviços públicos essenciais, ligados à manutenção da ordem pública interna, sendo de sua responsabilidade uma constante ação de vigilância e preservação, devendo fazer-se visíveis dia e noite, a fim de impedir a existências de situações que sejam propícias à quebra da ordem legal e à ofensa aos direitos que ela consagra.
(Perfeito e de domínio público).
A função de Policiais Militares é prestar serviços ao seu povo e não enfrentar inimigos. Já o fato de estar instalada em quartéis e ser, por isso, de difícil acesso, afasta essas polícias do povo. A par disso, a graduação militar de seus membros e o uso de fardamento militar, em lugar de um uniforme civil, lembram muito mais um exército do que uma polícia, sendo também um fator de distanciamento.
(O senhor precisa viajar um pouco mais pelo mundo, sair um pouco da "caverna", buscar o conhecimento. Recentemente, alguns brasileiros que regressaram do Chile, enalteceram para mim, a excelência dos Carabineiros. O senhor os conhece? E as suas impecáveis fardas?).
Acrescentem-se a isso os privilégios absurdos assegurados aos seus integrantes, quando praticam irregularidades graves ou crimes, não havendo como negar que os policiais militares envolvidos na prática de crimes têm sido muito beneficiados pela proteção corporativa, em prejuízo da eficiência e da autoridade da organização.
(O senhor certamente não conhece a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, caso contrário saberia que no período de 2005 a 2007 foram demitidos mais de 550 (quinhentos e cinquenta) integrantes da Policia Militar. Nós devemos ser muito corporativistas na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, pelo menos no seu imaginário. O senhor conhece alguma Polícia Não Militarizada do Brasil que tenha um controle interno tão eficiente. Aliás, conhece alguma outra Instituição Brasileira tão refratária ao corporativismo?).
É tempo de pensar seriamente nos grandes benefícios que resultariam da desmilitarização dessas polícias, fazendo delas verdadeiros integrantes da ordem civil que devem proteger.
(Acabou? Por favor, cite alguns dos grandes benefícios que resultariam dessa desmilitarização, pois encerrando o artigo dessa forma inócua, pouco ou nada contribuiu para a melhoria do modelo, o que é uma afronta ao seu prestígio e conhecimento).
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Sinceramente, senhor Dalmo Dallari, os meus mais de 31 (trinta e um) anos atuando na Segurança Pública me permitem propor uma alternativa e gostaria que pensasse sobre ela, entre uma palestra e outra.
Vamos tentar cumprir a Constituição Federal, especificamente o artigo 144?
As Polícias Militares atuando na Preservação da Ordem Pública, através do exercício da Polícia Ostensiva (Policiamento Ostensivo) e as Polícias Civis (Não Militarizada) investigando os delitos, identificando os autores e os encaminhando para o Poder Judiciário.
Eu não sei se o senhor sabe, mas a impunidade é um dos maiores problemas brasileiros e a impunidade é alimentada pelo baixíssimo índice de elucidação dos delitos por parte da Polícia Judiciária (Não Militarizada).
E aproveito para acrescentar que a "quase" certeza da impunidade é um forte estímulo para a prática de crimes.
Concorda?
Portanto, o problema não reside no fato das Polícia Militares parecerem exércitos ao ingressarem nas comunidades carentes e serem recebidas com tiros de fuzis, na verdade, o problema está no fato da Polícia Judiciária não elucidar como as armas e as drogas chegam às comunidades carentes do Brasil, quem as transporta e como as transporta, por exemplo.
Ilustre Professor e Jurista Dalmo Dallari, enquanto as Polícias Civis (Não Militarizadas) não realizarem a sua única missão constitucional, infelizmente, as Polícias Militares continuarão precisando parecerem exércitos, inclusive usando os tão criticados veículos blindados para o transporte de tropa.
Em tempo, o senhor deve conhecer tais veículos como "CAVEIRÕES" e deve criticar o seu uso.
Cumpra-se a nossa Constituição Cidadão, isso já seria um bom começo!
Juntos Somos Fortes!